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O câncer de laringe é mais comum em homens

Na manhã do último sábado (29/10), o ex-presidente Lula foi diagnosticado com um câncer na laringe. Descoberto precocemente, o tumor dele tem apenas cerca de 3 cm e há, segundo a equipe médica, grandes chances de cura. Ele é ex-fumante e mantinha o hábito de fumar cigarrilhas, mas não se sabe ainda se isto foi a causa do problema.

A laringe é o órgão responsável pela voz, onde ficam as cordas vocais. Por isso, a equipe médica preferiu a quimioterapia a cirurgia, para preservar a voz do ex-presidente. Ele deu início hoje ao tratamento de quimioterapia no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

O câncer de laringe

O câncer de laringe é mais comum em homens, e um dos tipos que mais atinge a região da cabeça e pescoço. Representa cerca de 25% dos casos que acometem essa região. Em 2008, o número de mortes por causa deste tipo de câncer foi de 3.594, sendo 3.142 homens e 452 mulheres, segundo o INCA.

O órgão se divide em três porções, e o problema pode surgir em alguma destas áreas: laringe supraglótica, glote e subglote. Cerca de 2/3 dos tumores surgem na corda vocal (glote) e 1/3 acima das cordas vocais (laringe supraglótica).

Principais causas

O álcool e o tabaco são considerados os maiores inimigos da laringe. Sendo o tabagismo uma das principais causas da doença, fumantes têm 10 vezes mais chances de desenvolver câncer de laringe. E para quem associa o fumo ao álcool, a probabilidade sobe para 43.

A Dra. Mara Behlau, Presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa), faz um alerta: “Não há nenhuma boa razão para fumar. O tabagismo é o primeiro fator de risco para desenvolver o câncer de laringe. Em seguida, está o álcool, principalmente bebidas destiladas (vodca, cachaça, etc.).”

Além disso, outros fatores que também podem ser prejudiciais são a má alimentação, o estresse e o mau uso da voz. Falar muito alto e sem pausas pode causar os chamados calos vocais.

É indicado evitar alimentos com excesso de tempero ou gordura, assim como líquidos muito quentes ou frios.

Sintomas

O câncer de laringe é de fácil diagnóstico, pois os sintomas associados são aparentes: dor de garganta, que sugere tumor acima das cordas vocais, e rouquidão, fator indicativo de que o problema é nas próprias cordas vocais ou abaixo delas.

O primeiro caso geralmente é acompanhado de outros sinais, como alteração na qualidade da voz, disfagia leve (dificuldade de engolir) e sensação de “caroço” na garganta.

Se o tumor for descoberto quando as lesões das cordas vocais estiverem em estágio adiantado, a rouquidão pode evoluir para dor ao engolir, dificuldade para respirar e falta de ar. Na fase mais avançada, podem aparecer também nódulos no pescoço.

A rouquidão persistente (crônica) e sem causa aparente, é a que pode merecer atenção especial caso persista por mais de duas semanas. Ela é progressiva e constante, diferente da relacionada ao esforço vocal ou à laringite, pois não vem acompanhada de febre ou dor. Mas a Dra. Mara Behlau lembra que nem sempre a rouquidão está associada ao câncer, é mais comum ser um calo nas cordas vocais, do que um tumor.

Tratamento

Este tipo de câncer pode ser tratado tanto com cirurgia e/ou radioterapia, quanto com quimioterapia associada à radioterapia, variando de acordo com a localização e tamanho do tumor.

Quanto antes a doença for descoberta, mais possíveis deformidades físicas e problemas psicossociais são evitados. Uma vez que o tratamento em estágio avançado pode causar problemas nos dentes, na fala e deglutição.

Quando é necessário fazer a laringectomia total (retirada da laringe), ocorre a perda da voz fisiológica e a traqueostomia definitiva (abertura de um orifício artificial na traqueia, abaixo da laringe).

Como preservar a voz do paciente é muito importante, esse tipo de procedimento é feito somente quando a radioterapia não é suficiente para controlar o tumor.

Mesmo nos casos de tumores moderadamente avançados, as novas técnicas terapêuticas foram desenvolvidas visando o máximo de preservação da função da laringe, buscando não danificar a voz do paciente.

É importante ressaltar que mesmo em pacientes submetidos à retirada total da laringe é possível reabilitar a voz por meio de próteses fonatórias traqueoesofageanas.

