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Por um mundo mais tolerante

Na última quarta-feira (16/11) foi celebrado o Dia Internacional da Tolerância, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), que fez um apelo para existir mais entendimento e coexistência pacífica entre as nações.

O Dia veio lembrar que é necessário combater o ódio, preconceito e a discriminação entre povos e culturas e, como diz a própria Carta das Nações Unidas, ter “fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana e na igualdade de direitos dos homens e das mulheres.”.

Em função da data, neste ano, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, escreveu a seguinte mensagem:

“Esse é um período no qual o velho mundo está mudando lentamente, mas de forma irreversível, e os contornos de um novo estão apenas começando a tomar forma. Instituições tradicionais estão sendo desafiadas. Orçamentos estão sendo comprimidos.

Famílias estão apreensivas. Todo este fluxo e agitação está criando uma enorme ansiedade. Em tempos de mudança, precisamos nos manter leais aos ideais e princípios que estão no coração da Carta das Nações Unidas e na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Entre os valores fundamentais está a tolerância. A prática da tolerância deve significar mais do que a coexistência pacífica, por mais crucial que ela seja. É preciso ter uma compreensão ativa promovida através do diálogo e pelo envolvimento positivo com os outros.

Isto é especialmente crítico no combate à discriminação que causa tanta divisão, destruição e morte. Nós todos temos responsabilidades para proteger os vulneráveis à discriminação, seja pela raça, naturalidade, língua, gênero, orientação sexual ou por outros fatores. Praticar a tolerância pode servir de antídoto contra o preconceito e o ódio.

A UNESCO tem papel essencial na promoção da tolerância ativa, promovendo a qualidade do ensino para todos as crianças; desenvolvendo uma mídia livre e pluralista, incluindo a internet; protegendo a herança cultural e nutrindo o respeito pela diversidade cultural.

Ao enfrentarmos os complexos desafios globais dos nossos tempos, as Nações Unidas continuarão a trabalhar para o entendimento mútuo entre os povos e países, alicerce fundamental em um mundo interconectado. Neste dia internacional, vamos lembrar que a tolerância começa com cada um de nós, todos os dias.”

Texto publicado originalmente aqui, com a tradução do Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC) – Rio de Janeiro. No site da ONU é possível visualizar também as mensagens dos anos anteriores.

O Blog da Saúde acredita que um mundo com pessoas mais tolerantes é, sim, possível! ;)

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Pesquisa sobre a condição de vida dos deficientes no Brasil, realizada pelo DataSenado, aponta que as pessoas com deficiência não têm seus direitos respeitados no País. Essa é a opinião de 77% dos 1.165 portadores de deficiência (759 deficientes físicos, 170 visuais e 236 auditivos) entrevistados entre 28 de outubro e 17 de novembro.

O estudo foi realizado com base no cadastro do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), com 10.273 registrados.

“As pessoas se sentem sem acesso aos serviços, desrespeitadas no seu direito de ir e vir, e o importante é que elas estão percebendo isso. O preconceito ficou tão natural, como quando um deficiente físico é carregado para entrar no ônibus que não tem elevador, que as pessoas não percebem como preconceito”, destaca a superintendente do IBDD, Teresa Costa D”Amaral.

Confira outros pontos abordados na pesquisa:

- Adaptação
Os prédios públicos estão mais adaptados (18% responderam que a maioria tem acesso) que os comerciais (12% de respostas favoráveis).

- Locomoção
As ruas e calçadas são o grande entrave para a locomoção dos portadores de deficiência: para 87%, nenhuma ou poucas das ruas estão adaptadas em sua cidade. Quatro em cada dez entrevistados deixaram de ir a algum lugar porque a estrutura física não estava adaptada.

- Transporte público
43% dos entrevistados disseram que são atendidos por transporte público em sua cidade;

51% relataram que a principal falha do transporte público é a falta de veículos adaptados;

26% se queixaram da falta de colaboração dos funcionários;

23% reclamaram que os outros passageiros desrespeitam o assento preferencial.

- Lazer
64% dos deficientes físicos e 51% dos visuais gostariam de praticar esportes, mas não podem por falta de acesso; 25% dos deficientes auditivos gostariam de ir ao teatro; e 23% dos deficientes visuais iriam ao cinema, se as salas fossem adaptadas.

- Prevenção de doenças
A falta de atuação mais firme do Estado na prevenção e tratamento aos deficientes também foi um dos pontos de destaque na pesquisa: para 64% das pessoas consultadas no levantamento, a prevenção de doenças que leva a deficiências é pouco eficiente.

- Discriminação
43% disseram que se sentem discriminados no ambiente de trabalho – o índice chega a 63% entre os deficientes auditivos e 44% entre os visuais.

A pesquisa foi feita pelo telefone. Deficientes auditivos responderam por e-mail, após receberem mensagem com um filme explicativo sobre o estudo, com interprete da linguagem de sinais.

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Pesquisa realizada em oito capitais revela o quanto a psoríase ainda é cercada pelo medo e desconhecimento, além de muito preconceito!

Os entrevistados não hesitaram em afirmar que evitariam contratar, frequentar a mesma piscina e até mesmo serem vistas na companhia de alguém com a doença.

Mas você sabe o que é a psoríase?

A psoríase é uma doença inflamatória da pele, benigna, crônica, multigênica (vários genes envolvidos), relacionada à transmissão genética e que necessita de fatores desencadeantes para o seu surgimento ou piora. A doença pode aparecer sob diferentes formas clínicas e em diferentes graus.

