Disque-Saúde muda de número para facilitar a memorização
abril 13, 2011 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O atual número 0800 61 1997 será substituído por apenas três dígitos: 136. Assim, a população terá fácil acesso à Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS) e aos serviços de orientação.
O número, gratuito para a população, deverá entrar em vigor entre 30 e 90 dias, conforme determinação da norma 410 da Anatel.
Outros órgãos já utilizam atendimento direto com três dígitos. Aos poucos, esses números começam a ser facilmente lembrados pela população como, por exemplo, o 192, usado para acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Em 2010, o serviço da Ouvidoria recebeu 4,6 milhões de ligações. Atualmente o Sistema Nacional de Ouvidorias está presente em 26 estados – Rio Grande do Sul está em fase de estruturação.
Como usar a Ouvidoria do SUS
Por telefone
Pelo número 136, o cidadão terá em até 90 dias acesso gratuito à Ouvidoria do SUS, 24 horas por dia. São oferecidas diversas opções, tais como: fazer solicitações, sugestões, reclamações ou elogios; solicitar informações sobre saúde, doenças, medicamentos ou sobre campanhas do Ministério da Saúde. É possível, também, optar por falar diretamente com um atendente.
Pela internet
Por meio da página (clique aqui para abrir) , é possível registrar e acompanhar o andamento da crítica ou sugestão feita por escrito.
Por carta
Deve-se enviar a carta com nome e endereço completos para o seguinte destinatário:
Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde
Departamento de Ouvidoria-Geral do SUS
Setor da Administração Federal (SAF) Sul
Quadra 2, Lotes 05/06, Ed. Premium, Torre I
3º andar, sala 305
CEP: 70.070-600. Brasília-DF
Atendimento presencial
É necessário ir ao Departamento de Ouvidoria Geral do SUS, que fica no endereço citado acima. Este canal possibilita ao cidadão detalhar suas opiniões, sugestões e reivindicações.
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abril 4, 2011 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Será produzido no país o medicamento Micofenolato de Mofetila, indicado contra a rejeição de órgãos transplantados, principalmente rins.
A iniciativa de deu através de um acordo entre a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde) com a multinacional Roche.
A parceria futuramente trará outros benefícios, já que prevê o intercâmbio científico para o desenvolvimento de novos tratamentos e a produção de medicamentos contra câncer, doenças neurológicas e virais.
Ainda em 2011, a Fundação fornecerá 9 milhões de comprimidos do Micofenolato de Mofetila ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Assim que o país passar a adquirir todo o processo de produção do medicamento, a estimativa é que o gasto anual do governo diminua nos próximos anos. A partir de 2012, a produção da Fiocruz atingirá 20 milhões de unidades por ano.
Transplantes
O número de transplantes realizados no país tem crescido nos últimos anos. Para se ter uma ideia, enquanto em 2003 foram realizados 12.722 procedimentos, em 2009 o Brasil contabilizou 20.253 cirurgias desse tipo – um aumento de 59,2%.
*Informações da Agência Saúde – Ascom/Fiocruz
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março 28, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
Lançada hoje pela presidente Dilma Roussef e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a Rede Cegonha é composta por um conjunto de medidas para trazer uma garantia às brasileiras: segurança desde o momento que sabe que espera um filho.
O plano é garantir pelo SUS (Sistema Único de Saúde) atendimento seguro e humanizado desde a confirmação da gravidez até os dois primeiros anos de vida do bebê. Isso significa que a medida abrange a assistência obstétrica (às mulheres) – com foco na gravidez, no parto e pós-parto como também a assistência infantil (às crianças).
Para tornar o projeto realidade, a Rede Cegonha contará com R$ 9,397 bilhões do orçamento do Ministério da Saúde para investimentos até 2014. Estes recursos serão aplicados na construção de uma rede de cuidados primários à mulher e à criança.
Estimativas divulgadas pelo Ministério da Saúde apontam que o Brasil tem cerca de três milhões de gestantes, sendo que mais de dois milhões são assistidas exclusivamente pelo SUS.
Metas da Rede Cegonha
O objetivo é que ações sejam aplicadas em todo o Brasil. Porém, a prioridade do cronograma está sobre as regiões da Amazônia Legal e Nordeste – que têm os mais altos índices de mortalidade materna e infantil – e as regiões metropolitanas, envolvendo a maior concentração de gestantes.
Porém, conforme explicou o ministro Alexandre Padilha, qualquer município pode aderir à Rede.
Gestantes e atenção hospitalar
A Rede Cegonha terá atuação integrada com as demais iniciativas para a saúde da mulher no SUS, com foco nas cerca de 61 milhões de brasileiras em idade fértil. Nos postos de saúde, será introduzido o teste rápido de gravidez.
Confirmado o resultado positivo, será garantido um mínimo de seis consultas durante o pré-natal, além de uma série de exames clínicos e laboratoriais. A introdução do teste rápido, inclusive para detectar HIV e sífilis, também será novidade para reforçar o diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento.
