Tatuagem digital para monitorar o sangue
julho 29, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
Em poucos anos, os diabéticos poderão ter tatuagens digitais que servirão para monitorar a saúde, mas em vez da tinta convencional, serão nanossensores subdérmicos que lêem os níveis de glicose, sódio e álcool no sangue com a ajuda de uma câmera de iPhone.
Publicado na Wired, o método está sendo conduzido pela Dr. Heather Clark, professora de ciências farmacêuticas na Northeastern University. Ela disse que se lembrou dos benefícios do monitoramento de saúde em tempo real, quando entrou em uma maratona. Se fossem produzidos em massa se tornassem acessíveis para o mercado de consumo, dispositivos sem fio usados sobre o corpo poderiam dizer exatamente qual medicação você precisa e quando precisa.
Veja como funciona: sensores nano vão embaixo da pele, como tinta de tatuagem, e são incorporados em um agente oleoso para assegurar que a engenhoca toda permaneça unida.
Dentro do implante, as nanopartículas irão se vincular exclusivamente a conteúdos específicos de sangue, como o sódio ou glicose. Graças a um aditivo, a uma manifestação como uma mudança de florescência.
Eles projetaram a câmera para ler a mudança de cor e traduzir os resultados em dados quantificáveis. No momento, os dados coletados com o iPhone ainda requerem processamento através de uma máquina secundária, mas os responsáveis dizem que não está longe de usar apenas o smartphone para fazer todo o trabalho, e que é provável que um aplicativo esteja a caminho.
Heather espera para ver o trabalho de um analisador clínico todo feito por nanopartículas interagindo com smartphones, o que significaria um grande passo para a medicina personalizada. Diabéticos e atletas poderiam se adaptar e medir as suas próprias estatísticas, sem depender de grandes, caros e exclusivos equipamentos médicos.
O teste está em estágios iniciais e não foi testado em seres humanos ainda. Pesquisa com ratos (que têm a pele mais fina do que a nossa) tem mostrado resultados promissores. A ideia é trazer a medicina para mais perto de uma época em que todos os diagnósticos são minimamente invasivos.
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agosto 11, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Um novo método é capaz de detectar a presença de tumores no pulmão, no intestino, nas mamas ou na próstata: através de amostras da respiração da própria pessoa.
Pesquisadores de Israel desenvolveram um sensor que faz o diagnóstico de tumores em estágio inicial. Futuramente, acreditam que esse exame poderia ser uma opção barata e portátil.
O que a respiração indica
O estudo, feito pelo Insituto de Tecnologia de Haifa, constatou que é possível detectar sinais químicos emitidos pelas células tumorais através da respiração do paciente. Em outras palavras, o sensor diferencia “respiração saudável” de “respiração cancerosa”.
O chamado “nariz eletrônico” seria capaz de, além de detectar a presença do tumor, revelar em qual lugar do corpo está. Com a facilidade da aplicação, poderia acompanhar o tratamento e notar possíveis recaídas.
Ainda é preciso estudar o método em larga escala para que venha agregar aos exames já existentes. Mas vale lembrar a importância das pesquisas em métodos de diagnóstico, uma vez que se o câncer for descoberto logo no início as chances de sucesso no tratamento são significantemente maiores.
O artigo foi publicado no British Journal of Cancer.
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