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Governo amplia uso de antirretrovirais na prevenção do HIV


Os medicamentos antirretrovirais podem ser usados a partir de agora como forma de prevenção por pessoas que tiveram relações sexuais desprotegidas e correm o risco de se infectarem com o vírus HIV.

A informação faz parte do Consenso Terapêutico, documento lançado hoje, 04, pelo Ministério da Saúde.

O que mudou?

O uso preventivo dos antirretrovirais era indicado apenas em casos de violência sexual ou para médicos e outros profissionais de saúde que tiveram contato com sangue de paciente soropositivo.

Agora, passa a ser usado também para quem teve uma relação sem camisinha ou em que o preservativo estourou.

No entanto, o assessor técnico do Departamento de DST e AIDS, Ronaldo Hallal, destaca que a medida só deve ser adotada em casos excepcionais. Segundo ele, o método de prevenção mais adequado continua sendo o preservativo porque, além de ser mais seguro, não tem os efeitos colaterais dos medicamentos para o tratamento da AIDS.

Como fazer?

Para ter acesso aos antirretrovirais como forma de prevenção, a pessoa deve procurar um dos 700 centros de referência no tratamento de HIV e Aids em até 72 horas após a relação sexual desprotegida. O ideal é que sejam duas horas. O tratamento dura 28 dias.

Além disso, a recomendação da terapia será feita depois da  avaliação de um médico. “Vários elementos serão avaliados, como o parceiro sexual e o tipo de relação que foi estabelecida”, destacou o assessor.

O uso será recomendado para pessoas que mantém ou tiveram relação com soropositivos ou que integram grupos onde a prevalência da doença é igual ou maior que 5%: usuários de drogas injetáveis, gays ou homens que fazem sexo com homens e profissionais do sexo.

O governo ainda fará um monitoramento dessa demanda para verificar se não há banalização do procedimento.

Portadores do vírus HIV

O Consenso Terapêutico também traz orientações para casais com pelo menos um portador do HIV que desejam ter filhos. A proposta é esclarecer sobre todas as metodologias existentes para reduzir ao máximo o risco de contaminação do bebê e do parceiro, caso ele não tenha o vírus.

“É um direito de todos. Se ter filhos é a decisão do casal, cabe ao governo orientar para que esse desejo seja colocado em prática com a maior segurança”, afirmou Ronaldo Hallal.

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