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Meningite viral e bacteriana: qual a diferença?

A meningite é uma doença que consiste na inflamação das meninges – membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal. Ela pode ser causada, principalmente, por vírus ou bactérias.

O quadro das meningites virais – tipo que atinge a cantora Ivete Sangalo – é mais leve e seus sintomas se assemelham aos da gripe e resfriados.

Entretanto, a bacteriana – causada principalmente pelos meningococos, pneumococos ou hemófilos – é altamente contagiosa e geralmente grave, sendo a doença meningocócica a mais séria. Causada pela Neisseria meningitidis, pode causar inflamação nas meninges e, também, infecção generalizada (meningococcemia).

O ser humano é o único hospedeiro natural desta bactéria cujas sequelas podem ser variadas: desde dificuldades no aprendizado até paralisia cerebral, passando por problemas como surdez.

Consultamos o Dr. Ricardo Cunha, Diretor de Vacinas do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica, para entender mais sobre a doença, a contaminação e métodos de prevenção, como a nova vacina meningocócica quadrivalente.

Transmissão

A transmissão se dá pelo contato da saliva ou gotículas de saliva da pessoa doente com os órgãos respiratórios de um indivíduo saudável, levando a bactéria para o sistema circulatório aproximadamente cinco dias após o contágio.

Como crianças de até 6 anos de idade ainda não têm seus sistemas imunológicos completamente consolidados, são elas as mais vulneráveis. Idosos e imunodeprimidos também fazem parte do grupo de maior suscetibilidade.

A transmissão da meningite viral e bacteriana se dá da mesma forma?

O Dr. Ricardo explica que “as meningites virais são decorrentes de infecções virais que a pessoa contrai podendo ser, por exemplo, viroses intestinais, sarampo, caxumba, varicela, etc. A partir desta infecção inicial há o acometimento das meninges e consequente instalação de quadro de meningite”.

“As meningites bacterianas têm como seus principais agentes etiológicos os meningococos, pneumococos e o haemophilus influenza do tipo B, estas infecções são contraídas por via respiratória, sendo geralmente o quadro de meningite o primeiro a se manifestar”.

Sintomas

Febre alta, fortes dores de cabeça, vômitos, rigidez no pescoço, moleza, irritação, fraqueza e manchas vermelhas na pele (que são inicialmente semelhantes a picadas de mosquitos, mas rapidamente aumentam de número e de tamanho, sendo indício de que há uma grande quantidade de bactérias circulando pelo sangue) são alguns dos seus sintomas. É essencial procurar atendimento médico rapidamente para que a infecção não alcance a corrente sanguínea.

Diagnóstico

A doença meningocócica tem início repentino e evolução rápida. Para a confirmação diagnóstica das meningites, retira-se um líquido da espinha, denominado líquido cefalorraquidiano, para identificar se há ou não algum patógeno e, se sim, identificá-lo.

Em caso de meningite viral, o tratamento é o mesmo feito para as viroses em geral; caso seja meningite bacteriana, o uso de antibióticos específicos para a espécie, administrados via endovenosa, será imprescindível.

O tipo que atinge a cantora está sendo divulgado como meningite benigna. Este tipo é necessariamente a viral, mais leve?

Dr. Ricardo Cunha: O termo Meningite benigna não se trata de um termo muito apropriado, mas no entanto, é utilizado, refere-se à Meningite de etiologia viral, que tem um quadro clínico mais discreto que as Meningites bacterianas e com menor comprometimento do estado geral do paciente, apresenta risco menor de complicações.

Vacinas

Quando se fala sobre vacinas contra meningite, estamos nos referindo apenas às meningites bacterianas?

“Em geral sim, mas não podemos nos esquecer de que ao vacinarmos contra o Sarampo, Caxumba e Varicela também estamos, de certa forma, prevenindo contra Meningites virais decorrentes dessas doenças”, explica o Doutor.

O Sistema Único de Saúde oferece a vacina contra meningite para crianças menores de 2 anos, as seguintes vacinas que protegem contra eventuais meningites bacterianas : Vacina Meningocócica do grupo C e Vacina Pneumocócica 10 valente.

Vacina quadrivalente

Entre as inovações no setor, está a vacina meningocócica conjugada A, C, W, Y, primeira quadrivalente disponível no mercado que ajuda a proteger contra quatro dos cinco principais sorogrupos da bactéria meningocócica (A, C, W-135 e Y).

