Jornalismo é uma das profissões mais perigosas do mundo
outubro 20, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Corporativa
Valor como a liberdade de imprensa não é uma realidade em todos os lugares. Infelizmente, jornalismo está sendo considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) uma das profissões mais arriscadas do mundo. Em determinados países, ser jornalista pode significar correr altos riscos diariamente.
O México é um destes, lá, somente neste ano, nove profissionais já foram assassinados. Desde 2005, 13 desapareceram e 18 veículos de comunicação foram atacados.
Em 2010, segundo dados do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), 44 jornalistas foram mortos em todo o mundo. Em 2009, 73 foram assassinados em função da profissão, com 29 deles em apenas um único incidente nas Filipinas.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em uma década foram mais de 500 mortes, em sua maioria durante coberturas dentro do próprio país, segundo o CPJ, apenas 6% dos casos envolve jornalistas estrangeiros.
Basta acessar o site do CPJ para se deparar com inúmeras histórias de jornalistas perseguidos, obrigados a deixarem suas casas, seus países e, em alguns casos, assassinados por terem feito reportagens críticas e/ou denúncias.
Impunidade
Grande parte das investigações não são solucionadas e os processos judiciais não avançam, logo os culpados não são presos. Nos países onde os órgãos de segurança são frágeis, o jornalista que faz cobertura política se arrisca ainda mais que os demais.
Entre os casos não solucionados do Índice de Impunidade, cerca de 30% dos jornalistas tinham feito cobertura de temas políticos locais e aproximadamente 28% cobriam conflitos armados.
Este Índice do CPJ calcula o número de assassinatos não resolvidos. Eles analisaram as mortes de repórteres entre 1º de janeiro de 2001 e 31 de dezembro de 2010 que continuam sem julgamento nem solução.
A impunidade é pior no sul da Ásia, já que seis países da região estão presentes nas estatísticas: Sri Lanka, Afeganistão, Nepal, Paquistão, Bangladesh e Índia.
A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, afirma que não pode haver dúvida sobre o valor do trabalho dos jornalistas. Em encontro organizado pela UNESCO sobre a segurança dos jornalistas e essa questão da impunidade, Pillay chamou a atenção para eventos que se desenrolam no Norte da África e do Oriente Médio dizendo que os jornalistas são fundamentais tanto em tempos de paz quanto de conflito:
“Eles reportam as violações dos direitos humanos e má governaça, dão voz às vítimas e aos oprimidos, e contribuem para a sensibilização em questões sobre os direitos humanos.”
Segundo Pillay, os estados têm “a obrigação de acabar com a impunidade para ataques contra jornalistas”. No início deste ano em uma visita ao México, ela orientou o Governo a fazer mais para garantir a liberdade de expressão.
“Não só por permitir uma pluralidade de pontos de vistas e da mídia para divulgar informações, mas também para garantir que aqueles que o fazem são capazes de realizar sua tarefa sem pagar um alto preço – às vezes suas vidas”, disse a Alta Comissária apontando para a importância do papel dos jornalistas para a sociedade e para a obrigação que os governos têm de assegurar o mínimo de segurança enquanto estes profissionais exercem seus trabalhos.
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outubro 19, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Atualmente, metade da população mundial corre o risco de contrair malária. Por ano, a doença é responsável por cerca de 800.000 mortes, sendo maioria crianças da África Subsaariana com menos de 5 anos de idade.
A malária clínica resulta em febres altas e calafrios. Ela pode se desenvolver rapidamente para malária grave, caracterizada por sérios efeitos no sangue, cérebro ou rins, o que pode ser fatal.
Os primeiros resultados de um estudo clínico de grande escala de RTS,S (nome científico dado a esta vacina candidata contra malária que representa sua composição) mostram que a vacina pode oferecer às crianças africanas proteção significativa contra malária clínica e severa com perfil de segurança e tolerabilidade aceitáveis.
