EUA fazem recall urgente de implante incomum para os seios
abril 15, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde FÃsica
Não se trata de próteses comuns. Aliás, o recolhimento envolve um tipo muito especÃfico de implante paras os seios composto de tungstênio e silicone utilizado para tratamento. O recall foi classificado como “aquele que envolve situações em que há probabilidade de que o uso gere graves consequências para a saúde ou mesmo a morte”.
Conhecido por Axxent FlexiShield Mini, era colocado temporariamente dentro de incisões feitas nos seios durante um procedimento médico no qual as mulheres recebiam um tratamento completo à base de radiação após terem passado por uma lumpectomia em casos de câncer de mama.
Os implantes tinham a função de ajudar a direcionar o feixe de radiação e assim proteger os tecidos saudáveis. Mas por serem falhos, fizeram com que os tecidos dos seios e os músculos peitorais ficassem repletos de partÃculas de tungstênio.
O que faz esse elemento tungstênio?
Não se sabe se o tungstênio é perigoso porque foram feitas poucas pesquisas sobre os efeitos a longo prazo deste elemento quÃmico sobre a nossa saúde.
Mas essas partÃculas, ao aparecerem nos mamogramas, dificultaram a leitura dos resultados, além de parecerem com depósitos de cálcio – algo que pode indicar a presença de câncer. Resultado: podem ser confundidas com câncer ou ocultar um câncer real.
Para as mulheres, que tentam se curar e que temem o retorno da doença, a situação é perturbadora.
Foi o fato de o tungstênio aparecer nos mamogramas que fez com que fosse feito um recall de Classe I, o de tipo mais grave, segundo a agência reguladora americana FDA.
Até agora 29 mulheres foram afetadas. Até o momento, 16 delas fizeram mamogramas de acompanhamento seis meses após a cirurgia, e em todas elas foram encontradas partÃculas de tungstênio.
Algumas das mulheres cogitam submeter-se a mastectomias para livrarem-se das partÃculas desse elemento quÃmico. Elas estão processando o hospital e o fabricante do implante. O dispositivo era fabricado por uma companhia chamada Xoft, que foi vendida para outra empresa, a iCad.
Histórico
O Axxent FlexiShield Mini foi liberado para uso pela FDA em junho de 2009, em um processo utilizado para produtos que são considerados equivalentes a outrosdisponÃveis no mercado.
Esse processo leva menos tempo do que o procedimento utilizado para a aprovação de um novo dispositivo e geralmente não exige a realização de testes em seres humanos.
Os implantes, que foram retirados do mercado em fevereiro, eram modelados para cada paciente especÃfico. As partÃculas de tungstênio escapavam após o corte de modelagem. Mas esses implantes foram projetados para serem cortados e modelados. As informações foram divulgadas no The New York Times.
EUA faz recall de implante incomum para os seios
Foi classificado como o mais urgente tipo de recall, aquele que envolve situações em que há probabilidade de que o uso gere graves consequências para a saúde ou mesmo a morte.
Não se trata de próteses comuns. Aliás, o recolhimento envolve um tipo muito especÃfico de implante paras os seios composto de tungstênio e silicone utilizado para tratamento.
Conhecido por Axxent FlexiShield Mini, era colocado temporariamente dentro de incisões feitas nos seios durante um procedimento médico no qual as mulheres recebiam um tratamento completo à base de radiação após terem passado por uma lumpectomia em casos de câncer de mama.
Os implantes tinham a função de ajudar a direcionar o feixe de radiação e assim proteger os tecidos saudáveis. Mas por serem falhos, fizeram com que os tecidos dos seios e os músculos peitorais ficassem repletos de partÃculas de tungstênio.
O que faz esse elemento tungstênio?
Não se sabe se o tungstênio é perigoso porque foram feitas poucas pesquisas sobre os efeitos a longo prazo deste elemento quÃmico sobre a nossa saúde.
Mas essas partÃculas, ao aparecerem nos mamogramas, dificultaram a leitura dos resultados, além de parecerem com depósitos de cálcio, algo que pode indicar a presença de câncer. Resultado: podem ser confundidas com câncer ou ocultar um câncer real.
Para as mulheres, que tentam se curar do câncer e que temem o retorno da doença, a situação é perturbadora.