Desde a descoberta da gravidez até o parto, as gestantes terão acompanhamento e saberão, com antecedência, onde darão a luz. As grávidas receberão auxílio para se deslocarem até os postos de saúde para realizar o pré-natal e à maternidade na hora do parto, com vale-transporte e vale-táxi.
Nas unidades hospitalares haverá a criação de novas estruturas a fim de proporcionar a garantia de sempre haver vaga para gestantes e recém-nascidos nas unidades de saúde.
A Rede Cegonha também prevê a qualificação dos profissionais de saúde que darão a assistência adequada às gestantes e aos bebês.
Entre as novas estruturas estarão as Casas da Gestante e do Bebê, que dará acolhimento e assistência às gestantes de risco, e os Centros de Parto Normal, que funcionarão em conjunto com a maternidade para humanizar o nascimento.
Bebês
Nos primeiros dois anos de vida da criança, a Rede Cegonha compreenderá a atenção integral à saúde da criança, desde a promoção do aleitamento materno até a oferta de atendimento médico especializado para eventuais necessidades.
Outra ação prevista na Rede Cegonha direcionada às crianças será equipar as unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu Cegonha) para o transporte seguro do recém-nascido.
Educação e Planejamento Reprodutivo e Aleitamento Materno
Dentre as ações estão as campanhas públicas nas escolas (de nível médio e superior) e também com ações de mobilização da sociedade sobre a importância da educação sexual e reprodutiva, bem como do aleitamento materno. A alta taxa de gravidez entre adolescentes também contribui para risco para mãe e o bebê.
Arte na Rede
O artista plástico Romero Brito, além de criar a logomarca para o programa, produziu obras que serão instaladas nas unidades de saúde inseridas na Rede.
São ao todo 10 quadros que, juntos, contam uma história que vai da concepção ao crescimento do bebê: o amor; o encontro do pai e da mãe; a responsabilidade do ato sexual; a felicidade da gravidez; a parteira; o cuidado na hora do parto; a família junta apoiando o crescimento da criança; o bebê como centro do universo e a criança no meio da bandeira do Brasil representando o cidadão do futuro.
A cerimônia oficial de lançamento aconteceu hoje (28), em Belo Horizonte (MG).
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março 18, 2011 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou a falta do remédio atazanavir, antirretroviral utilizado no tratamento contra o HIV/Aids. O medicamento deve chegar na próxima semana.
A afirmação é do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, responsável pelo combate a doenças sexualmente transmissíveis (DST). O primeiro lote do atazanavir 300 mg, com 4,95 milhões de comprimidos, chegou a Brasília na tarde de ontem e será enviado aos estados entre os dias 22 e 25 de março.
O ministro garantiu que os pacientes não foram prejudicados pelo problema.
Parte do comunicado sobre o atazanavir, didanosina e saquinavir
Sobre o abastecimento de medicamentos antirretrovirais no Brasil, o Ministério da Saúde reafirma o compromisso de garantir tratamento aos que dele necessitam e informa que:
- Não houve risco ao tratamento de nenhum paciente que utiliza antirretrovirais. O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais antecipou-se à dificuldade de abastecimento do atazanavir 300mg. Uma das medidas recomendadas foi a substituição temporária do atazanavir por outros medicamentos, garantindo terapia igualmente eficaz a todos os pacientes.
- Em relação à didanosina 400mg e ao saquinavir 200mg, não houve desabastecimento. O que ocorreu foi uma recomendação de remanejamento local dos estoques e da programação de distribuição para que não houvesse descontinuidade no tratamento.
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fevereiro 9, 2011 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
São profissionais do Ministério da Saúde, de hospitais universitários, das Forças Armadas, de estados e municípios. Em suma, são especialistas em atendimento às vítimas de desastres naturais, que formam a equipe.
Foi o que anunciou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com a intenção de formar uma grande equipe nacional de resgate para agir em casos como o ocorrido na região serrana do Rio de Janeiro.
O anúncio foi feito durante solenidade de entrega de 42 ambulâncias. Desse total, 20 foram encaminhadas pelo Ministério da Saúde para integrar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (SAMU/192), no Estado.
Os veículos foram recebidos pelas secretarias municipais de saúde de 34 cidades do estado do Rio de Janeiro, incluindo Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis, as mais atingidas pelas chuvas do começo do ano.
No primeiro momento, as novas ambulâncias vão prestar atendimento em conjunto com as onze ambulâncias de hospitais federais do Rio e outras duas do SAMU Metropolitano II, da região de Niterói, que já atuam em caráter de emergência nas cidades afetadas.
*Com informações do Ministério da Saúde
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janeiro 24, 2011 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Desde o começo do ano, os pacientes com sintomas de dengue recebem um cartão de identificação quando procuram postos médicos públicos e privados.
Assim, o governo federal pretende monitorar o estado de saúde e tratamento dos pacientes, ao mesmo tempo em que evita diagnóstico errado se a pessoa procurar mais de uma unidade médica.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que já foram distribuídos 400 mil cartões em todo o Brasil. Os próximos cartões devem ser distribuídos principalmente em regiões em que foram identificados maior risco de epidemia.