Estes resultados foram anunciados no Fórum sobre Malária, sediado pela Fundação Bill e Melinda Gates em Seattle, Washington.
Os estudos estão nos últimos estágios de avaliação da eficácia e da segurança da vacina em bebês e crianças, antes que ela seja submetida às autoridades regulatórias.
Os parceiros no desenvolvimento da RTS,S têm colocado ênfase máxima na saúde e na segurança dos participantes do estudo. O estudo tem sido desenhado em consulta com as autoridades regulatórias apropriadas e a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A vacina ainda está em desenvolvimento - Informações sobre os efeitos protetores a longo prazo devem estar disponíveis até o fim de 2014. Isso fornecerá evidências para o departamento de saúde nacional e as autoridades regulatórias, bem como organizações de saúde pública internacionais, para avaliar os benefícios e os riscos de RTS,S.
Os resultados
O estudo, conduzido em 11 centros de estudo em sete países em toda África Subsaariana, mostrou que três doses de RTS,S reduzem o risco de crianças contraírem malária clínica em 56% e malária severa em 47%.
Essa análise foi realizada com dados das primeiras 6.000 crianças com idades entre 5 e 17 meses, durante um período de 12 meses após a vacinação.
Neste estudo, a cobertura expandida dos mosquiteiros tratados com inseticida (75%) indicou que a vacina pode fornecer proteção além daquela já oferecida pelas intervenções de controle da malária existentes.
Como a pesquisa ainda está em andamento, a eficácia e os resultados de segurança da vacina candidata em bebês entre 6 e 12 semanas de idade são esperados até o fim de 2012.
Foi realizada uma análise de episódios de malária grave relatados até o momento em todos os 15.460 bebês e crianças inscritos no estudo entre 6 semanas e 17 meses de idade. Esta pesquisa mostrou 35% de eficácia da vacina sobre um período de acompanhamento variando entre 0 e 22 meses (média de 11,5 meses).
Segundo Andrew Witty, CEO da GSK Biologicals, “estes dados nos mostram que estamos em vias de ter a primeira vacina contra malária do mundo, que tem o potencial de melhorar significativamente as perspectivas das crianças vivendo nas regiões endêmicas de malária em toda África”.
A respeito da importância destes resultados, Bill Gates afirmou: “Uma vacina é a forma mais simples e mais econômica de salvar vidas. Estes resultados demonstram o poder de trabalhar com parceiros para criar uma vacina contra malária que tem o potencial de proteger milhões de crianças contra esta doença devastadora”.
Conforme Witty, a vacina também pode ajudar a a prevenir milhões de casos dessa doença que é tão debilitante e reduzir os atendimentos de hospitais, liberando os leitos, tão necessários, para possibilitar o tratamento de outros pacientes que normalmente vivem em aldeias remotas, com pouco ou nenhum acesso aos cuidados de saúde.
Durante o Fórum sobre a Malária, Tsiri Agbenyega, investigador principal do estudo e Presidente do Comitê de Parceria de Estudos Clínicos, disse:
“Tendo trabalhado na pesquisa da malária por mais de 25 anos, posso atestar como tem sido difícil fazer progressos contra essa doença. Infelizmente, muitos se conformaram que a malária é um fato da vida na África. Este não precisa ser o caso. O interesse renovado na malária pela comunidade internacional e as evidências científicas como as que estamos relatando hoje, devem trazer nova esperança que a malária pode ser controlada”.
Sobre a vacina
A RTS,S visa despertar o sistema imunológico para defesa contra o parasita da malária Plasmodium falciparum, quando entra primeiramente na corrente sanguínea do hospedeiro humano e/ou quando o parasita infecta as células hepáticas.
Ela foi designada para prevenir que o parasita infecte, amadureça e se multiplique no fígado e que entre novamente na corrente sanguínea e infecte as hemácias, ponto no qual a pessoa afetada começaria a mostrar os sintomas da doença.
