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O mundo perde 1.598 astronautas por dia

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Inspirados na pergunta infantil “O que eu vou ser quando crescer?”, a ONG Criança Segura lança nova campanha (assinada pela agência Young & Rubicam) para conscientizar os adultos sobre os acidentes domésticos envolvendo os pequenos.

Os cartazes trazem os títulos: “O mundo perde 1.598 astronautas por dia” e “O mundo perde 674 bailarinas por dia”.

Com imagens lúdicas junto aos dados impactantes, a campanha chama a atenção para a importância do que podem ser simples cuidados diários, mas que fazem toda a diferença na vida de um bebê e/ou criança.

Prevenção

90% dos casos fatais de acidentes poderiam ser evitados apenas ao adotar atitudes preventivas. Muitas dicas podem ser encontradas no portal, os acidentes domésticos estão separados por tipo. São eles: afogamentos, queimaduras, quedas, intoxicações, armas de fogo e sufocações.

Sobre este último, a ONG recomenda que quando o bebê estiver dormindo, todos os objetos devem ser removidos do berço, para evitar asfixia. Além disso, os nenéns devem ser colocados para dormir de barriga pra cima e cobertos até o peito, evitando que, em caso deles se virarem, haja o sufocamento.

Muitos são os objetos encontrados em casa que podem ocasionar incidentes, como escadas, sacos plásticos, beliches, baldes, piscinas, janelas, pisos escorregadios e até brinquedos.

Os acidentes ou lesões não-intencionais, representam a principal causa de morte de crianças de 1 a 14 anos no Brasil. Anualmente, mais de 5 mil crianças morrem e cerca de 110 mil são hospitalizadas, conforme dados do Ministério da Saúde.

Uma média de R$ 63 milhões são gastos na rede do SUS – Sistema Único de Saúde com esses acidentes. Portanto, a melhor solução para esse problema, séria questão de saúde pública, é a prevenção.

Atualmente, metade da população mundial corre o risco de contrair malária. Por ano, a doença é responsável por cerca de 800.000 mortes, sendo maioria crianças da África Subsaariana com menos de 5 anos de idade.

A malária clínica resulta em febres altas e calafrios. Ela pode se desenvolver rapidamente para malária grave, caracterizada por sérios efeitos no sangue, cérebro ou rins, o que pode ser fatal.

Os primeiros resultados de um estudo clínico de grande escala de RTS,S (nome científico dado a esta vacina candidata contra malária que representa sua composição)  mostram que a vacina pode oferecer às crianças africanas proteção significativa contra malária clínica e severa com perfil de segurança e tolerabilidade aceitáveis.

Estes resultados foram anunciados no Fórum sobre Malária, sediado pela Fundação Bill e Melinda Gates em Seattle, Washington.

Os estudos estão nos últimos estágios de avaliação da eficácia e da segurança da vacina em bebês e crianças, antes que ela seja submetida às autoridades regulatórias.

Os parceiros no desenvolvimento da RTS,S têm colocado ênfase máxima na saúde e na segurança dos participantes do estudo. O estudo tem sido desenhado em consulta com as autoridades regulatórias apropriadas e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A vacina ainda está em desenvolvimento -
Informações sobre os efeitos protetores a longo prazo devem estar disponíveis até o fim de 2014. Isso fornecerá evidências para o departamento de saúde nacional e as autoridades regulatórias, bem como organizações de saúde pública internacionais, para avaliar os benefícios e os riscos de RTS,S.

Os resultados

O estudo, conduzido em 11 centros de estudo em sete países em toda África Subsaariana, mostrou que três doses de RTS,S reduzem o risco de crianças contraírem malária clínica em 56% e malária severa em 47%.

Essa análise foi realizada com dados das primeiras 6.000 crianças com idades entre 5 e 17 meses, durante um período de 12 meses após a vacinação.