Até hoje, a única vacina conjugada disponível no Brasil para prevenção contra a meningite meningocócica combate apenas o sorogrupo C.

A nova vacina é indicada, inicialmente, para imunização de adolescentes maiores de 11 anos e adultos, e está disponível para a população nas clínicas privadas de vacinação.

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Para melhorar o atendimento e a qualidade de vida dos portadores de hepatite C, o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, realiza uma série de modificações para tratamento da doença.

O novo Protocolo para o Tratamento da Hepatite C proporciona a ampliação do uso de interferon peguilado (medicamento utilizado) e facilita o acesso ao tratamento em alguns casos que não necessitarão de biópsia prévia.

Na prática, a medida permite mais agilidade para indicar o prolongamento de tratamento. O texto anterior, publicado em 2007, garantia a extensão do uso do interferon desde que houvesse aprovação do Comitê Estadual de Hepatites Virais.

Agora, o médico que acompanha o paciente já pode prescrever a continuidade do tratamento, de acordo com os critérios estabelecidos no documento. As mudanças passam a valer a partir do dia 18 de julho.

No Brasil, há 11.882 pessoas em tratamento e a ampliação do uso do interferon peguilado para portadores de outros genótipos do vírus da hepatite C beneficiará pelo menos outros 500 pacientes ainda neste ano.

A formulação trará mais conforto e comodidade a estes pacientes, pois esta é utilizada apenas uma vez por semana – no caso do interferon convencional, são três doses a cada semana.

Hepatite C

A hepatite C é uma doença que acomete o fígado, transmitida por transfusão de sangue ocorrida antes de 1993 (ano em que os testes para detecção de anticorpos da hepatite C em bancos de sangue foram implantados), seringas ou aparelhos perfurocortantes contaminados, tais como equipamentos odontológicos e materiais utilizados para tatuagem e piercing. Lâminas de barbear e de manicure e pedicure estão entre os materiais que necessitam ter seu uso individualizado. A infecção também pode ser transmitida pela via sexual em relações desprotegidas.

A transmissão vertical (de mãe para o bebê na gravidez) do vírus C é menos frequente e ocorre em cerca de 5% dos nascidos de mães portadoras do vírus com carga viral elevada.

A doença tem tratamento e cura, particularmente com diagnóstico e tratamento precoce. A prevalência da hepatite C nas capitais brasileiras é de cerca de 1,5%.

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Ao longo do tempo foram detectadas muitas dúvidas que, derivadas umas das outras, rondam três principais temas: tempo que o vírus pode permanecer sem ser diagnosticado ou manifestado, formas de contaminação e tratamentos.

Com mais de 140 diferentes tipos, o HPV, após o contágio, pode permanecer “adormecido” (sem causar lesões), provocar o aparecimento de verrugas (pele, genitais ou outras localizações) ou induzir o desenvolvimento de câncer do colo do útero.

Na maioria dos casos, as lesões têm crescimento limitado e é comum regredirem espontaneamente, como indica o Prof. Dr. Gilberto da Costa Freitas, ginecologista que atua no Hospital CECMI – Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas.

A pessoa pode estar com o HPV muitos anos e não saber?

Dr. Gilberto: O tempo em que o vírus pode permanecer inativo no corpo é indeterminado e a resposta a sua pergunta é: sim, pode.

Estudos comprovam que 50% a 80% das pessoas sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Porém, a maioria das infecções é transitória e assintomática, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune, principalmente entre as mulheres e homens mais jovens.

Qualquer pessoa infectada por HPV desenvolve anticorpos, que poderão ser detectados no organismo, mas nem sempre estes são suficientemente competentes para eliminar os vírus.

Por isso, através das informações fornecidas pelo ginecologista, nota-se como é importante ter cuidados constantes, consultas periódicas ao médico e exames preventivos. O diagnóstico é feito por meio do papanicolau ou da colposcopia, e o diagnóstico final é feito por meio de biópsia da área suspeita.

Transmissão e tratamentos

A transmissão se dá por contato direto com a pele infectada. “Os HPV genitais são transmitidos por meio das relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, colo do útero, pênis e ânus.” Pode ocorrer, inclusive, durante o sexo oral. Há, ainda, a possibilidade de contaminação por meio de objetos como toalhas e roupas íntimas.

“Também existem estudos que demonstram a presença rara dos vírus na pele, na laringe (cordas vocais) e no esôfago”, acrescenta o Dr. Gilberto.

