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E ainda duvidam da força do pensamento

Os pesquisadores disseram que pensar conscientemente em situações felizes ou fofas ao acordar tem um efeito terapêutico. E ainda deram exemplos: pensar em bebês ou em um nascer do sol bonito.

A abordagem mostrou-se bem sucedida para pacientes com uma variedade de doenças, incluindo doença arterial coronariana, hipertensão arterial e asma; e ajudou-os nas melhores decisões sobre o tratamento. São os primeiros grandes ensaios clínicos para mostrar que é possível usar a imaginação e a autoafirmação para sustentar uma mudança de comportamento.

O estudo

Os pacientes foram incentivados a pensar em pequenas coisas prazerosas ao acordar e durante todo o dia. Além disso, deveriam praticar a autoafirmação para superar os obstáculos, lembrando-se de momentos em que estavam orgulhosos, como uma formatura. “Esta abordagem simples dá aos pacientes as ferramentas que os ajudam a cumprir a promessa a si mesmos que vão fazer o que for necessário para a saúde”, disse Dr Charlson ao Daily Mail.

Ao serem distribuídos em dois grupos, um de controle e o outro experimental do “efeito positivo”, ambos receberam um guia educativo sobre a importância da intervenção e telefonemas a cada dois meses para a verificação do progresso. Junto com o uso diário do pensamento positivo, os pacientes do grupo experimental receberam presentes surpresa, como sacolas, antes do acompanhamento pelo telefone.

O valor monetário dos presentes não tinha importância, em vez disso eram simbólicos e serviram para reforçar a intervenção. Os resultados foram medidos um ano depois.

Para doença arterial coronariana, 55% dos pacientes no grupo do pensamento positivo e autoafirmação aumentaram sua atividade física em comparação com 37% no grupo controle. O grupo positivo andou uma média de 3,4 km por semana a mais do que o grupo controle.

Para a pressão arterial elevada, 42% dos participantes do grupo positivo aderiram ao plano de medicação em comparação com 36% do grupo controle.

E agora ajudamos a manter o otimismo…

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Os resultados são detalhados em três estudos publicados no Archives of Internal Medicine, envolvendo 756 pacientes.

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“Gentileza gera gentileza.”

“Gentileza com gentileza se paga.”

Essas são algumas frases que você já deve ter escutado. Por serem apenas frases, não as levamos tão a sério como deveríamos, mas nem por isso elas deixam de dizer a verdade.

Existe uma constatação científica que afirma que gentileza também gera saúde. As atitudes gentis permitem a liberação de endorfinas no corpo, capazes de provocar no indivíduo uma sensação de alegria, que pode se transformar em calma e bem-estar.

Para lembrar as pessoas de como ser gentil faz bem para nós e para aquele estranho que passou ao seu lado na rua, o vídeo “Vírus da Gentileza” mostra como uma única atitude acaba virando uma corrente de ações gentis.

Deixe isto fazer parte do seu dia-a-dia:

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Você não está contente com alguns dos seus hábitos. Pretende mudá-los a partir de segunda-feira, começo de semana, começo de uma nova vida.

No fim de semana relaxará e hora ou outra lembrará que o fim da linha dos alimentos gordurosos e do sedentarismo está próximo.

Mas, às vezes, apenas o incidente de acordar atrasado no primeiro dia útil da semana já estraga os planos, porque se esqueceu de pegar a maçã que iria levar ao escritório para comer entre o café da manhã e o almoço.

Ou então, veja só, porque é aniversário de um colega do trabalho e tem bolo de prestígio. Ou acontece a autoenganação e o prato fica cheio de salada no almoço, mas no dia seguinte já há espaço para a banana à milanesa.

Tudo isso para dizer que por todos estes motivos um checklist da saúde nos parece um item profundamente lindo e oportuno. E que alguém pensou nisso por todos nós ♥.

A autora do site The Project Girl disponibilizou um pdf para ser impresso a fim de atingir seus objetivos de saúde.

Além da parte física contendo frutas, vegetais, atividades e copos de água, incluiu o item ‘mente’ com leitura, hobby ou outros dois que podem ser preenchidos por você; e o item ‘alma’ contendo relaxamento, reza, tempo com a família e também outras duas opções pessoais. Clique na imagem abaixo para abrir o pdf.

Imagem The Project Girl

Imprima o seu e confira sua evolução em manter hábitos saudáveis. Se funcionar, conte para a gente suas novas estratégias e qualidade de vida.

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Basta alguma admirada celebridade falar sobre uma dieta que segue que as chances de virar “a dieta da moda” são bem grandes. Isso não quer dizer que a dieta funcione ou que funcione para você. Com o apoio de mais de 5.000 cientistas, a Sense About Science continua a desvendar a realidade sobre informações científicas dadas anualmente por pessoas influentes.

As reclamações são enviadas por cientistas e público, seja de produtos, estilo de vida ou campanhas, que parecem fazer pouco sentido científico. No final de cada ano, um apanhado geral das teorias mirabolantes é revelado e para 2011 notou-se uma estranha dificuldade em compreender o mar!

O comentador político americano, Bill O’Reilly, alegou que não temos a compreensão de como as marés funcionam, enquanto Snooki Polizzi (participante de reality show americano) apresenta sua própria teoria do porquê o mar é salgado (muito esperma de baleia).

Enquanto isso, um item must-have do ano passado, a pulseira Power Balance, observada nos pulsos de David Beckham e Kate Middleton, caiu em desuso. A Power Balance foi publicamente repreendida por suas reivindicações de marketing e, embora ainda esteja à venda no Reino Unido, o apoio de celebridades diminuiu.

Também deixamos para trás alguns problemas persistentes (menos famosos caíram nas armadilhas de dietas desintoxicantes em 2011). Mas celebridades finalmente receberam a mensagem? Sim, parece que exceto Gwyneth Paltrow…

É hora de desmitificar alguns dos comentários de famosos sobre ciência e saúde, mas as visualizações sobre o que dizem percorrem longos caminhos e fica difícil reverter.