“O nosso ex-presidente teve o tumor detectado precocemente, o que torna possível que seu tratamento não cause problemas na fala e em sua voz característica que representa seu estilo”, lembra a Dra. Mara. Ficamos na torcida pela rápida recuperação.

Imagem: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Para os que desejam enviar mensagens de solidariedade e força para o ex-presidente Lula, foi criado um e-mail: saudelula@icidadania.org.

O Blog da Saúde deseja ao ex-presidente, e a todos que estão em tratamento, boa sorte!

*Dra. Mara Behlau é Fonoaudióloga e Consultora em Comunicação Humana. Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana pela UNIFESP-EPM. Tem Pós-doutoramento em Ciências da Fala e Audiologia na Universidade de São Francisco, nos Estados Unidos. É a atual Presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia – SBFa e ex-presidente da Sociedade Internacional de Fonoaudiologia e Foniatria (International Association for Logopedics and Phoniatrics – IALP). Trabalha com reabilitação de indivíduos com problemas de voz e assessora executivos para melhorar a Competência Comunicativa em diversas situações de comunicação nas empresas. Autora de 15 livros e 200 artigos científicos, recebeu mais de 52 prêmios.
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Imagem: Apple

Steve Jobs, o gênio e visionário da informática, morreu nesta quarta-feira, aos 56 anos, em decorrência de um câncer. Em 2004, o fundador da Apple descobriu que tinha uma forma rara de câncer no pâncreas, e há dois anos passou por um transplante de fígado. Ele havia se afastado da companhia de tecnologia em agosto deste ano por complicações com a doença.

Infelizmente, a taxa de mortalidade por este tipo de câncer é alta, principalmente por ser de difícil diagnóstico, extremamente agressivo e pela falta de tratamentos realmente eficazes.

No Brasil, o tumor de pâncreas representa 2% de todos os tipos, sendo responsável por 4% do total das mortes por tumores.

A localização do pâncreas na cavidade mais profunda do abdome, atrás de outros órgãos, dificulta sua detecção precoce. E como o tumor normalmente se desenvolve sem sintomas, nem sinais específicos, o diagnóstico na fase inicial é ainda mais difícil. Quando detectado, já pode estar em estágio muito avançado, segundo dados do Instituto Oncoguia.

Veja algumas informações importantes sobre a doença, conforme o Instituto:

Fatores de risco

Após os 50 anos de idade o risco de desenvolver o câncer de pâncreas aumenta. Principalmente entre 65 e 80 anos, tendo maior incidência nas pessoas do sexo masculino.

Entre os fatores de risco, pode-se destacar o consumo de tabaco. Pois os fumantes possuem três vezes mais chances de desenvolver a doença do que os não fumantes.

A exposição durante longos períodos a compostos químicos, como solventes e petróleo, também está entre os fatores.

Existem algumas pessoas que devem estar ainda mais atentas aos sintomas, por terem mais chances de desenvolver o tumor pancreático.

Indivíduos que precisam redobrar a atenção são aqueles que: sofrem de pancreatite crônica ou diabetes melitus, foram submetidos a cirurgias de úlcera no estômago ou duodeno ou sofreram retirada da vesícula biliar, problemas hepáticos, assim como os muito obesos.

Conhecendo o próprio histórico de saúde e evitando os hábitos que podem representar algum risco, um médico pode ser procurado para uma avaliação mais detalhada. Ele poderá sugerir métodos eficazes de acompanhamento que visem à detecção precoce do câncer de pâncreas.

Sintomas e prevenção

Os sintomas dependem da região onde o tumor está localizado, sendo mais perceptíveis a perda de apetite e de peso, fraqueza, diarréia e tontura.

Evitar o fumo é primordial para a prevenção da doença, já que o uso do cigarro está muito atrelado ao surgimento desse tipo de câncer, aproximadamente 30% dos casos são atribuídos ao tabagismo.

A dieta também é um fator relevante para o desenvolvimento dos tumores pancreáticos, a ingestão de gordura, carnes e bebidas alcoólicas devem ser evitadas.

Manter uma alimentação à base de frutas, vegetais, alimentos ricos em fibras e vitamina C ajuda a reduzir o risco de desenvolver a doença.