Vale lembrar que foi divulgado dezesseis Estados sob risco muito alto de enfrentar uma epidemia de dengue. A maior parte deles está nas regiões Norte e Nordeste, mas inclui Rio de Janeiro, Espírito Santo e Mato Grosso.
Outras medidas
O governo federal começou a distribuir aos hospitais e unidades de saúde, um novo documento com atualizações sobre medidas de precaução, identificação e tratamento da doença.
Perguntado, o ministro garantiu que não há sinais de desabastecimento de medicamentos para tratamento da dengue e disse que o ministério está atento a focos da doença nas cidades da Zona Serrana do Rio Janeiro, castigadas pelas chuvas.
Padilha ressaltou que, mesmo com as fortes chuvas, os municípios não apresentam até o momento risco de epidemia da doença.
*Com informações da Agência Estado
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janeiro 12, 2011 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Foi divulgado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o novo mapa de risco para a dengue no Brasil.
O Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) indica que Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Tocantins, Mato Grosso, Espírito Santo e Rio de Janeiro são os estados com alto risco de enfrentar epidemia neste começo de ano.
Roraima, Amapá, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul estão com risco alto para a dengue e também precisam reforçar as ações de prevenção e combate à doença.
Histórico
O Ministério da Saúde ainda não consolidou os números da dengue no País em 2010, porém estudos realizados mostraram um público mais jovem entre os hospitalizados pela dengue e que os óbitos resultam principalmente da falta de atenção aos primeiros sintomas.
“Mais de 90% dos óbitos foram de pessoas que não procuraram a rede de atenção primária da saúde. Os sintomas foram se agravando para só depois elas procurarem um centro de emergência”, disse o ministro Alexandre Padilha.
Por conta disso, ele aconselha a população a procurar a unidade de saúde mais próxima de seu trabalho ou residência logo no surgimento dos sintomas: febre alta com dor de cabeça, dor atrás dos olhos, no corpo e nas juntas.
O Ministério tem se reunido para formular ações capazes de prevenir e controlar a doença. Mas você pode ajudar muito:
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dezembro 21, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
Com as informações dos nutrientes em mãos, você optaria por escolhas mais saudáveis?
Mais de 60 redes de lanchonetes e restaurantes de todo Brasil vão disponibilizar informações nutricionais sobre seus produtos alimentícios.
As empresas que assinaram o termo de ajustamento de conduta têm o prazo de 180 dias para cumprirem o acordo.
O que devem apresentar
As informações obrigatórias serão: valor energético, carboidratos, proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans, fibra alimentar e sódio.
Esses dados deverão estar em forma de tabela vertical ou horizontal, de acordo com a RDC 360/03 da Agência.
As informações serão dispostas em tabelas e impressas em embalagens (se houver), cartazes, cardápios ou folhetos. Se a empresa tiver site, também deve divulgar ali os dados nutricionais.
Saiba mais
A medida está alinhada com as recomendações da Estratégia Global para a Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde, da Organização Mundial de Saúde (OMS), e com as diretrizes da Política Nacional de Alimentação e Nutrição, do Ministério da Saúde.
A rotulagem nutricional é citada no documento da Estratégia Global como um meio e direito dos consumidores de receber informações sobre a composição dos alimentos, a fim de orientar escolhas mais adequadas.
A ação é resultado de termo de ajustamento de conduta firmado, no começo de dezembro, entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Ministério Público Federal de Minas Gerais e a Associação Nacional de Restaurantes (ANR).
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dezembro 15, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias, Saúde Física
Uma pesquisa epidemiológica realizada pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) revela que 6,5% dos brasileiros tiveram hepatite A em 2008.
O panorama aponta, no entanto, que a incidência da doença não é uniforme no País: na região Norte, a porcentagem é quase sete vezes maior do que no Sul. Lá, 15,2% dos exames laboratoriais tiveram resultado positivo, contra 2,4% na região Sul.
Informações inéditas: a idade dos pacientes
O trabalho, apresentado pelo professor da Unifesp, Celso Granato, durante o Congresso Americano de Infectologia, traz informações inéditas para o setor. O estudo aponta a idade de infecção dos pacientes.
Segundo o infectologista, com 175 mil resultados de laboratórios particulares que realizam o teste, foi possível documentar as diferenças em relação à idade em que a hepatite A incide nas várias regiões. No Brasil como um todo, revela o estudo, a infecção ocorre mais entre os 6 e os 15 anos.
No Norte e no Nordeste, além de a porcentagem de infectados ser maior, a idade média de contaminação é menor: por volta dos três anos. Já no Sul e Sudeste está entre 15 e 20 anos.
De acordo com o Granato, os médicos vinham notando que os pacientes estavam se infectando mais tarde nos últimos 20 anos, o que indica melhorias no saneamento básico, porém, não havia dados abrangentes que confirmassem essa percepção.
Os estudos feitos até agora mostravam apenas a fatia da população que tem anticorpos contra o vírus em intervalos de dez anos, mas não revelam a idade em que a pessoa foi infectada.
