Pela 1° vez o número de pessoas com tuberculose está diminuindo
outubro 14, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
Brasil atinge a meta de reduzir pela metade a taxa de mortalidade no período entre 1990 e 2010, junto com mais quatro países: Camboja, China, Uganda e Tanzânia.
Vários outros têm uma boa chance de alcançar a meta acordada até 2015, segundo o Relatório Global de Controle da Tuberculose de 2011, que demonstra que o número de pessoas que contraíram tuberculose (TB) caiu para 8,8 milhões em 2010, após chegar a 9 milhões em 2005, e que o número de mortes caiu de 1,8 milhão em 2003 para 1 milhão em 2010.
Um novo teste para diagnosticar a tuberculose foi desenvolvido e aprovado pela OMS, o que provocou grandes avanços no tratamento. O teste, que antes demorava 3 meses para ficar pronto, agora leva por volta de 100 minutos. Ao mesmo tempo, este progresso pode estar em risco, especialmente pela dificuldade de combater os casos de resistência aos medicamentos, que encarecem muito o tratamento e necessitam de verbas extras.
O Relatório também demonstrou que a taxa de mortalidade caiu 40% entre os anos de 1990 e 2010 e todas as regiões – exceto a África – estão na trilha para alcançar os 50% já no ano de 2015. A Índia por si só representa uma estimativa de um quarto (26%) dos casos de TB em todo o mundo, e China e Índia juntas representaram 38%.
Este é o décimo sexto relatório global sobre a tuberculose, publicado pela OMS em uma série que começou em 1997. Ele fornece uma avaliação abrangente da epidemia de TB e os progressos na implementação e financiamento de prevenção, cuidado e controle nos níveis global, regional e nacional, utilizando os dados relatados por 198 países que representam mais de 99% dos casos de TB no mundo.
10 fatos sobre a doença
1. A tuberculose (TB) é contagiosa e se propaga através do ar. Se não for tratada, cada pessoa com tuberculose ativa pode infectar em média de 10 a 15 pessoas por ano.
2. Mais de dois bilhões de pessoas, o equivalente a um terço da população total do mundo, estão infectadas com o bacilo da tuberculose. Uma em cada 10 dessas pessoas ficarão doentes com tuberculose ativa durante a vida. Pessoas com HIV correm um risco muito maior.
3. O total de 1,7 milhão de pessoas morreram de tuberculose em 2009 (incluindo 380.000 pessoas com HIV), equivalente a cerca de 4.700 mortes por dia. A tuberculose é uma doença da pobreza, que afeta principalmente adultos jovens, em seus anos mais produtivos. A grande maioria das mortes por tuberculose acontece no mundo em desenvolvimento, com mais da metade dos casos acontecendo na Ásia.
4. TB é a principal causa de morte entre as pessoas que vivem com HIV, que têm o sistema imunológico debilitado.
5. Surgiram 9,4 milhões de novos casos de tuberculose em 2009, dos quais 80% foram em apenas 22 países. A taxa de incidência mundial da tuberculose está caindo, mas a taxa de declínio é muito lenta – menos de 1%.
6. A tuberculose é uma pandemia mundial. Entre os 15 países com maiores taxas de incidência de TB, 13 estão na África, enquanto um terço de todos os novos casos são na Índia e na China.
7. Tuberculose multirresistente (MDR-TB) é uma forma de tuberculose que não responde aos tratamentos padrões com medicamentos de primeira linha. MDR-TB está presente em praticamente todos os países pesquisados pela OMS e seus parceiros.
8. Havia uma estimativa de 440 000 novos casos de MDR-TB em 2008 sendo três países responsáveis por mais de 50% de todos os casos a nível mundial: China, Índia e Federação Russa. TB extensivamente resistente aos medicamentos (XDR-TB) ocorre quando a resistência a medicamentos de segunda linha se desenvolve. É extremamente difícil de tratar e casos foram confirmados em mais de 58 países.
9. O mundo está a caminho de atingir dois alvos definidos para 2015: a Meta de Desenvolvimento do Milênio, que visa deter e reverter a incidência global (em comparação com 1990), e o alvo Parceria Pare a TB de reduzir para metade as mortes por TB (também em comparação com 1990).
10. 41 milhões de pacientes de TB têm sido tratados com sucesso nos programas e até 6 milhões de vidas salvas desde 1995. 5 milhões de vidas a mais poderiam ser salvas entre agora e 2015, através do pleno financiamento e implementação do Plano Global para Frear a TB 2011-2015.
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agosto 22, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
A Organização Mundial de Saúde (OMS) disponibiliza, online, um mapa interativo em que o internauta pode clicar no país desejado e descobrir se é exigência, ou recomendação, tomar determinadas vacinas.
