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Enxaqueca oftálmica: alterações visuais podem indicar outro problema

A dor de cabeça é uma das principais queixas nos consultórios oftalmológicos, mas há casos em que o médico a ser procurado é um neurologista.

Alterações na visão seguidas de forte dor de cabeça, enjoo, mal-estar, intolerância a som alto e sonolência são sintomas de uma doença que atinge cerca de 1% da população mundial: a enxaqueca oftálmica ou enxaqueca retineana, também conhecida como aura visual, que se distingue das enxaquecas clássicas por afetar a visão e outros sentidos.

O oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares (IMO), explica: “Embora chamada de enxaqueca oftálmica, a doença tem origem neurológica. Trata-se de um distúrbio rápido, intermitente e reversível de circulação cerebral, que precede o aparecimento das crises de dor de cabeça”.

São vários os gatilhos para as crises, segundo Virgilio. Período menstrual; jejum prolongado; o uso de anticoncepcionais; alterações no sono; estresse; o consumo de frituras, café, chocolate e de álcool; problemas na coluna cervical e distúrbios da ATM (Articulação Temporo Mandibular).

Como o problema afeta primeiro a visão, os pacientes recorrem aos oftalmologistas para diagnóstico. “Após exames, quando descartamos as possibilidades de problemas no globo ocular, encaminhamos estes pacientes ao neurologista”, conta o diretor do IMO.

Sintomas

É por esta razão que o diagnóstico da enxaqueca oftálmica é tão comumente feito pelo oftalmologista.

“Como o paciente costuma informar a percepção de luzes (em formato de zig-zag), a perda de metade do campo visual (recuperada com o passar da crise), forte dor de cabeça (mais de um lado só, chamada de “hemicrania”), estado nauseoso e fotofobia, tudo ao mesmo tempo, ele teme perder a visão, o que pode ocorrer temporariamente, com algumas pessoas”, explica.

A dor da enxaqueca oftálmica  pode ainda se manifestar em um ou ambos os olhos. Tanto nos olhos, quanto acima, abaixo e em torno deles. Essa dor pode ser latejante e/ou em peso ou pressão, e sua intensidade pode variar de muito leve a muito forte.

Numa parcela bem pequena dos portadores de enxaqueca, a pálpebra superior de um dos olhos (do mesmo lado da dor) pode cair parcialmente.

“Esse fenômeno recebe o nome de ptose palpebral e ocorre durante a crise de dor. Terminada a crise, a pálpebra volta ao normal. Esta forma de enxaqueca é denominada enxaqueca oftalmoplégica”, conta o oftalmologista.

Tratamento

Com o passar do tempo, os sintomas visuais que precedem a crise de enxaqueca servem de alerta para o paciente recorrer ao diagnóstico adequado e não apenas ao uso de medicação para aliviar a dor.

“Por isto é tão importante a continuidade do tratamento. A cefaléia é uma doença tão complexa que é objeto de estudo integrado de vários especialistas: neurologistas, oftalmologistas, psicólogos, clínicos… Já existem até clínicas e hospitais dedicados exclusivamente  à dor de cabeça”, destaca Virgilio Centurion.

E se a dor de cabeça for causada por problemas de visão?

“A dor de cabeça provocada por problemas refracionais visuais tais como hipermetropia, miopia e astigmatismo, geralmente tem início após um período de esforço visual. O paciente acorda bem, mas durante o dia, ou ao final do período de aulas ou trabalho, começam as dores de cabeça. Este tipo de queixa é chamada de astenopia.”

Normalmente, tal problema costuma desaparecer, após a prescrição e o uso dos óculos ou lentes de contato, informa o oftalmologista Eduardo de Lucca, que também integra o corpo clínico do IMO.

Outras patologias oftalmológicas também podem provocar cefaleia, como estrabismos, insuficiências de convergência, uveítes e glaucoma agudo, informa Eduardo.

Cientistas britânicos identificaram oito dos sintomas mais comuns relacionados com o câncer. De acordo com o estudo, em certos grupos de idade estes sintomas ajudariam a prever a presença de um tumor.

Veja a lista:

- Presença de sangue na urina;
– Anemia;
– Sangue no reto;
– Nódulos nas mamas;
– Tosse acompanhada de sangue;
– Dificuldade ao engolir;
– Sangramento vaginal depois da menopausa;
– Resultados anômalos nas revisões de próstata.

Um alerta

Segundo a pesquisa, embora a presença dos sintomas ainda represente uma possibilidade reduzida de se ter um tumor, qualquer um deles é motivo suficiente para que o paciente seja avaliado por um médico e submetido a mais testes que possam diagnosticar a doença o mais rápido possível.