Para profissionais do setor, o resultado da pesquisa ajudará a planejar estratégias de prevenção e assim priorizar regiões e faixas etárias mais críticas em campanhas de vacinação.
A vacinação da hepatite A não faz parte do calendário básico do SUS. Na semana passada, o presidente Lula vetou um projeto do Senado que previa a inclusão vacina. Assim, ela continua disponível apenas para casos específicos.
Quer saber mais sobre a hepatite A?
A hepatite A é uma doença transmitida por água e alimentos contaminados. Seus principais sintomas são: febre, perda de apetite, náuseas, vômitos, mal-estar e dor de cabeça. Em 1% dos casos, ocorre insuficiência hepática aguda grave.
* Com informações da FSP.
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dezembro 9, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias, Saúde Física
Nos últimos meses, o Brasil registrou os primeiros casos do vírus chikungunya, transmitido pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti.
Ao todo, foram identificados três casos: dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro, entre agosto e outubro. Todos, de acordo com o Ministério da Saúde, contraíram o vírus no exterior – dois na Índia e um na Indonésia. Os pacientes já estão recuperados.
Sobre a doença
Em referência à aparência curvada dos pacientes, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram” em suaíli, um dos idiomas falados na Tanzânia, onde foi documentada a primeira epidemia da doença, entre 1952 e 1953. Hoje, ele está presente principalmente na África e no Sudeste asiático.
Além do Aedes aegypti, o vírus também pode ser transmitido por outro mosquito bem menos comum no Brasil, o Aedes albopictus. Um paciente pode transmitir o vírus a um mosquito que picá-lo até cinco dias depois do período de incubação (que dura de três a sete dias). Não há transmissão de uma pessoa para outra.
Sintomas
Os principais sintomas da doença são febre alta e fortes dores nas articulações das mãos e dos pés (em alguns casos, também nos dedos, tornozelos e pulsos). Podem ocorrer ainda dores de cabeça e nos músculos, além de manchas vermelhas na pele.
Em 30% dos casos o paciente não apresenta nenhum sintoma!
O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sinais tendem a ser mais intensos em crianças e idosos. Pessoas com doenças crônicas têm mais chance de desenvolver formas graves da doença.
Quem tem chikungunya uma vez, fica imune a uma nova infecção pelo vírus.
Tratamento
O tratamento é à base de paracetamol, anti-inflamatórios e corticoides. De acordo com o Ministério da Saúde, a letalidade da doença é muito pequena, próxima a zero. Em uma epidemia na Índia, por exemplo, que atingiu 1,3 milhão de pessoas em 2006, não foram registrados casos de morte.
As pessoas costumam se recuperar em até dez dias após o início dos sintomas. No entanto, dores e inchaços nas articulações podem perdurar por alguns meses. Nesses casos, é necessário acompanhamento médico.
Diagnóstico
Por enquanto, só o instituto Evandro Chagas, no Pará, tem reagentes para fazer o diagnóstico no Brasil. Para incluir mais laboratórios, o governo pediu aos Estados Unidos um exemplar do vírus para produzir o reagente. A partir do envio do material, um kit para o diagnóstico fica pronto em até um mês.
Atenção! Pessoas com dores nas articulações, que voltaram recentemente do Sudeste asiático e da África, devem procurar um médico! É fundamental não tomar medicamentos por conta própria. A automedicação pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico e agravar o quadro do paciente.
Importado
O coordenador do Programa de Combate à Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, afirmou que o vírus ainda não circula no Brasil, já que todos os casos registrados são importados. No entanto, ele não descarta a possibilidade de isso acontecer, uma vez que há circulação de Aedes aegypti em todas as regiões do país.
O principal temor é que alguém que trouxe o vírus seja picado pelo mosquito, iniciando uma transmissão em larga escala.
Monitoramento
Para orientar os profissionais de saúde sobre o vírus inédito, o ministério deve começar a distribuir nas próximas semanas a unidades do SUS (Sistema Único de Saúde) um guia com orientações sobre a doença elaborado pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde).
Além disso, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde anunciou ontem (8) que o Programa Nacional de Controle da Dengue passará a monitorar também os registros do chikungunya.
Prevenção
Como chikungunya é transmitida por mosquitos, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros. Elas são iguais as recomendadas para o controle da dengue: não deixar água parada em recipientes como garrafas, vasos de plantas e pneus, além de manter tambores e caixas d’ água bem tampados.
Medidas de eliminação de focos do mosquito foram intensificadas nas áreas próximas à residência e ao local de atendimento dos casos registrados.
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dezembro 8, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
De acordo com o último Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), divulgadas esta semana pelo Ministério da Saúde, vinte e quatro municípios em sete diferentes estados brasileiros têm risco de surto de dengue. Nessas cidades, há registros de larvas de mosquitos em mais de 4% de residências pesquisadas.
Pernambuco tem o maior número de cidades em risco: são dez em todo o estado. No município de Afogados de Ingazeira, por exemplo, o índice de infestação é de 11,7% das casas.