Neste estudo, a cobertura expandida dos mosquiteiros tratados com inseticida (75%) indicou que a vacina pode fornecer proteção além daquela já oferecida pelas intervenções de controle da malária existentes.

Como a pesquisa ainda está em andamento, a eficácia e os resultados de segurança da vacina candidata em bebês entre 6 e 12 semanas de idade são esperados até o fim de 2012.

Foi realizada uma análise de episódios de malária grave relatados até o momento em todos os 15.460 bebês e crianças inscritos no estudo entre 6 semanas e 17 meses de idade. Esta pesquisa mostrou 35% de eficácia da vacina sobre um período de acompanhamento variando entre 0 e 22 meses (média de 11,5 meses).

Segundo Andrew Witty, CEO da GSK Biologicals, “estes dados nos mostram que estamos em vias de ter a primeira vacina contra malária do mundo, que tem o potencial de melhorar significativamente as perspectivas das crianças vivendo nas regiões endêmicas de malária em toda África”.

A respeito da importância destes resultados, Bill Gates afirmou: “Uma vacina é a forma mais simples e mais econômica de salvar vidas. Estes resultados demonstram o poder de trabalhar com parceiros para criar uma vacina contra malária que tem o potencial de proteger milhões de crianças contra esta doença devastadora”.

Conforme Witty, a vacina também pode ajudar a a prevenir milhões de casos dessa doença que é tão debilitante e reduzir os atendimentos de hospitais, liberando os leitos, tão necessários, para possibilitar o tratamento de outros pacientes que normalmente vivem em aldeias remotas, com pouco ou nenhum acesso aos cuidados de saúde.

Durante o Fórum sobre a Malária, Tsiri Agbenyega, investigador principal do estudo e Presidente do Comitê de Parceria de Estudos Clínicos, disse:

“Tendo trabalhado na pesquisa da malária por mais de 25 anos, posso atestar como tem sido difícil fazer progressos contra essa doença. Infelizmente, muitos se conformaram que a malária é um fato da vida na África. Este não precisa ser o caso. O interesse renovado na malária pela comunidade internacional e as evidências científicas como as que estamos relatando hoje, devem trazer nova esperança que a malária pode ser controlada”.

Sobre a vacina

A RTS,S visa despertar o sistema imunológico para defesa contra o parasita da malária Plasmodium falciparum, quando entra primeiramente na corrente sanguínea do hospedeiro humano e/ou quando o parasita infecta as células hepáticas.

Ela foi designada para prevenir que o parasita infecte, amadureça e se multiplique no fígado e que entre novamente na corrente sanguínea e infecte as hemácias, ponto no qual a pessoa afetada começaria a mostrar os sintomas da doença.

A vacina, baseada em uma proteína primeiramente identificada no laboratório dos Drs. Ruth e Victor Nussenzweig, na Universidade de Nova York, foi inventada,desenvolvida e fabricada nos laboratórios na sede da GSK Biologicals na Bélgica no final da década de 1980 e inicialmente testada em voluntários nos EUA.

A vacina está sendo desenvolvida a partir de uma parceria entre a Malaria Vaccine Initiative (MVI) da PATH e a GSK, junto com centros de pesquisa africanos relevantes. O financiamento principal para o desenvolvimento clínico vem de uma doação da Fundação Bill e Melinda Gates para MVI.

Uma ampla equipe de organizações continua a trabalhar na RTS,S, incluindo cientistas de toda a Europa, América do Norte e África. Caso seja aprovada pelas autoridades regulatórias e recomendada pela OMS, ela será utilizada para crianças africanas, que correm maior risco com a doença.

O desenvolvimento bem-sucedido de uma vacina efetiva a ser utilizada junto com outras medidas, como mosquiteiros e remédios antimaláricos, representariam uma etapa decisiva rumo ao controle sustentável da malária.

Olhando para frente

Se aprovada, a vacinação já será possível em 2015, preparando o caminho para decisões por nações africanas com respeito à implantação em larga escala da vacina por meio de seus programas de imunizações nacionais.