É caracterizada por manchas vermelhas, que muitas vezes descamam, encontradas em várias partes do corpo. Elas são provocadas por processo inflamatório.

As lesões são localizadas principalmente em superfícies de extensão como joelhos e cotovelos, couro cabeludo, palmas das mãos e sola dos pés.

A psoríase atinge 3% da população e está longe de ser contagiosa!

O problema pode ser desencadeado por uma série de fatores: características hereditárias, reações a medicamentos, frio, exposição excessiva ao sol, algumas doenças (como diabetes não controlada e problemas respiratórios), ingestão alcoólica e até estresse e traumas emocionais.

Quando o processo é disparado, células do sistema imunológico, as células T, passam a se replicar e a se diferenciar, levando a uma produção exagerada de citocinas, substâncias ligadas ao processo inflamatório.

Mesmo com o fim dos sintomas, o organismo guarda na memória essa reação exagerada, podendo desencadear uma nova crise a qualquer momento. Basta um novo estímulo.

Surge principalmente antes dos 30 e após os 50 anos, mas em 15% dos casos pode parecer ainda na infância. A psoríase afeta igualmente homens e mulheres.

Pesquisa aponta o preconceito!

Realizada pelo Ibope a pedido do laboratório Janssen-Cilag, a pesquisa apresentou aos entrevistados fotos de pacientes com a forma leve e grave da psoríase.

O desejo de ficar longe de pacientes com a doença ficou evidente, principalmente entre homens. Das 602 pessoas entrevistadas:

- 83% disseram que não namorariam ou não manteriam relações sexuais com portadores de psoríase;

- 67% não levariam os filhos em pediatras com a doença;

- 63% disseram que não contratariam um portador de psoríase para um cargo de gerência.

Os porcentuais foram calculados com base nas respostas dadas pelos entrevistados diante de fotos da forma mais leve da psoríase. Em imagens de pacientes em estágio avançado, a resistência encontrada foi maior. As reações eram de pena, tristeza e nojo.

“Mais do que dificuldades para tratamento, pacientes se queixam de segregação”, conta a chefe do serviço de dermatologia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, Lúcia Arruda.

A especialista ressalta que o preconceito acaba se tornando mais um inimigo para essas pessoas. “Cria-se um círculo vicioso: o paciente que está num período de crise da doença nota a repulsa, o que aumenta o estresse e a dificuldade de o processo inflamatório ser debelado”, destaca.

Pesquise, entenda, informe-se!

Para a chefe do serviço de dermatologia da PUC/Campinas são necessárias campanhas de esclarecimento. “As pessoas têm de ter em mente que a doença é controlável, que é preciso acolher o paciente. Quanto mais bem aceito ele se sentir, melhores as chances de uma crise não retornar”, esclarece.

Ela cita o caso de um cobrador de ônibus que muitas vezes apresenta a doença nas mãos e os passageiros se recusam a receber o bilhete ou o troco que ele entrega. Imagine o estresse diário!

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico, em geral, baseia-se na análise do histórico clínico e das lesões características da doença. Apenas nos casos mais graves ou formas não usuais, é possível haver necessidade da realização de uma biópsia de pele.

O tratamento da psoríase é realizado com uma série de medicamentos e técnicas, que variam de acordo com a resposta do paciente.

“Muitas vezes fototerapia traz um bom resultado. Outras vezes, pomadas. Em casos mais avançados é preciso usar remédios que atuam no sistema imunológico. Os mais modernos são os biológicos. Mas todos têm de ser usado com bastante critério”, completa Lúcia Arruda.

Psoríase não tem cura, tem tratamento. Não há como prevenir a doença, embora seja possível controlar sua reincidência.

*Com informações do jornal OESP e site Dr. Drauzio Varella.
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Uma pesquisa divulgada ontem pelo Ministério da Saúde chama a atenção quanto aos prejuízos, que vão além das condições físicas, sofridos pelos portadores de HIV.

Segundo os resultados da análise feita com soropositivos, apesar das boas condições de saúde declarada pela maioria deles, 20% alegam ter perdido o emprego por razões de discriminação, mesmo que o tratamento não debilite seu exercício profissional.

Outro motivo para o afastamento do trabalho e a consequente piora nas condições financeiras é o pedido de aposentadoria por doença, enraizado pelo medo de exporem sua doença aos colegas de trabalho.

A pesquisa também mostrou que 17% dos pacientes não contam que são portadores do vírus HIV aos seus familiares e o número cresce para 33% quando se trata de contar aos amigos. Com receio do preconceito alheio ou mesmo de um “auto-preconceito” muitas pessoas nem chegam a realizar o teste, mesmo sabendo que têm a doença.

Essa tentativa de boicote à própria situação é prejudicial à saúde, já que hoje os métodos de tratamento têm mostrado ótimos resultados. Prova disso é a assertividade do ministério no “slogan” da campanha na Semana da Luta Contra a Aids:

“Viver com a Aids é possível. Com o preconceito, NÃO”.

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Foi aprovado ontem, 17, projeto de lei que prevê reclusão que pode variar de um a quatro anos para quem discriminar portadores do vírus HIV. No texto, a discriminação contra raça e religião e o preconceito a portadores de deficiência também está incluso.

A proposta ainda será analisada pelo plenário da Câmara antes de voltar ao Senado e seguir para sanção do presidente Lula. Abaixo vídeo de campanha recente da ONU  contra a discriminação.

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