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S.O.S Mau Hálito – Quem avisa, amigo é

É muito constrangedora a situação de ter algum conhecido com mau hálito e não saber como avisá-lo do problema. Para facilitar essa tarefa, a Associação Brasileira de Halitose (ABHA) criou um serviço que avisa quem tem hálito alterado por e-mail ou carta, sem identificar quem foi a pessoa que solicitou o serviço.

S.O.S Mau Hálito - Na carta enviada, a halitose é explicada e são sugeridos alguns testes que a pessoa pode fazer, como um autoexame da língua diante de um espelho, para verificar se há uma camada esbranquiçada ou amarelada que se deposita ao fundo. Além de trazer a indicação para se procurar um especialista e uma lista com profissionais em todo o Brasil.

Consciente de que algumas pessoas podem se aproveitar do serviço gratuito para enviar trotes, a Associação pede desculpas se quem receber o e-mail ou carta, não sofre do problema.

Segundo a ABHA, no Brasil, aproximadamente 30% da população sofre de halitose (mau hálito), cerca de 50 milhões de pessoas. A halitose em si não é uma doença, mas pode ser o sinal de que tem algo em desequilíbrio no organismo, algum problema de saúde ou alteração fisiológica.

Causas

A halitose é multifatorial, já que existem cerca de 60 causas distintas. Mas 90% dos casos têm origem na cavidade bucal. Os motivos podem ser de:

- Má higiene bucal ou placas bacterianas retidas na língua ou amídalas;

– Baixa produção de saliva, doenças de gengiva;

– Problemas em vias aéreas, como rinites, sinusites e adenóides.

– Estresse;

– Problemas renais ou hepáticos;

– Prisão de ventre acentuada;

– Origem fisiológica (jejum prolongado, dietas descontroladas, hálito da manhã e alimentação descontrolada)

– Uso excessivo de medicações;

– Fumo, drogas ou uso de bebidas alcoólicas;

– Utilização de soluções para bochecho que contenham álcool.

Desmistificação – Problemas relacionados ao estômago não interferem no hálito, somente em casos raros. Por muito tempo se acreditou que essa era uma evidência, mas nunca passou de crença, uma vez que não há nenhum dado científico ou clínico que comprove tal relação.

Como evitar

•    Procurar fazer pequenas refeições a cada 03 horas, jejum prolongado pode comprometer o hálito;

•    Evitar ingerir alimentos muito salgados, quentes ou condimentados, pois contribuem para o ressecamento bucal;

•    Ter uma dieta balanceada, incluindo uso de alimentos duros e fibrosos. Evitar consumir em excesso alimentos com odor carregado ou que contenham enxofre na composição, por exemplo, alho, cebola, picles, repolho, couve, brócolis;

•    Ingerir bastante água, média de 2 litros por dia;

•    Fazer corretamente a higiene bucal (incluindo limpeza da língua) e evitar o uso de soluções para bochecho que contenham álcool;

•    Ir ao dentista a cada seis meses para prevenir problemas dentários e gengivais;

•    Praticar atividades físicas e diminuir o estresse;

•    Evitar álcool e fumo em excesso;

A halitose pode causar problemas sócioemocionais, além de prejuízos pessoais e profissionais. O portador às vezes desenvolve insegurança para se aproximar das pessoas e conversar, depressão, ansiedade, entre outros fatores psicológicos.

Por isso é importante, após constatar que se tem mau hálito, buscar identificar as causas e o tratamento adequado para cada caso. Se você tem esse problema, não deixe de sorrir e se relacionar com os que estão a sua volta, procure um especialista.

Para avisar alguém que sofra de halitose, clique aqui.