Problemas com o mar?

Participante de reality show dos EUA, Nicole “Snooki” Polizzi, disse: “Eu realmente não gosto da praia. Eu odeio tubarões e todo o esperma de baleia na água. É por isso que o oceano é salgado”.

Dr. Simon Boxall, oceanógrafo: Seria necessário uma grande quantidade de esperma de baleia para tornar o mar salgado! O sal do mar vem de muitos milhões de anos de água que flui sobre as rochas e minerais. Lentamente dissolve-os levando à natureza o ‘salgado’ dos mares. Água salgada realmente mantém nossos oceanos livres de muitos microorganismos que causam doenças. Então por que não dar à praia outra chance e voltar a entrar na água?

Atalhos para uma boa saúde?

A personalidade da TV, Simon Cowell, descreveu o seu coquetel de vitaminas C, B12 e magnésio, parte de sua tentativa de se sentir mais jovem e saudável: “É uma sensação incrivelmente quente … É muito calmante”.

Ursula Arens, nutricionista da Associação Dietética Britânica:
Simon, a menos que tenha uma deficiência de vitamina, o que você come irá fornecer-lhe as vitaminas que precisa. A absorção das vitaminas pelo seu corpo é muito eficiente. Se você está preocupado em não adquirir vitaminas suficientes através dos alimentos, e não pode mudar sua dieta, então suplementos vitamínicos seriam uma forma simples de dar-lhe segurança. No entanto, meu conselho para você, Simon, é que se precisar de uma sensação calorosa e calma, tome uma boa xícara de chá!

Dica importante do Sense About Science:

- Seu corpo faz um bom trabalho de levar tudo que você precisa para ficar saudável. Se você suspeitar de uma deficiência grave, esta deve ser diagnosticada e tratada adequadamente (caso contrário, nenhum suplemento é necessário).

A atriz Gwyneth Paltrow escreveu em seu blog sobre sua dieta de desintoxicação. Mas os cientistas reivindicam que o nosso corpo tem o próprio e fantástico sistema de desintoxicação já existente na forma de fígado e rins. Muito melhor beber bastante água, ter uma dieta balanceada, dormir o suficiente, e deixar seu corpo fazer o que faz melhor!

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Uma parte tão pequena e aparentemente irrelevante do corpo pode revelar seu estado de saúde. Abaixo, uma listagem feita pelo site Viva Saúde mostra o que cada aspecto da unha quer dizer sobre a sua saúde. Manter as unhas sempre limpas, bem cortadas e brilhando não é apenas uma questão estética.  Lembrem-se, os sintomas listados aqui NÃO são um diagnóstico. Se você perceber algum deles em suas unhas, procure um médico.


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O vídeo, criação do Programa de Oncobilologia da UFRJ com apoio da Fundação do Câncer, pretende conscientizar sobre fatores de risco para o câncer de pele. O legal é que foi produzido pensando também em atender a pessoas com problemas de audição.

O verão aproxima-se e os cuidados com a pele devem ser redobrados a fim de evitar os riscos da exposição exagerada ao sol e o aparecimento de câncer de pele, o mais comum na população brasileira. A pesquisa revelou que a maioria dos entrevistados não sabe identificar uma pinta maligna e, portanto, o momento que deve procurar o dermatologista.

A detecção precoce, segundo especialistas, faz toda a diferença no tratamento do câncer de pele já que diagnosticado no início tem 100% de chance de cura.

A pesquisa

Foram ouvidos 900 jovens banhistas de três praias do Rio de Janeiro (Ipanema, Barra da Tijuca e Flamengo). Foi constatado que 20% deles não usam filtro solar e 52% usam apenas quando vão à praia. Apenas 10% dos entrevistados fazem uso do filtro solar diariamente, o que é considerado ideal.

Quando os banhistas que não aplicam protetor solar foram perguntados sobre as razões que os fazem deixar de usar, 307 responderam que esquecem, e 152 afirmam que o protetor dificulta o bronzeamento. Apenas 27 afirmaram não possuir condições financeiras para comprá-lo. Os horários que os banhistas mais frequentam a praia são os de índice UV mais elevado, entre 10h e 16h (77%).

Ao serem perguntados sobre as características de uma pinta cancerosa, a maioria não soube responder (415 pessoas). Entre os entrevistados, 13% já tiveram algum familiar com câncer e, destes, 88% usam filtro solar com fator de proteção a partir de 15, mas 40% não aplicaram o protetor no dia da entrevista.

Dos entrevistados, 74% apresentam índices preocupantes de queimaduras solares (ficam vermelhos e descascam), mas este índice é menor entre quem não usa protetor. Ou seja, quem passa mais, também fica tempo demasiado no sol.

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A resolução que determina as cepas (linhagens) de vírus que serão utilizadas nas vacinas contra a gripe a partir de fevereiro de 2012 foi divulgada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

As vacinas deverão conter três tipos de cepas de vírus em combinação: um vírus similar ao vírus influenza A/California/7/2009 (H1N1), um similar ao vírus influenza A/Perth/16/2009 (H3N2) e um ao vírus influenza B/Brisbane/60/2008.

Como os vírus circulantes não sofreram grandes alterações, as cepas para 2012 são as mesmas recomendadas para 2011.

Portanto, as empresas que tiveram a alteração pós-registro para atualização da cepa aprovada no ano de 2011 estão dispensadas de nova avaliação da Anvisa para o ano de 2012.

Para garantir a eficácia da vacina, a sua composição é atualizada a cada ano, de acordo com os vírus circulantes.

Segundo a Agência, a resolução está de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o Hemisfério Sul. Fica proibida a utilização de qualquer outra cepa de vírus em vacinas contra gripe.