O Rio Grande do Norte aparece em seguida, com quatro municípios em situação crítica. Bahia e Minas Gerais têm três cidades na lista. No Acre são duas e no Amazonas e em Rondônia, uma. Duas capitais também estão entre os municípios com situação crítica: Porto Velho e Rio Branco.
Além dos municípios com risco de surto de dengue, 154 cidades estão em situação de alerta, inclusive 14 capitais. Nestas cidades, o índice de presença de mosquitos atinge entre 1% e 3,9% das casas.
O ministério recebeu dados de 370 municípios.
MUNÍCPIOS QUE LIDERAM O RANKING
|
MUNICÍPIO
|
ESTADO
|
Índice LIRAa 2009
|
Índice LIRAa 2010
|
|
Afogados da Ingazeira
|
PE
|
-
|
11,7
|
|
Ceará-Mirim
|
RN
|
-
|
11,4
|
|
Bezerros
|
PE
|
-
|
10,2
|
|
Itabuna
|
BA
|
10,7
|
9,1
|
|
São Miguel
|
RN
|
-
|
8,5
|
|
Serra Talhada
|
PE
|
-
|
8,2
|
|
Ouricuri
|
PE
|
-
|
7,2
|
|
Rio Branco
|
AC
|
3,9
|
6,5
|
|
Ilhéus
|
BA
|
4,7
|
6,3
|
|
Floresta
|
PE
|
-
|
5,7
|
|
Santa Cruz de Minas
|
MG
|
-
|
5,5
|
|
Governador Valadares
|
MG
|
5,1
|
5,4
|
|
Santa Cruz do Capibaribe
|
PE
|
-
|
5,4
|
|
Simões Filho
|
BA
|
3,2
|
5,3
|
|
Timbaúba
|
PE
|
-
|
4,9
|
|
Humaitá
|
AM
|
-
|
4,8
|
|
Mossoró
|
RN
|
4,2
|
4,6
|
|
Araripina
|
PE
|
-
|
4,6
|
|
Porto Velho
|
RO
|
2,6
|
4,4
|
|
Pesqueira
|
PE
|
-
|
4,4
|
|
Caicó
|
RN
|
-
|
4,2
|
|
Camaragibe
|
PE
|
2,7
|
4,1
|
|
Caetanópolis
|
MG
|
-
|
4,0
|
|
Epitaciolândia
|
AC
|
3,4
|
4,0
|
.
14 CAPITAIS EM SITUAÇÃO DE ALERTA
|
CAPITAL
|
Índice LIRAa 2009
|
Índice LIRAa 2010
|
|
Salvador
|
2,6
|
3,5
|
|
Cuiabá
|
-
|
3,4
|
|
Palmas
|
4,3
|
2,7
|
|
Rio de Janeiro
|
2,9
|
2,4
|
|
Maceió
|
1,8
|
2,4
|
|
Belém
|
1,8
|
1,9
|
|
Recife
|
1,6
|
1,9
|
|
Goiânia
|
2,5
|
1,6
|
|
Aracaju
|
1,5
|
1,6
|
|
Manaus
|
1,4
|
1,5
|
|
Boa Vista
|
1,0
|
1,4
|
|
Fortaleza
|
1,0
|
1,2
|
|
Vitória
|
1,5
|
1,2
|
|
Natal
|
1,0
|
1,0
|
*Com informações da Agência Brasil.
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dezembro 7, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
A rede de saúde pública oferece a cirurgia de mudança de sexo desde agosto de 2008. Nos últimos dois anos, os hospitais públicos do país realizaram 60 cirurgias dessa natureza, segundo o Ministério da Saúde.
Ainda assim, não conseguem atender o crescimento da demanda. O jornal O Globo informou que somente no Rio de Janeiro há ao menos “130 pessoas na lista de espera”.
O procedimento
A mudança é irreversível, por isso, a preparação para a cirurgia dura, no mínimo, dois anos e é feita por uma equipe que inclui endocrinologistas, psiquiatras e assistentes sociais, além de cirurgiões.
A troca de sexo nem sempre é concluída na primeira cirurgia. Uma ou mais operações são feitas até que o novo órgão genital esteja perfeito estética e funcionalmente.
Apesar de serem realizadas na rede pública, as cirurgias não são totalmente gratuitas e o valor médio do procedimento, sem o tratamento, é de R$ 1,3 mil. Já na rede privada chega a R$ 30 mil.
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novembro 30, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O governo federal proibiu o uso da vacina fabricada pelo laboratório Biovet na campanha contra raiva animal. De acordo com uma nota técnica dos ministérios da Saúde e da Agricultura, testes revelaram resultados insatisfatórios sobre os efeitos a serem provocados pela vacina.
A vacinação nacional contra raiva está suspensa desde outubro, após o registro de mortes e reações adversas em animais vacinados, como hemorragia e dificuldade de locomoção.
Os ministérios determinaram que as secretarias de Saúde incinerem parte das vacinas. Outras unidades serão recolhidas pelo próprio laboratório.
