Inovações para a saúde: soluções que cruzam fronteiras
novembro 3, 2011 por Paula Spínola
Em: Saúde Social
Há desorganização, altos custos e sistemas ineficientes para atender a todos, quando se trata de serviços de saúde em todo o mundo.
Se isso soa familiar, saiba que organizações perceberam que estes obstáculos são tão semelhantes além das fronteiras geográficas, que suas soluções também devem ser.
Para isso, a Iniciativa Pioneer Portfolio, da Fundação Robert Wood Johnson fez uma parceria com o Changemakers da Ashoka, e lança uma nova competição.
Eles buscam soluções inovadoras na área de saúde que tenham dado certo em qualquer lugar do mundo. Mas elas devem ter o potencial de serem aplicadas em outros países.
Tanto a Fundação como o Changemakers têm o objetivo de transformar o mundo. Este segundo é uma comunidade global on-line que incentiva e apoia indivíduos no seu papel de agente de mudança.
Interessou?
As inscrições estão abertas até 13 de fevereiro de 2012. Três vencedores irão receber um prêmio de US$ 10.000 em dinheiro. Além da chance de ganhar o prêmio, algumas inscrições (com operações no território americano) também poderão ser convidadas a enviar uma proposta para a iniciativa RWJF’s Pioneer Portfolio para ser considerado um possível financiamento posteriormente.
Dica importante da equipe do Changemakers: quanto antes a inscrição for efetuada, maior será a visibilidade e o tempo para editá-la. Isto é, haverá mais tempo para melhorar a apresentação do projeto a partir dos comentários feitos pela comunidade Changemakers e pelos Especialistas.
É possível enviar um projeto mesmo que ainda não tenha sido aplicado?
Sim, é possível inscrever um projeto mesmo na fase conceitual. Porém, é muito importante que isso seja indicado na ficha de inscrição, assim como sua visão em longo prazo para aumentar o impacto social e criar uma mudança duradoura. Portanto, além do quesito principal de Inovação, é necessário responder bem às perguntas que se referem a Impacto Social e Sustentabilidade.
Pode indicar um projeto sem ser de sua criação?
Sim. Essa é outra forma de participar. Considere que, para fazer uma indicação de projeto, é necessário se cadastrar antes no site do Changemakers.
O projeto pode ser específico para uma região? Ex.: Desnutrição no continente africano.
Sim, pode. São bem-vindos todos os projetos na área da saúde, desde que sejam inovadores e possíveis de serem aplicados em outras regiões, isto é, que sejam soluções que, literalmente, cruzem fronteiras!
O anúncio dos finalistas acontecerá dia 18 de março de 2012. Já os vencedores serão divulgados no dia 16 de abril de 2012. Saiba como participar aqui. Não perca tempo. Sua solução pode ajudar a transformar a saúde mundial.
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outubro 21, 2011 por Paula Spínola
Em: Saúde Física
O projeto “Este Jovem Brasileiro”, desenvolvido pelo Portal Educacional, busca entender o comportamento dos adolescentes e está na 7° edição, desta vez com o tema Corpo e Mente.
Entre os jovens entrevistados, 65% têm seu IMC (índice de massa corporal) normal, quase 25% têm o peso abaixo do ideal para sua altura, 8% têm sobrepeso e 2% são obesos. Emoções, hábitos alimentares inadequados, sedentarismo e questões familiares podem influenciar o IMC.
Índices mais altos do que a média foram encontrados entre os jovens que têm relação péssima em casa, que ficam tristes ou desanimados sempre, não estão satisfeitos com seu corpo, fazem apenas duas refeições diárias, comem sempre na frente da TV ou do computador.
Estes também raramente fazem atividade física, ficam mais de 8 horas por dia diante da TV ou computador, passam os finais de semana em casa, consideram ruim sua alimentação, se veem como sedentários ou muito preguiçosos, e têm pai ou mãe com problema de obesidade.
Alimentação
Mais da metade dos jovens afirma fazer cinco refeições por dia (café, lanche, almoço, lanche, jantar), o que é considerado o mais saudável pelos especialistas.
Porém mais de 20% sempre fazem suas refeições na frente da TV ou do computador, o que está longe de ser o ideal, e um quarto deles come saladas ou legumes apenas uma ou duas vezes por semana, enquanto 15% não comem esse tipo de alimentos nunca.
Sinais de descontrole em uma parcela: Ataques à geladeira ou ao armário de alimentos foram citados como comuns por 12% dos entrevistados, e cerca de 7% disseram que sentem culpa depois de se alimentar, levando-os a provocar vômito ou uso de laxantes na tentativa de aliviar essa sensação – o que pode ser um alerta para problemas mais sérios.
Atividade Física
A motivação principal para se praticar atividade física é o lazer, mas os garotos admitem que desejem ficar mais fortes, as meninas querem entrar em forma e emagrecer.
Do universo pesquisado, 71% dizem praticar atividade todos os dias ou quase todos os dias. Outros 29% fazem pouca ou não fazem nenhuma atividade com frequência. Já em relação a um esporte definido, 42% não praticam nada regularmente.
Trancado em casa?
Segundo a pesquisa, 29% dos jovens passam pelo menos 5 horas por dia diante de um computador e 10% ficam mais de 4 horas diárias assistindo TV; nos finais de semana, quase 14% ficam “internados” em casa e outros 30% ficam a maior parte do tempo em casa, saindo de vez quando.
Garotos ficam sem referência depois que deixam de ser acompanhados pelo pediatra
Quase 88% dos jovens entrevistados declararam que a saúde é uma preocupação, mas 43% não costumam ir ao médico para controles. Enquanto as garotas, em teoria, devem ir ao ginecologista uma vez ao ano, os garotos ficam sem uma referência depois que deixam de ser acompanhados pelo pediatra.
Quase 15% acham que sua saúde hoje está apenas regular ou não está boa, mais de 30% acham que estão com peso um pouco acima ou muito acima do normal, e, no outro extremo, 14% acham que seu peso está um pouco abaixo ou muito abaixo do desejável, sendo que 2% dizem que estão muito abaixo.
Pais influenciam os filhos
Além da genética, o comportamento dos pais obesos parece influenciar na relação do jovem com seu corpo, sua saúde e seu padrão de alimentação. Em relação a ter pai e mãe com obesidade, a resposta foi positiva com mais frequência entre os jovens que sempre vão a lanchonetes e redes de fast food, quase nunca fazem atividade física, avaliam sua alimentação como ruim, comem fritura, alimentos gordurosos, sanduíche e salgadinhos industrializados todos os dias e não comem frutas. Ter pai e mãe fumantes aparece com maior frequência nos grupos de estudantes que fumam e bebem quase todos os dias.
“A pesquisa revela que a maior parte dos entrevistados tem uma atitude bastante positiva em relação aos cuidados com a alimentação, com a atividade física, com a saúde física e a emocional”, diz Jairo Bouer, médico psiquiatra e coordenador da pesquisa.
- 65% dos entrevistados têm IMC normal; quase 25% têm o peso abaixo do esperado para a altura; 8% têm sobrepeso e 2% são obesos.
- Mais da metade faz cinco refeições diárias; 47% comem carne vermelha todos os dias ou de 5 a 6 vezes por semana e só 12% ingerem carne branca uma ou duas vezes por semana.
- 41% comem doces e 28% tomam refrigerantes todos os dias; 25% dizem nunca comer sanduíches.
- 71% dizem fazer atividade física todos os dias.
- 29% passam pelo menos 5 horas no computador e 10% ficam mais de 4 horas diárias diante da TV.
- Quase 88% afirmaram que a saúde é uma preocupação, mas 43% não constumam ir ao médico para controle.
- 15% acham que sua saúde hoje está apenas regular ou não está boa.
Quase 8,5 mil alunos da 7ª série ao Ensino Médio (13 a 17 anos) de 82 escolas da rede particular de ensino de todo o País responderam anonimamente a um questionário online sobre questões relacionadas à saúde, como alimentação, atividade física, relação com o corpo e emoções. O projeto “Este Jovem Brasileiro” é realizado anualmente pelo Portal Educacional.
