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Nova York cria campanha contra refrigerantes e exagero na alimentação

Nos EUA, o tamanho das porções de batatas fritas triplicou nos últimos 50 anos. As embalagens de bebidas duplicaram neste período e junto com elas, os casos de diabetes tipo 2. Dados mostram que 57% dos residentes de Nova York são obesos e 10% deles já tiveram ou têm diabetes.

O Departamento de Saúde de Nova York lançou uma nova campanha contra o consumo exagerado de alimentos que podem prejudicar a saúde. Cartazes colocados nos metrôs da cidade mostram um diabético com a perna amputada pelo consumo excessivo de refrigerantes. Lembram um pouco as campanhas feitas nos maços de cigarro e, desta vez, foram os fabricantes das bebidas que não ficaram nem um pouco felizes.

Imagem da NYC Health Department

 

Imagem da NYC Health Department

 

Imagem da NYC Health Department

“O tamanho das porções comercializadas é muito mais do que os humanos precisam”, diz Thomas Farley, comissionário de saúde de Nova York. “Nós estamos alertando a população sobre o risco das porções exageradas para que eles possam realizar escolhas conscientes sobre o que comem. Consumir muitas calorias leva ao ganho de peso, o que aumenta o risco de ter diabetes tipo 2. Se a população de Nova York cortar as porções, eles podem cortar os riscos de saúde também .”

Uma estratégia similar já havia sido adotada pela prefeitura na tentativa de conscientizar a população a selecionar bebidas mais saudáveis na hora da refeição. O cartaz principal da campanha mostrava um refrigerante sendo despejado num copo, mas o líquido que chegava ao copo era pura gordura.

Imagem da NYC Health Department

“Bebidas açucaradas não deveriam fazer parte da nossa dieta diária. Elas aumentam o risco de obesidade e todos os problemas consequentes, particularmente a diabetes, mas também outros como doenças cardiovasculares, artrite e câncer,” afirma Thomas Farley.

Confira alguns dos vídeos da campanha:

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Dois programas de tratamento para a obesidade estão sendo disponibilizados pela Universidade Guarulhos gratuitamente. Chamam-se Goam (Grupo Obesidade Atendimento Multidisciplinar) e  Goami (Grupo Obesidade Atendimento Multidisciplinar Infantil).

Imagem: Sapo.pt

“Nossa meta é proporcionar qualidade de vida e recuperar a autoestima das pessoas”, diz o psicólogo José Cândido Cheque, idealizador do Goam e Goami.

Para saber se uma pessoa é obesa, precisa-se calcular o índice de massa corpórea. Descobrir o seu IMC é fácil, basta fazer o seu peso dividido pela sua altura ao quadrado. Calculou? Qual foi o resultado? 502 milhões de adultos possuem o IMC acima de 30, e isso quer dizer que são obesos.

No Brasil, metade da população está acima do peso e entre as crianças o número ultrapassa 30%, de acordo com levantamento do Ministério da Saúde. Os motivos variam:

  • Maus hábitos alimentares, que muitas vezes começam na infância
  • Sedentarismo, crescente em crianças que têm trocado atividades ao ar livre pelo computador, TV e videogame
  • Estresse e correria da vida moderna
  • Predisposição genética, responsável por milhares de casos

As doenças relacionadas à obesidade são preocupantes. De acordo com especialistas, as principais consequências são:

  • Casos de diabetes
  • Problemas cardiovasculares
  • Elevação dos níveis de colesterol e triglicérides

No Goam e Goami, profissionais e estudantes de nutrição, psicologia, enfermagem, fisioterapia e educação física estarão trabalhando juntos para que os brasileiros acima do peso possam escolher melhor seus alimentos, aprender técnicas de exercícios físicos e receber acompanhamento psicológico, se necessário. A recompensa é a perda de peso e um estilo de vida saudável.

“Para quem não emagrecer ou se sentir inseguro tem a opção de seguir o tratamento no grupo de manutenção, também gratuito”, explica José Cândido Cheque.

Os interessados poderão se inscrever até o dia 03 de fevereiro através do telefone (11) 2475-8300 ou enviar um e-mail com nome completo, telefone de contato, peso e altura para o endereço paddac@ung.br.

O único pré-requisito é estar acima do peso e, claro, ter vontade de seguir um estilo de vida saudável!

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Foram anunciados os municípios beneficiados pelo Programa Academia da Saúde – estratégia lançada em abril que estimula a criação de espaços para a prática de atividades físicas e lazer.

O ministro da saúde, Alexandre Padilha, divulgou que serão instaladas 2 mil academias em 1.828 municípios de todo do Brasil.

Estes locais, construídos para a prática de atividades físicas, serão públicos e voltados para os serviços de atenção básica, segundo informações do Ministério da Saúde.

“As Academias da Saúde são mais do que espaços públicos de lazer: trata-se de meios de acesso às práticas corporais pela maioria da população, com impacto direto na qualidade de vida e na saúde das pessoas”, afirmou Padilha.

Segundo o ministro, a construção dessas academias é uma das estratégias do governo federal para a promoção da saúde, prevenção de enfermidades e redução de mortes prematuras por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT).

Essas medidas estão previstas no Plano de Ações Estratégicas para Enfretamento das DCNT, que tem a meta de reduzir 2% ao ano as mortes em decorrência dessas doenças.

A finalidade do Plano de Ações é melhorar os indicadores relacionados ao tabagismo, álcool, sedentarismo, à alimentação inadequada e obesidade, conforme o Ministério da Saúde.

Confira aqui a lista dos municípios beneficiados com o Programa Academia da Saúde.

Combate ao sedentarismo e à obesidade

A recomendação da Organização Mundial de Saúde é que sejam praticados, no mínimo, 30 minutos de atividade física, durante cinco ou mais dias da semana.

De acordo com o estudo Vigitel 2010, no Brasil, apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre, tendo maior adesão entre os homens, 18,5%, em comparação a 12% entre as mulheres.

O estudo mostra que 16,4% dos brasileiros são sedentários e apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre. A pesquisa revela também que 48% dos brasileiros estão acima do peso, sendo que 15% destes estão obesos.

Nos períodos de lazer, 25,8% dos brasileiros passam mais de três horas em frente à TV, durante cinco ou mais vezes por semana, conforme mostra a pesquisa.

Um dado do estudo expõe a importância de se criar espaços públicos destinados à atividade física voltados para população de baixa renda: apenas 12% da população com menos escolaridade é ativa enquanto na população com 12 anos, ou mais, de escolaridade esse número sobe para 20%.

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Foram longas discussões desde fevereiro até a decisão tomada pelos diretores da Anvisa de proibir os remédios para emagrecer à base de anfetaminas e manter o uso dos derivados de sibutramina, mas aumentar o rigor do controle sob a venda.

Serão retirados do mercado Anfepramona, Mazindol e Femproporex do tipo anfetamínico, com base em estudos internacionais que constataram a baixa eficácia dos medicamentos e riscos à saúde do paciente. As farmácias terão dois meses para retirá-los das prateleiras, tempo em que os pacientes devem readequar o tratamento.

Quanto à sibutramina, a substância continua liberada para o tratamento de obesidade desde que o paciente apresente sobrepeso significativo e não sofra de problemas cardíacos. O paciente e o médico terão de assinar termo de responsabilidade sobre os riscos. O uso da sibutramina ficará sob o monitoramento da vigilância sanitária. E, provavelmente, voltará a ser analisada pela agência dentro de um ou dois anos.

