Tratamento gratuito para obesidade: basta ter vontade
janeiro 10, 2012 por Stefanie
Em: Calendário, Saúde Física
Dois programas de tratamento para a obesidade estão sendo disponibilizados pela Universidade Guarulhos gratuitamente. Chamam-se Goam (Grupo Obesidade Atendimento Multidisciplinar) e Goami (Grupo Obesidade Atendimento Multidisciplinar Infantil).
“Nossa meta é proporcionar qualidade de vida e recuperar a autoestima das pessoas”, diz o psicólogo José Cândido Cheque, idealizador do Goam e Goami.
Para saber se uma pessoa é obesa, precisa-se calcular o índice de massa corpórea. Descobrir o seu IMC é fácil, basta fazer o seu peso dividido pela sua altura ao quadrado. Calculou? Qual foi o resultado? 502 milhões de adultos possuem o IMC acima de 30, e isso quer dizer que são obesos.
No Brasil, metade da população está acima do peso e entre as crianças o número ultrapassa 30%, de acordo com levantamento do Ministério da Saúde. Os motivos variam:
- Maus hábitos alimentares, que muitas vezes começam na infância
- Sedentarismo, crescente em crianças que têm trocado atividades ao ar livre pelo computador, TV e videogame
- Estresse e correria da vida moderna
- Predisposição genética, responsável por milhares de casos
As doenças relacionadas à obesidade são preocupantes. De acordo com especialistas, as principais consequências são:
- Casos de diabetes
- Problemas cardiovasculares
- Elevação dos níveis de colesterol e triglicérides
No Goam e Goami, profissionais e estudantes de nutrição, psicologia, enfermagem, fisioterapia e educação física estarão trabalhando juntos para que os brasileiros acima do peso possam escolher melhor seus alimentos, aprender técnicas de exercícios físicos e receber acompanhamento psicológico, se necessário. A recompensa é a perda de peso e um estilo de vida saudável.
“Para quem não emagrecer ou se sentir inseguro tem a opção de seguir o tratamento no grupo de manutenção, também gratuito”, explica José Cândido Cheque.
Os interessados poderão se inscrever até o dia 03 de fevereiro através do telefone (11) 2475-8300 ou enviar um e-mail com nome completo, telefone de contato, peso e altura para o endereço paddac@ung.br.
O único pré-requisito é estar acima do peso e, claro, ter vontade de seguir um estilo de vida saudável!
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janeiro 9, 2012 por Stefanie
Em: Saúde Física
Um estudo publicado na revista “Oncogene” demonstrou que reduzir os níveis de uma proteína conhecida como N-caderina tem um papel crítico no câncer de pâncreas.
Antes de entrarmos em mais detalhes sobre o que essa proteína pode fazer para ajudar, vamos entender um pouco mais sobre o câncer de pâncreas com o vídeo abaixo, disponibilizado pela CITO (Centro Integrado de Terapia Onco-Hematológica):
Pela circulação sanguínea, as células cancerígenas do pâncreas chegam a outras partes do corpo para produzir metástase. Porém, um estudo da Thomas Jefferson University revela que reduzir os níveis de proteína N-caderina nestas células cancerígenas pode interferir no processo. Testes feitos em ratos mostram que esse procedimento prolongou a sobrevida dos roedores em 25%.
— Nossos resultados em termos de sobrevida são muito estimulantes, porque uma droga conhecida com ADH-1, que alveja a N-caderina especificamente, já está em testes clínicos para tratar o melanoma — disse Glenn Radice, professor associado da universidade e um dos autores do estudo. — O próximo passo é testar esta droga que bloqueia a função da N-caderina, ou um composto similar, em ratos para descobrir se ela pode prolongar a vida de quem tem câncer de pâncreas.
Como o grande desafio do tratamento do câncer de pâncreas é o fato de os sintomas só aparecerem após o início da metástase, estratégias que consigam prevenir a disseminação deste tipo de célula cancerígena pelo corpo, deverá aumentar significamente o prognóstico para os doentes.
Informações pela OGlobo.
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janeiro 4, 2012 por Stefanie
Em: Saúde Social
Já notou a hashtag #malditosmosquitos nos trending topics do twitter? Pois é! Depois de ser diagnosticado com dengue, o fenômeno Ronaldo soltou essa no microblog:
E quando se trata do ex-jogador, claro que a hashtag foi parar nos trending topics!
Mas, calma aí, por que o Blog da Saúde está falando sobre uma celebridade? É porque a gente espera que depois de perceber que nem o Fenômeno escapa das picadas do maldito mosquito da dengue, formalmente conhecido como Aedes aegypti, as pessoas se conscientizem e se previnam contra essa doença!
Ronaldo deve ter notado vermelhidão na pele, tido febre alta, sentido dores pelo corpo e indisposição. Ao notar essas mudanças no corpo deve ter pensado “Opa! Tem algo errado aqui”. Tinha mesmo, pois esses são alguns dos sintomas da dengue. Eles aparecem de uma hora para outra e podem durar de 5 a 7 dias. Ainda bem que ele percebeu logo os sintomas, já que essa doença deve ser tratada com rapidez para evitar os quadros mais graves.
No hospital (de onde Ronaldo twittou a hashtag), o tratamento contra a dengue requer muito repouso, hidratação do corpo com bastante água, chá e sucos, e uso de medicamentos antitérmicos indicados pelo médico. Vacinas contra a dengue ainda estão em desenvolvimento e sendo testadas.
Para não precisar começar o ano dentro de um hospital em repouso, a melhor coisa a fazer é se prevenir. O grande alvo é impedir a proliferação do mosquito. A dica é manter recipientes, como caixas d’água, barris, tambores tanques e cisternas devidamente fechados. E não deixar água parada em locais como: vidros, potes, pratos e vasos de plantas ou flores, garrafas, latas, pneus, panelas, além de outros locais em que a água da chuva é coletada ou armazenada. Segue abaixo algumas dicas dadas pelo Ministério da Saúde (clique para ampliar):
Em situações de epidemia de dengue, o método de combate mais usado contra a reprodução do mosquito é a aplicação de inseticidas, mas a maioria desses produtos é tóxica. Cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de São José do Rio Preto (SP) descobriram que a cafeína é fatal para o desenvolvimento da larva do Aedes aegypti. No estudo, elas verificaram que quanto maior a concentração de cafeína na água parada contida em vasos, ralos e plantas, menor o tempo de vida das larvas. De acordo com as cientistas, foi registrada uma taxa de mortalidade de 100%. Nenhuma das larvas conseguiu chegar ao último estágio de desenvolvimento.