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outubro 20, 2011 por Paula Spínola
Em: Saúde Física
Estimuladas pela maior expectativa de vida, que atualmente é de mais 30 anos para o sexo feminino acima de 50 anos, as mulheres procuram com mais frequência cuidados que as ajudem a manter sua qualidade de vida.
Entretanto, o Estudo Brasileiro de Osteoporose (BRAZOS – Brazilian Osteoporosis Study) que mapeou a osteoporose no Brasil, aponta que nove entre dez mulheres consomem uma quantidade diária de cálcio inferior à recomendada.
As mudanças hormonais da menopausa, que ocorre entre os 40 e 50 anos, causam o fim da ovulação e a diminuição do estrógeno, hormônio que participa do processo de formação da massa óssea.
Segundo o Dr. Bruno Muzzi, presidente da Sociedade Brasileira de Densitometria Clínica, é importante fazer um controle regular da perda óssea da mulher. “Após a menopausa, a perda óssea é acelerada, podendo chegar a 5% ao ano. Esse ritmo cai após os 70 anos, quando, apesar de haver perda, ela é mais lenta”, explica.
A deficiência na ingestão de cálcio, somada às alterações hormonais, tornam essas mulheres mais vulneráveis a uma doença silenciosa que já atinge 10 milhões no país: a osteoporose.
Quanto antes ela for detectada e acompanhada, mais eficiente será o tratamento, evitando a necessidade de intervenção com medicamento e, principalmente, danos muitas vezes irreversíveis para o esqueleto.
O risco de osteoporose depende tanto da massa óssea máxima alcançada nos anos de idade adulta jovem, quanto do índice de perda da massa nas épocas posteriores. Por isso, as mulheres, principalmente na menopausa, necessitam ingerir cálcio na quantidade recomendada para manterem os ossos fortes e evitar as fraturas.
A importância da ingestão diária de cálcio
Para as mulheres acima dos 50 anos, a recomendação para a ingestão de cálcio é de 1.000 mg por dia, o que é considerado a quantidade ideal para a manutenção da saúde dos ossos, entre outras funções desempenhadas pelo nutriente no organismo.
O consumo diário de leite e derivados reduz o risco de osteoporose, pois os lácteos são as principais fontes de cálcio encontradas na alimentação, tanto em quantidade quanto em percentual de absorção pelo corpo.
O Ministério da Saúde indica, por dia, um consumo mínimo de 400 ml de leite para crianças de até 10 anos, 700 ml por dia para adolescentes de 11 a 19 anos e 600 ml por dia para adultos acima de 20 anos, incluindo os idosos.
O cálcio no organismo
O cálcio é um dos minerais mais abundantes do corpo humano, tendo diversas funções:
• auxiliar a vitamina K na coagulação sanguínea;
• atuar na transmissão dos impulsos nervosos;
• auxiliar a contração muscular, inclusive do coração.
Deve-se destacar que uma das principais funções do cálcio no organismo humano é no desenvolvimento e manutenção de ossos fortes e saudáveis.
Dia 20 de outubro, é o Dia Mundial de Combate à Osteoporose. Quer saber mais e se prevenir contra a doença? Então Seja Firme e Forte!
Confira abaixo os alimentos ricos em cálcio e procure incluí-los em sua dieta:
| TABELA BRASILEIRA DE COMPOSIÇÃO DE ALIMENTOS/ 2006 | |||
| ALIMENTO | PORÇÃO | PESO (g) | CÁLCIO (mg) |
| Leito enriquecido com Cálcio | 1 copo | 240 | 384 |
| Queijo Fresco | 2 pedaços | 56 | 324 |
| Leite Desnatado | 1 copo | 240 | 322 |
| Leite Integral | 1 copo | 240 | 295 |
| Sardinha Assada | 2 unidades | 50 | 219 |
| Espinafre Cozido | 1 xícara | 190 | 213 |
| Queijo Mussarela | 1 pedaço | 30 | 140 |
| Iogurte com Frutas | 1 potinho | 130 | 130 |
| Feijão Rosinha Cozido | 1 1/2 Concha | 160 | 109 |
| Requeijão Cremoso | 1 colher de sopa | 30 | 78 |
| Laranja Lima | 1 unidade | 180 | 56 |
| Tofu | 2 fatias | 56 | 45 |
| Pão de Queijo | 2 unidades médias | 40 | 41 |
| Bebida à base de Soja | 1 copo | 240 | 40 |
1ª Passeata Virtual contra a Osteoporose
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outubro 11, 2011 por Paula Spínola
Em: Destaque, Saúde Mental
As ligações entre a solidão e suas danosas consequências para a saúde física e mental são complexas. Neurocientistas que trabalham nesta área acreditam que cada um de nós tem uma certa expectativa de estar com os outros que nós herdamos de nossos pais e do nosso ambiente de conexão social com os quais nos sentimos confortáveis. Isso explica por que nem todos são igualmente sensíveis ao sentimento de solidão, como temos diferentes necessidades e expectativas em nossos relacionamentos com os outros.
Se nossas expectativas dessas relações não forem cumpridas, o nosso corpo começa a nos alertar que algo está errado: nos sentimos ameaçados fisicamente.
Se a solidão persiste, ele começa a interferir na nossa capacidade de regular as emoções que associamos com a solidão. Com o tempo, isso altera o que é conhecido como a forma como nós interpretamos nossas interações com os outros.
Nossos sentimentos de infelicidade e ameaça, bem como a nossa dificuldade em regular as nossas emoções, distorcem a maneira pela qual percebemos a nós mesmos em relação aos outros. Mas as circunstâncias que produzem essa cadeia de eventos para uma pessoa pode não ter o mesmo efeito sobre outra pessoa. Nossa sensibilidade individual à solidão decide quem se sente só em que situação.
Algumas pessoas se sentem solitários em um casamento, por exemplo. Alguns de nós estão contentes com uma pequena rede de amigos próximos, enquanto outros só ficam satisfeitos com um vasto círculo social que lhes dá muitas oportunidades para estar com os outros.
Circunstâncias que testam nossa resistência à solidão incluem transições importantes, como mudar de casa ou trabalho, luto, divórcio ou separação, a chegada de um novo bebê ou a saída de uma criança mais velha da casa da família.
Situações que nos separam da corrente principal da sociedade, tais como desemprego, pobreza, doença mental ou a velhice, também nos coloca em um risco mais elevado de sentimento de solidão, assim como aqueles em que as pessoas precisam de um nível incomum de apoio: dependência química ou alcoólica, a cuidar de um parente ou ser um pai solitário. Pessoas de grupos minoritários são também mais propensos a sofrer de solidão.
Como a solidão prejudica a nossa saúde
Uma das razões da solidão ser tão ruim para nós, é porque torna mais difícil para controlarmos os nossos hábitos e comportamentos. Testes feitos pelos psicólogos americanos Roy Baumeister e Jean Twenge, em 2001, mostraram que a expectativa de isolamento reduz nossa força de vontade e perseverança, e torna mais difícil para regular nosso comportamento: adultos de meia-idade sozinhos bebem mais álcool, têm dietas menos saudáveis e fazem menos exercício do que os satisfeitos socialmente.
Abuso de drogas e bulimia nervosa estão ligados à solidão. Existem diferentes razões por que as pessoas solitárias têm dificuldade em manter a saúde em dia, mas a baixa autoestima e um desejo de gratificação instantânea podem ser fatores.
John Cacioppo e seus colegas realizaram vários estudos sobre os efeitos da solidão, cujos resultados têm sido desenvolvidos no livro: “Natureza Humana e a Necessidade de Conexão Social”, em tradução livre. Eles estabeleceram cinco possíveis caminhos de causalidade com a doença.
Em primeiro lugar, a solidão faz com que seja difícil para as pessoas se autorregularem e leva a hábitos autodestrutivos, como comer demais ou depender de álcool. Solidão enfraquece a força de vontade e perseverança ao longo do tempo.
Segundo, a pesquisa mostra que, embora jovens solitários e não solitários não gostam de dizer que estão expostos às causas de estresse, pessoas de meia-idade que estão sós reportaram ao relatório mais exposição ao estresse.
