Refrigerante: Boa opção para matar sua sede?
novembro 25, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Bebidas Não Alcoólicas (ABIR), em 2008, o consumo de refrigerantes apresentou crescimento superior a 4%, atingindo 14,1 milhões de litros consumidos, contra pouco mais de 13,6 milhões de litros em 2007.
Já em 2009, o consumo nacional passou para 14,3 milhões de litros, o que coloca o Brasil em 12º lugar no ranking mundial de consumo da bebida!
O refrigerante é classificado como uma bebida gaseificada não-alcoólica e não fermentada, que apresenta em sua composição: água mineral misturada com açúcar ou edulcorante, extratos ou aroma sintetizado de frutas ou outros vegetais, corantes e gás carbônico.
Mas será que essa combinação de ingredientes faz bem à saúde?
Muito se discute sobre os refrigerantes, mas nem tudo o que se fala está comprovado cientificamente. As consequências da ingestão do refrigerante no organismo varia de acordo com a genética, a predisposição e também a periodicidade e quantidade ingerida por cada pessoa.
No caso dos refrigerantes convencionais, existe uma grande quantidade de açúcar em cada porção. Como já falamos no Blog da Saúde, o açúcar, se consumido em excesso, pode ajudar no desenvolvimento do diabetes e o acúmulo de gordura, sobrepeso e obesidade e até o aparecimento de cáries dentárias.
Diabete tipo 2
Uma pesquisa da Universidade de Harvard (EUA), publicada na revista científica Diabetes Care, aponta que o consumo excessivo de refrigerantes e outras bebidas adoçadas com açúcar, aliado ao ganho de peso, pode contribuir para o desenvolvimento de diabetes tipo 2.
Os pesquisadores avaliaram dados de diversos estudos sobre o assunto realizados até maio deste ano, incluindo 310 mil participantes e 15 mil casos de diabetes, e concluíram: as pessoas que ingeriam mais bebidas açucaradas – uma ou duas porções por dia (cerca de 340g) – tinham 26% mais chances de desenvolver o diabetes do que aqueles que consumiam essas bebidas em menor quantidade – menos de uma porção por mês.
Além disso, o consumo excessivo de bebidas açucaradas foi associado a 20% maior risco de síndrome metabólica (conjunto de fatores de risco para doença cardíaca).
Estética
Os refrigerantes também são condenados por provocar o aparecimento da celulite. No entanto, não há estudos que relacionem seu consumo a esta condição. A única comprovação é a de que o acúmulo de gordura agrava o quadro: se o consumo de refrigerante convencional for exagerado, poderá ocasionar um ganho de peso que, consequentemente, contribui de forma indireta para o aparecimento da celulite.
Composição
No Brasil, os refrigerantes mais consumidos são a base de cola e guaraná, que por sua vez apresentam cafeína em sua composição. Em diferentes graus, a cafeína tem ação diurética, vasodilatadora e excitante do sistema nervoso central. Em doses muito elevadas podem desencadear pequenos tremores involuntários, aumento da pressão arterial, da frequência cardíaca e certa dependência.
E tem o sódio…
A grande quantidade de sódio presente nos refrigerantes, tanto nas versões convencionais quanto nas versões sem açúcar (light, diet e zero), ajudam na retenção hídrica e a longo prazo podem desencadear o desenvolvimento da hipertensão arterial. Outros malefícios da ingestão em excesso deste mineral são dores de cabeça, distúrbios fisiológicos, delírio e parada respiratória.
O gás também?
Os especialistas observam também que o gás acrescentado nos refrigerantes produz certa distensão gástrica, tanto como efeito imediato, como nos casos de consumo contínuo. Quando o consumo é constante, a distensão provocada pode aumentar a ingestão de alimentos, a fim de se alcançar a sensação de saciedade.
Não esqueça do leite, sucos naturais, iogurtes…
A grande preocupação dos especialistas, no entanto, é que os refrigerantes substituam na alimentação do dia a dia as bebidas saudáveis, fontes de vitaminas, minerais e fibras, como leite, sucos naturais e iogurtes.
Na busca pelo corpo perfeito, muitos optam por essa troca quando querem perder peso, já que os refrigerantes sem açúcar não contêm calorias. Porém, se esquecem que, além de calorias, eles também não fornecem os nutrientes necessários para uma alimentação saudável.
Vale ressaltar que a ingestão de sucos e refrigerantes não exclue a necessidade do cosumo de água mineral diariamente! Especialistas ressaltam ainda que, a ingestão dessas bebidas, assim como outros alimentos açucarados, deve ser limitada para reduzir a obesidade e as doenças associadas ao excesso de peso.
A melhor maneira de manter a qualidade de vida e não sofrer com os possíveis prejuízos no consumo de refrigerante é ingerí-los com moderação e não esquecer de manter uma alimentação adequada e hábitos de vida saudáveis.
Email This Post
novembro 19, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias, Saúde Física
Macarrão instantâneo, batata frita e biscoito de polvilho são os alimentos industrializados com maior teor de sódio, gordura saturada e trans, respectivamente.
A conclusão é resultado de um estudo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que analisou mais de 20 tipos de produtos encontrados nas prateleiras dos supermercados.
Só para lembrar: a ingestão de sódio em altas concentrações contribui para o surgimento de doenças cardíacas e renais, obesidade, hipertensão e diabetes.
Preste atenção antes de comprar!