Foi o fato de o tungstênio aparecer nos mamogramas que fez com que fosse feito um recall de Classe I, o de tipo mais grave, segundo a agência reguladora americana, FDA.
Até agora 29 mulheres foram afetadas: 27 no Hospital Memorial Presbiteriano Hoag, na Califórnia, e duas no Centro de Câncer Karmanos-Crittenton, em Michigan. Até o momento, 16 delas fizeram mamogramas de acompanhamento seis meses após a cirurgia, e em todas as 16 foram encontradas partÃculas de tungstênio.
Algumas das mulheres, temendo que o tungstênio possa ser perigoso para a saúde, estão cogitando submeter-se a mastectomias para livrarem-se das partÃculas desse elemento quÃmico. Elas estão processando o hospital Hoag e o fabricante do implante.
O dispositivo era fabricado por uma companhia chamada Xoft, que foi posteriormente vendida para outra empresa, a iCad.
Histórico
O Axxent FlexiShield Mini foi liberado para uso pela FDA em junho de 2009, em um processo utilizado para dispositivos que são considerados equivalentes a produtos disponÃveis no mercado.
Esse processo leva menos tempo do que o procedimento utilizado para a aprovação de um novo dispositivo e geralmente não exige a realização de testes em seres humanos.
Os implantes, que foram retirados do mercado em fevereiro, eram modelados para cada paciente especÃfico. As partÃculas de tungstênio escapavam após o corte de modelagem. Mas esses implantes foram projetados para serem cortados e modelados.
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março 17, 2011 por Paula Sanches
Em: Destaque, Saúde FÃsica
Todo mundo ouve falar que pessoas próximas à s usinas nucleares no Japão devem deixar as imediações para não correrem o risco de serem contaminadas pelas partÃculas radioativas emitidas na atmosfera. Saiba quais as consequências se ocorrer tal exposição.
A radiação pode alterar a estrutura das células, como acontece em casos de câncer. Isso porque as partÃculas são capazes de atravessar objetos e entrar no organismo.
Outro fator que torna o desastre mais arriscado é que a contaminação depende das condições climáticas, ou seja, o vento é capaz de levar as partÃculas quilômetros de distância da onde foram inicialmente emitidas.
Os sintomas variam de acordo com os nÃveis de exposição, como veremos a seguir nas informações do L. A Times. Mas antes é preciso entender o processo.
Todo tipo de radiação é prejudicial?
Não. Há dois tipos de radiação: não-ionizantes e ionizantes. Radiação não-ionizante inclui a radiação infravermelha, ondas de rádio, radiação de telefones celulares e as radiações usadas para cozinhar alimentos no micro-ondas. Tal radiação não quebra ligações quÃmicas. Se for muito intensa, pode aquecer tecidos, caso contrário, não tem efeitos significativos.
Não há comprovação cientÃfica de que possa causar câncer.
A radiação ionizante é muito mais perigosa porque ele quebra ligações quÃmicas e, portanto, causa câncer. Exemplos deste tipo de radiação incluem os raios X, raios gama e alfa ou partÃculas beta emitidas por elementos radioativos.
O que acontece quando alguém é exposto à radiação ionizante?
Isso depende do tempo de exposição. Os sintomas iniciais são idênticos aos sofridos por uma pessoa que se submete à radioterapia para o câncer. Os primeiros sinais incluem náuseas e fadiga, e depois vômitos. Depois disso vem a perda de cabelo e diarreia. Na radioterapia para tumores, a exposição para após esse ponto e os sintomas são controlados. Mas com o uma exposição não controlada, a próxima etapa é geralmente a destruição da mucosa intestinal e, diarreia e desidratação mais intensas. Em seguida há danos no sistema nervoso central. Depois disso vem a perda da consciência e, inevitavelmente, a morte.
Como é a radiação liberada a partir de usinas nucleares comparada a uma bomba nuclear?
Uma explosão nuclear produz dois tipos de radiação que têm efeitos letais. A explosão em si produz raios-X e raios gama que contaminará qualquer pessoa perto do local, geralmente com uma dose letal ou quase letal de radiação.