Como foi feito?

Para elaborar a lista, os pesquisadores cruzaram os resultados de 25 estudos anteriores que permitiram concluir, por exemplo, que:

– No caso das pessoas com menos de 55 anos, só dois destes sintomas – resultados anômalos nas revisões de próstata e nódulos no peito – indicavam um risco de 5% de ter câncer;

– Depois dos 55, embora apenas no caso dos homens, a dificuldade para tragar seria significativa de um câncer de esôfago;

– A presença de sangue na urina se transforma em um sintoma de especial preocupação entre homens e mulheres a partir dos 60 anos.

Atenção!

Um porta-voz da “Cancer Research UK“, a organização que se encarrega das pesquisas sobre câncer no Reino Unido, advertiu que estes sintomas não são os únicos que indicariam a possibilidade da doença.

“Os sintomas que aqui se destacam já eram considerados sinais potenciais de um tumor, mas existem pelo menos 200 tipos de câncer diferentes, por isso que a sintomatologia é muito ampla”, explicou.

O porta-voz aconselhou procurar um especialista “perante qualquer mudança no corpo fora do comum e persistente”, já que o tratamento do câncer tem maior probabilidade de sucesso quanto mais cedo for diagnosticado.

A pesquisa foi divulgada no The British Journal of General Practice.

* Com informações da Agência EFE.

A GSK lança o segundo vídeo da campanha “Avós da Experiência”, dessa vez sobre a coqueluche, doença infecciosa aguda do trato respiratório, de alta transmissibilidade, causada pela bactéria Bordetella pertussis. Essa doença é considerada um problema de saúde pública devido à elevada morbimortalidade infantil, principalmente, nos menores de 1 ano de idade.1

No Brasil, no período entre 2010 e 2014, foram notificados 72.901 casos suspeitos de coqueluche. Destes, 31% (22.426) foram confirmados. Nesse período, a incidência de casos variou entre 0,3 e 4,0 por 100 mil hab. Em 2011, observa-se que a incidência de casos quadruplicou, quando comparada com o ano anterior (2010). O aumento do número de casos de coqueluche pode corresponder à ciclicidade da doença, que ocorre entre três a cinco anos1.

A doença afeta principalmente crianças menores de 6 meses, ainda não devidamente protegidas pela imunização contra a coqueluche1, que hoje se faz no programa público com a vacina Penta Brasil (Difteria, Tétano, Coqueluche, Hib e Hepatite B), ou nas clínicas de vacinação com a Tríplice Bacteriana (Difteria, Tétano e Coqueluche), Penta (Difteria, Tétano, Coqueluche, Hib e Pólio) ou Hexa (Difteria, Tétano, Coqueluche, Hib, Pólio e Hepatite B)2,3. Em meio aos esforços dos programas de vacinação, a ocorrência de casos de coqueluche no Brasil (que já chegou a cerca de 36 mil casos notificados por ano entre 1981 e 1991) vem sendo reduzida4.

A doença evolui em três fases sucessivas. A fase catarral inicia-se com manifestações respiratórias e sintomas leves, que podem ser confundidos com uma gripe: febre, coriza, mal-estar e tosse seca. Em seguida, há acessos de tosse seca contínua. Na fase aguda, os acessos de tosse são finalizados por inspiração forçada e prolongada, vômitos que provocam dificuldade de beber, comer e respirar. Na convalescença, os acessos de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum. Bebês menores de seis meses são os mais propensos a apresentar formas graves da doença, que podem causar desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e levar à morte4.

A transmissão acontece principalmente pelo contato direto da pessoa doente com uma pessoa suscetível, não vacinada, através de gotículas de saliva expelidas por tosse, espirro ou ao falar. Também pode ser transmitida pelo contato com objetos contaminados com secreções do doente. A coqueluche é especialmente transmissível na fase catarral e em locais com aglomeração de pessoas4.

Avós da Experiência

A série de vídeos conta ainda com filmes sobre hepatite A, catapora, caxumba, meningite e sarampo, que serão lançados um a cada mês ao longo de 2016. Todos eles abordam as formas de prevenção das principais doenças que podem acometer as crianças, usando como representação um núcleo familiar, em que os jovens pais recorrem à experiência das avós na hora de tirar dúvidas e pedir conselhos.

“A campanha visa a conscientização da população em relação a sintomas, formas de contágio e prevenção de algumas das doenças que podem ocorrer desde a infância. Na série os pais sempre contam com a experiência das queridas vovós, que hoje em dia estão super antenadas, e usam e abusam da tecnologia para se informar”, conta Isabel Lopes, gerente médica de vacinas da GSK no Brasil.

