Ainda com dúvidas sobre as novas regras para a compra de antibióticos?
dezembro 8, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias, Saúde Física
As novas regras para compra de antibióticos têm gerado dúvidas em pacientes e até em profissionais de saúde. A principal delas é em relação ao tipo de receita.
Em vigor há dez dias, a resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determina que a venda de antibióticos seja feita somente com duas vias de receita de controle especial.
O texto da resolução diz “somente poderá ser efetuada mediante receita de controle especial, sendo a primeira via retida no estabelecimento farmacêutico e a segunda devolvida ao paciente.”
No entanto, o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, explicou que houve um “erro de interpretação” do texto, uma confusão por parte dos profissionais de saúde, que entenderam que seria necessário um modelo específico de receita.
O diretor-presidente da agência esclarece que a receita pode ser um impresso comum, diferente da receita de cor amarela ou azul, com numeração emitida pela Vigilância Sanitária e especial para substâncias como psicotrópicos ou entorpecentes.
Entenda as regras
A prescrição de antibióticos pode ser feita com receitas comuns, desde que ela tenha os dados necessários do paciente e do medicamento e seja feita em duas vias (de carbono, impressa ou fotocópia).
Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), a receita simples facilita o trabalho do médico, pois nem todos dispõem do formulário especial no consultório.
Além das duas vias, os profissionais de saúde devem preencher na receita os dados exigidos na resolução, são eles:
- O nome do medicamento ou da substância;
- Dosagem ou concentração e a quantidade;
- Nome do profissional com sua identificação profissional, endereço, telefone, assinatura e marcação gráfica (carimbo);
- Identificação do usuário;
- Identificação do comprador;
- Data da emissão e identificação do registro da venda.
No ato da compra do antibiótico (pomadas, soluções orais e comprimidos), uma das vias fica retida na farmácia ou drogaria e a outra deve ser devolvida ao paciente carimbada. O prazo de validade da receita é de dez dias em todo território nacional.
Além disso, não há limites de quantos medicamentos diferentes podem ser prescritos em uma única receita. Porém, ela deve ser usada uma única vez.
Segundo a resolução também não existe um número máximo de unidades que podem ser vendidas por receita. A quantidade deve estar de acordo com a prescrição médica.
Dúvidas
Desde o último quando a nova norma entrou em vigência, o serviço de atendimento à população da Anvisa recebeu 800 pedidos de informação e mais de 40 reclamações sobre a venda de antibiótico.
Segue mais algumas informações que podem ajudá-lo a entender a resolução da Anvisa sobre a venda de antibióticos:
- Venda por telefone/internet
Somente farmácias e drogarias abertas ao público, com farmacêutico responsável presente durante todo o horário de funcionamento, podem realizar a venda de medicamentos solicitados por meio remoto como telefone, fax e internet. É imprescindível a apresentação, avaliação e retenção da receita pelo farmacêutico para a venda desses medicamentos, mesmo solicitados à distância.
- A venda poderá ser feita em quantidade maior ou menor que a prescrita na receita?
A venda, sempre que possível, deve atender exatamente à quantidade receitada. No caso da inexistência de embalagem fracionável ou que não contemple exatamente o tratamento prescrito, poderá ser vendida a embalagem imediatamente superior em quantidade.
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dezembro 3, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
A Secretaria de Saúde de Pernambuco confirmou o registro de mais oito casos de contaminação pela superbactéria KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase).
Agora, já são 35 notificações no estado. Desse total, cinco pacientes morreram, quatro tiveram alta e 26 continuam internados.
De acordo com a secretaria, das cinco mortes, apenas uma foi provocada pela superbactéria. Em outros três casos, os pacientes foram infectados pela KPC, mas apresentavam quadro de saúde debilitado por outros tipos de infecção. O quinto paciente tinha superbactéria, mas não desenvolveu a infecção.
Novas regras para a venda de antibióticos
Desde o último domingo (28), começaram a valer as novas regras para a venda de antibióticos no Brasil. Como já informou o Blog da Saúde, a compra de antibióticos só poderá ser feita agora em farmácias e drogarias mediante a apresentação da receita de controle especial em duas vias.
A primeira via fica retida na farmácia e a segunda deve ser devolvida ao paciente carimbada para comprovar o atendimento. As receitas têm validade de 10 dias, a contar da data de emissão.