O viajante pode descobrir, por exemplo, se deve tomar vacina contra febre amarela, raiva e malária. Assim como também é possível consultar para quais cidades que a imunização é aconselhada.
Para os turistas que pretendem viajar para o Brasil as indicações no mapa são as seguintes:
- Febre Amarela
Não é uma exigência para entrar no país. Mas é sugerido que todos os viajantes tomem a vacina se forem para os seguintes estados: Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal (incluindo a capital de Brasília), Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, e alguns locais específicos dentro da Bahia, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
A vacinação também é indicada para os que irão visitar Cataratas do Iguaçu.
Não é aconselhada para os viajantes cujos itinerários serão limitados a áreas não listadas acima, incluindo as cidades de Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
- Malária
Nos estados que não pertencem à “Amazônia Legal”, o risco de transmissão da malária é insignificante ou inexistente.
Ele está presente na maioria das áreas de floresta abaixo de 900 m nos nove estados da “Amazônia Legal” (Acre, Amapá , Amazonas, Maranhão (parte oeste), Mato Grosso (norte), Pará (exceto Belém), Rondônia, Roraima e Tocantins (parte ocidental)).
A intensidade da transmissão varia de um município para outro, e é maior em áreas de mineração de selva, em assentamentos agrícolas com menos de 5 anos, e em algumas áreas periféricas urbanas de Cruzeiro do Sul, Manaus e Porto Velho.
A malária também ocorre na periferia das grandes cidades, como Boa Vista, Macapá, Marabá, Santarém e Rio Branco.
- Raiva
O risco é alto e a imunização é recomendada para quem terá contato particularmente com animais domésticos, especialmente cães.
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maio 31, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
No Dia Mundial sem Tabaco comemorado hoje (31), a Organização Mundial da Saúde celebra o sucesso da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco.
Ao mesmo tempo, reconhece os desafios que permanecem para o tratado da saúde pública alcançar o potencial máximo como a maior ferramenta de controle do tabaco do mundo.
A Convenção (FCTC é a sigla em inglês) é o primeiro tratado negociado, em vigor desde 2005, e um dos mais rapidamente e amplamente adotados na história das Nações Unidas – 172 países mais a União Europeia fazem parte. Um tratado baseado em evidências, que reafirma o direito de todas as pessoas terem os mais elevados padrões de saúde e fornece novas dimensões para a cooperação no controle do tabaco.
O Dia Mundial sem Tabaco de 2011 será destinado a destacar a importância global do tratado, as obrigações decorrentes dele e para promover o apoio aos países para cumprirem essas obrigações.
O tabagismo é a principal causa evitável de morte. Este ano, mais de 5 milhões de pessoas vão morrer de ataque cardíaco, derrame, câncer, doença pulmonar ou outras doenças relacionadas ao tabaco. Isso não inclui as mais de 600.000 pessoas – mais de um quarto crianças – que vão morrer da exposição à fumaça dos outros. O número de mortes anuais em decorrência da epidemia global de tabagismo pode subir para 8 milhões até 2030.
Depois de ter causado a morte de 100 milhões de pessoas durante o século 20, o uso do tabaco pode matar 1 bilhão durante o século 21.
Como acontece com qualquer outro tratado, a FCTC confere obrigações legais aos participantes. Entre essas obrigações estão:
• Proteger a saúde pública de propagandas e outros interesses comerciais da indústria do tabaco.
• Adotar preços e taxas para reduzir a demanda por tabaco.
• Proteger as pessoas da exposição à fumaça.
• Regulamentar os produtos e divulgações.
• Regulamentar as embalagens e marcas de produtos com tabaco.
• Alertar as pessoas sobre o perigo do uso.
No Dia Mundial sem Tabaco 2011, e durante todo o ano, a OMS pede aos países para colocar o tratado no centro dos esforços. O uso de tabaco contribui para a epidemia de doenças crônicas (como ataque cardíaco, câncer, enfisema), que são responsáveis por 63% das mortes no mundo inteiro e quase 80% delas ocorrem em países de baixa e média renda.
Até a metade de todos os usuários de tabaco acabará por morrer vítima de uma doença relacionada ao fumo.
Os cartazes e vídeo colocam a Convenção-Quadro para Controle do Tabaco ao lado de extintores e bóias para mostrar três maneiras de salvar vidas.
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fevereiro 4, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
“Uma constatação destas é mot
ivo de alegria por ser uma solução simples.”
A frase acima é de Timóteo Leandro Araújo, professor-coordenador do Programa Agita São Paulo, uma parceria entre a Unifesp e a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.
Estudo
O Programa analisou o comportamento de 271 idosas do Estado e os resultados foram surpreendentes.
Pelo método de análise adotado, as mulheres que caminharam pelo menos 150 minutos por semana em intensidade moderada, apresentaram um consumo de medicamentos 34% menor que aquelas que não atingiram os mesmos minutos gastos.