Para ver o vídeo e obter mais informações sobre doenças e vacinação acesse www.casadevacinasgsk.com.br.

Referências:
1.       BRASIL. Ministério da Saúde. Coqueluche no Brasil: análise da situação epidemiológica de 2010 a 2014. Boletim Epidemiológico, 46(39), 2015. 8 p. Disponível em: <http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2015/dezembro/08/2015-012—Coqueluche-08.12.15.pdf>. Acesso em: 22 dez. 2015.Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde − Ministério da Saúde – Brasil, Volume 46. N° 39 – 2015
2.       BRASIL. Ministério da Saúde. Programa nacional de imunizações (PNI): 40 anos. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. 236 p. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/programa_nacional_imunizacoes_pni40.pdf>. Acesso em: 20 mar. 2015.
3.       SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Vacinas combinadas à DTPa. Disponível em: <http://familia.sbim.org.br/vacinas/vacinas-disponiveis/61-vacinas-combinadas-a-dtpa>. Acesso em: 13 jul. 2016.
4.       FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Coqueluche: sintomas, transmissão e prevenção. Disponível em: <https://www.bio.fiocruz.br/index.php/coqueluche-sintomas-transmissao-e-prevencao>. Acesso em: 14 jul. 2016.

Pesquisadores canadenses pesquisaram os efeitos do exercício físico para o controle da asma entre os adultos.

Para o estudo, publicado no BMJ Open Respiratory Research, foram analisados os níveis de atividade física de 643 participantes diagnosticados com asma. Os cientistas notaram que os participantes que se exercitavam em média 2,5 vezes por semana apresentavam melhor controle dos sintomas, comparado com quem não se exercitava.

Estes exercícios não precisam ser vigorosos, como correr uma maratona, mas, sim, apenas meia hora de caminhada, yoga ou bicicleta.

Asma é uma doença crônica onde a pessoa tem ataques de falta de ar. Não há cura, mas há como controlar para ter uma qualidade de vida.

Um pesquisa realizada pela revista Viva Saúde indica que os sintomas mais comuns entre as grávidas é o enjoo. Este mal atinge de 70% a 80% das futuras mamães sua duração varia de mulher para mulher.

No entanto, as náuseas intensas deverão ser tratadas com um médico, pois isto pode ser definido com Hiperêmise gravídica.

Os enjoos ocorrem graças às mudanças hormonais e costuma ocorrer durante o primeiro trimestre da gravidez. Tontura e dor de cabeça também podem ser comuns.

Veja algumas dicas para evitar enjoos:

- Antes de sair da cama, coma alguns biscoitos salgados e espere 15 minutos para se levantar.

- Evite deitar após as refeições.

- Coma o que agrada o paladar e apenas quando sentir fome.

- Caso o aroma da cozinha atrapalhe, abra as janelas quando estiver no local ou coma alimentos frios que possuem menos odores.

- Cheire limão ou gengibre, isto ajuda com os enjoos.

- Beba em pequenas quantidades de líquido e evite líquidos próximo durante ou logo em seguida às refeições.

- Descanse o suficiente ao longo do dia.

- Evite locais quentes. O ideal é tomar ar fresco sempre que possível.

Caso os sintomas persistam, busque a ajuda de um médico e tome cuidado com a automedicação.

Fonte: Viva Saúde

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Entre os tumores ginecológicos, o câncer de ovário tem o maior índice de mortalidade: 50%. O motivo para tal taxa alarmante é o fato de 70% das pacientes buscarem ajuda médica quando o estágio está avançado. Os dados foram divulgados recentemente pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), junto à Secretaria de Estado da Saúde e a Faculdade de Medicina da USP.

O que motiva a busca por tratamento tardio é a dificuldade em perceber os sintomas. Estes costumam ser confundidos com desconforto: inchaço do volume abdominal, menstruação irregular, indigestão, dores abdominais e na região pélvica, perda de apetite e náuseas.

Não se sabe o que acarreta o tumor, mas há fatores de risco para este tipo de câncer, como histórico familiar, obesidade, reposição hormonal (terapia) e tratamento para fertilidade.

É indicado que todas as mulheres visitem anualmente o ginecologista e procurem os médicos em caso de desconforto ou alguma anormalidade.  Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam 6 mil novos casos de câncer de ovário para esse ano no Brasil.

A Esclerose Múltipla, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é uma doença degenerativa, como o Alzheimer e a Esclerose Lateral Amiotrófica. Ainda não há uma cura, mas diversos tratamentos já estão disponíveis.