O percurso

A proposta inicial da Anvisa era vetar os emagrecedores, tanto os feitos com anfetamina como aqueles à base de sibutramina, seguindo o exemplo dos Estados Unidos e da União Europeia.
Porém, os técnicos vetaram os anfetamínicos, mas decidiram manter a sibutramina, pois há comprovação de que ajuda a reduzir o peso de 5% a 10% em um prazo de quatro semanas.

O Conselho Federal de Medicina entrará na Justiça contra a proibição da venda de anorexígenos

A entidade defende o uso dessas fórmulas como auxiliares no tratamento de pacientes, sempre sob supervisão de médico qualificado na prescrição e na supervisão de cada caso.

“Após avaliar a eficiência dessas substâncias, inclusive considerando seus eventuais riscos, o CFM se mantém contrário a sua proibição, o que prejudica médicos e pacientes, e é favorável ao fortalecimento de mecanismos de controle de comercialização e da adoção de ações educativas em larga escala para disciplinar seu uso.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) aguarda a comunicação oficial de medidas tomadas pela Anvisa relativas ao uso de substâncias anorexígenas.

Somente após, o tema será levado a debate em sessão plenária da entidade, prevista para ocorrer de 5 a 7 de outubro, quando serão definidas as medidas judiciais cabíveis para proteger a saúde da população e garantir a autonomia dos médicos na escolha das opções terapêuticas reconhecidas cientificamente.”

Para ver as notícias anteriores:

- Anvisa propõe banir inibidores de apetite
- Decisão sobre remédios para emagrecer é adiada
- Discussão sobre proibir os inibidores de apetite continua

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Com o aumento da obesidade em ritmo acelerado no mundo inteiro, muito se tem falado a respeito da necessidade de tratamentos efetivos para combater esse mal do século 21, como o uso de dietas, exercícios, remédios ou procedimentos bariátricos para a restrição alimentar.

Embora todos estes tratamentos tenham embasamentos científicos e sejam de fato eficazes, não é raro ver casos de falta de sucesso no processo de emagrecimento, em função de dois fatores importantes que raramente são pontuados e trabalhados no indivíduo obeso: mudança de pensamentos e comportamentos.

De acordo com a psicóloga, especialista em terapia comportamental-cognitiva pela USP e transtornos alimentares pela UNIFESP, Marilice Rubbo de Carvalho, a ansiedade é apontada regularmente como a grande vilã para a obesidade, mas a questão geralmente é mais complexa e não somente pela ansiedade, mas, sim, por outros transtornos muito mais profundos.

“Sentimentos como tristeza, raiva, frustração, entre outros, têm bases em históricos particulares que levam o indivíduo a buscar no alimento uma fuga”, explicita Marilice. Dietas, reeducação alimentar e atividade física  se tornam mais difíceis para a redução definitiva de peso do indivíduo caso a mente do obeso também não for especialmente tratada, segundo a especialista.

A psicóloga destaca o uso cada vez maior da terapia comportamental-cognitiva para este fim, cuja técnica auxilia na perda e controle de peso através da modificação de comportamentos disfuncionais associados aos hábitos do paciente, como o aprendizado sobre seu comportamento alimentar e entendimento dos sentimentos e pensamentos que o levam a comer.

A terapia tem ainda como objetivo gerenciar as emoções do paciente, como melhorar sua autoestima, reforçar e motivar a importância das mudanças de hábitos, reações de estresse, ansiedade e compulsão alimentar.

“Alguns sentimentos são comuns na maioria dos casos, às vezes provocados por traumas e crenças que geram baixa autoestima, sensação de inferioridade, infelicidade, e são neles que direcionamos o foco do paciente para uma mudança de percepção e atitude”, revela a especialista.

Esta terapia não é importante somente para quem deseja mudar de comportamento e entender sua relação com a obesidade, mas também para quem recorre às cirurgias de redução de estômago, à colocação da banda gástrica ajustável, ao procedimento endoscópico com balão intragástrico e faz uso de medicamentos inibidores de apetite.

Marilice explica: “É essencial que antes de iniciar algumas destas terapias o paciente realize um profundo trabalho de mudança cognitiva comportamental para se preparar para uma mudança na alimentação posterior a estes procedimentos e manter toda a programação necessária para a manutenção do peso perdido”.

A psicóloga destaca algumas das questões comportamentais e cognitivas trabalhadas no paciente com sobrepeso e obesidade, relacionadas ao ato de comer e tudo que lhe traz insatisfação, e que podem ser observadas e praticadas no dia a dia, durante o tratamento. Veja abaixo:

Administração do tempo

•    Para o sucesso do tratamento é preciso trabalhar a organização pessoal definindo as prioridades;

•    Planejar o tempo executando suas tarefas no dia a dia com tempo hábil para realizá-las sem perder o foco;

•    Dizer não, colocando limites em seu âmbito profissional e pessoal;

•    Não ser perfeccionista, nem pensar que é “tudo ou nada”, é necessário ser flexível.

Monitoramento da fome

•    Antes de se sentar para fazer cada refeição ou lanche, observe as sensações de seu estômago;

•    Depois escreva as percepções e classifique de 0 a 10 (0 nenhuma fome e 10 maior fome que já sentiu);

•    Faça o mesmo no meio do jantar, no final e 20 minutos depois.

Cartão de vantagens

•    Escreva um cartão com todas as vantagens de emagrecer e leia pelo menos duas vezes ao dia.

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Aquelas pessoas irritantes que afirmam que podem comer de tudo que gostam, e na quantidade em que desejam, mas nunca(!) ganham peso, podem ter recebido cópias extras de certos genes, de acordo com estudo publicado na revista Nature.

Enquanto muitas causas genéticas já foram identificadas como os principais determinantes da obesidade, esta é a primeira vez que uma explicação para a magreza extrema, envolvendo os genes, foi revelada.

No estudo, cientistas examinaram o DNA de 95 mil pessoas em busca de padrões vinculados à propensão de estar muito abaixo do peso. Os pesquisadores do Imperial College, em Londres, e da Universidade de Lausanne, na Suíça, descobriram que a duplicação de uma parte do cromossomo 16, contendo mais de duas dúzias de genes, é fortemente associada ao peso baixo, definido como IMC (índice de massa corporal) menor a 18,5.

Obesidade X Magreza

O IMC considerado normal varia entre 18,5 e 25. O índice entre 25 e 30 significa sobrepeso e acima de 30, obesidade. No ano passado, essa mesma equipe de pesquisa descobriu que pessoas sem esses genes têm 43 vezes mais probabilidade de serem obesos mórbidos.

Contudo, agora tem sido revelado que as pessoas em quem estes genes específicos são duplicados, são mais suscetíveis a serem excessivamente magras. Então, a obesidade e a magreza extrema podem ser dois lados da mesma moeda.

Segundo o estudo, cerca de uma em cada duas mil pessoas tem os genes duplicados. O que deixa os homens 23 vezes mais e as mulheres 5 vezes mais propensos a serem magros demais.

Os cientistas têm muito trabalho a fazer para descobrir mais sobre os genes nessa região, afirma Philippe Froguel, professor da Escola de Saúde Pública do Imperial College. A equipe de pesquisadores agora planeja a sequência de genes que poderia levar a novos tratamentos potenciais para o controle de peso e distúrbios do apetite.

Normalmente, cada pessoa tem uma cópia de cada cromossomo do pai e da mãe, totalizando duas cópias de cada gene. Mas o genoma é cheio de buracos onde os genes são perdidos ou contém outros locais que há cópias extras deles.

Segundo Froguel, em muitos casos, essas duplicações e apagamentos não costumam causar efeitos, mas, ocasionalmente, podem gerar doenças.