Isso significa que fazer pelo menos duas horas e trinta minutos de caminhada moderada por semana pode ser um benefício e tanto na qualidade de vida dessas mulheres.
O programa oferece caminhadas e aulas de atividade física com objetivo na melhora da força muscular, equilíbrio, flexibilidade e capacidade aeróbica.
De acordo com a secretaria, o levantamento pode auxiliar na elaboração de novas estratégias para aumentar o nível de atividade física da população idosa, com objetivo de reduzir o gasto financeiro com distribuição de medicamentos.
É uma forma de todo mundo sair ganhando, já que os gastos públicos com medicamentos são altos, assim como é grande o impacto nas finanças de um idoso.
Exercícios evitariam 25% dos casos de câncer de mama e cólon
A OMS (Organização Mundial da Saúde) lançou outro dado com o mesmo tempo necessário de prática de exercícios, mas neste caso, valendo para mulheres de qualquer idade.
São pelo menos 150 minutos de exercícios por semana para que cerca de 25% dos casos de câncer de mama e cólon pudessem ser evitados. Essas são as novas Recomendações Mundiais sobre Atividade Física.
Segundo os últimos dados disponíveis, de 2008, 460 mil de mulheres morreram vítimas do câncer de mama e 610 mil de câncer de cólon.
Do total de 7,6 milhões de mortes de pessoas em decorrência de todos os tipos de câncer, recentes pesquisas mostraram que 3,2 milhões estão relacionadas à ausência de atividade física.
De fato, calcula-se que 31% da população mundial não pratiquem nenhuma atividade física, o que torna a falta de exercício o quarto maior fator de risco para contrair câncer.
O primeiro fator é a pressão alta, seguido do tabaco e do excesso de glicose no sangue.
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dezembro 21, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
Com as informações dos nutrientes em mãos, você optaria por escolhas mais saudáveis?
Mais de 60 redes de lanchonetes e restaurantes de todo Brasil vão disponibilizar informações nutricionais sobre seus produtos alimentícios.
As empresas que assinaram o termo de ajustamento de conduta têm o prazo de 180 dias para cumprirem o acordo.
O que devem apresentar
As informações obrigatórias serão: valor energético, carboidratos, proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans, fibra alimentar e sódio.
Esses dados deverão estar em forma de tabela vertical ou horizontal, de acordo com a RDC 360/03 da Agência.
As informações serão dispostas em tabelas e impressas em embalagens (se houver), cartazes, cardápios ou folhetos. Se a empresa tiver site, também deve divulgar ali os dados nutricionais.
Saiba mais
A medida está alinhada com as recomendações da Estratégia Global para a Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde, da Organização Mundial de Saúde (OMS), e com as diretrizes da Política Nacional de Alimentação e Nutrição, do Ministério da Saúde.
A rotulagem nutricional é citada no documento da Estratégia Global como um meio e direito dos consumidores de receber informações sobre a composição dos alimentos, a fim de orientar escolhas mais adequadas.
A ação é resultado de termo de ajustamento de conduta firmado, no começo de dezembro, entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Ministério Público Federal de Minas Gerais e a Associação Nacional de Restaurantes (ANR).
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dezembro 15, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Com certeza, você já deve ter visto na rua um carro com a música no último volume, que você pode ouvir a quilômetros de distância, e dentro uma ou mais pessoas, como se nada estivesse acontecendo…nestas horas, a pergunta mais comum é: “Será que esse som, tão alto, não faz mal para a saúde”?
A resposta é sim, faz mal! A potência das caixas de som pode causar perdas irreparáveis na capacidade auditiva.
O nível de 50 decibéis é o indicado como saudável pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e equivale a uma conversa normal entre duas pessoas. Segundo a fonoaudióloga Hilka Bueno, do Centro Auditivo Audisom, muitos jovens costumam colocar o som dos carros mais alto do que o indicado a fim de chamar a atenção de quem passa na rua, porém, não imaginam que poderão causar danos irreversíveis aos ouvidos daqui alguns anos se mantiverem o hábito.
Se o som parece alto para quem está na rua, imagine para o motorista e os passageiros? A exposição constante a esses ruídos com nível superior a 50 decibéis faz com que as pessoas percam a sensibilidade auditiva.
“A orelha humana suporta no máximo, a intensidade de 85 decibéis. Todo som acima disso é passível de lesão”, ressalta a Dra. Hilka. Ela informa ainda que, em casos extremos, essa exposição pode chegar a causar surdez.
A sugestão da especialista para quem não abre mãos da música no carro é, em primeiro lugar, procurar um bom profissional para fazer o serviço, assim ele projetará previamente e fará as medições recomendadas na potência dos ruídos. O som deve ser bem equalizado para dar uma sensação acústica agradável. E lembre-se: não precisar exagerar no volume!
