Ministério da Saúde, Anvisa e ANS, sobre as marcas PIP e ROFIL
janeiro 16, 2012 por Paula Sanches
Em: Últimas Notícias, Novidades ANS
Foi realizada na última sexta-feira, dia 13 de janeiro, uma reunião com o ministro da saúde, Alexandre Padilha, e os diretores-presidentes das agências reguladoras (Anvisa e ANS), em que foi decidido que:
• O Ministério da Saúde reforça a orientação para que as pessoas que fizeram implantes mamários das marcas PIP (francesa) e Rofil (holandesa) procurem os serviços de saúde na rede pública ou privada para avaliação e acompanhamento médico.
• O Sistema Único de Saúde (SUS) e os planos de saúde, nos termos das diretrizes do Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Sociedade Brasileira de Mastologia e ANS, darão cobertura integral a estas pacientes, inclusive realizando cirurgia e substituição da prótese quando indicada.
• A indicação de substituição não é universal, sendo restrita a indícios de ruptura, que serão caracterizados nas diretrizes.
• O Ministério da Saúde e a ANS irão publicar os atos normativos necessários para garantir o atendimento. A decisão do Ministério da Saúde e das agências reguladoras (Anvisa e ANS) visa assegurar a saúde das mulheres e garantir o seu atendimento.
• A Anvisa já instaurou os processos administrativos-sanitários para estabelecer a extensão das penalidade às empresas importadoras das próteses. A Anvisa também já iniciou os procedimentos de análise dos lotes importados e que não foram utilizados. A agência brasileira mantém contato com as principais autoridades sanitárias do mundo para troca de informações e trabalho conjunto de apuração.
Banco de dados sobre quem tiver próteses
Além destas medidas, mulheres que puserem ou retiraram próteses de silicone nos seios serão cadastradas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). A ideia é que “se daqui 10 anos ocorrer problema similar ao das próteses PIP, saberemos qual modelo e lote teve defeito, e poderemos agir,” explica Wanda Elizabeth Correa, presidente da comissão de silicone da SBCP. O banco de dados terá informações sobre quem, onde, qual a marca e em qual situação o silicone foi colocado ou removido, com sigilo tanto do médico quanto da paciente.
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janeiro 10, 2012 por Stefanie
Em: Saúde da Mulher, Saúde Física
O que aconteceu
A empresa Poly Implant Prothèse (PIP) foi processada por comercializar próteses mamárias com silicone industrial, considerado impróprio para uso médico. O Brasil importou cerca de 35 mil unidades, sendo que aproximadamente 25 mil foram comercializadas e estão, literalmente, em seios brasileiros. O governo francês recomendou que as mulheres removessem as próteses PIP por correrem riscos de saúde.
Por que a prótese francesa pode trazer riscos
A agência francesa identificou cinco tipos de óleos utilizados nas próteses que não são recomendados para uso médico. O uso do silicone industrial é de má qualidade e inferior ao silicone-padrão, o que aumenta a possibilidade de ruptura. O vazamento deste material pode causar irritabilidade na mulher. Além disso, 8 casos de câncer foram registrados em pacientes com implantes defeituosos, mas o governo francês esclarece que não há provas suficientes para firmar uma relação entre o rompimento da prótese e o câncer. A retirada da prótese é recomendada apenas como um ato preventivo.
Recomendações para você, mulher que possui a PIP:
A Anvisa recomenda: procure o seu médico. Ele irá avaliá-la e dirá se é necessário realizar a remoção ou não. Acredita-se que seja necessário retirar apenas as próteses que foram rompidas ou aquelas que apresentam risco para a mulher. Se seu médico avaliar o seu caso um risco, o SUS irá custear a troca da prótese por considerar isso um caso de saúde pública. Portanto, procure o seu médico de confiança!
Medidas tomadas pelo Brasil
A suspensão do produto já foi feita. As próteses que restam aqui no Brasil serão descartadas e a vigilância sanitária está encarregada de recolher o produto e proceder ao descarte em incinerador apropriado.
Pelo fato de o próprio SUS ter utilizado a PIP em casos de mamectomia (retirada da mama em pacientes com câncer), isso se tornou um caso de saúde pública e foi decidido que o governo custeará a troca das próteses nas mulheres que necessitarem.
Além disso, mulheres que puserem ou retiraram próteses de silicone nos seios serão cadastradas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Essa medida será tomada para que “se daqui 10 anos ocorrer problema similar ao das próteses PIP, saberemos qual modelo e lote teve defeito, e poderemos agir,” explica Wanda Elizabeth Correa, presidente da comissão de silicone da SBCP. Será um banco de dados com informações sobre quem, onde, qual a marca e em qual situação o silicone foi colocado ou removido, com sigilo tanto do médico quanto da paciente.
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novembro 30, 2011 por Paula Sanches
Em: Últimas Notícias
A presidenta Dilma Roussef e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, abrem a 14ª Conferência Nacional de Saúde (CNS) no dia 1º de dezembro, em Brasília.
É considerado o maior evento brasileiro na área da saúde e o Blog da Saúde estará presente. Os participantes vão debater os desafios e as perspectivas do Sistema Único de Saúde (SUS) e aprovar propostas de melhorias.
“É importante ressaltar que hoje as principais políticas públicas de saúde em vigor foram fomentadas e construídas a partir de debates e discussões realizados nas últimas Conferências Nacionais de Saúde, e neste contexto é que estarão reunidos todos aqueles que acreditam e que lutam por um país onde impere a justiça social, a democracia e a participação popular na definição das políticas públicas.”
14ª Conferência Nacional de Saúde
Data: até 04/12
Horário das 9h às 21h
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães – Brasília
Você também pode acompanhar a cobertura da #14CNS pelo Canal Saúde da Fundação Fiocruz.
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outubro 24, 2011 por Paula Sanches
Em: Últimas Notícias
Conforme informou o Conselho Federal de Medicina, amanhã, médicos de todos os estados prometem ir às ruas protestar contra a baixa remuneração e as más condições de trabalho e de assistência oferecidas na rede pública de saúde.
Confira ações que alguns estados realizarão como protesto:
Acre – As entidades médicas confirmam a adesão dos profissionais do Acre ao protesto, sendo que eles decidiram suspender os atendimentos eletivos na data. Estão previstos a realização de atos públicos como forma de informar à sociedade sobre os problemas que comprometem o SUS no Estado e no país.