O macarrão instantâneo com tempero foi um dos produtos que mais chamou a atenção. De acordo com o levantamento, dependendo da marca, a pessoa ingere apenas em uma porção até 167% do sódio recomendado para o consumo diário. A Anvisa comparou 12 marcas e constatou que algumas têm duas vezes mais sódio que outras.
Segundo a diretora da Anvisa, Maria Cecília Brito, a variação mostra que as empresas podem produzir alimentos com menos sódio e recomenda ao consumidor que observe o rótulo das embalagens.
“A população deve saber que existem alimentos semelhantes, porém menos saudáveis. A Vigilância Sanitária não pode dizer que recomenda este ou aquele produto. Seria insano lançarmos uma proibição [desses alimentos] neste momento, porque é preciso desenvolvimento técnico [das empresas para adaptar a produção]”, ressalta.
A pesquisa revelou ainda que os refrigerantes de baixa caloria (light e diet) à base de cola e guaraná têm maior concentração de sódio, se comparados aos convencionais.
Nos refrigerantes de cola, a média dos teores de sódio encontrada foi de 54mg/l, enquanto nos refrigerantes de cola de baixa caloria essa média foi de 97mg/l.
Já nos refrigerantes de guaraná, os valores médios de sódio encontrados no produto convencional e no de baixa caloria foram 81 mg/l e 147 mg/l, respectivamente. No caso dos refrigerantes, o estudo também constatou diferenças na quantidade de sódio de uma marca para outra.
“Esses valores mais altos podem ser explicados pelo uso de aditivos, como o ciclamato de sódio, nos produtos de baixa caloria. Entretanto, é preciso considerar que existem limites estabelecidos e que a quantidade utilizada dessas substâncias não representa um risco para a saúde”, pondera Maria Cecília.
E tem mais produtos na lista…no caso da batata-palha, algumas marcas apresentaram até 14 vezes mais sódio do que o recomendável. Já nos salgadinhos de milho, essa diferença chega a 12,5.
E o açúcar? A gordura?
O estudo avaliou também a quantidade de açúcar, ferro e gorduras trans e saturadas nos alimentos.
Os sucos de polpa de fruta, por exemplo, apresentaram menos açúcar que os néctares (bebidas com menor concentração de polpa). No caso dos néctares, o de uva foi o que apresentou o maior nível.
No caso das batatas fritas, 17 das 28 marcas analisadas estavam com teores de gordura saturada acima da média. Só entre as batatas palhas, 55% das marcas analisadas apresentaram valores superiores à média. Já nos salgadinhos de milho, o maior valor encontrado de gordura saturada (2,6g/25g) foi dez vezes maior que o valor mínimo (0,25g/25g).
Nos biscoitos, o que apresentou os maiores teores de gorduras, tanto saturadas quanto trans, foram os de polvilho.
O que será feito?
Ainda este mês, representantes do Ministério da Saúde, da Anvisa e da indústria alimentícia devem se reunir para traçar metas de redução desses nutrientes nos produtos industrializados.
Email This Post
agosto 18, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Você sabe qual é a quantidade de açúcar presente nos alimentos?
No dia-a-dia ingerimos comidas e bebidas sem saber ao certo a quantidade de açúcar que cada um deles contém.
O açúcar não está presente apenas no docinho da sobremesa, mas em muitos dos alimentos que comemos diariamente!
É importante ficar atento aos alimentos que escondem o ingrediente em sua fórmula!
Para se ter ideia, uma unidade pequena de pão de queijo tem 11 colheres de chá de açúcar, uma porção de lasanha, 19, um pãozinho francês, 8, e um copo de suco de laranja, 7!
O problema do açúcar, em especial o refinado, é que ele é 100% caloria, sem valor nutricional. Quando consumido regularmente e em grande quantidade pode levar à obesidade, hipertensão, problemas cardiovasculares, ao diabetes e até alguns tipos de câncer.
O nosso organismo precisa de açúcar como fonte de energia. No entanto, prefira as fontes naturais, como leite, frutas, cereais.
O importante é evitar exageros! A Organização Mundial da Saúde sugere, no máximo, 10% das calorias diárias de açúcar, ou seja, em uma dieta padrão de 2 mil calorias, o consumo deve ser de até 200 calorias, o que equivale a 50 gramas de açúcar.
Para evitar excessos, o aconselhável é cautela no uso do açucareiro e moderação com os alimentos que já carregam o ingrediente. Veja tabela comparativa abaixo com a quantidade de açúcar em doces, refrigerantes, pães, massas e sucos.
Diferentes tipos de açúcar:
Mascavo
De cor caramelo ou marrom, ele é obtido das primeiras extrações da cana e por isso costuma oferecer pitadas de minerais como o fósforo e o cálcio.
Demerara
Ele é extraído do melado e tem coloração marrom. É usado como açúcar de mesa, mas empedra com facilidade. Também conta com minerais na composição.
Cristal
Graças à sua granulação, é usado para a preparação de doces e até para adoçar cafés. No quesito minerais, perde feio para as versões escuras.
Refinado
O mais comum e mais branquinho dos açúcares. Ele passa por processos físicos e químicos que alteram sua textura e coloração.
Confeiteiro
Por ser finíssimo, é perfeito para bolos e outros doces. Como pode conter amido em sua composição, não serve para cafés e sucos.
Xarope de glicose
Costuma ser obtido do amido de milho e é muito utilizado para conferir mais cor aos alimentos.
Açúcar invertido
Trata-se da modificação da estrutura molecular da sacarose. O resultado é um açúcar mais solúvel, que faz sucesso na indústria no preparo de balas e doces.
Email This Post
