Para quem já está acostumado com o som alto, a recomendação é diminuir aos poucos o volume, até se acostumar. É uma questão de saúde e bom senso. “Além da diminuição da sensibilidade auditiva, a intensa exposição aos altos sons pode gerar stress, fadiga, zumbidos, tontura, irritabilidade e até depressão”, explica a fonoaudióloga.
Pesa também na saúde financeira….
Quem ouve som a uma altura exagerada, também está sujeito a multas. Isso porque as músicas em volume muito alto impedem que o motorista ouça buzinas de outros veículos, sirenes de emergência, além de aumentar a poluição sonora nas ruas.
Motoristas flagrados com o nível do som maior de 104 decibéis (falta considerada grave) terão que pagar R$ 127,69 e receberão cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação). O nível vale para medições realizadas a meio metro de distância.
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dezembro 13, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O alerta global da gripe A H1N1 foi suspenso no meio de 2010 pela Organização Mundial da Saúde, um ano após ter sido declarado. Com um balanço final de 19 mil mortos, foi muito menos mortal do que a gripe comum.
Em pouco mais de um ano, o vírus se propagou em grande velocidade, atingindo 214 países. O alerta mundial gerou muito pânico e os governos gastaram grandes quantias para obter os remédios (dois antivirais) e vacinas contra a proliferação da doença.
No entanto, o impacto real do vírus foi muito mais leve que o registrado anualmente pela gripe sazonal comum: por ano, mata cerca de 500 mil pessoas no mundo.
Reação mundial
Após manter o nível de alerta pandêmico durante 14 meses, a OMS declarou em agosto que a situação já estava fora de perigo. Mas alguns países acabaram estocando grande quantidade de medicamentos e vacinas.
Foram destruídas milhões de doses por terem passado da data de validade.
O custo da campanha de vacinação nos EUA foi de pelo menos US$ 260 milhões. No México, as informações oficiais cifram em US$ 354 milhões , na França foramdestinados para este fim 870 milhões de euros, o que a permitiu adquirir 94 milhões de doses, das quais somente 5 milhões foram utilizadas.
Em 2011 sairá o relatório dos especialistas da OMS para esclarecer como a organização lidou com a crise da gripe A e, sobretudo, se houve equívocos ao lidar com a doença.
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novembro 30, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
Casos de doença aqui, mais casos de doença em outra região e em outro continente. OMS, televisão, internet, telefone, jornal, blogs, redes sociais. Em quanto tempo o mundo é capaz de detectar uma epidemia e informar a população?
Bem mais rápido que há alguns anos. Entre 1996 e 2009, o tempo entre o primeiro caso de uma doença infecciosa e sua detecção pelas autoridades caiu de um mês para 14 dias.
Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) somados a registros de centenas de surtos pelo planeta deram o embasamento necessário aos pesquisadores da Escola Médica de Harvard, nos EUA.
A média do período para a detecção de cada epidemia tem encolhido 7,3%. O tempo entre a descoberta do surto e o primeiro comunicado público do problema também está mais curto: 19 dias, contra 40 dias na década de 1990.
Fatores cruciais para agilidade no processo
Em 2005, a OMS fez uma atualização das diretrizes sobre o tema, ao pedir para que todos os países notifiquem a organização quando estiverem diante de uma emergência de saúde pública com possíveis repercussões internacionais.
Uma série de iniciativas formais e informais surgiram em decorrência da internet ao longo desta década e, em alguns casos, as informações sobre o início de um surto vieram a público graças a elas.
A má notícia é que na África, de onde vem a maior parte dos surtos, ainda há demora nas notificações.
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novembro 26, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
Você tem uma alimentação saudável, pratica exercícios, planta árvores, faz trabalho voluntário e respira a fumaça dos outros.
O fumo passivo mata mais de 600 mil pessoas por ano, segundo um estudo com informações de 192 países colhidas em 2004. Sendo que 40% das crianças e mais de 30% dos adultos não fumantes estão expostos ao cigarro regularmente.
A estimativa é que o fumo passivo mate 379 mil pessoas por doenças cardíacas, 165 mil por doenças respiratórias, 36,9 mil por asma e 21,4 mil por câncer de pulmão, a cada ano. Isso totaliza 1% das mortes do mundo todo.
A OMS está preocupada com as 165 mil crianças que morrem por infecções respiratórias causadas pelo cigarro a cada ano, a maioria no sudeste asiático e na África. Filhos de fumantes têm maior risco de morte súbita, infecções de ouvido, pneumonia, bronquite e asma.
Impacto
O fumo passivo tem o maior impacto nas mulheres, causando 281 mil mortes no ano.