Pelo menos, o ex-jogador já teve alta e logo mais estará completamente disposto e saudável novamente.
E você, não deixe para tratar da dengue mais tarde, outro dia, ou quando alguém próximo de você ficar doente! Comece já.
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outubro 26, 2011 por Paula Sanches
Em: Últimas Notícias
O Icesp, ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, é o primeiro hospital público do país a adotar a técnica de radiocirurgia.
Trata-se de uma terapia simples e rápida para tratar pacientes oncológicos que, por motivos clínicos, não poderiam se submeter aos riscos de uma cirurgia comum.
O tratamento é indicado para tumores primários ou metástases localizadas no pulmão e na coluna vertebral, desde que isolados e com até cinco centímetros de diâmetro.
Essa tecnologia de ponta visa concentrar uma grande dose de radiação em focos bastante específicos, provocando a morte das células cancerígenas por meio da quebra de seu DNA e chance mínima de danos aos tecidos sadios.
Além disso, o equipamento possibilita que, mesmo havendo uma pequena movimentação do tumor, provocada pela respiração, somente a área programada seja tratada. Isso porque o aparelho ajusta os disparos quando o tecido saudável fica à frente do dispositivo emissor da radiação. O procedimento dura, em média, cerca de uma hora e libera o paciente para voltar à sua rotina normal imediatamente.
Antes de dar início ao tratamento, uma imagem do tumor gerada pelo próprio equipamento de radioterapia é realizada para que a equipe de médicos e físicos possa posicionar o alvo que será submetido à radiocirurgia.
Justamente por essa precisão, a técnica promove maior proteção dos tecidos vizinhos contra a radiação quando comparada ao tratamento de radioterapia convencional. Embora recebam uma dose elevada de radiação, os pacientes apresentam uma tolerância muito maior à nova técnica.
O período de tratamento é mais curto. São necessárias de uma a cinco aplicações, número que pode subir para cerca de 30, quando empregada a radioterapia comum.
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outubro 5, 2011 por Paula Sanches
Em: Últimas Notícias
Foram longas discussões desde fevereiro até a decisão tomada pelos diretores da Anvisa de proibir os remédios para emagrecer à base de anfetaminas e manter o uso dos derivados de sibutramina, mas aumentar o rigor do controle sob a venda.
Serão retirados do mercado Anfepramona, Mazindol e Femproporex do tipo anfetamínico, com base em estudos internacionais que constataram a baixa eficácia dos medicamentos e riscos à saúde do paciente. As farmácias terão dois meses para retirá-los das prateleiras, tempo em que os pacientes devem readequar o tratamento.
Quanto à sibutramina, a substância continua liberada para o tratamento de obesidade desde que o paciente apresente sobrepeso significativo e não sofra de problemas cardíacos. O paciente e o médico terão de assinar termo de responsabilidade sobre os riscos. O uso da sibutramina ficará sob o monitoramento da vigilância sanitária. E, provavelmente, voltará a ser analisada pela agência dentro de um ou dois anos.
O percurso
A proposta inicial da Anvisa era vetar os emagrecedores, tanto os feitos com anfetamina como aqueles à base de sibutramina, seguindo o exemplo dos Estados Unidos e da União Europeia.
Porém, os técnicos vetaram os anfetamínicos, mas decidiram manter a sibutramina, pois há comprovação de que ajuda a reduzir o peso de 5% a 10% em um prazo de quatro semanas.
O Conselho Federal de Medicina entrará na Justiça contra a proibição da venda de anorexígenos
A entidade defende o uso dessas fórmulas como auxiliares no tratamento de pacientes, sempre sob supervisão de médico qualificado na prescrição e na supervisão de cada caso.
“Após avaliar a eficiência dessas substâncias, inclusive considerando seus eventuais riscos, o CFM se mantém contrário a sua proibição, o que prejudica médicos e pacientes, e é favorável ao fortalecimento de mecanismos de controle de comercialização e da adoção de ações educativas em larga escala para disciplinar seu uso.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) aguarda a comunicação oficial de medidas tomadas pela Anvisa relativas ao uso de substâncias anorexígenas.
Somente após, o tema será levado a debate em sessão plenária da entidade, prevista para ocorrer de 5 a 7 de outubro, quando serão definidas as medidas judiciais cabíveis para proteger a saúde da população e garantir a autonomia dos médicos na escolha das opções terapêuticas reconhecidas cientificamente.”
Para ver as notícias anteriores:
- Anvisa propõe banir inibidores de apetite
- Decisão sobre remédios para emagrecer é adiada
- Discussão sobre proibir os inibidores de apetite continua
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setembro 19, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
A Sociedade Brasileira de Diabetes realiza uma pesquisa para entender melhor o que as pessoas sabem sobre o diagnóstico e o tratamento do diabetes.
Sua participação contribuirá para orientar melhor a disseminação de informações e a conscientização sobre essa doença crônica, que pode começar silenciosa, e atinge pessoas de todas as idades.
O questionário é simples, leva menos de 5 minutos para ser respondido e aqueles que responderem, podem se cadastrar para concorrer a um iPod nano.
Entre e siga os passos aqui: www.sobrediabetes.com.br
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setembro 5, 2011 por Paula Sanches
Em: Últimas Notícias
O Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP busca pacientes voluntários para os seguintes grupos:
Depressão na gestação
Mulheres gestantes de 18 a 39 anos, que se encontrem entre a 12ª e 30ª semana de gravidez e que apresentem sintomas de depressão, para estudo no qual será oferecido tratamento e acompanhamento. Obs.: mulheres que ainda se encontrem no primeiro trimestre da gravidez já podem realizar triagem. Informações e inscrições pelo tel. (11) 2661-8159.
Meditação e TOC
Homens e mulheres de 18 a 65 anos, que tenham sintomas de transtorno obsessivo compulsivo (TOC) como queixa principal (pensamentos e comportamentos repetitivos desagradáveis, “manias”), para projeto no qual será oferecido tratamento baseado em técnicas de meditação. Serão aceitos pacientes em tratamento medicamentoso para TOC, desde que estáveis nos últimos 3 meses. Os interessados devem ligar para (11) 2661-6972, deixar nome e telefone de contato na secretária eletrônica e aguardar retorno.