A campanha de vacinação deverá ser retomada somente em 2011, sem data definida. O Ministério da Saúde receberá três milhões de doses da empresa apenas para ações esporádicas.
Última campanha
Segundo dados dos ministérios, 637 cães e gatos apresentaram efeitos adversos depois de terem sido vacinados, 41,6% considerados graves.
O Ministério da Agricultura reiterou que as vacinas foram testadas pelos laboratórios oficiais antes de serem usadas na campanha, quando não foram detectadas falhas.
A vacina do Biovet passou a ser usada na edição deste ano da campanha.
Quer mais informações sobre a raiva? Clique aqui.
*Com informações da Agência Brasil.
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novembro 29, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou um plano para redução da incidência e da mortalidade por câncer do colo do útero. O objetivo é colocar em prática iniciativas que serão capazes de melhorar o diagnóstico e o tratamento da lesão precursora (o que pode ser detectado antes de tornar-se câncer), evitando assim o seu surgimento.
O câncer do colo do útero é o segundo tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do de mama, e a quarta causa de morte de mulheres por tumor no Brasil. Por ano, é responsável por 4.800 óbitos e apresenta 18.430 novos casos.
Avanços
São notáveis os avanços para realizar o diagnóstico precoce: na década de 1990, 70% dos casos diagnosticados eram de doença invasiva, ou seja, o estágio mais agressivo do câncer.
Uma nova pesquisa divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) revela que, atualmente, 44% das ocorrências são de lesão precursora do tumor, uma lesão localizada chamada “in situ”.
O câncer chamado “in situ” ou “lesão precursora”, é tão superficial que não chega a invadir a membrana do colo do útero. Por isso, se for tratado adequadamente, é eliminado.
As pacientes diagnosticadas precocemente têm praticamente 100% de chance de cura.
Diferenças regionais
O que motivou o Ministério da Saúde e o Inca a elaborar um plano de ação para prevenir e controlar o câncer do colo do útero, com foco nos Estados da Amazônia, é a disparidade regional em relação aos casos da doença.
No Norte, o tumor do colo do útero é o mais frequente e também a primeira causa de morte por câncer da população feminina local.
De acordo com informações dos Registros de Câncer de Base Populacional, em Manaus e Palmas, no extremo norte do País, a taxa de novos casos da doença para cada cem mil mulheres é de 50,59 e 49,38, respectivamente.
Já em Porto Alegre, extremo sul, é de 20,05 para cada cem mil mulheres, e em São Paulo, no Sudeste, de 16,47.
Como é possível detectar o problema ainda em estágio inicial?
O câncer do colo do útero é passível de prevenção, pois apresenta lesões precursoras que podem ser detectadas pelo exame ginecológico ou Papanicolaou.
O Ministério da Saúde destaca que a meta a ser atingida é que 80% das mulheres brasileiras entre 25 e 29 anos façam um preventivo ou Papanicolaou a cada três anos.
A maior incidência do câncer do colo do útero, no entanto, se dá em mulheres entre 45 e 49 anos.
Os dados sobre o câncer do colo do útero no Brasil fazem parte do quarto volume da publicação “Câncer no Brasil – Dados dos Registros de Câncer de Base Populacional”. O livro revela a incidência dos tumores mais comuns no País, entre 2000 e 2005, coletados em 17 cidades, sendo 16 capitais.
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novembro 26, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias, Saúde Física
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou que 75% de toda a produção nacional de alimentos estão envolvidos no acordo pela redução de gordura trans. Com isso, segundo o ministro, cerca de 230 mil toneladas de gordura trans deixaram de ir para as prateleiras brasileiras em 2009.
O montante faz parte de um estudo divulgado pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), durante a assinatura de um acordo de cooperação que prorroga por mais três anos o Fórum da Alimentação Saudável, iniciativa estabelecida em 2007 entre Ministério da Saúde e a associação.
“Isso demonstra o acerto da estratégia do governo e da indústria ao estabelecer uma agenda, uma pauta onde a questão da saúde pública foi colocada à mesa. Os resultados estão aí. Grande parte das matérias-primas usadas na preparação dos alimentos já estão com o teor de gordura dentro dos padrões internacionais”, disse Temporão.
Foco nos pequenos e médios produtores
Além de priorizar e promover ações que estimulem os outros 25% que não reduziram a taxa de gordura trans em seus produtos, a ideia é investir também os pequenos e médios produtores.
“Vamos ter que fazer um grande esforço junto com a Abia, CNI (Confederação Nacional da Indústria), Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e com o próprio Ministério da Saúde. Primeiro, trabalhar para que a oferta de matéria-prima para esse pequeno produtor já venha em condições adequadas – sem gordura ou com teor de gordura muito baixo. Em segundo lugar, temos que levar orientação técnica para o dono da padaria, do bar, do pequeno comércio”, acrescentou o ministro da Saúde.
Estudo da Abia
O estudo da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação revela ainda que, desde 2008, 94,6% das empresas associadas à entidade atingiram a meta que estabelece um limite de 5% de presença de gordura trans no total de gorduras em alimentos processados. No caso de óleos e margarinas, o limite é de 2%.