Essa descoberta tem implicações importantes para o diagnóstico da saúde da criança

Em metade das crianças com a cópia a mais do gene foi diagnosticada uma condição não específica conhecida como “falha de desenvolvimento”. Essa síndrome faz com que a taxa de ganho de peso seja significativamente menor do que a normal. Ou seja, a falta de crescimento na infância pode ser genética. Então, se uma criança não está comendo, não é necessariamente por culpa dos pais, afirma o professor.

A pesquisa também mostrou que um quarto das pessoas com a duplicação genética tinha microcefalia (uma condição na qual a cabeça e o cérebro são anormalmente pequenos e que está ligada a defeitos neurológicos) e expectativa de vida mais curta.

Duplicações na mesma região, também têm sido associadas à esquizofrenia, enquanto as exclusões estão associadas com o autismo.

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Desde fevereiro de 2011, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária discute o cancelamento do registro dos medicamentos que contém sibutramina e derivados da anfetamina (anfepramona, femproporex e mazindol).

Os produtos à base dessas quatro substâncias atuam no sistema nervoso central como inibidores de apetite e estão em pauta por apresentarem riscos que superam seus benefícios.

Em reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa (Dicol) os diretores discutiram o Relatório Integrado sobre Eficácia e Segurança dos Medicamentos Inibidores de Apetite e decidiram que o relatório será votado em sua próxima reunião pública, em data a ser definida, com transmissão ao vivo no portal da Anvisa.

A intenção da Dicol é mostrar a transparência do processo de tomada de decisão da Anvisa e dar amplo conhecimento ao relatório, que tem cerca de 700 páginas.

Principais pontos do relatório

O relatório propõe a retirada do mercado de todos os derivados anfetamínicos e permite a manutenção da sibutramina com diversas restrições sanitárias.

Diretor-Presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, salientou que os técnicos da Agência sugerem a permanência da sibutramina devido a sua comprovada eficácia, que é a perda de 5 a 10% de peso em um período de quatro semanas em pacientes obesos e com o perfil recomendado para o uso do medicamento, que é ter Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 30% e não ser portador de cardiopatia diagnosticada.

As demais restrições sanitárias sugeridas para o uso da sibutramina são: uso da medicação apenas em paciente com o perfil indicado; notificação de receita pelo médico; assinatura de um termo de responsabilidade pelo médico, paciente e farmácia de manipulação; avaliação mensal do paciente e notificação compulsória, pelo médico, de reação adversa no paciente.

O que diz o Conselho Federal de Medicina

O CFM confia que serão adotadas medidas pela Anvisa que contribuirão para proteger a saúde da população na luta contra a obesidade. Confira abaixo a íntegra da nota:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Com respeito à possibilidade de proibição da venda de inibidores de apetite pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no país, o Conselho Federal de Medicina esclarece que:

1)    Aguarda a deliberação final da Anvisa com relação ao tema, ainda em discussão no âmbito de sua diretoria colegiada.

2)    Defende que os inibidores podem ser usados como auxiliares em tratamentos da obesidade, sendo que o médico assistente tem a qualificação para agir de forma ética ao prescrever dosagens corretas e evitar excessos.

3)    Considerando a eficiência das substancias na luta contra a obesidade, mesmo ponderando seus eventuais riscos, acredita que em lugar de proibir a comercialização destas substâncias seria recomendável fortalecer os mecanismos de controle de sua venda e realizar ações educativas em larga escala.

4)    Neste sentido, se coloca à disposição da Anvisa para ajudar no desenvolvimento de campanhas educativas voltadas para os pacientes e para os médicos com esclarecimentos sobre o uso adequado destas fórmulas.

Finalmente, o CFM confia que serão adotadas medidas que, efetivamente, contribuirão para proteger a saúde da população, garantindo também a autonomia dos médicos na escolha das opções terapêuticas reconhecidas cientificamente.

Para acompanhar o desdobramento do tema:

- Anvisa propõe banir inibidores de apetite 16.02.11
- Proibição de inibidores de apetite: novas medidas contra a obesidade passam a ser analisadas 18.02.11
- Decisão sobre remédios para emagrecer é adiada 24.02.11

E você? O que acha?

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Voluntários para pesquisa sobre os efeitos do tratamento da obesidade

O Ambulatório de Endocrinologia do Hospital das Clínicas (São Paulo) seleciona pacientes obesos com 60 anos ou mais, que tenham problemas em relação à memória ou ao desempenho cognitivo.

A intervenção a ser testada na pesquisa incluirá tratamento médico e dietético. Os interessados devem entrar em contato com a Dra Nídia Horie para maiores informações: (11) 2365-8517, e-mail: nidia.horie@usp.br

Depressão

O Instituto de Psiquiatria – IPq do Hospital das Clínicas da FMUSP – realiza triagem de pessoas voluntárias que tenham diagnóstico de episódio depressivo (pode ser recorrente), de 18 a 65 anos, que não apresentem outra doença psiquiátrica além da depressão e sem doença clínica grave ou instável.
Informações no tel. (11) 3069-6648.

Depressão na gestação

Mulheres gestantes de 18 a 39 anos, que se encontrem entre a 12ª e 30ª semana de gravidez e que apresentem sintomas de depressão, para estudo no qual será oferecido tratamento com estimulação magnética transcraniana.
Obs.: mulheres que estejam ainda no primeiro trimestre da gravidez já podem realizar triagem. Informações no tel. (11) 3069-8159.

Transtorno obsessivo compulsivo (TOC)

Pacientes de 18 a 65 anos, que tenham sintomas de TOC como queixa principal (pensamentos e comportamentos repetitivos desagradáveis, manias), para projeto no qual será oferecido tratamento baseado em técnicas de meditação. Serão aceitos pacientes em tratamento medicamentoso para TOC, desde que estáveis nos últimos 3 meses.
Os interessados devem ligar para (11) 3069-6972, deixar nome e telefone de contato na secretária eletrônica e aguardar retorno.

Estresse pós-traumático

Homens e mulheres acima de 18 anos que apresentem estresse pós-traumático (transtorno resultante da experiência de um ou mais eventos traumáticos para a pessoa). Os voluntários receberão tratamento baseado em terapia cognitivo-comportamental (TCC).
Inscrições para triagens no tel. (11) 3069-6988 (somente às segundas e quartas-feiras das 9:30h às 12h) ou no e-mail: amban@amban.org.br

Transtorno bipolar e depressão

Homens e mulheres de 18 a 35 anos, que apresentem transtorno do humor bipolar ou depressão no máximo há 5 anos, podendo estar ou não em tratamento. Será oferecido acompanhamento mensal com psiquiatra e equipe de saúde mental.
Inscrições pelo tel. (11) 8559-9158 (à tarde com Alana) ou e-mail: pesquisabipolar@gmail.com

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O palhaço Ronald McDonald com seus enormes sapatos vermelhos e macacão amarelo com o logotipo da marca, há décadas tem sido usado como o porta-voz corporativo amigo das crianças.

A agência de notícia internacional AFP explica com detalhes o porquê o palhaço está estampado nos jornais e liderou o ranking de tendências no Twitter.

Médicos apoiam uma campanha para que o McDonald’s pare de fazer o marketing de sua comida-não-saudável para crianças e aposente o símbolo Ronald McDonald.

Eles produziram uma carta aberta com o esclarecimento da causa. “Nas próximas décadas, uma em cada três crianças desenvolverão diabetes tipo 2 como resultado das dietas ricas em fast-food, de acordo com o Centers for Disease Control and Prevention. Essa geração pode ser a primeira na história dos EUA a viver uma vida mais curta que a de seus pais.”