A maioria dos 166 mil japoneses que morreram em Hiroshima, nos primeiros quatro meses após o bombardeio atômico, sofreram este tipo de radiação – que matou-os diretamente ou agravou outros ferimentos sofridos na explosão.
Também são produzidas nuvens de cinzas radioativas, contendo os elementos césio-137, iodo-131, e uma série de outros subprodutos de longa duração provenientes da explosão. Este material pode acumular na pele e roupas, onde se pode emitir radiação que penetra a pele.
Mais importante, eles pode se acumular em alimentos, leite, água e outros produtos que são ingeridos. Não está claro como muitos moradores de Hiroshima morreram de câncer a partir desta fonte, mas algumas estimativas apontam que foram mais de 100.000.
Fukushima não está emitindo radiação gama ou X. A maioria da radioatividade é sob a forma de césio e iodo, que são subprodutos da fissão do urânio.
O que torna o césio-137 e o iodo-131 perigosos?
O iodo-131 é absorvido preferencialmente na glândula tireoide, onde pode causar tumores. É mais perigoso para as crianças, porque causa rápidos danos. O problema pode ser substancialmente melhorado ao tomar comprimidos de iodo comum, que se ligam à tireoide e evitam que o iodo radioativo se ligue.
Obs.: Para se ter uma ideia do que já está sendo feito, esses comprimidos serão distribuÃdos.
Césio-137, que leva 30 anos para que sua radiação caia pela metade, é mais grave. É um sal que atua como potássio e vai para todo o corpo. É absorvido pelos tecidos moles, causando sarcomas. Pode contaminar alimentos, água e leite e entra no organismo quando são ingeridos. A contaminação com césio-137 foi uma das principais razões que grandes áreas tiveram que ser abandonadas na sequência do desastre de Chernobyl em 1986.
Quanto de exposição é suficiente para deixar alguém doente?
O risco biológico de exposição à radiação é medido em Sieverts ou Sv. Uma exposição de 500,000 microsieverts pode levar a náuseas e fadiga em algumas horas. Uma dose de 750,000 microsieverts causa a perda de cabelo dentro de duas ou três semanas, e uma dose de 1 milhão de microsieverts irá causar hemorragia. A morte ocorre geralmente na dose de 4 milhões de microsieverts.
Então, qual a quantidade de radiação que as pessoas no Japão foram expostas? Qual o risco?
Os nÃveis de exposição não são claros. Os nÃveis de radiação foram relatados para ter saltado para cerca de 400,000 microsieverts por hora no interior da usina de Fukushima depois de uma explosão, embora os nÃveis tenham diminuido rapidamente. Exposição prolongada a este nÃvel de radiação seria extremamente perigoso. NÃveis de fora do estabelecimento teriam sido menores.
Trabalhadores da usina irão receber a mais alta exposição, mas eles são equipados com equipamento de proteção completo e trabalham em turnos de apenas uma hora ou duas de cada vez.
O que já está sendo feito
Autoridades determinaram o isolamento da área e já evacuaram mais de 170.000 pessoas, até terça-feira, segundo o Los Angeles Times.
Os comprimidos que impedem que o iodo-131 deposite-se na tireoide serão distribuÃdos. Por volta de 200 pessoas já foram expostas à radiação.
O que acontece com pessoas expostas à radiação
Todo mundo ouve falar que pessoas próximas à s usinas nucleares no Japão devem deixar as imediações para não correrem o risco de serem contaminadas pelas partÃculas radioativas emitidas na atmosfera. Saiba quais as consequências se ocorrer tal exposição.
A radiação pode alterar a estrutura das células, como acontece em casos de câncer. Isso porque as partÃculas são capazes de atravessar objetos e entrar no organismo.
Outro fator que torna o desastre mais arriscado é que a contaminação depende das condições climáticas, ou seja, o vento é capaz de levar as partÃculas quilômetros de distância da onde foram inicialmente emitidas.
Os sintomas variam de acordo com a intensidade, como veremos a seguir. Mas antes é preciso entender o processo.
Todo tipo de radiação é prejudicial?
