Otimismo: Dia Mundial de Luta Contra a AIDS
dezembro 1, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias, Saúde Física
Hoje, 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, especialistas e associações recordam que, desde o início da epidemia, cerca de 30 milhões de pessoas já morreram no mundo por causa da doença. Em 2010, no entanto, há certo otimismo com a redução de novas infecções, os novos tratamentos contra a doença e os meios adicionais para prevenir a transmissão.
As novas transmissões, por exemplo, reduziram 19% desde 1999, alcançando a cifra de 2,6 milhões no ano passado, segundo a UnAIDS. Além disso, hoje o acesso aos tratamentos se ampliaram: mais de 5,2 milhões de pessoas tiveram acesso a antirretrovirais nos países em desenvolvimento, quando em 2004 não chegavam aos 700.000 beneficiários.
No entanto, o diretor executivo da UnAIDS, Michel Sidibé, recorda que 10 milhões de pessoas continuam à espera de um tratamento e os avanços obtidos até agora são muito frágeis por causa da situação financeira mundial. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 630 mil brasileiros vivem com HIV em todo o País – desses, 255 mil não sabem que estão infectados.
Desde a descoberta
Já são 30 anos desde a descoberta do vírus, nos Estados Unidos e na França. Depois das promessas de cura nos anos 1980 e muito esforço e investimentos em pesquisas,
vários medicamentos antiretrovirais (ARVs) zeram a carga viral, afastando a capacidade do vírus abrir as portas do organismo para infecções oportunistas, com ganhos na qualidade de vida dos portadores, que levam uma vida quase normal.
Porém, o saldo atual que é ainda não temos uma vacina realmente eficaz, embora 30 estejam em testes.
Gel e uso de antirretrovirais são esperanças no combate à AIDS
Um dos métodos mais promissores hoje é a utilização dos antirretrovirais em pessoas não infectadas. Um estudo realizado por 11 centros de pesquisa de Brasil, Peru, Equador, Estados Unidos, África do Sul e Tailândia mostrou que o uso profilático do antirretroviral Truvada (que reúne as substâncias emtricitabina e tenofovir) pode reduzir o risco de infecção pelo vírus HIV em até 94,9%. Atualmente, o medicamento é usado apenas para o tratamento de pessoas já infectadas pelo vírus, mas não está disponível no Brasil.
Também está se ensaiando um gel microbicida que cria uma “esperança para toda uma geração de mulheres”. Publicado em julho passado, o estudo realizado pelo centro Caprisa em mulheres sul-africanas demonstrou que um gel vaginal microbicida a base de Tenofovir (um antirretroviral) reduz em 39% o índice de infecção sexual.
Pesquisadores franceses e canadenses falam ainda de um tratamento ‘a la carte’, ou seja, administrável quando a pessoa (homossexual masculino) for manter uma atividade sexual.
Além das experiências com animais, outros dados médicos apoiam esta estratégia: desde 1994 já foram utilizados com êxito os antirretrovirais para reduzir o risco de transmissão do vírus da mulher grávida a seu filho e nos casos de exposição acidental ao vírus (por exemplo, usando uma agulha contaminada).
Os tratamentos (triterapêuticos) que reduziram espetacularmente a mortalidade nas pessoas infectadas pelo HIV também reduzem as quantidades de vírus no sangue e no esperma, o que contribui para limitar seu contágio.
Por fim, outra boa notícia é que uma pesquisa do Instituto de Métrica e Avaliação de Saúde da Universidade de Washington revela que as nações ricas quadruplicaram o financiamento de programas de saúde nos países pobres entre 1990 e 2010, fundamentalmente graças à maior conscientização da necessidade de lutar contra o HIV/AIDS.
Dificuldade
Mas, o que torna o HIV tão diferente e difícil de ser controlado mesmo com as tecnologias mais avançadas do século 21 e todo o conhecimento de microbiologia?
P problema é que o vírus possui altíssimas taxas de mutação, algumas prejudiciais a ele mesmo, capazes de torná-lo até mesmo menos virulento em algumas situações. Em outras, no entanto, o HIV se torna resistente aos medicamentos existentes.
“Em qualquer das situações, ele acaba ‘escapando’ dos alvos das vacinas, pela mudança estrutural de suas proteínas”, explica o médico infectologista do Hospital 9 de Julho, Dr. Gustavo Johanson.