Terceiro, pessoas solitárias são mais propensas a não se envolver com os outros e menos propensas a procurar apoio emocional, o que as torna mais isoladas.
Quarto, os testes mostram que a solidão afeta o sistema imunológico e cardiovascular.
Finalmente, uma consequência comprovada de isolamento para a resiliência e recuperação biológica está ligada à necessidade humana básica de dormir. Pessoas solitárias têm mais dificuldade de dormir, e privação do sono é conhecida por ter os mesmos efeitos sobre a regulação metabólica, neurais e hormonais como o envelhecimento.
Uma pesquisa feita pela Fundação de Saúde Mental encomendada para este relatório chamado de “A sociedade solitária” concluiu que 48% das pessoas acreditam que as pessoas estão ficando mais solitárias em geral. A solidão afeta muitos de nós em um momento ou outro. Apenas 22% dos entrevistados nunca se sentem solitários e um em cada dez muitas vezes se sente solitário (11%). Mais de um terço (42%) diz ter se sentido deprimido porque sente-se sozinho.
A pesquisa foi realizada no Reino Unido e contou com uma amostra de 2.256 pessoas.
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setembro 16, 2011 por Paula Spínola
Em: Últimas Notícias
A discussão é antiga e segue a linha que alguns países como Canadá, Dinamarca e França já adotaram.
As mamadeiras fabricadas no Brasil ou importadas para uso no país não poderão mais conter a substância Bisfenol A (BPA).
Antes dessa decisão, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária estabelecia o limite de 0,6 miligrama de BPA por quilo de embalagem alimentícia. Porém, estudos recentes apontam riscos decorrentes da exposição ao componente, mesmo quando essa exposição ocorre em níveis inferiores aos que atualmente são considerados seguros.
Por que a proibição só em mamadeiras?
Apesar de não haver resultados conclusivos sobre o risco do Bisfenol A, a decisão da Anvisa atende ao princípio da precaução e busca proteger as crianças de 0 a 12 meses.
O Bisfenol A está presente no policarbonato, que é uma substância utilizada na fabricação de mamadeiras. A decisão de proibir o uso da substância na composição desses produtos levou em consideração o fato de o sistema de eliminação do BPA pelo corpo humano não ser tão desenvolvido em crianças na faixa etária de 0 a 12 meses. O principal substituto do policarbonato, nestes utensílios, é o polipropileno.
No Mercosul, medida semelhante deverá ser adotada em breve. Por iniciativa do Brasil, os países do mercado comum estão discutindo a eliminação do BPA para mamadeiras e artigos similares destinados à alimentação de lactentes em todo o bloco econômico.
A revisão do regulamento para embalagens de alimentos está em fase de consolidação para que seja aprovada pelo Grupo Mercado Comum. A Anvisa acompanha as discussões e as novas informações sobre a segurança de uso do BPA e, até o momento, não há justificativa para adoção de outras restrições de uso para a substância.
Como fica para os fabricantes
Os fabricantes e importadores terão 90 dias, a partir da publicação no Diário Oficial da União, para cumprir a determinação. As mamadeiras fabricadas ou importadas dentro do prazo de 90 dias poderão ser comercializadas até 31 de dezembro deste ano.
Saiba mais:
- Plástico nocivo: O perigo do bisfenol A em embalagens e produtos infantis
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setembro 12, 2011 por Paula Spínola
Em: Saúde Física
Copa no Brasil e a gente se questiona sobre o que as autoridades irão fazer para deixar o transporte, estádios, atendimento de emergência, entre outros aspectos, prontos para receber o evento mundial.
Então, vamos adiantar que o Hospital das Clínicas, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, e a FIFA irão oferecer treinamento para 45 médicos que deverão atuar nos estádios das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.
O Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas é o único centro de excelência já credenciado pela FIFA para o evento no Brasil.
O curso será conduzido pelo instrutor FIFA Efraim Kramer, da África do Sul, responsável pelo departamento médico de Joanesburgo, na última Copa. Serão abordados temas como problemas cardíacos com jogadores em campo, equipamentos médicos necessários em cada estádio e formas de agir em caso de tumultos envolvendo torcedores.
O curso contará com simulação de casos que demandem atendimento médico especializado em estádios de futebol. Todos os protocolos de atendimento exigidos pela FIFA serão demonstrados no curso.
Também serão discutidos aspectos como a qualificação dos médicos e a quantidade de profissionais da área de saúde necessária por jogo, sistema de comunicação dentro e fora dos estádios, além dos aspectos médicos relacionados a eventos desse porte. Vamos acompanhar!
Veja também:
- Copa do Mundo 2014 e o Programa Gol verde
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setembro 12, 2011 por Paula Spínola
Em: Últimas Notícias
Em reunião de sua Diretoria Colegiada, a Anvisa analisou a reportagem intitulada “Parece Milagre”, da revista VEJA, de 07/09/2001, e decidiu enviar à revista uma nota de esclarecimento sobre o assunto, solicitando que seja publicada como um complemento à reportagem.
Conheça a íntegra da nota:
Em relação à reportagem intitulada “Parece Milagre”, edição número 2.233 da revista VEJA, de 07/09/2001, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece que o Victoza é um produto “biológico”. Ou seja, trata-se de uma molécula de alta complexidade, de uso injetável, contendo a substância liraglutida. O medicamento, fabricado pelo laboratório Novo Nordisk, foi aprovado pela Anvisa para comercialização no Brasil em março de 2010, com a finalidade de uso específico no tratamento de diabetes tipo 2. Portanto, seu uso não é indicado para emagrecimento.
A indicação de uso do medicamento aprovada pela Anvisa é como “adjuvante da dieta e atividade física para atingir o controle glicêmico em pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2, para administração uma vez ao dia como monoterapia ou como tratamento combinado com um ou mais antidiabéticos orais (metformina, sulfoniluréias ou uma tiazollidinediona), quando o tratamento anterior não proporciona um controle glicêmico adequado”.
Por tratar se de um medicamento “biológico novo”, o Victoza, assim como outros medicamentos dessa categoria, estão submetidos a regras específicas tanto para o registro quanto para o acompanhamento de uso após o registro durante os primeiros cinco anos de comercialização. Além disto, o produto traz a seguinte advertência no texto de bula: “este produto é um medicamento novo e, embora pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso informe seu médico.”
Para o registro do produto foram apresentados os relatórios de experimentação terapêutica com estudos não clínicos e clínicos Fase I, Fase II e Fase III comprovando a eficácia e segurança do produto, para o uso específico no tratamento de diabetes tipo 2.
É importante destacar que além dos estudos apresentados para o registro, encontra-se em andamento um estudo Fase IV (pós registro) para confirmação da segurança cardiovascular da liraglutida. Os resultados deste estudo podem trazer novas informações a respeito da segurança do produto.
O laboratório fabricante já enviou à Anvisa três relatórios sobre o comportamento do produto, trata-se do documento conhecido como PSUR (Relatório Periódico de Farmacovigilância). Além disto, o Novo Nordisk decidiu incluir, em junho de 2011, em seu Plano de Minimização de Risco (PMR) a alteração da função renal como um potencial efeito adverso do uso da medicação.
Nos estudos clínicos do registro e nos relatórios apresentados à Anvisa foram relatados eventos adversos associados ao Victoza, sendo os mais frequentes: hipoglicemia, dores de cabeça, náusea e diarréia. Além destes eventos destacam-se outros riscos, tais como: pancreatite, desidratação e alteração da função renal e distúrbios da tireóide, como nódulos e casos de urticária.
Outra questão de risco associada aos produtos biológicos são as reações de imunogenicidade, que podem variar desde alergia e anafilaxia até efeitos inesperados mais graves. No caso da liraglutida a mesma apresentou um perfil de imunogenicidade aceitável para a indicação como antidiabético, o que não pode ser extrapolado para outras indicações não estudadas, por ausência de dados científicos de segurança neste caso.
Para o caso de inclusão de novas indicações terapêuticas deve-se apresentar estudo clínico Fase III comprovando a eficácia e segurança desta nova indicação.