E completam: “Pedimos que ouça a nossa preocupação e aposente as promoções e marketing de alimentos ricos em açúcar, sal, gordura e calorias para as crianças, independentemente da sua forma – desde o Ronald McDonald aos brinquedos. Nossos filhos e sistema de saúde vão se beneficiar da sua liderança nesta questão.”

A ação faz parte de uma campanha da Corporate Accountability International que já dura dois anos. A organização sem fins lucrativos é mais conhecida por sua campanha para aposentar o mascote Joe Camel, do cigarro.

O McDonald’s defende em comunicado seu mascote, suas ofertas de alimentos e seu recorde em matéria de publicidade responsável:

“Com a Ronald McDonald House Charities, Ronald é um embaixador para o bem e envia mensagens importantes para as crianças sobre a segurança, a alfabetização e equilibrado estilo de vida. Servimos alimentos de alta qualidade, e nossa oferta do McLanche Feliz oferece variedades em porções só para crianças. Os pais dizem-nos que apreciam as nossas opções.”

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Com o anúncio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a audiência pública em que discutirá o cancelamento do registro de medicamentos contra a obesidade que contenham sibutramina e derivados de anfetamina, abre-se discussões para o tratamento da doença que é considerada um dos maiores problemas de saúde pública mundial.

Embora o tema deva receber parecer definitivo apenas no dia 23 de fevereiro, data da audiência da Agência, médicos especialistas já discutem o impacto da medida para os milhares de obesos em tratamento no país.

Segundo o dr. José Afonso Sallet, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), a decisão sobre a retirada de circulação destes medicamentos deve ser acompanhada de propostas reais para o atendimento das necessidades dos obesos, que não podem ficar a deriva de um tratamento.

“A recomendação de que a obesidade deva ser tratada com dieta e exercício, embora indiscutível, é muito simplista e não resolve o problema de milhares de pessoas que definitivamente não conseguem reduzir o peso sem auxílio mais efetivo”, relata.

Dados do IBGE comprovam que a obesidade aumenta a cada ano, inclusive na infância. Na contramão do problema, a população busca incessantemente métodos para sair do sobrepeso e, consequentemente, diminuir os riscos de doenças crônicas causadas por este.

Porém, o índice de resultados apenas com dietas e exercícios é de menos de 10%, fazendo com que as dificuldades em perder peso façam o indivíduo desistir até mesmo dos hábitos saudáveis, agravando ainda mais a sua obesidade.

Dr. Sallet salienta que a indicação da Anvisa projeta a ideia de que a obesidade é uma condição apenas de força de vontade, quando na verdade está ligada – em sua grande maioria de casos – a fatores mais complexos, incluindo a síndrome metabólica.

O que preocupa os médicos é que, sem a possibilidade de ingerir os inibidores, haja um aumento no número de cirurgias de redução do estômago – sobrarão poucas alternativas para tratar a obesidade.

A cirurgia bariátrica, até agora é indicada para pacientes com IMC (índice de massa corporal) acima de 35 e doenças associadas, como diabetes e hipertensão.

Porém, já está andamento o estudo sobre a possibilidade de realizar a operação em pessoas com IMC entre 30 e 35, basta que se comprove a eficácia.

A opinião dos profissionais se divide. Uns acreditam que o medicamento resolve parte do problema, outros de que a cirurgia é segura e eficaz.

Dentre as medidas neste novo cenário há também o método do balão intragástrico. O produto é um dispositivo cilíndrico de silicone, colocado por via endoscópica dentro do estômago e preenchido com soro fisiológico estéril, com volume ajustado de acordo com a necessidade de cada individuo (400 ou 600 ml).

O tratamento tem o benefício da simplicidade de aplicação, segurança e não impedimento da absorção dos nutrientes dos alimentos pelo corpo.

Com a possibilidade de perda média de 12 a 15% do excesso de peso em seis meses, que é o período para a permanência do balão no estômago, a pessoa tem tempo para a reeducação de hábitos alimentares e pratica de atividades físicas.

“O apoio multidisciplinar é fundamental em qualquer tratamento contra a obesidade e com os devidos estímulos e orientações profissionais, o indivíduo consegue chegar aos seus objetivos de forma saudável e com muito mais chances de sucesso”, completa dr. Sallet.

*Dr. José Afonso Sallet é Mestre em Cirurgia do Aparelho Digestivo pela UNICAMP-SP, Especialista em Cirurgia Laparoscópica pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD), Coordenador do Protocolo de Balão Intragástrico pelo Ministério da Saúde, Membro Titular da Federação Internacional para a Cirurgia da Obesidade (IFSO), Membro Titular da Sociedade Americana de Cirurgia e Endoscopia (SAGES), Diretor do Instituto Sallet de Medicina (Departamento de Cirurgia Bariátrica e Metabólica).

- Onde estamos na lista de obesidade

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Os estudos publicados na revista médica The Lancet dão um panorama geral da obesidade no mundo.

Os dados foram coletados com base no IMC (Índice de Massa Corporal), que é calculado ao se dividir o peso (em kg) pelo quadrado da altura (em metros).

Se o resultado for menor que 20, a pessoa está abaixo do peso ideal. Entre 20 e 25, o peso é o ideal. Acima de 25, o indivíduo sofre com sobrepeso. O IMC a partir de 30 indica obesidade e maior que 35, obesidade mórbida.

Você pode fazer o cálculo com o seu próprio peso e descobrir em que grupo se encaixa; os dados a seguir são referentes a todo o Brasil.

De 28 países, as brasileiras estão em 15º na lista, enquanto os brasileiros ficaram em 19º do mesmo ranking, com IMC de 26 entre as mulheres e de 25,8 entre os homens – o que indica sobrepeso em ambos os casos.

Veja abaixo a lista dos países com maior média de IMC. A população da ilha de Nauru, no Pacífico Sul, é a mais afetada pela obesidade, seguida pelos Estados Unidos, enquanto os homens da República Democrática do Congo são os mais magros e o maior número de mulheres abaixo do peso ideal está em Bangladesh:

HOMENS:

- Nauru : 33,9
- Estados Unidos : 28,5
- Arábia Saudita : 27,9
- Austrália : 27,6
- Canadá : 27,5
- Espanha : 27,5
- Argentina : 27,5
- Reino Unido : 27,4
- México : 27,4
- Alemanha : 27,2
- África do Sul: 26,9
- Bélgica : 26,8
- Polônia : 26,7
- Egito : 26,7
- Itália : 26,5
- Suíça: 26,2
- Rússia: 26
- França: 25,9
- Brasil : 25,8
- Cuba: 25,1
- Argélia: 24,6
- Japão: 23,5
- Tailândia: 23
- Nigéria: 23
- China: 22,9
- Índia: 21
- Bangladesh: 20,4
- RD Congo: 19,9

MULHERES:

- Nauru: 35
- Egito: 30,1
- Arábia Saudita: 29,6
- África do Sul: 29,5
- México: 28,7
- Estados Unidos: 28,3
- Argentina : 27,5
- Rússia: 27,2
- Austrália: 26,9
- Reino Unido: 26,9
- Canadá: 26,7
- Cuba: 26,6
- Espanha: 26,3
- Argélia: 26,4
- Brasil : 26
- Polônia: 25,9
- Alemanha: 25,7
- Bélgica: 25,1
- França: 24,8
- Itália: 24,8
- Tailândia: 24,4
- Suíça: 24,1
- Nigéria : 23,7
- China: 22,9
- Japão: 21,9
- RD Congo: 21,7
- Índia: 21,3
- Bangladesh: 20,5

Mundo

Em 2008, mais de 500 milhões de pessoas no mundo todo eram clinicamente obesas, ou seja, tinham um IMC superior a 30. A incidência era maior entre o sexo feminino, com 297 milhões de casos de mulheres obesas, contra 205 milhões de homens obesos.