Alagoas – No Estado, os 1.638 médicos que atendem pelo SUS suspenderão suas atividades em 25 de outubro. O Sindicato dos Médicos, Welington Galvão, inclusive já comunicou o fato à Procuradoria da República em Alagoas. As consultas e exames não realizados serão reagendados, sendo que nos estabelecimentos de saúde foram fixados avisos para a população com antecedência com informes sobre o motivo do protesto.
Amapá – Os médicos do Amapá prometem suspender os atendimentos eletivos no dia 25 de outubro, assegurando o funcionamento das urgências e emergências. Na data do protesto, as entidades locais realizarão assembléia, na sede do Conselho Regional de Medicina, para discutir as más condições de trabalho e a baixa remuneração dos profissionais. Na oportunidadeserá apresentado um manifesto com os principais problemas enfrentados pelos profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde na região.
Amazonas – Em Assembleia Geral Extraordinária, os médicos amazonenses decidiram fazer uma carreata contra as más condições de trabalho e a baixa remuneração dos profissionais oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Uma coletiva de imprensa acontecerá, dia 25, às 9h00, no Conselho Regional de Medicina do Amazonas (Cremam) e, em seguida, os médicos vão seguir em carreata pelos principais pontos da cidade. Em 25 de outubro, ainda segundo o Sindicato do Amazonas, os médicos vão paralisar os atendimentos de rotina, e, dependendo das decisões tomadas neste dia, entrar em greve.
Bahia – As entidades médicas estaduais confirmam a paralisação do atendimento dos procedimentos eletivos em 25 de outubro. Em Salvador, estão previstas concentrações de médicos, às 8h00, em frente ao Creasi (antigo Iapseb) e, às 10h00, em frente ao Shopping Iguatemi. Os profissionais que atuam no SUS vão pedir mais recursos para o setor, melhor assistência à população e uma remuneração digna. Na pauta, também estão outras reivindicações como concurso público, plano de cargos e salários e tabela SUS (CBHPM no SUS).
Ceará – Todos os médicos do serviço público do Ceará (Estado e Municípios) foram convidados a paralisarem suas atividades no dia 25 de outubro. Também como parte das ações em defesa do SUS, haverá no dia 25, às 15h uma sessão política na Assembleia Legislativa do Ceará, em comemoração pelos 70 anos do sindicato dos médicos cearenses. A sessão foi requerida pela deputada Mirian Sobreira. Na ocasião, seis profissionais serão homenageados.
Distrito Federal – Os médicos de Brasília não vão paralisar suas atividades no dia 25 de outubro, no entanto, a data não passará em branco. O Sindicato dos Médicos lançará um hotsite com os relatórios das visitas do sindicato às unidades de saúde do DF (projeto SindMédico na Cidade). Nos documentos, são denunciadas as condições de trabalho inadequadas e o sucateamento do sistema de saúde pública no DF. Relatório estatístico sintético dessas verificações será publicado na revista do sindicato. A proposta é dar publicidade aos entraves para a atuação do profissional da medicina e prover segurança jurídica ao indicar ao Ministério Público as falhas de gestão que colocam em risco o ato médico.
Espírito Santo – Haverá paralisação por 24 horas do atendimento ambulatorial em todas as unidades públicas de saúde na capital, Vitória, e nos municípios do interior. Nas concentrações organizadas pelas entidades médicas, o preto será a cor predominante em faixas e nas roupas dos participantes em sinal de luto pela situação da saúde pública no Estado. No Espírito Santo, a partir do slogan “Eu Luto pela Saúde. E você?” os médicos querem estimular a população a refletir sobre o problema e se aliar ao movimento deflagrado.
Goiás - Os médicos também devem aderir à suspensão do atendimento nas unidades públicas por 24 horas. Representantes das entidades médicas locais deverão visitar alguns estabelecimentos de saúde – na capital e no interior – para denunciar os problemas que afetam o trabalho dos profissionais e afetam diretamente a população. Além de denunciar essas más condições de trabalho, o Cremego e o Simego querem chamar a atenção da população para a importância da participação de todos na luta das entidades médicas em defesa da saúde.
Maranhão – Em 25 de outubro, data em que os médicos suspenderão os atendimentos eletivos do Estado na rede pública, haverá um grande Fórum de Saúde Pública, com a presença maciça de médicos, secretários de saúde e outros gestores da rede pública, além de políticos e autoridades. Na oportunidade, os médicos pretendem fazer o diagnóstico do atendimento e cobrar respostas aos problemas apresentados.
Mato Grosso – Haverá suspensão de atendimentos eletivos em todas as unidades do SUS, no Estado. Como em outros locais, apenas estará garantido o funcionamento dos setores de urgência e emergência. Estão previstas manifestações em frente aos principais hospitais de Cuiabá para chamar a atenção da sociedade para os problemas da rede pública na região.
Mato Grosso do Sul – As entidades médicas locais organizarão manifestações em frente a alguns pontos de atendimento em Campo Grande. Nas mobilizações, os médicos explicarão para a sociedade os motivos do protesto da categoria. Não haverá suspensão das atividades no estado.
Minas Gerais – os médicos mineiros bateram o martelo e confirmarão adesão ao movimento dfe 25 de outubro. Naquela data, não haverá atendimento de consultas e outros procedimentos eletivos na rede pública. O ato quer chamar a atenção das autoridades para a necessidade de mais recursos para a saúde, qualidade de assistência à população e melhor remuneração para os profissionais. Na Praça da Assembleia Legislativa, está previsto um ato público, às 9h30. A tarde, às 15h00, também no parlamento estadual ocorrerá uma audiência aberta à sociedade com a participação de deputados das Comissões de Saúde e de Defesa do Consumidor.
Pará – Os médicos confirmam a suspensão das consultas e procedimentos eletivos no dia 25. Apenas as cirurgias que já estavam marcadas serão realizadas. As áreas de urgência e emergência também funcionarão. A categoria convida todos os interessados em um Sistema Único de Saúde (SUS) a participar d ato público que será realizado na terça, a partir das 8h00, em à Santa Casa, em Belém. Depois, esta programada passeata até a sede do CRM-PA, na região central.
Paraíba – Está previsto um ato público em frente ao Busto de Tamandaré, ás 10h00, com a participação de médicos, lideranças e representantes da sociedade. O atendimento eletivo aos pacientes do SUS também será suspenso, conforme as diretrizes do movimento nacional.