A única indicação aprovada atualmente para o medicamento é como agente antidiabético. Não há até o momento solicitação na Anvisa por parte da empresa detentora do registro de extensão da indicação do produto para qualquer outra finalidade. Não foram apresentados à Anvisa estudos que comprovem qualquer grau de eficácia ou segurança do uso do produto Victoza para redução de peso e tratamento da obesidade.
Conclui-se pelos dados expostos acima que desde a submissão do pedido de registro a aprovação do medicamento para comercialização e uso no Brasil, a ANVISA fez uma análise extensa e criteriosa de todos os dados clínicos que sustentam a aprovação das indicações terapêuticas do produto contendo a substância liraglutida, através da comprovação de que o perfil de eficácia e segurança do produto é aceitável para indicação terapêutica como antidiabético.
A Anvisa não reconhece a indicação do Victoza para qualquer utilização terapêutica diferente da aprovada e afirma que o uso do produto para qualquer outra finalidade que não seja como anti-diabético caracteriza elevado risco sanitário para a saúde da população.
——> Com algumas buscas nas redes sociais, o Blog da Saúde verificou depoimentos de pessoas que adquiriram o medicamento e estavam prontos para começar a utilizá-lo. Portanto, pedimos aos nossos leitores que passem a informação para o maior número de pessoas, a fim de frear o uso equivocado do Victoza, estimulado por essa falsa ideia de “milagre do emagrecimento”. Não coloque em risco a sua saúde.
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setembro 6, 2011 por Paula Spínola
Em: Últimas Notícias
A revista Veja, em sua última edição, publicou uma matéria de capa indicando que o medicamento Victoza (aprovado pela Anvisa para tratar diabetes tipo 2) seria eficaz para emagrecimento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária esclareceu alguns pontos importantíssimos sobre essa questão.
O Victoza é um produto biológico, ou seja, uma molécula de alta complexidade, de uso injetável, contendo a substância liraglutida, aprovado pela Anvisa para comercialização no Brasil em março de 2010.
Para o registro do produto na Anvisa, foram apresentados estudos clínicos que comprovaram eficácia e segurança do produto para uso específico como tratamento de diabetes tipo 2.
Portanto, a indicação de uso do medicamento aprovada pela Anvisa é como “adjuvante da dieta e atividade física para atingir o controle glicêmico em pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2, para administração uma vez ao dia como monoterapia ou como tratamento combinado com um ou mais antidiabéticos orais (metformina, sulfoniluréias ou uma tiazollidinediona), quando o tratamento anterior não proporciona um controle glicêmico adequado”.
Nos estudos clínicos do registro e nos relatórios de segurança periódicos apresentados a Anvisa, foram relatados eventos adversos associados ao Victoza, sendo os mais frequentes: hipoglicemia, dores de cabeça, náusea e diarreia. Além destes eventos destacam-se outros riscos, tais como: pancreatite, desidratação e alteração da função renal e da tireóide.
A única indicação aprovada atualmente para o medicamento é como agente antidiabético. Não há, até o momento, solicitação na Anvisa por parte da empresa detentora do registro de extensão da indicação do produto para qualquer outra finalidade.
Não foram apresentados a Anvisa estudos que comprovem qualquer grau de eficácia ou segurança do uso do produto Victoza para redução de peso e tratamento da obesidade.
A Anvisa não reconhece a indicação do Victoza para qualquer utilização terapêutica diferente da aprovada e afirma que o uso do produto para qualquer outra finalidade que não seja como antidiabético caracteriza elevado risco sanitário para a saúde da população.
Passem a informação adiante.
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agosto 23, 2011 por Paula Spínola
Em: Últimas Notícias
Podendo ser usado por crianças menores de 6 anos de idade, o medicamento tipranavir será adotado quando não há resposta ao tratamento ou falha na terapia usada.
Este será o primeiro antirretroviral (ARV) incorporado ao SUS exclusivamente para esses pacientes. A droga entra como opção mais confortável de medicação de 3ª linha, ou seja, indicada para vírus resistentes – a 1ª linha é composta por medicamentos mais usuais e utilizados em tratamentos iniciais. O tipranavir é também o primeiro medicamento de resgate, que auxilia quando não há resposta ao tratamento ou falha na terapia, adotado no país que poderá ser utilizado por menores de 6 anos de idade.
A medida atualiza o consenso pediátrico atual, destaca o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco. Farão parte das recomendações outras duas formulações (fosamprenavir solução oral e darunavir pediátrico). Em combinação com o ritonavir solução oral, estes medicamentos são potencializados e inibem a replicação do HIV, ajudando a reduzir a infecção das células saudáveis do organismo.
O que muda
Até então, o esquema de resgate terapêutico de 3ª linha era feito com ARV indicados para adultos e utilizados por crianças como medida excepcional.
Os menores de 5 anos e de baixo peso só tinham a opção do inibidor de protease (lopinavir/ritonavir), utilizado quando ocorria falha terapêutica com os medicamentos prescritos no tratamento inicial. Com uma formulação mais moderna, cada dose do fosamprenavir, por exemplo, representa ¼ do volume da dose do amprenavir, que será substituído.
Ao todo, o Ministério da Saúde oferece 13 drogas para crianças que desenvolveram a doença. Atualmente, existem no país 4.006 menores de 13 anos em tratamento, sendo que 186 deles estão utilizando medicamentos de 3ª linha.
Orientação aos profissionais do setor
Médicos e farmacêuticos de Unidade de Dispensação de Medicamentos (UDM) dos serviços de saúde especializados em HIV/aids receberam nota técnica sobre os novos ARV. O documento traz informações de prazos de armazenamento e realização de testes de genotipagem para verificar a resistência do HIV e indicações de uso desses medicamentos no Brasil, para que o médico prescreva a melhor combinação de antirretrovirais para o paciente.
No texto, os médicos também são alertados a repassar aos pais e cuidadores de crianças com Aids informações sobre como administrar as doses dos remédios.
O frasco do ritonavir pode durar de três a seis meses e o curto período de validade (6 meses) se dá em decorrência da própria formulação do medicamento. Por esta razão, os usuários são orientados a retornar com o frasco do medicamento a cada consulta e retirada do ritonavir na UDM, para melhor controle do produto. A precaução é para evitar que a criança tome medicamento vencido.
Todas as orientações são do Ministério da Saúde.
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agosto 18, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Você que encorajou-os a comer verduras, lutou para colocá-los na melhor escola e suou para que fizessem a lição de casa – tudo para dar-lhes o melhor começo na vida. Mas as perspectivas da saúde dos seus filhos podem ter sido determinadas muito antes de todo esse trabalho.
Um grupo crescente de pesquisadores sugere que os primeiros 1.000 dias de vida de uma criança – os nove meses no útero e os primeiros dois anos fora dele – são vitais para a saúde a longo prazo.
Esse período pode afetar permanentemente tudo, desde as chances de uma criança desenvolver diabetes ou ter um ataque cardíaco na velhice, como seu peso futuro e expectativa de vida.
A teoria foi desenvolvida depois de décadas de pesquisa pelo professor David Barker e seus colegas da Universidade de Southampton. Eles acreditam que há uma série de etapas críticas do desenvolvimento de uma criança. Se as condições não são perfeitas em cada uma, os problemas podem ocorrer mais tarde.
Muitos desses pontos de perigo são formados quando o bebê ainda está no útero. Nutrição deficiente para uma mãe afeta tanto o peso do feto como a placenta. Sem contar os males causados pelo tabagismo, estresse, drogas e álcool.
O professor Barker acredita que muitos problemas de saúde podem ser rastreados até pelo fraco crescimento no útero. Ele avaliou que quanto mais leve é um bebê no nascimento, maior sua chance de doenças cardíacas na vida adulta. Em média, um bebê com peso inferior a 2,27 kg tem duas vezes mais probabilidade de ter um ataque cardíaco durante a vida do que um nascido com 4,08 kg.
Acredita-se que quando a comida é escassa, segue canalizada para o cérebro do feto, deixando o coração enfraquecido. As sementes de diabetes também podem ser plantadas antes do nascimento, já que as células pancreáticas que produzem insulina se desenvolvem no útero.
