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Pela 1° vez o número de pessoas com tuberculose está diminuindo

Brasil atinge a meta de reduzir pela metade a taxa de mortalidade no período entre 1990 e 2010, junto com mais quatro países: Camboja, China, Uganda e Tanzânia.

Vários outros têm uma boa chance de alcançar a meta acordada até 2015, segundo o Relatório Global de Controle da Tuberculose de 2011, que demonstra que o número de pessoas que contraíram tuberculose (TB) caiu para 8,8 milhões em 2010, após chegar a 9 milhões em 2005, e que o número de mortes caiu de 1,8 milhão em 2003 para 1 milhão em 2010.

Um novo teste para diagnosticar a tuberculose foi desenvolvido e aprovado pela OMS, o que provocou grandes avanços no tratamento. O teste, que antes demorava 3 meses para ficar pronto, agora leva por volta de 100 minutos. Ao mesmo tempo, este progresso pode estar em risco, especialmente pela dificuldade de combater os casos de resistência aos medicamentos, que encarecem muito o tratamento e necessitam de verbas extras.

O Relatório também demonstrou que a taxa de mortalidade caiu 40% entre os anos de 1990 e 2010 e todas as regiões – exceto a África – estão na trilha para alcançar os 50% já no ano de 2015. A Índia por si só representa uma estimativa de um quarto (26%) dos casos de TB em todo o mundo, e China e Índia juntas representaram 38%.

Este é o décimo sexto relatório global sobre a tuberculose, publicado pela OMS em uma série que começou em 1997. Ele fornece uma avaliação abrangente da epidemia de TB e os progressos na implementação e financiamento de prevenção, cuidado e controle nos níveis global, regional e nacional, utilizando os dados relatados por 198 países que representam mais de 99% dos casos de TB no mundo.

10 fatos sobre a doença

1. A tuberculose (TB) é contagiosa e se propaga através do ar. Se não for tratada, cada pessoa com tuberculose ativa pode infectar em média de 10 a 15 pessoas por ano.

2. Mais de dois bilhões de pessoas, o equivalente a um terço da população total do mundo, estão infectadas com o bacilo da tuberculose. Uma em cada 10 dessas pessoas ficarão doentes com tuberculose ativa durante a vida. Pessoas com HIV correm um risco muito maior.

3. O total de 1,7 milhão de pessoas morreram de tuberculose em 2009 (incluindo 380.000 pessoas com HIV), equivalente a cerca de 4.700 mortes por dia. A tuberculose é uma doença da pobreza, que afeta principalmente adultos jovens, em seus anos mais produtivos. A grande maioria das mortes por tuberculose acontece no mundo em desenvolvimento, com mais da metade dos casos acontecendo na Ásia.

4. TB é a principal causa de morte entre as pessoas que vivem com HIV, que têm o sistema imunológico debilitado.

5. Surgiram 9,4 milhões de novos casos de tuberculose em 2009, dos quais 80% foram em apenas 22 países. A taxa de incidência mundial da tuberculose está caindo, mas a taxa de declínio é muito lenta – menos de 1%.

6. A tuberculose é uma pandemia mundial. Entre os 15 países com maiores taxas de incidência de TB, 13 estão na África, enquanto um terço de todos os novos casos são na Índia e na China.

7. Tuberculose multirresistente (MDR-TB) é uma forma de tuberculose que não responde aos tratamentos padrões com medicamentos de primeira linha. MDR-TB está presente em praticamente todos os países pesquisados pela OMS e seus parceiros.

8. Havia uma estimativa de 440 000 novos casos de MDR-TB em 2008 sendo três países responsáveis por mais de 50% de todos os casos a nível mundial: China, Índia e Federação Russa. TB extensivamente resistente aos medicamentos (XDR-TB) ocorre quando a resistência a medicamentos de segunda linha se desenvolve. É extremamente difícil de tratar e casos foram confirmados em mais de 58 países.

9. O mundo está a caminho de atingir dois alvos definidos para 2015: a Meta de Desenvolvimento do Milênio, que visa deter e reverter a incidência global (em comparação com 1990), e o alvo Parceria Pare a TB de reduzir para metade as mortes por TB (também em comparação com 1990).

10. 41 milhões de pacientes de TB têm sido tratados com sucesso nos programas e até 6 milhões de vidas salvas desde 1995. 5 milhões de vidas a mais poderiam ser salvas entre agora e 2015, através do pleno financiamento e implementação do Plano Global para Frear a TB 2011-2015.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentou um aparelho de diagnóstico da tuberculose que permite obter resultados precisos em 100 minutos, frente aos três ou quatro meses que demoram os exames convencionais.

