HPV por todos os ângulos
junho 30, 2011 por Paula Spínola
Em: Saúde Física
Ao longo do tempo foram detectadas muitas dúvidas que, derivadas umas das outras, rondam três principais temas: tempo que o vírus pode permanecer sem ser diagnosticado ou manifestado, formas de contaminação e tratamentos.
Com mais de 140 diferentes tipos, o HPV, após o contágio, pode permanecer “adormecido” (sem causar lesões), provocar o aparecimento de verrugas (pele, genitais ou outras localizações) ou induzir o desenvolvimento de câncer do colo do útero.
Na maioria dos casos, as lesões têm crescimento limitado e é comum regredirem espontaneamente, como indica o Prof. Dr. Gilberto da Costa Freitas, ginecologista que atua no Hospital CECMI – Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas.
A pessoa pode estar com o HPV muitos anos e não saber?
Dr. Gilberto: O tempo em que o vírus pode permanecer inativo no corpo é indeterminado e a resposta a sua pergunta é: sim, pode.
Estudos comprovam que 50% a 80% das pessoas sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Porém, a maioria das infecções é transitória e assintomática, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune, principalmente entre as mulheres e homens mais jovens.
Qualquer pessoa infectada por HPV desenvolve anticorpos, que poderão ser detectados no organismo, mas nem sempre estes são suficientemente competentes para eliminar os vírus.
Por isso, através das informações fornecidas pelo ginecologista, nota-se como é importante ter cuidados constantes, consultas periódicas ao médico e exames preventivos. O diagnóstico é feito por meio do papanicolau ou da colposcopia, e o diagnóstico final é feito por meio de biópsia da área suspeita.
Transmissão e tratamentos
A transmissão se dá por contato direto com a pele infectada. “Os HPV genitais são transmitidos por meio das relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, colo do útero, pênis e ânus.” Pode ocorrer, inclusive, durante o sexo oral. Há, ainda, a possibilidade de contaminação por meio de objetos como toalhas e roupas íntimas.
“Também existem estudos que demonstram a presença rara dos vírus na pele, na laringe (cordas vocais) e no esôfago”, acrescenta o Dr. Gilberto.
E completa ao informar que as infecções subclínicas (sem manifestação clínica) são encontradas no colo do útero. O desenvolvimento de qualquer tipo de lesão clínica ou subclínica em outras regiões do corpo é bastante raro. O uso da camisinha diminui a possibilidade de transmissão na relação sexual (apesar de não evitá-la totalmente). Por isso, sua utilização é recomendada em qualquer tipo de relação sexual, mesmo naquela entre casais estáveis.
Diversos tipos de tratamento podem ser oferecidos (tópico, com laser, cirúrgico, ácidos, medicamentoso etc). Só o médico, após a avaliação de cada caso, pode recomendar a conduta mais adequada.
Transmissão mãe para filho
O vírus não representa riscos à gravidez, mas pode ser transmitido ao feto em virtude da infecção do canal do parto no qual passará a criança ao nascer. Por isso, alguns médicos indicam a cesariana para mães infectadas, já que através do parto normal o risco de infecção é maior.
Como pode haver ou não a contaminação, o Dr. Gilberto aconselha às mães com essa dúvida a procurar orientação do pediatra.
Vacina agora para homens e mulheres
Anteriormente indicada apenas para as mulheres, a vacina já pode ser tomada por ambos os sexos. Chamada de quadrivalente, como o próprio nome diz, é eficaz contra quatro tipos dos vírus: 6, 11, 16 e 18, tidos como principais causadores de câncer do colo de útero e verrugas genitais.
Saúde Pública
Você também pode obter informações sobre HPV e outras DST visitando um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). Os profissionais de saúde desses serviços são especializados em contágio e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. O contato é totalmente sigiloso e gratuito, bem como os testes. Acesse a lista de CTA nos estados pelo link “Onde encontrar”, na coluna à direita do portal http://bit.ly/8aqMpf – Use camisinha sempre!
- HPV: Talvez você não saiba tudo sobre ele…
- Mais informações sobre a vacina quadrivalente
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maio 16, 2011 por Paula Spínola
Em: Saúde Física
A dor de cabeça é uma das principais queixas nos consultórios oftalmológicos, mas há casos em que o médico a ser procurado é um neurologista.
Alterações na visão seguidas de forte dor de cabeça, enjoo, mal-estar, intolerância a som alto e sonolência são sintomas de uma doença que atinge cerca de 1% da população mundial: a enxaqueca oftálmica ou enxaqueca retineana, também conhecida como aura visual, que se distingue das enxaquecas clássicas por afetar a visão e outros sentidos.
O oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares (IMO), explica: “Embora chamada de enxaqueca oftálmica, a doença tem origem neurológica. Trata-se de um distúrbio rápido, intermitente e reversível de circulação cerebral, que precede o aparecimento das crises de dor de cabeça”.
São vários os gatilhos para as crises, segundo Virgilio. Período menstrual; jejum prolongado; o uso de anticoncepcionais; alterações no sono; estresse; o consumo de frituras, café, chocolate e de álcool; problemas na coluna cervical e distúrbios da ATM (Articulação Temporo Mandibular).
Como o problema afeta primeiro a visão, os pacientes recorrem aos oftalmologistas para diagnóstico. “Após exames, quando descartamos as possibilidades de problemas no globo ocular, encaminhamos estes pacientes ao neurologista”, conta o diretor do IMO.