Na opinião de Johanson, o HIV (vírus da imunodeficiência humana) ainda é um capítulo em aberto na história da medicina e da humanidade. Por hora, segundo ele, não temos muito o que escolher, ou seja, temos que insistir na prevenção à infecção, no tratamento, caso a pessoa já esteja contaminada, com os medicamentos existentes.
“A vacina ideal ainda não chegou, ou seja, aquela capaz de criar imunidade suficiente para impedir a infecção de maneira rápida e eficaz ao se deparar com o HIV” , conmpelta.
Atraso no diagnóstico
Entre os desafios do combate à AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) no Brasil, está o atraso no diagnóstico da doença. Para o presidente do Fórum de Organizações Não Governamentais (ONGs) AIDS do Estado de São Paulo, Rodrigo de Souza Pinheiro, ainda faltam informações e campanhas nesse sentido.
De acordo com Pinheiro, o Estado cumpre seu papel de certa forma, mas ainda há muitos desafios. “Um deles é a questão do diagnóstico tardio, muitas pessoas ainda demoram para ser diagnosticadas. Deveríamos ter mais campanhas, mais serviços que pudessem atender e conscientizar a população a fazer o teste de HIV”, afirma.
Segundo ele, outro grande desafio é a inclusão de pessoas soropositivas na sociedade. “O preconceito com as pessoas que convivem com HIV/AIDS é muito grande. Uma das questões que temos trabalhado é para que realmente venha a diminuir essa questão do preconceito e da discriminação”.
Geração de crianças livre de HIV é meta possível
Uma geração de bebês poderá nascer livre da AIDS caso a comunidade internacional intensifique seus esforços para dar acesso universal à prevenção contra o HIV, ao tratamento e à proteção social, defende a Organização das Nações Unidas (ONU).
Um relatório da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) indicou que milhões de mulheres e crianças, especialmente nos países pobres, são negligenciadas pelos serviços de HIV por causa do seu gênero, de seu status econômico ou social, da localização ou da educação.
Embora crianças tenham se beneficiado do progresso substancial da luta contra a doença, afirma o documento, é preciso fazer mais para garantir que todas as mulheres e crianças tenham acesso aos medicamentos e serviços de saúde destinados a evitar a transmissão do HIV de mãe para filho.
De acordo com os dados mais recentes da ONU, 370 mil crianças nasceram com o HIV em 2009, a grande maioria delas na África. Apenas pouco mais de metade de todas as grávidas infectadas pelo HIV (53%) obtiveram as drogas necessárias para evitar a transmissão de mãe para filho em 2009, em comparação com os 45% de 2008.
“10 Mitos e 1 Verdade: a AIDS existe. Previna-se”
Para marcar o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, o Instituto Kaplan – Centro de Estudos da Sexualidade Humana promove hoje, com o apoio do Laboratório Abbott, uma ação nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.
A campanha espera atrair principalmente os jovens para chamar a atenção aos “mitos” da doença e conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção. Na ocasião, também haverá distribuição de informativos à população.
Neste sábado, 4, a entrega de material explicativo será ampliada para outras oito cidades do País: São José dos Campos, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Cuiabá, Vitória e Florianópolis. O Parque do Ibirapuera, na capital paulista, também vai participar. A campanha conta com o apoio das Sociedades de Infectologia Brasileira, Paulista, Pernambucana, Riograndense e do Rio de Janeiro.
10 mitos:
1. HIV e AIDS são a mesma coisa;
2. Não é preciso se preocupar com a AIDS porque já existe tratamento;
3. Quem é HIV positivo não precisa fazer sexo seguro;
4. Sexo oral não transmite HIV;
5. Um casal virgem não corre risco de pegar HIV;
6. Quem tem parceiro fixo não precisa usar camisinha;
7. Quem tem HIV não pode ter filhos;
8. A AIDS pode ser transmitida pelo beijo;
9. O teste de HIV só deve ser feito quando há suspeita de AIDS;
10. Quem tem HIV desenvolverá AIDS, inevitavelmente.
E a única verdade é:
1.A AIDS existe. Previna-se e não se esqueça de falar com seu médico.
“Os avanços da medicina têm permitido uma melhora na qualidade de vida dos soropositivos.
No entanto, o que precisa evoluir é a questão do preconceito e da discriminação!”![]()
- SP: Mutirão de testes gratuitos de HIV até 1º de dezembro
*Com informações de agências de notícias.