Entre crianças, as mortes pelo fumo passivo se concentram nos países de baixa e média renda. Entre adultos, elas se distribuem de forma mais homogênea.
No Reino Unido, a Fundação Britânica do Pulmão está pedindo que o governo proíba o fumo dentro dos carros. O argumento é de que os pais subestimam o perigo do fumo para seus filhos: eles não fariam algo perigoso como deixar as crianças no meio da rua, mas fumar na frente delas é aceitável.
O estudo da Organização Mundial da Saúde foi publicado no jornal Lancet. As 600 mil mortes por fumo passivo devem ser somadas aos 5,1 milhões de mortes de fumantes ao ano.
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outubro 14, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Parte do grupo composto por 22 países que concentram 80% dos casos de tuberculose no mundo, o Brasil integrará o plano internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para eliminação da doença em um prazo de cinco anos.
O objetivo é aperfeiçoar a prevenção, diagnóstico e tratamento da tuberculose.
O Ministério da Saúde alerta que a doença ainda é um problema de saúde pública no País, com cerca de 57 milhões de pessoas infectadas – pessoas que têm o bacilo, mas não necessariamente manifestam a doença.
Até 2015
O Brasil está entre os países que assinaram a Declaração do Milênio, documento que estabelece, entre outras metas, reduzir à metade (em relação a 1990) a incidência e a mortalidade por tuberculose até 2015.
De acordo com o ministério, o País deverá atingir a meta antes do período determinado. A estimativa do governo brasileiro é chegar a 2011 com menos de 70 mil novos casos e a 2015 com 45 mil novos casos anuais.
Até 2050, o objetivo é eliminar a tuberculose como problema de saúde pública.
Números da doença
A incidência estimada é de 37,8 casos de tuberculose para cada 100 mil brasileiros. Anualmente, são notificadas cerca de 72 mil novas infecções e 4,7 mil mortes decorrentes da doença no País.
Apesar dos altos índices, as taxas de incidência e de mortalidade por tuberculose, de acordo com o ministério, estão em queda há mais de uma década. Nos últimos 19 anos, os novos registros caíram 26% e as mortes, 32%.
No mundo
Cerca de 10 milhões de pessoas são infectadas por ano, das quais 4 milhões são mulheres e crianças. Pelas estimativas mais recentes, pelo menos 2 milhões morrem anualmente por causa da tuberculose. Os países com maior incidência estão concentrados na África e na Ásia, de acordo com a OMS.
A diretora-geral da entidade, Margaret Chan, afirmou que é urgente uma ação conjunta pela erradicação da tuberculose. Segundo ela, os programas de combate à doença têm registrado “queda lenta” nas ocorrências desde 2004.
O plano lançado ontem (13) inclui diagnósticos rápidos, testes eficazes, tratamentos específicos e vacina. Para a implantação, a Organização Mundial da Saúde pretende repassar cerca de US$ 37 milhões para os países onde a incidência da doença é considerada elevada. Serão aproximadamente US$ 2,8 milhões por ano.
Para os especialistas, é fundamental obter mais recursos para o desenvolvimento de pesquisas envolvendo aproximadamente US$ 10 bilhões.
Tuberculose e a AIDS
Além dos altos índices da tuberculose no mundo, a preocupação dos especialistas é que doentes contaminados pelo vírus do HIV têm seu estado de saúde agravado porque também adquirem a doença. De acordo com a OMS, cerca de 500 mil doentes com HIV também têm tuberculose.
Veja mais sobre a tuberculose:
- Novo exame para detectar tuberculose: Redução de 2 meses para 2 horas
- Tuberculose – Bacilo Koch cercado por especialistas brasileiros
*Com informações da Agência Brasil.
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setembro 16, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O Brasil registrou 99 mortes e 773 casos de influenza A (H1N1) nos oito primeiros meses do ano, contabilizados até o dia 4 de setembro.
De acordo com o último boletim da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, as mulheres de 10 a 49 anos de idade são as principais vítimas da gripe suína. Entre as mortes, 67 foram do sexo feminino – metade estava grávida.
A Região Norte foi o local com maior índice de mortes confirmadas em decorrência da doença: 44.
Segundo o ministério, 59 mortes e 1.204 casos permanecem sob investigação.
Em 2009, 2.051 pessoas morreram em decorrência da gripe H1N1 no Brasil.
Fim da pandemia
Como informou o Blog da Saúde, em agosto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou o fim da pandemia de influenza A (H1N1), que matou mais de 19 mil pessoas em todo o mundo.
A redução no nível de alerta significa que o vírus continua circulando, mas junto com outros vírus e em intensidade diferente em cada país.
Este ano, durante quatro meses, o Ministério da Saúde promoveu uma campanha nacional de vacinação contra a gripe suína. Mais de 90 milhões de brasileiros foram imunizados, segundo dados oficiais.
