Ocultar

Governo abastece rede pública com testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites

De 22 de novembro a 01 de dezembro, o Ministério da Saúde vai promover uma grande campanha de mobilização para detecção de HIV/Aids, sífilis e hepatites ( B e C) em toda a Rede Pública de Saúde, como ação para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids, lembrado em 1º de dezembro.

Todas as capitais do País foram abastecidas com testes rápidos, método que diagnostica em apenas 30 minutos e só precisa de uma gota de sangue. Para essa campanha, chamada de “Fique Sabendo”, foram enviados 386.890 testes rápidos para HIV, 182.500 para sífilis e 186 mil para hepatites. Qualquer pessoa pode fazer o exame.

De acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que 135 mil pessoas vivem com HIV e não conhecem seu estado sorológico.

Nos dez dias que antecedem o Dia Mundial de Luta contra a Aids, em 1º de dezembro, o governo federal pretende mobilizar Estados e municípios para uma grande campanha de testagem de HIV, sífilis e hepatites virais.

A expectativa é realizar 500 mil testes entre 22 de novembro e 1º de dezembro na mobilização, tida pelo Ministério da Saúde como inédita pela extensão da campanha.

Hoje, estima-se que de 200 mil a 250 mil brasileiros têm HIV e não estão diagnosticados. Outras 250 mil pessoas estão em tratamento contra a doença.

Segundo o departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, dez Estados já apresentaram um plano para a mobilização e solicitaram o envio de testes rápidos –que permitem a detecção em 30 minutos e devem ser acompanhados de aconselhamento do paciente por um profissional da saúde.

A expectativa, no entanto, é que a campanha esteja nas 27 capitais com unidades móveis de testagem.

EPIDEMIA CONCENTRADA

O diretor do departamento de DST do ministério, Dirceu Greco, classifica a Aids no Brasil como uma “epidemia concentrada e heterogênea”.

A prevalência da Aids chega a 10,5% no grupo HSH (homens que fazem sexo com homens) e a 14% entre as travestis. Na população geral de 15 a 49 anos está em 0,6%, entre profissionais do sexo é de 5% e entre usuários de drogas, 5,9%.

“A prioridade é o diagnóstico precoce. Cerca de 30% dos que chegam ao tratamento, no Brasil e em outros países, chegam em estágio moderado ou grave”, disse Greco na quinta-feira, em apresentação ao Conselho Nacional de Saúde.

Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde do ministério, respaldou a avaliação de Greco e disse que o ministério nunca afirmou que a doença estava em queda.

“Nenhum documento nosso diz que a Aids está declinando. Sempre falamos das variações, temos que olhar as várias epidemias, concentradas”, disse ele.

Barbosa contestou um documento elaborado pela Fiocruz este ano, que faz críticas ao programa de Aids e descreve um cenário pessimista para 2030.

“Esse documento da Fiocruz é, em grande parte, uma aposta, não há nenhuma evidência de que aquilo pode acontecer. Procurem um dado do presente que respalde [o documento] que eu peço desculpas publicamente”, afirmou o secretário.

Fonte: Folha de S. Paulo/ Imagem: Flickr

Um dado preocupante para a saúde pública: o registro de casos de bebês que nasceram com sífilis subiu 54% no intervalo de dois anos, passando de 6,1 mil casos em 2009 para 9,4 mil em 2011.

De mãe para filho

A sífilis congênita, espécie da doença que é transmitida de mãe para filho, pode manifestar-se com gravidade e causar alterações ósseas, comprometimento do sistema nervoso central e até a morte da criança. A doença é evitável no bebê caso a gestante receba o diagnóstico e seja tratada.

Fonte: Arte/ Folhapress

Em números

Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano no mundo ocorrem aproximadamente 12 milhões de novos casos da doença. No Brasil, as estimativas da OMS de infecções de sífilis por transmissão sexual, na população sexualmente ativa, a cada ano, são de 937 mil casos.

Ações do governo

Diante desse cenário, o Ministério da Saúde tomou medidas para disponibilizar o teste rápido para sífilis no Sistema Único de Saúde (SUS). Até o fim deste ano, serão comprados 392 mil kits para implantação de testes na rede pública, conforme divulgamos aqui no Blog da Saúde. A ação fará parte da celebração do Dia Nacional de Combate à Sífilis, realizado todo terceiro sábado de outubro.

Além da transmissão vertical (de mãe para filho), a doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado e por transfusão de sangue contaminado.

O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenção.

Até o fim deste ano, o Ministério da Saúde vai adquirir 392 mil kits para implementar o teste para o diagnóstico rápido de sífilis na rede pública.