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novembro 16, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES/SP), em parceria com os municípios paulistas, promove de hoje (16/11) até o dia 1º de dezembro um mutirão de testes gratuitos de HIV. O objetivo da campanha “Fique Sabendo” 2010 é incentivar o diagnóstico precoce da infecção pelo vírus da Aids, fundamental para o sucesso do tratamento.
A previsão é que pelo menos 120 mil exames sejam realizados em todo o Estado, incluindo 20 mil testes rápidos, com resultados em até 15 minutos.
Mais de 460 municípios aderiram à campanha, um total de 3,5 mil unidades de saúde. Ao todo, cerca de 40 mil profissionais foram mobilizados para o mutirão, entre enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e técnicos de laboratório.
Além de oferecer exames à população mais vulnerável ao HIV, como homossexuais, usuários de drogas, travestis e transexuais, a campanha também pretende incentivar pessoas que nunca realizaram o teste a conhecerem o seu status sorológico, independentemente de sua sexualidade.
“É fundamental que as pessoas com vida sexual ativa façam o teste para descobrirem se são ou não portadora do vírus HIV e, em caso de positividade, iniciarem imediatamente o acompanhamento médico”, afirma Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids.
Para saber se o seu município está participando da campanha, clique aqui. Mais informações sobre o mutirão podem ser obtidas no Disque DST/Aids: 0800-16-25-50.
Fazer o teste de Aids é uma atitude que mostra como você se preocupa com a sua saúde!
- AIDS: Uma descoberta para mudar o futuro…
- AIDS: 25 milhões de pessoas já morreram e 2,7 milhões são contaminadas a cada ano
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outubro 15, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O Ministério da Saúde vai oferecer um novo medicamento para pacientes com AIDS que não respondem mais aos tratamentos convencionais.
Depois de três meses de negociação, o governo firmou um acordo com o laboratório Janssen Cilag para a compra do antirretroviral etravirina, considerado de terceira geração, ou seja, drogas mais modernas, mas que são indicadas apenas para pessoas que já não são beneficiados pelos efeitos dos medicamentos antigos.
Com a decisão, sobe para 20 a lista de remédios oferecidos no País contra o vírus HIV.
Serão adquiridos 3.360 frascos, suficientes para atender 500 pacientes durante um ano. A primeira remessa do medicamento, com 488 frascos, já começou a ser distribuída aos Estados. O acordo, anunciado ontem, 14, é de R$ 4,2 milhões.
Escolha do coquetel
A escolha do coquetel indicado a cada paciente é feita de acordo com a avaliação de uma série de fatores, como o estado geral do paciente, a quantidade de células de defesa e a contagem do vírus no organismo.
A indicação clínica para a etravirina é feita a partir do histórico de tratamento do paciente e do teste que avalia a resistência aos antirretrovirais, realizado nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen).
O procedimento para o novo remédio será o mesmo exigido para outras drogas indicadas em casos de resistência, como o raltegravir e a enfuvertida. A solicitação tem de ser analisada por um comitê técnico estadual formado por infectologistas.
Atualmente, o etravirina é usado no Canadá e na Inglaterra.
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outubro 4, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Os medicamentos antirretrovirais podem ser usados a partir de agora como forma de prevenção por pessoas que tiveram relações sexuais desprotegidas e correm o risco de se infectarem com o vírus HIV.
A informação faz parte do Consenso Terapêutico, documento lançado hoje, 04, pelo Ministério da Saúde.
O que mudou?
O uso preventivo dos antirretrovirais era indicado apenas em casos de violência sexual ou para médicos e outros profissionais de saúde que tiveram contato com sangue de paciente soropositivo.
Agora, passa a ser usado também para quem teve uma relação sem camisinha ou em que o preservativo estourou.
No entanto, o assessor técnico do Departamento de DST e AIDS, Ronaldo Hallal, destaca que a medida só deve ser adotada em casos excepcionais. Segundo ele, o método de prevenção mais adequado continua sendo o preservativo porque, além de ser mais seguro, não tem os efeitos colaterais dos medicamentos para o tratamento da AIDS.
Como fazer?
Para ter acesso aos antirretrovirais como forma de prevenção, a pessoa deve procurar um dos 700 centros de referência no tratamento de HIV e Aids em até 72 horas após a relação sexual desprotegida. O ideal é que sejam duas horas. O tratamento dura 28 dias.