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setembro 10, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
“Muitas faces, muitos lugares: prevenção do suicídio ao redor do mundo” é o tema deste ano escolhido pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e pela OMS para hoje, 10 de setembro, o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.
O ato é um grande problema de saúde publica, já que, em média, quase três mil pessoas cometem suicídio diariamente, de acordo com a OMS. Para cada um desses óbitos, há no mínimo cinco pessoas ao redor cujas vidas são profundamente afetadas emocional, social e economicamente.
No Brasil, diariamente, uma pessoa a cada hora comete suicídio.
O problema, segundo a OMS
• Todo ano, cerca de 1 milhão de pessoas morre por ato suicida; um índice de mortalidade global de 16 a cada 100 mil, ou uma morte a cada 40 segundos
• Nos últimos 45 anos, os índices aumentaram 60% em todo o mundo. Está entre as três maiores causas de morte de pessoas de 15 a 44 anos em alguns países, e a segunda maior causa de morte no grupo de 10 a 24 anos; dado que não inclui as tentativas de suicídio que são 20 vezes mais frequentes do que o ato completo
• Apesar de tradicionalmente os índices de suicídio serem maiores entre homens mais velhos, o número tem aumentado tanto entre os jovens que agora eles são o grupo de maior risco em um terço dos países, tanto desenvolvidos como subdesenvolvidos
• Desordens mentais (particularmente depressão e consumo excessivo de álcool) são os maiores fatores de risco de suicídio na Europa e América do Norte; no entanto, nos países asiáticos, impulsividade tem um papel determinante
• Suicídio é complexo e envolve fatores psicológicos, sociais, biológicos, culturais e ambientais
Intervenções Efetivas
• Estratégias envolvendo restrição no acesso aos métodos comuns de suicídio, como armas de fogo ou substâncias tóxicas como pesticidas, mostraram-se eficazes na queda dos índices; no entanto, é necessário adotar aproximações multisetoriais ao envolver diversos níveis de intervenção e atividades
• Há evidências de que a prevenção adequada e tratamento de depressão, álcool ou abuso de outras substâncias reduzem os índices, assim como entrar em contato com aqueles que tentaram se suicidar
Desafios e Obstáculos
• No mundo todo, a prevenção do suicídio não tem sido tratada de forma eficaz pela falta de consciência de que é um problema de saúde pública e pelo tabu da discussão sobre o assunto em algumas sociedades. De fato, poucos países incluíram a prevenção ao suicídio entre suas prioridades
• Credibilidade para obter dados e de informar sobre o suicídio é uma questão que precisa ser melhorada
• É claro que a prevenção ao suicídio requer intervenção de outros setores além da área de saúde. É preciso uma aproximação inovadora que inclua tanto os setores de saúde como educação, trabalho, política, justiça, religião, lei e a mídia
Associação Brasileira de Psiquiatria orienta sobre prevenção do comportamento suicida e acredita que a solução não está em deixar de falar sobre o tema. Ao contrário: apenas com o devido conhecimento é possível prevenir o suicídio.
Para Neury Botega, coordenador da Comissão de Prevenção de Suicídio da ABP, outro fator fundamental é compreender a maneira como o ato suicida está associado aos transtornos mentais. “Entre os gravemente deprimidos, ao menos 15% cometem suicídio”, explica.
Em 2010, a Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio pede a todos os interessados em mostrar o seu apoio que acendam, no dia 10 de Setembro, uma vela junto à janela, pelas 20 horas. A iniciativa tem a designação de “Light a Candle on World Suicide Prevention Day at 8 PM.”
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setembro 2, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
A maioria dos casos da epidemia global de AIDS é causada pelo retrovírus humano tipo 1 (HIV-1). No entanto, estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou a presença de um segundo tipo de vírus da doença no Brasil, o HIV-2.
O vírus foi detectado em 15 pacientes, de diversos Estados brasileiros, todos em situação de coinfecção com o HIV-1.
Desde 1987, pesquisadores discutem a presença do HIV-2 no País, mas a nova pesquisa usou meios mais precisos para a confirmação.
Prevenção
Para o Ministério da Saúde, responsável pelas políticas contra a doença, o estudo tem impacto principalmente sobre a prevenção: o novo vírus reforça a necessidade de uso da camisinha.
A pesquisa aponta o risco de uma pessoa ser infectada duas vezes, pelos dois vírus da AIDS. O que pode ocorrer, por exemplo, na existência de múltiplos parceiros sexuais.
O vírus
O HIV-2 foi detectado pela primeira vez no Senegal, em 1985, tem evolução mais lenta e é menos transmissível. Porém, é resistente a uma das classes de medicamentos contra o outro vírus da AIDS. É epidêmico e endêmico em alguns países da África Ocidental, como Guiné Bissau, Gâmbia, Costa do Marfim e Senegal, entre outros.