Usuários de cocaína
Homens e mulheres de 18 a 40 anos, dependentes de cocaína (pó), que não apresentem outras dependências químicas exceto tabaco, para participação em estudo no qual será oferecido tratamento por meio de estimulação magnética transcraniana (EMT). Os interessados podem se inscrever pelo tel. (11) 2661-8159.
Voluntários para tratamento de depressão, TOC e dependência química
O Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP busca pacientes voluntários para os seguintes grupos:
Depressão na gestação
Mulheres gestantes de 18 a 39 anos, que se encontrem entre a 12ª e 30ª semana de gravidez e que apresentem sintomas de depressão, para estudo no qual será oferecido tratamento e acompanhamento. Obs.: mulheres que ainda se encontrem no primeiro trimestre da gravidez já podem realizar triagem. Informações e inscrições pelo tel. (11) 2661-8159.
Meditação e TOC
Homens e mulheres de 18 a 65 anos, que tenham sintomas de transtorno obsessivo compulsivo (TOC) como queixa principal (pensamentos e comportamentos repetitivos desagradáveis, “manias”), para projeto no qual será oferecido tratamento baseado em técnicas de meditação. Serão aceitos pacientes em tratamento medicamentoso para TOC, desde que estáveis nos últimos 3 meses. Os interessados devem ligar para (11) 2661-6972, deixar nome e telefone de contato na secretária eletrônica e aguardar retorno.
Usuários de cocaína
Homens e mulheres de 18 a 40 anos, dependentes de cocaína (pó), que não apresentem outras dependências químicas exceto tabaco, para participação em estudo no qual será oferecido tratamento por meio de estimulação magnética transcraniana (EMT). Os interessados podem se inscrever pelo tel. (11) 2661-8159.
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agosto 25, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
A agência reguladora americana, FDA, similar à Anvisa no Brasil, aprovou hoje a injeção de Botox para tratar incontinência urinária em pessoas com condições neurológicas, como lesão medular e esclerose múltipla, que tem a bexiga hiperativa.
Contrações fora de hora do órgão em pessoas com algumas doenças neurológicas podem levar a uma incapacidade de armazenar urina. O que se faz atualmente para lidar com este problema inclui medicamentos para relaxar a bexiga e uso de um cateter para esvaziá-la regularmente.
Como é usado para esses casos
O procedimento é realizado utilizando cistoscopia, um procedimento que permite ao médico visualizar o interior da bexiga e pode exigir anestesia geral. A duração do efeito do Botox para incontinência urinária em pacientes com hiperatividade da bexiga associada com uma condição neurológica é de até 10 meses.
A substância injetada resulta em relaxamento, aumento da sua capacidade de armazenamento e uma diminuição da incontinência urinária.
A eficácia para tratar este tipo de incontinência foi demonstrada em dois estudos clínicos envolvendo 691 pacientes. Os pacientes tinham incontinência urinária resultantes de lesão medular ou esclerose múltipla. Ambos os estudos mostraram uma diminuição estatisticamente significativa na frequência semanal de episódios de incontinência no grupo que usou o método em comparação àqueles que usaram placebo.
As reações adversas mais comuns observadas após a injeção de Botox na bexiga foram infecção do trato urinário e retenção urinária. Aqueles que desenvolvem retenção urinária após o tratamento de Botox podem exigir cateterismo para esvaziá-la.
Aprovado pela FDA
Além de seu uso para melhorar a aparência de linhas de expressão facial, o botox também é aprovado pelo FDA para o tratamento de enxaqueca crônica, certos tipos de contração e rigidez muscular, transpiração grave nas axilas, contração anormal da pálpebra e uma condição na qual os olhos não estão devidamente alinhados.
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agosto 23, 2011 por Paula Sanches
Em: Últimas Notícias
Podendo ser usado por crianças menores de 6 anos de idade, o medicamento tipranavir será adotado quando não há resposta ao tratamento ou falha na terapia usada.
Este será o primeiro antirretroviral (ARV) incorporado ao SUS exclusivamente para esses pacientes. A droga entra como opção mais confortável de medicação de 3ª linha, ou seja, indicada para vírus resistentes – a 1ª linha é composta por medicamentos mais usuais e utilizados em tratamentos iniciais. O tipranavir é também o primeiro medicamento de resgate, que auxilia quando não há resposta ao tratamento ou falha na terapia, adotado no país que poderá ser utilizado por menores de 6 anos de idade.
A medida atualiza o consenso pediátrico atual, destaca o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco. Farão parte das recomendações outras duas formulações (fosamprenavir solução oral e darunavir pediátrico). Em combinação com o ritonavir solução oral, estes medicamentos são potencializados e inibem a replicação do HIV, ajudando a reduzir a infecção das células saudáveis do organismo.
O que muda
Até então, o esquema de resgate terapêutico de 3ª linha era feito com ARV indicados para adultos e utilizados por crianças como medida excepcional.
Os menores de 5 anos e de baixo peso só tinham a opção do inibidor de protease (lopinavir/ritonavir), utilizado quando ocorria falha terapêutica com os medicamentos prescritos no tratamento inicial. Com uma formulação mais moderna, cada dose do fosamprenavir, por exemplo, representa ¼ do volume da dose do amprenavir, que será substituído.
Ao todo, o Ministério da Saúde oferece 13 drogas para crianças que desenvolveram a doença. Atualmente, existem no país 4.006 menores de 13 anos em tratamento, sendo que 186 deles estão utilizando medicamentos de 3ª linha.
Orientação aos profissionais do setor
Médicos e farmacêuticos de Unidade de Dispensação de Medicamentos (UDM) dos serviços de saúde especializados em HIV/aids receberam nota técnica sobre os novos ARV. O documento traz informações de prazos de armazenamento e realização de testes de genotipagem para verificar a resistência do HIV e indicações de uso desses medicamentos no Brasil, para que o médico prescreva a melhor combinação de antirretrovirais para o paciente.
No texto, os médicos também são alertados a repassar aos pais e cuidadores de crianças com Aids informações sobre como administrar as doses dos remédios.
O frasco do ritonavir pode durar de três a seis meses e o curto período de validade (6 meses) se dá em decorrência da própria formulação do medicamento. Por esta razão, os usuários são orientados a retornar com o frasco do medicamento a cada consulta e retirada do ritonavir na UDM, para melhor controle do produto. A precaução é para evitar que a criança tome medicamento vencido.