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Medicamentos mais potentes para tratamento e cura da hepatite C estão sendo testados no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade referência em infectologia da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.

Aprovados em julho para comercialização no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os antivirais Telaprevir e Boceprevir já estão em uso nos Estados Unidos e na Europa.

No entanto, por aqui, a expectativa é de que os remédios estejam disponibilizados para os pacientes do SUS até o segundo o semestre de 2012.

O tratamento atual tem alcançado uma média de 50% de cura, e de 35% a 40% em pacientes portadores da hepatite C do genótipo 1, segundo os médicos infectologistas do Instituto. Porém, essas novas drogas sintéticas prometem revolucionar este tratamento da doença.

Para a equipe do Núcleo de Apoio à Pesquisa do Instituto, os estudos em andamento significam uma nova era no tratamento da doença. Os testes com os novos remédios têm sido feitos sob supervisão do FDA (Food and Drug Administration) norte-americano.

Eficácia

Tanto no caso do Telaprevir quanto do Boceprevir, cada um associado ao esquema de medicação convencional (Interferon e Ribavirina), foi possível alcançar 75% de cura em pacientes não tratados e 88% em pacientes que tiveram recaídas após realizar um tratamento tradicional.

Dos nove pacientes tratados no Emílio Ribas com o Telaprevir – conjugado ao tratamento convencional, oito tiveram a cura da doença, afirma o médico Roberto Focaccia, responsável pelos estudos.

“A eficácia tem se mostrado até mesmo na redução do tempo de tratamento, diminuindo de um ano para a média de nove a 11 meses”, complementa Focaccia.

Outras novidades

A equipe de médicos do Grupo de Hepatites do Emílio Ribas participa agora de estudos de avaliação clínica com as novas drogas desenvolvidas, como o Alispolivir.

Este medicamento atua diretamente na célula hepática e é ativo contra todos os genótipos do vírus da hepatite C. Outro teste é de um inibidor de polimerase que, em fase inicial de testes em voluntários, já alcançou 100% de cura.

Os pesquisadores têm esperança que futuramente exista a possibilidade de substituir o Interferon, atualmente em uso, que gera efeitos colaterais semelhantes à quimioterapia oncológica, por drogas que causem sensíveis reduções dos efeitos indesejáveis.

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Um estudo, publicado recentemente nos Estados Unidos, revelou que ouvir composições de Mozart ao executar a colonoscopia pode aumentar as chances de detecção de pólipos pré-cancerosos.

A colonoscopia é um exame endoscópico que permite a visualização do interior de todo o cólon e auxilia na descoberta precoce do câncer de intestino.

“O ‘Efeito Mozart’ e a Detecção de Adenoma”, de Catherine Noelle O’Shea e  e David Wolf, do Centro de Ciência e Saúde, da Universidade do Texas, demonstrou que com a música do concertista houve significativo aumento nas taxas de detecção de adenoma (tipo de tumor glandular).

Um conjunto de pesquisas anteriores,  demonstraram o”Efeito Mozart”:  ouvir a música do compositor austríaco pode resultar em uma melhora de curto prazo e significativa no raciocínio temporal-espacial.

Os estudos

Então, partindo dessa premissa, a pesquisa foi realizada da seguinte maneira: dois endoscopistas, cada um com a experiência de, pelo menos, mil colonoscopias já realizadas, trabalharam nos procedimentos normalmente, só que dessa vez ouvindo concertos do compositor austríaco ou nenhuma música ao fazer os exames.

Resultados – As taxas de detecção de adenomas destas colonoscopias foram comparadas com taxas de referência obtidas num período anterior aos testes.
“Ambos os endoscopistas tiveram maiores taxas de detecção de adenoma ao ouvir música quando comparado com as suas taxas de referência”, afirmou a pesquisadora Dra. O’Shea.

Um dos médicos obteve na taxa de detecção de adenoma um resultado de 66,7% ao ouvir Mozart e 30,4% sem música. O outro chegou a 36,7% ouvindo música e 40,5%, sem. Partindo do princípio que as taxas iniciais de referência deles eram de 21% e 27%, respectivamente.

Para os estudiosos, a taxa de detecção do adenoma está associada a uma redução na incidência de câncer colorretal, por isso este é um indicador de extrema importância para a colonoscopia.

Segundo os autores da pesquisa, mesmo este sendo um estudo pequeno, ele mostra como pensar fora da caixa – neste caso usando Mozart para melhorar as taxas de detecção de adenoma.

Fato que pode potencialmente revelar-se útil tanto para médicos quanto para os pacientes. “Nós faremos qualquer coisa que mostre potencial para salvar vidas”, afirmou O’Shea.

Câncer colorretal

Os adenomas são um tipo de pólipo de cólon, considerado um precursor do câncer colorretal invasivo (CRC), que é o terceiro câncer mais comum diagnosticado em homens e mulheres nos Estados Unidos, e a segunda principal causa de morte por câncer em ambos os sexos.

Segundo a Sociedade Americana do Câncer, 102.900 novos casos de câncer de cólon (49.470 em homens e 53.430 em mulheres) foram diagnosticados nos Estados Unidos em 2010.

Quando detectados precocemente, os pólipos podem ser removidos durante um exame de colonoscopia, impedindo o desenvolvimento de câncer colorretal.

Portanto, a colonoscopia é considerada como a melhor estratégia para detectar e prevenir este tipo de câncer que, se descoberto em estágio inicial, apresenta uma taxa de sobrevivência superior a 90%.

Com informações de Science Daily.

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Foram anunciados os municípios beneficiados pelo Programa Academia da Saúde – estratégia lançada em abril que estimula a criação de espaços para a prática de atividades físicas e lazer.

O ministro da saúde, Alexandre Padilha, divulgou que serão instaladas 2 mil academias em 1.828 municípios de todo do Brasil.