Os pacientes diagnosticados com este mal conseguem levar uma vida normal e continuar a executar as mesmas tarefas de sempre. Contudo, é preciso procurar um profissional e iniciar o tratamento, assim como fez a paciente Márcia Denardin, 44 anos, que descobriu a doença há 10 anos. “Seis meses após o nascimento do meu 4° filho, comecei a sentir uma dor na coluna, fraqueza e fadiga extrema que duraram meses”, conta.

Os sintomas iniciais não são os mesmos para todos, “a Neurite óptica (perda da visão), alterações sensitivas (adormecimento das regiões corpóreas) e o comprometimento motor (paralisia de um ou mais membros) são os sintomas mais frequentes e eles têm duração de até 24 horas”, explica o especialista Charles Peter Tilbery, professor titular de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenador do CATEM (Centro de Atendimento e Tratamento da Esclerose Múltipla).

Por serem sintomas de curta duração, muitas pessoas deixam de ir ao médico. “Este fato leva os pacientes a negligenciaram os sintomas, retardando o diagnóstico”, conclui Prof. Tilbery. No caso da Márcia, o resultado demorou, “foi muito difícil. Foram vários médicos, diversos exames e muito tempo”. Ela passou por dificuldades, como usar cadeira de rodas, muletas e bengala, “vivia dependente de outra pessoa e com a incerteza do dia seguinte”.

A demora pelo diagnóstico deve-se pelo fato de ser um desafio, mesmo para os médicos experientes, por não haver um quadro clínico ou marcadores biológicos característicos. A Esclerose Múltipla, após descoberta, não tem uma cura, mas há tratamentos. “Passei por praticamente todos os medicamentos disponíveis para esclerose e os injetáveis foram muito difíceis”, conta Márcia, que seguiu o conselho do médico e começou a fazer uso da medicação via oral. “Utilizo desde junho do ano passado e, desde então, estou sem sintomas, sem reações, com muita vida, alegria, liberdade, disposição e bom humor”, afirma.

Em tratamento há 9 anos, Márcia segue a sua vida normalmente, assim como os outros pacientes. “Devemos ressaltar que nos últimos 20 anos, a Esclerose Múltipla deixou de ser um desastre para portadores, afinal, há inúmeros medicamentos disponíveis”, esclarece Prof. Tilbery. “Os tratamentos estão avançando rapidamente e as opções são muitas. No meu caso, o Fingolimode devolveu a minha vida e a mãe dos meus filhos”, comenta Márcia.

Apesar de todo o sofrimento que passou, desde a demora do diagnóstico até o tratamento dar resultado, Márcia jura que a sua vida é infinitamente melhor agora do que antes do diagnóstico.  “No início sempre será difícil, o diagnóstico de uma doença neurológica sem cura e com um prognóstico difícil, não é fácil pra ninguém”, e complementa, “Mas pra quem esteve em uma cadeira de rodas e hoje dirige na estrada, joga bola com as crianças, dança num show do Sambô a madrugada toda, voltou para o trabalho e ainda usa salto, só posso dizer que tudo é possível e temos que acreditar”.

PC01_infografico_esclerose

gastrite2_http://blogs.odiario.comAquela dor no estômago pode não ser somente uma indisposição causada por algo que você comeu, e sim um sinal de algum problema mais grave, como a gastrite. Um mal estar comum costuma ser temporário e passageiro, a gastrite geralmente é mais persistente, mas você sabe quando realmente os sintomas estão associados a esta doença?

Saber identificar os sinais e sintomas da gastrite, assim como descobrir as suas causas, é importante para iniciar o tratamento e evitar as complicações que a doença traz. “O que as pessoas precisam constatar, é que a gastrite chega como forma de alerta de que algo no organismo não está funcionando bem”, observa Leandro Batista de Azevedo, médico gastroenterologista da Unimed Costa Oeste.

Um dos sintomas é de dor na boca do estômago, que pode ir para outros locais, se surgirem complicações. A dor pode vir acompanhada de queimação ou azia, podendo piorar quando a pessoa se deita depois de uma refeição mais volumosa ou rica em gorduras. Perda do apetite, náuseas e vômitos também são sintomas de gastrite, assim como a presença de sangue nas fezes e no vômito.

A gastrite é uma inflamação da mucosa interna que reveste o estômago causado pelo excesso de ácido ou pela diminuição da camada de muco que protege o estômago. A alimentação desequilibrada, o estresse e o sedentarismo, são as principais causas.

O médico explica que uma dieta rica em refrigerantes e sucos, que possuem um pH baixo, ou seja, ácido para o corpo, comidas rápidas, como os “fasts foods” e alimentos industrializados, que de uma forma geral possuem pouca fibras fazendo com que sejam rapidamente absorvidos pelo organismo, podem – se consumidos a longo prazo – prejudicarem o funcionamento do trato digestório.