Este número representa mais de 10% da população mundial, o dobro do registrado em 1980.

O estudo recorda que o sobrepeso, que é produto da má alimentação e da falta de atividade física, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão arterial e algumas formas de câncer. O problema seria a origem de 3 milhões de mortes por ano.

Hipertensão

O estudo mostra que, em contraste com o aumento da obesidade, a proporção da população mundial que tem problemas de hipertensão diminuiu entre 1980 e 2008.

Os países ricos foram os que alcançaram os maiores avanços no controle da pressão alta. No entanto, houve a constatação que há países emergentes e pobres que enfrentam problemas que não tinham sido detectados antes.

*Via R7, France Presse

Os estudos publicados na revista médica The Lancet dão um panorama geral da obesidade no mundo.

Os dados foram coletados com base no IMC (Índice de Massa Corporal), que é calculado ao se dividir o peso (em kg) pelo quadrado da altura (em metros).

Se o resultado for menor que 20, a pessoa está abaixo do peso ideal. Entre 20 e 25, o peso é o ideal. Acima de 25, o indivíduo sofre com sobrepeso. O IMC a partir de 30 indica obesidade e maior que 35, obesidade mórbida.

Você pode fazer o cálculo com o seu próprio peso e descobrir em que grupo se encaixa; os dados a seguir são referentes a todo o Brasil.

De 28 países, as brasileiras estão em 15º na lista, enquanto os brasileiros ficaram em 19º do mesmo ranking, com IMC de 26 entre as mulheres e de 25,8 entre os homens – o que indica sobrepeso em ambos os casos.

Veja a lista dos países com maior média de IMC. A população da ilha de Nauru, no Pacífico Sul, é a mais afetada pela obesidade, seguida pelos Estados Unidos, enquanto os homens da República Democrática do Congo são os mais magros e o maior número de mulheres abaixo do peso ideal se encontram em Bangladesh:

HOMENS:

- Nauru : 33,9

- Estados Unidos : 28,5

- Arábia Saudita : 27,9

- Austrália : 27,6

- Canadá : 27,5

- Espanha : 27,5

- Argentina : 27,5

- Reino Unido : 27,4

- México : 27,4

- Alemanha : 27,2

- África do Sul: 26,9

- Bélgica : 26,8

- Polônia : 26,7

- Egito : 26,7

- Itália : 26,5

- Suíça: 26,2

- Rússia: 26

- França: 25,9

- Brasil : 25,8

- Cuba: 25,1

- Argélia: 24,6

- Japão: 23,5

- Tailândia: 23

- Nigéria: 23

- China: 22,9

- Índia: 21

- Bangladesh: 20,4

- RD Congo: 19,9

MULHERES:

- Nauru: 35

- Egito: 30,1

- Arábia Saudita: 29,6

- África do Sul: 29,5

- México: 28,7

- Estados Unidos: 28,3

- Argentina : 27,5

- Rússia: 27,2

- Austrália: 26,9

- Reino Unido: 26,9

- Canadá: 26,7

- Cuba: 26,6

- Espanha: 26,3

- Argélia: 26,4

- Brasil : 26

- Polônia: 25,9

- Alemanha: 25,7

- Bélgica: 25,1

- França: 24,8

- Itália: 24,8

- Tailândia: 24,4

- Suíça: 24,1

- Nigéria : 23,7

- China: 22,9

- Japão: 21,9

- RD Congo: 21,7

- Índia: 21,3

- Bangladesh: 20,5

Mundo

Em 2008, mais de 500 milhões de pessoas no mundo todo eram clinicamente obesas, ou seja, tinham um IMC superior a 30. A incidência era maior entre o sexo feminino, com 297 milhões de casos de mulheres obesas, contra 205 milhões de homens obesos.

Este número representa mais de 10% da população mundial, o dobro do registrado em 1980.

O estudo recorda que o sobrepeso, que é produto da má alimentação e da falta de atividade física, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão arterial e algumas formas de câncer. O problema seria a origem de 3 milhões de mortes por ano.

Outra conclusão destacada pelos estudos é que, em contraste com o aumento da obesidade, a proporção da população mundial que tem problemas de hipertensão (hipertensão) diminuiu entre 1980 e 2008.

Os países ricos foram os que alcançaram os maiores avanços no controle da pressão alta. No entanto, a boa notícia esteve acompanhada pela constatação que há países emergentes e pobres que enfrentam problemas que não tinham sido detectados antes.

É o caso das nações do Báltico e dos países do leste e do oeste do continente africano, que registram os níveis de pressão sanguínea mais altos do mundo, igualando os existentes em algumas partes da Europa há três décadas.

O professor Majid Ezzati, da Escola de Saúde Pública do Imperial College de Londres, explicou que esses resultados “demonstram que o sobrepeso, a obesidade, a hipertensão e o colesterol alto já não são problemas ocidentais e problemas exclusivos das nações ricas”.

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A preocupação exagerada com obesidade infantil tem estimulado algumas mulheres a obrigarem seus filhos pequenos a restrições alimentares prejudiciais, de nutrientes e calorias, por exemplo. Uma dieta inadequada, no entanto, pode levar a deficiência de ferro, desequilíbrio hormonal e baixo crescimento.

O fenômeno ainda é raro, mas está crescendo, de acordo com especialistas.

Pais de dieta = bebês de dieta

Segundo o pediatra, Mauro Fisberg, especialista em nutrição infantil, há dois perfis de pais que submetem os bebês a dietas por conta própria:

- O primeiro é aquele que é obeso e sofre de culpa. Assim, teme que o filho seja gordo também;

- O segundo é o ortoréxico, ou seja, que tem mania de alimentação saudável, e veta carne e doces em favor de produtos light ou naturais.

Problemas: As restrições podem levar a deficiência de ferro, por falta de carne, desequilíbrio hormonal, por falta de gorduras, e a baixo crescimento, hipoglicemia e alterações no metabolismo, por falta de carboidratos.

Obesidade precisa de atenção

A obesidade infantil está crescendo mundialmente, inclusive no Brasil. Dados do IBGE mostram que um terço das crianças brasileiras de até cinco anos está acima do peso. Essa proporção triplicou desde a década de 70.

Além de danos psicológicos envolvidos, a obesidade pode desencadear doenças como diabetes, doenças cardiovascular, lesões ortopédicas e musculares e problemas de pele. É de fato um problema e precisa de tratamento. Porém, isso não significa que o bebê deva ser colocado de dieta, como se fosse um adulto!

É preciso atender as necessidades da criança e fornecer uma alimentação saudável, fundamental para seu desenvolvimento. Por isso, antes de qualquer decisão, os pais devem procurar ajuda e orientação de um profissional!

Quando é diagnosticado excesso de peso ou obesidade, é necessário iniciar um programa alimentar, sempre com o acompanhamento de um especialista. Primeiro, é preciso cuidado ao diagnosticar a obesidade infantil. Depois, a preocupação deve ser como abordar o assunto com a própria criança e sua família.

Vale lembrar que a criança é um ser em formação, tanto em relação ao seu crescimento e desenvolvimento, quanto ao seu lado emocional.

Fatores de risco

Alguns fatores podem influenciar o ganho de peso e o desenvolvimento de um quadro de obesidade infantil. Eles estão relacionados com a alimentação e o estilo de vida da criança.

A interrupção precoce do aleitamento materno é um deles, aliado à introdução de alimentos inadequados, como leite com açúcar ou achocolatado e sucos artificiais. Outro fator é a convivência com os hábitos de pais gordinhos, que acabam influenciando também na alimentação dos pequenos.