Paraná – A coordenação estadual do movimento médico organizou um ato público para marcar o protesto de 25 de outubro. De 9h00 às 18h00, na Boca Maldita (ponto tradicional do centro de Curitiba), médicos distribuirão folhetos informativos para chamar a atenção da sociedade para as dificuldades encontradas na rede local.
Pernambuco – No dia 25 de outubro, haverá paralisação dos atendimentos eletivos, mas as entidades médicas do estado também programam uma forma diferente de protestar. Será realizada a campanha “Médicos dão sangue pelo SUS”, que consiste numa grande mobilização no Parque da Jaqueira (Zona Norte do Recife), onde os médicos serão convidados a doarem sangue. Um posto do Hemope estará montado no local de 8h00 às 17h00. As principais reivindicações da categoria em Pernambuco são o financiamento adequado da saúde, pela criação da carreira de estado para o Médico e contra a privatização no serviço público.
Piauí – Os médicos piauienses prolongarão o protesto de 25 de outubro. No estado, a suspensão dos atendimentos eletivos nas unidades da rede pública será por 72 horas. O protesto será encerrado apenas no dia 27. Apenas os atendimentos de urgência e emergência estão garantidos. A categoria reivindica o reajuste salarial, cumprimento das Leis que tratam da Progressão da Carreira Médica e da Insalubridade.
Rio de Janeiro – Em frente à Assembleia Legislativa do Estado, haverá protesto para reivindicar por melhores salários e condições de trabalho. Os médicos cariocas reclamam do subfinancia mento da rede pública, da falta de estrutura e de equipamentos nas unidades do SUS, da falta de recursos humanos e da remuneração baixa. Em fiscalização recente, realizada no Hospital Souza Aguiar, no Centro, foram constatados problemas que exemplificam a crise do SUS na região: não havia colchões e lençóis nas macas, o número de profissionais de plantão correspondia à metade do necessário e numa local preparado para acomodar 14 pacientes estavam 35 pessoas, sendo que quatro delas com diagnóstico confirmado de tuberculose e uma suspeita de meningite sem qualquer isolamento.
Rio Grande do Norte – No Estado, acontecerá a suspensão dos atendimentos eletivos por 24 horas, salvo em casos de urgência e emergência. O dia será marcado por uma manifestação pública na Praça 7 de Setembro, em frente à Assembleia Legislativa, além de visita a unidades de saúde, onde serão prestados esclarecimentos aos profissionais e a população. Confira abaixo a programação detalhada. As atividades serão encerradas com uma assembleia de avaliação do movimento, na sede da Associação Médica.
Rio Grande do Sul – Em Porto Alegre, os médicos decidiram fazer uma paralisação para marcar o Dia Nacional em Defesa do SUS. A mobilização foi aprovada em assembleia geral extraordinária que também definiu o início de nova campanha por aumento salarial da categoria. Ainda em 25 de outubro, está programado ato público na Câmara de Vereadores da Capital, a partir das 16h00, com a participação de representantes dos hospitais conveniados ee de outras categorias da área da saúde.
Rondônia – Os médicos da rede pública do Estado decidiram aderir ao movimento nacional e protestaram contra a crise do SUS com a suspensão dos atendimentos eletivos por 24 horas. Na oportunidade, a categoria pretende denunciar distorções na gestão da saúde na região. Os profissionais não querem o prejuízo da população, por isso asseguram o funcionamento normal das urgências e emergências. Como parte da mobilização são esperadas manifestações próximas às principais unidades da rede estadual.
Roraima – As entidades médicas divulgarão as reivindicações da categoria para a sociedade para sensibilizar a população os principais problemas dos médicos. Não haverá suspensão das atividades.
Santa Catarina – Em defesa do SUS, os médicos catarinenses optaram por suspender suas atividades no dia 25 de outubro durante uma hora. No início da tarde, entre 13h00 e 14h00, os profissionais não realizarão atendimento eletivos e se concentrarão em frente ao Hospital Celso Ramos. O protesto não atingirá os setores de urgência e emergência dos prontos-socorros, hospitais e ambulatórios.
São Paulo – A situação dos médicos do SUS será denunciada na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal de São Paulo, durante audiências públicas com os parlamentes. Além do protesto da categoria, já foram confirmadas paralisações localizadas. Os médicos dos Hospitais Emílio Ribas, do Servidor Estadual e do HC de Ribeirão Preto não farão atendimento eletivos no dia 25. Outros protestos devem ocorrer em diferentes municípios. Outro alvo da mobilização em São Paulo será o Projeto de Lei do Executivo, que tramita na Câmara Municipal, que prevê a contratação de médicos sem concurso, de forma temporária, com instituição de jornada semanal de 12 horas e flexibilização da jornada de 20 horas. No dia 25, na sede da Associação Paulista de Medicina (APM), haverá coletiva à imprensa com o anúncio do Movimento em Defesa do SUS.
Sergipe – Os atendimentos eletivos serão suspensos no dia 25. Está programado um ato público, às 8h00, no calçadão da Rua João Pessoa, em frente ao prédio da Caixa Econômica Federal (Agência Serigy), no Centro de Aracaju. São esperados médicos de todos os municípios que, juntos, apontarão os problemas vivenciados na rede de atendimento. A preocupação maior da categoria é esclarecer para a sociedade o motivo da luta em prol do SUS.
Tocantins – As entidades médicas tocantinenses pretendem aproveitar a data para esclarecer à população e aos profissionais da saúde sobre os problemas que afetam o SUS localmente. Não está prevista a suspensão dos atendimentos eletivos.
As informações sobre a mobilização foram divulgadas em entrevista coletiva das lideranças do movimento, realizada nesta segunda-feira (24), na sede do CFM, em Brasília (DF).
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outubro 24, 2011 por Paula Sanches
Em: Últimas Notícias
Amanhã, dia 25, médicos de todos os estados prometem ir às ruas protestar contra a baixa remuneração e as más condições de trabalho e de assistência oferecidas na rede pública de saúde.
O movimento – coordenado pela Comissão Pró-SUS, composta por representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) – quer chamar a atenção das autoridades e da população para os problemas que afetam o setor e que comprometem a qualidade do atendimento oferecido.