TIPOS DE GASTRITE

Existem diversos tipos de gastrite, entre elas:

Crônica, aguda, enantematosa, erosiva plana, erosiva elevada, viral, por fungos, bacteriana, eosinófila, atrófica, entre outras.  “Dentro do tipo de gastrite, ela pode ainda ser classificada em leve, moderada e intensa” esclarece o gastroenterologista.

**Os sintomas de todas elas podem ser bem parecidos, sendo assim, vale ressaltar que somente o médico especialista é que pode fazer o diagnóstico correto. **

O tratamento é definido levando em conta o tipo e também o estágio em que a doença se encontra. Azevedo ressalta que existem vários medicamentos muito eficazes que tratam os sintomas da gastrite, no entanto, “o mais importante não é tratar apenas os sintomas, porque geralmente eles voltam após a interrupção dos remédios, mas as causas”.

Para o médico, optar por uma mudança positiva na alimentação e, principalmente na rotina, o que levará a diminuição do estresse contínuo, são atitudes que resultam no controle efetivo da gastrite e de muitas outras doenças.

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tendiniteQuando o braço,  punho ou  ombro começam a doer o mais comum é que as pessoas ignorem o sinal até que ele se transforme em um diagnóstico: tendinite. E uma vez instalada, a doença torna-se difícil de tratar e, muitas vezes, reincidente. Apesar da dificuldade e disciplina necessária para lidar com o problema, a tendinite não é imbatível.

A tendinite é uma clássica lesão de sobrecarga ocasionada por esforço repetitivo, que afeta um ou mais tendões, gerando muita dor, inflamação e até deformidades ósseas quando crônicas. Também pode ocorrer quando os músculos e tendões não estão sendo suficientemente drenados, causando a desidratação.

Segundo Jorge Bitun, ortopedista do Hospital Villa-Lobos, cada pessoa possui uma necessidade diferente no que diz respeito à prevenção e tratamento da tendinite e fatores como a profissão e o biotipo influenciam nesta matemática. “É necessário adaptar o tendão para suportar o ritmo de trabalho de cada um. Alguém que digita 500 palavras por minuto precisa fazer uma musculação, alongar para deixar o tendão mais forte e assim suportar esse ritmo”, diz o ortopedista.

A inflamação está muito relacionada ao trabalho e pode acometer qualquer parte do corpo, mas é mais recorrente nos ombros, punhos, cotovelo, joelho e tornozelo. Pessoas que trabalham com computador devem ficar atentas, pois os movimentos relacionados à digitação podem propiciar o aparecimento de uma tendinite em longo prazo, mas toda atividade que envolve movimento pode provocar uma sobrecarga no tendão.

Algumas empresas já fazem um trabalho de ergonomia a fim de evitar lesões como a tendinite, no entanto, Bitun alerta que tais medidas não são suficientes. “Hoje existe a orientação ergométrica, mas é um tempo muito pequeno, de dez, quinze minutos. Então isso é muito mais por burocracia, do que por necessidade física.” De acordo com o médico, o ideal é fazer o exercício de alongamento e fortalecimento do tendão por quarenta, cinquenta minutos, três vezes por semana.

No caso de pessoas que sofrem com tendinites reincidentes, o ortopedista recomenda uma mudança de hábitos na rotina, principalmente no ambiente de trabalho. Caso contrário, o tendão vai sofrer outro estresse, o que vai acarretar um novo processo inflamatório, uma volta ao médico, ao tratamento com anti-inflamatórios e fisioterapia. Ele lembra ainda que a prevenção continua sendo melhor do que qualquer medicamento ou receita e alerta para a importância de ouvir os sinais que o corpo dá.

blog_piscandoRoxoA melhor forma de se prevenir da tendinite é tomando alguns cuidados, como:

→     Manter uma alimentação balanceada;
→     Antes de começar uma rotina de exercícios, condicionar os músculos;
→     Sempre fazer aquecimento antes de começar qualquer atividade física;
→     Quem trabalha muito com computador e faz movimentos repetitivos deve parar sempre e se alongar para evitar a LER (lesão por esforço repetitivo);
→     Procurar ajuda médica e seguir todas as orientações prescritas.

Uma peste da antiguidade que exterminou cerca de um terço da população europeia na idade média e foi classificada como capaz de ser um agente de terrorismo biológico, de acordo com a FDA (Food and Drug Administration), foi contraída por um americano neste mês.