Estes locais, construídos para a prática de atividades físicas, serão públicos e voltados para os serviços de atenção básica, segundo informações do Ministério da Saúde.

“As Academias da Saúde são mais do que espaços públicos de lazer: trata-se de meios de acesso às práticas corporais pela maioria da população, com impacto direto na qualidade de vida e na saúde das pessoas”, afirmou Padilha.

Segundo o ministro, a construção dessas academias é uma das estratégias do governo federal para a promoção da saúde, prevenção de enfermidades e redução de mortes prematuras por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT).

Essas medidas estão previstas no Plano de Ações Estratégicas para Enfretamento das DCNT, que tem a meta de reduzir 2% ao ano as mortes em decorrência dessas doenças.

A finalidade do Plano de Ações é melhorar os indicadores relacionados ao tabagismo, álcool, sedentarismo, à alimentação inadequada e obesidade, conforme o Ministério da Saúde.

Confira aqui a lista dos municípios beneficiados com o Programa Academia da Saúde.

Combate ao sedentarismo e à obesidade

A recomendação da Organização Mundial de Saúde é que sejam praticados, no mínimo, 30 minutos de atividade física, durante cinco ou mais dias da semana.

De acordo com o estudo Vigitel 2010, no Brasil, apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre, tendo maior adesão entre os homens, 18,5%, em comparação a 12% entre as mulheres.

O estudo mostra que 16,4% dos brasileiros são sedentários e apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre. A pesquisa revela também que 48% dos brasileiros estão acima do peso, sendo que 15% destes estão obesos.

Nos períodos de lazer, 25,8% dos brasileiros passam mais de três horas em frente à TV, durante cinco ou mais vezes por semana, conforme mostra a pesquisa.

Um dado do estudo expõe a importância de se criar espaços públicos destinados à atividade física voltados para população de baixa renda: apenas 12% da população com menos escolaridade é ativa enquanto na população com 12 anos, ou mais, de escolaridade esse número sobe para 20%.

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Há desorganização, altos custos e sistemas ineficientes para atender a todos, quando se trata de serviços de saúde em todo o mundo.

Se isso soa familiar, saiba que organizações perceberam que estes obstáculos são tão semelhantes além das fronteiras geográficas, que suas soluções também devem ser.

Para isso, a Iniciativa Pioneer Portfolio, da Fundação Robert Wood Johnson fez uma parceria com o Changemakers da Ashoka, e lança uma nova competição.

Eles buscam soluções inovadoras na área de saúde que tenham dado certo em qualquer lugar do mundo. Mas elas devem ter o potencial de serem aplicadas em outros países.

Tanto a Fundação como o Changemakers têm o objetivo de transformar o mundo. Este segundo é uma comunidade global on-line que incentiva e apoia indivíduos no seu papel de agente de mudança.

Interessou?

As inscrições estão abertas até 13 de fevereiro de 2012. Três vencedores irão receber um prêmio de US$ 10.000 em dinheiro. Além da chance de ganhar o prêmio, algumas inscrições (com operações no território americano) também poderão ser convidadas a enviar uma proposta para a iniciativa RWJF’s Pioneer Portfolio para ser considerado um possível financiamento posteriormente.

Dica importante da equipe do Changemakers: quanto antes a inscrição for efetuada, maior será a visibilidade e o tempo para editá-la. Isto é, haverá mais tempo para melhorar a apresentação do projeto a partir dos comentários feitos pela comunidade Changemakers e pelos Especialistas.

É possível enviar um projeto mesmo que ainda não tenha sido aplicado?

Sim, é possível inscrever um projeto mesmo na fase conceitual. Porém, é muito importante que isso seja indicado na ficha de inscrição, assim como sua visão em longo prazo para aumentar o impacto social e criar uma mudança duradoura. Portanto, além do quesito principal de Inovação, é necessário responder bem às perguntas que se referem a Impacto Social e Sustentabilidade.

Pode indicar um projeto sem ser de sua criação?

Sim. Essa é outra forma de participar. Considere que, para fazer uma indicação de projeto, é necessário se cadastrar antes no site do Changemakers.

O projeto pode ser específico para uma região? Ex.: Desnutrição no continente africano.

Sim, pode. São bem-vindos todos os projetos na área da saúde, desde que sejam inovadores e possíveis de serem aplicados em outras regiões, isto é, que sejam soluções que, literalmente, cruzem fronteiras!

O anúncio dos finalistas acontecerá dia 18 de março de 2012. Já os vencedores serão divulgados no dia 16 de abril de 2012. Saiba como participar aqui. Não perca tempo. Sua solução pode ajudar a transformar a saúde mundial.

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O projeto “Este Jovem Brasileiro”, desenvolvido pelo Portal Educacional, busca entender o comportamento dos adolescentes e está na 7° edição, desta vez com o tema Corpo e Mente.

Entre os jovens entrevistados, 65% têm seu IMC (índice de massa corporal) normal, quase 25% têm o peso abaixo do ideal para sua altura, 8% têm sobrepeso e 2% são obesos. Emoções, hábitos alimentares inadequados, sedentarismo e questões familiares podem influenciar o IMC.

Índices mais altos do que a média foram encontrados entre os jovens que têm relação péssima em casa, que ficam tristes ou desanimados sempre, não estão satisfeitos com seu corpo, fazem apenas duas refeições diárias, comem sempre na frente da TV ou do computador.

Estes também raramente fazem atividade física, ficam mais de 8 horas por dia diante da TV ou computador, passam os finais de semana em casa,  consideram ruim sua alimentação, se veem como sedentários ou muito preguiçosos, e têm pai ou mãe com problema de obesidade.

Alimentação

Mais da metade dos jovens afirma fazer cinco refeições por dia (café, lanche, almoço, lanche, jantar), o que é considerado o mais saudável pelos especialistas.

