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Qual será a próxima pulseirinha da moda?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai suspender hoje a publicidade das pulseiras bioquânticas, aquelas vendidas com o apelo de melhorar o equilíbrio e ativar a circulação sanguínea.

Os braceletes, que prometem estabilizar a energia do corpo, melhorando equilíbrio e força de quem usa o acessório, são tiras de silicone adornadas por um holograma.

A pulseira original é a americana Power Balance. No Brasil, existe uma genérica, da marca Life Extreme. Ambas estão sendo investigadas e deverão ser processadas por publicidade irregular, de acordo com a Anvisa.

Os produtos são vendidos, sem registro, na internet e em grandes lojas de esportes. Os valores são por volta de R$ 120.

A Power Balance informa em seu site que o uso da pulseira aumenta a concentração e a força física porque contém um holograma que “otimiza a fluência energética natural do corpo”. O site da Life Extreme conta com uma explicação similar: o holograma, formado por camadas de magnésio, alumínio, ferro e silício, “emite uma frequência que gera estabilidade no campo eletromagnético do ser humano”.

Desta forma, o corpo não seria afetado por frequências externas, como ondas de equipamentos eletrônicos, possibilitando maior equilíbrio do usuário.

Para Marcos Duarte, professor de biodinâmica da Faculdade de Educação Física da USP, as explicações são “charlatanismo quântico”. Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP, reforça: “Não há explicação cientifica para isso. Holograma não emite onda”.

As pulseiras começaram a ser usados por atletas e celebridades, como o jogadores Cristiano Ronaldo e David Beckham e os atores Robert De Niro e Leonardo DiCaprio.

No Brasil, o site da Life Extreme conta com fotos de atores como Carol Castro, Marcelo Antony, Marcelo Faria e Cauã Reymond com o acessório. Já no site da Power Balance (versão em português) é possível assistir vídeos em que a apresentadora Ana Maria Braga e os jogadores Neymar e Ganso estão usando a pulseira.

Mesmo com provas e análises de especialistas comprovando a não funcionalidade do produto, as pulseirinhas continuam circulando por ai. Dá até para encontrar variações em adesivos, colares…

Essa não é a primeira vez em que pulseirinhas viram moda. Lembra das coloridas?

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* Com informações da FSP.
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