As metas foram estabelecidas com base em recomendações da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde).
Foram avaliadas 12 categorias de alimentos que incluem snacks, massas instantâneas, sorvetes, caldos, chocolates, sopas, panetones, óleos, pratos prontos, biscoitos e bolos, além de margarinas e cremes vegetais.
Futuro
As medidas previstas no Fórum da Alimentação Saudável também incluem a redução gradual do teor de sódio em alimentos processados. A expectativa é que, até 2020, o consumo de sal em todo o país seja reduzido em 50%.
De acordo com dados do ministério, o consumo de altas taxas de gorduras trans e de sal aumenta os riscos de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e acidente vascular cerebral (AVC).
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novembro 25, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Na semana em que se celebra o Dia Nacional do Doador de Sangue, comemorado hoje, 25 de novembro, o Instituto Nacional de Câncer – Inca conta com a solidariedade para abastecer o estoque que atende pacientes de suas cinco unidades hospitalares. Há necessidade especial de plaquetas, indispensáveis à coagulação sanguínea.
A instituição recebe, em média, 1,3 mil pacientes por mês, realizando aproximadamente 700 cirurgias. A coordenadora de Hemoterapia do Inca, Iara Motta, informa que houve uma redução nas doações voluntárias na segunda quinzena deste mês.
Como os pacientes realizam cirurgias, tratamento quimioterápico e radioterápico, além de transplantes de medula óssea, são necessárias transfusões de sangue frequentes.
O Banco de Sangue do Inca funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 14h30, e aos sábados, das 8h às 12h, na Praça Cruz Vermelha, 23, 2º andar, Rio de Janeiro. Para a doação de plaquetas, é necessário marcar horário nos telefones: (21) 2506-6021 e 2506-6580.
Em Brasília, a data será marcada com o lançamento da campanha “Faço Parte desta Corrente – Doo o Meu Melhor” pela Fundação Hemocentro. O objetivo da iniciativa é formar uma corrente em prol da doação voluntária de sangue e medula óssea. A fundação fica no Setor Médico Hospitalar Norte, quadra 03, conjunto A, Bloco 03, próximo ao HRAN, no início da Asa Norte. O atendimento é feito de segunda a sábado, das 7h às 18h. Telefone para informações: 160 ou (61) 3327-4424.
A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo também promove ações especiais na capital, em Campinas e em Marília para incentivar a doação e comemorar o Dia Nacional do Doador de Sangue. Na programação, estão previstas apresentações musicais e artísticas.
O posto Clínicas da Fundação Pró-Sangue fica na avenida Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 155 – 1º andar. O Hemocentro de Campinas se localiza rua Carlos Chagas, 480 – Cidade Universitária. Já o Hemocentro de Marília está na rua Lourival Freire, 240 – Fragata.
A lista com todos os postos de coleta no Estado pode ser consultada no site da Secretaria. Para informações sobre outros postos de coleta da Fundação Pró-Sangue, ligue no Alô Pró-Sangue 0800-55-0300, acesse o site da fundação ou siga o twitter da @pro_sangue.
Posso doar?
Qualquer pessoa em boas condições de saúde, entre 18 e 65 anos, e pesando mais de 50 kg pode doar sangue. Para a doação, a pessoa não deve vir em jejum, mas deve evitar a ingestão de alimentos gordurosos até 4 horas antes do procedimento e, em caso de bebidas alcoólicas, 12 horas antes. Pessoas com febre, gripe ou resfriado não podem doar temporariamente, assim como grávidas e mulheres no pós-parto com tempo mínimo de três meses. É preciso trazer documento de identidade original com foto.
Comprometa-se com esta iniciativa e faça a sua parte!
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novembro 12, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Nova avaliação nacional das informações sobre infestação por larvas do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, revela:
- 15 municípios estão em risco de surto da doença no Brasil. São 11 no Nordeste, três no Norte e um no Sudeste. Nessas cidades, mais de 3,9% dos imóveis pesquisados apresentam larvas do Aedes aegypti.
| MUNICÍPIO | ESTADO | Índice LIRAa 2009 | Índice LIRAa 2010 |
| Afogados da Ingazeira | PE | - | 11,7 |
| Ceará-Mirim | RN | - | 11,4 |
| Bezerros | PE | - | 10,2 |
| São Miguel | RN | - | 8,5 |
| Serra Talhada | PE | - | 8,2 |
| Rio Branco | AC | 3,9 | 6,5 |
| Ilhéus | BA | 4,7 | 6,3 |
| Floresta | PE | - | 5,7 |
| Simões Filho | BA | 3,2 | 5,3 |
| Mossoró | RN | 4,2 | 4,6 |
| Porto Velho | RO | 2,6 | 4,4 |
| Caicó | RN | - | 4,2 |
| Camaragibe | PE | 2,7 | 4,1 |
| Caetanópolis | MG | - | 4,0 |
| Epitaciolândia | AC | 3,4 | 4,0 |
* Fonte: Ministério da Saúde.