Porém mais de 20% sempre fazem suas refeições na frente da TV ou do computador, o que está longe de ser o ideal, e um quarto deles come saladas ou legumes apenas uma ou duas vezes por semana, enquanto 15% não comem esse tipo de alimentos nunca.

Sinais de descontrole em uma parcela: Ataques à geladeira ou ao armário de alimentos foram citados como comuns por 12% dos entrevistados, e cerca de 7% disseram que sentem culpa depois de se alimentar, levando-os a provocar vômito ou uso de laxantes na tentativa de aliviar essa sensação – o que pode ser um alerta para problemas mais sérios.

Atividade Física

A motivação principal para se praticar atividade física é o lazer, mas os garotos admitem que desejem ficar mais fortes, as meninas querem entrar em forma e emagrecer.

Do universo pesquisado, 71% dizem praticar atividade todos os dias ou quase todos os dias. Outros 29% fazem pouca ou não fazem nenhuma atividade com frequência. Já em relação a um esporte definido, 42% não praticam nada regularmente.

Trancado em casa?

Segundo a pesquisa, 29% dos jovens passam pelo menos 5 horas por dia diante de um computador e 10% ficam mais de 4 horas diárias assistindo TV; nos finais de semana, quase 14% ficam “internados” em casa e outros 30% ficam a maior parte do tempo em casa, saindo de vez quando.

Garotos ficam sem referência depois que deixam de ser acompanhados pelo pediatra

Quase 88% dos jovens entrevistados declararam que a saúde é uma preocupação, mas 43% não costumam ir ao médico para controles. Enquanto as garotas, em teoria, devem ir ao ginecologista uma vez ao ano, os garotos ficam sem uma referência depois que deixam de ser acompanhados pelo pediatra.

Quase 15% acham que sua saúde hoje está apenas regular ou não está boa, mais de 30% acham que estão com peso um pouco acima ou muito acima do normal, e, no outro extremo, 14% acham que seu peso está um pouco abaixo ou muito abaixo do desejável, sendo que 2% dizem que estão muito abaixo.

Pais influenciam os filhos

Além da genética, o comportamento dos pais obesos parece influenciar na relação do jovem com seu corpo, sua saúde e seu padrão de alimentação. Em relação a ter pai e mãe com obesidade, a resposta foi positiva com mais frequência entre os jovens que sempre vão a lanchonetes e redes de fast food, quase nunca fazem atividade física, avaliam sua alimentação como ruim, comem fritura, alimentos gordurosos, sanduíche e salgadinhos industrializados todos os dias e não comem frutas. Ter pai e mãe fumantes aparece com maior frequência nos grupos de estudantes que fumam e bebem quase todos os dias.

“A pesquisa revela que a maior parte dos entrevistados tem uma atitude bastante positiva em relação aos cuidados com a alimentação, com a atividade física, com a saúde física e a emocional”, diz Jairo Bouer, médico psiquiatra e coordenador da pesquisa.

  • 65% dos entrevistados têm IMC normal; quase 25% têm o peso abaixo do esperado para a altura; 8% têm sobrepeso e 2% são obesos.
  • Mais da metade faz cinco refeições diárias; 47% comem carne vermelha todos os dias ou de 5 a 6 vezes por semana e só 12% ingerem carne branca uma ou duas vezes por semana.
  • 41% comem doces e 28% tomam refrigerantes todos os dias; 25% dizem nunca comer sanduíches.
  • 71% dizem fazer atividade física todos os dias.
  • 29% passam pelo menos 5 horas no computador e 10% ficam mais de 4 horas diárias diante da TV.
  • Quase 88% afirmaram que a saúde é uma preocupação, mas 43% não constumam ir ao médico para controle.
  • 15% acham que sua saúde hoje está apenas regular ou não está boa.

Quase 8,5 mil alunos da 7ª série ao Ensino Médio (13 a 17 anos) de 82 escolas da rede particular de ensino de todo o País responderam anonimamente a um questionário online sobre questões relacionadas à saúde, como alimentação, atividade física, relação com o corpo e emoções. O projeto “Este Jovem Brasileiro” é realizado anualmente pelo Portal Educacional.

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Estimuladas pela maior expectativa de vida, que atualmente é de mais 30 anos para o sexo feminino acima de 50 anos, as mulheres procuram com mais frequência cuidados que as ajudem a manter sua qualidade de vida.

Entretanto, o Estudo Brasileiro de Osteoporose (BRAZOS – Brazilian Osteoporosis Study) que mapeou a osteoporose no Brasil, aponta que nove entre dez mulheres consomem uma quantidade diária de cálcio inferior à recomendada.

As mudanças hormonais da menopausa, que ocorre entre os 40 e 50 anos, causam o fim da ovulação e a diminuição do estrógeno, hormônio que participa do processo de formação da massa óssea.

Segundo o Dr. Bruno Muzzi, presidente da Sociedade Brasileira de Densitometria Clínica, é importante fazer um controle regular da perda óssea da mulher. “Após a menopausa, a perda óssea é acelerada, podendo chegar a 5% ao ano. Esse ritmo cai após os 70 anos, quando, apesar de haver perda, ela é mais lenta”, explica.

A deficiência na ingestão de cálcio, somada às alterações hormonais, tornam essas mulheres mais vulneráveis a uma doença silenciosa que já atinge 10 milhões no país: a osteoporose.

Quanto antes ela for detectada e acompanhada, mais eficiente será o tratamento, evitando a necessidade de intervenção com medicamento e, principalmente, danos muitas vezes irreversíveis para o esqueleto.

O risco de osteoporose depende tanto da massa óssea máxima alcançada nos anos de idade adulta jovem, quanto do índice de perda da massa nas épocas posteriores. Por isso, as mulheres, principalmente na menopausa, necessitam ingerir cálcio na quantidade recomendada para manterem os ossos fortes e evitar as fraturas.