Além disso, a recomendação da terapia será feita depois da avaliação de um médico. “Vários elementos serão avaliados, como o parceiro sexual e o tipo de relação que foi estabelecida”, destacou o assessor.
O uso será recomendado para pessoas que mantém ou tiveram relação com soropositivos ou que integram grupos onde a prevalência da doença é igual ou maior que 5%: usuários de drogas injetáveis, gays ou homens que fazem sexo com homens e profissionais do sexo.
O governo ainda fará um monitoramento dessa demanda para verificar se não há banalização do procedimento.
Portadores do vírus HIV
O Consenso Terapêutico também traz orientações para casais com pelo menos um portador do HIV que desejam ter filhos. A proposta é esclarecer sobre todas as metodologias existentes para reduzir ao máximo o risco de contaminação do bebê e do parceiro, caso ele não tenha o vírus.
“É um direito de todos. Se ter filhos é a decisão do casal, cabe ao governo orientar para que esse desejo seja colocado em prática com a maior segurança”, afirmou Ronaldo Hallal.
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setembro 2, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
A maioria dos casos da epidemia global de AIDS é causada pelo retrovírus humano tipo 1 (HIV-1). No entanto, estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou a presença de um segundo tipo de vírus da doença no Brasil, o HIV-2.
O vírus foi detectado em 15 pacientes, de diversos Estados brasileiros, todos em situação de coinfecção com o HIV-1.
Desde 1987, pesquisadores discutem a presença do HIV-2 no País, mas a nova pesquisa usou meios mais precisos para a confirmação.
Prevenção
Para o Ministério da Saúde, responsável pelas políticas contra a doença, o estudo tem impacto principalmente sobre a prevenção: o novo vírus reforça a necessidade de uso da camisinha.
A pesquisa aponta o risco de uma pessoa ser infectada duas vezes, pelos dois vírus da AIDS. O que pode ocorrer, por exemplo, na existência de múltiplos parceiros sexuais.
O vírus
O HIV-2 foi detectado pela primeira vez no Senegal, em 1985, tem evolução mais lenta e é menos transmissível. Porém, é resistente a uma das classes de medicamentos contra o outro vírus da AIDS. É epidêmico e endêmico em alguns países da África Ocidental, como Guiné Bissau, Gâmbia, Costa do Marfim e Senegal, entre outros.
Segundo informações da fundação, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estimou, em 2008, que a epidemia por HIV-1 atingia 34 milhões de pessoas no mundo, enquanto o HIV-2 seria responsável pela infecção de 2 milhões.
AIDS: Uma descoberta para mudar o futuro…
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julho 22, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Os novos rumos e investimentos para prevenção e tratamento da Aids foram apresentadas durante a 18ª Conferência Internacional sobre a Aids, que teve início na segunda-feira, 18, e termina amanhã, 23, na capital austríaca, Viena.
Acompanhe os principais pontos, pesquisas e avanços apresentados:
TRATAMENTO PRECOCE
O tratamento precoce com o coquetel antiviral reduz em 75% o risco de morte de pacientes com HIV.
A conclusão é de um estudo realizado no Haiti, com 816 soropositivos assintomáticos, com CD4 de 280 por milímetro cúbico de sangue.
Metade do grupo iniciou o tratamento duas semanas após o diagnóstico e a outra metade teve de esperar a contagem de CD4 chegar a 200.
O estudo durou 21 meses e teve de ser interrompido por razões éticas óbvias: o adiamento da terapia havia quadruplicado o risco de morte no grupo que demorou mais para iniciar o tratamento!
O nível de CD4 e o teste de carga viral (que mede quantidade de HIV no sangue) são os exames mais usados para decidir o início da terapia com os antirretrovirais, que inibem a reprodução do HIV.
No Brasil, 43% dos soropositivos iniciam a terapia tardiamente – quando a contagem das células de defesa do organismo (CD4) está muito baixa.
O recente estudo confirma o que outros trabalhos observacionais já tinham constatado: para reduzir as mortes, a terapia deve ser iniciada com o CD4 menor que 350 células por milímetro cúbico de sangue.
