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A doença que atingiu Steve Jobs

Imagem: Apple

Steve Jobs, o gênio e visionário da informática, morreu nesta quarta-feira, aos 56 anos, em decorrência de um câncer. Em 2004, o fundador da Apple descobriu que tinha uma forma rara de câncer no pâncreas, e há dois anos passou por um transplante de fígado. Ele havia se afastado da companhia de tecnologia em agosto deste ano por complicações com a doença.

Infelizmente, a taxa de mortalidade por este tipo de câncer é alta, principalmente por ser de difícil diagnóstico, extremamente agressivo e pela falta de tratamentos realmente eficazes.

No Brasil, o tumor de pâncreas representa 2% de todos os tipos, sendo responsável por 4% do total das mortes por tumores.

A localização do pâncreas na cavidade mais profunda do abdome, atrás de outros órgãos, dificulta sua detecção precoce. E como o tumor normalmente se desenvolve sem sintomas, nem sinais específicos, o diagnóstico na fase inicial é ainda mais difícil. Quando detectado, já pode estar em estágio muito avançado, segundo dados do Instituto Oncoguia.

Veja algumas informações importantes sobre a doença, conforme o Instituto:

Fatores de risco

Após os 50 anos de idade o risco de desenvolver o câncer de pâncreas aumenta. Principalmente entre 65 e 80 anos, tendo maior incidência nas pessoas do sexo masculino.

Entre os fatores de risco, pode-se destacar o consumo de tabaco. Pois os fumantes possuem três vezes mais chances de desenvolver a doença do que os não fumantes.

A exposição durante longos períodos a compostos químicos, como solventes e petróleo, também está entre os fatores.

Existem algumas pessoas que devem estar ainda mais atentas aos sintomas, por terem mais chances de desenvolver o tumor pancreático.

Indivíduos que precisam redobrar a atenção são aqueles que: sofrem de pancreatite crônica ou diabetes melitus, foram submetidos a cirurgias de úlcera no estômago ou duodeno ou sofreram retirada da vesícula biliar, problemas hepáticos, assim como os muito obesos.

Conhecendo o próprio histórico de saúde e evitando os hábitos que podem representar algum risco, um médico pode ser procurado para uma avaliação mais detalhada. Ele poderá sugerir métodos eficazes de acompanhamento que visem à detecção precoce do câncer de pâncreas.

Sintomas e prevenção

Os sintomas dependem da região onde o tumor está localizado, sendo mais perceptíveis a perda de apetite e de peso, fraqueza, diarréia e tontura.

Evitar o fumo é primordial para a prevenção da doença, já que o uso do cigarro está muito atrelado ao surgimento desse tipo de câncer, aproximadamente 30% dos casos são atribuídos ao tabagismo.

A dieta também é um fator relevante para o desenvolvimento dos tumores pancreáticos, a ingestão de gordura, carnes e bebidas alcoólicas devem ser evitadas.

Manter uma alimentação à base de frutas, vegetais, alimentos ricos em fibras e vitamina C ajuda a reduzir o risco de desenvolver a doença.

Como os exames de rotina não detectam precocemente o tumor de pâncreas, a única maneira de evitá-lo é ficando longe dos fatores de risco.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico de câncer de pâncreas é feito através de um exame clínico detalhado no consultório médico e com o auxílio de alguns exames, como de sangue, urina e fezes e os de imagem, como ultra-som e tomografia computadorizada.

Esse tipo de tumor, na maioria dos casos, é de difícil tratamento. A cura só é possível quando detectado precocemente. Quando não é descoberta na fase inicial, a doença, quando diagnosticada, já está espalhada, atingindo outros locais. Nestes casos, os tratamentos são paliativos, focando na qualidade de vida do paciente.

A cirurgia é ainda o único tratamento curativo no câncer de pâncreas. Para o procedimento cirúrgico alguns fatores são avaliados: sintomas do paciente, tipo, localização e estágio do câncer.

Na maioria das vezes, o tumor não pode ser removido totalmente. Mesmo assim, a cirurgia é uma maneira de aliviar os sintomas dolorosos e desagradáveis.

