Equipamento inédito no SUS trata câncer sem cortes
outubro 26, 2011 por Paula Sanches
Em: Últimas Notícias
O Icesp, ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, é o primeiro hospital público do país a adotar a técnica de radiocirurgia.
Trata-se de uma terapia simples e rápida para tratar pacientes oncológicos que, por motivos clínicos, não poderiam se submeter aos riscos de uma cirurgia comum.
O tratamento é indicado para tumores primários ou metástases localizadas no pulmão e na coluna vertebral, desde que isolados e com até cinco centímetros de diâmetro.
Essa tecnologia de ponta visa concentrar uma grande dose de radiação em focos bastante específicos, provocando a morte das células cancerígenas por meio da quebra de seu DNA e chance mínima de danos aos tecidos sadios.
Além disso, o equipamento possibilita que, mesmo havendo uma pequena movimentação do tumor, provocada pela respiração, somente a área programada seja tratada. Isso porque o aparelho ajusta os disparos quando o tecido saudável fica à frente do dispositivo emissor da radiação. O procedimento dura, em média, cerca de uma hora e libera o paciente para voltar à sua rotina normal imediatamente.
Antes de dar início ao tratamento, uma imagem do tumor gerada pelo próprio equipamento de radioterapia é realizada para que a equipe de médicos e físicos possa posicionar o alvo que será submetido à radiocirurgia.
Justamente por essa precisão, a técnica promove maior proteção dos tecidos vizinhos contra a radiação quando comparada ao tratamento de radioterapia convencional. Embora recebam uma dose elevada de radiação, os pacientes apresentam uma tolerância muito maior à nova técnica.
O período de tratamento é mais curto. São necessárias de uma a cinco aplicações, número que pode subir para cerca de 30, quando empregada a radioterapia comum.
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setembro 28, 2011 por Paula Sanches
Em: Últimas Notícias
Anualmente, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) recebe cerca de 1.200 novos casos cirúrgicos na especialidade de cabeça e pescoço. Destes, 30% dos operados em decorrência de tumores que afetavam a região da cabeça e pescoço, desenvolveram o câncer em decorrência de infecção pelo papiloma vírus humano (HPV).
O estudo aponta que a grande maioria dos pacientes afetados (70%) é do sexo feminino, com idade entre 40 e 50 anos.
Embora os tumores relacionados ao HPV sejam menos agressivos, respondendo bem ao tratamento, eles podem ser evitados com o uso de preservativos nas relações sexuais.
O oncologista do Icesp, Marco Aurélio Kulcsar, alerta que a infecção pelo papiloma vírus (HPV), quando associada ao tabagismo, aumenta o risco de morte.
Alguns dos sintomas manifestados por esses tipos de câncer podem ser manchas brancas na boca, dor, lesão com sangramento e cicatrização demorada, nódulo no pescoço presente por mais de duas semanas, mudanças na voz ou rouquidão persistente e dificuldade para engolir.
Quem tem exames em dia, também tem saúde em dia. O aparecimento de qualquer problema quando descoberto em estágio inicial tem chances elevadas de cura.
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fevereiro 28, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts desenvolveram um método capaz de detectar tumores ao analisar milhares de células – o que pouparia os pacientes das inúmeras biópsias tradicionalmente realizadas.
Munidos de um pequeno aparelho de ressonância magnética nuclear – sistema para análise rápida de tumores – uma agulha fina e um telefone celular, foi possível fazer a detecção.
A tecnologia foi implementada em um ambiente clínico para analisar as células obtidas por punção em lesões suspeitas de 50 pacientes.
Ao utilizar a agulha fina, os médicos conseguiram obter um número suficiente de células para verificar a quantidade de proteínas indicadoras em todos os pacientes dentro de 60 minutos. O pequeno aparelho de ressonância conectado ao celular faz com que os médicos possam medir e ler os dados junto à cama do paciente.
O sistema conseguiu acertar o diagnóstico de câncer em 96% dos pacientes, um número mais alto que o da biópsia tradicional, que é 84% precisa, como informou o NewScientist.
Os resultados também mostraram que os níveis de proteína deterioram com o tempo, ressaltando a necessidade de finalizar o diagnóstico com rapidez.