E completa ao informar que as infecções subclínicas (sem manifestação clínica) são encontradas no colo do útero. O desenvolvimento de qualquer tipo de lesão clínica ou subclínica em outras regiões do corpo é bastante raro. O uso da camisinha diminui a possibilidade de transmissão na relação sexual (apesar de não evitá-la totalmente). Por isso, sua utilização é recomendada em qualquer tipo de relação sexual, mesmo naquela entre casais estáveis.

Diversos tipos de tratamento podem ser oferecidos (tópico, com laser, cirúrgico, ácidos, medicamentoso etc). Só o médico, após a avaliação de cada caso, pode recomendar a conduta mais adequada.

Transmissão mãe para filho

O vírus não representa riscos à gravidez, mas pode ser transmitido ao feto em virtude da infecção do canal do parto no qual passará a criança ao nascer. Por isso, alguns médicos indicam a cesariana para mães infectadas, já que através do parto normal o risco de infecção é maior.

Como pode haver ou não a contaminação, o Dr. Gilberto aconselha às mães com essa dúvida a procurar orientação do pediatra.

Vacina agora para homens e mulheres

Anteriormente indicada apenas para as mulheres, a vacina já pode ser tomada por ambos os sexos. Chamada de quadrivalente, como o próprio nome diz, é eficaz contra quatro tipos dos vírus: 6, 11, 16 e 18, tidos como principais causadores de câncer do colo de útero e verrugas genitais.

Saúde Pública

Você também pode obter informações sobre HPV e outras DST visitando um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). Os profissionais de saúde desses serviços são especializados em contágio e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. O contato é totalmente sigiloso e gratuito, bem como os testes. Acesse a lista de CTA nos estados pelo link “Onde encontrar”, na coluna à direita do portal http://bit.ly/8aqMpfUse camisinha sempre!

- HPV: Talvez você não saiba tudo sobre ele…
- Mais informações sobre a vacina quadrivalente

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O Ministério da Saúde e a Anvisa divulgaram uma nota técnica para passar as informações à população sobre o surto causado pela bactéria.

De forma bem didática é possível entender a situação atual. De acordo com as primeiras orientações, se trata de um cepa rara da bactéria e as informações estão sendo acompanhadas em tempo real pelas autoridades brasileiras. Até o momento não serão adotadas medidas restritivas pela Anvisa.

Veja as principais informações da nota de esclarecimento:

A bactéria

A Escherichia coli (E. coli) é uma bactéria encontrada naturalmente no intestino de humanos e de animais. A maioria das cepas de E. coli são inofensivas, todavia, algumas podem causar graves doenças transmitidas por alimentos, como é o caso da E. coli enterohemorrágica (EHEC), que produz uma toxina denominada verotoxina ou do tipo Shiga, sendo por isso também chamada de E. coli produtora de verotoxina (VTEC) ou E. coli produtora de toxina Shiga (STEC).

Sintomas

Os principais sintomas da doença provocada pela EHEC são cólicas abdominais severas e diarreia, podendo evoluir para diarreia sanguinolenta. Vômitos e febre também podem ocorrer. O período de incubação, isto é, o tempo entre a transmissão e o início do aparecimento dos sintomas varia de 3 a 8 dias, com média de 3 a 4 dias.

A maioria da população se recupera em 10 dias, mas em pessoas mais vulneráveis, a infecção pode agravar-se, levando à Síndrome Hemolítica Urêmica (SHU). A SHU é causada por falência renal aguda, anemia hemolítica e trombocitopenia.

Alerta

Em 22 de maio de 2011, a Alemanha notificou o Sistema de Alerta Antecipado e Resposta da Comunidade Europeia (EWRS) relatando um aumento significativo no número de pacientes com diarreia sanguinolenta causada por STEC e SHU.

A investigação teve início naquele país em 24 de maio e no dia 27 de maio foi emitido o primeiro alerta. Em 3 de junho, a OMS atualizou os dados informando um total de 1823 casos notificados na Europa, sendo 552 de SHU (12 casos fatais) e 1115 de EHEC (6 casos fatais).

Na Alemanha, há 520 casos de SHU e 1213 de EHEC. Os demais casos foram notificados na Áustria, Dinamarca, França, Holanda, Noruega, Espanha, Suíça, Reino Unido, República Tcheca e Estados Unidos – mas em quantidades muito menores.

A maioria dos casos ocorridos fora da Alemanha, incluindo os dois casos ocorridos nos EUA, está vinculado a pessoas que estiveram nesse país, especialmente na região norte.