O aparelho examina automaticamente as moléculas de DNA para detectar a tuberculose e verificar sua resistência aos remédios convencionais. O resultado rápido permite que os pacientes recebam tratamento imediato.

Economia

O novo método possibilita ainda uma economia nas técnicas e na infraestrutura de laboratório, que são bem caras. Outra vantagem refere-se à capacitação dos profissionais: o equipamento é tão fácil de usar que não é necessário muito tempo de treinamento para que se aprenda a operá-lo.

Desafios

Após ter sido testado na África do Sul, Uganda e Lesoto, a OMS calcula que triplicará os diagnósticos de tuberculose resistente a remédios convencionais e dobrará o número de diagnósticos de pacientes com tuberculose e HIV.

De acordo com o médico Mario Raviglione, diretor do departamento “Stop TB” da OMS, a nova tecnologia está disponível para todos os países do mundo, tanto os ricos como os pobres. Para ele, trata-se da tecnologia “mais revolucionária dos últimos 20 anos” neste campo, no qual o diagnóstico da tuberculose se transformou “em um desafio real”.

O grande desafio do novo aparelho agora é sua implantação: o custo por unidade é de US$ 17 mil. O equipamento, financiado por fundações como a de Bill e Melinda Gates, é fabricado pela empresa americana Cepheid.

* Com informações EFE.
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Parte do grupo composto por 22 países que concentram 80% dos casos de tuberculose no mundo, o Brasil integrará o plano internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para eliminação da doença em um prazo de cinco anos.

O objetivo é aperfeiçoar a prevenção, diagnóstico e tratamento da tuberculose.

O Ministério da Saúde alerta que a doença ainda é um problema de saúde pública no País, com cerca de 57 milhões de pessoas infectadas – pessoas que têm o bacilo, mas não necessariamente manifestam a doença.

Até 2015

O Brasil está entre os países que assinaram a Declaração do Milênio, documento que estabelece, entre outras metas, reduzir à metade (em relação a 1990) a incidência e a mortalidade por tuberculose até 2015.

De acordo com o ministério, o País deverá atingir a meta antes do período determinado. A estimativa do governo brasileiro é chegar a 2011 com menos de 70 mil novos casos e a 2015 com 45 mil novos casos anuais.

Até 2050, o objetivo é eliminar a tuberculose como problema de saúde pública.

Números da doença

A incidência estimada é de 37,8 casos de tuberculose para cada 100 mil brasileiros. Anualmente, são notificadas cerca de 72 mil novas infecções e 4,7 mil mortes decorrentes da doença no País.

Apesar dos altos índices, as taxas de incidência e de mortalidade por tuberculose, de acordo com o ministério, estão em queda há mais de uma década. Nos últimos 19 anos, os novos registros caíram 26% e as mortes, 32%.

No mundo

Cerca de 10 milhões de pessoas são infectadas por ano, das quais 4 milhões são mulheres e crianças. Pelas estimativas mais recentes, pelo menos 2 milhões morrem anualmente por causa da tuberculose. Os países com maior incidência estão concentrados na África e na Ásia, de acordo com a OMS.

A diretora-geral da entidade, Margaret Chan, afirmou que é urgente uma ação conjunta pela erradicação da tuberculose. Segundo ela, os programas de combate à doença têm registrado “queda lenta” nas ocorrências desde 2004.

O plano lançado ontem (13) inclui diagnósticos rápidos, testes eficazes, tratamentos específicos e vacina. Para a implantação, a Organização Mundial da Saúde pretende repassar cerca de US$ 37 milhões para os países onde a incidência da doença é considerada elevada. Serão aproximadamente US$ 2,8 milhões por ano.

Para os especialistas, é fundamental obter mais recursos para o desenvolvimento de pesquisas envolvendo aproximadamente US$ 10 bilhões.

Tuberculose e a AIDS

Além dos altos índices da tuberculose no mundo, a preocupação dos especialistas é que doentes contaminados pelo vírus do HIV têm seu estado de saúde agravado porque também adquirem a doença. De acordo com a OMS, cerca de 500 mil doentes com HIV também têm tuberculose.

