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E o primeiro transplante de órgão sintético vai para…

Um paciente de 36 anos com câncer que precisou de uma nova traqueia foi operado com sucesso na Suécia.

Traqueia Sintética - Imagem: BBC

O órgão sintético foi desenvolvido por cientistas em Londres, que o revestiram com células-tronco retiradas da medula óssea do paciente. Dois dos grandes (imensos) diferenciais da técnica são que não é preciso um doador e não há risco do órgão ser rejeitado.

De novo: não é preciso um doador – e isso é simplesmente genial. A chave para a mais recente técnica de modelagem é uma estrutura que é uma réplica exata de traqueia do próprio paciente, feita graças à nanotecnologia.

Durante uma operação de 12 horas, o cirurgião italiano líder, Professor Paolo Macchiarini, removeu todo o tumor e a traqueia doente e substituiu-a com a réplica feita sob medida.

Além disso, o corpo do paciente vai aceitá-la como sua própria, ou seja, ele não terá que tomar os fortes medicamentos antirrejeição que os pacientes transplantados precisam. Paolo, disse à BBC, que muitos outros órgãos poderão ser reparados ou substituídos da mesma forma.

O órgão sintético foi desenvolvido por cientistas da University College London; a operação foi realizada no Karolinska University Hospital, na Suécia, e a informação foi divulgada na BBC inglesa.

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Será produzido no país o medicamento Micofenolato de Mofetila, indicado contra a rejeição de órgãos transplantados, principalmente rins.

A iniciativa de deu através de um acordo entre a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde) com a multinacional Roche.

A parceria futuramente trará outros benefícios, já que prevê o intercâmbio científico para o desenvolvimento de novos tratamentos e a produção de medicamentos contra câncer, doenças neurológicas e virais.

Ainda em 2011, a Fundação fornecerá 9 milhões de comprimidos do Micofenolato de Mofetila ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Assim que o país passar a adquirir todo o processo de produção do medicamento, a estimativa é que o gasto anual do governo diminua nos próximos anos. A partir de 2012, a produção da Fiocruz atingirá 20 milhões de unidades por ano.

Transplantes

O número de transplantes realizados no país tem crescido nos últimos anos. Para se ter uma ideia, enquanto em 2003 foram realizados 12.722 procedimentos, em 2009 o Brasil contabilizou 20.253 cirurgias desse tipo – um aumento de 59,2%.

*Informações da Agência Saúde – Ascom/Fiocruz
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Quem passou pelo procedimento com êxito foi uma americana, de 52 anos, que recuperou a sua capacidade de falar.

Brenda Charett Jensen teve suas cordas vocais danificadas há mais de 10 anos e só falava com a ajuda de um dispositivo que soava como uma voz eletrônica. Voltar a falar com sua voz natural era um sonho.

Ela foi submetida ao transplante em outubro do ano passado, operação realizada por médicos da Universidade de Califórnia e no Centro Médico Davis, além de médicos britânicos e suecos.

Com duração de 18 horas, os profissionais trocaram a laringe, a traqueia e a glândula tireoide a partir de material retirado de um doador.

Embora Brenda esteja falando com uma laringe transplantada, a sua voz não será semelhante à do doador.

Não?

Martin Birchall, professor de laringologia na Universidade College London, explica o porquê:

A maior parte do que ouvimos como o discurso se deve ao padrão respiratório e à maneira como movemos lábios, palato e língua. Ela terá o mesmo sotaque, entonação e mesmo padrão de discurso de antes.

Após dois meses de recuperação, Brenda é capaz de sentir cheiro e sabor pela primeira vez em muitos anos. Sua voz ainda soa rouca, mas espera-se que ela apresente recuperação completa.

O outro único transplante de laringe documentado ocorreu na Clínica Cleveland, em Ohio, em 1998.

*AP/BBC

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Mais da metade das córneas captadas no Brasil para transplante são descartadas! Tecido sem qualidade e hepatite B são as principais causas – 66% dos casos de descarte.

Das 21.012 córneas recolhidas no ano passado, 51% (10.817) foram para o lixo. Ceará e Goiás foram os Estados com o maior índice de descarte.

É o que revela um levantamento da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que avaliou dados dos 42 bancos de tecidos oculares do país.

Bancos

Esses bancos são responsáveis por todas as etapas que antecedem o transplante de córnea: busca, triagem clínica e retirada do globo ocular do doador morto à avaliação, preservação e envio do material para cirurgia.

São Paulo, que responde por 58% das córneas disponíveis no país, descartou 52% do que coletou. Nos outros países, a média de descarte de córneas é de 40%, conforme a literatura médica.