Em 22 estados foram confirmadas suspensões dos atendimentos eletivos (consultas, exames e outros procedimentos) durante todo o dia 25 de outubro, sendo que no Piauí deve se prolongar por 72 horas. Em outros dois estados, este tipo de paralisação será pontual: em Santa Catarina, deve acontecer durante a tarde e durar cerca de uma hora; em São Paulo, deverá acontecer apenas em algumas unidades de saúde, mas ao longo de todo o período. Em outros seis estados, foram programadas manifestações públicas em protesto contra a precariedade da rede pública. Aliás, atos do tipo deverão acontecer simultaneamente em todo o país.
Urgências garantidas: nos estados em que se optou pela paralisação, serão suspensos os atendimentos eletivos (consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos). No entanto, ficará assegurado o trabalho nas unidades de urgência e emergência.
A previsão é que se tenha a adesão de pelo menos metade dos 195 mil médicos que trabalham no SUS. As informações são do Conselho Federal de Medicina.
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outubro 18, 2011 por Paula Sanches
Em: Últimas Notícias
Até o fim deste ano, o Ministério da Saúde vai adquirir 392 mil kits para implementar o teste para o diagnóstico rápido de sífilis na rede pública.
Em 2010, falamos sobre este plano do Ministério da Saúde, cujo alvo principal é o diagnóstico precoce da doença em grávidas que podem passar a doença para o feto. A estimativa é de 12 mil novos casos de sífilis congênita por ano.
Por enquanto, foram capacitados 350 multiplicadores para treinar profissionais de saúde para a testagem rápida. Até o final do ano, serão 680 técnicos. Estas ações englobam a Rede Cegonha, criada para dar mais assistência à mãe e ao bebê, desde o planejamento familiar aos primeiros dias após o parto.
No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que a prevalência de sífilis em gestantes encontra-se em 1,6%, cerca de quatro vezes maior que a prevalência da infecção pelo HIV.
A intenção é eliminar a forma congênita da doença (a que é passada da mãe para o feto) até 2015. Os números relevam a dificuldade do diagnóstico e tratamento até então encontrada pelas gestantes:
De 2005 a 2010, foram notificados 29,5 mil casos de sífilis em gestantes, no país. A maioria dos casos no período ocorreu nas Regiões Sudeste e Nordeste, com 9.340 (31,6%) e 8.054 (27,3%) de casos, respectivamente. No ano de 2009, a taxa de detecção para o país foi de três casos por 1.000 nascidos vivos, sendo que as maiores taxas estão nas regiões Centro-Oeste, com 5,2 e Norte, com 4,5.
O que é a sífilis?
A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum (veja abaixo) transmitida através da relação sexual desprotegida, ou no caso de sífilis congênita, de mãe para filho, e pode se manifestar de forma temporária, em três estágios.
Os principais sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. A sífilis atinge os órgãos sexuais provocando feridas e caroços na virilha, elas não coçam, doem, ardem ou liberam pus. Esses sintomas aparecem na primeira fase da doença e depois desaparecem, por conta disso o paciente acha que já está curado.
Esse é o cenário que dificulta a realização de um diagnóstico precoce, pois mesmo que os sintomas desapareçam, a sífilis continua se espalhando pelo organismo, provocando manchas no corpo, cegueira, paralisia, danos no cérebro e no sistema cardiovascular. Se o paciente não se tratar, a doença pode levar a morte.
Além da transmissão vertical (de mãe para filho), a doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado e por transfusão de sangue contaminado. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenção.
Estimativa OMS
Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano no mundo ocorrem aproximadamente 12 milhões de novos casos da doença. No Brasil, as estimativas da OMS de infecções de sífilis por transmissão sexual, na população sexualmente ativa, a cada ano, são de 937 mil casos.
A ação fará parte da celebração do Dia Nacional de Combate à Sífilis, realizado todo terceiro sábado de outubro.
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agosto 31, 2011 por Paula Sanches
Em: Últimas Notícias
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou medidas que ampliam e dão maior agilidade ao processo de ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) pelos Planos de Saúde, quando seus consumidores forem atendidos pela rede pública.
Além de internações que já eram cobradas, a Agência Nacional de Saúde Suplementar solicitará o reembolso de atendimentos ambulatoriais de alta complexidade, as chamadas APACs. Incluem–se neste grupo, por exemplo, a quimioterapia (tratamento do câncer), acompanhamento em saúde mental e o atendimento em Hospital Dia. O ressarcimento está previsto na lei dos Planos de Saúde (lei 9.656, de junho de 1998).
Outra novidade é a definição de novos critérios para a destinação dos recursos arrecadados pela agência. Fica estabelecido que a ANS repassará ao Fundo Nacional de Saúde (FNS) todo o valor recolhido a título de ressarcimento. Até então, os valores eram destinados aos gestores do SUS, que transferiam à unidade de saúde prestadora do serviço.
Valor mínimo
Atualmente, 46 milhões de brasileiros possuem planos de saúde para o atendimento médico hospitalar e ambulatorial. Somente em 2011 (de janeiro a julho), a ANS obteve ressarcimento de R$ 32,6 milhões cobrados junto às operadoras. O total supera a soma arrecada nos últimos quatro anos (R$ 27,6 milhões). A quantidade de Autorizações para Internações Hospitalares (AIHs) ressarcidas neste ano foi de 20.917.
Pela nova lei, a ANS também definirá critérios para a criação de um “Valor Mínimo de Cobrança”. Este mecanismo servirá para evitar a cobrança de procedimentos que possuem um “custo administrativo de cobrança” maior do que o próprio valor de ressarcimento a ser obtido.
O ministro Padilha considera que este conjunto de ações – somadas às medidas já adotadas – resultará em redução da defasagem entre o atendimento feito pelo SUS e sua cobrança junto à operadora de plano de saúde. Em 2010, este período era de dois anos. “Com o aprimoramento do sistema de informação e com esta mudança do valor mínimo, nossa expectativa é zerar a defasagem do período de cobrança em 2012.”
Avanços
No início de agosto, a ANS publicou resolução ampliando o rol de procedimentos de saúde que devem ter cobertura obrigatória pelos planos de saúde. São 69 itens incluídos. Entre os itens adicionados estão 41 cirurgias por vídeo, como refluxo gastroesofágico (tratamento cirúrgico) e cirurgia bariátrica (redução de estômago).
A obrigatoriedade de atendimento para os novos procedimentos vale a partir do dia 1º de janeiro de 2012. O rol de serviços beneficia usuários de planos de saúde contratados a partir de 1º de janeiro de 1999. Todas as informações são do Ministério da Saúde.