Sintomas
É por esta razão que o diagnóstico da enxaqueca oftálmica é tão comumente feito pelo oftalmologista.
“Como o paciente costuma informar a percepção de luzes (em formato de zig-zag), a perda de metade do campo visual (recuperada com o passar da crise), forte dor de cabeça (mais de um lado só, chamada de “hemicrania”), estado nauseoso e fotofobia, tudo ao mesmo tempo, ele teme perder a visão, o que pode ocorrer temporariamente, com algumas pessoas”, explica.
A dor da enxaqueca oftálmica pode ainda se manifestar em um ou ambos os olhos. Tanto nos olhos, quanto acima, abaixo e em torno deles. Essa dor pode ser latejante e/ou em peso ou pressão, e sua intensidade pode variar de muito leve a muito forte.
Numa parcela bem pequena dos portadores de enxaqueca, a pálpebra superior de um dos olhos (do mesmo lado da dor) pode cair parcialmente.
“Esse fenômeno recebe o nome de ptose palpebral e ocorre durante a crise de dor. Terminada a crise, a pálpebra volta ao normal. Esta forma de enxaqueca é denominada enxaqueca oftalmoplégica”, conta o oftalmologista.
Tratamento
Com o passar do tempo, os sintomas visuais que precedem a crise de enxaqueca servem de alerta para o paciente recorrer ao diagnóstico adequado e não apenas ao uso de medicação para aliviar a dor.
“Por isto é tão importante a continuidade do tratamento. A cefaléia é uma doença tão complexa que é objeto de estudo integrado de vários especialistas: neurologistas, oftalmologistas, psicólogos, clínicos… Já existem até clínicas e hospitais dedicados exclusivamente à dor de cabeça”, destaca Virgilio Centurion.
E se a dor de cabeça for causada por problemas de visão?
“A dor de cabeça provocada por problemas refracionais visuais tais como hipermetropia, miopia e astigmatismo, geralmente tem início após um período de esforço visual. O paciente acorda bem, mas durante o dia, ou ao final do período de aulas ou trabalho, começam as dores de cabeça. Este tipo de queixa é chamada de astenopia.”
Normalmente, tal problema costuma desaparecer, após a prescrição e o uso dos óculos ou lentes de contato, informa o oftalmologista Eduardo de Lucca, que também integra o corpo clínico do IMO.
Outras patologias oftalmológicas também podem provocar cefaleia, como estrabismos, insuficiências de convergência, uveítes e glaucoma agudo, informa Eduardo.
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abril 15, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Não se trata de próteses comuns. Aliás, o recolhimento envolve um tipo muito específico de implante paras os seios composto de tungstênio e silicone utilizado para tratamento. O recall foi classificado como “aquele que envolve situações em que há probabilidade de que o uso gere graves consequências para a saúde ou mesmo a morte”.
Conhecido por Axxent FlexiShield Mini, era colocado temporariamente dentro de incisões feitas nos seios durante um procedimento médico no qual as mulheres recebiam um tratamento completo à base de radiação após terem passado por uma lumpectomia em casos de câncer de mama.
Os implantes tinham a função de ajudar a direcionar o feixe de radiação e assim proteger os tecidos saudáveis. Mas por serem falhos, fizeram com que os tecidos dos seios e os músculos peitorais ficassem repletos de partículas de tungstênio.
O que faz esse elemento tungstênio?
Não se sabe se o tungstênio é perigoso porque foram feitas poucas pesquisas sobre os efeitos a longo prazo deste elemento químico sobre a nossa saúde.
Mas essas partículas, ao aparecerem nos mamogramas, dificultaram a leitura dos resultados, além de parecerem com depósitos de cálcio – algo que pode indicar a presença de câncer. Resultado: podem ser confundidas com câncer ou ocultar um câncer real.
Para as mulheres, que tentam se curar e que temem o retorno da doença, a situação é perturbadora.
Foi o fato de o tungstênio aparecer nos mamogramas que fez com que fosse feito um recall de Classe I, o de tipo mais grave, segundo a agência reguladora americana FDA.
Até agora 29 mulheres foram afetadas. Até o momento, 16 delas fizeram mamogramas de acompanhamento seis meses após a cirurgia, e em todas elas foram encontradas partículas de tungstênio.
Algumas das mulheres cogitam submeter-se a mastectomias para livrarem-se das partículas desse elemento químico. Elas estão processando o hospital e o fabricante do implante. O dispositivo era fabricado por uma companhia chamada Xoft, que foi vendida para outra empresa, a iCad.
Histórico
O Axxent FlexiShield Mini foi liberado para uso pela FDA em junho de 2009, em um processo utilizado para produtos que são considerados equivalentes a outrosdisponíveis no mercado.
Esse processo leva menos tempo do que o procedimento utilizado para a aprovação de um novo dispositivo e geralmente não exige a realização de testes em seres humanos.
Os implantes, que foram retirados do mercado em fevereiro, eram modelados para cada paciente específico. As partículas de tungstênio escapavam após o corte de modelagem. Mas esses implantes foram projetados para serem cortados e modelados. As informações foram divulgadas no The New York Times.
EUA faz recall de implante incomum para os seios
Foi classificado como o mais urgente tipo de recall, aquele que envolve situações em que há probabilidade de que o uso gere graves consequências para a saúde ou mesmo a morte.
Não se trata de próteses comuns. Aliás, o recolhimento envolve um tipo muito específico de implante paras os seios composto de tungstênio e silicone utilizado para tratamento.