Barker afirma que muitos destes hábitos iniciais não podem ser desfeitos, e acrescenta que a chave para a saúde é assegurar que as mulheres comam bem durante toda a vida. O que temos visto é uma lacuna de oportunidade na qual poderemos formar pessoas melhores, segundo o professor.
COMO A MÃE PODE AJUDAR
- Não beber, especialmente nos três primeiros meses de gravidez.
- Não fumar (e isso vale também para o pai da criança).
- Estar no peso ideal antes de engravidar.
- Encontrar alternativas para driblar o estresse.
- Comer bem e maneirar nos alimentos com muito açúcar.
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agosto 12, 2011 por Paula Spínola
Em: CONARH 2011
Acontecerá do dia 15 a 17 de agosto mais uma edição do Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, o maior e mais importante evento sobre o mundo do trabalho na América Latina.
O objetivo é disseminar conhecimento, desenvolver pessoas e organizações e influenciar na melhoria da condição social, política e econômica do país.
“Gente em Ação – Construindo resultados” é o tema central deste ano, que vai de encontro ao atual cenário brasileiro. Os investimentos no país devem triplicar nesta década. Tal escalada deve-se a fatores como a exploração de petróleo na camada do pré-sal e a realização de megaeventos esportivos – a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e a Olimpíada, em 2016. O momento é de entrega de resultados.
Serão mais de 3 mil participantes em palestras, oficinas, painéis e talk shows. Já na feira de negócios, cerca de 18 mil visitantes podem conferir, na área de exposição e nos espaços especiais, as novidades e tendências apresentadas por mais de 100 organizações participantes.
O Blog da Saúde estará presente nos três dias do evento que alcança sua 37° edição. Iremos realizar entrevistas e trazer todas as novidades aos nossos leitores.
Data: 15 a 17 de agosto
Local: Transamérica Expo Center
Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro – São Paulo–SP
Horários:
Congresso:
15/08 – das 9h às 19h
16/08 – das 8h às 19h
17/08 – das 8h às 18h30
EXPO ABRH:
15 a 17/08 – das 10h às 20h
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julho 5, 2011 por Paula Spínola
Em: Saúde Social
Não é de hoje que sabemos como o Google sabe utilizar sua ferramenta para algo muito maior do que o mecanismo de busca.
A equipe descobriu que certos termos pesquisados são bons indicadores da atividade da gripe. O Google Flu Trends usa dados agregados da busca para estimar as tendências da gripe ao redor do mundo em tempo quase real.
É fato que para comprovar que estavam no caminho certo foram comparar suas análises com os dados de relatórios obtidos através da vigilância tradicional; o resultado foi satisfatório.
A cada semana, milhões de usuários ao redor do mundo pesquisam informação sobre saúde na internet. Como é de se esperar, há mais pesquisas relacionadas à gripe durante a temporada de gripe e mais pesquisas relacionadas à queimaduras solares durante o verão.
Eles encontraram uma estreita relação entre quantas pessoas buscam tópicos relacionados à gripe e quantas pessoas realmente têm os sintomas. Claro que nem toda pessoa que procura por “gripe” está realmente doente, mas um padrão emerge quando todas as consultas relacionadas são somadas.
Então, você pode pensar em por que se preocupar com a informação da pesquisa se há uma vigilância para fazer quase a mesma coisa. A tradicional vigilância da gripe é muito importante, mas a maioria das agências de saúde se concentra em um único país ou região e apenas atualiza suas estimativas uma vez por semana. O Google Flu Trends está atualmente disponível para um número maior de países ao redor do mundo e é atualizado a cada dia, fornecendo um complemento a estes sistemas existentes.
Detecção precoce de surto
Para os epidemiologistas, este é um desenvolvimento interessante, porque a detecção precoce de um surto da doença pode reduzir o número de pessoas afetadas. Se uma nova cepa do vírus da gripe emerge sob certas condições, uma pandemia poderia surgir com o potencial de causar milhões de mortes (como aconteceu, por exemplo, em 1918).
Segundo o Google, as estimativas atualizadas podem permitir que os funcionários de saúde pública e profissionais de saúde respondam melhor às epidemias sazonais e as pandemias. Os resultados deste sistema foram publicados na revista Nature.
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abril 11, 2011 por Blog da Saúde
Em: Destaque, Saúde Física
Depois do eyeballing (ato de tomar uma dose de vodka pelos olhos), chega uma nova mania assustadora, difundida entre adolescentes alemãs, que consiste em colocar a bebida alcoólica no absorvente interno.
Após encharcá-lo na bebida, elas o inserem nas partes íntimas e então é só esperar a absorção. A pergunta feita em voz alta por cada pessoa ao se deparar com essa informação é: MAS POR QUÊ?
A técnica é usada para embebedar rápido e não ficar com bafo, um ato inconsequente que pode trazer diversos problemas, além de não ser eficiente, conforme divulgado no jornal alemão The Local.
Foi a polícia de Baden-Württemburg, cidade no sul da Alemanha, que se manifestou sobre o aumento de casos de adolescentes intoxicados. O jornal alemão Südkurier chegou a publicar uma notícia sobre uma garota de 14 anos que havia passado mal, aparentemente embriagada pelo uso do absorvente.
O álcool pode danificar as paredes da vagina e aumentar o risco de infecção. Há notificações de que rapazes também estavam aplicando os absorventes no ânus.
A prática conhecida como “slimming” parece ter começado nos Estados Unidos, mas já foi identificada na Escandinávia e em outros lugares onde menores têm dificuldade para ter acesso às bebidas alcoólicas.
Há grupos no facebook que, inclusive, trocam dicas sobre o tópico, com instruções e vídeos de como fazer.
Para os pais, a melhor maneira de lidar com as adolescentes é através da conversa, baseada na confiança e informação. Por inibir o bafo de álcool, a técnica pode encorajá-las, já que a embriaguez talvez passe despercebida.
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março 2, 2011 por Paula Spínola
Em: Saúde Física
Recorremos a profissionais para associar folia, carnaval e diversão à pele saudável, saúde em dia e responsabilidade sexual. Confira!
Nenhuma outra comemoração do ano permite tanto que se invista nas cores e brilhos como o carnaval. Um jato de spray aqui, um pouco de purpurina ali e pronto. As colombinas, odaliscas, passistas e piratas ganham vida na maior festa popular brasileira.
Mas para curtir os quatro dias de carnaval é preciso ter alguns cuidados com a pele. Produtos como sprays, tintas, purpurinas e colas podem provocar desde reações alérgicas leves até queimaduras. Alergias com produtos que contém corantes são as mais comuns.
A dermatologista do Hospital Federal de Ipanema, Márcia Senra, alerta que a pele é um órgão de contato, então várias pessoas podem ter qualquer tipo de alergia mesmo sem nunca terem usado um determinado produto. Portanto, tudo que contém tinta ou corante pode provocar uma alguma reação desagradável.
Márcia orienta as pessoas a aplicarem o produto em áreas menores do corpo para testar se vão ter alguma reação. O ideal é escolher a região anterior do antebraço e deixar a substância agir de um dia para o outro.
Segundo a Dra. Edith Horibe, presidente da ABMAE – Academia Brasileira de Medicina Antienvelhecimento, é possível prevenir e reverter alguns dos processos de envelhecimento, até mesmo no Carnaval.
Algumas dicas para cair na folia e que ajudam no processo Anti-aging: comer adequadamente, cuidar da hidratação e da ansiedade para não cometer todos os excessos concomitamente, aumentando os radiciais livres e acelerando o processo de envelhecimento.
Alimentação
Para a Dra Edith Horibe as bases para uma alimentação adequada incluem proporções equilibradas de proteínas, carboidratos e fibras, lipídeos (gorduras), vitaminas, minerais, e água.
O importante é evitar os fast foods, que geralmente são mais gordurosos e calóricos. No cardápio estão inclusos peixe e frango, vegetais crus ou cozidos no vapor, frutas pouco calóricas, como ameixa, frutas cítricas, maçã com casca, melão amarelo e melão cantalupo, pêra com casca, pêssego, que além de hidratar são excelentes fontes de carboidrato e grãos integrais.