A medida tem o objetivo de evitar a automedicação pela população, apontada pelos especialistas como uma das causas para o surgimento de superbactérias resistentes aos antibióticos de uso habitual.
* Com informações da Agência Brasil.
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novembro 11, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Você sabia que tomar antibiótico durante uma semana pode prejudicar as defesas do seu organismo por até dois anos? Talvez esteja na hora de pensar duas vezes antes de recorrer a esse tipo de medicamento!
A conclusão é de um estudo realizado pelo Instituto Sueco para Controle de Doenças Infecciosas.
Para você entender…
A flora intestinal é o nome dado às bactérias que vivem na parede do intestino. Lá existem centenas de espécies de micro-organismos, protetores ou prejudiciais à saúde, que convivem em equilíbrio.
As bactérias consideradas “boas” têm funções metabólicas, como ajudar no funcionamento do intestino, na absorção de gordura e vitamina B12 e na produção de ácido fólico. Sua função mais importante é controlar as bactérias desfavoráveis. Sem elas, nós viveríamos constantemente com infecções.
E qual é a novidade?
Que os antibióticos têm efeito na flora intestinal, isso todo mundo já sabia. A novidade é que essas alterações duram muito mais tempo do que se pensava. E não importa se o uso do antibiótico é feito de forma correta ou incorreta, por mais ou menos tempo do que o necessário. O efeito será o mesmo.
Entre as consequências mais comuns do desequilíbrio da flora intestinal, estão diarreias, disfunção intestinal e inflamações (colites).
Lembre-se: gripes, resfriados ou dores de cabeça não devem ser tratados com antibióticos. Consulte sempre seu médico antes de se automedicar!
E as superbactérias?
As superbactérias são mais um fator para que não se use indiscriminadamente os antibióticos.
Se uma pessoa contrair, por exemplo, uma bactéria e ela não responder ao antibiótico tomado, fará com que o paciente permaneça mais tempo doente, aumentando suas chances de contaminação. Além disso, as bactérias resistentes permanecerão no organismo até o surgimento de uma nova infecção, causada por outra bactéria.
Com o uso do antibiótico para conter essa nova infecção, as bactérias resistentes começam a se multiplicar, ocupando espaços naquelas que foram enfraquecidas pelo medicamento.
A bactéria mais forte transmite assim sua resistência para as outras ao seu redor, criando as superbactérias.
Os animais também entram nesse time!
Segundo a pesquisadora alemã Kornelia Smalla, do instituto Julius Kühn, controlar o uso de antibióticos em pessoas não é suficiente para conter superbactérias. Ela defende a redução do uso dessas drogas também em animais.
Para Smalla, o problema é misturar antibióticos à ração para estimular o crescimento de porcos, bois e frangos. A prática, proibida na Europa desde a década de 90, ainda é permitida no Brasil. No ano passado, o senador Tião Viana (PT/AC) apresentou projeto de lei para aboli-la, mas o texto está parado na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado.
A pesquisadora afirma que até o uso restrito ao tratamento de doenças traz riscos. Como os animais ficam confinados juntos, a ocorrência de uma doença em alguns resulta na distribuição de antibióticos para todos, o que favorece a disseminação das superbactérias. “Algumas bactérias têm genes que as protegem dos antibióticos. Quando usamos esses medicamentos, elas são as únicas que sobrevivem”, destaca.
Com o ambiente livre dos outros micróbios, elas passam a se multiplicar de forma rápida, o que eleva o risco de que, um dia, entrem em contato com pessoas com baixas defesas. O resultado são infecções que podem até matar.
A situação fica mais grave porque as bactérias trocam informações genéticas: um organismo inofensivo ao homem que se prolifere pela capacidade de resistir a antibióticos, contribui para que outro, patogênico, também ganhe essa característica. “O antibiótico não age só sobre os causadores de doenças, mas sobre todas as bactérias”, explica.
*Com informações FSP.
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outubro 28, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determina: a partir de *28 de novembro*, as receitas médicas com a recomendação para a compra de antibióticos serão retidas nas farmácias.
Entenda as mudanças
A compra de antibióticos só poderá ser feita em farmácias e drogarias do Brasil mediante a apresentação da receita de controle especial em duas vias.
A primeira via ficará retida na farmácia e a segunda deverá ser devolvida ao paciente carimbada para comprovar o atendimento.