Conhecido por Axxent FlexiShield Mini, era colocado temporariamente dentro de incisões feitas nos seios durante um procedimento médico no qual as mulheres recebiam um tratamento completo à base de radiação após terem passado por uma lumpectomia em casos de câncer de mama.
Os implantes tinham a função de ajudar a direcionar o feixe de radiação e assim proteger os tecidos saudáveis. Mas por serem falhos, fizeram com que os tecidos dos seios e os músculos peitorais ficassem repletos de partículas de tungstênio.
O que faz esse elemento tungstênio?
Não se sabe se o tungstênio é perigoso porque foram feitas poucas pesquisas sobre os efeitos a longo prazo deste elemento químico sobre a nossa saúde.
Mas essas partículas, ao aparecerem nos mamogramas, dificultaram a leitura dos resultados, além de parecerem com depósitos de cálcio, algo que pode indicar a presença de câncer. Resultado: podem ser confundidas com câncer ou ocultar um câncer real.
Para as mulheres, que tentam se curar do câncer e que temem o retorno da doença, a situação é perturbadora.
Foi o fato de o tungstênio aparecer nos mamogramas que fez com que fosse feito um recall de Classe I, o de tipo mais grave, segundo a agência reguladora americana, FDA.
Até agora 29 mulheres foram afetadas: 27 no Hospital Memorial Presbiteriano Hoag, na Califórnia, e duas no Centro de Câncer Karmanos-Crittenton, em Michigan. Até o momento, 16 delas fizeram mamogramas de acompanhamento seis meses após a cirurgia, e em todas as 16 foram encontradas partículas de tungstênio.
Algumas das mulheres, temendo que o tungstênio possa ser perigoso para a saúde, estão cogitando submeter-se a mastectomias para livrarem-se das partículas desse elemento químico. Elas estão processando o hospital Hoag e o fabricante do implante.
O dispositivo era fabricado por uma companhia chamada Xoft, que foi posteriormente vendida para outra empresa, a iCad.
Histórico
O Axxent FlexiShield Mini foi liberado para uso pela FDA em junho de 2009, em um processo utilizado para dispositivos que são considerados equivalentes a produtos disponíveis no mercado.
Esse processo leva menos tempo do que o procedimento utilizado para a aprovação de um novo dispositivo e geralmente não exige a realização de testes em seres humanos.
Os implantes, que foram retirados do mercado em fevereiro, eram modelados para cada paciente específico. As partículas de tungstênio escapavam após o corte de modelagem. Mas esses implantes foram projetados para serem cortados e modelados.
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março 18, 2011 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou a falta do remédio atazanavir, antirretroviral utilizado no tratamento contra o HIV/Aids. O medicamento deve chegar na próxima semana.
A afirmação é do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, responsável pelo combate a doenças sexualmente transmissíveis (DST). O primeiro lote do atazanavir 300 mg, com 4,95 milhões de comprimidos, chegou a Brasília na tarde de ontem e será enviado aos estados entre os dias 22 e 25 de março.
O ministro garantiu que os pacientes não foram prejudicados pelo problema.
Parte do comunicado sobre o atazanavir, didanosina e saquinavir
Sobre o abastecimento de medicamentos antirretrovirais no Brasil, o Ministério da Saúde reafirma o compromisso de garantir tratamento aos que dele necessitam e informa que:
- Não houve risco ao tratamento de nenhum paciente que utiliza antirretrovirais. O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais antecipou-se à dificuldade de abastecimento do atazanavir 300mg. Uma das medidas recomendadas foi a substituição temporária do atazanavir por outros medicamentos, garantindo terapia igualmente eficaz a todos os pacientes.
- Em relação à didanosina 400mg e ao saquinavir 200mg, não houve desabastecimento. O que ocorreu foi uma recomendação de remanejamento local dos estoques e da programação de distribuição para que não houvesse descontinuidade no tratamento.
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março 17, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
A conjuntivite pode ocorrer em qualquer época do ano, mas com o calor cresce a incidência da doença.
O litoral norte paulista, por exemplo, vive um surto de conjuntivite, com o registro de 2,7 mil casos de infecção desde o início do ano.
Com informação, é possível se prevenir em todas as estações. Confira:
O que é conjuntivite?
A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, uma membrana transparente e fina que reveste a região branca do olho.
Essa irritação provoca a dilatação dos vasos sanguíneos, responsáveis pela vermelhidão, entre outros sintomas, como sensação de que há areia ou cisco dentro do olho, coceira, lacrimejamento, inchaço da pálpebra e sensibilidade à claridade.
Embora as conjuntivites possam ser de causa alérgica, viral, bacteriana ou por irritação química (quando há sensibilidade a algum produto), somente as infecciosas – virais e bacterianas – é que são contagiosas.
No caso da conjuntivite infecciosa, os olhos também doem, além de secretarem um líquido amarelado. Este tipo é, sem dúvida, o que mais aflige.
Em geral, acomete os dois olhos pela facilidade de contágio e pode durar de uma semana a 15 dias, mas não costuma deixar sequelas.
Causas
Os irritantes causadores de conjuntivite podem ser a poluição do ar, fumaça (cigarro), sabonetes, spray, maquiagens, cloro, produtos de limpeza, água do mar, uso prolongado de lentes de contato, etc.
Como evitar
Por tratar-se de uma doença em que o contágio acontece pelo contato físico do olho com as mãos, objetos, piscina ou toalhas contaminadas, devemos evitar: banho em piscinas públicas, usar toalhas que não sejam de uso exclusivo, contato com indivíduos contaminados.