Veja mais sobre a tuberculose:

- Novo exame para detectar tuberculose: Redução de 2 meses para 2 horas

- Tuberculose – Bacilo Koch cercado por especialistas brasileiros

*Com informações da Agência Brasil.
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O Brasil vai experimentar um novo método de diagnóstico da tuberculose que permite obter o resultado em 2 horas, além de um novo tratamento contra a doença que, dependendo da eficácia, pode ser adotado em outros países.

A proposta é que o Brasil sirva de exemplo para países em desenvolvimento, principalmente da África Subsaariana, na implementação de “abordagens inovadoras contra a tuberculose”, de acordo com comunicado do Ministério da Saúde.

Novo teste

A iniciativa transformará o Brasil em um dos primeiros países do mundo a utilizar em larga escala o GeneXpert, exame molecular de última geração que permite diagnosticar a tuberculose em pouco tempo – redução de até 2 meses para 2 horas.

O método diagnostica a presença do bacilo de Koch, que transmite a tuberculose, em mostras de secreções do nariz mediante exame genético.

Segundo o ministério, o diagnóstico precoce da doença é fundamental para garantir o êxito do tratamento e evitar a propagação.

O teste, que detecta se o paciente é resistente aos remédios mais utilizados contra a tuberculose, foi desenvolvido pela empresa americana Cepheid e provado em diferentes partes do mundo pela organização internacional Find.

Medicamentos

Além de experimentar o método, o Brasil deve produzir e testar medicamentos que combinam vários princípios ativos das drogas mais utilizadas e, em consequência, reduzir o número de comprimidos que o paciente precisa ingerir.

O medicamento, que será produzido a partir de 2012 pelo laboratório Farmanguinhos, do ministério, reduz de 9 para 4 o número de comprimidos que um paciente com tuberculose deve consumir por dia.

Como?

O programa será possível por meio de um acordo assinado ontem (25) com a Fundação Bill & Melinda Gates, que vai repassar ao governo brasileiro US$ 3 milhões doados para o uso de tecnologias inovadoras na prevenção e no tratamento da tuberculose no País, segundo o Ministério da Saúde.

A doença no Brasil

Apesar de a incidência de tuberculose no País ter caído 17% entre 2002 e 2009, o Brasil ainda está na lista dos 22 países que concentram 80% dos casos da doença no mundo.

Em 2008, foram registradas no Brasil 4.735 mortes por tuberculose e 70.989 novos casos da doença.

No mundo a doença é responsável por 1,8 milhão de mortes por ano.

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Em lugares muito pobres, como a África, Ásia e até mesmo partes remotas do Brasil, o acesso à saúde não é nem precário, e sim, inexistente.

Por falta de recursos e diagnóstico, pessoas chegam até a morrer sem antes descobrir qual doença têm. Além disso, o acompanhamento laboratorial também é muito caro.

Uma nova técnica está em alta e pode se tornar o mecanismo ideal para diagnósticos de baixo custo: exames médicos com papel.

Imagem Popsci

Como funciona

A simplicidade é um dos fatores que mais chama atenção nesse método apresentado pelo Dr. George Whitesides – chamado de diagnóstico para todos.

O mini papel é capaz de diagnosticar malária, AIDS, tuberculose e outras doenças, ao entrar em contato com uma gota de sangue do paciente. Então os reagentes presentes em cada parte do papel entram em ação deixando o papel colorido de acordo com o respectivo problema, como na foto.

O interessante é que os corantes são pigmentos comuns, como tintas de impressora, o que permite manter os custos de produção bem baixos – por volta de um centavo de dólar cada teste.

O exame pode ser realizado pela própria pessoa, em casa, sem a necessidade de um profissional. Há ainda a possibilidade de enviar uma foto do teste por e-mail ou celular para o médico e ele avaliar desta maneira.

Espera-se que com investimento necessário, o projeto se torne realidade o mais rápido possível. George acredita que os primeiros exames estarão disponíveis a partir do ano que vem.

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Alguns lotes do medicamento contra a tuberculose distribuídos no SUS apresentaram manchas pretas no revestimento sem explicação. O Ministério da Saúde já recolheu esses remédios do Sistema, além de romper o contrato com o laboratório indiano Cipla, fabricante do medicamento.

Apesar da atitude preventiva do Ministério, após alguns testes, foi comprovado que as manchas não comprometeram o princípio ativo do remédio. O tratamento foi adotado no fim do ano passado, e os pacientes tinham que tomar 4 comprimidos diários e não 6 como no tratamento antigo – por isso, ficou conhecido como “quatro em um”.