A vacina, baseada em uma proteína primeiramente identificada no laboratório dos Drs. Ruth e Victor Nussenzweig, na Universidade de Nova York, foi inventada,desenvolvida e fabricada nos laboratórios na sede da GSK Biologicals na Bélgica no final da década de 1980 e inicialmente testada em voluntários nos EUA.
A vacina está sendo desenvolvida a partir de uma parceria entre a Malaria Vaccine Initiative (MVI) da PATH e a GSK, junto com centros de pesquisa africanos relevantes. O financiamento principal para o desenvolvimento clínico vem de uma doação da Fundação Bill e Melinda Gates para MVI.
Uma ampla equipe de organizações continua a trabalhar na RTS,S, incluindo cientistas de toda a Europa, América do Norte e África. Caso seja aprovada pelas autoridades regulatórias e recomendada pela OMS, ela será utilizada para crianças africanas, que correm maior risco com a doença.
O desenvolvimento bem-sucedido de uma vacina efetiva a ser utilizada junto com outras medidas, como mosquiteiros e remédios antimaláricos, representariam uma etapa decisiva rumo ao controle sustentável da malária.
Olhando para frente
Se aprovada, a vacinação já será possível em 2015, preparando o caminho para decisões por nações africanas com respeito à implantação em larga escala da vacina por meio de seus programas de imunizações nacionais.
Para mais informações acesse o site do programa Malaria Vaccine Initiative (MVI) da PATH.
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setembro 14, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Três gatos geneticamente modificados para resistir ao Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV) abriram novos caminhos para pesquisas sobre AIDS. Até aí, tudo bem. Mas o mais estranho desse experimento, é que os animais resistem à forma felina do HIV, o FIV, porque brilham no escuro.
Os gatos, chamados GM, agora com um ano de idade, têm um brilho verde fantasmagórico sob luz ultravioleta, isso porque eles têm recebido um gene que fabrica uma proteína fluorescente verde (normalmente produzida pela água-viva Aequorea victoria).
Os estudos foram feitos nos EUA, na Clínica Mayo, em Rochester, Minnesota. Os pesquisadores, liderados pelo doutor Eric Poeschia, inseriram o gene que produz a fluorescência ao lado do gene antiviral para rastrear as células, as deixando fáceis de identificar no microscópio ou se aplicada luz direta no animal.
A pesquisa também pode ajudar os veterinários a combater o vírus, que mata milhões de gatos selvagens a cada ano e também infecta grandes felinos, incluindo leões.
Proteção aos humanos
Até então, os pesquisadores demonstraram que as células dos gatos são protegidas de FIV. E agora eles esperam injetar o vírus nos animais para verificar se eles são realmente imunes.
Ao injetar o gene nos gatos, a equipe espera oferecer ao animal proteção à AIDS felina. Esse estudo poderá ajudar os pesquisadores a desenvolver e testar abordagens semelhantes para proteger os humanos da infecção por HIV.
Segundo Poeschla, os gatos têm claramente o gene protetor em todos os seus tecidos, incluindo os gânglios linfáticos, timo e baço. “Isso é crucial porque é onde a doença realmente acontece, e onde se vê a destruição de células T, alvo de HIV em humanos”, explica o pesquisador.
A pesquisa irá beneficiar humanos também, pois, conforme o líder do estudo: “Uma das melhores coisas sobre esta pesquisa biomédica é que ela tem como objetivo beneficiar tanto a saúde humana quanto a saúde felina. Se pudermos mostrar que o resultado pode proteger esses animais, ele nos dará muitas informações sobre como proteger humanos”.
Não é a primeira vez que esse tipo de experiência é feita, mas o novo método é muito mais eficiente e versátil do que as técnicas anteriores.
Porém existem dúvidas se os gatos irão substituir os macacos na pesquisa do HIV. Porque o SIV nos primatas é muito mais estreitamente relacionado ao HIV, o que traria a relação simples para tirar conclusões sobre os humanos. Via NewScientist.
