Novidades surpreendentes contra a malária
Há cerca de 1 milhão de infectados pela malária no mundo, sendo que a maioria está no continente africano. Duas novidades trazem esperança no combate à doença.
A primeira é o novo medicamento, NITD609, teve resultados eficazes nos primeiros testes para combater os parasitas da malária, que já estavam tornando-se resistentes aos tradicionais remédios.
A doença causa 800 mil mortes por anos é transmitida pela fêmea do mosquito que ao chupar o sangue da vítima despeja o parasita. Por fim, ele ataca células vermelhas do sangue e afeta o fígado, órgão vital para nossa saúde.
O Instituto de Genômica da Fundação de Pesquisa Novartis em San Diego checou 12 mil substâncias que combateriam o parasita Plasmodium falciparum.
Destes restaram 17, mas ao avaliá-los, sobrou apenas uma substância que nunca havia sido associada à malária antes e que mostrou-se eficaz: a NITD609.
2° novidade: Deixar o mosquito imune ao parasita
Já que a doença é transmitida por mosquito, por que não desenvolver imunidade no próprio mosquito a fim de que ele mesmo destrua o parasita, antes de chegar às pessoas?
Claro que não é um feito simples. Mas é como caminham os estudos de pesquisadores dos EUA, Índia e Brasil.
Eles analisam como o principal mosquito vetor da malária na África, o Anopheles gambiae, pode se tornar imune ao parasita. Alguns resultados mostram que eles apresentam uma resposta imune natural, mas ainda alguns parasitas conseguem completar o ciclo.
Para aumentar a imunidade, os pesquisadores aplicaram como se fosse uma vacina nos mosquitos: transferiram hemolinfa (equivalente ao sangue) de mosquitos infectados para os sadios.
Depois, esses receptores foram infectados pelo Plasmodium.
O resultado foi que, com o passar do tempo, 100% dos mosquitos estimulados responderam eficientemente.
Mas ainda é necessário outras pesquisas para que no futuro seja possível falar em erradicação.
O estudo foi realizado pelo CPqAM (Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães) e teve artigo publicado na revista Science.
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Blog da Saúde
10 de setembro de 2010