Como os exames de rotina não detectam precocemente o tumor de pâncreas, a única maneira de evitá-lo é ficando longe dos fatores de risco.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico de câncer de pâncreas é feito através de um exame clínico detalhado no consultório médico e com o auxílio de alguns exames, como de sangue, urina e fezes e os de imagem, como ultra-som e tomografia computadorizada.

Esse tipo de tumor, na maioria dos casos, é de difícil tratamento. A cura só é possível quando detectado precocemente. Quando não é descoberta na fase inicial, a doença, quando diagnosticada, já está espalhada, atingindo outros locais. Nestes casos, os tratamentos são paliativos, focando na qualidade de vida do paciente.

A cirurgia é ainda o único tratamento curativo no câncer de pâncreas. Para o procedimento cirúrgico alguns fatores são avaliados: sintomas do paciente, tipo, localização e estágio do câncer.

Na maioria das vezes, o tumor não pode ser removido totalmente. Mesmo assim, a cirurgia é uma maneira de aliviar os sintomas dolorosos e desagradáveis.

Dependendo do caso, pode ser aconselhável passar por quimioterapia e/ou radioterapia. Com o surgimento de medicações mais eficazes e de ótima tolerância, o tratamento para pacientes com câncer de pâncreas tem avançado nos últimos anos.

Apesar de ainda não proporcionarem a cura, as opções disponíveis permitem um bom equilíbrio entre eficácia e poucos efeitos colaterais, permitindo uma melhora na qualidade de vida.

Já que o diagnóstico e a prevenção dessa doença são difíceis, é importantíssimo ficarmos atentos aos sintomas e evitar os fatores de risco.

A Apple criou um e-mail para quem deseja enviar condolências pelo falecimento de Steve Jobs (ou compartilhar as próprias histórias), em breve um site entrará no ar em sua memória. Quem quiser pode enviar mensagens de pêsames para: rememberingsteve@apple.com.

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Estudo recente revelou que o uso da maconha está associado ao surgimento do câncer de testículo, provocando diversos efeitos adversos sobre os sistemas endocrinológico e reprodutivo.

25% dos pacientes com câncer de testículo (1 a cada 4) atendidos no setor de urologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) assumem o consumo regular da droga, aponta levantamento realizado pelo Instituto, ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP.

Mensalmente, 500 pacientes são atendidos na clínica de uro-oncologia do Icesp. Destes, 30% apresentam tumores localizados no testículo, dos quais 70%  têm sinais de doença avançada (fora do testículo) no momento do diagnóstico. As cirurgias para retirada total ou parcial dos testículos e da próstata representam um terço das 10 mil cirurgias já realizadas pelo hospital.

Daniel Abe, urologista do Instituto, alerta: “Evitar o uso da droga é fundamental para diminuir consideravelmente as chances de desenvolvimento do tumor. Além disso, é fundamental que os homens realizem o autoexame para o diagnóstico precoce da doença”.

O câncer de testículo

O câncer de testículo é altamente curável (95% de chance de cura quando descoberto em fase inicial), embora seja agressivo, o índice de mortalidade é baixo, principalmente quando ocorre diagnóstico precoce.

Diferente do câncer de próstata que costuma acometer com mais frequênca homens após os 50 anos, o tumor testicular é mais comum em jovens, entre 15 e 34 anos de idade – ou seja, durante a idade reprodutiva do homem.

O diagnóstico precoce pode ser feito por meio do autoexame do órgão. Percebendo qualquer anormalidade, como nódulo indolor ou massa, sensação de peso no escroto ou dor na região inferior abdominal, deve-se procurar ajuda médica.

Estima-se que no Brasil a doença atinge 8.300 homens e mata 350 por ano. A incidência da doença é maior em homens brancos (de 6,5 casos em cada 100 mil homens, enquanto para negros essa taxa é de 1,3). Os principais fatores de risco são o histórico de câncer na família e criptorquídia, condição em que o testículo não desce para o escroto após o nascimento.

Tratamento e prevenção

Segundo um levantamento feito pelo Núcleo de Urologia do Hospital A. C. Camargo, a evolução no tratamento do câncer de testículo ao longo das últimas décadas é um dos fatores para o baixo índice de mortalidade.

“Na década de 1970, a taxa de cura nos casos em estágio inicial era de apenas 60%. Isso se deve à introdução de uma terapia multidisciplinar, que aumentou muito as chances de cura”, afirma Gustavo Cardoso Guimarães, cirurgião oncológico e diretor do Núcleo.