Para mais informações acesse o site do programa Malaria Vaccine Initiative (MVI) da PATH.

Há uma década, a Academia Americana de Pediatria (AAP) vem estudando os malefícios que a exposição à TV podem causar em crianças menores de dois anos de idade.

Baseados tanto no senso comum quanto na ciência – em estudos de consumo de mídia e desenvolvimento infantil – os especialistas já haviam recomendado no início dos estudos que os pais limitassem o tempo dos pequenos diante da telinha.

A pesquisa se desenvolveu durante esses dez anos e já é madura o suficiente para alertar que bebês assistirem à TV, vídeos, ou qualquer outra forma de mídia passiva, provavelmente não é uma coisa boa.

Esse contato com as mídias, mesmo que com intenções educacionais, não tem nenhum efeito positivo conhecido para as crianças menores de dois anos de idade, pelo contrário,  existem efeitos potencialmente negativos, segundo o relatório da AAP, lançado hoje, em Boston, e com publicação prevista para novembro no periódico Pediatrics.

Desde o começo das recomendações da AAP, em 1999, as chamadas telas de entretenimento passivo (televisores, aparelhos de DVD, vídeos streaming de computadores, telas interativas, como iPads e outros tablets) se tornaram cada vez mais populares, até podemos dizer que são onipresentes na nossa sociedade.

Programas educativos

Em consequência dessas novas posturas, bebês de apenas 12 meses de idade estão ficando entre uma e duas horas por dia em frente às telas. Apesar da programação infantil ser divertida, não deve ser comercializada, ou presumida pelos pais, como educacional, conforme o relatório.

O grupo de crianças de 0 a 2 anos de idade se tornou alvo principal para programação educativa comercial, frequentemente usada por pais que acreditam que esse conteúdo realmente é benéfico aos seus bebês.

As telas proliferaram, assim como as pesquisas sobre o assunto: “Cerca de 50 estudos saíram sobre o uso de mídia por crianças nessa faixa etária, entre 1999 e agora”, diz Ari Brown, pediatra e membro do comitê de AAP que escreveu o novo relatório.

Esses novos estudos descobriram que as crianças, com cerca de 2 anos de idade, realmente não entendem o que está acontecendo em uma tela. Uma vez que eles tenham idade suficiente para compreender, a mídia pode ser boa para eles, mas nessa faixa etária a televisão é essencialmente uma caixa brilhante e hipnotizante.

Usada à noite, a TV poderia ajudar as crianças a adormecerem, mas o resultado alcançado é o oposto, pois parece gerar distúrbios e irregularidades do sono.

Para as crianças, ouvir os pais conversarem é muito importante, pois auxilia no desenvolvimento da linguagem. Mas quando o televisor está ligado, este momento é negligenciado, já que os pais acabam falando menos e a TV não supri essa necessidade de aprendizado.

O seu bebê não precisa da TV

Três estudos encontraram uma ligação entre o tempo assistindo programação educativa na TV e os atrasos no uso e aperfeiçoamento da linguagem em crianças.

Mesmo só o som da TV ao fundo já é capaz de distrair os bebês enquanto brincam, o que atrapalha uma atividade lúdica que é conhecida por seus profundos benefícios ao desenvolvimento.

Alguns pais costumam usar as mídias para entreter os filhos enquanto eles estão ocupados, mas o pediatra recomenda para deixarem as crianças se divertirem sozinhas, afinal elas têm imaginação, não precisam da TV.

“Nós sabemos que você não pode gastar 24 horas por dia lendo para seu filho e brincando com ele. Está tudo bem. O que também é bom é que o seu filho brinque de maneira independente”, explica Brown.

Ele ainda acrescenta que “este é um momento precioso, eles estão resolvendo problemas, usando a sua imaginação, pensando criativamente e se entretendo”.