Não. Há dois tipos de radiação: não-ionizantes e ionizantes. Radiação não-ionizante inclui a radiação infravermelha, ondas de rádio, radiação de telefones celulares e as radiações usadas para cozinhar alimentos no micro-ondas. Tal radiação não quebra ligações quÃmicas. Se for muito intensa, pode aquecer tecidos, caso contrário, não tem efeitos significativos. Não acredita-se que possa causar câncer.
A radiação ionizante é muito mais perigosa porque ele quebra ligações quÃmicas e, portanto, causa câncer. Exemplos deste tipo de radiação incluem os raios X, raios gama e alfa ou partÃculas beta emitidas por elementos radioativos.
O que acontece quando alguém é exposto à radiação ionizante?
Isso depende do tempo de exposição. Os sintomas iniciais são idênticos aos sofridos por uma pessoa que se submete à radioterapia para o câncer. Os primeiros sinais incluem náuseas e fadiga, e depois vômitos. Depois disso vem a perda de cabelo e diarreia. Na radioterapia para tumores, a exposição para após esse ponto e os sintomas são controlados. Mas com o uma exposição não controlada, a próxima etapa é geralmente a destruição da mucosa intestinal e, diarreia e desidratação mais intensas. Em seguida há danos no sistema nervoso central. Depois disso vem a perda da consciência e, inevitavelmente, a morte.
Como é a radiação liberada a partir de usinas nucleares comparada a uma bomba nuclear?
Uma explosão nuclear produz dois tipos de radiação que têm efeitos letais. A explosão em si produz raios-X e raios gama que contaminará qualquer pessoa perto do local, geralmente com uma dose letal ou quase letal de radiação.
A maioria dos 166 mil japoneses que morreram em Hiroshima, nos primeiros quatro meses após o bombardeio atômico, sofreram este tipo de radiação – que matou-os diretamente ou agravou outros ferimentos sofridos na explosão.
Também são produzidas nuvens de cinzas radioativas, contendo os elementos césio-137, iodo-131, e uma série de outros subprodutos de longa duração provenientes da explosão. Este material pode acumular na pele e roupas, onde se pode emitir radiação que penetra a pele.
Mais importante, eles pode se acumular em alimentos, leite, água e outros produtos que são ingeridos. Não está claro como muitos moradores de Hiroshima morreram de câncer a partir desta fonte, mas algumas estimativas apontam que foram mais de 100.000.
Fukushima não está emitindo radiação gama ou X. A maioria da radioatividade é sob a forma de césio e iodo, que são subprodutos da fissão do urânio.
O que torna o césio-137 e o iodo-131 perigosos?
O iodo-131 é absorvido preferencialmente na glândula tireoide, onde pode causar tumores. É mais perigoso para as crianças, porque causa rápidos danos. O problema pode ser substancialmente melhorado ao tomar comprimidos de iodo comum, que se ligam à tireoide e evitam que o iodo radioativo se ligue.
Obs.: Para se ter uma ideia do que já está sendo feito, esses comprimidos serão distribuÃdos.
Césio-137, que leva 30 anos para que sua radiação caia pela metade, é mais grave. É um sal que atua como potássio e vai para todo o corpo. É absorvido pelos tecidos moles, causando sarcomas. Pode contaminar alimentos, água e leite e entra no organismo quando são ingeridos. A contaminação com césio-137 foi uma das principais razões que grandes áreas tiveram que ser abandonadas na sequência do desastre de Chernobyl em 1986.
Quanto de exposição é suficiente para deixar alguém doente?
O risco biológico de exposição à radiação é medido em Sieverts ou Sv. Uma exposição de 500,000 microsieverts pode levar a náuseas e fadiga em algumas horas. Uma dose de 750,000 microsieverts causa a perda de cabelo dentro de duas ou três semanas, e uma dose de 1 milhão de microsieverts irá causar hemorragia. A morte ocorre geralmente na dose de 4 milhões de microsieverts.
Então, qual a quantidade de radiação que as pessoas no Japão foram expostas? Qual o risco?
Os nÃveis de exposição não são claros. Os nÃveis de radiação foram relatados para ter saltado para cerca de 400,000 microsieverts por hora no interior da usina de Fukushima depois de uma explosão, embora os nÃveis tenham diminuido rapidamente. Exposição prolongada a este nÃvel de radiação seria extremamente perigoso. NÃveis de fora do estabelecimento teriam sido menores.