Muito cuidado deve-se ter com a escolha das bebidas e ter moderação se forem alcoólicas, por isso nada melhor do que água, água de côco, sucos de frutas naturais, chá verde gelado – mas devem ser consumidos sem adoçante e sem açúcar. O açúcar é considerado alimento pró-inflamatório, rouba energia e vai deixar a pessoa cansada no meio da folia.
Para que a festa não acabe em diarreias e intoxicações, é preciso não abusar de álcool e ter cuidado com os alimentos gordurosos, como geralmente é a alimentação dos foliões.
O gastroenterologista do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, André Nazar, aconselha que a hidratação deve ser feita não só antes, mas durante e após para repor todo o líquido perdido, além de cuidados extras.
“De preferência, escolher bem o lugar que come, porque a maioria das vezes se come na rua. Alimentos quentes, com maionese exposta ao sol, devem ser evitados”. Para não ficar com fome leve sempre barra de cereais.
Outra dica de Nazar são os sorvetes, principalmente, os de fruta. Evite carnes mal passadas ou cruas, como carpaccio e comidas japonesas. Esses alimentos associados ao calor facilitam a intoxicação alimentar.
A ingestão de bebidas alcoólicas, comidas gordurosas, longa exposição ao sol, poucas horas de sono e alto gasto energético, agridem o organismo, causam estresse físico e debilita o sistema imunológico, além de abrir portas para infecções e doenças.
Buscando sempre as melhores alternativas, a nutricionista Audrey Abe, do Natural em Casa, têm algumas dicas para curtir as festas e, ao mesmo tempo, cuidar da saúde.
“Faça, antes de sair, um lanche reforçado à base de carboidratos como pão ou arroz integral, batata ou macarrão, pois é fundamental para ter bastante energia e disposição nas horas de festa”, explica a nutricionista.
1. Prefira carnes magras, queijos magros e leite desnatado, pois estes evitam a sensação de peso no estômago e digestão lenta.
2. Consuma carboidratos de absorção rápida, como arroz integral, pão integral, batata e macarrão, para ter bastante energia.
3. Não passe mais de 4 horas sem comer. Escolha alimentos fáceis de transportar, rápidos e práticos, que irão repor as suas energias, como barra de cereais, frutas liofilizadas e sucos de frutas.
4. Após as comemorações, opte também por alimentos com propriedades antioxidantes como a vitamina A, E e C, que podem ser encontradas na cenoura, abóbora, agrião, couve, espinafre e brócolis.
Importante! As bebidas alcoólicas além de calóricas aumentam a diurese, o que pode elevar o risco de desidratação. O consumo de água proporciona a eliminação mais rápida dos metabólicos do álcool.
Atividade Física
Se você vai se divertir na avenida ou no baile de carnaval, não precisa se preocupar se faltou à academia: 60 minutos sambando pode gastar 180 calorias.
Mas se carnaval para você não é sinônimo de folia, aproveite os dias para fazer uma hora de caminhada.
Vacina em dia
No quesito saúde, estar com as vacinas em dia já é um ótimo começo. “Elas protegem de doenças de fácil transmissão pelo beijo, aperto de mão ou contato sexual, e também de outras que estão controladas no Brasil, mas que podem ser transmitidas por turistas estrangeiros, como o sarampo, por exemplo”, explica a médica Flávia Bravo, coordenadora do Centro Brasileiro de Medicina do Viajante (CBMEVi).
“É recomendado, principalmente para os jovens, tomar vacinas que protegem de doenças relacionadas ao ato sexual”, indica a médica. A vacina do HPV, por exemplo, é fundamental para evitar o contágio pelo vírus do papiloma humano. A imunização contra Hepatite B também é importante, já que a doença é transmitida por sangue contaminado e é cerca de 100 vezes mais contagiosa que a AIDS.
Como neurose não combina com Carnaval, as vacinas continuam sendo a forma mais eficaz de combater pelo menos as doenças imunopreveníveis. Veja se a sua carteira de vacinação está em dia. Nos casos em que não há esta possibilidade, vale uma boa dose de informação, bom senso e de cuidado redobrado, lançando mão de todos os recursos disponíveis.
Responsabilidade sexual
A campanha de carnaval de 2011 do Ministério da Saúde terá como público as mulheres de 15 a 24 anos, porque a infecção por HIV entre as mulheres está em constante crescimento. Apesar de haver mais casos da doença nos homens, essa diferença diminui ao longo dos anos, segundo Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan.
Ela informa que dados do Ministério da Saúde – Departamento de DST/AIDS mostram que em 1989, a relação de sexos era de cerca de 6 casos de contaminação do sexo masculino para cada 1 caso no sexo feminino. Em 2009, chegou a 1,6 caso em homens para cada 1 em mulheres.
Maria Helena lembra que as mulheres lutaram por seus direitos sexuais, pelo direito de desenvolver uma carreira profissional e conquistar sua autonomia econômica e pessoal. Mas, quando a questão é amor e sexo, grande parte não sabe como exigir o uso de preservativo.
Vale lembrar a importância das consultas periódicas, já que o canal vaginal é um órgão interno, o que dificulta à mulher perceber qualquer alteração.
“Meninas sejam espertas e fiquem fora desta estatística da Aids”, recomenda Maria Helena. “Só se previne quem tem convicção dessa necessidade. Busque informações sobre razões para se prevenir, sexualidade, DST/Aids e métodos contraceptivos.”
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fevereiro 10, 2011 por Paula Spínola
Em: Destaque, Saúde Física
Costuma ser difundido entre os jovens que o fumo de origem oriental, chamado narguilé, não é tão prejudicial à saúde quanto o cigarro porque o fumo é filtrado pela água presente no objeto, entre outras, bem, invenções.
Veja só, o narguilé é composto por nicotina, alcatrão e monóxido de carbono. Ao ser queimado, libera metais pesados e cancerígenos, como o arsênico, chumbo, cobalto e cromo.
De acordo com a Stella Martins, diretora do Programa de Atenção ao Tabagista do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod), uma única rodada de fumo equivale ao consumo de cem cigarros.
Números que preocupam
O estudo da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo mostra que 37% dos jovens paulistanos, com idade média de 25 anos, aderiram ao narguilé.
O levantamento, que entrevistou 932 fumantes no decorrer do ano passado, ainda constatou que 96% dos consumidores do fumo de origem oriental também são adeptos do cigarro de cravo.
“A indústria revestiu com cheiro e gosto o consumo do tabaco para atrair um público cada vez mais jovem e, assim, substituir o grupo mais velho que está sofrendo com os males do fumo”, afirma Stella Martins.
Saúde dos fumantes de narguilé
A fumaça do narguilé aspirada pelo usuário é composta por cem vezes mais alcatrão, quatro vezes mais nicotina e 11 vezes mais monóxido de carbono do que um cigarro normal. Já o cigarro de cravo possui três vezes mais nicotina e monóxido de carbono.
Metade dos entrevistados apresentou níveis preocupantes da presença de carbono no ar expirado: uma média de 2,3 vezes a mais do que o máximo aceitável.
Ideia errada
Infelizmente é um hábito que carrega um forte cunho de socialização, pois ninguém o fuma sozinho.
Paul Hooper, gerente regional do Departamento de Saúde britânico, afirmou após um estudo sobre os altos níveis de monóxido de carbono no sangue de fumantes de narguilé, que estas descobertas fazem com que o assunto se transforme em uma grande questão de saúde.
De acordo com Hooper, muitos afirmam até que narguilé “não é o mesmo que fumar“.
Por último, dividir o cachimbo de narguilé pode transmitir infecções, como herpes, por exemplo.
Tanto o narguilé quanto o cigarro de cravo são enquadrados dentro da lei antifumo. Desde 2009, é proibida a venda do aparelho utilizado no consumo do narguilé para menores de 18 anos em todo o Estado de São Paulo.
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janeiro 28, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Ipsos e a London School of Economics revelou que, no Brasil, mais de 80% dos internautas recorrem à internet para saber mais sobre saúde, remédios e condições médicas. Esse comportamento mostra a existência de um novo perfil de pacientes, que agora estão mais interessados sobre tratamentos e diagnósticos. No entanto, o mesmo estudo apresenta um detalhe perigoso: só um quarto dos brasileiros verifica se a fonte de informações é confiável.