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agosto 23, 2011 por Paula Sanches
Em: Últimas Notícias
Podendo ser usado por crianças menores de 6 anos de idade, o medicamento tipranavir será adotado quando não há resposta ao tratamento ou falha na terapia usada.
Este será o primeiro antirretroviral (ARV) incorporado ao SUS exclusivamente para esses pacientes. A droga entra como opção mais confortável de medicação de 3ª linha, ou seja, indicada para vírus resistentes – a 1ª linha é composta por medicamentos mais usuais e utilizados em tratamentos iniciais. O tipranavir é também o primeiro medicamento de resgate, que auxilia quando não há resposta ao tratamento ou falha na terapia, adotado no país que poderá ser utilizado por menores de 6 anos de idade.
A medida atualiza o consenso pediátrico atual, destaca o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco. Farão parte das recomendações outras duas formulações (fosamprenavir solução oral e darunavir pediátrico). Em combinação com o ritonavir solução oral, estes medicamentos são potencializados e inibem a replicação do HIV, ajudando a reduzir a infecção das células saudáveis do organismo.
O que muda
Até então, o esquema de resgate terapêutico de 3ª linha era feito com ARV indicados para adultos e utilizados por crianças como medida excepcional.
Os menores de 5 anos e de baixo peso só tinham a opção do inibidor de protease (lopinavir/ritonavir), utilizado quando ocorria falha terapêutica com os medicamentos prescritos no tratamento inicial. Com uma formulação mais moderna, cada dose do fosamprenavir, por exemplo, representa ¼ do volume da dose do amprenavir, que será substituído.
Ao todo, o Ministério da Saúde oferece 13 drogas para crianças que desenvolveram a doença. Atualmente, existem no país 4.006 menores de 13 anos em tratamento, sendo que 186 deles estão utilizando medicamentos de 3ª linha.
Orientação aos profissionais do setor
Médicos e farmacêuticos de Unidade de Dispensação de Medicamentos (UDM) dos serviços de saúde especializados em HIV/aids receberam nota técnica sobre os novos ARV. O documento traz informações de prazos de armazenamento e realização de testes de genotipagem para verificar a resistência do HIV e indicações de uso desses medicamentos no Brasil, para que o médico prescreva a melhor combinação de antirretrovirais para o paciente.
No texto, os médicos também são alertados a repassar aos pais e cuidadores de crianças com Aids informações sobre como administrar as doses dos remédios.
O frasco do ritonavir pode durar de três a seis meses e o curto período de validade (6 meses) se dá em decorrência da própria formulação do medicamento. Por esta razão, os usuários são orientados a retornar com o frasco do medicamento a cada consulta e retirada do ritonavir na UDM, para melhor controle do produto. A precaução é para evitar que a criança tome medicamento vencido.
Todas as orientações são do Ministério da Saúde.
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agosto 12, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
A intenção do Conselho Federal de Medicina é ajudar na qualificação da assistência oferecida pelo SUS a este tipo de agravo.
Ao fazer com que os pacientes recebam os cuidados adequados, são reduzidos os riscos de complicações em seus quadros clínicos e a possibilidade de sequelas físicas e estéticas é também minimizada.
A elaboração do documento foi feita de maneira a oferecer aos médicos e outros profissionais de saúde um verdadeiro passo a passo de como atender este caso.
O foco principal recai sobre os atendimentos de urgência e emergência, porta principal de entrada das ocorrências. Há indicações precisas sobre procedimentos de diagnóstico e de prescrição que podem ser úteis, especialmente para situações que ocorrem em áreas remotas, onde não há presença de especialistas.
As orientações preveem um processo sequencial da assistência, desde o reconhecimento do tipo de agravo, passando pela avaliação de sua gravidade e extensão da lesão.
Atendimento uniforme
Para gerar a uniformização do atendimento nas emergências do tipo, o Conselho Federal de Medicina disponibilizará as regras para todos os médicos. Veja o documento completo aqui.
Número das queimaduras
Segundo dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ):
- Entre 1996 e 2008, o país registrou 13735 mortes causadas por queimaduras.
- Os Estados com maior número de vítima são, por ordem, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná.
- O agente que mais causa queimaduras são os líquidos super aquecidos (37% das ocorrências).
- A maioria dos casos ocorre na cozinha e a faixa etária mais atingida é até 12 anos (33%).
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julho 14, 2011 por Paula Sanches
Em: Últimas Notícias
Para melhorar o atendimento e a qualidade de vida dos portadores de hepatite C, o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, realiza uma série de modificações para tratamento da doença.
O novo Protocolo para o Tratamento da Hepatite C proporciona a ampliação do uso de interferon peguilado (medicamento utilizado) e facilita o acesso ao tratamento em alguns casos que não necessitarão de biópsia prévia.
Na prática, a medida permite mais agilidade para indicar o prolongamento de tratamento. O texto anterior, publicado em 2007, garantia a extensão do uso do interferon desde que houvesse aprovação do Comitê Estadual de Hepatites Virais.
Agora, o médico que acompanha o paciente já pode prescrever a continuidade do tratamento, de acordo com os critérios estabelecidos no documento. As mudanças passam a valer a partir do dia 18 de julho.
No Brasil, há 11.882 pessoas em tratamento e a ampliação do uso do interferon peguilado para portadores de outros genótipos do vírus da hepatite C beneficiará pelo menos outros 500 pacientes ainda neste ano.
A formulação trará mais conforto e comodidade a estes pacientes, pois esta é utilizada apenas uma vez por semana – no caso do interferon convencional, são três doses a cada semana.
Hepatite C
A hepatite C é uma doença que acomete o fígado, transmitida por transfusão de sangue ocorrida antes de 1993 (ano em que os testes para detecção de anticorpos da hepatite C em bancos de sangue foram implantados), seringas ou aparelhos perfurocortantes contaminados, tais como equipamentos odontológicos e materiais utilizados para tatuagem e piercing. Lâminas de barbear e de manicure e pedicure estão entre os materiais que necessitam ter seu uso individualizado. A infecção também pode ser transmitida pela via sexual em relações desprotegidas.
A transmissão vertical (de mãe para o bebê na gravidez) do vírus C é menos frequente e ocorre em cerca de 5% dos nascidos de mães portadoras do vírus com carga viral elevada.