Quem prescrever as receitas precisa ficar atento para a necessidade de entregar de forma legível e sem rasuras duas vias do receituário aos pacientes.
Além disso, todas as prescrições deverão ser escrituradas, ou seja, ter suas movimentações registradas no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados.
De acordo com a resolução, as receitas terão validade de 10 dias, a contar da data de emissão.
Bulas e embalagens
As mudanças também serão aplicadas nas embalagens e bulas. A partir de agora, elas precisam incluir a frase: “Venda sob prescrição médica – só pode ser vendido com retenção da receita”.
As medidas valem para mais de 90 substâncias antimicrobianas, que abrangem todos os antibióticos com registro no País, com exceção dos que têm uso exclusivo no ambiente hospitalar.
Punição
As empresas terão 180 dias para se adequar às novas normas de rotulagem. O descumprimento das determinações constitui infração sanitária.
E por que mudou?
Como já informou o Blog da Saúde, o objetivo da medida é controlar a venda desses medicamentos e, com isso, evitar a propagação da superbactéria KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase), que é resistente a antibióticos.
Dados
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de 50% das prescrições de antibióticos no mundo são inadequadas. Só no Brasil, o comércio de antibióticos movimentou, em 2009, cerca de R$ 1,6 bilhão, segundo relatório do instituto IMS Health.
As novas regras da (Anvisa) foram publicadas hoje (28) no Diário Oficial da União.
Confira outras medidas para evitar a propagação da superbactéria KPC:
- Hospitais serão obrigados a notificar Anvisa sobre novos casos
- Álcool em gel será obrigatório em hospitais e clínicas
*A resolução da Anvisa passa a ser obrigatória a partir do dia 28 de novembro, ou seja, daqui a um mês, e não nesta quinta-feira, 28, como foi informado anteriormente.*
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outubro 25, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Para evitar novos casos da superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) e de outros micro-organismos resistentes a antibióticos, hospitais e clínicas, públicos e privados, serão obrigados a colocar dispensadores de álcool em gel em todos os quartos, ambulatórios e prontos-socorros.
A norma foi aprovada na última sexta-feira, 22, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os hospitais e clínicas terão prazo de até 60 dias para se adaptar.
De acordo com o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano, a proposta é estimular a higienização de profissionais de saúde, uma das medidas mais eficazes para impedir a disseminação das superbactérias e conter as infecções hospitalares.
O Distrito Federal já tem 183 casos confirmados de KPC e 18 mortes até o momento. Há registros de casos também no Espírito Santo, Paraná, em São Paulo, Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais e na Paraíba.
“O (álcool em gel) facilita o hábito de higienização porque é mais fácil de acessar. Mas as pessoas podem continuar a lavar as mãos com água e sabão”, afirmou Barbano.
Pelo mundo
O Brasil não é o único país a enfrentar problemas com superbactérias. Em agosto, um estudo publicado na revista científica Lancet advertiu que um novo tipo de bactéria resistente aos antibióticos mais poderosos poderia gerar uma epidemia mundial.
Essas bactérias contêm um gene chamado NDM-1, que as torna resistentes aos medicamentos, entre eles os chamados de carbapenemas. Isso é preocupante porque os carbapenemas são geralmente usados para combater infecções graves, causadas por outras bactérias resistentes.
Como acompanhou o Blog da Saúde, o gene NDM-1 surgiu na Índia, já foi registrado na Europa, Austrália, Japão, Estados Unidos e Canadá.
Segundo especialistas, o caso do NDM-1 é uma variante do mesmo problema enfrentado no Brasil com a KPC e deve se repetir em outros lugares.
- Superbactérias: Um desafio para o Brasil
- Superbactérias no Brasil – Hospitais serão obrigados a notificar Anvisa sobre novos casos
*Com informações da Agência Brasil e BBC Brasil.
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outubro 20, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias, Saúde Social
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou que a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária está concluindo uma regulamentação para evitar a venda de antibióticos sem receita médica.
As mudanças serão feitas para coibir o uso indiscriminado desses medicamentos, que leva as bactérias a ficarem mais resistentes, fazendo com que o corpo humano não reaja tão bem no caso de infecções graves.
Para Temporão, esse pode ter sido o motivo para o surgimento da superbactéria KPC. O ministro acredita ainda que tenha havido falhas no processo de controle de infecção hospitalar.