Método Tradicional
O método padrão para o diagnóstico de câncer é a coleta de uma porção do tecido de tumor, que é submetido a uma imuno-histoquímica, como é denominado o teste que indica a existência de células cancerígenas. Os resultados podem demorar três ou mais dias.
A análise desenvolvida em Massachusetts também exige a coleta de uma amostra celular, mas é extraída com uma agulha mais fina, além de não exigir dias de espera, já que o resultado demora cerca de uma hora para sair.
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fevereiro 23, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
A falta de informação dos homens sobre a doença faz com que o tumor seja diagnosticado em estágio bastante avançado, o que dificulta o tratamento.
O número de homens diagnosticados com câncer de mama é bastante inferior ao das mulheres, mas na maioria dos casos o tumor encontra-se bastante avançado.
A estimativa é que para cada 100 casos da doença em mulheres, exista um em homem.
“A glândula mamária masculina geralmente é atrofiada, com hormônio feminino (estrógeno) baixo em relação às mulheres, não se caracterizando o câncer de mama um problema de saúde pública como para elas”, explica Dra. Maira Caleffi, mastologista e presidente da FEMAMA, Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama.
A percepção de um caroço (tumor) no homem fica mais fácil que em mulheres. Como normalmente é indolor, o tumor pode ser confundido com outras doenças, principalmente com a ginecomastia, que consiste em um crescimento benigno das mamas nos homens, causado por uso de medicamentos ou por desequilíbrio hormonal.
“Por isso é fundamental que os homens estejam atentos e informados, pois além de um caroço pode aparecer descamação do mamilo ou mesmo erosões nessa área. Para mulheres além do auto-exame com palpação mensal recomenda-se mamografia anual a partir dos 40 anos”, afirma Caleffi.
A hereditariedade também serve para os homens?
A mãe e a tia paterna de Augusto Silva Viola Alves desenvolveram câncer de mama e estão curadas, frequentando anualmente o mastologista. Independente do histórico familiar, Augusto de preocupa com a saúde e visita o médico regularmente.
“Até hoje não encontrei nenhum tumor nas mamas, faço exames anualmente com acompanhamento de médico clínico e cardiologista desde os 18 anos e o mastologista, desde os 20 anos”, afirma Augusto, de 34 anos.
O câncer de mama no homem na sua grande maioria está ligado a um componente familiar (hereditário), com vários tipos de câncer associados.
Ao apresentar insuficiência hepática, cirrose, uso abusivo de álcool, aumento súbito de peso (circunferência abdominal), devido a um problema no metabolismo hormonal, o homem pode ficar mais suscetível a apresentar alterações na mama.
“Além disso, a ingestão do hormônio estrógeno e anabolizantes predispõe ao aumento de câncer de mama masculino. Os transexuais e usuários de medicações/suplementos em academias de musculação pertencem ao grupo de risco de desenvolver o tumor. O hormônio provoca o crescimento do botão mamário, podendo haver erro na mensagem genética, o que favorece o crescimento do tumor”, alerta Maira.
A recomendação para os homens é semelhante ao das mulheres “evitar o consumo exagerado de bebidas alcoólicas e anabolizantes, não fumar, praticar exercícios físicos e ter uma dieta balanceada com controle de peso”, explica a presidente da FEMAMA.
A maioria deles só marca consulta quando fica doente. Após os 40 anos, é preciso ir ao médico pelo menos uma vez ao ano.
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agosto 31, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Cientistas britânicos identificaram oito dos sintomas mais comuns relacionados com o câncer. De acordo com o estudo, em certos grupos de idade estes sintomas ajudariam a prever a presença de um tumor.
Veja a lista:
- Presença de sangue na urina;
- Anemia;
- Sangue no reto;
- Nódulos nas mamas;
- Tosse acompanhada de sangue;
- Dificuldade ao engolir;
- Sangramento vaginal depois da menopausa;
- Resultados anômalos nas revisões de próstata.
Um alerta
Segundo a pesquisa, embora a presença dos sintomas ainda represente uma possibilidade reduzida de se ter um tumor, qualquer um deles é motivo suficiente para que o paciente seja avaliado por um médico e submetido a mais testes que possam diagnosticar a doença o mais rápido possível.