A doença tem tratamento e cura, particularmente com diagnóstico e tratamento precoce. A prevalência da hepatite C nas capitais brasileiras é de cerca de 1,5%.
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junho 21, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
A MPS é uma abreviação de Mucopolissacaridose, uma doença metabólica hereditária e rara. Significa que a pessoa nasce com falta ou diminuição das enzimas que digerem os glicosaminoglicanos, antigamente chamados de mucopolissacarídeos.
Por ser desconhecida até mesmo entre profissionais de saúde, a avaliação correta demora a ser feita ou quem precisa do tratamento demora a recebê-lo.
O diagnóstico é feito, normalmente, por um geneticista, após o encaminhamento por outro médico. Para confirmar a doença, realiza-se um exame de sangue para identificar a falta ou a diminuição das enzimas.
O tratamento envolve uma equipe com diversos profissionais, porque a doença acomete vários órgãos. O ideal é procurar centros de atendimento a doenças genéticas. Atualmente são conhecidos sete tipos de MPS.
Tipos de MPS
MPS I – Síndrome de Hurler / Hurler-Scheie / Scheie
MPS II – Síndrome de Hunter
MPS III – Síndrome de Sanfilippo
MPS IV – Síndrome de Mórquio
MPS VI – Síndrome de Maroteaux-Lamy
MPS VII – Síndrome de Sly
Só existe tratamento para os tipos 1, 2 e 6, feito através de terapia de reposição enzimática, por tempo indeterminado. No Brasil, são cadastrados 520 portadores, um dos países com maior população de MPS no mundo.
Todas as informações foram coletadas através do Eduardo Próspero, de 21 anos, que é portador da MPS tipo VI. Dono do blog Dudu e amigos, ele procura disseminar informações, salvar vidas e tem sido fonte de esperança para muita gente.
De mãe para mãe – O que uma mãe deve fazer assim que descobre que o filho tem MPS?
Se o tipo de MPS diagnosticado tiver tratamento (I, II ou VI) e a criança tiver a indicação do mesmo, deve imediatamente entrar em contato conosco (www.apmps.org.br). Se o local onde ela morar tiver associação, a encaminharemos. Caso não tenha, nós faremos a orientação sobre como obter a medicação, que deve ser subsidiada pelo governo federativo. Infelizmente, pelo alto custo, nenhuma família brasileira teria como comprar – informa Regina Próspero, mãe do Dudu.
Custo do medicamento e possível inclusão no SUS
Quando Regina fala em medicamento de alto custo, ela se refere a um custo por volta de 50 mil por mês, ressaltando que depende do peso do paciente, uma vez que a medicação é calculada por ml/kg.
Mas eles sofrem com constante falta de dispensação e chegam a ter pacientes que estão há 3 meses sem receber. Outras vezes o governo fornece para um mês e fica dois meses sem disponibilizar. Como o tratamento é contínuo, o intervalo compromete a melhora já alcançada.
Neste ano, eles já tiveram três grandes falhas no recebimento, sendo a última generalizada – não tinha medicamento para ninguém.
Pedidos não faltam e datam desde 2003, sempre sem previsão de quando a situação se normalizará. Mas graças à internet, você pode ajudá-los a ter acesso garantido ao medicamento. Como?
1. O Instituto Eu Quero Viver precisa obter assinaturas para incluir os medicamentos para tratamento das MPSs na lista de alto custo do Sistema Único de Saúde (SUS).
2. Até agora 11.564 pessoas assinaram, mas é preciso 1 milhão de assinaturas.
3. Para colaborar, basta você enviar a sua e ajudar a divulgar. Assine aqui.
O Dudu quer mostrar que é possível levar uma vida normal, sem grandes limitações. E dividindo essas informações, podemos ajudá-lo a alcançar este objetivo.
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junho 7, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
Apenas em 2010, houve quase nove internações diárias por queimaduras em São Paulo pelo SUS – Sistema Único de Saúde.
Das 3.188 hospitalizações por queimadura registradas na rede pública no ano passado, 80% foram relativas a lesões de médio e grande porte, afirma a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Outra pesquisa feita em 2009, pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, mostrou que 77,4% das queimaduras ocorrem em acidentes domésticos e atingem, em 40% dos casos, crianças de 0 a 9 anos.
Causas
- 41,3% são por combustão (fogo e álcool)
- 33,2% por escaldo (água quente, café, sopa, entre outros)
- 8,9% por contato (esbarrar em forno ou ferro de passar, por exemplo)
“A média da extensão das queimaduras tratadas no HC é de 13%, o que equivale a mais de um braço inteiro”, ressalta Luiz Philipe Molina Vana, chefe do Ambulatório de Queimados do hospital.
As queimaduras são classificadas em três graus. O primeiro grau é quando a lesão é superficial. Há vermelhidão, inchaço e dor; no segundo, quando a ação do calor é mais intensa, além da vermelhidão, aparecem bolhas ou umidade na região afetada. A dor é mais intensa.
O terceiro, e último, grau, há destruição da pele. Atinge gordura, músculo e até ossos. Pela destruição das terminações nervosas, ocorre pouca ou nenhuma dor. A pele apresenta-se esbranquiçada ou carbonizada.
A extensão da queimadura é, muitas vezes, mais importante que a profundidade para determinar a gravidade.
O que não fazer
Passar pasta de dente, pomadas, ovo, manteiga, óleo de cozinha – apenas água fria é permitido. Gelo também não pode.
- Não tente furar as bolhas
- Não tente retirar a pele morta
- Arrancar a roupa grudada na área queimada
- Apertar o ferimento ou mexer na queimadura
Leve a vítima ao médico e não se esqueça de evitar que as crianças fiquem em local de perigo, perto de panelas, por exemplo.
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abril 13, 2011 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O atual número 0800 61 1997 será substituído por apenas três dígitos: 136. Assim, a população terá fácil acesso à Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS) e aos serviços de orientação.
O número, gratuito para a população, deverá entrar em vigor entre 30 e 90 dias, conforme determinação da norma 410 da Anatel.
Outros órgãos já utilizam atendimento direto com três dígitos. Aos poucos, esses números começam a ser facilmente lembrados pela população como, por exemplo, o 192, usado para acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Em 2010, o serviço da Ouvidoria recebeu 4,6 milhões de ligações. Atualmente o Sistema Nacional de Ouvidorias está presente em 26 estados – Rio Grande do Sul está em fase de estruturação.