Todas as orientações são do Ministério da Saúde.
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julho 28, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
A hepatite é uma inflamação do fígado que atinge mais de 3 milhões de brasileiros. Hoje, dia 28 de julho, comemora-se o primeiro Dia Mundial de Combate à Hepatite oficial, estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
2 bilhões de pessoas é o número estimado pela OMS de pessoas infectadas pelo vírus em todo o mundo.
Conheça os tipos da doença e as formas de prevenção e tratamento em um vídeo bem didático produzido pelo Hospital Albert Einstein:
Novo tratamento para hepatite C
Na semana em que se comemora o Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, a Anvisa aprovou o registro de um novo medicamento. Trata-se do Boceprevir, um antivirótico que aumenta de 40% para 60% as chances de cura da Hepatite C do genótipo tipo 1.
A Hepatite C pode ser provocada também pelos genótipos dos tipo 2 e 3 do mesmo vírus. O Boceprevir é indicado para portadores do genótipo 1 do HCV que nunca foram tratados e para aqueles que não tiveram sucesso com o tratamento disponível até o momento.
O novo medicamento deve ser administrado em associação com outros dois medicamentos que já são utilizados no tratamento da Hepatite C, o Interferon e a Ribavirina, para que alcance o resultado esperado.
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julho 20, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
É muito comum observar mulheres que sofrem com a recorrência de candidíase, aquela infecção vaginal que coça, arde e gera um corrimento esbranquiçado muito incômodo. Recorrem ao óvulo, pomada, pílula contra a Cândida, e logo mais, lá está ela de volta.
Esse episódio, no entanto vai se repetir inúmeras vezes, se não houver, acima de tudo, mudanças extremamente necessárias na alimentação – é o que diz a nutricionista clínica funcional, Flávia Cyfer, que esclarecerá abaixo tudo sobre o incômodo.
Ela explica que a Cândida albicans, responsável por toda essa problemática, não se localiza exclusivamente no órgão sexual feminino. É uma moradora antiga do nosso próprio corpo.
O que faz a Cândida albicans no nosso corpo
Esse fungo reside no nosso intestino e sua presença é benéfica para nós, desde que esteja sob controle, em pequena concentração. Neste caso, faz o seu papel de digerir partículas mortas e fica tudo bem.
Para que esse controle seja garantido, temos que ter no nosso intestino uma quantidade maior de bactérias probióticas, ou seja, bactérias boas. Temos na nossa mucosa intestinal, uma microflora bacteriana, composta por baterias boas e ruins, além dos fungos, que competem por espaço o tempo todo. A preponderância de bactérias boas no nosso intestino determina a saúde.
O problema aparece quando, por algum motivo, a Cândida começa a se desenvolver e a proliferar deliberadamente. Nesse caso, ela consegue ir além da mucosa intestinal, alcançando circulação, trato urinário (causa da maioria das cistites recorrentes), trato vaginal (causando candidíase vaginal) etc.
Segundo a nutricionista Flávia Cyfer, O tratamento local da candidíase com óvulos ou pomadas não vai tratar a causa (aumento de fungos no organismo), e sim a infecção na vagina. Por isso, sozinho pode não ser eficaz.
Causas
Vários fatores podem desencadear o crescimento desenfreado de fungos, sendo o uso de antibióticos o principal deles, pois mata toda a flora intestinal, dando espaço de sobra para a Cândida procriar. No entanto, o estresse, o uso de anticoncepcionais orais por longo período, anti-inflamatórios, dieta rica em açúcar, lactose e carboidratos refinados também podem levar ao problema.
As consequências vão além da candidíase vaginal ou cistite recorrente. Perda de libido, irritabilidade, fadiga, aumento de peso, compulsão por doces e carboidratos, alergias, entre outras, são uma possível realidade para a maioria das mulheres com supercrescimento fúngico (e olha que são muitas!).
Alimentação adequada
O tratamento consiste em retirar todos os alimentos que estimulam o crescimento fúngico, como açúcar, mel, melado, doces, pães refinados; alimentos fermentados como pães, cerveja, vinagre, vinho; alimentos em conserva, embutidos… A quantidade de carboidratos deve ser regulada, inclusive a quantidade de frutas, e dependendo do caso, somente frutas com pouca frutose são permitidas, recomenda a nutricionista.
Na dieta alimentar sã
o incluídos alimentos com ação antifúngica, como as sementes de abóbora (usadas como farinha salgada na comida, depois de triturada), orégano e tomilho; romã (toma-se o suco, que se prepara batendo a polpa e as sementes, onde está o composto ativo contra a Cândida); óleo de coco extravirgem (pode ser usado no suco de fruta ou no chá – basta misturar).
Suplementos fitoterápicos também são importantes nessa matança fúngica. Durante esse tratamento, a flora intestinal vai sendo restabelecida e o fígado vai sendo cuidado, pois é ele quem recebe todas as toxinas dos fungos que estão sendo exterminados. Dessa forma, a alimentação desintoxicante deve ser feita simultaneamente.
O tratamento exige força de vontade, mas como prêmio a pessoa se vê livre dessas infecções vaginais constantes e melhora a disposição, a libido, o humor, a estética e ainda evita as sérias consequências resultantes de um longo período de exposição à Cândida Albicans.
*Flávia Cyfer é nutricionista clínica funcional, Graduada em Nutrição pela Univ. Gama Filho – RJ e Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional pela UNIC-SUL/Valeria Paschoal Instituição de ensino. Atende em consultório particular e é Diretora e docente da Nutrindo Ideias. Ministra mensalmente Cursos de Dieta Detox e presta Consultoria Nutricional.
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julho 14, 2011 por Paula Sanches
Em: Últimas Notícias
Para melhorar o atendimento e a qualidade de vida dos portadores de hepatite C, o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, realiza uma série de modificações para tratamento da doença.
O novo Protocolo para o Tratamento da Hepatite C proporciona a ampliação do uso de interferon peguilado (medicamento utilizado) e facilita o acesso ao tratamento em alguns casos que não necessitarão de biópsia prévia.
Na prática, a medida permite mais agilidade para indicar o prolongamento de tratamento. O texto anterior, publicado em 2007, garantia a extensão do uso do interferon desde que houvesse aprovação do Comitê Estadual de Hepatites Virais.
Agora, o médico que acompanha o paciente já pode prescrever a continuidade do tratamento, de acordo com os critérios estabelecidos no documento. As mudanças passam a valer a partir do dia 18 de julho.