A importância da ingestão diária de cálcio

Para as mulheres acima dos 50 anos, a recomendação para a ingestão de cálcio é de 1.000 mg por dia, o que é considerado a quantidade ideal para a manutenção da saúde dos ossos, entre outras funções desempenhadas pelo nutriente no organismo.

O consumo diário de leite e derivados reduz o risco de osteoporose, pois os lácteos são as principais fontes de cálcio encontradas na alimentação, tanto em quantidade quanto em percentual de absorção pelo corpo.

O Ministério da Saúde indica, por dia, um consumo mínimo de 400 ml de leite para crianças de até 10 anos, 700 ml por dia para adolescentes de 11 a 19 anos e 600 ml por dia para adultos acima de 20 anos, incluindo os idosos.

O cálcio no organismo

O cálcio é um dos minerais mais abundantes do corpo humano, tendo diversas funções:
•    auxiliar a vitamina K na coagulação sanguínea;
•    atuar na transmissão dos impulsos nervosos;
•    auxiliar a contração muscular, inclusive do coração.

Deve-se destacar que uma das principais funções do cálcio no organismo humano é no desenvolvimento e manutenção de ossos fortes e saudáveis.

Dia 20 de outubro, é o Dia Mundial de Combate à Osteoporose. Quer saber mais e se prevenir contra a doença? Então Seja Firme e Forte!

Confira abaixo os alimentos ricos em cálcio e procure incluí-los em sua dieta:

TABELA BRASILEIRA DE COMPOSIÇÃO DE ALIMENTOS/ 2006
ALIMENTO PORÇÃO PESO (g) CÁLCIO (mg)
Leito enriquecido com Cálcio 1 copo 240 384
Queijo Fresco 2 pedaços 56 324
Leite Desnatado 1 copo 240 322
Leite Integral 1 copo 240 295
Sardinha Assada 2 unidades 50 219
Espinafre Cozido 1 xícara 190 213
Queijo Mussarela 1 pedaço 30 140
Iogurte com Frutas 1 potinho 130 130
Feijão Rosinha Cozido 1 1/2 Concha 160 109
Requeijão Cremoso 1 colher de sopa 30 78
Laranja Lima 1 unidade 180 56
Tofu 2 fatias 56 45
Pão de Queijo 2 unidades médias 40 41
Bebida à base de Soja 1 copo 240 40

1ª Passeata Virtual contra a Osteoporose

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As ligações entre a solidão e suas danosas consequências para a saúde física e mental são complexas. Neurocientistas que trabalham nesta área acreditam que cada um de nós tem uma certa expectativa de estar com os outros que nós herdamos de nossos pais e do nosso ambiente de conexão social com os quais nos sentimos confortáveis. Isso explica por que nem todos são igualmente sensíveis ao sentimento de solidão, como temos diferentes necessidades e expectativas em nossos relacionamentos com os outros.

Se nossas expectativas dessas relações não forem cumpridas, o nosso corpo começa a nos alertar que algo está errado: nos sentimos ameaçados fisicamente.

Se a solidão persiste, ele começa a interferir na nossa capacidade de regular as emoções que associamos com a solidão. Com o tempo, isso altera o que é conhecido como a forma como nós interpretamos nossas interações com os outros.

Nossos sentimentos de infelicidade e ameaça, bem como a nossa dificuldade em regular as nossas emoções, distorcem a maneira pela qual percebemos a nós mesmos em relação aos outros. Mas as circunstâncias que produzem essa cadeia de eventos para uma pessoa pode não ter o mesmo efeito sobre outra pessoa. Nossa sensibilidade individual à solidão decide quem se sente só em que situação.

Algumas pessoas se sentem solitários em um casamento, por exemplo. Alguns de nós estão contentes com uma pequena rede de amigos próximos, enquanto outros só ficam satisfeitos com um vasto círculo social que lhes dá muitas oportunidades para estar com os outros.

Circunstâncias que testam nossa resistência à solidão incluem transições importantes, como mudar de casa ou trabalho, luto, divórcio ou separação, a chegada de um novo bebê ou a saída de uma criança mais velha da casa da família.

Situações que nos separam da corrente principal da sociedade, tais como desemprego, pobreza, doença mental ou a velhice, também nos coloca em um risco mais elevado de sentimento de solidão, assim como aqueles em que as pessoas precisam de um nível incomum de apoio: dependência química ou alcoólica, a cuidar de um parente ou ser um pai solitário. Pessoas de grupos minoritários são também mais propensos a sofrer de solidão.

Como a solidão prejudica a nossa saúde

Uma das razões da solidão ser tão ruim para nós, é porque torna mais difícil para controlarmos os nossos hábitos e comportamentos. Testes feitos pelos psicólogos americanos Roy Baumeister e Jean Twenge, em 2001, mostraram que a expectativa de isolamento reduz nossa força de vontade e perseverança, e torna mais difícil para regular nosso comportamento: adultos de meia-idade sozinhos bebem mais álcool, têm dietas menos saudáveis e fazem menos exercício do que os satisfeitos socialmente.

Abuso de drogas e bulimia nervosa estão ligados à solidão. Existem diferentes razões por que as pessoas solitárias têm dificuldade em manter a saúde em dia, mas a baixa autoestima e um desejo de gratificação instantânea podem ser fatores.

John Cacioppo e seus colegas realizaram vários estudos sobre os efeitos da solidão, cujos resultados têm sido desenvolvidos no livro: “Natureza Humana e a Necessidade de Conexão Social”, em tradução livre. Eles estabeleceram cinco possíveis caminhos de causalidade com a doença.

Em primeiro lugar, a solidão faz com que seja difícil para as pessoas se autorregularem e leva a hábitos autodestrutivos, como comer demais ou depender de álcool. Solidão enfraquece a força de vontade e perseverança ao longo do tempo.

