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Memórias de minhas pintas tristes

O vídeo, criação do Programa de Oncobilologia da UFRJ com apoio da Fundação do Câncer, pretende conscientizar sobre fatores de risco para o câncer de pele. O legal é que foi produzido pensando também em atender a pessoas com problemas de audição.

O verão aproxima-se e os cuidados com a pele devem ser redobrados a fim de evitar os riscos da exposição exagerada ao sol e o aparecimento de câncer de pele, o mais comum na população brasileira. A pesquisa revelou que a maioria dos entrevistados não sabe identificar uma pinta maligna e, portanto, o momento que deve procurar o dermatologista.

A detecção precoce, segundo especialistas, faz toda a diferença no tratamento do câncer de pele já que diagnosticado no início tem 100% de chance de cura.

A pesquisa

Foram ouvidos 900 jovens banhistas de três praias do Rio de Janeiro (Ipanema, Barra da Tijuca e Flamengo). Foi constatado que 20% deles não usam filtro solar e 52% usam apenas quando vão à praia. Apenas 10% dos entrevistados fazem uso do filtro solar diariamente, o que é considerado ideal.

Quando os banhistas que não aplicam protetor solar foram perguntados sobre as razões que os fazem deixar de usar, 307 responderam que esquecem, e 152 afirmam que o protetor dificulta o bronzeamento. Apenas 27 afirmaram não possuir condições financeiras para comprá-lo. Os horários que os banhistas mais frequentam a praia são os de índice UV mais elevado, entre 10h e 16h (77%).

Ao serem perguntados sobre as características de uma pinta cancerosa, a maioria não soube responder (415 pessoas). Entre os entrevistados, 13% já tiveram algum familiar com câncer e, destes, 88% usam filtro solar com fator de proteção a partir de 15, mas 40% não aplicaram o protetor no dia da entrevista.

Dos entrevistados, 74% apresentam índices preocupantes de queimaduras solares (ficam vermelhos e descascam), mas este índice é menor entre quem não usa protetor. Ou seja, quem passa mais, também fica tempo demasiado no sol.

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Uma coisa é fato: os raios ultravioletas estão cada vez mais agressivos à pele. Pode até ser que todo mundo já saiba da necessidade do uso diário do filtro solar, mas há uma grande lacuna entre saber e aplicar.


Quanto mais clara for a pele, maior será o cuidado na exposição ao sol. Após este regra inicial básica, a atenção pode ser direcionada para nossas pintas.


Aquelas que estão conosco desde o nascimento não representam problema. O alerta está naquelas que surgem ou se alteram com o tempo – perceber a si mesmo, olhar para o próprio corpo e ver nas pintas sua forma, textura e cor pode ser um diagnóstico eficaz para você correr ao médico.


No CONARH 2010, o Blog da Saúde conversou com a Diana Lima Villela, enfermeira da educação continuada do Hospital A.C. Camargo, que explica como reconhecer que uma pinta é perigosa, veja:






Assim como outras doenças, o câncer de pele pode ser 100% curado se for descoberto em estágio inicial. Se tiver uma consulta ao dermatologista, mesmo que seja por outra razão, o ideal é pedir para o profissional analisar essas marcas e dizer quais apresentam ou não riscos à saúde.


O Sol na medida certa é saudável. Diminui casos de depressão e aumenta a produção de vitamina D na pele, porém quando em excesso favorece o aparecimento de queimaduras, câncer de pele, envelhecimento, pintas e sardas.


Na presença de nuvens o efeito do raio UV é atenuado. No entanto, a melhor opção é incluir-se no grupo que não marca bobeira nem quando o dia está cinza.
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Algumas te acompanham durante toda a vida e nem são percebidas. Outras são sua marca registrada e motivo de orgulho. Vaidade à parte, as pintas precisam ser observadas e analisadas pelo menos uma vez por ano.

Conhecido como melanoma, o câncer de pele mais agressivo pode ser diagnosticado com a observação das pintas.

Check-up simples e necessário

Vai passar no dermatologista por questões estéticas? Peça para que ele analise suas pintas. Pelo menos uma vez ao ano todos nós deveríamos passar com esse especialista. O melanoma, quando é detectado no início tem taxa de cura muito próxima a 100%. Caso contrário a doença pode evoluir e se espalhar pelo resto do corpo.

Auto-exame da pele – Uma arma eficaz

Fazer o auto-exame é simples e pode ser uma arma eficaz no combate ao melanoma. Pelo menos uma vez ao mês, analise sua pele cuidadosamente após o banho. Olhe-se no espelho e procure pintas e manchas em sua pele.

Perceba sua forma, textura e cor e analise mês a mês se acontece alguma mudança nessas marcas. Quando for ao dermatologista comente as observações percebidas no auto-exame.

Dicas para Diagnóstico

Algumas orientações podem te ajudar no diagnóstico de uma pinta que ofereça riscos à sua saúde. Confira:

1- Repare nos locais em que você tem pintas;
2- Procure por pintas novas;
3- Observe se alguma de suas pintas coça, arde ou sangra;
4- Repare se alguma pinta mudou de cor, de tamanho ou de textura;
5- Procure lesões endurecidas, que podem ser da cor da pele, mais claras, translúcidas ou róseas;
6- Repare se alguma ferida não está cicatrizando ou está formando continuamente uma casquinha.

“Cuidar da saúde é muito mais do que cumprir o check-up médico anual. É se conhecer e se cuidar, sempre em busca do equilíbrio. Conheça bem seu corpo e não pague o preço de um câncer.”

*Com informações da Revista Veja.
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