Em 2010, falamos sobre este plano do Ministério da Saúde, cujo alvo principal é o diagnóstico precoce da doença em grávidas que podem passar a doença para o feto. A estimativa é de 12 mil novos casos de sífilis congênita por ano.

Por enquanto, foram capacitados 350 multiplicadores para treinar profissionais de saúde para a testagem rápida. Até o final do ano, serão 680 técnicos. Estas ações englobam a Rede Cegonha, criada para dar mais assistência à mãe e ao bebê, desde o planejamento familiar aos primeiros dias após o parto.

No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que a prevalência de sífilis em gestantes encontra-se em 1,6%, cerca de quatro vezes maior que a prevalência da infecção pelo HIV.

A intenção é eliminar a forma congênita da doença (a que é passada da mãe para o feto) até 2015. Os números relevam a dificuldade do diagnóstico e tratamento até então encontrada pelas gestantes:

De 2005 a 2010, foram notificados 29,5 mil casos de sífilis em gestantes, no país. A maioria dos casos no período ocorreu nas Regiões Sudeste e Nordeste, com 9.340 (31,6%) e 8.054 (27,3%) de casos, respectivamente. No ano de 2009, a taxa de detecção para o país foi de três casos por 1.000 nascidos vivos, sendo que as maiores taxas estão nas regiões Centro-Oeste, com 5,2 e Norte, com 4,5.

O que é a sífilis?

A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum (veja abaixo) transmitida através da relação sexual desprotegida, ou no caso de sífilis congênita, de mãe para filho, e pode se manifestar de forma temporária, em três estágios.

Os principais sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. A sífilis atinge os órgãos sexuais provocando feridas e caroços na virilha, elas não coçam, doem, ardem ou liberam pus. Esses sintomas aparecem na primeira fase da doença e depois desaparecem, por conta disso o paciente acha que já está curado.

Esse é o cenário que dificulta a realização de um diagnóstico precoce, pois mesmo que os sintomas desapareçam, a sífilis continua se espalhando pelo organismo, provocando manchas no corpo, cegueira, paralisia, danos no cérebro e no sistema cardiovascular. Se o paciente não se tratar, a doença pode levar a morte.

Além da transmissão vertical (de mãe para filho), a doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado e por transfusão de sangue contaminado. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenção.

bactéria Treponema pallidum - GIANTmicrobes

Sífilis - GIANTMicrobes

Estimativa OMS

Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano no mundo ocorrem aproximadamente 12 milhões de novos casos da doença. No Brasil, as estimativas da OMS de infecções de sífilis por transmissão sexual, na população sexualmente ativa, a cada ano, são de 937 mil casos.

A ação fará parte da celebração do Dia Nacional de Combate à Sífilis, realizado todo terceiro sábado de outubro.

A partir de 2011, o Brasil vai adotar um teste que permite o diagnóstico da sífilis em cerca de 15 minutos.

O exame, desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/BioManguinhos) e a empresa Chembio Diagnostic (EUA), tem como alvo principal o diagnóstico precoce da doença em grávidas.

Cerca de 48 mil gestantes no Brasil são infectadas pela sífilis, quatro vezes mais do que a prevalência do vírus HIV, conforme levantamento do Ministério da Saúde. A estimativa é de 12 mil casos de sífilis congênita por ano, passada da mãe para o feto (sífilis congênita).

Os novos testes serão oferecidos em kits para o Sistema Único de Saúde (SUS). O ministério calcula a necessidade imediata de 1 milhão de exames. Atualmente, a rede pública dispõe dos métodos tradicionais, no entanto, segundo a Fiocruz, a nova tecnologia é 50 vezes mais sensível do que o método atual e não exige treinamento complexo dos profissionais.

O Ministério da Saúde e a empresa norte-americana firmaram acordo para a transferência da tecnologia no período de cinco anos.

Quer saber mais sobre a sífilis?

Sífilis ou lues é uma doença infecto-contagiosa, causada pela bactéria Treponema pallidum. É transmitida na relação sexual sem preservativo, transfusão de sangue contaminado ou durante a gestação ou o parto.

Sintomas: Lesões duras nos órgãos genitais que, geralmente, não doem, ardem ou coçam, são os primeiros sintomas da sífilis. Chamadas de cancros, elas geralmente aparecem nos genitais, mas podem ocorrer também no ânus, na pele, na gengiva, na palma das mãos e na planta dos pés.

As feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz, dando falsa impressão de cura!

Informar-se sobre a doença é de extrema importância. Sem o tratamento, podem surgir manchas nas mãos e pés e queda de cabelos, além de comprometer vários órgãos como olhos, pele, ossos, coração, cérebro e sistema nervoso. A pessoa pode ficar sem sintomas da contaminação de três a 12 anos.