A peste bubônica, ou morte negra, é considerada rara nos dias de hoje. Apenas duas mil pessoas contraem a doença por ano no mundo todo. O caso nos Estados Unidos chamou a atenção, pois a vacina contra a peste não é mais produzida no País. O americano foi hospitalizado no St. Charles Medical Center-Bend e sua situação de saúde continua crítica, de acordo com noticiários locais.

A morte negra é normalmente uma doença animal, recorrente em roedores. As pulgas que invadem o corpo dos ratos mortos podem ser fatais para os seres humanos, pois são portadoras da bactéria “Yersínia pestis”, causadora da peste. No caso atual, o homem de 50 anos foi tentar retirar um rato da boca de um gato da região e acabou sendo atacado pelo felino.

Quando a bactéria entra na corrente sanguínea da vítima, ela vai até o nódulo linfático e se multiplica. Logo, os primeiros sintomas começam a aparecer, como a febre alta, dor muscular, inchaço e fraqueza. Em 24 horas, começam as tosses secas e com sangue. Outros sintomas incluem intolerância à luz, vertigens, dor de cabeça, aumento da frequência cardíaca e pele escurecida nas axilas, virilhas ou pescoço.

Com as tecnologias da modernidade, a doença deixou de ser tão devastadora como era na idade média. Desde 1934, apenas quatro pessoas morreram por causa da peste bubônica, de acordo com a The Oreganian. Entretanto, se o início do tratamento é tardio, o resultado final não é nada agradável. A maioria dos indivíduos não tratados morre nas 48 horas que sucedem o início dos sintomas.

Felizmente, o tratamento é simples. Com alguns antibióticos como doxiciclina, tetraciclina, estreptomicina, e cloranfenicol as chances de ser curado da peste bubônica são de 95%, segundo o Manual Merck de Medicina Diagnóstica.

Existem mais de 2,5 milhões de pacientes diagnosticados com esclerose múltipla (EM) no mundo, sendo que mais de 30 mil deles são brasileiros. De acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM), apenas cinco mil desse total recebem tratamento adequado devido à demora no diagnóstico.

Uma enfermidade de causas desconhecidas, a esclerose múltipla pode provocar dificuldades motoras e sensitivas. Para não comprometer a qualidade de vida dos pacientes, é importante conhecer os sintomas e saber tratar essa doença que ainda não tem cura. Esse é o objetivo do Dia Mundial da Esclerose Múltipla, comemorado hoje (30).

Sintomas como formigamentos no corpo, perda de força, alteração da visão, perda de controle dos esfíncteres e dormência no tronco aparecem vagarosamente e vão se agravando ao longo do tempo. Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico e iniciado o tratamento, menor o efeito da doença e a carga de lesão que o corpo sofrerá.

Ao contrário de muitas outras doenças, não existe nenhum teste imediato do tipo ‘positivo ou negativo’ para diagnosticar a EM e nenhuma das baterias de exames à disposição dos médicos para apoio ao diagnóstico são 100% conclusivas por si sós. Por isso, ao notar qualquer mudança no corpo que seja parecida com os sintomas da EM, corra para receber suporte médico e iniciar tratamento.

A primeira opção de tratamento da EM são os imunomoduladores. Eles são capazes de modificar a evolução da doença de forma direta e favorável. Os pacientes que se beneficiam do uso deste medicamento têm menos surtos e menos sequelas.

Estudo publicado na revista Neurology aponta o interferon beta-1b como redutor de risco de morte. Os pacientes que provaram o medicamento tiveram 46,8% de mortalidade a menos do que aqueles que receberam um placebo. Levando em conta que a expectativa de vida das pessoas que com EM são de 7 a 14 anos mais curta, o risco-benefício do tratamento é favorável para quem inicia precocemente a terapia.

Um tratamento alternativo muito considerado para a esclerose múltipla é o uso de cannabis. Segundo estudo publicado na revista da Associação Médica do Canadá, a maconha fumada alivia a espasticidade e a dor nas pessoas que sofrem de EM. Os resultados do estudo indicam uma redução de quase um terço das tensões musculares e metade das pontuações de dor. Entretanto, existem efeitos cognitivos adversos que precisam ser estudados em longo prazo.

Os desafios são muitos para os pacientes e seus familiares, que devem encarar a doença e não temer as consequências. Enfrentar a EM com disposição é um dos primeiros passos. Continuar a rotina, com boa alimentação, atividades físicas diárias e saudáveis são passos importantes para o início da luta, junto com tratamento médico.

Um aparelho desenvolvido pela empresa britânica AngelMed Guardian, detentora da patente do marca-passo e do stent,  promete salvar milhares de vidas através do tratamento precoce das doenças cardíacas, muito conhecida pela sua fatalidade. Em 50% dos casos masculinos e 64% dos femininos, elas não apresentam sintomas prévios, o que aumenta o risco de morte repentina.