Mais do que a retirada do tumor, em muitos casos os pacientes devem complementar o tratamento com quimioterapia, radioterapia e até mesmo uma nova cirurgia para retirar resíduos de massa tumoral.

Autoexame – Um importante instrumento para o diagnóstico precoce é a realização do autoexame, para tanto, o homem pode ficar de pé, de preferência em frente ao espelho, e verificar a existência de alterações em alto relevo na pele do saco escrotal.

Com os dedos indicador, médio e polegar, deve-se examinar cuidadosamente cada testículo para saber se há algum nódulo, tomando cuidado para não confundir com o epidídimo, canal localizado atrás do testículo e responsável por coletar e carregar esperma. Os tumores – geralmente pouco maiores do que uma ervilha – estão localizados com mais frequência nas laterais dos testículos e menos na parte de baixo.

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Perguntas como “segurar a urina dá câncer?”, “jovens não fazem parte do grupo de risco para câncer?”, “o ato de fumar não está relacionado ao desenvolvimento de câncer, com exceção ao de pulmão?”, são exemplos de questionamentos comuns entre os homens.

De todos os tumores malignos que atingem o homem, 23% são urológicos, especialidade que inclui os cuidados com o rim, bexiga, próstata, uretra e pênis.

E nos órgãos presentes tanto nos homens quanto nas mulheres, o sexo masculino apresenta uma incidência de duas a três vezes maior de câncer, quando comparado com o público feminino. E um dos principais fatores que contribui para este quadro é a desinformação.

Um levantamento realizado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, apontou os principais questionamentos e mitos populares entre os homens sobre a incidência e o diagnóstico destas doenças.

Chegou a hora de mudar

De acordo com o urologista do ICESP, Marcos Dall’Oglio, “(…) somente a boa informação ajudará a reduzir o número de pacientes que chegam tardiamente ao consultório em busca de tratamento”, alerta.

Veja alguns mitos populares quando o assunto é o câncer urológico:

- Masturbação pode causar câncer. Não há relação entre esta prática e o desenvolvimento de tumores urológicos.

- Segurar a urina dá câncer. Não há qualquer estudo científico que associe o fato de segurar a urina com o desenvolvimento de câncer ou com a instalação de qualquer outra doença.

- Toda cirurgia para tratamento de câncer de próstata provoca impotência. Não. Um dos tipos de cirurgias, que prevê a retirada total da próstata (prostatectomia radical) pode provocar a impotência. O risco de que isso aconteça é de 30% e depende muito de fatores como idade, função sexual pré-operatória e gravidade do tumor. Além disso, vale ressaltar que o crescimento benigno da próstata não provoca impotência.

- Não há relação entre o ato de fumar e o desenvolvimento de tumores urológicos. Há sim: 70% dos casos de câncer de bexiga ocorrem em pacientes fumantes.

- Falta de higiene não está relacionada ao câncer. A maioria dos tumores no pênis surge em decorrência da falta de higiene no órgão genital.

- Homens jovens não estão sujeitos ao desenvolvimento de câncer. A maioria dos tumores é mais rara no público jovem, mas o câncer de testículo acomete principalmente os indivíduos que têm entre 15 e 35 anos.

- Só devo me preocupar depois que surgirem sintomas. A maioria dos tumores cresce de maneira silenciosa. Por isso, o cuidado rotineiro com a saúde é muito importante. Metade dos casos de câncer de rim em tratamento no ICESP foi detectada incidentalmente, durante a realização de exames de rotina e quando não apresentavam qualquer sintoma.

1 em cada 6 homens afirma ter vergonha de ir ao médico

Levantamento do Centro de Referência da Saúde do Homem, órgão ligado ao Hospital de Transplantes, da Secretaria de Estado da Saúde, revela que para fugir das primeiras consultas, a maioria dos usuários utiliza como desculpa a falta de tempo livre e a necessidade de trabalhar para manter a família.

O diagnóstico tardio traz ao hospital, mensalmente, mais de 1,5 mil pessoas doentes. São casos críticos que poderiam ser evitados com a realização dos exames preventivos.

- Urologista também é médico de jovens
É importante que adolescentes visitem o médico antes de iniciar a vida sexual para tirar dúvidas e receber orientações.