Trabalhadores da usina irão receber a mais alta exposição, mas eles são equipados com equipamento de proteção completo e trabalham em turnos de apenas uma hora ou duas de cada vez.
O que já está sendo feito
Autoridades determinaram o isolamento da área e já evacuaram mais de 170.000 pessoas, até terça-feira, segundo o Los Angeles Times.
Os comprimidos que impedem que o iodo-131 deposite-se na tireoide serão distribuÃdos. Por volta de 200 pessoas já foram expostas à radiação.
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novembro 25, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
Não vivemos sem as árvores. As redes Wi-Fi, cada vez mais presentes nas cidades, podem estar adoecendo centenas delas.
Para chegar a tal relação, cinco anos atrás, especialistas detectaram anormalidades nas plantas que não poderiam ser explicadas por nenhum tipo de infecção por vÃrus ou bactérias.
Foi por esse processo que os pesquisadores da Universidade Wagenigen, na Holanda, chegaram às redes. Segundo eles, a radiação emitida pela tecnologia está ligada a fatores como problemas no crescimento de árvores, morte de algumas camadas de tecidos e diversas fissuras e sangramentos nas cascas.
Resultados
Foi visto que 70% das árvores em ambientes urbanos apresentam os mesmos sintomas, 60% a mais que os indicadores de 2005.
Os pesquisadores também descobriram que as florestas densas são menos propensas a serem afetadas pelo sinal do que naquelas que possuem grande distância entre as árvores.
Outra situação que também pode prejudicá-las, são as partÃculas ultrafinas emitidas por carros e caminhões, já que são tão pequenas que podem penetrar nos organismos.
Serão necessários mais estudos para confirmar os resultados atuais e determinar os efeitos em longo prazo das radiações de redes sem fios em árvores.
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junho 21, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde FÃsica
Uma única dose de radioterapia logo após a retirada do tumor é tão eficaz contra o câncer de mama quanto o tratamento convencional, que inclui 30 sessões.
A conclusão é de um estudo inglês feito com 2.232 mulheres com câncer ductal invasivo (o mais comum) submetidas à cirurgia conservadora da mama.
Elas tinham, em média, 63 anos e 86% dos tumores tinham menos de 2 cm, ou seja, estavam em estágio inicial.
De acordo com os autores do estudo, da University College London, na Inglaterra, 90% das recorrências de câncer são nos mesmos quadrantes de onde foram retirados os tumores. Por isso, uma só sessão após a cirurgia seria eficiente.
Para a realização da pesquisa, as mulheres foram divididas em dois grupos. Uma parte recebeu radioterapia intraoperatória em dose única. O outro grupo fez radioterapia externa convencional, com sessões diárias durante cinco semanas. Todas foram acompanhadas por quatro anos.
Resultado: As taxas de recorrência do tumor foram similares. Seis no primeiro grupo e cinco do segundo! Além disso, a radiação intraoperatória foi menos tóxica para as pacientes.
Entenda como é feita a aplicação em dose única
Logo após a retirada do tumor, a paciente, ainda anestesiada, é direcionada para outra sala onde recebe a radioterapia. A dose única é aplicada durante 20 minutos ininterruptos de radiação. Depois da sessão, a paciente tem a mama reparada e preservada.
O procedimento dura em média 40 minutos, além da cirurgia.
Atenção! O método é restrito para mulheres com tumor único, em estágio inicial (com menos de 3 cm) e que não tenha atingido as axilas.
Se adotada em larga escala, a técnica poderia reduzir a fila para a terapia.
O tratamento padrão para mulheres com câncer de mama inclui a cirurgia para retirada do tumor com a conservação do seio e a aplicação de radioterapia em toda região durante 30 dias.
Isso exige que a mulher compareça ao centro de tratamento diariamente, durante cinco semanas, o que pode atrapalhar a adesão ao tratamento e gera uma fila de espera para radioterapia.
A dose única substitui cerca de 30 dias de radioterapia ambulatorial!
Vale ressaltar: A técnica ainda é experimental e não está disponÃvel em larga escala no Brasil.
Os resultados do estudo foram publicados no Lancet.
Para mais informações sobre o câncer de mama, clique aqui.
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