Em relação aos iPads e aparelhos interativos voltados para os bebês, Ari Brown diz que a pesquisa ainda mal começou, e muito menos chegou a conclusões. Mas ele aconselha que os pais ajam com ceticismo em relação às alegações promocionais que têm sido feitas por alguns produtos.

Como os que trazem slogans que dizem: Estes são realmente educativos! Eles vão ajudar seus filhos a aprender!. Ele diz que os fabricantes têm que provar cientificamente como estes brinquedos ajudam as crianças, coisa que eles não fazem.

“Eu não tenho problemas com telas sensíveis ao toque, e elas não são necessariamente ruins. Mas precisamos compreender como isso afeta as crianças”, afirma Brown. Então, sempre que possível, evitar expor bebês por muito tempo a essas mídias ainda é a melhor opção.

Fonte: Wired Science

Imagem: Guerra dos Mutans

Ensinar os filhos logo na infância a cultivar o hábito de cuidar da higiene bucal pode ser uma tarefa nada fácil. Muitas crianças simplesmente fogem dessa hora do dia, não querem ver uma escova de dente nem feita de chocolate.

Buscando tornar esse momento mais tranquilo e conscientizar os pequenos e os pais sobre a importância da escovação, é que o aplicativo sobre prevenção de saúde bucal, A Guerra dos Mutans, foi lançado.

A história contada no aplicativo foi escrita pelo dentista brasileiro Fábio Bibancos, fundador da ONG Turma do Bem. A narrativa saiu em livro em 2000, já virou peça de teatro e agora, com novas ilustrações, foi desenvolvido por André Mertens para a versão Ipad.

Tratando o tema de maneira lúdica, por meio da história infantil que conta a batalha da família Rizo contra os Mutans: a família não gosta de escovar os dentes e acaba sendo aterrorizada pelos monstros.

Com o objetivo de educar, mas sem deixar de ser divertido e interativo, o aplicativo é destinado para todas as idades. Nele a criançada tem a opção de ouvir a história em “Leia para mim” ou ela mesma fazer a leitura em “Eu vou ler”.

Imagem: Guerra dos Mutans

A Guerra dos Mutans está disponível em três idiomas (português, narrado por Bibancos, inglês, pelo ator Tarcísio Filho, e espanhol, pela atriz Carmela Paglioli). E o download é gratuito no site da App Store.

Juntamente com a versão para Ipad, a Turma do Bem está travando uma “guerra” odontológica na sua página do Facebook a fim de mudar a percepção da sociedade sobre a saúde bucal dos brasileiros que, muitas vezes, não têm nem acesso a tratamento dentário.

Além de se divertir com o seu filho brincando no aplicativo, lá no Facebook você tem a oportunidade de conhecer o trabalho solidário desenvolvido pelos dentistas da Turma do Bem, que, desde 2002, doam sorrisos a muitas crianças pelo Brasil. ;)

Confira um pouco sobre o aplicativo nos vídeos abaixo:

A Guerra dos Mutans from Andre Mertens on Vimeo.

A Guerra dos Mutans Ipad from Andre Mertens on Vimeo.

Amanhã (1º de outubro) é o Dia Nacional de Doação de Leite Humano, e em comemoração à data, o Ministério da Saúde anuncia a ampliação da rede de bancos de leite materno, com a criação de mais 21 unidades, e também a aquisição de 56 novos equipamentos de pasteurização.

As novas unidades serão direcionadas ao Norte e Nordeste, com o objetivo de atender a crescente demanda nestas regiões e manter os padrões de qualidade na captação e oferta do leite doado. O país conta com 203 bancos de leite, que estão presentes em cada estado, priorizando a saúde da criança e da mulher.

Campanha

Com o slogan “Para você é leite. Para a criança é vida”, e tendo como madrinha a apresentadora Luciana Gimenez, o Ministério da Saúde está lançando a Campanha Nacional de Doação de Leite Humano 2011, cujo objetivo é mobilizar e conscientizar a população sobre a importância da doação como também aumentar o volume anual de leite humano coletado.

