Apagão na Saúde – Geradores são fundamentais
Enquanto as luzes se apagaram na noite de terça-feira, 10, muitas vidas que precisavam da energia elétrica para sobreviver passaram por momentos críticos. Em situações como essa os geradores de energia em hospitais tornam-se peça fundamental.
Aparelhos presentes nas Unidades de Terapia Intensiva, como os de monitoramento cardíaco e respiradores, por exemplo, possuem uma bateria que dura no máximo três horas.
Para que transtornos e riscos como esse não aconteçam é importante que a estrutura física dos hospitais comporte o equipamento. Em Bauru, interior de São Paulo, houve correria e tumulto na tentativa de salvar seis crianças internadas em hospital sem o recurso de energia extra.
Abaixo você confere artigo exclusivo para o Blog da Saúde do Dr. Túlio Yamada, Cirurgião Geral e Diretor Administrativo do CECMI – Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas.
Artigo Dr. Túlio Yamada
Na última terça-feira, 10/11, às 22h13, o Brasil ficou às escuras. Em 18 dos 26 Estados o apagão durou cerca de três horas e tempo suficiente para gerar transtornos a mais de 60 milhões de brasileiros.
Com problemas de toda natureza, dos mais simples aos mais complexos, uma das áreas mais afetadas nestas situações é a hospitalar. Embora seja determinado por Lei, com supervisão do Ministério da Saúde e até mesmo da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), nem todos conseguem suprir a falta de energia elétrica de forma eficaz e com os requisitos básicos necessários. A exigência é que todo hospital seja provido de geradores para garantir atendimento e manutenção em suas áreas críticas, como UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e Centro Cirúrgico.
A tríplice proteção que um hospital deve ter em seu escopo organizacional são os geradores de energia, os “No breaks” e baterias acopladas aos equipamentos do centro cirúrgico e UTI.
Todos estes recursos são fundamentais. A rede elétrica sofre constantes variações, sobretudo nos grandes centros urbanos. Por isto, os “No breaks” e as baterias internas dos equipamentos são fundamentais para manter o correto funcionamento, mesmo por períodos curtos de oscilações, que podem durar segundos. Normalmente, um gerador, mesmo acionado imediatamente em caso de queda abrupta, leva de 12 a 15 segundos para entrar em ação. E é neste ínfimo espaço de tempo que “No breaks” e baterias devem cumprir suas funções, mantendo o contínuo funcionamento nas alas críticas de qualquer hospital.
A determinação da ANVISA cobra dos hospitais sistemas de emergência com geradores alimentados por diesel ou similar para cobrir a falta de energia elétrica em casos de interrupção. Os equipamentos nos setores críticos devem ter sua alimentação chaveada automaticamente para a fonte de emergência, garantindo o suprimento de energia por, no mínimo, 24 horas.
No CECMI – Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas – implantamos um grupo gerador para atender UTI e Centro Cirúrgico, atrelados a “No breaks”. Os equipamentos instalados nas áreas críticas são modernos e possuem baterias internas próprias. Isto tudo permite uma segurança muito grande, uma garantia tripla para nossos pacientes.
Este cuidado, como disse, deve estar no escopo do projeto de qualquer hospital, planejado por arquitetos experientes, e os equipamentos instalados em local adequado, respeitando inclusive os limites sonoros, uma vez que estarão dentro da área hospitalar. Ainda que não houvesse uma Lei a ser cumprida, tais recursos sempre deveriam constar como equipamentos essenciais, assim como uma simples gaze, um bisturi ou um estetoscópio.
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Blog da Saúde
11 de novembro de 2009











Ótimo artigo. Realmente é lamentável que as instituições públicas como os hospitais e tantas outras de importância vital não contam com geradores. Precisamos de uma atitude das autoridades perante esta questão. Obrigado.