A falta de cuidado pode fazer com que um aperto de mão possa se transformar em uma conjuntivite. Por isso, a pessoa infectada deve lavar bem as mãos e evitar colocar a mão nos os olhos ou compartilhar objetos com outras pessoas.
• Lave com frequência o rosto e as mãos uma vez que são meios para a transmissão de microorganismos.
• Troque as toalhas ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos.
• Não compartilhe toalhas de rosto.
Estudos mostram que torneiras, interruptores de luz e carrinhos de supermercado são os maiores responsáveis pela transmissão da doença.
Todos estes cuidados devem se manter por pelo menos 15 dias desde o início dos sintomas.
Tratamento para conjuntivite é simples, mas deve-se evitar automedicação
De acordo com os especialistas, o tratamento das diferentes manifestações da doença é simples, mas é importante evitar a automedicação.
Em casos de ardência, secreção, vermelhidão e coceira nos olhos, a recomendação é consultar o oftalmologista imediatamente. Só ele pode indicar o melhor tratamento.
A conjuntivite, apesar de ser um problema comum e, na maioria das vezes, de fácil tratamento e cura, incomoda e causa uma grande irritação na visão.
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fevereiro 21, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
O problema central da gagueira consiste em uma dificuldade do cérebro para sinalizar o término de um som ou uma sílaba e passar automaticamente para o próximo.
Desta forma, a pessoa consegue iniciar a palavra, mas fica “presa” em algum som ou sílaba até que o cérebro consiga gerar o comando necessário para dar prosseguimento ao restante da palavra.
Ao falar em público, a disfluência vira motivo de piada e o foco da atenção que deveria ser voltada ao discurso do locutor, passa a ser pelo modo como fala.
Agora imagine se você precisa assumir a responsabilidade de se tornar rei no Reino Unido e é considerado incapaz de governar por conta de uma gagueira nervosa?
O filme “O Discurso do Rei”, com 12 indicações ao Oscar, relata a história de um jovem, George VI, que assume o trono depois que seu irmão abdica. O monarca despreparado precisa reencontrar sua voz e levar o país ao combate contra os alemães na Segunda Guerra Mundial. Colin Firth, que interpreta George VI, é o favorito para levar o Oscar na categoria de melhor ator.
Gagueira no Brasil
De acordo com o IBGE, a população brasileira é de aproximadamente 192 milhões de pessoas. Segundo o Instituto Brasileiro de Fluência (IBF), a incidência da gagueira no Brasil é de 5%, ou seja, 9,5 milhões de brasileiros apresentam a disfluência.
A prevalência da gagueira é de 1%, ou seja, 1,9 mi de brasileiros gagueja há muitos anos de forma persistente, crônica. Este número é maior do que a população de Manaus ou Curitiba.
Saiba sobre alguns mitos e verdades sobre a gagueira, segundo a fonoaudióloga do Grupo Microsom, Clara Rocha:
- Pode-se ficar gago ao conviver com uma pessoa que têm este distúrbio da fala?
Não. A gagueira não é contagiosa e não “pega”, portanto, não é transmitida pelo convívio com pessoas que gaguejam. Ninguém deve ter receio de conversar ou interagir com pessoas que gaguejam.
- A gagueira tem relação com a garganta ou com a língua?
Não. A gagueira é entendida como uma dificuldade do cérebro na temporalização e automatização dos movimentos da fala. A disfluência pode ser causada por múltiplos fatores, entre eles o genético – em que pessoas da mesma família, de diferentes gerações, carregam o gene responsável pela gagueira, que pode ou não se manifestar, dependendo da interação com os fatores social e psicológico a que a pessoa é exposta; e o orgânico, no caso de lesões cerebrais.
- A disfluência tem cura?
Não. Até o momento, não há cura para a gagueira, no sentido de eliminar o caráter genético e/ou orgânico envolvido, mas há tratamentos com ótimos resultados e reduções significativas das rupturas da fala. No filme “O Discurso do Rei”, George VI passa a utilizar estratégias que facilitam a fluência e a monitorar a sua fala.
- Existem diferentes linhas de tratamento?
Sim. Existem diferentes linhas de tratamento, visando à diminuição dos seus sintomas, como repetições, prolongamentos, pausas, bloqueios, entre outros. Por ser um distúrbio de fala, o tratamento adequado é o fonoaudiológico.
- Ainda hoje, no tratamento fonoaudiológico são utilizados os métodos de inserir bolas de gude na boca ou rolar no chão, como no filme?
Não. Atualmente, esses dois exercícios não são aplicados no tratamento fonoaudiológico. No entanto, algumas estratégias observadas no filme “O Discurso do Rei” ainda são utilizadas pelos fonoaudiólogos para facilitar a fluência, como a suavização das palavras, a diminuição da velocidade de fala e a modificação da gagueira.
- A pessoa com disfluência não gagueja quando canta?
Verdade. As pessoas com gagueira não costumam gaguejar durante o canto porque ele é processado no cérebro de forma diferente da fala espontânea, autoexpressiva. No canto, há pistas externas como ritmo, melodia e uma letra que já existe, que auxiliam o cérebro e favorecem a fluência.
- Uma pessoa normal deve completar a palavra ou frase ao conviver com um indivíduo que gagueja para ajudá-lo?
Não. As pessoas devem encorajar a pessoa que gagueja a falar, dando atenção e demonstrando interesse em conversar com ela. Não se deve pedir para a pessoa ter calma, pensar, respirar e falar devagar. Além disso, deve-se esperar que a pessoa termine de falar, sem completar a fala dela.