No Brasil, há 11.882 pessoas em tratamento e a ampliação do uso do interferon peguilado para portadores de outros genótipos do vírus da hepatite C beneficiará pelo menos outros 500 pacientes ainda neste ano.
A formulação trará mais conforto e comodidade a estes pacientes, pois esta é utilizada apenas uma vez por semana – no caso do interferon convencional, são três doses a cada semana.
Hepatite C
A hepatite C é uma doença que acomete o fígado, transmitida por transfusão de sangue ocorrida antes de 1993 (ano em que os testes para detecção de anticorpos da hepatite C em bancos de sangue foram implantados), seringas ou aparelhos perfurocortantes contaminados, tais como equipamentos odontológicos e materiais utilizados para tatuagem e piercing. Lâminas de barbear e de manicure e pedicure estão entre os materiais que necessitam ter seu uso individualizado. A infecção também pode ser transmitida pela via sexual em relações desprotegidas.
A transmissão vertical (de mãe para o bebê na gravidez) do vírus C é menos frequente e ocorre em cerca de 5% dos nascidos de mães portadoras do vírus com carga viral elevada.
A doença tem tratamento e cura, particularmente com diagnóstico e tratamento precoce. A prevalência da hepatite C nas capitais brasileiras é de cerca de 1,5%.
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junho 30, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
Ao longo do tempo foram detectadas muitas dúvidas que, derivadas umas das outras, rondam três principais temas: tempo que o vírus pode permanecer sem ser diagnosticado ou manifestado, formas de contaminação e tratamentos.
Com mais de 140 diferentes tipos, o HPV, após o contágio, pode permanecer “adormecido” (sem causar lesões), provocar o aparecimento de verrugas (pele, genitais ou outras localizações) ou induzir o desenvolvimento de câncer do colo do útero.
Na maioria dos casos, as lesões têm crescimento limitado e é comum regredirem espontaneamente, como indica o Prof. Dr. Gilberto da Costa Freitas, ginecologista que atua no Hospital CECMI – Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas.
A pessoa pode estar com o HPV muitos anos e não saber?
Dr. Gilberto: O tempo em que o vírus pode permanecer inativo no corpo é indeterminado e a resposta a sua pergunta é: sim, pode.
Estudos comprovam que 50% a 80% das pessoas sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Porém, a maioria das infecções é transitória e assintomática, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune, principalmente entre as mulheres e homens mais jovens.
Qualquer pessoa infectada por HPV desenvolve anticorpos, que poderão ser detectados no organismo, mas nem sempre estes são suficientemente competentes para eliminar os vírus.
Por isso, através das informações fornecidas pelo ginecologista, nota-se como é importante ter cuidados constantes, consultas periódicas ao médico e exames preventivos. O diagnóstico é feito por meio do papanicolau ou da colposcopia, e o diagnóstico final é feito por meio de biópsia da área suspeita.
Transmissão e tratamentos
A transmissão se dá por contato direto com a pele infectada. “Os HPV genitais são transmitidos por meio das relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, colo do útero, pênis e ânus.” Pode ocorrer, inclusive, durante o sexo oral. Há, ainda, a possibilidade de contaminação por meio de objetos como toalhas e roupas íntimas.
“Também existem estudos que demonstram a presença rara dos vírus na pele, na laringe (cordas vocais) e no esôfago”, acrescenta o Dr. Gilberto.
E completa ao informar que as infecções subclínicas (sem manifestação clínica) são encontradas no colo do útero. O desenvolvimento de qualquer tipo de lesão clínica ou subclínica em outras regiões do corpo é bastante raro. O uso da camisinha diminui a possibilidade de transmissão na relação sexual (apesar de não evitá-la totalmente). Por isso, sua utilização é recomendada em qualquer tipo de relação sexual, mesmo naquela entre casais estáveis.
Diversos tipos de tratamento podem ser oferecidos (tópico, com laser, cirúrgico, ácidos, medicamentoso etc). Só o médico, após a avaliação de cada caso, pode recomendar a conduta mais adequada.
Transmissão mãe para filho
O vírus não representa riscos à gravidez, mas pode ser transmitido ao feto em virtude da infecção do canal do parto no qual passará a criança ao nascer. Por isso, alguns médicos indicam a cesariana para mães infectadas, já que através do parto normal o risco de infecção é maior.
Como pode haver ou não a contaminação, o Dr. Gilberto aconselha às mães com essa dúvida a procurar orientação do pediatra.
Vacina agora para homens e mulheres
Anteriormente indicada apenas para as mulheres, a vacina já pode ser tomada por ambos os sexos. Chamada de quadrivalente, como o próprio nome diz, é eficaz contra quatro tipos dos vírus: 6, 11, 16 e 18, tidos como principais causadores de câncer do colo de útero e verrugas genitais.
Saúde Pública
Você também pode obter informações sobre HPV e outras DST visitando um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). Os profissionais de saúde desses serviços são especializados em contágio e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. O contato é totalmente sigiloso e gratuito, bem como os testes. Acesse a lista de CTA nos estados pelo link “Onde encontrar”, na coluna à direita do portal http://bit.ly/8aqMpf – Use camisinha sempre!
- HPV: Talvez você não saiba tudo sobre ele…
- Mais informações sobre a vacina quadrivalente
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maio 16, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
A dor de cabeça é uma das principais queixas nos consultórios oftalmológicos, mas há casos em que o médico a ser procurado é um neurologista.
Alterações na visão seguidas de forte dor de cabeça, enjoo, mal-estar, intolerância a som alto e sonolência são sintomas de uma doença que atinge cerca de 1% da população mundial: a enxaqueca oftálmica ou enxaqueca retineana, também conhecida como aura visual, que se distingue das enxaquecas clássicas por afetar a visão e outros sentidos.
O oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares (IMO), explica: “Embora chamada de enxaqueca oftálmica, a doença tem origem neurológica. Trata-se de um distúrbio rápido, intermitente e reversível de circulação cerebral, que precede o aparecimento das crises de dor de cabeça”.
São vários os gatilhos para as crises, segundo Virgilio. Período menstrual; jejum prolongado; o uso de anticoncepcionais; alterações no sono; estresse; o consumo de frituras, café, chocolate e de álcool; problemas na coluna cervical e distúrbios da ATM (Articulação Temporo Mandibular).