Em abril, o Brasil passou a adotar esse critério, a exemplo do que fazem os países europeus. Antes, a terapia era indicada quando o CD4 estava próximo a 200. Nos EUA, o tratamento é iniciado ainda mais cedo, com o CD4 abaixo de 500 ou tão logo a pessoa descubra ser soropositiva.
DIAGNÓSTICO TARDIO
O principal problema no Brasil é o diagnóstico tardio. Cerca de 630 mil brasileiros são portadores do vírus HIV, mas 255 mil ainda não sabem disso, segundo o Ministério da Saúde.
Assim, muitas pessoas procuram ajuda quando já estão doentes ou com CD4 baixíssimo. A maioria dos pacientes descobre o HIV quando procura o serviço de saúde em razão de outra doença.
GRAVIDEZ E AMAMENTAÇÃO
O tratamento antirretroviral desde o início da gravidez e durante o período de amamentação pode reduzir para 5% ou menos o risco de transmissão do vírus HIV da mãe para o filho.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), os medicamentos antirretrovirais devem ser usados a partir da 14ª semana de gestação até o final do período de amamentação. Quanto antes o tratamento começar, menos chances há de o feto ou o recém-nascido ser contaminado.
A OMS aconselha que o bebê seja amamentado até o final do primeiro ano de vida. A organização também lembra que mais mulheres precisam fazer testes voluntários de HIV e ser assessoradas antes de terem os primeiros sintomas.
PACIENTES EM TRATAMENTO
A instituição ainda informou que cerca de 5,2 milhões de pessoas soropositivas receberam o tratamento contra o HIV até o final de 2009. No final de 2008 eram 4 milhões.
“Nós estamos muito entusiasmados por esse resultado, é o maior crescimento que vimos em um único ano”, afirma Gottfried Hirnschall, diretor do departamento de HIV/Aids da OMS.
CUSTO ANUAL
A Aliança Internacional HIV/Aids, que reúne grupos de caridade e de combate à doença ao redor do mundo, alertou que o custo anual de combate à epidemia de HIV deve alcançar os 35 bilhões de dólares em 2030 se os governos não investirem corretamente em medidas de prevenção.
O grupo afirmou que o vírus, que já infecta cerca de 33,4 milhões de pessoas no mundo, é uma “custosa bomba relógio” para famílias, governos e doadores.
“Para cada duas pessoas que recebem tratamento, cinco outras são contaminadas. A essa taxa, o gasto com HIV vai subir de 13 bilhões de dólares agora para entre 19 bilhões e 35 bilhões de dólares em um espaço de tempo de 20 anos”, disse Alvaro Bermejo, diretor executivo da aliança.
Os dados mais recentes, de 2008, mostram que o número anual de novas infecções de HIV estava em 2,7 milhões, o mesmo de 2007. Em 2001, a taxa era de 3 milhões.
ESPERANÇA
Cientistas divulgaram a criação de um gel vaginal capaz de reduzir em 39% o risco de contrair o vírus HIV durante relações sexuais, conforme informou o Centre for the AIDS Programme of Research in South Africa (CAPRISA).
O microbicida contém 1% de ‘tenofovir’, conhecido antirretroviral utilizado no combate ao vírus responsável pela Aids, e foi testado em mulheres na África do Sul.
Se outros estudos confirmarem a eficiência do gel, a aplicação prolongada pode evitar 500 mil novas infecções pelo HIV na próxima década no país.
O CAPRISA reuniu 889 mulheres com alto risco de contágio em zonas rural e urbana de KwaZulu-Natal. Noventa e oito pessoas foram contaminadas durante o teste, sendo que 38 delas utilizaram o gel. Outras 60 receberam placebos.
ESPERANÇA 2
Em outra iniciativa, cientistas descobriram dois poderosos anticorpos capazes de bloquear, em laboratório, a maioria das cepas conhecidas do vírus da inumodeficiência humana adquirida (HIV), abrindo potencialmente o caminho para uma vacina eficaz contra a Aids.
Até hoje, a busca por uma vacina contra a infecção continua infrutífera, apesar dos grandes esforços da comunidade internacional e dos recursos empregados.
Mas estes dois antígenos, batizados de VRCO1 e VRCO2, parecem muito promissores, pois impedem a infecção de células humanas em mais de 90% das variedades do HIV em circulação, e com uma eficácia sem precedentes.