“Me considero uma mãe de muita sorte, pois amamentei meus dois filhos. Sou consciente que o leite materno é muito importante para a saúde do bebê”, afirma a apresentadora.

Por ano, uma média de 115 mil mães participam deste gesto de carinho e solidariedade, que beneficia mais de um milhão de mulheres, gestantes e nutrizes, que são auxiliadas pelo Banco de Leite Humano.

Ações que incentivam o consumo de leite materno pelas crianças menores de dois anos contribuem para reduzir a desnutrição e a mortalidade infantil, que é um dos Objetivos do Milênio e uma das principais metas da Rede Cegonha.

A partir do próximo ano, a doação de leite humano ganhará uma data comemorativa internacional: 19 de maio. O Brasil propôs a criação deste dia e dará início a uma mobilização mundial a favor da valorização da doação de leite materno.

Os  Bancos de Leite do Brasil

A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a maior e mais complexa do mundo. Atualmente, são 203 bancos de leite e 106 postos de coleta implementados no país.

“Esses novos bancos de leite humano reafirmam o compromisso do Ministério da Saúde em investir na qualidade dos serviços prestados à população, e nesse caso específico, à mãe e ao bebê prematuro que dependem desse apoio”, destacou João Aprígio, coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, vinculada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O coordenador explicou que o Brasil possui uma posição de liderança no cenário internacional neste segmento e exporta este tipo de tecnologia para 23 países. Anualmente, são recolhidos cerca de 150 mil litros de leite humano, que passam pelo processo de pasteurização e adquirem qualidade certificada para serem distribuídos a mais de 135 mil recém-nascidos; principalmente, àqueles que estão hospitalizados.

Doação

O leite materno para os recém-nascidos (principalmente, os hospitalizados) é muito mais que um simples alimento, pois as chances de recuperação do bebê aumentam se ele for alimentado exclusivamente com ele.

Para ser uma doadora, a mulher precisa, além de  apresentar excesso de leite, ser saudável, não usar medicamentos que impeçam a doação e se dispor a ordenhar o leite e a doar o excedente.

Para realizar a doação, a lactante deve entrar em contato com o banco de leite de sua cidade para receber o frasco esterilizado, no qual depositará o leite. Depois disso, deverá manter o frasco no congelador ou freezer e aguardar que uma equipe vá retirar o leite doado. Em algumas cidades, os bancos de leite humano realizam parcerias com outros órgãos para a coleta.

Imagem: Portal da Saúde

Começa, nesta sexta-feira (23), oficialmente a primavera. Mas com ela aparece também a catapora. Em consequência das temperaturas mais elevadas nessa estação do ano, há uma maior facilidade de transmissão da varicela, popularmente conhecida como catapora, fazendo com que os surtos (dois ou mais casos em um mesmo ambiente) da doença tornem-se mais comuns.

Prova disso é que em 2010 o Estado de São Paulo registrou 39.043 casos da doença. O pior ano da doença no estado foi 2003, com 51,6 mil casos. Geralmente benigna, a doença atinge principalmente crianças, mas os adultos infectados com o vírus precisam de cuidados especiais, sobretudo se tiverem outras doenças associadas.

Altamente contagiosa, a catapora se caracteriza pela presença de febre e vesículas (aquelas pintas vermelhas com líquido) com intensa coceira que se espalham em todo o corpo, evoluindo para crostas, até a cicatrização. A maioria das crianças tem entre 250 e 500 lesões, que podem permanecer por até duas semanas.

Transmissão e prevenção

A transmissão do vírus da catapora ocorre por contato direto, através da saliva, das secreções respiratórias ou por contato com o líquido do interior das vesículas. Depois de infectado o paciente fica imune a ela, ou seja, se contrai o vírus apenas uma vez na vida.