A média de tempo entre os primeiros sintomas de problemas no coração até receber tratamento médico é entre 4 a 4,5 horas, sendo que metade das fatalidades relacionadas a ataques cardíacos ocorre em 1 hora a partir do início dos sintomas. O resultado disso é a morte de 50% dos pacientes de ataques cardíacos ocorrerem antes mesmo de ele chegar ao hospital.

Para tirar esse tempo de atraso e diminuir as fatalidades da doença cardíaca, o aparelho da AngelMed Guardian detecta eventos isquêmicos nos batimentos cardíacos irregulares. Dessa maneira, ele emite alertas visuais, vibratórios e sonoros para avisar os pacientes para que procurem atendimento médico imediato antes que ocorram os sintomas.

Quando em fase de testes para a aprovação da Anvisa, o aparelho foi implantado no coração de 20 pessoas em uma cirurgia que demora por volta de 40 minutos. De acordo com o cardiologista Mário Azevedo, presidente da AngelMed, todos os casos foram bem-sucedidos.

O sistema que afasta o risco de infarto ainda não é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo algumas fontes, seu custo na rede particular varia entre R$12 mil e R$ 40 mil.

Imagem: AngelMed Guardian Brasil

Mulheres usam a internet para se autodiagnosticarem ao em vez de buscar uma opinião médica. Por isso, 1 em 4 delas fazem um diagnóstico errado e sofrem com os efeitos colaterais do automedicamento.  A rede não substitui de modo algum a consulta médica, mas é uma ótima fonte de informações para quem sabe o que procurar.

A ferramenta mais usada para realizar qualquer pesquisa na internet é o Google e quando se trata de pesquisas sobre saúde, ele se torna o Dr. Google. É difícil estar com um problema e ter que esperar até a data da consulta e, com certeza, o Dr. Google vai ser muito mais rápido. Mas raramente ele será tão confiável ou preciso como um verdadeiro médico.

Em questionário feito para mil mulheres, como divulgado no DailyMail, um quinto delas já acreditaram possuir uma doença grave que não tinham por erro da internet. Entre as top 10 doenças que são diagnosticadas erroneamente com informações do Dr. Google estão: câncer de mama, outros cânceres, afta, pressão alta, asma, artrite, depressão, diabetes, problemas sexuais e de tireoide. Os sintomas mais buscados são os seguintes: problemas de sono, dores de cabeça, depressão, ansiedade, dor muscular, cólica, dores musculares crônicas, preguiça excessiva, coceira e sensibilidade na pele.

Entre as mulheres que se autodiagnosticam, 75% delas disseram que não se sentiam confortáveis de conversar com amigos, família ou profissionais sobre seus problemas de saúde e, por isso, buscavam a resposta no computador. A vergonha faz com que metade delas tente se curar sozinha antes de buscar ajuda médica, deixando a opinião de um profissional da saúde sempre como última alternativa.

A rede é uma ótima fonte para quem deseja ampliar seus conhecimentos sobre o mundo da saúde, mas quando a própria está em risco, a ajuda de um médico é essencial. No caso do câncer de mama, é importante a mulher saber realizar o autoexame, e sob qualquer suspeita, procurar o diagnóstico final de um especialista.

Acima você pode conferir alguns dos significados atribuídos a três palavras muito parecidas em seus sentidos. A pergunta que fica ao olhar as definições é: quando uma pessoa está realmente deprimida ou apenas triste e abatida? Como diferenciar a doença depressão desses sentimentos de tristeza, desânimo e abatimento?

A tristeza e o desânimo são vistos como uns dos sintomas mais chamativos da depressão, por isso são comumente confundidos com a própria doença. “A tristeza pode produzir sentimento de impotência, vontade de chorar, expectativa negativa quanto a eventos futuros, entre outros aspectos” de acordo com o Instituto de Psiquiatria da UFRJ.

É um sentimento passageiro e pode até ser considerado saudável, pois ajuda a pessoa a lidar com perdas e sofrimentos ocasionais através da superação. Se deparar com momentos de alegria e bom humor enquanto se passa por uma fase triste é completamente possível. Já na depressão, os sentimentos sombrios tomam a maior parte do tempo.

No caso da perda de um familiar ou amigo próximo, é normal alguém chorar e ficar em estado de melancolia por um período de tempo (cerca de 2 meses). Mas se o sentimento negativo não for embora e a pessoa se sentir desesperada, apática, indiferente, com falta de perspectivas ou prazer pela vida, o que era aparentemente uma tristeza sazonal, torna-se um claro sintoma de depressão.