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julho 22, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Os novos rumos e investimentos para prevenção e tratamento da Aids foram apresentadas durante a 18ª Conferência Internacional sobre a Aids, que teve início na segunda-feira, 18, e termina amanhã, 23, na capital austríaca, Viena.
Acompanhe os principais pontos, pesquisas e avanços apresentados:
TRATAMENTO PRECOCE
O tratamento precoce com o coquetel antiviral reduz em 75% o risco de morte de pacientes com HIV.
A conclusão é de um estudo realizado no Haiti, com 816 soropositivos assintomáticos, com CD4 de 280 por milímetro cúbico de sangue.
Metade do grupo iniciou o tratamento duas semanas após o diagnóstico e a outra metade teve de esperar a contagem de CD4 chegar a 200.
O estudo durou 21 meses e teve de ser interrompido por razões éticas óbvias: o adiamento da terapia havia quadruplicado o risco de morte no grupo que demorou mais para iniciar o tratamento!
O nível de CD4 e o teste de carga viral (que mede quantidade de HIV no sangue) são os exames mais usados para decidir o início da terapia com os antirretrovirais, que inibem a reprodução do HIV.
No Brasil, 43% dos soropositivos iniciam a terapia tardiamente – quando a contagem das células de defesa do organismo (CD4) está muito baixa.
O recente estudo confirma o que outros trabalhos observacionais já tinham constatado: para reduzir as mortes, a terapia deve ser iniciada com o CD4 menor que 350 células por milímetro cúbico de sangue.
Em abril, o Brasil passou a adotar esse critério, a exemplo do que fazem os países europeus. Antes, a terapia era indicada quando o CD4 estava próximo a 200. Nos EUA, o tratamento é iniciado ainda mais cedo, com o CD4 abaixo de 500 ou tão logo a pessoa descubra ser soropositiva.
DIAGNÓSTICO TARDIO
O principal problema no Brasil é o diagnóstico tardio. Cerca de 630 mil brasileiros são portadores do vírus HIV, mas 255 mil ainda não sabem disso, segundo o Ministério da Saúde.
Assim, muitas pessoas procuram ajuda quando já estão doentes ou com CD4 baixíssimo. A maioria dos pacientes descobre o HIV quando procura o serviço de saúde em razão de outra doença.
GRAVIDEZ E AMAMENTAÇÃO
O tratamento antirretroviral desde o início da gravidez e durante o período de amamentação pode reduzir para 5% ou menos o risco de transmissão do vírus HIV da mãe para o filho.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), os medicamentos antirretrovirais devem ser usados a partir da 14ª semana de gestação até o final do período de amamentação. Quanto antes o tratamento começar, menos chances há de o feto ou o recém-nascido ser contaminado.
A OMS aconselha que o bebê seja amamentado até o final do primeiro ano de vida. A organização também lembra que mais mulheres precisam fazer testes voluntários de HIV e ser assessoradas antes de terem os primeiros sintomas.
PACIENTES EM TRATAMENTO
A instituição ainda informou que cerca de 5,2 milhões de pessoas soropositivas receberam o tratamento contra o HIV até o final de 2009. No final de 2008 eram 4 milhões.
“Nós estamos muito entusiasmados por esse resultado, é o maior crescimento que vimos em um único ano”, afirma Gottfried Hirnschall, diretor do departamento de HIV/Aids da OMS.
CUSTO ANUAL
A Aliança Internacional HIV/Aids, que reúne grupos de caridade e de combate à doença ao redor do mundo, alertou que o custo anual de combate à epidemia de HIV deve alcançar os 35 bilhões de dólares em 2030 se os governos não investirem corretamente em medidas de prevenção.
O grupo afirmou que o vírus, que já infecta cerca de 33,4 milhões de pessoas no mundo, é uma “custosa bomba relógio” para famílias, governos e doadores.
“Para cada duas pessoas que recebem tratamento, cinco outras são contaminadas. A essa taxa, o gasto com HIV vai subir de 13 bilhões de dólares agora para entre 19 bilhões e 35 bilhões de dólares em um espaço de tempo de 20 anos”, disse Alvaro Bermejo, diretor executivo da aliança.