Os que estão com catapora precisam ter atenção especial com as condições de higiene da pele e também se alimentar bem, explica Telma Regina Carvalhanas, diretora da Divisão de Doenças de Transmissão Respiratória, do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

No caso de crianças, deve-se ainda evitar o contato com outras crianças que estejam com a doença. “Quem estiver doente deve ficar em casa. Somente assim é possível evitar surtos”, explica a médica do CVE.

A diretora orienta ainda que, uma vez doente, é preciso ter cuidado com as infecções, que podem ocorrer por causa das feridas na pele. Do contrário, podem ocorrer complicações, como infecção secundária das lesões de pele, pneumonia, encefalite, complicações hemorrágicas, hepatite, artrite e infecção invasiva grave, com risco de óbito. As pessoas com baixa imunidade podem apresentar quadros mais graves da doença.

“É necessário manter o paciente muito bem higienizado. As lavagens de mãos têm que ser excessivas para evitar que as bolhas se contaminem e infecções mais graves aconteçam”, conclui Telma.

Como a vacina não integra o calendário do Ministério da Saúde para distribuição na rede pública, é necessário que os pais fiquem atentos nesse período do ano e tomem todos os devidos cuidados preventivos.

São Paulo é o único estado do Brasil que tem um sistema de vigilância epidemiológica e monitoramento constante de surtos da doença, com controle em creches e escolas através do fornecimento gratuito de vacinação.

Recomendações para evitar complicações da catapora:

Corte sempre as unhas e as deixe limpas;

Use roupas leves, para evitar calor e aliviar as coceiras;

Use luvas na hora de dormir, se a coceira incomodar muito;

Não arranque as crostas que se formam quando as vesículas regridem;

Mantenha-se em repouso enquanto tiver febre;

Consuma alimentos leves e muito líquido.

Imagem: Nickelodeon

Um estudo publicado recentemente revelou que o desenho animado “Bob Esponja” pode causar déficit de atenção e problemas de aprendizagem em crianças de 4 anos de idade.

Criado pelo ex-biólogo marinho Stephen Hillenburg, a série animada segue as travessuras de uma esponja do mar amarela, e de seus amigos marinhos, numa cidade no fundo do oceano.

Porém, de todos os programas de televisão que possam prejudicar o desenvolvimento das crianças, “Bob Esponja” não parece ser um culpado principal. Já que a velocidade das imagens que é a verdadeira responsável pela falta de concentração gerada nos espectadores.

A pesquisa

Angeline Lillard e Jennifer Peterson, da Universidade da Virgínia, em Charlottesville, recrutaram 60 crianças de 4 anos de idade para o estudo.

Elas foram divididas em três grupos de 20 para fazerem diferentes atividades durante 9 minutos: o primeiro grupo assistiu a “Bob Esponja”, enquanto o segundo viu “Caillou”, um desenho canadense que segue o cotidiano de uma criança de 4 anos de idade, e o terceiro grupo ficou desenhando.

Após assistirem TV ou desenhar, os três grupos realizaram vários testes que avaliaram a função mental, como aprender a tocar os dedos dos pés, quando diziam para tocarem a cabeça e vice-versa, ou recitar uma sequência de dígitos em sentido inverso. Aquelas que tinham visto “Bob Esponja” tiveram, em média, 12 pontos a menos que os outros dois grupos, que obtiveram resultados quase idênticos.

As pesquisadoras queriam comparar com este estudo a influência imediata de programas de televisão em ritmo acelerado e  lento nas habilidades das crianças para resolver problemas e na concentração. No desenho “Bob Esponja”, o ângulo da câmera muda a cada 34 segundos, enquanto em “Caillou”, a cada 11 segundos.

Quando as crianças assistem ao primeiro uma grande quantidade de recursos cognitivos são dedicados apenas para acompanhar o que está acontecendo na tela. Enquanto o desenho canadense oferece aos espectadores muito mais tempo para processar eventos da narrativa.