- Em momento de tensão, a pessoa com disfluência gagueja mais?
Sim. Isso acontece inclusive com pessoas fluentes, que em uma situação de estresse, como falar em público, com um superior ou sobre um conteúdo que não domina, podem apresentar algumas disfluências. No filme, por exemplo, o rei George VI tem mais bloqueios na fala em situações consideradas delicadas, como em discursos públicos ou conversando com seu irmão, que o caçoava desde pequeno por causa da gagueira. Os fatores psicológicos são aspectos importantes na fluência, não são a sua causa, mas interferem e podem aparecer como consequência do distúrbio.
- A pessoa com gagueira não pode ter um cargo de responsabilidade em uma empresa?
Mentira. Mesmo coma gagueira é possível liderar, reinar, ter destaque e ser alguém de sucesso, que enfrenta e supera obstáculos na vida, como qualquer outra pessoa.
- A profissão de fonoaudiólogo sempre existiu?
Não. Apesar da existência de relatos sobre terapeutas da fala há muito tempo, a fonoaudiologia é considerada uma profissão nova. No Brasil, por exemplo, foi regulamentada em 1981. Há muito tempo diversos profissionais trabalhavam para a melhoria da fala e da comunicação dos seus pacientes, e isso contribuiu para o que a fonoaudiologia se tornou atualmente.
- Existe um aparelho para o tratamento da gagueira?
Sim. Desde 2008, o SpeechEay é comercializado no País. Usando o mecanismo do retorno auditivo alterado, por meio do atraso auditivo (delay) e da alteração da frequência da voz, o aparelho gera uma segunda voz e simula o efeito coro, um fenômeno natural que reduz a gagueira. É uma opção de tratamento, uma vez que pode auxiliar situações agravantes para aqueles que gaguejam, como reuniões e apresentações em público.
- O aparelho usado para o tratamento da gagueira é inserido na orelha?
Sim. O SpeechEasy é um dispositivo portátil, usado na orelha e confeccionado de forma personalizada para cada usuário. Ao contrário do que se pensa, o aparelho para gagueira deve ser usado na orelha e não na garganta ou na boca.
*Clara Rocha é graduada pela – UNIFESP. Fez aprimoramento Profissional no HSPE (Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo); Curso de Especialização em voz pelo Centro de Estudos da Voz – CEV; Fonoaudióloga responsável pela Divisão de Aparelhos para Fluência no Grupo Microsom.
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janeiro 24, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
A nossa mente tem papel fundamental na recuperação do nosso corpo. Por isso, levantar um pouco, abrir as janelas ou tomar um bom banho quando estamos gripados, por exemplo, informa ao nosso corpo que não estamos satisfeitos com a falta de disposição e acelera a recuperação.
Em crianças, naturalmente repletas de energia, a distração saudável pode acelerar o processo de volta às atividades.
O estudante de 12 anos, Stepan Sopin, não pode frequentar as aulas durante sua recuperação contra a leucemia, mas também não vai perder o ano.
Autoestima, distração e socialização, o menino pode afirmar que não falta durante o seu tratamento. Por meio de uma tela instalada em um robô, ele acompanha as lições de casa e interage com a professora e com seus colegas, em Moscou (Rússia).
A máquina ainda transmite o conteúdo escolar para o computador de Stepan em tempo real, por onde ele controla seus movimentos.
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dezembro 23, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Aos desavisados, efeito placebo é como se chama a situação em que a pessoa toma uma pílula sem qualquer princípio ativo e melhora devido à crença de que está sendo tratada.
E isso acontece de verdade? Sim, já foi comprovado que o benefício clínico do placebo é uma reação do próprio organismo, que foi induzido a pensar que estava recebendo mesmo um tratamento.
Nada mudou em relação a isso. O que os cientistas descobriram, é que o efeito placebo pode funcionar até mesmo quando o paciente sabe que está tomando uma pílula de açúcar!
“Não só deixamos absolutamente claro que essas pílulas não tinham ingrediente ativo e eram feitas com substâncias inertes, como realmente estampamos ‘placebo’ na embalagem”, disse Ted Kaptchuk, um dos autores do estudo.
Se não bastasse, eles ainda disseram aos pacientes que não tinham que acreditar no efeito, bastava tomar os comprimidos.
Pacientes
Dos 80 pacientes com síndrome do intestino irritável, metade não recebeu nenhum tratamento, enquanto a outra metade recebeu as “pílulas de açúcar”.
Três semanas depois veio a resposta: 59% dos pacientes tratados com placebo relataram alívio dos sintomas, comparado a 35% dos pacientes do grupo controle, que não recebeu medicamento.
Não só isso, mas os pacientes que tomaram placebo ainda duplicaram as taxas de melhoria em um grau mais ou menos equivalente ao efeito dos remédios mais poderosos contra a síndrome.
O que esse estudo mostra é que o efeito placebo pode, sim, ser usado de maneira ética e eficiente na medicina, sem a necessidade de enganar os pacientes.
Os pesquisadores são da Universidade de Harvard e do Centro Médico Beth Israel Deaconess (BIDMC). O estudo foi publicado na revista PloS One.
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dezembro 16, 2010 por Paula Spínola
Em: Destaque, Saúde Física
O paciente teve um caso isolado, mas sua história pode dar dicas sobre como achar a cura para a doença.