Encontrar anticorpos capazes de neutralizar cepas de HIV em todo o mundo foi, até agora, muito árduo, já que o vírus muda constantemente as proteínas que recobrem sua superfície para escapar da detecção do sistema imunológico, destacam os autores destes trabalhos.
Esta capacidade de mutação rápida resultou em um grande número de variações do HIV, mas os virologistas puderam detectar alguns pontos na superfície do vírus que permanecem constantes nas cepas, como as que unem os anticorpos VRCO1 e VRCO2.
INVESTIMENTOS BRASILEIROS
Relatório divulgado pela Unaids (Programa das Nações Unidas para HIV/Aids) elogia a forma como o Brasil lida com a Aids, mas também sugere que o país amplie seus investimentos na prevenção da doença. No país existem 630 mil pessoas contaminadas pela Aids.
“O Brasil deveria aumentar os esforços para atingir o objetivo de acesso universal à prevenção do HIV, considerando que menos de 7% do total de gastos com a Aids são destinados à prevenção”, informa o relatório Panorama Unaids 2010.
O documento, que cita dados referentes ao ano de 2008, informa que o Brasil gastou, naquele ano, US$ 623 milhões (cerca de R$ 1,1 bilhão) com seu programa de Aids.
O relatório afirma ainda que, entre 2003 e 2008, um terço dos novos casos de Aids no Brasil foram diagnosticados somente nos últimos estágios da doença.
COMISSÃO
A ONU (Organização das Nações Unidas) criou uma comissão para promover mudanças na comunicação feita para a prevenção da Aids.
Entre os integrantes, o marqueteiro Nizan Guanaes; o arcebispo Desmond Tutu, ganhador do Prêmio Nobel da Paz; a descobridora do vírus HIV e prêmio Nobel de Medicina Françoise Barré-Sinoussi; os ex-presidentes da França Jacques Chirac e do Chile Michelle Bachelet; o cofundador do Facebook Chris Hughes; e o astro do basquete Magic Johnson.
De acordo com a entidade, o acesso a remédios é essencial, mas uma forte campanha de prevenção é a única forma de frear a epidemia.
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junho 11, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Para ajudar no combate à AIDS, a International Partnership for Microbicides (IPM) está lançando na África um estudo para testar um anel vaginal que libera antirretrovirais, medicamentos que impedem a multiplicação do vírus HIV no organismo em várias etapas de sua reprodução.
O anel vaginal é um método anticoncepcional que consiste em inserir um anel flexível no fundo da vagina, que normalmente libera hormônios.
Para o teste, 280 mulheres saudáveis, sexualmente ativas e soronegativas vão utilizar um anel contendo 25 mg de dapivirine e um placebo – que devem ser substituídos mensalmente durante três meses. O dapivirine já é utilizado para evitar a transmissão da AIDS de mãe para filho.
As participantes do estudo receberão ainda preservativos e aconselhamentos para evitar a doença.
Primeiramente, a pesquisa medirá a capacidade de aceitação do uso do dispositivo. Se os testes de segurança e aceitabilidade forem conclusivos, os anéis passarão por uma fase de testes destinada a medir sua eficácia, podendo ser comercializados em 2015.
O IPM lançou seu estudo em centros de pesquisas do sul e do leste da África, regiões em que a AIDS castiga mais fortemente.
Mais iniciativas contra a doença no Continente Africano
Com a Copa do Mundo, a Organização das Nações Unidas (ONU) quer reforçar a campanha mundial de combate à infecção de bebês com o vírus HIV.
Embaixadores do Programa das Nações Unidas sobre HIV-Aids (Unaids) querem que os capitães das seleções de futebol que vão disputar o Mundial assinem um documento de apoio à prevenção da mortalidade materna e de bebês em decorrência da AIDS.
A iniciativa da ONU tem o apoio do ex-capitão da seleção da Alemanha, Michael Ballack, e do jogador do Togo Emmanuel Adebayor – ambos embaixadores do Unaids.
Jogadores das equipes de Camarões, do Paraguai, do Uruguai e da África do Sul já assinaram o documento.
Números da AIDS
- A AIDS é a principal causa de morte entre mulheres em idade reprodutiva (entre 15 e 44 anos).
- A cada 90 minutos quase 80 recém-nascidos são infectados com o vírus no mundo.
- Em 2008, 430 mil bebês foram infectados, sendo 90% na África Subsaariana.
*Informações das Nações Unidas no Brasil e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
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