Segundo, a pesquisa mostra que, embora jovens solitários e não solitários não gostam de dizer que estão expostos às causas de estresse, pessoas de meia-idade que estão sós reportaram ao relatório mais exposição ao estresse.

Terceiro, pessoas solitárias são mais propensas a não se envolver com os outros e menos propensas a procurar apoio emocional, o que as torna mais isoladas.

Quarto, os testes mostram que a solidão afeta o sistema imunológico e cardiovascular.

Finalmente, uma consequência comprovada de isolamento para a resiliência e recuperação biológica está ligada à necessidade humana básica de dormir. Pessoas solitárias têm mais dificuldade de dormir, e privação do sono é conhecida por ter os mesmos efeitos sobre a regulação metabólica, neurais e hormonais como o envelhecimento.

Uma pesquisa feita pela Fundação de Saúde Mental encomendada para este relatório chamado de “A sociedade solitária” concluiu que 48% das pessoas acreditam que as pessoas estão ficando mais solitárias em geral. A solidão afeta muitos de nós em um momento ou outro. Apenas 22% dos entrevistados nunca se sentem solitários e um em cada dez muitas vezes se sente solitário (11%). Mais de um terço (42%) diz ter se sentido deprimido porque sente-se sozinho.

A pesquisa foi realizada no Reino Unido e contou com uma amostra de 2.256 pessoas.

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A discussão é antiga e segue a linha que alguns países como Canadá, Dinamarca e França já adotaram.

As mamadeiras fabricadas no Brasil ou importadas para uso no país não poderão mais conter a substância Bisfenol A (BPA).

Antes dessa decisão, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária estabelecia o limite de 0,6 miligrama de BPA por quilo de embalagem alimentícia. Porém, estudos recentes apontam riscos decorrentes da exposição ao componente, mesmo quando essa exposição ocorre em níveis inferiores aos que atualmente são considerados seguros.

Por que a proibição só em mamadeiras?

Apesar de não haver resultados conclusivos sobre o risco do Bisfenol A, a decisão da Anvisa atende ao princípio da precaução e busca proteger as crianças de 0 a 12 meses.

O Bisfenol A está presente no policarbonato, que é uma substância utilizada na fabricação de mamadeiras. A decisão de proibir o uso da substância na composição desses produtos levou em consideração o fato de o sistema de eliminação do BPA pelo corpo humano não ser tão desenvolvido em crianças na faixa etária de 0 a 12 meses. O principal substituto do policarbonato, nestes utensílios, é o polipropileno.

No Mercosul, medida semelhante deverá ser adotada em breve. Por iniciativa do Brasil, os países do mercado comum estão discutindo a eliminação do BPA para mamadeiras e artigos similares destinados à alimentação de lactentes em todo o bloco econômico.

A revisão do regulamento para embalagens de alimentos está em fase de consolidação para que seja aprovada pelo Grupo Mercado Comum. A Anvisa acompanha as discussões e as novas  informações sobre a segurança de uso do BPA e, até o momento, não há justificativa para adoção de outras restrições de uso para a substância.

Como fica para os fabricantes

Os fabricantes e importadores terão 90 dias, a partir da publicação no Diário Oficial da União, para cumprir a determinação. As mamadeiras fabricadas ou importadas dentro do prazo de 90 dias poderão ser comercializadas até 31 de dezembro deste ano.

Saiba mais:
- Plástico nocivo: O perigo do bisfenol A em embalagens e produtos infantis

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Copa no Brasil e a gente se questiona sobre o que as autoridades irão fazer para deixar o transporte, estádios, atendimento de emergência, entre outros aspectos, prontos para receber o evento mundial.

Então, vamos adiantar que o Hospital das Clínicas, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, e a FIFA irão oferecer treinamento para 45 médicos que deverão atuar nos estádios das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.

O Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas é o único centro de excelência já credenciado pela FIFA para o evento no Brasil.

O curso será conduzido pelo instrutor FIFA Efraim Kramer, da África do Sul, responsável pelo departamento médico de Joanesburgo, na última Copa. Serão abordados temas como problemas cardíacos com jogadores em campo, equipamentos médicos necessários em cada estádio e formas de agir em caso de tumultos envolvendo torcedores.

O curso contará com simulação de casos que demandem atendimento médico especializado em estádios de futebol. Todos os protocolos de atendimento exigidos pela FIFA serão demonstrados no curso.

Também serão discutidos aspectos como a qualificação dos médicos e a quantidade de profissionais da área de saúde necessária por jogo, sistema de comunicação dentro e fora dos estádios, além dos aspectos médicos relacionados a eventos desse porte. Vamos acompanhar!

Veja também:
- Copa do Mundo 2014 e o Programa Gol verde

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Em reunião de sua Diretoria Colegiada, a Anvisa analisou a reportagem intitulada “Parece Milagre”, da revista VEJA, de 07/09/2001, e decidiu enviar à revista uma nota de esclarecimento sobre o assunto, solicitando que seja publicada como um complemento à reportagem.

Conheça a íntegra da nota:

Em relação à reportagem intitulada “Parece Milagre”, edição número 2.233 da revista VEJA, de 07/09/2001, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece que o Victoza é um produto “biológico”. Ou seja, trata-se de uma molécula de alta complexidade, de uso injetável, contendo a substância liraglutida. O medicamento, fabricado pelo laboratório Novo Nordisk, foi aprovado pela Anvisa para comercialização no Brasil em março de 2010, com a finalidade de uso específico no tratamento de diabetes tipo 2.  Portanto, seu uso não é indicado para emagrecimento.

A indicação de uso do medicamento aprovada pela Anvisa é como “adjuvante da dieta e atividade física para atingir o controle glicêmico em pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2, para administração uma vez ao dia como monoterapia ou como tratamento combinado com um ou mais antidiabéticos orais (metformina, sulfoniluréias ou uma tiazollidinediona), quando o tratamento anterior não proporciona um controle glicêmico adequado”.