Segundo especialistas, o excesso de peso entre os 8 e 18 meses também pode ajudar. Esse é um período-chave na formação dos hábitos alimentares. Crescimento muito acima do normal até os 2 anos, mesmo quando não acompanhado de obesidade, pode ser um fator de risco.

Dicas para prevenir a obesidade

- Estenda o período de aleitamento materno ao máximo. Isso reduz o risco de obesidade por vários anos consecutivos. O sabor do leite materno se modifica de acordo com a alimentação da mãe e, por isso, a criança aprende a aceitar diferentes gostos, inclusive de frutas, legumes e verduras;

- Não force a criança a comer mais do que gostaria. Comer é um ato instintivo. A criança sabe seu limite e não vai sentir fome;

- Não ofereça doces como prêmio por um bom comportamento ou como um presente para compensar sua ausência;

- Incentive o hábito de comer frutas, legumes e verduras e a prática de exercícios. A criança pode rolar, engatinhar e, depois, andar, correr e pular;

- Dê o bom exemplo. Não adianta beber um copo de refrigerante e proibir a bebida para a criança;

- Acostume a criança a comer nas horas certas – seis refeições por dia – e mantenha a rotina;

- Ensine a noção de porções. Em vez de entregar um pacote inteiro de biscoitos à criança, ofereça três unidades. Ela precisa perceber os limites.

* Com informações da FSP e Revista Crescer.
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De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Bebidas Não Alcoólicas (ABIR), em 2008, o consumo de refrigerantes apresentou crescimento superior a 4%, atingindo 14,1 milhões de litros consumidos, contra pouco mais de 13,6 milhões de litros em 2007.

Já em 2009, o consumo nacional passou para 14,3 milhões de litros, o que coloca o Brasil em 12º lugar no ranking mundial de consumo da bebida!

O refrigerante é classificado como uma bebida gaseificada não-alcoólica e não fermentada, que apresenta em sua composição: água mineral misturada com açúcar ou edulcorante, extratos ou aroma sintetizado de frutas ou outros vegetais, corantes e gás carbônico.

Mas será que essa combinação de ingredientes faz bem à saúde?

Muito se discute sobre os refrigerantes, mas nem tudo o que se fala está comprovado cientificamente. As consequências da ingestão do refrigerante no organismo varia de acordo com a genética, a predisposição e também a periodicidade e quantidade ingerida por cada pessoa.

No caso dos refrigerantes convencionais, existe uma grande quantidade de açúcar em cada porção. Como já falamos no Blog da Saúde, o açúcar, se consumido em excesso, pode ajudar no desenvolvimento do diabetes e o acúmulo de gordura, sobrepeso e obesidade e até o aparecimento de cáries dentárias.

Diabete tipo 2

Uma pesquisa da Universidade de Harvard (EUA), publicada na revista científica Diabetes Care, aponta que o consumo excessivo de refrigerantes e outras bebidas adoçadas com açúcar, aliado ao ganho de peso, pode contribuir para o desenvolvimento de diabetes tipo 2.

Os pesquisadores avaliaram dados de diversos estudos sobre o assunto realizados até maio deste ano, incluindo 310 mil participantes e 15 mil casos de diabetes, e concluíram: as pessoas que ingeriam mais bebidas açucaradas – uma ou duas porções por dia (cerca de 340g) – tinham 26% mais chances de desenvolver o diabetes do que aqueles que consumiam essas bebidas em menor quantidade – menos de uma porção por mês.

Além disso, o consumo excessivo de bebidas açucaradas foi associado a 20% maior risco de síndrome metabólica (conjunto de fatores de risco para doença cardíaca).

Estética

Os refrigerantes também são condenados por provocar o aparecimento da celulite. No entanto, não há estudos que relacionem seu consumo a esta condição. A única comprovação é a de que o acúmulo de gordura agrava o quadro: se o consumo de refrigerante convencional for exagerado, poderá ocasionar um ganho de peso que, consequentemente, contribui de forma indireta para o aparecimento da celulite.

Composição

No Brasil, os refrigerantes mais consumidos são a base de cola e guaraná, que por sua vez apresentam cafeína em sua composição. Em diferentes graus, a cafeína tem ação diurética, vasodilatadora e excitante do sistema nervoso central. Em doses muito elevadas podem desencadear pequenos tremores involuntários, aumento da pressão arterial, da frequência cardíaca e certa dependência.

E tem o sódio…

A grande quantidade de sódio presente nos refrigerantes, tanto nas versões convencionais quanto nas versões sem açúcar (light, diet e zero), ajudam na retenção hídrica e a longo prazo podem desencadear o desenvolvimento da hipertensão arterial. Outros malefícios da ingestão em excesso deste mineral são dores de cabeça, distúrbios fisiológicos, delírio e parada respiratória.

O gás também?

Os especialistas observam também que o gás acrescentado nos refrigerantes produz certa distensão gástrica, tanto como efeito imediato, como nos casos de consumo contínuo. Quando o consumo é constante, a distensão provocada pode aumentar a ingestão de alimentos, a fim de se alcançar a sensação de saciedade.

Não esqueça do leite, sucos naturais, iogurtes…

A grande preocupação dos especialistas, no entanto, é que os refrigerantes substituam na alimentação do dia a dia as bebidas saudáveis, fontes de vitaminas, minerais e fibras, como leite, sucos naturais e iogurtes.

Na busca pelo corpo perfeito, muitos optam por essa troca quando querem perder peso, já que os refrigerantes sem açúcar não contêm calorias. Porém, se esquecem que, além de calorias, eles também não fornecem os nutrientes necessários para uma alimentação saudável.

Vale ressaltar que a ingestão de sucos e refrigerantes não exclue a necessidade do cosumo de água mineral diariamente! Especialistas ressaltam ainda que, a ingestão dessas bebidas, assim como outros alimentos açucarados, deve ser limitada para reduzir a obesidade e as doenças associadas ao excesso de peso.

A melhor maneira de manter a qualidade de vida e não sofrer com os possíveis prejuízos no consumo de refrigerante é ingerí-los com moderação e não esquecer de manter uma alimentação adequada e hábitos de vida saudáveis.

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O círculo azul é o símbolo do Dia Mundial do Diabetes

Comemorado no dia 14 de novembro, o Dia Mundial do Diabetes tem o objetivo conscientizar a população, além de alertar para a criação de estratégias de combate e controle mais eficiente da doença.

Hoje, o diabetes mellitus (nome completo da doença) acomete cerca de 285 milhões de pessoas em todo mundo. Até 2025, esse número deve chegar a 380 milhões. Para se ter ideia, de acordo com o Ministério da Saúde, só no Brasil aproximadamente 11 milhões de habitantes são diabéticos e as projeções indicam crescimento de mais de 67% nos próximos 20 anos.

Mas o que é o diabetes, você sabe?

O diabetes é uma doença crônica caracterizada pela hiperglicemia, ou seja, a elevação da glicose no sangue. O problema ocorre quando o organismo não produz insulina (hormônio gerado no pâncreas que transporta a glicose para as células), suficiente ou resiste à sua ação, resultando em taxas de glicose excessivamente altas.

A doença está relacionada com hereditariedade, obesidade, sedentarismo e alimentação inadequada.

Por isso, quem sofre de diabetes deve manter rígido controle sobre suas taxas de glicose no sangue. Além disso, é importante evitar o sedentarismo e a alimentação também precisa de atenção especial. Caso isso não ocorra, o portador da doença pode sofrer com graves consequências.

Entre suas principais complicações, estão: coma ceto-acidótico ou hiperosmolar, hipoglicemia, lesões nos nervos (neuropatia periférica ou autônoma), lesão renal (nefropatia), lesões na retina (retinopatia), necrose de extremidades e infecções.