Como o problema afeta primeiro a visão, os pacientes recorrem aos oftalmologistas para diagnóstico. “Após exames, quando descartamos as possibilidades de problemas no globo ocular, encaminhamos estes pacientes ao neurologista”, conta o diretor do IMO.
Sintomas
É por esta razão que o diagnóstico da enxaqueca oftálmica é tão comumente feito pelo oftalmologista.
“Como o paciente costuma informar a percepção de luzes (em formato de zig-zag), a perda de metade do campo visual (recuperada com o passar da crise), forte dor de cabeça (mais de um lado só, chamada de “hemicrania”), estado nauseoso e fotofobia, tudo ao mesmo tempo, ele teme perder a visão, o que pode ocorrer temporariamente, com algumas pessoas”, explica.
A dor da enxaqueca oftálmica pode ainda se manifestar em um ou ambos os olhos. Tanto nos olhos, quanto acima, abaixo e em torno deles. Essa dor pode ser latejante e/ou em peso ou pressão, e sua intensidade pode variar de muito leve a muito forte.
Numa parcela bem pequena dos portadores de enxaqueca, a pálpebra superior de um dos olhos (do mesmo lado da dor) pode cair parcialmente.
“Esse fenômeno recebe o nome de ptose palpebral e ocorre durante a crise de dor. Terminada a crise, a pálpebra volta ao normal. Esta forma de enxaqueca é denominada enxaqueca oftalmoplégica”, conta o oftalmologista.
Tratamento
Com o passar do tempo, os sintomas visuais que precedem a crise de enxaqueca servem de alerta para o paciente recorrer ao diagnóstico adequado e não apenas ao uso de medicação para aliviar a dor.
“Por isto é tão importante a continuidade do tratamento. A cefaléia é uma doença tão complexa que é objeto de estudo integrado de vários especialistas: neurologistas, oftalmologistas, psicólogos, clínicos… Já existem até clínicas e hospitais dedicados exclusivamente à dor de cabeça”, destaca Virgilio Centurion.
E se a dor de cabeça for causada por problemas de visão?
“A dor de cabeça provocada por problemas refracionais visuais tais como hipermetropia, miopia e astigmatismo, geralmente tem início após um período de esforço visual. O paciente acorda bem, mas durante o dia, ou ao final do período de aulas ou trabalho, começam as dores de cabeça. Este tipo de queixa é chamada de astenopia.”
Normalmente, tal problema costuma desaparecer, após a prescrição e o uso dos óculos ou lentes de contato, informa o oftalmologista Eduardo de Lucca, que também integra o corpo clínico do IMO.
Outras patologias oftalmológicas também podem provocar cefaleia, como estrabismos, insuficiências de convergência, uveítes e glaucoma agudo, informa Eduardo.
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abril 15, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Não se trata de próteses comuns. Aliás, o recolhimento envolve um tipo muito específico de implante paras os seios composto de tungstênio e silicone utilizado para tratamento. O recall foi classificado como “aquele que envolve situações em que há probabilidade de que o uso gere graves consequências para a saúde ou mesmo a morte”.
Conhecido por Axxent FlexiShield Mini, era colocado temporariamente dentro de incisões feitas nos seios durante um procedimento médico no qual as mulheres recebiam um tratamento completo à base de radiação após terem passado por uma lumpectomia em casos de câncer de mama.
Os implantes tinham a função de ajudar a direcionar o feixe de radiação e assim proteger os tecidos saudáveis. Mas por serem falhos, fizeram com que os tecidos dos seios e os músculos peitorais ficassem repletos de partículas de tungstênio.
O que faz esse elemento tungstênio?
Não se sabe se o tungstênio é perigoso porque foram feitas poucas pesquisas sobre os efeitos a longo prazo deste elemento químico sobre a nossa saúde.
Mas essas partículas, ao aparecerem nos mamogramas, dificultaram a leitura dos resultados, além de parecerem com depósitos de cálcio – algo que pode indicar a presença de câncer. Resultado: podem ser confundidas com câncer ou ocultar um câncer real.
Para as mulheres, que tentam se curar e que temem o retorno da doença, a situação é perturbadora.
Foi o fato de o tungstênio aparecer nos mamogramas que fez com que fosse feito um recall de Classe I, o de tipo mais grave, segundo a agência reguladora americana FDA.
Até agora 29 mulheres foram afetadas. Até o momento, 16 delas fizeram mamogramas de acompanhamento seis meses após a cirurgia, e em todas elas foram encontradas partículas de tungstênio.
Algumas das mulheres cogitam submeter-se a mastectomias para livrarem-se das partículas desse elemento químico. Elas estão processando o hospital e o fabricante do implante. O dispositivo era fabricado por uma companhia chamada Xoft, que foi vendida para outra empresa, a iCad.
Histórico
O Axxent FlexiShield Mini foi liberado para uso pela FDA em junho de 2009, em um processo utilizado para produtos que são considerados equivalentes a outrosdisponíveis no mercado.
Esse processo leva menos tempo do que o procedimento utilizado para a aprovação de um novo dispositivo e geralmente não exige a realização de testes em seres humanos.
Os implantes, que foram retirados do mercado em fevereiro, eram modelados para cada paciente específico. As partículas de tungstênio escapavam após o corte de modelagem. Mas esses implantes foram projetados para serem cortados e modelados. As informações foram divulgadas no The New York Times.
EUA faz recall de implante incomum para os seios
Foi classificado como o mais urgente tipo de recall, aquele que envolve situações em que há probabilidade de que o uso gere graves consequências para a saúde ou mesmo a morte.
Não se trata de próteses comuns. Aliás, o recolhimento envolve um tipo muito específico de implante paras os seios composto de tungstênio e silicone utilizado para tratamento.
Conhecido por Axxent FlexiShield Mini, era colocado temporariamente dentro de incisões feitas nos seios durante um procedimento médico no qual as mulheres recebiam um tratamento completo à base de radiação após terem passado por uma lumpectomia em casos de câncer de mama.
Os implantes tinham a função de ajudar a direcionar o feixe de radiação e assim proteger os tecidos saudáveis. Mas por serem falhos, fizeram com que os tecidos dos seios e os músculos peitorais ficassem repletos de partículas de tungstênio.
O que faz esse elemento tungstênio?
Não se sabe se o tungstênio é perigoso porque foram feitas poucas pesquisas sobre os efeitos a longo prazo deste elemento químico sobre a nossa saúde.