Renata Parca, gerente substituta de tecidos, células e órgãos da Anvisa, afirma que o primeiro relatório teve o objetivo de retratar a situação dos bancos de olhos no país para, depois, a agência estabelecer indicadores de qualidade comparáveis.

A agência está validando os dados para chegar em uma média aceitável de descarte. Segunda ela, há muita desigualdade regional tanto no descarte de córneas quanto em relação à infraestrutura dos bancos de tecido ocular.

Outro documento da Anvisa mostra ainda que 59% dos bancos de tecidos oculares são considerados de médio risco e 41%, de baixo risco. O ideal, afirma Renata Parca, seria que todos fossem de baixo risco.

Você sabe quantos transplantes de córnea são realizados no Brasil?

Em média, 12 mil transplantes de córnea são feitos por ano no Brasil, a maioria em São Paulo, Estado que praticamente zerou a fila de espera.

No entanto, há pelo menos 23 mil pessoas esperando, em média três anos, pela cirurgia em outras regiões do Brasil.

Hepatite

A pesquisa constatou que um terço das córneas jogadas fora tinha o vírus da hepatite B. A doença foi a principal causa de descarte em 9 dos 17 Estados avaliados.

Dados recentes do Ministério da Saúde mostraram que, nos últimos dez anos, foram confirmados no país 96.044 casos de hepatite B. As regiões Sul, Centro-Oeste e Norte tiveram as maiores taxas de detecção da doença.

Segundo o oftalmologista Elcio Sato, um dos coordenadores da ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos), suspeita-se que seu alto índice entre os doadores de córnea seja porque os exames de sorologia apresentam muitos resultados falso-positivo, problema que poderia ser resolvido com testes mais eficazes na triagem das córneas.

“Estamos estudando isso com a Anvisa. Hoje, preferimos pecar pelo excesso de zelo. Na dúvida, não liberamos o tecido. É melhor continuar com saúde, mesmo não enxergando, do que pegar uma doença”, diz Sato.

Os tecidos também são testados para o vírus HIV e da hepatite C.

Transplante de córnea

O transplante de córnea pode corrigir doenças como ceratocone (que altera a curvatura da córnea) e perda da visão causada por traumas, queimaduras químicas, herpes e distrofias, que deixam a visão embaçada.

Fonte: Folha de São Paulo

* Com informações da FSP.
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Com a recente inauguração da unidade Belém (PA), todas as regiões do Brasil passam a ser atendidas pela Rede de Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical (Rede BrasilCord).

Os bancos de sangue de cordão umbilical representam, de acordo com o Ministério da Saúde, uma alternativa eficaz para quem precisa de transplante de medula.

São cerca de 70 doenças diferentes, graves, que são tratáveis com o transplante, como leucemias (câncer no sangue), linfomas (conjunto de cânceres do sistema linfático) e alguns tipos de anemias graves.

Criada pelo Ministério da Saúde em 2004, a BrasilCord hoje é abastecida com material genético das populações das mais diversas regiões do país e a meta é atingir, até 2011, 13 bancos no país.

Dificuldade de encontrar doadores

A intensa miscigenação étnica da população brasileira dificulta a localização nos registros de doadores voluntários existentes. Com a expansão da Rede BrasilCord, a capacidade de se encontrar doadores não-aparentados para transplantes é maior.

Para se ter idéia, 70% das pessoas que sofrem de leucemia e precisam de um transplante de medula óssea não encontram um doador compatível na família. Neste caso, é a alternativa é procurar um doador na lista do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

E essa busca não é nada fácil! As chances de se encontrar um doador compatível não-aparentado (ou seja, fora da família) é de uma em cem mil.

Hoje, são cerca de 1,2 mil pacientes em busca de um doador no Brasil, que precisam da doação de medula voluntária para que elas possam ter uma chance de sobreviver a doenças como a leucemia.

A Rede BrasilCord

Criada pelo Ministério da Saúde em 2004, a BrasilCord hoje é abastecida com material genético das populações das mais diversas regiões do país e a meta é atingir, até 2011, 13 bancos no país.

Atualmente, além da unidade em Belém, outros oito bancos estão em funcionamento: quatro em São Paulo, um no Rio de Janeiro, um no Distrito Federal, um em Santa Catarina e um no Ceará. A Rede BrasilCord prevê ainda a inauguração de bancos no Rio Grande do Sul, em Pernambuco e em Minas Gerais.

A expectativa é armazenar, nos próximos anos, 65 mil unidades de sangue de cordões umbilicais – quantidade considerada ideal para a demanda de transplantes no país, somada à colaboração dos doadores voluntários de medula.