Assim, as crianças que assistiram “Bob Esponja” , provavelmente, não tinham tanta atenção a dedicar aos testes de função mental, como as crianças que assistiram “Caillou”.

Velocidade de imagens versus déficit de atenção

Portanto, não é que assistir ao desenho da esponja marinnha deixe as crianças menos inteligentes. Mas por causa do seu ritmo acelerado, ele acaba desviando a atenção delas. Então, não é aconselhado que elas assistam aos episódios quando irão efetuar atividades de aprendizado, como antes de ir à escola, por exemplo.

Em vez disso, o estudo reforça algo que os psicólogos têm enfatizado nos últimos anos: que todas as nossas capacidades cognitivas – atenção, tomada de decisão, concentração – são recursos que ficam “cansados” durante o dia, tal como os nossos músculos. E, conforme pesquisas anteriores, confirma a ligação entre o hábito de assistir TV e o déficit de atenção em crianças.

“Desenhar exige planejamento, e o ritmo de “Caillou” desafia nossos filhos a esperarem um pouco mais antes de descobrir o que acontece a seguir”, explica Eugene Geist, da Ohio University,  em Atenas, que já estudou como a televisão influencia a atenção.

Isso significa que assistir a um programa alegre e veloz, como “Bob Esponja”, antes de um teste de ortografia não é provavelmente a melhor ideia, mas, certamente, não significa que o desenho está prejudicando os cérebros das crianças ou a capacidade delas para pensar com clareza.

A culpa não é só da esponja

A professora de psicologia Universidade da Virgínia, Angeline Lillard, principal autora do estudo, disse que o desenho de aventuras marinhas não deve ser o único. Ela encontrou problemas semelhantes em crianças que assistiram outros cartoons de mais velocidade de imagens. Ou seja, o problema está no ritmo do programa que se assiste, não no “Bob Esponja” em si.

David Bittler, porta-voz da rede de televisão Nickelodeon, que apresenta o desenho, contestou as conclusões da pesquisa. Ele afirmou que a faixa etária destinada do programa é para crianças de 6 a 11 anos. E que um estudo feito com espectadores de 4 anos não poderia ser confiável.

A pesquisadora, no entanto, afirmou que essa idade foi escolhida por ser um momento de alto desenvolvimento em habilidades de autocontrole. Ela disse que esta pesquisa tem algumas limitações. Então, neste caso, não tem como saber se crianças de outras idades poderiam ser afetadas, assim como as de 4 foram.

Fonte: New Scientist

Acaba de ser lançado, pelo Ministério da Saúde, um guia incluindo técnicas, da literatura científica atualizada, de assistência aos primeiros momentos de vida dos bebês. O livro “Atenção à Saúde do Recém-Nascido – Guia para os Profissionais de Saúde” faz parte do conjunto de medidas da Rede Cegonha.

A publicação traz orientações, baseadas em evidências científicas, que atualizarão os profissionais e possibilitará a eles oferecer atenção qualificada, segura e humanizada ao recém-nascido sob seu cuidado, em todos os níveis de complexidade.

O guia é divido em quatro volumes que abordam questões como: os cuidados na hora do nascimento; prevenção de infecção hospitalar; aleitamento materno; transporte seguro; as intervenções mais comuns em unidades de internação neonatal; como atuar em problemas respiratórios, cardiocirculatórios, metabólicos, neurológicos, ortopédicos, dermatológicas; atenção humanizada ao recém-nascido de baixo peso: Método Canguru, entre outros temas.

A expectativa é de que este livro possa contribuir de forma significativa para a redução dos índices de mortalidade infantil no país, em especial nas áreas mais vulneráveis, como Nordeste e Amazônia Legal, segundo Paulo Bonilha, o coordenador da área técnica de Saúde da Criança, do Ministério da Saúde.