Timothy Ray Brown de 42 anos, um americano habitante de Berlim, teve um transplante arriscado de sangue de células-tronco em 2007 para tratar leucemia. Seu doador além de ter um tipo sanguíneo compatível com o seu, também tinha uma mutação gênica que fazia com que ele fosse resistente ao HIV.
Agora, três anos depois, sem tomar remédios antirretrovirais desde o transplante, e passar por testes completos, os médicos puderam declarar oficialmente:
O paciente de Berlim não mostra nenhum sinal de leucemia ou infecção por HIV, de acordo com um relatório divulgado pela revista Blood.
A demonstração é surpreendente é interessantíssima, mas até o momento é uma terapia muito arriscada para se tornar comum, pois é difícil até mesmo de encontrar doadores compatíveis, disse Michael Saag da Universidade de Alabama.
Sabe-se que…
O transplante a que foi submetido é feito para tratar câncer, e seu risco se realizado em pessoas saudáveis é desconhecido.
Esse tratamento envolve a destruição completa do sistema imunológico do receptor com medicamentos e radiação, e com as células do doador é que se desenvolverá um novo sistema imunológico.
A taxa de mortalidade ou complicações desse procedimento podem ser 5% maiores que nos procedimentos tradicionais, disse Saag.
Pesquisadores alemães informam que isso representa um avanço científico. A possível cura, porém, só veio depois de muitas complicações e tratamentos de saúde.
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outubro 14, 2010 por Paula Spínola
Em: Saúde Social
A internet tem um poder de propagação inegável, veja pelo Tiririca mendigo chinês que teve sua foto publicada e viu a sua vida mudar.
Esse é um dos exemplos de que de boas intenções também vive a rede. Fábio Grando teve a brilhante iniciativa de tornar realidade um tratamento de fisioterapia especial em San Diego, nos Estados Unidos – e para isso precisava da ajuda de muitos.
Criou um blog para dar consistência a sua campanha que logo se propagou. Um grupo de teatro criou um funk em apoio, artistas se apresentaram em shows beneficentes, amigos, familiares e desconhecidos somaram em 10 meses a arrecadação de R$ 104 mil dos R$110 mil necessários.
História
Fábio, hoje com 26 anos, ficou tetraplégico em 18 de junho de 2006, dia em que Brasil e Austrália se enfrentaram na Copa do Mundo.
Após a vitória da seleção por 2X0, ao saltar de ponta na piscina, ocorreu o acidente.
Seu corpo inclinou e ele bateu a cabeça no chão. Fraturou a quinta vértebra da coluna (C5), no pescoço e não conseguia mais se mexer.
A mãe, Solange, enfartou dias depois e apagou tudo da memória. Após apenas uma semana, ela foi liberada do hospital sem nenhuma sequela grave. Fábio relata no Blog, “hoje ela brinca: Deus me mandou de volta pra cuidar de você.”
Atualmente
Após uma cirurgia e tratamento, ele recuperou o movimento no pescoço, mas depende de ajuda para tudo.
A viagem foi marcada para 14 de dezembro com destino ao Project Walk, tratamento especializado em recuperação de lesão medular.
Para saber mais sobre a história de Fábio e detalhes da viagem, veja o blog aqui.
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setembro 29, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O medicamento usado contra diabetes, fabricado pela empresa Glaxo Smith Kline, teve seu registro cancelado nesta quarta-feira (29/9), após avaliação dos estudos que mostram que os riscos ao consumir o remédio superam os benefícios.
Além de ter o registro cancelado, a Anvisa determinou que o laboratório produtor recolha o produto em todo o país.
O Avandia, cujo príncipio-ativo é a substância rosiglitazona, é indicado para o tratamento do diabetes tipo 2. A Agência recomenda que os pacientes que fazem uso deste medicamento devem procurar o seu médico para realizar a mudança necessária no tratamento.
Atualmente, existem nove classes de medicamentos para este tipo de diabetes.
Leia o alerta completo aqui.
Histórico
Como publicou o Blog da Saúde, os riscos de problemas cardiovasculares decorrentes do uso do Avantia ficaram comprovados com um estudo da Cleveland Clinic Foundation (EUA), divulgado este ano.
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julho 20, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
A hanseníase quando não tratada traz graves sequelas ao portador. É causada pelo bacilo de Hansen, um parasita que ataca a pele e nervos periféricos, mas pode afetar outros órgãos como o fígado e os olhos. Não é, portanto, hereditária.
A doença geralmente se caracteriza por mancha esbranquiçada ou avermelhada na pele, sem sintomas de coceira, dor ou ardor; dormência nos dedos, mãos, braços e pernas; e dores e inchaços nas articulações.
É importante lembrar que apesar desta forma de aparecimento ser a mais comum, a doença pode se manifestar de outras maneiras, com entupimento e sangramento no nariz, perda de olfato, queda de cílios e sobrancelha, olhos avermelhados, secos, com intolerância à luz e feridas nos pés.
A transmissão da doença se dá pelas vias aéreas. O tratamento é feito à base de medicamentos e pode levar de 6 meses a 1 ano, dependendo do tipo de lesão.
O Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP, promove uma campanha para diagnosticar a hanseníase neste sábado, dia 24 de julho.
Local: Prédio dos Ambulatórios do Instituto Central do HC
Endereço: Av. Enéas de Carvalho Aguiar, 155, próximo à estação do Metrô Clínicas, na capital paulista.
Horário: Das 8 às 15 horas
Médicos avaliarão os pacientes e se o problema for detectado, os pacientes serão tratados pela Dermatologia do HC.