“Infelizmente, no Brasil, ainda temos uso indiscriminado de antibióticos. A má prescrição é que leva a situações como essa. Claro que temos que avaliar também aspectos internos da dinâmica dos hospitais, que podem ter levado a falhas do processo de controle de infecção hospitalar”, afirmou.
Hoje, o paciente precisa apenas de uma receita simples para comprar a medicação, mas muitas farmácias ignoram essa exigência e vendem o produto sem prescrição médica.
Isolamento
Com aumento de casos da superbactéria KPC em São Paulo, hospitais estão isolando mesmo pacientes que têm o micro-organismo, mas não apresentam sintomas. A medida já tomada por alguns hospitais, como Albert Einstein, Sírio-Libanês e Oswaldo Cruz.
De acordo com reportagem do jornal Folha de SP (20.10.2010) em dez hospitais públicos e privados de São Paulo houve o registro de ao menos 90 casos da KPC, desde o início do ano.
No Edmundo Vasconcellos, por exemplo, houve nove casos, com três mortes. No Sírio-Libanês, foram cinco casos, no Oswaldo Cruz, três, e no Albert Einstein três.
A regra é clara: pacientes que estão internados há muito tempo (dentro e fora da UTI) ou que usam vários tipos de antibiótico devem fazer exames para a detecção da KPC, mesmo sem sintomas da infecção.
Se a KPC estiver presente, o paciente é isolado em um quarto até obter alta.
Notificação obrigatória
Ontem, 19, em comunicado aos hospitais, a Secretaria Municipal da Saúde solicitou que surtos da bactéria superresistente aos antibióticos sejam notificados imediatamente ao núcleo de controle de infecção hospitalar.
A secretaria informa que não foi notificado nenhum surto de KPC e que desconhece casos isolados porque o problema ainda não é de notificação compulsória.
A Anvisa deve tornar a notificação obrigatória a partir desta sexta.
Falhas
Um dos grandes problemas enfrentados pelo país na prevenção de surtos das superbactérias como a KPC é a falta de laboratórios de microbiologia com capacidade de isolá-las.
Como já informou o Blog da Saúde, um levantamento feito pela Anvisa em 2007 revelou problemas graves em laboratórios, como falta de equipamento básico, pessoal capacitado para fazer controle de qualidade e segurança. Para autores do relatório, as graves deficiências fazem com que resultados dos exames, em muitos locais, não sejam confiáveis.
Os problemas não param por aí. Um outro estudo feito em hospitais paulistas mostrou que 35,4% deles não controla o uso de antibióticos.
O que você sabe sobre a KPC?
A bactéria KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase) é um organismo super-resistente a antibióticos, que vem sendo acompanhado por especialistas em vários países.
A transmissão acontece principalmente por conta da pouca higienização das mãos e pode ocorrer quando um paciente em estado grave é transportado de um hospital para o outro, por exemplo.
Os primeiros registros de KPC no Brasil são de 2005, em São Paulo. Há casos no Paraná, Rio, Recife, João Pessoa, Vitória e Rio Grande do Sul. Nos EUA, o problema é endêmico em várias regiões.
Esta é a primeira vez que é registrado um surto de superbactéria no País. Há tratamento, mas os pacientes precisam ser submetidos a antibióticos mais fortes e mais caros.
*Com informações da Agência Brasil e FSP.
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outubro 19, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O número de casos suspeitos de contaminação pela superbactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC) no Distrito Federal subiu de 108 para 135. A informação é da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.
Desse total, 48 pacientes permanecem internados em 16 hospitais (nove são públicos e sete privados).
Das 18 mortes que possivelmente haviam sido provocados pela bactéria, 15 foram confirmadas pela Gerência de Investigação e Prevenção das Infecções da secretaria, responsável pelo levantamento da situação nos hospitais.
No Hospital de Base de Brasília (HBB) há 23 casos de pacientes com a bactéria. As pessoas que desenvolveram a infecção são doentes graves da terapia intensiva, da neurocirurgia ou politraumatizados.
Segundo o diretor do HBB, Carlos Schmin, foi preciso fazer um remanejamento para dar maior segurança dos pacientes. O hospital foi dividido em quatro alas: pessoas que tiveram contato com pacientes com a bactéria; pacientes com o quadro infeccioso; portadores da KPC e pessoas que chegam ao hospital.