Por tratar se de um medicamento “biológico novo”, o Victoza, assim como outros medicamentos dessa categoria, estão submetidos a regras específicas tanto para o registro quanto para o acompanhamento de uso após o registro durante os primeiros cinco anos de comercialização. Além disto, o produto traz a seguinte advertência no texto de bula: “este produto é um medicamento novo e, embora pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso informe seu médico.”

Para o registro do produto foram apresentados os relatórios de experimentação terapêutica com estudos não clínicos e clínicos Fase I, Fase II e Fase III comprovando a eficácia e segurança do produto, para o uso específico no tratamento de diabetes tipo 2.
É importante destacar que além dos estudos apresentados para o registro, encontra-se em andamento um estudo Fase IV (pós registro) para confirmação da segurança cardiovascular da liraglutida. Os resultados deste estudo podem trazer novas informações a respeito da segurança do produto.

O laboratório fabricante já enviou à Anvisa três relatórios sobre o comportamento do produto, trata-se do documento conhecido como PSUR (Relatório Periódico de Farmacovigilância). Além disto, o Novo Nordisk decidiu incluir, em junho de 2011, em seu Plano de Minimização de Risco (PMR) a alteração da função renal como um potencial efeito adverso do uso da medicação.

Nos estudos clínicos do registro e nos relatórios apresentados à Anvisa foram relatados eventos adversos associados ao Victoza, sendo os mais frequentes: hipoglicemia, dores de cabeça, náusea e diarréia. Além destes eventos destacam-se outros riscos, tais como: pancreatite, desidratação e alteração da função renal e distúrbios da tireóide, como nódulos e casos de urticária.

Outra questão de risco associada aos produtos biológicos são as reações de imunogenicidade, que podem variar desde alergia e anafilaxia até efeitos inesperados mais graves. No caso da liraglutida a mesma apresentou um perfil de imunogenicidade aceitável para a indicação como antidiabético, o que não pode ser extrapolado para outras indicações não estudadas, por ausência de dados científicos de segurança neste caso.

Para o caso de inclusão de novas indicações terapêuticas deve-se apresentar estudo clínico Fase III comprovando a eficácia e segurança desta nova indicação.
A única indicação aprovada atualmente para o medicamento é como agente antidiabético. Não há até o momento solicitação na Anvisa por parte da empresa detentora do registro de extensão da indicação do produto para qualquer outra finalidade. Não foram apresentados à Anvisa estudos que comprovem qualquer grau de eficácia ou segurança do uso do produto Victoza para redução de peso e tratamento da obesidade.

Conclui-se pelos dados expostos acima que desde a submissão do pedido de registro a aprovação do medicamento para comercialização e uso no Brasil, a ANVISA fez uma análise extensa e criteriosa de todos os dados clínicos que sustentam a aprovação das indicações terapêuticas do produto contendo a substância liraglutida, através da comprovação de que o perfil de eficácia e segurança do produto é aceitável para indicação terapêutica como antidiabético.

A Anvisa não reconhece a indicação do Victoza para qualquer utilização terapêutica diferente da aprovada e afirma que o uso do produto para qualquer outra finalidade que não seja como anti-diabético caracteriza elevado risco sanitário para a saúde da população.

——> Com algumas buscas nas redes sociais, o Blog da Saúde verificou depoimentos de pessoas que adquiriram o medicamento e estavam prontos para começar a utilizá-lo. Portanto, pedimos aos nossos leitores que passem a informação para o maior número de pessoas, a fim de frear o uso equivocado do Victoza, estimulado por essa falsa ideia de “milagre do emagrecimento”. Não coloque em risco a sua saúde.

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A revista Veja, em sua última edição, publicou uma matéria de capa indicando que o medicamento Victoza (aprovado pela Anvisa para tratar diabetes tipo 2) seria eficaz para emagrecimento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária esclareceu alguns pontos importantíssimos sobre essa questão.

O Victoza é um produto biológico, ou seja, uma molécula de alta complexidade, de uso injetável, contendo a substância liraglutida, aprovado pela Anvisa para comercialização no Brasil em março de 2010.

Para o registro do produto na Anvisa, foram apresentados estudos clínicos que comprovaram eficácia e segurança do produto para uso específico como tratamento de diabetes tipo 2.

Portanto, a indicação de uso do medicamento aprovada pela Anvisa é como “adjuvante da dieta e atividade física para atingir o controle glicêmico em pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2, para administração uma vez ao dia como monoterapia ou como tratamento combinado com um ou mais antidiabéticos orais (metformina, sulfoniluréias ou uma tiazollidinediona), quando o tratamento anterior não proporciona um controle glicêmico adequado”.

Nos estudos clínicos do registro e nos relatórios de segurança periódicos apresentados a Anvisa, foram relatados eventos adversos associados ao Victoza, sendo os mais frequentes: hipoglicemia, dores de cabeça, náusea e diarreia. Além destes eventos destacam-se outros riscos, tais como: pancreatite, desidratação e alteração da função renal e da tireóide.

A única indicação aprovada atualmente para o medicamento é como agente antidiabético. Não há, até o momento, solicitação na Anvisa por parte da empresa detentora do registro de extensão da indicação do produto para qualquer outra finalidade.

Não foram apresentados a Anvisa estudos que comprovem qualquer grau de eficácia ou segurança do uso do produto Victoza para redução de peso e tratamento da obesidade.

A Anvisa não reconhece a indicação do Victoza para qualquer utilização terapêutica diferente da aprovada e afirma que o uso do produto para qualquer outra finalidade que não seja como antidiabético caracteriza elevado risco sanitário para a saúde da população.

Passem a informação adiante.

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