Não marque bobeira! O Brasil ocupa o primeiro lugar do ranking da doença há mais de 5 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde. São 4,6 doentes para cada 10 mil habitantes, enquanto a Índia, berço da moléstia, apresenta 2,4 doentes para cada 10 mil pessoas.
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julho 16, 2010 por Blog da Saúde
Em: Estética
Boas notícias para os homens que temem perder o cabelo. Dois novos exames chegam ao Brasil com o objetivo de prevenir ou frear a queda a tempo.
Os dois testes foram elaborados pela empresa americana DermaGenoma e requerem apenas que o médico recolha com um cotonete o material na mucosa da boca.
O primeiro exame tem o objetivo de detectar no DNA as pistas de que haverá queda dos cabelos. Para quem der positivo e tiver pai calvo, o risco de perder o cabelo é de 80%.
O segundo teste verifica a resposta do organismo do indivíduo a um dos tratamentos mais populares no combate à queda, feito à base de finasterida. Com o resultado em mãos, é possível saber qual terapia melhor se adapta para cada um.
Mas já sou careca…
Nessas horas, o que vale mesmo é a atitude. Uma pesquisa realizada com mulheres nos Estados Unidos mostrou que, para elas, uma careca completa é mais atraente que uma parcial.
Como as pessoas são atraídas por características diferentes, o que importa mesmo é ter autoconfiança.
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julho 7, 2010 por Blog da Saúde
Em: Estética
Olheiras são causadas pelo depósito de melanina na pele que fica abaixo dos olhos. As manchas escuras, de diferentes tonalidades, aparecem por diferentes motivos. Uma noite de insônia ou de festa pode trazê-las na manhã seguinte.
Se aparecerem devido ao cansaço físico ou estresse, também tendem a desaparecer rapidamente. O descanso, de acordo com médicos, ainda é a melhor prevenção.
Quer saber mais? O fumo, consumo excessivo de álcool e alimentação também colaboram para as olheiras aparecerem ou piorarem. Quem tem olheiras deve diminuir o consumo de sal.
É importante lembrar que as manchas não trazem danos à saúde. É um problema estético e incomoda muita gente, principalmente mulheres.
Causas
Várias podem ser as causas das olheiras, entre elas tendência genética, noites mal dormidas, estresse físico ou emocional, idade, cigarro, excesso de bebidas alcoólicas e período menstrual. Pessoas com rinite alérgica têm mais tendência a ter o problema por causa da congestão na área dos olhos.
Enquanto as olheiras causadas por estresse ou cansaço ocorrem devido à dilatação dos vasos sanguíneos e tendem a desaparecer, as que aparecem devido à genética costumam ser permanentes e aumentar com a idade.
Tratamento
Não existe uma cura definitiva, mas há diversos tratamentos que prometem atenuar bastante a aparência das manchas. Sessões de laser, por exemplo, ou cremes clareadores e antioxidantes à base de vitamina C.
Antes de recorrer a algum dos tratamentos, que tal melhorar seus hábitos e, ao mesmo tempo, apostar nas receitas caseiras?
Em casa
Uma das mais conhecidas é a compressa por dez minutos com chá gelado, normalmente de camomila, que ajuda a atenuar a aparência de cansaço.
Para atenuá-las, lave o rosto, massageando a região com água quente. Saunas e banhos quentes também ajudam.
Prefira cremes hidratantes lubrificantes estimulam a circulação e a vasodilatação, diminuindo as bolsas e durma bem.
Maquiagem
A maquiagem é uma opção com ótimo resultado. Mas é preciso acertar na escolha do produto.
Use corretivo em bastão bem seco e fixe-o com pó facial aplicado com esponja de espuma. Lembre-se de aplicar o produto em toda a pálpebra superior e na inferior, no canto dos olhos e no canto do nariz.
Escolha o corretivo com coloração adequada para cada tipo de olheira: arroxeadas (corretor amarelo) esverdeadas (corretor rosado), amarronzadas (corretor bege) e acinzentadas (corretor laranja).
O próximo post será sobre os tipos de olheiras (são 4!) e tratamentos dermatológicos específicos para cada! Não perca!
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junho 24, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Hepatite é o nome de qualquer inflamação no fígado provocada por substâncias químicas ou por microorganismos.
A classificação por letras é quando o problema no fígado é causado por um vírus e apesar de hepatite A, B e C serem as mais comuns, acredite, existe também D, E, F e G.
Cada uma das letras corresponde a um tipo de vírus que ataca o fígado de maneira diferente. Muitas vezes, nosso próprio organismo se responsabiliza por eliminá-lo e nem notamos a presença dele, mas também existem variações que se agravam e podem levar à morte.
Veja os principais tipos:
Hepatite A
Contágio: Por via oral, principalmente água contaminada. Na maioria das vezes, fezes de pacientes contaminam água de consumo ou alimentos.
Sintomas: Pode ocorrer um mal estar generalizado, cansaço, falta de apetite, febre, náuseas, vômito, diarréia, cor amarelada na pele e na parte branca dos olhos e escurecimento da urina.
Tratamento: Em 99% dos casos, ela é curada naturalmente pelo organismo em duas ou três semanas. Às vezes, pessoas não apresentam sintomas e só descobrem que tiveram a doença por exames de sangue casuais. Já existe vacina contra ela.
Hepatite B
Contágio: Pelo sangue, através de seringas e agulhas não esterilizadas, geralmente utilizadas por usuários de drogas e por relação sexual sem proteção.