Como foi feito?
Para elaborar a lista, os pesquisadores cruzaram os resultados de 25 estudos anteriores que permitiram concluir, por exemplo, que:
- No caso das pessoas com menos de 55 anos, só dois destes sintomas – resultados anômalos nas revisões de próstata e nódulos no peito – indicavam um risco de 5% de ter câncer;
- Depois dos 55, embora apenas no caso dos homens, a dificuldade para tragar seria significativa de um câncer de esôfago;
- A presença de sangue na urina se transforma em um sintoma de especial preocupação entre homens e mulheres a partir dos 60 anos.
Atenção!
Um porta-voz da “Cancer Research UK“, a organização que se encarrega das pesquisas sobre câncer no Reino Unido, advertiu que estes sintomas não são os únicos que indicariam a possibilidade da doença.
“Os sintomas que aqui se destacam já eram considerados sinais potenciais de um tumor, mas existem pelo menos 200 tipos de câncer diferentes, por isso que a sintomatologia é muito ampla”, explicou.
O porta-voz aconselhou procurar um especialista “perante qualquer mudança no corpo fora do comum e persistente”, já que o tratamento do câncer tem maior probabilidade de sucesso quanto mais cedo for diagnosticado.
A pesquisa foi divulgada no The British Journal of General Practice.
* Com informações da Agência EFE.
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julho 19, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
O desodorante provoca o câncer de mama? Parar de tomar leite cura a doença? As próteses de silicone aumentam o risco de desenvolver tumores?
Mentira!
O problema é que esses vários mitos sobre fatores de risco acabam atrapalhando o diagnóstico e prejudicando o tratamento.
Para ajudar a esclarecer as dúvidas sobre o câncer de mama, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado a Secretaria de Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, realizou um levantamento para descobrir quais são as principais dúvidas e questionamentos das mulheres atendidas em relação ao câncer de mama.
Os resultados foram alguns mitos que fogem muito da realidade.
Falta de informação
O diagnóstico precoce é o maior amigo da mulher quando se fala em câncer de mama.
De acordo com o mastologista do Icesp José Roberto Filassi, ainda se sabe pouco sobre os comportamentos que ajudam a ampliar ou reduzir as chances de desenvolver a doença, mas é possível reforçar ou desmistificar alguns desses questionamentos.
Uma série de informações sobre o assunto não estão fundamentadas em estudos científicos e, portanto, não correspondem à realidade.
Conversar com seu médico é sempre o melhor caminho para esclarecer todas as dúvidas!
Verdade X Mitos
- Não consumir leite de origem animal pode curar a doença;
- O uso de desodorantes pode aumentar o risco de câncer de mama;
- Quem não tem histórico familiar não desenvolverá a doença;
- Próteses de silicone podem aumentar o risco de desenvolver tumores.
- A falta de vitamina D pode aumentar as chances de surgimento do câncer;
- Emoções negativas, como estresse, mágoas e raiva, estão associadas ao câncer de mama;
- Histórico familiar é um importante fator de risco. Se o parentesco for de primeiro grau (mãe ou irmã), a atenção deve ser redobrada;
- Câncer de mama está associado à idade: quanto maior a idade, maior a chance de incidência;
- Ter a primeira menstruação precocemente (antes dos 11 anos) ou a menopausa tardia (após os 50 anos) aumenta o risco de desenvolvimento da doença;
- Gestações tardias (após os 30 anos) e a nuliparidade (não ter tido filhos) também ampliam os riscos;
- A ingestão regular de álcool, mesmo em quantidades moderadas, e o tabagismo podem elevar a chance de desenvolvimento do câncer de mama.
O câncer de mama é, atualmente, uma das doenças que mais matam em todo o mundo. No Brasil é a segunda causa de morte por tumores em mulheres.
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Mais informações sobre o câncer de mama:
- Sessão única de radioterapia pode tratar câncer de mama
- Termoterapia: um estudo pioneiro para o tratamento de câncer de mama
- Câncer de Mama – EUA mudam tempo certo para diagnóstico
- Câncer de Mama – empresas ligadas à saúde contribuem para a prevenção
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