A superbactéria, que surgiu em 2000 nos Estados Unidos, é hoje uma preocupação mundial. Como já explicou o Blog da Saúde, a KPC é resistente à maior parte dos antibióticos disponíveis no mercado. Especialistas afirmam que o micro-organismo está presente tanto em hospitais públicos como privados, em vários estados brasileiros.
*Com informações da Agência Brasil.
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outubro 13, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias, Saúde Física
Os hospitais brasileiros serão obrigados a partir de agora a comunicar às autoridades sanitárias a ocorrência de infecção por superbactérias entre seus pacientes.
A medida faz parte do Plano Nacional de Microagentes Multirresistentes, um projeto em elaboração desde o início do ano, mas que foi adiantado diante do recente avanço no País da KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase), uma superbactéria resistente à maior parte dos antibióticos disponíveis no mercado.
O plano está sob coordenação da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária e tem como meta controlar a propagação das superbactérias no Brasil.
No Brasil
A Anvisa já foi notificada sobre surtos provocados pela KPC em hospitais do Distrito Federal, onde a superbactéria já pode ter causado 18 mortes este ano. No entanto, os próprios integrantes da agência reconhecem que há vários outros casos no País.
Só no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-USP) há pelo menos 70 registros de pacientes que apresentaram, desde 2008, a infecção.
O Laboratório de Pesquisa de Resistência Bacteriana da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) confirmou KPC também em amostras vindas de João Pessoa, Recife, Vitória, Rio e Rio Grande do Sul.
Problemas
Os pacientes que foram infectados com a superbactéria e já estão debilitados, não respondem ao tratamento tradicional, necessitando de drogas altamente tóxicas ou que, por serem muito caras, nem sempre estão disponíveis na rede pública.
Além disso, um levantamento realizado pela Anvisa (2007) em 467 laboratórios revelou problemas graves, como a falta de equipamento básico, pessoal capacitado para fazer controle de qualidade e segurança. Para autores do relatório, as graves deficiências fazem com que resultados dos exames, em muitos locais, não sejam confiáveis.
Ao mesmo tempo, a superbactéria encontra terreno fértil para a proliferação nos hospitais por falta de higiene.
Desafio
O problema será encontrar mecanismos para garantir a melhora de toda rede. São 1.144 hospitais que têm pelo menos 10 leitos de UTIs.
“A meta será melhorar o fluxo de informação e trazer todas as condições para que laboratórios de referência tenham condições de atender adequadamente a demanda, que irá crescer”, informa a chefe da Unidade de Investigação e Prevenção e Efeitos Adversos da Anvisa, Janaína Sallas.
O plano trará um diagnóstico das necessidades dos laboratórios, com previsão para investimento nesta área. Um estudo piloto foi feito a partir de 2004 em 145 hospitais de referência no País. Deficiências foram encontradas e, de acordo com Janaína Sallas, várias melhorias já foram realizadas.
Preparado pela área técnica, o plano será apresentado para direção da Anvisa e para o Ministério da Saúde. Os hospitais que não comunicarem às autoridades sanitárias serão punidos por lei.
Prevenção
Para prevenir a superbactéria, a orientação é que os hospitais aumentem os cuidados com a higienização dos ambientes e orientem os visitantes a lavar sempre as mãos ao chegar e sair. O trabalho de prevenção se baseia em recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).
A preocupação da classe médica com relação às superbactérias é grande, já que não há previsão de novos antibióticos nos próximos cinco anos. Há dois ou três tipos de medicamentos disponíveis no mercado que podem curar infecções por KPC em 30% a 40% dos casos.
No Brasil, os primeiros registros de KPC são de 2005, em São Paulo.
* Este post contém informações da FSP e OESP.
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setembro 14, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Lembra do NDM-1, o novo gene que provoca uma mutação em qualquer bactéria e a torna extremamente resistente a antibióticos? Como vem acompanhando o Blog da Saúde, o gene surgiu na Índia, já foi registrado na Europa, Austrália e Japão e agora chegou aos Estados Unidos e Canadá…
Os casos nos EUA ocorreram nos Estados de Illinois, Califórnia e Massachusetts, todos com uma bactéria diferente. Os pacientes não têm relação entre si. Já no Canadá, os registros foram em Alberta e na Colúmbia Britânica.
