Desenvolvimento sustentável – Brasil evolui, mas ainda há muito o que ser feito!
O Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE) divulgou hoje (1º) os indicadores de desenvolvimento sustentável 2010, dando continuidade à série iniciada em 2002. Veja alguns dos principais pontos.
Efeito estufa
Mesmo com desaceleração durante os últimos anos, os dados do relatório indicam que a emissão de gases de efeito estufa no Brasil subiu 62% entre 1990 e 2005, passando de 1,35 bilhão para 2,20 bilhões de toneladas de CO2.
O CO2, apesar de não ser o gás de efeito estufa com maior capacidade de reter calor na atmosfera, preocupa pela emissão excessiva!
No Brasil, a principal fonte de emissão do gás é a destruição da vegetação natural, atividade relacionada à mudança no uso das terras e florestas, que incluem os desmatamentos na Amazônia e as queimadas no Cerrado. A agricultura aparece em segundo lugar.
Essas atividades respondem por mais de 75% das emissões brasileiras do poluente, sendo as responsáveis por colocar o Brasil entre os dez maiores emissores de gases de efeito estufa para a atmosfera.
Poluição do ar se mantém estável nas grandes cidades, mas concentração de ozônio cresce
O levantamento mostrou ainda que, após vários anos de queda, o consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio aumentou, de 1,43 mil toneladas em 2006, para 2,09 mil toneladas em 2008.
O IBGE afirma que, apesar de o Brasil ter superado metas internacionais de consumo de compostos com maior potencial de dano (como o clorofluorcarbono, ou CFC), nos últimos anos houve o aumento do uso de compostos que causam menos danos ao ambiente.
A partir de 2006, os HCFCs, ou hidroclorofluorcarbonos, que são gases usados como fluidos refrigerantes em geladeiras e aparelhos de ar-condicionado, tornaram-se as principais substâncias que destroem a camada de ozônio em uso no PaÃs.
Concentração
A análise revela também um crescimento da concentração de ozônio (O3) em áreas urbanas. Nas regiões metropolitanas, os números (em microgramas por metro cúbico – mg/m³) são:
- Belo Horizonte: 300 mg/m³;
- São Paulo: 279 mg/m³;
- Rio de Janeiro: 233 mg/m³.
O padrão estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) é de 160 microgramas por metro cúbico!
Para ler mais sobre o levantamento do IBGE, clique aqui e leia o relatório completo.
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1 de setembro de 2010