Segundo informações da fundação, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estimou, em 2008, que a epidemia por HIV-1 atingia 34 milhões de pessoas no mundo, enquanto o HIV-2 seria responsável pela infecção de 2 milhões.
AIDS: Uma descoberta para mudar o futuro…
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julho 29, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Análise preliminar do Ministério da Saúde, com os números parciais da gripe H1N1 (gripe suína) no Brasil, aponta que o número de casos graves e de morte causadas pela doença no Brasil caiu entre março e julho, em todas as regiões do país.
De 1º de janeiro a 17 de julho deste ano, foram notificados 727 casos de pessoas que precisaram de internação e 91 mortes.
O número de mortes também diminuiu: foram 11 entre 21 e 27 de fevereiro e nenhuma entre 4 e 17 de julho. Para o governo, a redução é resultado direto da vacinação de 88 milhões de pessoas contra a gripe pandêmica, entre 8 de março e 2 de junho.
Para se ter idéia, os 88 milhões de vacinados equivalem à população da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Peru, juntos.
Comparação
No entanto, ainda não é possível comparar o número de casos e óbitos entre 2009 e 2010, por dois motivos: o novo vírus surgiu no mundo em abril do ano passado e o impacto dele no sistema de saúde só foi percebido na última semana de julho e nas duas primeiras de agosto de 2009.
Os números são parciais, sujeitos a alterações. A atualização do banco de dados é feita pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.
Prevenção
Com o país ainda no inverno, a população deve ficar atenta, pois é nessa época do ano que costumam aumentar os casos de doenças respiratórias transmissíveis, como gripes e resfriados.
A queda de temperatura, o ar mais seco e a maior concentração de pessoas em ambientes fechados favorecem a circulação dos diversos tipos de vírus respiratórios, como os vírus influenza, que causam gripe – tanto a gripe comum (influenza sazonal) quanto a gripe H1N1 (influenza pandêmica).
Portanto, a população deve reforçar os hábitos de higiene (como lavar as mãos frequentemente e usar lenços descartáveis ao tossir e espirrar) e ter atenção especial com crianças e idosos.
Ao surgirem sinais de gripe ou resfriado, como febre, tosse, dor de cabeça e nas articulações, as pessoas não devem tomar remédios por conta própria (pois eles podem mascarar sintomas e dificultar o diagnóstico) e devem procurar o serviço de saúde mais próximo.
O Ministério informou que vai continuar o monitoramento da gripe H1N1.
Leia mais sobre a gripe H1N1:
- Gripe suína: OMS mantém alerta máximo de pandemia
- Influenza H1N1 – Pandemia anunciada pela OMS
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julho 20, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias, Gripe Suína
O Comitê de Emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu manter o nível máximo de alerta pandêmico para a gripe A (H1N1), o nível 6.
A confirmação foi feita pelo porta-voz do órgão, Gregory Hartl, em entrevista coletiva. Ele informou que o comitê não vai se reunir esta semana como estava previsto.
O porta-voz do órgão ressaltou que ainda é prematuro fazer uma nova avaliação do status pandêmico da doença. O órgão está avaliando a forma como o vírus da gripe suína se comporta durante todo o inverno no Hemisfério Sul.
Em 11 de junho do ano passado foi declarada a primeira pandemia do século 21 em razão da rápida propagação geográfica e de receios de possíveis mutações do vírus.
O último balanço da OMS apontou que o vírus da gripe suína já matou 18.337 pessoas desde seus primeiros registros, em abril de 2009, na América do Norte.
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julho 7, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Até dia 9 deste mês, acontece, em Genebra, a sessão anual do Comitê do Codex Alimentarius, criado em 1963 pela Organização para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e a OMS para desenvolver regulamentação para o setor de alimentação.
Uma das recomendações é para vegetais práticos pré-lavados – como as saladas que vem em sacos. A OMS pede que esterco animal não seja usado como fertilizante para esses alimentos frescos, pois ligou o uso deste tipo de adubo à contaminações nos EUA.
Recentemente, alface pré-lavada contaminada com a bactéria E. coli (Escherichia coli) deixou 26 pessoas doentes em cinco Estados americanos.
A outra regra criada pela Organização tem o objetivo de evitar a contaminação dos alimentos pela melamina, composto de resina usado em plásticos.
O alimento pode ser contaminado através do contato com máquinas ou embalagens plásticas. Agora, os limites de melamina em alimentos líquidos e sólidos, ficam entre 1 e 2,5 miligramas por quilo, respectivamente, quantidade que não provoca os efeitos tóxicos.