Tipos de diabetes

- Tipo 1, o mais raro, ocorre em apenas 5% a 10% dos diabéticos: As células que produzem a insulina no pâncreas são destruídas pelo organismo, comprometendo sua produção. O tipo 1 acomete, principalmente, crianças e adolescentes;

- Tipo 2, o mais comum, atinge de 90% a 95% dos casos: O organismo produz a quantidade necessária de insulina, no entanto, desenvolve certa resistência ao hormônio, impedindo o controle das taxas de glicose. A prevalência do tipo 2 é em maiores de 40 anos;

- Há ainda o diabetes gestacional, que atinge de 1% a 14% das grávidas: Trata-se da alteração das taxas de açúcar no sangue detectada pela primeira vez durante a gravidez. Pode persistir ou desaparecer após o parto. Os casos registrados são, em geral, em pacientes obesas ou que ganharam peso excessivo na gestação, mulheres que fazem tratamento para pressão alta, são sedentárias e têm alimentação inadequada.

Sintomas

Entre os sintomas mais comuns que atingem os diferentes tipos da doença, podemos citar a vontade de urinar diversas vezes, fome frequente, sede constante, fraqueza e fadiga.

Os diabéticos do tipo 1 ainda podem apresentar perda de peso, nervosismo, mudanças de humor, náusea e vômito. Já no tipo 2, há possibilidade de infecções frequentes, visão embaçada, dificuldade na cicatrização de feridas e formigamento nos pés.

O alto nível de colesterol é outro problema enfrentado pelos diabéticos, que devem evitar a ingestão de gorduras saturadas.

Como tratar

Como já dissemos, o mais importante é manter um rigoroso controle nas taxas de glicose no sangue desde o momento em que a doença é diagnosticada. Além disso, é essencial ter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos regularmente e manter o peso saudável.

Vale ressaltar a importância de evitar a ingestão de doces e não ficar mais de 3 horas em jejum. Uma dieta equilibrada é imprescindível para que não ocorram problemas como hipoglicemia (falta de glicose no sangue) ou carência de outros nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo.

Pode ser necessário ainda o uso de medicamentos e, em alguns casos, a combinação com a aplicação de insulina.

Você sabe se tem ou não diabetes?

Aproveite e informa-se. Algumas palestras, eventos e mutirões de exames gratuitos estão programados para os próximos dias:

São Paulo/SP

- O SESC Pompeia realizará, de 11 a 13 de novembro, uma ação social preventiva em parceria com a Associação de Diabetes Juvenil (ADJ) para diagnósticos precoces e redução de riscos aos portadores. O evento acontece das 10h às 16h, no Conjunto Esportivo e Área de Convivência da unidade. Na programação, orientações sobre diabetes, campanha com testes de glicemia, avaliação do estado nutricional e atividades físico-esportivas;

- O Hospital Sírio-Libanês promove até domingo, 14 de novembro, uma série de ações destinadas a difundir informações sobre a doença. A programação inclui palestras, medição de glicose, distribuição de informativos de prevenção. A ação é voltada para diferentes públicos, entre os próprios profissionais e pacientes, além das pessoas que circulam pelas proximidades da Rua Adma Jafet, no bairro Bela Vista. No domingo, 14, os profissionais do Sírio Libanês farão a medição da taxa de glicose no sangue durante o Circuito Athenas de Corrida, que acontecerá no Transamérica Expo Center, a partir das 7h.

- Mutirão do Diabético, dia 27 de novembro, às 8h, na rua Botucatu, 820 – Vila Clementino. Para participar é necessário levar documento de identidade (RG), CPF, comprovante de endereço e o “Cartão Nacional da Saúde”, que pode ser obtido em todos os Postos de Saúde da cidade. O paciente não deve ir em jejum. Além disso, é recomendado ir com acompanhante.

Rio de Janeiro/RJ

O Rio será palco de eventos, incluindo a iluminação do Cristo Redentor e dos bondinhos do Pão de Açúcar na cor azul para participar das comemorações do Dia Mundial do Diabetes e conscientizar a população.

- Aterro: No domingo, 14, acontece a IV Caminhada pelo Diabetes do Rio de Janeiro, o V Congresso de Diabéticos do Rio de Janeiro e a IV Campanha de Detecção do Diabetes. Serão oferecidos testes gratuitos de glicose, pressão arterial, acuidade visual, e avaliação de pés diabéticos.

- Maracanã: No domingo, 14, a partir das 8h, vários profissionais de saúde estarão no entorno do Maracanã para orientar a população em geral (diabéticos ou não). O ponto de encontro será na estátua do Bellini, e a partir de 8h30 haverá caminhada e corrida. As inscrições podem ser feitas com antecedência pelo telefone (21) 2579-3138.

- Na terça-feira (16), a Sociedade Brasileira de Diabetes vai promover uma oficina para pacientes e familiares no auditório 1 do Hospital dos Servidores do Estado, que fica na Rua Sacadura Cabral. Haverá palestras com médicos, nutricionistas e enfermeiras. A entrada é gratuita e não é necessário se inscrever.

Itabuna/Ba

No dia 13 de novembro acontece o 6º Mutirão do Diabético de Itabuna, no Hospital de Olhos Beira Rio e na Praça Rio Cachoeira, das 8 às 14hs. Alguns dos principais pontos e monumentos da cidade serão iluminados de azul.

O Dia Mundial do Diabetes foi criado pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1991. Celebrado todo ano, no dia 14 de novembro, a campanha conta com a participação de mais de 160 países. O tema para o período de 2009-2013 é “Diabetes: Educar para Prevenir”.


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Já é difícil de achar pretendente entre os 100% disponíveis. Se você for obeso, suas chances podem cair pela metade.

Pelo menos é o que afirmaram 54% dos homens entrevistados e 46% das mulheres. A pesquisa foi realizada pelo Hospital do Coração (Hcor) nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro com 600 pessoas entre 18 e 60 anos.

As classes sociais também diferem na opinião. Do total, 66% da classe A não assumiriam a união, contra 44% da B e 51% da C.

Não é só nas relações pessoais que as pessoas acreditam que os quilos a mais interferem: 81% dos entrevistados acreditam que a obesidade é levada em conta na ascensão profissional.

Entre os que acham que prejudica, predomina a classe C (83%), seguida das classes B (80%) e A (60%).

Fatores que interferem

O excesso de peso influencia na saúde como um todo, na mobilidade e locomoção, que devem ser levadas em conta na escolha do transporte público ou roteiro de viagens, por exemplo.

Como melhor forma de conhecer e buscar tratamento para obesidade, 40% dos entrevistados afirmaram buscar um nutricionista. Médicos somaram 31% e veículos de comunicação, 24%.

Para perder peso, a opinião mais citada foi a pratica de exercícios físicos, com 58%, contra 41% de tratamentos à base de dietas, medicação e cirurgias.

Os alimentos vilões para ganhar quilos a mais, segundo os entrevistados, são frituras (33%), massas, pães e bolos (27%) e açúcar (23%).

O levantamento foi desenvolvido em parceria com o Instituto de Metabolismo e Nutrição (IMeN) sobre o perfil do obeso no Brasil. Foram analisados quesitos como classe social, estado civil, nível de instrução, sexo e faixa etária dos participantes.

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Você sabe qual é a quantidade de açúcar presente nos alimentos?

No dia-a-dia ingerimos comidas e bebidas sem saber ao certo a quantidade de açúcar que cada um deles contém.

O açúcar não está presente apenas no docinho da sobremesa, mas em muitos dos alimentos que comemos diariamente!

