19°C | Curitiba, Paraná | 10 / 02 / 2012
Ocultar

Geriatra para envelhecer bem

O geriatra é o profissional da medicina responsável pela prevenção e tratamento de doenças em pessoas com idade avançada. Mas a maioria das pessoas tem dificuldade para escolher o momento certo de procurar esse especialista.

Omar Jaluul, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) explica que não existe um padrão. “O ideal é procurar ajuda profissional quando o indivíduo começa a se preocupar em atingir a terceira idade de maneira saudável e ativa. Os sinais de envelhecimento surgem em momentos diferentes para cada um.”

Doenças como diabetes, osteoporose, pressão alta, depressão e problemas com a memória normalmente acometem os idosos. Mas cultivar hábitos de vida saudáveis, tais como ter uma dieta balanceada, praticar atividades físicas e manter um bom relacionamento com as pessoas, principalmente com a família, são formas de prevenir o aparecimento dessas doenças ou de amenizar suas consequências.

De acordo com Jaluul, a alimentação é fator determinante para quem quer atingir a terceira idade com mais qualidade de vida.

“A dieta é um pilar fundamental do envelhecimento ativo. O importante é diversificar ao máximo e principalmente não esquecer o consumo de proteínas que diminui entre os idosos. Muitas vezes a dieta é baseada em pães, massas, batatas e arroz sem um aporte necessário de proteínas. Devemos ficar atentos a essa situação que pode levar a desnutrição sem necessariamente ter perda de peso”, acrescenta o médico.

Devido à escassez de nutrientes na dieta dos idosos é importante buscar alternativas que visam melhorar o quadro nutricional. Uma alternativa é recorrer aos complementos alimentares que sejam completos e balanceados, melhoram o estado nutricional e fortalecem o sistema imunológico do idoso, prevenindo doenças.

Valorização do Geriatra

Apesar de todas as informações, gira em torno do geriatra certa polêmica. Afinal, as pessoas relacionam a visita ao médico como algo negativo, como assumir que a velhice chegou e trouxe consigo a necessidade de tratar certos males que, até então, não existiam.

Mas esse conceito tende a mudar. Hoje, as pessoas buscam um envelhecimento mais ativo e saudável e, para isso, a colaboração do geriatra é indispensável.

Omar afirma que “até pouco tempo havia uma tendência de procurar o geriatra para receber prescrição de vitaminas, hoje a procura se dá pelo objetivo de envelhecer bem”.

Mas a profissão ainda é desvalorizada. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2015 o Brasil será o sexto país do mundo com o maior número de pessoas idosas. E o aumento considerável do número de visitas aos consultórios tem como resultado poucos profissionais especializados.

Para se ter uma ideia, de acordo com o médico, há cerca de 950 médicos geriatras em todo o país.

“Não necessariamente as pessoas devem procurar primeiro o geriatra em todas as situações, mas a formação do geriatra permite a visão no indivíduo como um todo e não fragmentado em órgãos ou sistemas. Este tipo de olhar pode ajudar o paciente a escolher a melhor opção considerando as várias possibilidades”, recomenda o especialista.

Faz parte da consulta a investigação de todos os fatores que influenciam a saúde, sejam eles clínicos, sociais, ambientais ou familiares.

A Abbott Nutrition em parceria com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia querem educar a população sobre a especialidade de geriatria como a melhor opção para quem busca um envelhecimento saudável. Espalhe essa ideia.

Para saber mais:
- Aposentados de volta ao mercado de trabalho
- Como economizar com planos de saúde na aposentadoria

Email This Post Email This Post

Uma pesquisa divulgada ontem pelo Ministério da Saúde chama a atenção quanto aos prejuízos, que vão além das condições físicas, sofridos pelos portadores de HIV.

Segundo os resultados da análise feita com soropositivos, apesar das boas condições de saúde declarada pela maioria deles, 20% alegam ter perdido o emprego por razões de discriminação, mesmo que o tratamento não debilite seu exercício profissional.

Outro motivo para o afastamento do trabalho e a consequente piora nas condições financeiras é o pedido de aposentadoria por doença, enraizado pelo medo de exporem sua doença aos colegas de trabalho.

A pesquisa também mostrou que 17% dos pacientes não contam que são portadores do vírus HIV aos seus familiares e o número cresce para 33% quando se trata de contar aos amigos. Com receio do preconceito alheio ou mesmo de um “auto-preconceito” muitas pessoas nem chegam a realizar o teste, mesmo sabendo que têm a doença.

Essa tentativa de boicote à própria situação é prejudicial à saúde, já que hoje os métodos de tratamento têm mostrado ótimos resultados. Prova disso é a assertividade do ministério no “slogan” da campanha na Semana da Luta Contra a Aids:

“Viver com a Aids é possível. Com o preconceito, NÃO”.

Email This Post Email This Post