Mas essas partículas, ao aparecerem nos mamogramas, dificultaram a leitura dos resultados, além de parecerem com depósitos de cálcio, algo que pode indicar a presença de câncer. Resultado: podem ser confundidas com câncer ou ocultar um câncer real.
Para as mulheres, que tentam se curar do câncer e que temem o retorno da doença, a situação é perturbadora.
Foi o fato de o tungstênio aparecer nos mamogramas que fez com que fosse feito um recall de Classe I, o de tipo mais grave, segundo a agência reguladora americana, FDA.
Até agora 29 mulheres foram afetadas: 27 no Hospital Memorial Presbiteriano Hoag, na Califórnia, e duas no Centro de Câncer Karmanos-Crittenton, em Michigan. Até o momento, 16 delas fizeram mamogramas de acompanhamento seis meses após a cirurgia, e em todas as 16 foram encontradas partículas de tungstênio.
Algumas das mulheres, temendo que o tungstênio possa ser perigoso para a saúde, estão cogitando submeter-se a mastectomias para livrarem-se das partículas desse elemento químico. Elas estão processando o hospital Hoag e o fabricante do implante.
O dispositivo era fabricado por uma companhia chamada Xoft, que foi posteriormente vendida para outra empresa, a iCad.
Histórico
O Axxent FlexiShield Mini foi liberado para uso pela FDA em junho de 2009, em um processo utilizado para dispositivos que são considerados equivalentes a produtos disponíveis no mercado.
Esse processo leva menos tempo do que o procedimento utilizado para a aprovação de um novo dispositivo e geralmente não exige a realização de testes em seres humanos.
Os implantes, que foram retirados do mercado em fevereiro, eram modelados para cada paciente específico. As partículas de tungstênio escapavam após o corte de modelagem. Mas esses implantes foram projetados para serem cortados e modelados.
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março 18, 2011 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou a falta do remédio atazanavir, antirretroviral utilizado no tratamento contra o HIV/Aids. O medicamento deve chegar na próxima semana.
A afirmação é do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, responsável pelo combate a doenças sexualmente transmissíveis (DST). O primeiro lote do atazanavir 300 mg, com 4,95 milhões de comprimidos, chegou a Brasília na tarde de ontem e será enviado aos estados entre os dias 22 e 25 de março.
O ministro garantiu que os pacientes não foram prejudicados pelo problema.
Parte do comunicado sobre o atazanavir, didanosina e saquinavir
Sobre o abastecimento de medicamentos antirretrovirais no Brasil, o Ministério da Saúde reafirma o compromisso de garantir tratamento aos que dele necessitam e informa que:
- Não houve risco ao tratamento de nenhum paciente que utiliza antirretrovirais. O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais antecipou-se à dificuldade de abastecimento do atazanavir 300mg. Uma das medidas recomendadas foi a substituição temporária do atazanavir por outros medicamentos, garantindo terapia igualmente eficaz a todos os pacientes.
- Em relação à didanosina 400mg e ao saquinavir 200mg, não houve desabastecimento. O que ocorreu foi uma recomendação de remanejamento local dos estoques e da programação de distribuição para que não houvesse descontinuidade no tratamento.
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março 17, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
A conjuntivite pode ocorrer em qualquer época do ano, mas com o calor cresce a incidência da doença.
O litoral norte paulista, por exemplo, vive um surto de conjuntivite, com o registro de 2,7 mil casos de infecção desde o início do ano.
Com informação, é possível se prevenir em todas as estações. Confira:
O que é conjuntivite?
A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, uma membrana transparente e fina que reveste a região branca do olho.
Essa irritação provoca a dilatação dos vasos sanguíneos, responsáveis pela vermelhidão, entre outros sintomas, como sensação de que há areia ou cisco dentro do olho, coceira, lacrimejamento, inchaço da pálpebra e sensibilidade à claridade.
Embora as conjuntivites possam ser de causa alérgica, viral, bacteriana ou por irritação química (quando há sensibilidade a algum produto), somente as infecciosas – virais e bacterianas – é que são contagiosas.
No caso da conjuntivite infecciosa, os olhos também doem, além de secretarem um líquido amarelado. Este tipo é, sem dúvida, o que mais aflige.
Em geral, acomete os dois olhos pela facilidade de contágio e pode durar de uma semana a 15 dias, mas não costuma deixar sequelas.
Causas
Os irritantes causadores de conjuntivite podem ser a poluição do ar, fumaça (cigarro), sabonetes, spray, maquiagens, cloro, produtos de limpeza, água do mar, uso prolongado de lentes de contato, etc.
Como evitar
Por tratar-se de uma doença em que o contágio acontece pelo contato físico do olho com as mãos, objetos, piscina ou toalhas contaminadas, devemos evitar: banho em piscinas públicas, usar toalhas que não sejam de uso exclusivo, contato com indivíduos contaminados.
A falta de cuidado pode fazer com que um aperto de mão possa se transformar em uma conjuntivite. Por isso, a pessoa infectada deve lavar bem as mãos e evitar colocar a mão nos os olhos ou compartilhar objetos com outras pessoas.
• Lave com frequência o rosto e as mãos uma vez que são meios para a transmissão de microorganismos.
• Troque as toalhas ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos.
• Não compartilhe toalhas de rosto.
Estudos mostram que torneiras, interruptores de luz e carrinhos de supermercado são os maiores responsáveis pela transmissão da doença.
Todos estes cuidados devem se manter por pelo menos 15 dias desde o início dos sintomas.
Tratamento para conjuntivite é simples, mas deve-se evitar automedicação
De acordo com os especialistas, o tratamento das diferentes manifestações da doença é simples, mas é importante evitar a automedicação.
Em casos de ardência, secreção, vermelhidão e coceira nos olhos, a recomendação é consultar o oftalmologista imediatamente. Só ele pode indicar o melhor tratamento.
A conjuntivite, apesar de ser um problema comum e, na maioria das vezes, de fácil tratamento e cura, incomoda e causa uma grande irritação na visão.
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fevereiro 21, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
O problema central da gagueira consiste em uma dificuldade do cérebro para sinalizar o término de um som ou uma sílaba e passar automaticamente para o próximo.
Desta forma, a pessoa consegue iniciar a palavra, mas fica “presa” em algum som ou sílaba até que o cérebro consiga gerar o comando necessário para dar prosseguimento ao restante da palavra.