Gestantes portadoras do vírus também podem transmitir a doença para o bebê.
Sintomas: São os mesmos da hepatite A. Mal estar generalizado, cansaço, falta de apetite, febre náuseas, vômito, diarréia, cor amarelada na pele e na parte branca dos olhos e escurecimento da urina. Pode aparecer coceira no corpo.
Tratamento: Em 50% dos casos, ela desaparece naturalmente, sendo que se levarmos em conta só adultos, o número de casos em que a doença desaparece aumenta. Quando se agrava, torna-se crônica. Recém nascidos e crianças têm bem mais chances de ter esse estágio avançado da doença. Já existem remédios eficazes e vacina.
Hepatite C
Contágio: Pelo sangue e *acredita-se que por contato sexual sem proteção
Sintomas: Os mesmos dos outros tipos, mas a pessoa pode não apresentar sintomas na fase aguda ou serem muito leves, antes de tornar-se crônica. Em outros casos, os sintomas aparecem décadas depois da contaminação através de alguma complicação, como cirrose ou câncer de fígado.
Tratamento: Já há tratamento para a fase aguda, portanto pessoas suspeitas de terem sido contaminadas merecem atenção, já que em 80% dos casos ela se torna crônica.
Não há vacina.
*Novo estudo
Pesquisa da USP verificou que a presença do vírus é maior em homens jovens que tiveram muitos parceiros sexuais. Apesar de todas as evidências, não há comprovação, ainda, da transmissão do vírus por via sexual.
Restou alguma dúvida? Não deixe de perguntar!
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junho 11, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Alguns lotes do medicamento contra a tuberculose distribuídos no SUS apresentaram manchas pretas no revestimento sem explicação. O Ministério da Saúde já recolheu esses remédios do Sistema, além de romper o contrato com o laboratório indiano Cipla, fabricante do medicamento.
Apesar da atitude preventiva do Ministério, após alguns testes, foi comprovado que as manchas não comprometeram o princípio ativo do remédio. O tratamento foi adotado no fim do ano passado, e os pacientes tinham que tomar 4 comprimidos diários e não 6 como no tratamento antigo – por isso, ficou conhecido como “quatro em um”.
São sete Estados brasileiros que disponibilizam esse remédio indiano. Em São Paulo, os lotes com as manchas foram trocados por outros sem aparente problema. No Rio de Janeiro, os pacientes voltaram a tomar o remédio antigo.
O laboratório indiano Cipla, foi substituído pelo também indiano Lupin. Os novos comprimidos devem chegar ao Brasil ainda este mês.
Brasil: qual a incidência da tuberculose no país?
O Brasil apresenta 80 mil novos casos de tuberculose por ano. O país ocupa o 18º posto no ranking mundial de doentes.
É a primeira causa de morte em portadores de HIV. Na população, em geral, é a quarta causa de morte por doenças infecciosas.
Um levantamento mostrou que as pessoas sabem pouco sobre a doença e por isso ainda há preconceito com quem tem – 34% separam talheres, pratos e objetos pessoais do doente. Mas a doença não é transmitida pelo uso dos mesmos objetos.
A tuberculose é transmitida pelo ar, quando o doente tosse, fala ou espirra. Tosse prolongada, cansaço, febre e perda de peso são alguns dos sintomas.
Se for descoberta logo, não há necessidade de internação e depois de 15 a 30 dias de tratamento, também não há mais risco de contágio.
Acabe com preconceito à doença. O que falta é informação!
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maio 5, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Colesterol alto é uma das principais causas de doença no coração, e não causa males apenas cardíacos. A gordura pode ficar acumulada em qualquer ponto do sistema circulatório.
Em alguns casos, medicamentos para regular o colesterol são indicados, e devem estar aliados à boa alimentação e prática de exercícios. Assim, os efeitos a longo prazo são garantidos.
Um novo medicamento com este próposito vem aí. A Daiichi-Sankyo Brasil, anuncia aliança com a farmacêutica israelense Enzymotec para o lançamento de um produto que ajuda a manter níveis saudáveis de triglicerídeos e a reduzir a absorção de colesterol. O lançamento está previsto para o começo de 2011 no país.
A aliança feita com a Enzymotec, segundo o Valor Econômico, mostra inovação, já que são especializados em biotecnologia. A Daiichi-Sankyo é a única companhia farmacêutica do Japão com fábrica no Brasil.
Apoiamos iniciativas e evoluções tecnólogicas que visam nosso bem-estar!
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março 4, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
A tuberculose mata mais de quatro mil pessoas por ano só no Brasil. A bactéria responsável pela doença, o Bacilo Koch foi identificada em 1882 pelo microbiologista alemão Robert Koch.
Inicialmente silencioso, o vírus pode estar “encubado” em 50 milhões de brasileiros. Por isso, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, da Fundação Ataulpho de Paiva e da PUC – Rio Grande do Sul oficializaram um consórcio a fim de fechar o cerco contra o vírus.
A ideia, segundo Luiz Roberto Castello Branco, chefe do Laboratório de Imunologia Clínica do Instituto Oswaldo Cruz é “adicionar novos antígenos à fórmula, ou seja, enriquecê-la com moléculas que aumentem a resposta do organismo diante da infecção.”
A vacina BCG, contra a tuberculose é aplicada nos primeiros 30 dias de vida.
“O Blog da Saúde apóia o consórcio e fica na torcida para que bons resultados apareçam.”
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