Transmissão

A EHEC é transmitida ao homem pelo consumo de alimentos contaminados, principalmente carne ou leite crus ou mal cozidos. O consumo de vegetais contaminados crus também pode ser uma rota de transmissão. Outra possibilidade é a transmissão de pessoa a pessoa, pela via fecal-oral.

No caso do surto da Alemanha, ainda não foi definida a fonte de contaminação. Estudos preliminares realizados pelas autoridades de saúde apontam três alimentos in natura como mais prováveis fontes: pepino, tomate e alface.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), autoridade que fiscaliza a importação de produtos hortícolas, o Brasil não importa os três alimentos atualmente indicados como mais prováveis fontes da contaminação.

Quantos aos alimentos em conserva importados da Europa, não estão comumente associados a surtos dessa natureza. Isso pode ser explicado porque a produção de hortaliças em conserva, combina duas medidas destinadas ao controle de bactérias e outros microrganismos: a acidificação – por meio da adição de substância ácida ou fermentação – com pasteurização, refrigeração ou adição de conservantes.

De toda forma, vários estudos estão sendo realizados na Europa para a fonte de contaminação, levando-se em consideração que esse tipo de bactéria é raro.

O que a Anvisa recomenda

No momento, não serão adotadas medidas restritivas pela Anvisa e não há motivo de maior preocupação pela população brasileira. A Anvisa avalia atentamente a evolução do surto na Alemanha e em outros países da Europa a fim de garantir uma rápida resposta caso seja necessário.

Recomendamos aos viajantes que estejam se dirigindo à Alemanha, que evitem consumir vegetais crus, em especial, pepinos, tomates e alfaces, até que a origem do surto seja confirmada, e estejam atentos a outras recomendações das autoridades alemãs.

Higiene

Outras medidas de prevenção envolvem procedimentos de higiene e de boas práticas de manipulação de alimentos como: lavagem adequada das mãos antes de preparar, servir ou tocar os alimentos, após o uso do banheiro, após manipular alimentos crus e após contato com animais.

Além disso, pessoas que apresentarem sintomas da doença como diarreia ou vômito não devem manipular alimentos. As frutas e vegetais devem ser lavados adequadamente, especialmente aqueles que forem consumidos crus. Por fim, os alimentos devem ser cozidos a 70°C, pois este é o único método efetivo para eliminar a EHEC de alimentos contaminados.

- Para ver a nota na íntegra, clique aqui.

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Agora virou moda! Desde o comentário “infeliz” do BBB Marcelo Dourado sobre a transmissão do vírus HIV, o Ministério da Saúde investigou e descobriu várias irregularidades e informações errôneas quando o assunto é AIDS.

Foram encontradas em algumas cartilhas, por exemplo, informações como:

Sintomas da AIDS

  • sapinho na boca e na garganta;
  • língua inchada;
  • diarréia durante mais de um mês;
  • perda da memória e da capacidade intelectual.

Bem, as informações acima poderiam – vejam bem – PODERIAM -  ser aceitas na década de 80, e não nos dias atuais. Ah, esqueci de dizer que entre os grupos de risco estão os tatuados e hemofílicos.

Gente, o assunto é sério e merece atenção. Disseminar informações ultrapassadas quando o assunto é saúde não é nada legal. Para Ivo Brito, um dos diretores de DST / AIDS do Ministério da Saúde:

“A informação é um dos pilares mais importantes para que as pessoas adotem práticas sexuais mais seguras. Quando a informação é segura e sem contradições, a assimilação é fácil. Mas, quando há materiais como esse gerando contrainformação, as pessoas ficam confusas e nosso trabalho é prejudicado”.

E para que os internautas do Blog da Saúde não se deixem enganar, lembramos que basta um clique para obter as informações e orientações corretas. Quer saber mais? Clique aqui!

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Você sabe o que é transmissão vertical do HIV? É a transmissão da doença de mãe para filho. Dados do Fundo Mundial para a Luta contra a Aids, Tuberculose e Malária estimam que até 2015 a erradicação será possível.

Entre os anos de 2007 e 2008 o número de pessoas que recebem os antirretrovirais aumentou mais de 50%, de acordo com informações da ONU – Organização das Nações Unidas.

Com esse tipo de tratamento,  a chance de contaminação que antes era de 25% cai para 1% ou menos.


*Com informações da FSP.
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