Ao falar em público, a disfluência vira motivo de piada e o foco da atenção que deveria ser voltada ao discurso do locutor, passa a ser pelo modo como fala.
Agora imagine se você precisa assumir a responsabilidade de se tornar rei no Reino Unido e é considerado incapaz de governar por conta de uma gagueira nervosa?
O filme “O Discurso do Rei”, com 12 indicações ao Oscar, relata a história de um jovem, George VI, que assume o trono depois que seu irmão abdica. O monarca despreparado precisa reencontrar sua voz e levar o país ao combate contra os alemães na Segunda Guerra Mundial. Colin Firth, que interpreta George VI, é o favorito para levar o Oscar na categoria de melhor ator.
Gagueira no Brasil
De acordo com o IBGE, a população brasileira é de aproximadamente 192 milhões de pessoas. Segundo o Instituto Brasileiro de Fluência (IBF), a incidência da gagueira no Brasil é de 5%, ou seja, 9,5 milhões de brasileiros apresentam a disfluência.
A prevalência da gagueira é de 1%, ou seja, 1,9 mi de brasileiros gagueja há muitos anos de forma persistente, crônica. Este número é maior do que a população de Manaus ou Curitiba.
Saiba sobre alguns mitos e verdades sobre a gagueira, segundo a fonoaudióloga do Grupo Microsom, Clara Rocha:
- Pode-se ficar gago ao conviver com uma pessoa que têm este distúrbio da fala?
Não. A gagueira não é contagiosa e não “pega”, portanto, não é transmitida pelo convívio com pessoas que gaguejam. Ninguém deve ter receio de conversar ou interagir com pessoas que gaguejam.
- A gagueira tem relação com a garganta ou com a língua?
Não. A gagueira é entendida como uma dificuldade do cérebro na temporalização e automatização dos movimentos da fala. A disfluência pode ser causada por múltiplos fatores, entre eles o genético – em que pessoas da mesma família, de diferentes gerações, carregam o gene responsável pela gagueira, que pode ou não se manifestar, dependendo da interação com os fatores social e psicológico a que a pessoa é exposta; e o orgânico, no caso de lesões cerebrais.
- A disfluência tem cura?
Não. Até o momento, não há cura para a gagueira, no sentido de eliminar o caráter genético e/ou orgânico envolvido, mas há tratamentos com ótimos resultados e reduções significativas das rupturas da fala. No filme “O Discurso do Rei”, George VI passa a utilizar estratégias que facilitam a fluência e a monitorar a sua fala.
- Existem diferentes linhas de tratamento?
Sim. Existem diferentes linhas de tratamento, visando à diminuição dos seus sintomas, como repetições, prolongamentos, pausas, bloqueios, entre outros. Por ser um distúrbio de fala, o tratamento adequado é o fonoaudiológico.
- Ainda hoje, no tratamento fonoaudiológico são utilizados os métodos de inserir bolas de gude na boca ou rolar no chão, como no filme?
Não. Atualmente, esses dois exercícios não são aplicados no tratamento fonoaudiológico. No entanto, algumas estratégias observadas no filme “O Discurso do Rei” ainda são utilizadas pelos fonoaudiólogos para facilitar a fluência, como a suavização das palavras, a diminuição da velocidade de fala e a modificação da gagueira.
- A pessoa com disfluência não gagueja quando canta?
Verdade. As pessoas com gagueira não costumam gaguejar durante o canto porque ele é processado no cérebro de forma diferente da fala espontânea, autoexpressiva. No canto, há pistas externas como ritmo, melodia e uma letra que já existe, que auxiliam o cérebro e favorecem a fluência.
- Uma pessoa normal deve completar a palavra ou frase ao conviver com um indivíduo que gagueja para ajudá-lo?
Não. As pessoas devem encorajar a pessoa que gagueja a falar, dando atenção e demonstrando interesse em conversar com ela. Não se deve pedir para a pessoa ter calma, pensar, respirar e falar devagar. Além disso, deve-se esperar que a pessoa termine de falar, sem completar a fala dela.
- Em momento de tensão, a pessoa com disfluência gagueja mais?
Sim. Isso acontece inclusive com pessoas fluentes, que em uma situação de estresse, como falar em público, com um superior ou sobre um conteúdo que não domina, podem apresentar algumas disfluências. No filme, por exemplo, o rei George VI tem mais bloqueios na fala em situações consideradas delicadas, como em discursos públicos ou conversando com seu irmão, que o caçoava desde pequeno por causa da gagueira. Os fatores psicológicos são aspectos importantes na fluência, não são a sua causa, mas interferem e podem aparecer como consequência do distúrbio.
- A pessoa com gagueira não pode ter um cargo de responsabilidade em uma empresa?
Mentira. Mesmo coma gagueira é possível liderar, reinar, ter destaque e ser alguém de sucesso, que enfrenta e supera obstáculos na vida, como qualquer outra pessoa.
- A profissão de fonoaudiólogo sempre existiu?
Não. Apesar da existência de relatos sobre terapeutas da fala há muito tempo, a fonoaudiologia é considerada uma profissão nova. No Brasil, por exemplo, foi regulamentada em 1981. Há muito tempo diversos profissionais trabalhavam para a melhoria da fala e da comunicação dos seus pacientes, e isso contribuiu para o que a fonoaudiologia se tornou atualmente.
- Existe um aparelho para o tratamento da gagueira?
Sim. Desde 2008, o SpeechEay é comercializado no País. Usando o mecanismo do retorno auditivo alterado, por meio do atraso auditivo (delay) e da alteração da frequência da voz, o aparelho gera uma segunda voz e simula o efeito coro, um fenômeno natural que reduz a gagueira. É uma opção de tratamento, uma vez que pode auxiliar situações agravantes para aqueles que gaguejam, como reuniões e apresentações em público.
- O aparelho usado para o tratamento da gagueira é inserido na orelha?
Sim. O SpeechEasy é um dispositivo portátil, usado na orelha e confeccionado de forma personalizada para cada usuário. Ao contrário do que se pensa, o aparelho para gagueira deve ser usado na orelha e não na garganta ou na boca.
*Clara Rocha é graduada pela – UNIFESP. Fez aprimoramento Profissional no HSPE (Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo); Curso de Especialização em voz pelo Centro de Estudos da Voz – CEV; Fonoaudióloga responsável pela Divisão de Aparelhos para Fluência no Grupo Microsom.
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