- Com índices entre 1% e 3,9%, outros 123 municípios estão em situação de alerta, dos quais 11 capitais (Salvador, Palmas, Rio de Janeiro, Maceió, Recife, Goiânia, Aracaju, Manaus, Boa Vista, Fortaleza e Vitória). Essas cidades merecem total atenção, pois qualquer descontinuidade nas ações de controle pode alterar o quadro para situação de risco.
Levantamento
Este é o resultado parcial do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) 2010, que inclui a participação de 425 cidades. Ano passado, foram 169.
Do total de municípios previstos para este ano, 300 já enviaram as informações ao Ministério da Saúde até o momento. Em outras 118 cidades, o estudo está em andamento* – e sete inicialmente previstas decidiram não realizar o levantamento.
Quem está livre?
Segundo o levantamento, 162 cidades apresentam índice satisfatório, inferior a 1%, entre elas dez capitais: São Paulo, Macapá, São Luís, Teresina, João Pessoa, Brasília, Campo Grande, Porto Alegre, Florianópolis e Belo Horizonte.
“Dengue – Se você agir, podemos evitar”
Para tentar conter os índices, o Ministério da Saúde lançou ontem, 11, a nova campanha nacional “Dengue – Se você agir, podemos evitar”. Cartazes e folderes serão distribuídos. O governo já destinou R$ 1 bilhão para ações de controle da doença, incluindo aquisição de equipamentos, medicamentos e a campanha na mídia.
“Em algumas regiões, o problema é lixo, em outras é água, em outros está dentro de casa. Todos os gestores têm instrumentos que vão permitir mapear a situação por bairro”, informa o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
A campanha traz uma mensagem mais direta à população sobre a gravidade da dengue e sobre da participação de todos na eliminação de criadouros do mosquito.
“Cada vez mais, precisamos difundir a idéia de que dengue não é um problema só da saúde e nem só dos governos. Se a comunidade não se envolver, e se não houver a articulação com outros setores, continuaremos enfrentando aumento de casos e de mortes por dengue no Brasil”, afirma o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna.
O governo está investindo no desenvolvimento de uma vacina contra a dengue. No entanto, apesar de o protótipo já estar sendo testado, a vacina não estará disponível entre pelo menos 3 e 5 anos.
Mortes e casos notificados
O número de mortes por dengue no Brasil passou de 312 de 1º de janeiro a 16 de outubro de 2009 para 592 no mesmo período de 2010, o que representa um aumento de quase 90%, de acordo com o Ministério da Saúde.
As notificações também cresceram 90%: de 489.819 no ano passado para 936.260 em 2010.
Tipo 1
O Ministério da Saúde alega que a volta da circulação do tipo 1 da doença contribuiu para esse aumento. De acordo com o governo, em quase todos os Estados grande parte da população não tem imunidade a esse sorotipo. A dengue tipo 1 predominou no País no fim da década de 90.
*Belém, Natal, Curitiba e Cuiabá ainda estão consolidando os dados.
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outubro 20, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou ontem, 19, a criação da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), vinculada ao Ministério da Saúde.
A secretaria assume as atribuições do Departamento de Saúde Indígena da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e será responsável pelas ações de saneamento básico das áreas indígenas.
Até agora, a Funasa era encarregada tanto das ações de saúde como da aquisição de insumos, apoio logístico, licitações e contratos.
Como funcionará
A nova secretaria será dividida em três áreas:
- Departamento de Gestão da Saúde Indígena;
- Departamento de Atenção à Saúde Indígena;
- Distritos Sanitários Especiais Indígenas.
À medida que forem reestruturados, de forma gradativa, os 34 distritos sanitários especiais indígenas passarão a ser autônomos e funcionarão como unidades gestoras descentralizadas, responsáveis pelo atendimento de saúde e pelo saneamento básico em cada território.
De acordo com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a nova secretaria trará benefícios para a população indígena. “A secretaria vai permitir integrar prevenção, promoção, saneamento e saúde e descentralizar a gestão para a ponta com os distritos sanitários”, declarou.
Funasa
A fundação assume agora a responsabilidade de formular e implementar ações de promoção e proteção à saúde estabelecidas pelo Subsistema Nacional de Vigilância em Saúde Ambiental.
Além disso, continuará com a atribuição de executar ações de saneamento em municípios de até 50 mil habitantes (o que representa 90% do País) e de alcançar áreas rurais e comunidades remanescentes de quilombos.
O Ministério e Funasa terão 180 dias para fazer a transição gradual do sistema, a fim de evitar prejuízos à saúde dos povos indígenas.
População indígena no Brasil
• 600.518 é a população indígena cadastrada pela Funasa;
• São 225 povos, que falam 170 línguas diferentes;
• Vivem em 4.774 aldeias, espalhadas em 615 terras indígenas;
• As terras indígenas correspondem a 12% do território nacional;
• 99% das terras e 65% da população concentram-se nas regiões Norte e Centro Oeste;
• 63 é o número de grupos indígenas não contatados.
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