O internauta brasileiro, segundo o estudo, é o quinto do mundo em pesquisas sobre saúde na rede. Do total de 1.005 entrevistados, o estudo aponta que 68% realizam consultas sobre remédios, 45% sobre hospitais e 41% querem conhecer experiências de outros pacientes. Mas, afinal, como o acesso à informação facilitado pela tecnologia tem interferido na relação entre médico e paciente e para a construção do saber sobre saúde?
Pontos positivos e negativos
Para o médico clínico, plantonista em pronto-socorro e ambulatório, Jorge Parreira, a divulgação de informações sobre saúde na internet e mídias sociais interfere positivamente na relação entre médico e paciente. “O paciente está mais interessado e conhece melhor sua doença, o que antes não acontecia. Como o paciente não tinha acesso facilitado, ele recebia mais passivamente as informações”, compara o médico.
Dessa forma, Parreira acredita que esse novo hábito também aproxima o médico do paciente do ponto de vista científico, já que a pessoa que procura auxílio passa a ter informações para discutir o assunto com mais especificidade. “O que acontece, hoje, é que o paciente, já entendendo um pouco (ou muito) de sua patologia, passa a exigir uma resposta em mais alto nível do profissional médico”, destaca.
Mesmo com os reflexos positivos, também é preciso considerar que nem tudo o que está na rede é necessariamente correto. Como pondera o médico clínico-geral com prática ortomolecular, Telmo Diniz, é importante que o acesso às informações na internet e mídias sociais funcione como estratégia complementar e não como a única forma de buscar um diagnóstico correto. A pesquisa por informações, diz o médico, “é algo que deve ser feito antes e depois do diagnóstico médico, porém em fontes confiáveis, como sites acadêmicos e redes sociais de pessoas qualificadas”, observa.
A falta de checagem de informações é, justamente, o que preocupa na pesquisa sobre os internautas brasileiros. Os perigos da consulta em sites não confiáveis está, conforme Telmo, na prática da automedicação, além do estresse e ansiedade gerados pelas informações encontradas. “Mesmo que a informação seja encontrada em sites acadêmicos, não se deve fazer uso de automedicação”, aponta. No caso do estresse e ansiedade, o médico explica que podem acontecer preliminarmente, uma vez que a pessoa, ao ler uma determinada informação, pode acreditar, e sofrer com ela, mesmo sem ter certeza sobre o diagnóstico correto.
Tais fatores também podem ocorrer, segundo o especialista, quando os pacientes tentam interpretar exames com base em pesquisas, antes de retornar ao médico. Caso comum, tendo em vista que muitos laboratórios já permitem que os usuários recebam os exames em casa ou acessem pela internet.
O que o internauta procura
A pesquisa mostrou que além de consultar sobre medicamentos e patologias, o internauta brasileiro deseja muito saber sobre as experiências de outros pacientes. Isso pode ser acompanhado pelo destaque de alguns blogs na premiação Top Blogs, por exemplo, na qual blogs de Saúde com essas características foram contemplados.
O blog Ser Lesado, por exemplo, foi um dos mais votados pelo público em 2010. A página, atualizada por Leandro Portella, 29, tem como objetivo principal relatar vivências de tetraplegia, em função de uma lesão medular sofrida por ele. Para tentar facilitar sua adaptação e melhorar a qualidade de vida também do próximo, Portella oferece a troca de informações que podem ajudar familiares, profissionais da área e outros lesados.
Para atualizar o blog, o jovem, que só tem os movimentos dos ombros para cima, utiliza uma ferramenta de voz, o programa “Motrix“. Segundo o jovem, compartilhar informações sobre lesão medular tem sido muito bom. “Aprendo bastante com outros lesados e vejo que somos muitos”, aponta. Portella acredita que a rede esse é um meio muito acessível para buscar informação, mas faz uma ressalva: os pacientes não devem seguir dicas e informações ”sem orientação do profissional especializado”, reforça.
Com uma perspectiva mais abrangente, o Blog da Saúde aborda a saúde por diversos prismas. Ao criar o blog, informa a jornalista Paula Sanches, a ideia era “passar ao internauta informações sobre saúde e prevenção, dicas e notícias de Saúde no Brasil e no Mundo”. A equipe é formada por uma jornalista e 6 profissionais da área de saúde, sendo um médico, duas nutricionistas, um psicólogo, uma fisioterapeuta e uma assistente social. “Saúde, de forma geral, é um tema sempre de alta relevância e, por isso, requer muito cuidado com a forma a ser tratado. Afinal, interfere de forma direta na vida das pessoas”, destaca Paula.
Por isso, há um cuidado para obter mais informações junto a outros especialistas, tornando o trabalho um aprendizado diário, tanto para quem emite, como também para quem recebe a mensagem. Ainda assim, na rede, o gerente de marketing, Rodrigo Mazzola, deixa um alerta: “As pessoas não devem procurar o diagnóstico final para seus sintomas e nem procurar qual medicamento tomar pela rede”.
Credibilidade
Os internautas que querem ter acesso a informações sobre saúde na rede devem ser também criteriosos quanto aos sites consultados. A Folha.com, em matéria divulgada em 22 de janeiro, por exemplo, listou alguns sites de referência que oferecem informações confiáveis sobre saúde. Para quem não abre mão, vale a pena consultar aqui.
Além dessas dicas, é importante lembrar que os materiais confiáveis disponibilizados na rede sempre apresentam fontes de referência e têm a preocupação de direcionar a pessoa a um profissional, caso ela precise de consulta ou exames.
*Fonte: Portal Minas Saúde
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dezembro 29, 2010 por Paula Spínola
Em: Saúde Social
Vamos percorrer pelos avanços, obstáculos, vitórias e temores da medicina que nos marcaram em 2010. E para 2011, contamos (entre outras muitas coisas) com o avanço cada vez mais em benefício de quem precisa.
Sibutramina
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) criou restrições para venda de medicamentos que contenham sibutramina, presente em remédios para emagrecer.
A substância passou a receber a classificação de anorexígena (atua no sistema nervoso central), e a tarja dos medicamentos mudou de vermelha para preta.
Além disso, foi determinada a dose máxima que um médico pode prescrever do medicamento: 15 miligramas diárias.
Após as restrições, as vendas de inibidores de apetite com sibutramina caíram 60% – o que significa que as intenções da agência foram alcançadas: maior prudência ao utilizar a substância. Até então, a droga era a mais usada para perder peso.
Vacinas
Viu-se, durante todo o ano, uma série de vacinas sendo desenvolvida com finalidades diversas. Os testes da vacina para ajudar a parar de fumar e evitar que as pessoas voltem ao vício, é um grande exemplo de que há sempre alternativas a explorar.
Diferente dos chicletes de nicotina, adesivos ou qualquer outro método visto até hoje, a vacina bloqueia a sensação de prazer que a nicotina gera no fumante quando provoca a liberação da dopamina, um estimulante.
Por isso, além de parar de fumar, a pessoa estará ‘imune’ à sensação de prazer causada pelo cigarro por um determinado tempo, assim como as vacinas que protegem das doenças.
A NicVax, nome dado à nova vacina, terá sua fase de testes e eficácia comprovada em 2012. Se tudo ocorrer como os cientistas esperam, neste mesmo ano citado estará no mercado.
A vacina só pode ser utilizada para prevenção? Veja o caso daquela que ‘trata’ câncer de próstata em estágio avançado.
Lançada nos Estados Unidos, a vacina Provenge, da Dendreon Corp, estimula o sistema imunológico do paciente a lutar contra as células malignas do tumor – trata ao invés de prevenir.
Os médicos tentam desenvolver este tipo de tratamento há anos e esta foi a primeira a conseguir aprovação pela FDA, agência que regula alimentos e remédios nos Estados Unidos.
Se não bastasse, os cientistas procuraram facilitar a vida de quem sofre do medo de agulhas, mesmo na hora se prevenir, e começaram a fazer testes de vacinas adesivas – já pensando na facilidade de aplicação em caso de epidemias.