- Autoexame dos testículos deve ser mensal
Prática pode evitar o aparecimento de câncer de testículo e deve ser realizada entre os 15 e 35 anos após o banho com o objetivo de detectar nódulos ou a presença de varizes testiculares.

- O exame da próstata (famoso toque) é fundamental após os 40 anos
O câncer de próstata é o mais comum entre os homens e está entre as doenças que mais mata. Patologia pode ser evitada (e o tratamento será menos invasivo) se o paciente realizar o check-up anual que inclui, também, coleta de sangue.

- Tabagismo e má alimentação podem contribuir com disfunção sexual
Dieta saudável e a prática regular de exercícios físicos mantêm a autoestima elevada e evitam o aparecimento de doenças ligadas à impotência sexual, como hipertensão e diabetes.

- Ingestão de líquidos é fundamental
Beber pelo menos 2 litros de água por dia diminui as chances de formação de cálculos renais. Também hidrata o corpo e deixa pele e cabelos mais bonitos.

- Ignorar os sintomas não elimina a doença
Dificuldade para urinar, sangramentos, perda de libido e dores locais são sinais claros de problemas de saúde. Mascará-los com o uso indevido de medicamentos ou misturas caseiras podem agravar o caso.

- Prevenção ajuda a viver mais e melhor
Não deixe de usar camisinha nas relações sexuais e de fazer os exames preventivos. Além disso, tenha um bom diálogo com sua parceira. A confiança é importante para que o sexo satisfaça plenamente o casal.

O tão temido câncer de próstata

Estudo realizado pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) em 2010, aponta que o Brasil apresentou 52.350 novos casos de câncer de próstata. A doença que atinge homens acima dos 50 anos, tem difícil detecção a partir do momento que é confundida com o crescimento natural da próstata.

Esse tipo de câncer, conhecido por ser a doença da 3º idade, atinge o sistema urológico dos homens. As causas ainda são desconhecidas para a Medicina, mas acredita-se que alguns fatores influenciam no surgimento do câncer, como a idade, as más-formações congênitas, os hábitos alimentares e a hereditariedade.

Assintomático, o tumor na próstata tem crescimento lento e pode demorar mais de 15 anos para atingir 1 cm³, o que dificulta a percepção imediata do especialista. Vale ressaltar que a hereditariedade é um importante fator de risco que deve ser levado a sério, pois, homens que tiveram casos de câncer de próstata entre pai ou irmão — antes do 60 anos — correm de 3 a 10 vezes mais riscos de desenvolver a doença.

A medicina preventiva tem grandes dificuldades no combate a este tipo de câncer, devido os mitos que envolvem os exames e o tratamento, além da dificuldade de conscientizar os homens da necessidade de se ter um acompanhamento urológico.

O exame de toque retal é o principal aliado na prevenção do câncer da próstata. Ao contrário do que muitos homens pensam, o exame não fere a masculinidade e não é ultrapassado. Quando nenhuma anomalia é encontrada, o paciente é orientado a realizar novamente o exame somente após um ano.  Além do exame, uma dieta rica em frutas, legumes e verduras diminuem a chance do desenvolvimento do tumor.

O urologista Dr. José Travassos, lembra que as esposas e familiares têm um papel muito importante no combate ao câncer da próstata. Sabe-se que muitos homens só procuram um especialista quando suas esposas ou filhas marcam uma consulta. É preciso que elas sejam insistentes nesse ponto. Os homens tendem a ser mais relaxados com a saúde do que as mulheres. Ele é o primeiro urologista brasileiro a realizar uma cirurgia de Prostatectomia Radical Laparoscópica com auxílio de braço robótico.

Restou alguma dúvida? Não deixe de perguntar.

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Pesquisadores descobriram que através do exame de sangue é possível saber o risco de um homem com mais de 60 anos morrer de câncer de próstata.

O estudo indica que o tradicional teste já usado por médicos, o PSA (antígeno prostático específico), permite detectar o risco de desenvolvimento deste tipo de câncer num período de até 25 anos a partir de sua coleta.

Os resultados foram baseados em uma análise de 1.167 homens sexagenários acompanhados até que completassem 85 anos. O estudo foi realizado pelo Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, de Nova York, e pela Universidade Lund, na Suécia.