Dependendo do caso, pode ser aconselhável passar por quimioterapia e/ou radioterapia. Com o surgimento de medicações mais eficazes e de ótima tolerância, o tratamento para pacientes com câncer de pâncreas tem avançado nos últimos anos.

Apesar de ainda não proporcionarem a cura, as opções disponíveis permitem um bom equilíbrio entre eficácia e poucos efeitos colaterais, permitindo uma melhora na qualidade de vida.

Já que o diagnóstico e a prevenção dessa doença são difíceis, é importantíssimo ficarmos atentos aos sintomas e evitar os fatores de risco.

A Apple criou um e-mail para quem deseja enviar condolências pelo falecimento de Steve Jobs (ou compartilhar as próprias histórias), em breve um site entrará no ar em sua memória. Quem quiser pode enviar mensagens de pêsames para: rememberingsteve@apple.com.

Começa, nesta sexta-feira (23), oficialmente a primavera. Mas com ela aparece também a catapora. Em consequência das temperaturas mais elevadas nessa estação do ano, há uma maior facilidade de transmissão da varicela, popularmente conhecida como catapora, fazendo com que os surtos (dois ou mais casos em um mesmo ambiente) da doença tornem-se mais comuns.

Prova disso é que em 2010 o Estado de São Paulo registrou 39.043 casos da doença. O pior ano da doença no estado foi 2003, com 51,6 mil casos. Geralmente benigna, a doença atinge principalmente crianças, mas os adultos infectados com o vírus precisam de cuidados especiais, sobretudo se tiverem outras doenças associadas.

Altamente contagiosa, a catapora se caracteriza pela presença de febre e vesículas (aquelas pintas vermelhas com líquido) com intensa coceira que se espalham em todo o corpo, evoluindo para crostas, até a cicatrização. A maioria das crianças tem entre 250 e 500 lesões, que podem permanecer por até duas semanas.

Transmissão e prevenção

A transmissão do vírus da catapora ocorre por contato direto, através da saliva, das secreções respiratórias ou por contato com o líquido do interior das vesículas. Depois de infectado o paciente fica imune a ela, ou seja, se contrai o vírus apenas uma vez na vida.

Os que estão com catapora precisam ter atenção especial com as condições de higiene da pele e também se alimentar bem, explica Telma Regina Carvalhanas, diretora da Divisão de Doenças de Transmissão Respiratória, do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

No caso de crianças, deve-se ainda evitar o contato com outras crianças que estejam com a doença. “Quem estiver doente deve ficar em casa. Somente assim é possível evitar surtos”, explica a médica do CVE.

A diretora orienta ainda que, uma vez doente, é preciso ter cuidado com as infecções, que podem ocorrer por causa das feridas na pele. Do contrário, podem ocorrer complicações, como infecção secundária das lesões de pele, pneumonia, encefalite, complicações hemorrágicas, hepatite, artrite e infecção invasiva grave, com risco de óbito. As pessoas com baixa imunidade podem apresentar quadros mais graves da doença.

“É necessário manter o paciente muito bem higienizado. As lavagens de mãos têm que ser excessivas para evitar que as bolhas se contaminem e infecções mais graves aconteçam”, conclui Telma.

Como a vacina não integra o calendário do Ministério da Saúde para distribuição na rede pública, é necessário que os pais fiquem atentos nesse período do ano e tomem todos os devidos cuidados preventivos.

São Paulo é o único estado do Brasil que tem um sistema de vigilância epidemiológica e monitoramento constante de surtos da doença, com controle em creches e escolas através do fornecimento gratuito de vacinação.

Recomendações para evitar complicações da catapora:

Corte sempre as unhas e as deixe limpas;

Use roupas leves, para evitar calor e aliviar as coceiras;

Use luvas na hora de dormir, se a coceira incomodar muito;

Não arranque as crostas que se formam quando as vesículas regridem;

Mantenha-se em repouso enquanto tiver febre;

Consuma alimentos leves e muito líquido.