Como usar a Ouvidoria do SUS
Por telefone
Pelo número 136, o cidadão terá em até 90 dias acesso gratuito à Ouvidoria do SUS, 24 horas por dia. São oferecidas diversas opções, tais como: fazer solicitações, sugestões, reclamações ou elogios; solicitar informações sobre saúde, doenças, medicamentos ou sobre campanhas do Ministério da Saúde. É possível, também, optar por falar diretamente com um atendente.
Pela internet
Por meio da página (clique aqui para abrir) , é possível registrar e acompanhar o andamento da crítica ou sugestão feita por escrito.
Por carta
Deve-se enviar a carta com nome e endereço completos para o seguinte destinatário:
Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde
Departamento de Ouvidoria-Geral do SUS
Setor da Administração Federal (SAF) Sul
Quadra 2, Lotes 05/06, Ed. Premium, Torre I
3º andar, sala 305
CEP: 70.070-600. Brasília-DF
Atendimento presencial
É necessário ir ao Departamento de Ouvidoria Geral do SUS, que fica no endereço citado acima. Este canal possibilita ao cidadão detalhar suas opiniões, sugestões e reivindicações.
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março 28, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
Lançada hoje pela presidente Dilma Roussef e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a Rede Cegonha é composta por um conjunto de medidas para trazer uma garantia às brasileiras: segurança desde o momento que sabe que espera um filho.
O plano é garantir pelo SUS (Sistema Único de Saúde) atendimento seguro e humanizado desde a confirmação da gravidez até os dois primeiros anos de vida do bebê. Isso significa que a medida abrange a assistência obstétrica (às mulheres) – com foco na gravidez, no parto e pós-parto como também a assistência infantil (às crianças).
Para tornar o projeto realidade, a Rede Cegonha contará com R$ 9,397 bilhões do orçamento do Ministério da Saúde para investimentos até 2014. Estes recursos serão aplicados na construção de uma rede de cuidados primários à mulher e à criança.
Estimativas divulgadas pelo Ministério da Saúde apontam que o Brasil tem cerca de três milhões de gestantes, sendo que mais de dois milhões são assistidas exclusivamente pelo SUS.
Metas da Rede Cegonha
O objetivo é que ações sejam aplicadas em todo o Brasil. Porém, a prioridade do cronograma está sobre as regiões da Amazônia Legal e Nordeste – que têm os mais altos índices de mortalidade materna e infantil – e as regiões metropolitanas, envolvendo a maior concentração de gestantes.
Porém, conforme explicou o ministro Alexandre Padilha, qualquer município pode aderir à Rede.
Gestantes e atenção hospitalar
A Rede Cegonha terá atuação integrada com as demais iniciativas para a saúde da mulher no SUS, com foco nas cerca de 61 milhões de brasileiras em idade fértil. Nos postos de saúde, será introduzido o teste rápido de gravidez.
Confirmado o resultado positivo, será garantido um mínimo de seis consultas durante o pré-natal, além de uma série de exames clínicos e laboratoriais. A introdução do teste rápido, inclusive para detectar HIV e sífilis, também será novidade para reforçar o diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento.
Desde a descoberta da gravidez até o parto, as gestantes terão acompanhamento e saberão, com antecedência, onde darão a luz. As grávidas receberão auxílio para se deslocarem até os postos de saúde para realizar o pré-natal e à maternidade na hora do parto, com vale-transporte e vale-táxi.
Nas unidades hospitalares haverá a criação de novas estruturas a fim de proporcionar a garantia de sempre haver vaga para gestantes e recém-nascidos nas unidades de saúde.
A Rede Cegonha também prevê a qualificação dos profissionais de saúde que darão a assistência adequada às gestantes e aos bebês.
Entre as novas estruturas estarão as Casas da Gestante e do Bebê, que dará acolhimento e assistência às gestantes de risco, e os Centros de Parto Normal, que funcionarão em conjunto com a maternidade para humanizar o nascimento.
Bebês
Nos primeiros dois anos de vida da criança, a Rede Cegonha compreenderá a atenção integral à saúde da criança, desde a promoção do aleitamento materno até a oferta de atendimento médico especializado para eventuais necessidades.
Outra ação prevista na Rede Cegonha direcionada às crianças será equipar as unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu Cegonha) para o transporte seguro do recém-nascido.
Educação e Planejamento Reprodutivo e Aleitamento Materno
Dentre as ações estão as campanhas públicas nas escolas (de nível médio e superior) e também com ações de mobilização da sociedade sobre a importância da educação sexual e reprodutiva, bem como do aleitamento materno. A alta taxa de gravidez entre adolescentes também contribui para risco para mãe e o bebê.
Arte na Rede
O artista plástico Romero Brito, além de criar a logomarca para o programa, produziu obras que serão instaladas nas unidades de saúde inseridas na Rede.
São ao todo 10 quadros que, juntos, contam uma história que vai da concepção ao crescimento do bebê: o amor; o encontro do pai e da mãe; a responsabilidade do ato sexual; a felicidade da gravidez; a parteira; o cuidado na hora do parto; a família junta apoiando o crescimento da criança; o bebê como centro do universo e a criança no meio da bandeira do Brasil representando o cidadão do futuro.
A cerimônia oficial de lançamento aconteceu hoje (28), em Belo Horizonte (MG).
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fevereiro 8, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
A medida abrange apenas o ambulatório estadual de Heliópolis, o maior AME de São Paulo, no meio da maior favela do Estado. Mas se tudo correr bem, as enormes filas que a população está sujeita a enfrentar, até para buscar um exame, poderão diminuir.
Por mês são realizados na unidade do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) “Dr. Luiz Roberto Barradas Barata” mais de 30 mil exames.
Os pacientes só precisam obter o número do protocolo e senha, para poder conferir, no portal, resultados de exames de urina e sangue e outros de apoio diagnóstico como ecocardiograma, endoscopia, ressonância magnética, tomografia computadorizada e teste ergométrico.
“Essa ação traz comodidade ao paciente, principalmente para aqueles de outras unidades que são encaminhados para o Heliópolis para realizar algum exame e vão continuar o tratamento na unidade de origem”, afirma Paulo Quintaes, gerente executivo do AME.