Aqueles que tiveram níveis maiores do que 2 ng/ml do antígeno no exame tinham grandes riscos e deveriam ser acompanhados periodicamente. Já aqueles cujas amostras eram inferiores a 1 ng/ml apresentavam apenas 0,2% de chances de morrer da doença.

O melhor a fazer é apostar na prevenção e marcar consultas periódicas ao seu médico!

Os homens brasileiros estão se cuidando mais. De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 2003 e 2009, o número de testes para detectar uma atividade anormal da próstata triplicou, passando de 1 milhão para 3 milhões.

* Com informações da FSP
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Saúde ocular e bem-estar

De 23 a 26 de agosto, médicos do Instituto CEMA e Hospital Villa-Lobos, em parceria com o Laboratório Lavoisier, avaliam alterações da visão (catarata, doenças como glaucoma, uveíte, blefarite, entre outras), pressão arterial e glicemia na sede da Moocanda, no Centro Educacional da Mooca, em São Paulo/SP.

Semana da Saúde Moocanda
Data: De 23 a 26 de agosto
Horário: das 8h30 às 16h30
Local: Centro Educacional da Mooca – Rua Taquari, 549, Subprefeitura da Mooca – São Paulo/SP

Feira do Estudante

Nos dias 27, 28 de 29 de agosto, a V Feira Guia do Estudante, no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo/SP contará com a participação das melhores faculdades do Brasil para trazer informações sobre mais de 100 carreiras, palestras e workshops, além de arena com jogos, debates e participação de celebridades, simulados, testes profissionais e palestras com profissionais e especialistas.

O evento também preparou atrações para o público universitário, como vagas de estágio oferecidas pelo Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios – e atividades ligadas à educação financeira e investimentos, apresentados pela BM&FBOVESPA e Ideal Invest.

O objetivo de ajudar os pré-universitários de todo o País a escolherem com segurança sua carreira profissional, da faculdade à pós-graduação.

V Feira Guia do Estudante 2010
Data: dias 27, 28 e 29 de agosto de 2010
Horário: das 9h às 19h
Local: Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte – Av. Otto Baumgart, 1000 (próximo à estação Tietê do Metrô) – São Paulo/SP
Inscrições: www.feiraguiadoestudante.com.br

Voluntários para pesquisas: compulsão por chocolate e alcoolismo

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) oferece vagas para voluntários nos tratamentos de compulsão por chocolate e alcoolismo.

Compulsão por chocolate
O Departamento de Psicobiologia está com vagas abertas para voluntários de ambos os sexos, com idade entre 18 e 45 anos, que apresentam compulsão por chocolate, para tratamento alternativo com Ômega 3 durante o período de 2 meses.

O interessado deve ter Índice de Massa Corpórea (IMC) dentro da normalidade (18 a 25), não utilizar nenhum tipo de medicamento psicoativo (antidepressivos, antipsicóticos) e nem ter doenças psiquiátricas. Inscrições: (11) 2149-0162 – ramal 262 – (Falar com Fran).

Alcoolismo
O Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) está recrutando homens e mulheres, com idade entre 18 e 65 anos, para participarem de uma pesquisa clínica sobre o tratamento do álcool.

Os voluntários devem apresentar problemas relacionados ao uso de bebidas alcoólicas.  Inscrições: (11) 5083-1084 (Falar com Valéria). Atenção: mesmo quem já frequentou tratamentos anteriores pode participar.

Unifesp – Universidade Federal de São Paulo
Rua Botucatu, 740 – Vila Clementino – São Paulo/SP

Psiquiatria

A VII Jornada Sudeste da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) – XIX Jornada de Psiquiatria da Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro (Aperj) reúne especialistas nos dias 26, 27 e 28 de agosto, no Centro de Convenções do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, no Rio de Janeiro.

O encontro, que terá como tema “O Desafio dos Diagnósticos Espectrais em Psiquiatria: Mito ou verdade”, será palco para palestras, mesas redondas, conferências e trocas de experiências sobre importantes temas para a prática clínica. Entre os assuntos a serem abordados, destaque para “Crack e cocaína como um problema de saúde pública”, “Psiquiatria comunitária”, “Atualização em psicofarmacologia”, “Transtornos de ansiedade”, “Transtornos de personalidade”, “Esquizofrenia” e a mesa redonda “Comer, beber e transar”.