É importante ficar atento aos alimentos que escondem o ingrediente em sua fórmula!

Para se ter ideia, uma unidade pequena de pão de queijo tem 11 colheres de chá de açúcar, uma porção de lasanha, 19, um pãozinho francês, 8, e um copo de suco de laranja, 7!

O problema do açúcar, em especial o refinado, é que ele é 100% caloria, sem valor nutricional. Quando consumido regularmente e em grande quantidade pode levar à obesidade, hipertensão, problemas cardiovasculares, ao diabetes e até alguns tipos de câncer.

O nosso organismo precisa de açúcar como fonte de energia. No entanto, prefira as fontes naturais, como leite, frutas, cereais.

O importante é evitar exageros! A Organização Mundial da Saúde sugere, no máximo, 10% das calorias diárias de açúcar, ou seja, em uma dieta padrão de 2 mil calorias, o consumo deve ser de até 200 calorias, o que equivale a 50 gramas de açúcar.

Para evitar excessos, o aconselhável é cautela no uso do açucareiro e moderação com os alimentos que já carregam o ingrediente. Veja tabela comparativa abaixo com a quantidade de açúcar em doces, refrigerantes, pães, massas e sucos.

Diferentes tipos de açúcar:
Mascavo
De cor caramelo ou marrom, ele é obtido das primeiras extrações da cana e por isso costuma oferecer pitadas de minerais como o fósforo e o cálcio.
Demerara
Ele é extraído do melado e tem coloração marrom. É usado como açúcar de mesa, mas empedra com facilidade. Também conta com minerais na composição.
Cristal
Graças à sua granulação, é usado para a preparação de doces e até para adoçar cafés. No quesito minerais, perde feio para as versões escuras.
Refinado
O mais comum e mais branquinho dos açúcares. Ele passa por processos físicos e químicos que alteram sua textura e coloração.
Confeiteiro
Por ser finíssimo, é perfeito para bolos e outros doces. Como pode conter amido em sua composição, não serve para cafés e sucos.
Xarope de glicose
Costuma ser obtido do amido de milho e é muito utilizado para conferir mais cor aos alimentos.
Açúcar invertido
Trata-se da modificação da estrutura molecular da sacarose. O resultado é um açúcar mais solúvel, que faz sucesso na indústria no preparo de balas e doces.

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Com o assunto obesidade sempre em pauta, cientistas por todo mundo tentam responder a pergunta: o que nos faz sentir satisfeitos?

Como podemos nos sentir saciados com alimentos saudáveis? Em outras palavras, comer menos e sentir menos fome tornou-se a grande questão entre os especialistas.

Britânicos gastaram £ 45 milhões ano passado em produtos concebidos para encher o estômago e reduzir o apetite. A questão é que alimentos usados diariamente podem preencher o espaço muito bem, como mostrado em pesquisa da Universidade de San Diego, na Escola de Exercício e Ciências da Nutrição.

O estudo comparou a sensação de saciedade gerada comendo ameixas e biscoitos – e as ameixas, surpreendentemente, foram vitoriosas.

Duas horas após comerem, aqueles que consumiram as ameixas sentiam menos fome e tinham menos grelina no sangue – hormônio produzido pelo estômago quando está vazio, que causa a sensação de fome.

Quando os alimentos passam do estômago para os intestinos há a liberação do hormônio PYY, que também age no cérebro, ativando o centro da saciedade, diminuindo a fome.

O segredo da alimentação no controle da obesidade está em utilizar esses conhecimentos. Curiosamente, tomar inibidor de apetite pode não funcionar tão bem como acertar na escolha dos alimentos.

DESDE PEQUENOS

A ironia está no fato de que não deveríamos nos preocupar com saciedade, porque quando bebês, éramos super sensíveis aos sinais biológicos de saciedade.

A sensibilidade começa a diminuir a partir dos três anos, idade em que começa a pressão dos pais para os filhos comerem tudo e a comida é, muitas vezes, oferecida como recompensa entre as refeições.

Essa “programação” feita pelos pais justifica que bebês ainda na fase da mamadeira, ordenados pela mãe a não deixar nenhuma gota, podem ultrapassar os sinais de saciedade e ganhar peso rapidamente, segundo a Fundação Americana Child Growth.

Quanto mais gordo alguém se torna, menor será o nível do hormônio PYY (aquele que ativa o centro da saciedade e diminui a fome) – o que dificulta ainda mais perceber os sinais biológicos de satisfação.

Isso significa que mais açúcar e mais comida gordurosa será necessária para produzir a mesma sensação de prazer ao comer. Quanto pior for a escolha dos alimentos, maior será a produção de grelina, o hormônio da fome.

Alimentos de baixa caloria podem garantir a saciedade. Por isso, veja truques para seu corpo pensar que você está satisfeito.

PRIMEIRO, COMA UMA MAÇÃ

Frutas e vegetais contêm muita água e fibra, que produzem o sinal de saciedade no intestino e, consequentemente, no cérebro.

O ideal é ingerir uma maçã antes da refeição. Você irá ficar satisfeito antes e não compensará mais tarde comendo outra coisa.

No entanto, não pode achar que sempre terá a opção de ter uma maçã por perto – e nenhum restaurante irá oferecê-la – mas a segunda melhor opção é uma salada, por razões semelhantes.

AUMENTO DE PROTEÍNA

Dos grupos de alimentos, proteína é o que mais causa sensação de saciedade (comparado a carboidratos e gorduras), já que aciona a produção do hormônio PYY no cérebro.

ESCOLHA ALIMENTOS GLUTINOSOS

A textura dos alimentos e, em particular, o quão glutinoso ou viscoso é, pode fazer toda a diferença. Sopas são consideradas de alta saciedade.

Apresente os alimentos em um prato de comida e a pessoa deve estar com fome três horas depois. Coloque os mesmos ingredientes em uma sopa e o período aumenta, apesar da diminuição no volume de comida.

Pesquisadores da Universidade de Sidney, ao trabalhar no ‘índice de saciedade’ descobriram que por causa da viscosidade, o mingau preenche duas vezes mais do que o cereal.

Para comparação, petiscos antes do jantar, como frituras são uma má escolha. Por exemplo, se forem batatas fritas, além de muito calóricas, você precisaria consumir quatro vezes mais do que faria se a batata fosse assada ou amassada para se sentir igualmente cheio.

BEBIDAS NÃO SATISFAZEM

Sinais de saciedade com líquidos são bem mais fracos, então mesmo que a bebida seja muito calórica, a sensação de insaciedade permanece.

Isto porque não é necessário mastigá-los e também requerem menos tempo e energia para serem digeridos – independente das calorias que contêm, não irão mandar o mesmo sinal de satisfação ao cérebro que alimentos fazem.

COMA SOZINHO

As pessoas comem até 70% mais quando estão distraídas – se o fazem assistindo TV, por exemplo. Também comem mais quando estão entre a família e amigos.

Mastigue bem para dar tempo dos hormônios da saciedade serem produzidos. Aproxime-se dos bons hábitos!

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a dose máxima que um médico pode prescrever do remédio sibutramina: 15 miligramas diárias. O medicamento é utilizado como inibidor de apetite.

Desde março, a agência resolveu incluir o medicamento no rol das substâncias psicotrópicas anorexígenas.

Com a alteração, a tarja da sibutramina mudou de vermelha para preta e o remédio passou a ser vendido apenas com a apresentação do receituário azul, com numeração determinada e controlada pela vigilância sanitária. A receita branca não oferece o mesmo controle.

Além disso, o tempo máximo de tratamento, que antes era de 30 dias, foi ampliado para 60.

Entenda as restrições na venda de remédios para emagrecer.

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