Bonilha lembra ainda que a mortalidade neonatal é hoje responsável por quase 70% das mortes de bebês no primeiro ano de vida e, segundo a publicação, é na primeira semana de vida, em especial no primeiro dia de vida (representando 25%), que se concentram as mortes infantis no país. Esses dados tornam evidente a necessidade de qualificar os cuidados prestados ao recém-nascido nos serviços de saúde.

O guia foi enviado para diversos hospitais e maternidades do Brasil, instituições de ensino, secretarias estaduais e municipais de saúde, conselhos de medicina e enfermagem, associações de saúde etc.

Confira a publicação: Volume 1, Volume 2, Volume 3 e Volume 4.

Rede Cegonha – Teve início no começo do ano, pelo governo federal, para garantir a todas as brasileiras, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), atendimento adequado, seguro e humanizado desde o planejamento familiar e confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, até a atenção integral à saúde do bebê nos seus dois primeiros anos de vida.

Aquelas pessoas irritantes que afirmam que podem comer de tudo que gostam, e na quantidade em que desejam, mas nunca(!) ganham peso, podem ter recebido cópias extras de certos genes, de acordo com estudo publicado na revista Nature.

Enquanto muitas causas genéticas já foram identificadas como os principais determinantes da obesidade, esta é a primeira vez que uma explicação para a magreza extrema, envolvendo os genes, foi revelada.

No estudo, cientistas examinaram o DNA de 95 mil pessoas em busca de padrões vinculados à propensão de estar muito abaixo do peso. Os pesquisadores do Imperial College, em Londres, e da Universidade de Lausanne, na Suíça, descobriram que a duplicação de uma parte do cromossomo 16, contendo mais de duas dúzias de genes, é fortemente associada ao peso baixo, definido como IMC (índice de massa corporal) menor a 18,5.

Obesidade X Magreza

O IMC considerado normal varia entre 18,5 e 25. O índice entre 25 e 30 significa sobrepeso e acima de 30, obesidade. No ano passado, essa mesma equipe de pesquisa descobriu que pessoas sem esses genes têm 43 vezes mais probabilidade de serem obesos mórbidos.

Contudo, agora tem sido revelado que as pessoas em quem estes genes específicos são duplicados, são mais suscetíveis a serem excessivamente magras. Então, a obesidade e a magreza extrema podem ser dois lados da mesma moeda.

Segundo o estudo, cerca de uma em cada duas mil pessoas tem os genes duplicados. O que deixa os homens 23 vezes mais e as mulheres 5 vezes mais propensos a serem magros demais.

Os cientistas têm muito trabalho a fazer para descobrir mais sobre os genes nessa região, afirma Philippe Froguel, professor da Escola de Saúde Pública do Imperial College. A equipe de pesquisadores agora planeja a sequência de genes que poderia levar a novos tratamentos potenciais para o controle de peso e distúrbios do apetite.

Normalmente, cada pessoa tem uma cópia de cada cromossomo do pai e da mãe, totalizando duas cópias de cada gene. Mas o genoma é cheio de buracos onde os genes são perdidos ou contém outros locais que há cópias extras deles.

Segundo Froguel, em muitos casos, essas duplicações e apagamentos não costumam causar efeitos, mas, ocasionalmente, podem gerar doenças.

Essa descoberta tem implicações importantes para o diagnóstico da saúde da criança

Em metade das crianças com a cópia a mais do gene foi diagnosticada uma condição não específica conhecida como “falha de desenvolvimento”. Essa síndrome faz com que a taxa de ganho de peso seja significativamente menor do que a normal. Ou seja, a falta de crescimento na infância pode ser genética. Então, se uma criança não está comendo, não é necessariamente por culpa dos pais, afirma o professor.

A pesquisa também mostrou que um quarto das pessoas com a duplicação genética tinha microcefalia (uma condição na qual a cabeça e o cérebro são anormalmente pequenos e que está ligada a defeitos neurológicos) e expectativa de vida mais curta.

Duplicações na mesma região, também têm sido associadas à esquizofrenia, enquanto as exclusões estão associadas com o autismo.