Desenvolveu-se a vacina contra a esquistossomose que deve chegar ao mercado em 2015. Os testes em animais tiveram índices de sucesso considerados bons, o que daria início aos testes em humanos, caso fosse concedida a autorização da Anvisa. A doença atinge 200 milhões de pessoas no mundo.
No mês passado foi divulgada a vacina contra HIV que obteve o melhor resultado até o momento.
A efetividade chegou a 30% nos testes, se o paciente receber seis doses anuais, o que pode salvar um milhão de vidas ao ano – segundo o Departamento de Aids do Instituto de Imunologia da Rússia.
Prêmio Nobel
Robert Edwards, criador da inseminação artificial, recebeu o Nobel de Medicina de 2010 pelo desenvolvimento da fertilização in vitro.
A técnica, que consiste em fertilizar o óvulo fora do corpo da mulher, ajudou milhões de pessoas a realizar o sonho de ter filhos – mais de 10% dos casais no mundo sofrem de infertilidade, segundo dados do comitê responsável pelo prêmio.
Aproximadamente 4 milhões de indivíduos nasceram graças à infertilização in vitro.
Superbactéria
Um novo gene provoca uma mutação em qualquer bactéria e a torna extremamente resistente a antibióticos. Foram divulgados casos no Reino Unido, depois no Japão. Logo em seguida Estados Unidos e Canadá e então no Brasil, que tomou algumas medidas para evitá-la.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou que a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária concluiu a regulamentação para evitar a venda de antibióticos sem receita médica.
As mudanças foram feitas para coibir o uso indiscriminado desses medicamentos, que leva as bactérias a ficarem mais resistentes, fazendo com que o corpo humano não reaja tão bem no caso de infecções graves.
Para Temporão, esse pode ter sido o motivo para o surgimento da superbactéria KPC. O ministro acredita ainda que tenha havido falhas no processo de controle de infecção hospitalar.
Em seguida, hospitais e clínicas, públicos e privados, foram obrigados a colocar dispensadores de álcool em gel em todos os quartos, ambulatórios e prontos-socorros – para evitar novos casos da superbactéria.
Você sabia que tomar antibiótico durante uma semana pode prejudicar as defesas do seu organismo por até dois anos? Talvez esteja na hora de pensar duas vezes antes de recorrer a esse tipo de medicamento.
A conclusão é de um estudo realizado pelo Instituto Sueco para Controle de Doenças Infecciosas.
H1N1
No dia 10 de agosto, a OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou o fim da pandemia de gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1), 14 meses depois de ter declarado o nível máximo de alerta pela aparição do vírus.
Segundo o mais recente balanço da OMS, a gripe matou 18.449 pessoas em 214 países e territórios.
No entanto, o impacto real do vírus foi muito mais leve que o registrado anualmente pela gripe sazonal comum: por ano, mata cerca de 500 mil pessoas no mundo.
Avandia
O medicamento usado contra diabetes tipo 2, fabricado pela empresa Glaxo Smith Kline, teve seu registro cancelado no final de setembro, após avaliação dos estudos que mostram que os riscos ao consumir o remédio superam os benefícios.
Além de ter o registro cancelado, a Anvisa determinou que o laboratório produtor recolhesse o produto em todo o país.
O Avandia, cujo príncipio-ativo é a substância rosiglitazona, é indicado para o tratamento do diabetes tipo 2. A Agência recomendou aos pacientes que fazem uso deste medicamento a procurar o seu médico para realizar a mudança necessária no tratamento.
Atualmente, existem nove classes de medicamentos para este tipo de diabetes.
Os riscos de problemas cardiovasculares decorrentes do uso do Avantia ficaram comprovados com um estudo da Cleveland Clinic Foundation (EUA), divulgado este ano.
Cirurgia plástica
A Sociedade Brasileira de Cirurgias Plásticas (SBCP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) elaboraram um documento para limitar o número de procedimentos que podem ser feitos em uma única cirurgia.
O protocolo de segurança para cirurgias plásticas também deve especificar o tipo de anestesia indicado para cada caso e trazer recomendações sobre exames pré-operatórios, medicamentos, curativos e as condições do local de atendimento.
O hábito de combinar várias intervenções cirúrgicas para reduzir os gastos com anestesia, médico, internação, além da recuperação de apenas um pós-operatório, pode ser perigoso!
Segundo a sociedade, a revisão é necessária em função dos avanços tecnológicos e do aumento no número de plásticas, além dos casos de mortes.
Ortotanásia
A Justiça Federal derrubou liminar e liberou a prática da ortotanásia no Brasil.
A ortotanásia é a suspensão de tratamentos invasivos que prolonguem a vida de pacientes em estado terminal, sem chances de cura. Nesses casos, o médico precisa da autorização do doente ou, se este for incapaz, de seus familiares. Vale ressaltar que, ao contrário do que acontece na eutanásia, não há indução da morte.
A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou no dia 8 de dezembro projeto de lei que define os procedimentos necessários para a prática. O projeto prevê que o pedido será avaliado por uma junta médica antes da decisão final.
Homem curado da AIDS
A notícia ainda é fresquinha: Médicos alemães anunciaram ter curado o paciente HIV positivo com terapia de células-tronco. A intenção inicial era tratar uma leucemia, que também foi curada.
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dezembro 7, 2010 por Paula Spínola
Em: Estética, Saúde Física
Demorou séculos para escolher o desenho e achou que essa era a parte mais complicada do processo. Olhos bem abertos!
É fundamental o cliente presenciar a abertura de agulhas e lâminas descartáveis e conferir o descarte dos itens em recipientes próprios para esse fim.
Ao fazer uma tatuagem, os instrumentos utilizados entram em contato com sangue e outros fluidos corporais e podem aumentar o risco de contaminação, caso sejam utilizados sem esterilização em mais de uma pessoa.
Tudo isso quem explica é a médica infectologista e diretora do ambulatório de hepatites virais do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, da Secretaria de Estado da Saúde, Mariliza Henrique da Silva:
“As agulhas e as tintas utilizadas na tatuagem, se não forem mantidas em embalagens esterilizadas, poderão levar a transmissão de vírus como HIV e das hepatites B e C, além de infecção por fungos e bactérias. Há, também, risco de reações alérgicas aos produtos utilizados”
Tintas
Tenha também preocupação com a composição das tintas. Explicamos: os ingredientes químicos da coloração podem incluir tinta de paredes, de impressoras ou carbono industrial.
Toxinas presentes nessas substâncias podem entrar nos rins, pulmões e nódulos linfáticos por meio do sistema circulatório. As tintas ideais para as tatuagens são as biorgânicas (naturais) e que estejam em recipientes estéreis.
“As pessoas devem confirmar com o profissional se as tintas utilizadas são atóxicas e destinadas especificamente para o uso de tatuagens, e verificar se os resíduos desses produtos serão descartados após a conclusão do trabalho”, alerta Mariliza.
Os cuidados valem também para as tintas de henna que, segundo a infectologista, também pode causar alergias, mas têm a vantagem de não serem definitivas e de não haver necessidade de agulhas em sua aplicação.
As tatuagens podem infeccionar, sobretudo se não receberem o devido cuidado posterior.
A infectologista esclarece que, além de algumas pessoas sentirem reações alérgicas às tintas usadas para tatuar, outras sentem dor ou ardor durante exames de ressonância magnética em consequência dos pigmentos metálicos.
Locais adequados
Portanto, preste atenção no local onde a tatuagem será realizada.
O estúdio ou clínica deve ter autorização de funcionamento expedida pela Vigilância Sanitária local, por isso observe se o documento está afixado no estabelecimento.
Antes de fazer a tatuagem nunca se esqueça de:
• Certificar de que você está com a validade da vacina antitetânica em dia
• Verificar se a pele do local escolhido para realizar a tatuagem, está sadia – sem doenças, queimaduras ou alergias
• Após a aplicação da tatuagem, observar se há reações na pele, febre ou outros sintomas. Se isso acontecer, é recomendada a consulta a um médico para avaliação e orientação de como tratar o caso.
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