Hoje, nas fases iniciais, o diagnóstico pode ser confirmado por exame de sangue. Já na fase avançada é necessário a realização de um exame de líquor para verificar se o sistema nervoso não foi afetado.

O tratamento é feito com antibióticos, normalmente penicilina, e deve ser acompanhado com exames de sangue para verificar a evolução da doença.

O uso de preservativos durante as relações sexuais é a única maneira de prevenir a sífilis!

Importante: As mulheres devem fazer exame para verificar se são portadoras da doença antes de engravidar. Se já estiverem grávidas, devem fazer o tratamento adequado para evitar a infecção do bebê!

Com você é na base do beijo? Então é importante ficar atento aos riscos que se corre beijando várias bocas por ai. Confira abaixo algumas doenças que podem ser transmitidas através do beijo na boca!

Gripe suína
Achou que era só através de um espirro ou objeto contaminado que você pode contrair a nova gripe? Especialistas garantem que o beijo pode sim facilitar a contaminação. Agora já sabe…se o/a pretendente estiver gripado nada feito.

Meningite
Pois é quem diria que uma doença tão preocupante como a meningite poderia ser contraída através de um “beijo folião”. Médicos australianos fizeram um estudo e detectaram que beijar cerca de sete pessoas em duas semanas quadriplica as chances de se contrair a doença. Neste caso é melhor ficar atento e ser bem seletivo, afinal, a meningite é uma doença de evolução rápida e pode levar à morte.

Mononucleose
O nome diferente infelizmente não remete a nenhuma escola de samba nem a nenhum trio do circuito Barra – Ondina. A doença é transmitida através do beijo por um vírus chamado EpsteinBarr.

Por ser assintomática muitas vezes você tem e não sabe, logo, acaba passando ou recebendo a doença de brinde no carnaval. Se durante os dias de folia apresentar dor de garganta, fadiga, inchaço dos gânglios e tosse fique atento, talvez você tenha pago o preço por exagerar na “beijação”.

É importante lembrar que uma vez que você adquire a doença o vírus pode ficar incubado no organismo de 30 a 45 dias. Uma vez que se pega irá carregá-lo para o resto da vida.

Herpes
Independente de ter algum sinal que anuncie a doença, o portador da Herpes pode conter o vírus causador e transmiti-la por ai junto a confetes e serpentinas. A doença se manifestará quando a pessoa estiver com a imunidade baixa.

Cárie
Se bastava uma bala extra forte ou um chicletinho para o hálito do (da) pretendente te conquistar sugerimos uma seletividade maior. Isso porque aos que não tem a higiene bucal em dia, através do beijo pode pegar e transmitir cárie.

Sífilis
Apesar de a contaminação ser mais comum através da relação sexual, a Sífilis pode sim ser transmitida através do beijo. Qualquer ferida na boca é o suficiente para que a doença siga adiante vitimando outras pessoas. A bactéria causadora da Sífilis é chamada de Treponema Pallidum e pode dar o “ar da graça” até uma semana após o contágio e em diferentes partes do corpo.

“Fique atento às dicas e não vacile no carnaval. Uma folia bem aproveitada e consciente pode render doces lembranças. Pense nisso e pratique atitudes saudáveis.”

Você já ouviu falar das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)?

Com certeza sim, uma dessas doenças é a Sífilis, doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Treponema Pallidum Pallidum, transmitida através da relação sexual desprotegida, ou no caso de sífilis congênita, de mãe para filho.

A sífilis atinge os órgãos sexuais provocando feridas e caroços na virilha, elas não coçam, doem, ardem ou liberam pus. Esses sintomas aparecem na primeira fase da doença e depois desaparecem, por conta disso o paciente acha que já está curado.

Esse é o cenário que dificulta a realização de um diagnóstico precoce, pois mesmo que os sintomas desapareçam, a sífilis continua se espalhando pelo organismo, provocando manchas no corpo, cegueira, paralisia, danos no cérebro e doenças no coração. Se o paciente não se tratar, a doença pode levar a morte.

Através da paleopatologia, ou seja, estudo do passado das doenças, alunos de pós-graduação da USP identificaram deformações em esqueletos antigos, o que revela que a sífilis também provoca deformações no corpo.

Além disso, os estudantes descobriram que a doença está presente no mundo há mais de 4.000 anos, deixando de lado a história de que os marinheiros de Colombo foram os responsáveis por disseminar a doença na Europa depois de terem relações sexuais com as índias do continente americano no século XIV.

A história é outra, mas a doença é a mesma, portanto corra atrás do diagnóstico correto através de um exame de sangue.

“Quantas descobertas ainda serão feitas e quantos detalhes da história que conhecemos ainda
serão revelados! O Blog da Saúde apóia essas pesquisas e aguarda ansioso por novidades.”