VII Jornada Sudeste da ABP – XIX Jornada de Psiquiatria da APERJ
Data: 26, 27 e 28 de agosto de 2010
Local: Centro de Convenções do CBC – Rua Visconde e Silva, 52 – Botafogo/ RJ
Para mais informações e inscrições acesse: http://www.angraeventos.com.br/aperj/

Saúde do homem

Doenças sexualmente transmissíveis, diabetes, câncer de próstata, hipertensão arterial e disfunção sexual estão entre os temas que serão discutidos no 48º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). O encontro acontece entre os dias 23 e 27 de agosto.

O evento é voltado para profissionais de todas as áreas de saúde, alunos em formação e o público geral.

Espaço Atividade
Simultaneamente, o Espaço Atividade promoverá atividades voltadas à comunidade de Vila Isabel, professores e estudantes das escolas da região e seu entorno, profissionais e alunos da área de saúde. Não é necessário estar inscrito no congresso para participar.

48º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto / Espaço Atividade
Data: de 23 a 27 de agosto
Local: HUPE – Hospital Universitário Pedro Ernesto
Av. 28 de Setembro, 77 – Térreo – Vila Isabel/RJ
Informações: (21) 2587-6208 / 6675

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Os homens brasileiros estão se cuidando mais para prevenir o câncer. De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 2003 e 2009, o número de testes para detectar uma atividade anormal da próstata triplicou, passando de 1 milhão para 3 milhões.

O PSA é o exame que verifica a dosagem do Antígeno Prostático Específico, proteína importante para a exclusão de possíveis tumores malignos na próstata.

Política Nacional de Saúde do Homem

Com a criação da Política Nacional de Saúde do Homem, há um ano, o Brasil tornou-se o pioneiro na América Latina na implementação de uma política pública de saúde específica para o público masculino

A proposta é incentivar os homens a cuidar mais da saúde, já que eles apresentam hábitos menos saudáveis do que as mulheres.

Até agora, 70 municípios, incluindo todas as capitais, aderiram às medidas. O governo federal repassa a cada município R$ 75 mil para o financiamento de ações e serviços relacionados à saúde do homem.

De acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada em 2009:

- 18% dos homens não praticam qualquer atividade física;

- 43% comem mais carne com excesso de gordura. (Esse hábito é, inclusive, responsável por 18% das doenças cardiovasculares e 56% das doenças isquêmicas do coração, a primeira causa de morte entre os homens).

Segundo a nutricionista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Mariane Martins, além da alimentação errada, com poucas frutas e verduras e excesso de carne vermelha, o homem também consome mais álcool do que as mulheres, o que contribui com o ganho calórico.

Vasectomia

Os dados do ministério mostram ainda que em sete anos a quantidade de vasectomias realizadas pelo SUS cresceu 79%. O número de cirurgias saltou de aproximadamente 19 mil, em 2003, para 34 mil, em 2009.

Foi registrado também aumento de 148% do valor pago por procedimentos ambulatoriais (de R$ 123,18 para R$ 306,47) e de 20% do valor por operação feita com internação (de R$ 255,39 para R$ 306,47).

Controvérsias: Cirurgia por robô

A cirurgia para retirada da próstata com o auxílio de robô ainda está bem longe de um consenso.

Uma nova pesquisa americana afirma baixo risco de complicações nesse tipo de procedimento, enquanto alguns estudos anteriores apontam uma maior taxa de impotência e de incontinência urinária entre os pacientes submetidos a esse tipo de cirurgia, comparados aos operados em técnica convencional.

O dado é de investigadores do The Cancer Institute of New Jersey, centro de excelência da Robert Wood Johnson Medical School, nos EUA.

Em artigo que será publicado no “Journal of Endourology”, os cientistas relatam o acompanhamento dos 200 primeiros procedimentos do gênero feitos no instituto.

Os pacientes foram monitorados durante um ano após a alta e apenas 12% deles apresentaram problemas.

Para os autores, o estudo comprova um dos mais baixos índices de complicação nessa cirurgia, sendo que nenhuma foi grave a ponto de colocar a vida da pessoa em risco.

Na maioria dos pacientes, os problemas ocorridos durante e após a cirurgia não precisaram de nenhuma intervenção dos médicos. Outros se recuperaram com uso de medicamentos e a minoria precisou de intervenções cirúrgicas, endoscópicas ou radiológicas.