Os dados mais recentes, de 2008, mostram que o número anual de novas infecções de HIV estava em 2,7 milhões, o mesmo de 2007. Em 2001, a taxa era de 3 milhões.
ESPERANÇA
Cientistas divulgaram a criação de um gel vaginal capaz de reduzir em 39% o risco de contrair o vírus HIV durante relações sexuais, conforme informou o Centre for the AIDS Programme of Research in South Africa (CAPRISA).
O microbicida contém 1% de ‘tenofovir’, conhecido antirretroviral utilizado no combate ao vírus responsável pela Aids, e foi testado em mulheres na África do Sul.
Se outros estudos confirmarem a eficiência do gel, a aplicação prolongada pode evitar 500 mil novas infecções pelo HIV na próxima década no país.
O CAPRISA reuniu 889 mulheres com alto risco de contágio em zonas rural e urbana de KwaZulu-Natal. Noventa e oito pessoas foram contaminadas durante o teste, sendo que 38 delas utilizaram o gel. Outras 60 receberam placebos.
ESPERANÇA 2
Em outra iniciativa, cientistas descobriram dois poderosos anticorpos capazes de bloquear, em laboratório, a maioria das cepas conhecidas do vírus da inumodeficiência humana adquirida (HIV), abrindo potencialmente o caminho para uma vacina eficaz contra a Aids.
Até hoje, a busca por uma vacina contra a infecção continua infrutífera, apesar dos grandes esforços da comunidade internacional e dos recursos empregados.
Mas estes dois antígenos, batizados de VRCO1 e VRCO2, parecem muito promissores, pois impedem a infecção de células humanas em mais de 90% das variedades do HIV em circulação, e com uma eficácia sem precedentes.
Encontrar anticorpos capazes de neutralizar cepas de HIV em todo o mundo foi, até agora, muito árduo, já que o vírus muda constantemente as proteínas que recobrem sua superfície para escapar da detecção do sistema imunológico, destacam os autores destes trabalhos.
Esta capacidade de mutação rápida resultou em um grande número de variações do HIV, mas os virologistas puderam detectar alguns pontos na superfície do vírus que permanecem constantes nas cepas, como as que unem os anticorpos VRCO1 e VRCO2.
INVESTIMENTOS BRASILEIROS
Relatório divulgado pela Unaids (Programa das Nações Unidas para HIV/Aids) elogia a forma como o Brasil lida com a Aids, mas também sugere que o país amplie seus investimentos na prevenção da doença. No país existem 630 mil pessoas contaminadas pela Aids.
“O Brasil deveria aumentar os esforços para atingir o objetivo de acesso universal à prevenção do HIV, considerando que menos de 7% do total de gastos com a Aids são destinados à prevenção”, informa o relatório Panorama Unaids 2010.
O documento, que cita dados referentes ao ano de 2008, informa que o Brasil gastou, naquele ano, US$ 623 milhões (cerca de R$ 1,1 bilhão) com seu programa de Aids.
O relatório afirma ainda que, entre 2003 e 2008, um terço dos novos casos de Aids no Brasil foram diagnosticados somente nos últimos estágios da doença.
COMISSÃO
A ONU (Organização das Nações Unidas) criou uma comissão para promover mudanças na comunicação feita para a prevenção da Aids.
Entre os integrantes, o marqueteiro Nizan Guanaes; o arcebispo Desmond Tutu, ganhador do Prêmio Nobel da Paz; a descobridora do vírus HIV e prêmio Nobel de Medicina Françoise Barré-Sinoussi; os ex-presidentes da França Jacques Chirac e do Chile Michelle Bachelet; o cofundador do Facebook Chris Hughes; e o astro do basquete Magic Johnson.
De acordo com a entidade, o acesso a remédios é essencial, mas uma forte campanha de prevenção é a única forma de frear a epidemia.
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