No fim de 2008, leite contaminado com melamina provocou a morte de seis crianças na China e intoxicou ao redor de 300.000, acidente que acelerou o acordo.
A decisão foi tomada por unanimidade entre os analistas dos 182 países signatários. O Codex criou um manual com as normas básicas para manter os alimentos frescos, e faz especial insistência no “uso de água não contaminada”. As normas serão traduzidas para mais 27 idiomas.
Como fica no Brasil
O Ministério da Agricultura afirma que aqui não há regra sobre qual fertilizante pode ser usado em plantações origem de saladas pré-lavadas.
Responsáveis dizem que o esterco passa por um processo de compostagem que elimina possíveis contaminantes e afirmam que é raro os agricultores usarem esterco sem passar por este processo, já que sem ele, o adubo pode queimar as folhas.
No Brasil, o que mais preocupa em relação à contaminação é a água.
O que você faz para manter os alimentos frescos? Deixe seu comentário.
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junho 11, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Para ajudar no combate à AIDS, a International Partnership for Microbicides (IPM) está lançando na África um estudo para testar um anel vaginal que libera antirretrovirais, medicamentos que impedem a multiplicação do vírus HIV no organismo em várias etapas de sua reprodução.
O anel vaginal é um método anticoncepcional que consiste em inserir um anel flexível no fundo da vagina, que normalmente libera hormônios.
Para o teste, 280 mulheres saudáveis, sexualmente ativas e soronegativas vão utilizar um anel contendo 25 mg de dapivirine e um placebo – que devem ser substituídos mensalmente durante três meses. O dapivirine já é utilizado para evitar a transmissão da AIDS de mãe para filho.
As participantes do estudo receberão ainda preservativos e aconselhamentos para evitar a doença.
Primeiramente, a pesquisa medirá a capacidade de aceitação do uso do dispositivo. Se os testes de segurança e aceitabilidade forem conclusivos, os anéis passarão por uma fase de testes destinada a medir sua eficácia, podendo ser comercializados em 2015.
O IPM lançou seu estudo em centros de pesquisas do sul e do leste da África, regiões em que a AIDS castiga mais fortemente.
Mais iniciativas contra a doença no Continente Africano
Com a Copa do Mundo, a Organização das Nações Unidas (ONU) quer reforçar a campanha mundial de combate à infecção de bebês com o vírus HIV.
Embaixadores do Programa das Nações Unidas sobre HIV-Aids (Unaids) querem que os capitães das seleções de futebol que vão disputar o Mundial assinem um documento de apoio à prevenção da mortalidade materna e de bebês em decorrência da AIDS.
A iniciativa da ONU tem o apoio do ex-capitão da seleção da Alemanha, Michael Ballack, e do jogador do Togo Emmanuel Adebayor – ambos embaixadores do Unaids.
Jogadores das equipes de Camarões, do Paraguai, do Uruguai e da África do Sul já assinaram o documento.
Números da AIDS
- A AIDS é a principal causa de morte entre mulheres em idade reprodutiva (entre 15 e 44 anos).
- A cada 90 minutos quase 80 recém-nascidos são infectados com o vírus no mundo.
- Em 2008, 430 mil bebês foram infectados, sendo 90% na África Subsaariana.
*Informações das Nações Unidas no Brasil e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
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junho 10, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
A Copa do Mundo é tema da campanha de vacinação contra paralisia infantil (poliomielite) deste ano, que começa neste sábado, 12 de junho.
Com o slogan “Vacinou, é gol”, a campanha terá seu garoto-propaganda, o Zé Gotinha, vestido com a camisa da seleção brasileira.
Todas as crianças menores de cinco anos deverão se vacinadas em um dos 115 mil postos espalhados por todo o país. A vacina é oral, e mesmo quem já tomou antes deve participar.
Serão disponibilizadas cerca 24 milhões de doses para esta primeira fase, e mais 24 milhões para a segunda, que será realizada no dia 14 de agosto.
A meta é imunizar, na primeira etapa, 95% das crianças menores de cinco anos, ou 14,6 milhões.
A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa grave!
Na maioria dos casos, a criança não morre quando é infectada, mas tem consequências sérias: lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores.
A doença é causada e transmitida por um vírus (o poliovírus) e a contaminação se dá principalmente por via oral.
Histórico
21 anos sem a paralisia infantil - O Brasil está livre do vírus causador da pólio desde 1989, quando o último caso da doença foi registrado, na Paraíba.
Em 1994, o país recebeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) o certificado de eliminação da poliomielite.
No entanto, enquanto houver registro de casos em qualquer lugar do mundo, é necessário continuar com a vacinação para evitar o risco de importação do vírus.
Países como Paquistão, Índia, Afeganistão e Nigéria ainda têm casos da doença.
* Com informações do Ministério da Saúde.
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