Estudos mostram que a retirada da próstata com auxílio do robô leva a menor tempo de hospitalização e a uma recuperação mais rápida.

Polêmica na cirurgia de retirada da próstata: tradicional x robótica

Dúvidas sobre a retirada da próstata com auxílio do robô? Clique aqui.

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Divulgação - FSP

Sem desculpas. Há muito falamos por aqui sobre a importância dos homens cuidarem da saúde e cumprirem a rotina de exames médicos periódicos.

Pensando nisso a SBU – Sociedade Brasileira de Urologia lança a campanha Movimento pela Saúde Masculina. Uma verdadeira clínica móvel, com três urologistas a bordo percorrerá 21 cidades do Brasil.

A carreta oferecerá gratuitamente consultas e exames como os que avaliam doenças da próstata. A inauguração será hoje, na Praça da Luz, em São Paulo.

Nos dias 3 e 4 estará no Parque do Carmo, zona leste da cidade e depois seguirá para o Rio de Janeiro, onde permanecerá até o dia 11/04.

Gostou da iniciativa? Então dê o primeiro passo para a conservação de sua saúde e conheça melhor o movimento clicando aqui.

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Uma boa notícia para os homens. Foi divulgado ontem, 3, pela American Câncer Society novas diretrizes que devem ser seguidas para o diagnóstico da doença. Homens a partir dos 50 anos de idade deverão ser informados sobre os benefícios e riscos dos exames a serem realizados.

Aos grupos de alto risco a informação deverá ser passada aos pacientes com cinco anos de antecedência, ou seja, aos 45 anos de idade. Outra boa notícia, inclusive já comentada aqui é que o exame de toque retal não deverá ser mais um procedimento padrão.

Especialistas da Sociedade Brasileira de Urologia recomendam que exames preventivos e de rastreamento devem ser feitos à partir dos 45 anos de idade, independente de pertencer ou não a grupos de risco.

“Quando o homem cuida de sua saúde física está cuidando também de sua saúde social e mental. Se você está nessa faixa etária consulte seu médico e realize os exames necessários.”

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Paradoxalmente o aspecto que mais incomoda a saúde do homem  é o mesmo que mais os afasta de procurar um médico. Se você é do sexo masculino já deve saber qual o assunto que traremos neste post.

Se você é mulher saiba que este “probleminha deles” também afeta sua vida e sua saúde sexual.

Popularmente conhecida como “má performance”, a disfunção erétil (DE) segundo a terminologia médica é a incapacidade de apresentar ereção, e consequentemente, manter uma relação sexual. E, ao contrário do que muitos imaginam, a ejaculação precoce não é um dos seus sintomas.

Suas causas podem ser de origem orgânica ou psicogênica e esta identificação é necessária para o tratamento.

Qual a diferença entre elas?

Causas Orgânicas: Caracterizada por uma alteração física, entre as mais comuns estão: diabetes, hipertensão, alteração neurológica e cirurgias na região pélvica. Seu tratamento  é feito através de reposição dos níveis de testosterona (quando abaixo do normal) ou procedimentos que visam a vasodilatação do pênis como remédios, injeções, bombeamento de ar ou até mesmo cirurgia para colocação de prótese.

Causas Psicogênicas: Tem relação com traumas, geralmente, ligados a decepções amorosas e podem ser tratadas com terapia.

Além disso, cuidados com a saúde em geral como manter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas e controlar o colesterol, triglicérides e a pressão arterial são recomendados. Aceite-se e faça as pazes com seu corpo. Só dessa maneira você coseguirá procurar ajuda e enfrentar os obstáculos.

“Lembre-se que o estado de sua saúde física reflete-se em outras saúdes como a social e a mental.”

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Na última semana a Sociedade Brasileira de Urologia divulgou um Manual de Boas Práticas Urológicas, com indicação de condutas e práticas não recomendadas pela falta de respaldo científico. No material, a saúde do adolescente também é lembrada.

Especialistas lembram que é na fase da adolescência que o paciente deve realizar suas primeiras consultas urológicas, a fim de obter orientações sobre os riscos de doenças sexualmente transmissíveis, autoexame para prevenção de câncer de testículos e também para boa higiene íntima.

Para saber mais sobre o trabalho desenvolvido clique aqui.

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