São sete Estados brasileiros que disponibilizam esse remédio indiano. Em São Paulo, os lotes com as manchas foram trocados por outros sem aparente problema. No Rio de Janeiro, os pacientes voltaram a tomar o remédio antigo.

O laboratório indiano Cipla, foi substituído pelo também indiano Lupin. Os novos comprimidos devem chegar ao Brasil ainda este mês.

Brasil: qual a incidência da tuberculose no país?

O Brasil apresenta 80 mil novos casos de tuberculose por ano. O país ocupa o 18º posto no ranking mundial de doentes.

É a primeira causa de morte em portadores de HIV. Na população, em geral, é a quarta causa de morte por doenças infecciosas.

Um levantamento mostrou que as pessoas sabem pouco sobre a doença e por isso ainda há preconceito com quem tem – 34% separam talheres, pratos e objetos pessoais do doente. Mas a doença não é transmitida pelo uso dos mesmos objetos.

A tuberculose é transmitida pelo ar, quando o doente tosse, fala ou espirra. Tosse prolongada, cansaço, febre e perda de peso são alguns dos sintomas.

Se for descoberta logo, não há necessidade de internação e depois de 15 a 30 dias de tratamento, também não há mais risco de contágio.

Acabe com preconceito à doença. O que falta é informação!

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Vinte e dois é o número de países que detém mais casos de Tuberculose. Atualmente, o país que lidera o ranking é a Índia. Na América do Sul somos o único país da lista.

Entenda a doença na imagem abaixo:

Divulgação FSP.

Um dos principais motivos da proliferação da doença, segundo especialistas, é o abandono. O termo abandono é utilizado porque muitos pacientes param o tratamento, que é longo, pela metade. Monitoramento é outro aspecto que merece atenção.

Em nosso país, o Estado com mais incidência da doença é o Rio de Janeiro. Fique atento aos sinais de seu corpo e não deixe de ir ao médico.

Tratamentos precisam ser levados a sério e serem acompanhados até o fim.
Faça a sua parte e evite riscos desnecessários.

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Recentemente falamos sobre a tuberculose. Um estudo realizado pela Fiocruz em parceria com instituição americana apontou que portadores do vírus HIV são os mais prejudicados com o diagnóstico de tuberculose.

Só no Rio de Janeiro, no período de um ano 32,4% das mortes de soropositivos foram devido à doença. O estudo também levantou que no Brasil o número de óbitos é maior devido à velha mania de procurar tratamento tarde demais.

No Brasil a média de novos casos de tuberculose por ano ultrapassa os 90 mil casos. Portanto, se você achava que bastava vacina BCG quando era bebê está enganado.

Tuberculose pega?
Sim. Ela pode ocorrer por meio das secreções respiratórias – tosse e espirro -  e por gotículas de saliva. Quem está contaminado elimina milhares de bacilos no ambiente ao tossir. Eles podem ser inalados por pessoas saudáveis e contaminá-las.

“Ao longo de nossa vida o melhor remédio para qualquer doença
é a visita regular ao médico e o cultivo dos bons hábitos.”

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A tuberculose mata mais de quatro mil pessoas por ano só no Brasil. A bactéria responsável pela doença, o Bacilo Koch foi identificada em 1882 pelo microbiologista alemão Robert Koch.

Inicialmente silencioso, o vírus pode estar “encubado” em 50 milhões de brasileiros. Por isso, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, da Fundação Ataulpho de Paiva e da PUC – Rio Grande do Sul oficializaram um consórcio a fim de fechar o cerco contra o vírus.

A ideia, segundo Luiz Roberto Castello Branco, chefe do Laboratório de Imunologia Clínica do Instituto Oswaldo Cruz é “adicionar novos antígenos à fórmula, ou seja, enriquecê-la com moléculas que aumentem a resposta do organismo diante da infecção.”

A vacina BCG, contra a tuberculose é aplicada nos primeiros 30 dias de vida.

“O Blog da Saúde apóia o consórcio e fica na torcida para que bons resultados apareçam.”

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A partir de 2010 um novo método para o tratamento da tuberculose será implantado no Brasil a fim de garantir mais eficácia no combate à doença e evitar o abandono durante o tratamento.

O novo medicamento consiste num único comprimido contendo quatro drogas. Profissionais da área já estão sendo preparados pelo Ministério de Saúde.

Mais informções aqui.

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