O ambulatório de Heliópolis, o maior dos 37 em funcionamento no Estado, é referência principalmente para os bairros da Moóca, Aricanduva, Ipiranga, Sacomã, Penha, Vila Prudente, Sapopemba, Vila Mariana e Jabaquara. Para exames de imagem a unidade também recebe pacientes da região metropolitana e algumas cidades do interior.
O atendimento nos AMEs é feito mediante encaminhamento das Unidades Básicas de Saúde.
Acessar resultados de exames médicos pela Internet não é mais privilégio de clientes de planos de saúde ou particulares, informa a Secretaria de Saúde do Estado.
O site do AME Heliópolis é www.ameh.org.br.
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dezembro 9, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou ontem (8) um projeto de lei que garante distribuição gratuita de filtro solar fator 12 pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
O texto obriga ainda que as empresas distribuam protetores aos trabalhadores expostos à radiação solar direta, com ou sem equipamento de proteção individual, no horário compreendido entre 7:00 e 18:00 horas, independentemente do tempo de jornada.
A proposta prevê multa de R$ 1.300 por cada empregado exposto ao sol sem acesso ao filtro. Não há nenhuma menção, entretanto, ao fator de proteção do filtro solar a ser distribuído nestes casos.
Segundo a proposta, que altera trecho da Consolidação das Leis do Trabalho, caberá ao Ministério do Trabalho apresentar disposições adicionais para regulamentar as novas medidas.
Benefícios
De acordo com o autor da proposta, o deputado Lobbe Neto (PSDB-SP), o benefício não trará despesas adicionais ao governo, mas ao contrário, seria uma economia. Segundo ele, ao invés de tratar o câncer de pele, o governo poderia prevenir os trabalhadores de terem a doença.
No entanto, a Comissão de Finanças e Tributação apontou que a medida, a ser custeada pelo Ministério da Saúde, implica em impacto financeiro e orçamentário nas contas da União.
Durante a votação, o relator do projeto, o deputado federal José Genoíno (PT-SP), ainda ressaltou que “sendo reais os riscos da exposição ao sol e também reais os problemas que pode causar à saúde humana, entendo que a visão dos protetores como medicamento preventivo de uso geral, até por ser mais abrangente, deveria ser esposada pelo Congresso Nacional no processo de geração de normas legais”.
Genuíno ainda pretende apresentar recurso à Casa para debater a matéria mais uma vez no plenário da Câmara. Caso contrário, o texto segue direto para o Senado Federal.
O que você acha do projeto? Acredita que a distribuição ajudaria a diminuir a incidência do câncer de pele? Não seria necessário também campanhas informativas para conscientização das pessoas sobre os riscos da radiação solar? Dê a sua opinião!
*Com informações da FSP.
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dezembro 6, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
As 125 UTIs, alugadas para o SUS, ameaçam ser desativadas por falta de pagamento do governo do Distrito Federal.
Segundo o Sindicato Brasiliense de Hospitais, a dívida chegaria a R$ 104 milhões. Na semana passada, quatro hospitais já desativaram parte dos leitos do SUS e demitiram funcionários, alegando prejuízos.
A Secretaria de Saúde nega que tenha divida com os hospitais e afirma que apenas pagamentos antigos estão sob análise. O sindicato diz que não vai negar UTI a pacientes do SUS com ordem judicial, desde que tenha vaga.
Mas desde o início da semana passada, quando os hospitais particulares começaram a fechar os leitos do SUS, a Defensoria Pública afirma que diminuíram as ações na Justiça. A média que era de dez por dia caiu para, no máximo, dois pedidos.
O Distrito Federal possui 348 UTIs
• 213 leitos próprios
• 10 conveniados do Hospital Universitário de Brasília
• 125 da rede privada
A Secretaria de Saúde afirma que as ordens judiciais têm que ser cumpridas. Saiba mais:
- GDF pode ir à Justiça caso hospitais suspendam atendimento nas UTIs
*com informações O Globo
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novembro 30, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
A partir de 2011, o Brasil vai adotar um teste que permite o diagnóstico da sífilis em cerca de 15 minutos.
O exame, desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/BioManguinhos) e a empresa Chembio Diagnostic (EUA), tem como alvo principal o diagnóstico precoce da doença em grávidas.
Cerca de 48 mil gestantes no Brasil são infectadas pela sífilis, quatro vezes mais do que a prevalência do vírus HIV, conforme levantamento do Ministério da Saúde. A estimativa é de 12 mil casos de sífilis congênita por ano, passada da mãe para o feto (sífilis congênita).
Os novos testes serão oferecidos em kits para o Sistema Único de Saúde (SUS). O ministério calcula a necessidade imediata de 1 milhão de exames. Atualmente, a rede pública dispõe dos métodos tradicionais, no entanto, segundo a Fiocruz, a nova tecnologia é 50 vezes mais sensível do que o método atual e não exige treinamento complexo dos profissionais.
O Ministério da Saúde e a empresa norte-americana firmaram acordo para a transferência da tecnologia no período de cinco anos.
Quer saber mais sobre a sífilis?
Sífilis ou lues é uma doença infecto-contagiosa, causada pela bactéria Treponema pallidum. É transmitida na relação sexual sem preservativo, transfusão de sangue contaminado ou durante a gestação ou o parto.
Sintomas: Lesões duras nos órgãos genitais que, geralmente, não doem, ardem ou coçam, são os primeiros sintomas da sífilis. Chamadas de cancros, elas geralmente aparecem nos genitais, mas podem ocorrer também no ânus, na pele, na gengiva, na palma das mãos e na planta dos pés.
As feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz, dando falsa impressão de cura!
Informar-se sobre a doença é de extrema importância. Sem o tratamento, podem surgir manchas nas mãos e pés e queda de cabelos, além de comprometer vários órgãos como olhos, pele, ossos, coração, cérebro e sistema nervoso. A pessoa pode ficar sem sintomas da contaminação de três a 12 anos.
Hoje, nas fases iniciais, o diagnóstico pode ser confirmado por exame de sangue. Já na fase avançada é necessário a realização de um exame de líquor para verificar se o sistema nervoso não foi afetado.
O tratamento é feito com antibióticos, normalmente penicilina, e deve ser acompanhado com exames de sangue para verificar a evolução da doença.
O uso de preservativos durante as relações sexuais é a única maneira de prevenir a sífilis!
Importante: As mulheres devem fazer exame para verificar se são portadoras da doença antes de engravidar. Se já estiverem grávidas, devem fazer o tratamento adequado para evitar a infecção do bebê!
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