Os infectados pelas superbactérias nesses locais haviam recebido atendimento médico na Índia. Todos sobreviveram.
Preocupação
Os cientistas há muito temiam isso: um gene muito adaptável que se une a vários tipos comuns de germes e os confere uma ampla resistência a drogas, criando perigosas superbactérias.
Até agora, o NDM-1 (metalo-beta-lactamase 1 de Nova Délhi) foi encontrado principalmente em bactérias que provocam infecções urinárias ou intestinais.
Ainda não se sabe quantas mortes as bactérias portadoras desse gene já causaram.
O que fazer?
O gene NDM-1 é transportado por bactérias que podem se espalhar da mão para a boca, o que torna indispensável uma boa higiene. Por isso, especialistas recomendam que as pessoas não façam uso indiscriminado de antibióticos e que tomem cuidados básicos de higiene, como lavar as mãos.
Além disso, o CDC (Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), aconselha que qualquer hospital que registre casos como esses isolem os pacientes e verifique se pessoas próximas a eles ou do próprio hospital também estão infectadas.
Como ainda não se tem conhecimento de como frear as superbactérias, alguns pacientes estão sendo tratados com combinações de antibióticos, na esperança de que isso seja mais eficaz que usar medicamentos individualmente.
Alguns profissionais têm recorrido, inclusive, ao uso de polimixinas, antibióticos que eram utilizados na década de 50 e 60 e se tornaram impopulares porque danificavam os rins.
Terreno fértil
O problema: a Índia é um país superpovoado, apresenta uso excessivo de antibióticos, além de registrar casos de diarreia generalizada e de muitos habitantes vivendo sem água potável. Ou seja, há uma grande dificuldade em parar a transmissão do NDM-1, que pode se espalhar pelo mundo facilmente.
* Com informações da Agência France Presse.
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setembro 9, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Confirmada pela primeira vez no Japão a enzima NDM-1, que pode tornar as bactérias resistentes à maior parte dos antibióticos.
A NDM-1 (Nova Délhi metalo-lactamase-1) foi encontrada no corpo de um paciente do Hospital Dokkyo, em Tochigi. O homem, de 50 anos, foi hospitalizado em maio, após uma viagem à Índia.
O Blog da Saúde está acompanhando a evolução da superbactéria, que já havia sido detectada na Índia, nos Estados Unidos e na Europa.
O contágio da NDM-1 ocorre em ambientes hospitalares. O controle da resistência bacteriana pode ser feito a partir do o uso de luvas e aventais, até a simples higienização das mãos. A dificuldade é que nem sempre as orientações são seguidas.
- Superbactéria: a vilã da vez
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agosto 12, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Cientistas britânicos advertem: a superbactéria chegou ao Reino Unido.
Vamos por partes. Há um novo gene, identificado como NDM-1, que provoca uma mutação em qualquer bactéria e a torna extremamente resistente a antibióticos. Depois de ter se espalhado pela Índia, esse gene bacteriano começa a ser encontrado em outros países.
Um dos motivos apontados pelos pesquisadores como possível causa da migração do gene, é o boom de turismo médico na Índia e Paquistão, o que gera um fluxo grande de cirurgias plásticas feitas em estrangeiros nestes países.
Eles temem que haja um surto de resistência aos antibióticos, quando os pacientes voltam aos seus países de origem. Só no Reino Unido, já foram identificadas 37 pessoas com uma superbactéria, depois que fizeram cirurgias na Índia e no Paquistão.
O gene resistente também foi detectado na Austrália, no Canadá, nos Estados Unidos, na Holanda e na Suíça. Foi detectado pela primeira vez na bactéria E.coli, a causadora mais comum das infecções do trato urinário.
No estudo, publicado na The Lancet, os pesquisadores afirmam acreditar na probabilidade de a superbactéria espalhar-se por todo o mundo – já tem ampla circulação na Índia.
O número ainda é pequeno nos outros países onde foi identificado. Mesmo assim, os cientistas acreditam que seja necessária a vigilância internacional.
Os procedimentos de controle de infecções podem barrar uma onda de resistência a antibióticos. Medidas de higiene como lavar as mãos adequadamente são bastante eficazes e pouco lembradas!
E os pesquisadores fazem o alerta: a vigilância deve existir, principalmente, em países que promovem o turismo médico.
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