As diferenças entre o sentimento e a doença da tristeza são sutis e devem ser observadas de perto. A depressão não é um defeito de caráter ou falta de personalidade e de vontade. Não é um sinal de fraqueza, mas sim uma doença grave que necessita de tratamento.

Outras características da depressão são:

  • Redução da energia
  • Diminuição da atividade
  • Diminuição da capacidade de concentração
  • Fadiga, mesmo após um esforço mínimo
  • Problemas de sono e/ou despertar matinal precoce, várias horas antes do habitual
  • Falta de apetite
  • Diminuição da autoestima e da autoconfiança, muitas vezes associada a ideias de culpabilidade e/ou indignidade
  • Lentidão psicomotora importante
  • Agitação
  • Perda da libido
  • Alucinações e outros sintomas psicóticos (nos casos mais graves)

A depressão pode ocorrer em três níveis diferentes: leve, moderado ou grave. Na primeira, há a presença de 2 ou 3 sintomas e a pessoa continua vivendo a sua rotina normalmente. Na depressão moderada, são 4 ou mais sintomas e a rotina já é algo difícil de se completar. No último caso, os sintomas são muitos e ocorrem a desnutrição, desidratação e os pensamentos suicidas. Se você desconfia que está sofrendo de depressão ou que algum amigo ou parente possam estar passando por isso, procure a ajuda de um médico o mais rápido possível.

Já ouviu falar no “baby blues”? É a forte melancolia que 60% das novas mães sentem após o parto. No Brasil, cerca de 40% se desenvolvem em depressão, sendo que 10% apresentam uma forma mais severa da depressão pós-parto. E não são apenas as mães que sofrem disso! Sintomas de depressão são encontrados em 25,5% dos pais!

No caso das mulheres, pesquisadores do Instituto Max Planck de Ciências Humanas Cognitivas e Cerebrais, na Alemanha, descobriram que existe uma queda brusca nos níveis de estrógenos logo após o parto, o que libera uma enzima no cérebro que bloqueia as substâncias químicas responsáveis pelo bem-estar. Por isso, os sintomas de depressão aparecem:

  • Irritabilidade, crises de choro constantes e ansiedade.
  • Diminuição da energia, sensação de cansaço constante.
  • Sensação de vazio e de tristeza constante.
  • Desinteresse pelo bebê.
  • Baixa autoestima.
  • Excesso de sono ou insônia.
  • Sentimentos de culpa, incapacidade, pessimismo, sensação de inutilidade.
  • Perda de interesse no sexo, e nas atividades lúdicas diárias.
  • Perda de peso ou peso excessivo
  • Dificuldade de concentração e falta de memória.
  • Dificuldade em tomar decisões.
  • Sintomas físicos como: problemas de pele, dores de cabeça, problemas digestivos, dores crônicas que não desaparecem.

Um novo estudo, da Universidade de Oslo na Noruega, sugere que mães de primeira viagem com mais idade, que esperaram para estabelecer uma carreira e ter estabilidade financeira antes de ter um filho, são mais propensas a sofrerem da depressão pós-parto. O que acontece é o excesso de preparo, expectativas e cobranças. Normalmente, essas mulheres têm o perfil controlador e precisarão aprender a ser flexíveis; é isso que um bebê demanda. Quando algo não acontece como planejado ou desafios inesperados surgem, essas mães ficam mais vulneráveis à depressão.

Aos parceiros, é importante ressaltar o valor do apoio – tanto emocional quanto prático – pois as mães sentem-se sobrecarregadas e cansadas.

A pesquisadora líder acrescenta que a dificuldade em amamentar também facilita a depressão, pois existe uma grande pressão social por escolher os seios ao em vez da mamadeira.

A descoberta é de se considerar, já que as mulheres estão escolhendo serem mães mais velhas nos dias de hoje. No Reino Unido, foram 26,976 bebês nascidos de mães com mais de 40 anos, comparando com 9,336 em 1989 (dados do Office for National Statistics).

É comum experimentar o “baby blues” nos 3 ou 4 dias após o nascimento do filho. Com algumas, chega a durar uma semana. Porém, se o sentimento perdurar além disso, as chances de estar em depressão pós-parto são maiores e os sintomas (listados acima) entram em cena.

Ainda existe um estigma quando o assunto é depressão e muitas mulheres são relutantes em buscar ajuda, principalmente nessa fase da vida onde a expectativa é de felicidade. Mas não hesitem em buscar conselhos de um profissional da saúde e realizar a psicoterapia, quando necessário.

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