O aumento de doadores de medula óssea e a iniciativa do BrasilCord promoveram uma reversão no setor. Em 2000, apenas 10% dos transplantes eram realizados com doadores nacionais. Hoje, esse número passou para 64%. O número de inscritos no Redome também tem crescido positivamente, de 12 mil para 1,6 milhão.

O país – nos últimos sete anos (2003-2009) – ampliou o número de transplantes de medula óssea em 57,51%, incluindo as três modalidades: autólogos (células retiradas do próprio paciente), aparentados (células retiradas de pessoas da mesma família) e não-aparentados (células doadas por pessoas fora da família).

Atualmente, o  Brasil é o terceiro maior banco de dados do gênero no mundo, ficando atrás apenas dos registros dos Estados Unidos (5 milhões de doadores) e da Alemanha (3 milhões de doadores).

Os transplantes de medula óssea são realizados no Brasil desde 1979.

Como doar

O primeiro passo para ser um doador é procurar um hemocentro (para ver a lista de hemocentros, clique aqui) para preencher uma ficha com dados pessoais e coletar 5 ml de sangue. Com esse material será realizado o teste de HLA, o exame que determina as características genéticas de uma pessoa, e que é fundamental para saber se existe compatibilidade entre doador e receptor.

As características genéticas dos doadores ficam guardadas em um banco de dados do Redome, na internet, e com acesso restrito aos médicos. As informações dos pacientes que precisam do transplante ficam no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme).

Um programa de computador cruza os dados para encontrar um doador e um receptor que tenham entre 90% e 100% das suas características genéticas idênticas. Só assim, o transplante pode acontecer.

O doador fica internado para a realização da doação. Em 24 horas ele recebe alta, em torno de quatro a cinco dias ele já está recuperado da doação e pode voltar às suas atividades normalmente.

A medula é retirada da região da bacia do doador com uma agulha e o transplante é parecido com uma transfusão de sangue. A rejeição acontece em 10% dos casos e as chances de cura são grandes.

Atenção! Para ser um doador, você precisa ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante).

A quantidade de doadores em potencial cresceu de forma expressiva após investimentos e campanhas de sensibilização do Ministério da Saúde e outros órgãos vinculados, como o Inca (Instituto Nacional do Câncer), responsável pelo Redome. Estas campanhas mobilizaram hemocentros, laboratórios, ONGs, instituições públicas e privadas e a sociedade em geral.

Participe você também. Seja um doador! Clique aqui para mais informações.

*Com informações Globo.com/fantastico
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O ano de 2010 começa com boas notícias quando o assunto é doação de órgãos. Dados da ABTO – Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, demonstra que de 2008 para 2009 o número subiu de 1317 para 1658.

Esse número, além de ser o maior já obtido no Brasil também supera a meta estabelecida para 2009. O número de doadores também cresceu, fator de extrema importância para o saldo positivo do período.

Os órgãos mais transplantados no ano passado foram fígado e rim, por suportarem melhor situações adversas e também por terem um tempo mais longo de preservação em soluções conservantes.

*Com informações da FSP.

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A cada dia, a medicina impressiona o mundo com suas novas descobertas, possibilidades e avanços.

Linda De Cook, 25, que teve a traquéia esmagada durante um acidente de carro, conseguiu receber uma nova, que foi cultivada dentro de seu próprio corpo durante um ano. Essa não foi a primeira vez que aconteceu um transplante desse órgão.

O primeiro transplante de traquéia ocorreu em junho de 2008. Uma colombiana de 30 anos, que tinha problemas respiratórios, recebeu a doação de um homem que havia morrido por conta de uma hemorragia. Depois de o órgão ter sido lavado várias vezes, o médico responsável pelo transplante, refez a traquéia a partir da célula tronco da própria paciente, desta maneira seu corpo não rejeitou o “corpo estranho”.

Linda de Crook, que teve a traquéia esmagada no acidente, obteve uma que foi cultivada em seu antebraço por oito meses antes do transplante. Segundo os médicos, essa experiência é nova.

Leia mais na Folha Online.

“Quais serão as novas descobertas da medicina, será que
a cura para o câncer está próxima?” Comente.

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Pulmões doados para transplante mas lesionados por algumas inflamações foram recuperados graças a uma terapia criada por médico gaúcho no Canadá. O especialista usa vírus inerte para espalhar genes em órgão danificado por inflamação.

Graças a uma tecnologia capaz de manter os órgãos vivos fora do organismo, os cientistas conseguiram tratá-los e torná-los aptos para cirurgia. O Hospital das Clínicas, em SP já cogita a possibilidade de adotar o sistema. Por aqui, a fila de espera pelo órgão dura cerca de 2 anos.

*Com informações da FSP.

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