Previsão para o próximo verão? Epidemia de dengue!
setembro 2, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física, Últimas Notícias
No próximo verão, 19 Estados brasileiros têm risco alto ou muito alto de enfrentar uma epidemia de dengue, informou o Ministério da Saúde.
Veja a classificação:
- Risco “muito alto”: Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Sergipe;
- Risco “alto”: Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, São Paulo e Tocantins;
- Risco “médio”: Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima.
Como o risco é calculado?
O nível de risco foi calculado segundo uma nova metodologia criada pelo Ministério da Saúde a partir de cinco indicadores: a incidência de casos de dengue em anos anteriores, a presença de larvas do mosquito nos municípios, o monitoramento do tipo de vírus que circulou nos últimos anos (há quatro tipos de dengue), a densidade populacional e a cobertura de abastecimento de água e coleta de lixo.
O objetivo do novo indicador, de acordo com o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, é antecipar as medidas de combate à doença. “Se não conseguirmos reduzir drasticamente a presença do mosquito, a situação que se projeta é muito preocupante” afirmou.
De acordo com Temporão, há duas semanas começou a ser testada uma vacina para a doença em brasileiros, uma parceria entre a UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) e o laboratório Sanofis-Aventis.
Dengue tipo 4 em Roraima
O ministro ainda afirmou que a circulação da dengue tipo 4 no Estado de Roraima está contida e que não há evidências de que o vírus tenha se espalhado para outros municípios.
Como informou o Blog da Saúde, o sorotipo não circulava no Brasil havia 28 anos.
Para Temporão, a detecção rápida do sorotipo 4 da dengue funcionou como uma “arma poderosíssima”. Apesar da situação de contenção, ele não descartou sua preocupação em relação à dengue tipo 4.
O vírus, segundo ele, pode se reintroduzido no Brasil a qualquer momento – sobretudo por meio da fronteira com países como a Venezuela.
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agosto 16, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo decidiu prorrogar a segunda etapa da campanha de vacinação contra a paralisia infantil. As crianças menores de cinco anos poderão ser imunizadas contra a doença até a próxima sexta-feira, 20 de agosto.
Balanço da Secretaria apontou que 1,5 milhão de crianças se vacinaram contra a paralisia infantil até as 14h do sábado, 14 de agosto, em todo o Estado. A meta é imunizar 2,9 milhões, ou seja, 95% dos 3,05 milhões de paulistas na faixa etária alvo da campanha.
Os postos de saúde funcionam das 8h às 17h. Na capital as salas de vacinação do Instituto Pasteur (Av. Paulista, 393) e das rodoviárias do Tietê e da Barra Funda funcionam das 8h às 20h e também oferecem a vacina contra a pólio.
Desde 1988 o Estado de São Paulo não registra casos de paralisia infantil, mas a vacinação de crianças continua sendo importante porque o vírus da pólio ainda circula em países da África e da Ásia, representando, portanto, uma ameaça à população mundial.
Outras vacinas
Além da vacina contra a poliomielite, as crianças que forem aos postos de saúde ainda poderão colocar em dia sua caderneta de vacinação. Serão disponibilizadas doses de vacinas como a Tetravalente (contra difteria, tétano, coqueluche e hemófilo B), Tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) e contra hepatite.
Resultado parcial
O resultado preliminar da segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite mostra que, até as 17h30 deste sábado (14), as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde haviam informado ao Ministério da Saúde mais de 7,1 milhões de crianças vacinadas em todo o Brasil.
Este número é parcial e sofrerá alterações, à medida que os estados e municípios atualizem o banco de dados do Ministério da Saúde.
“O número muda a todo instante. Isso ocorre porque a digitação dos dados no sistema não ocorre no mesmo momento em que a criança recebe a gotinha. É comum que as equipes de profissionais de saúde comecem a digitar os dados depois que a vacinação termina”, explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carmem Osterno.
A previsão é que o resultado final da campanha seja divulgado até o fim de agosto.
“Se os pais ou responsáveis, por algum motivo, não puderam levar as crianças, não há motivo para preocupação. Basta ir à unidade de saúde mais próxima, porque a vacina contra a pólio está disponível na rede pública de saúde em todo o país”, explica Carmem Osterno.
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agosto 13, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O Ministério da Saúde confirmou ontem, 12, o retorno do sorotipo 4 do vírus da dengue ao País, 28 anos depois dos últimos registros.
Três amostras de sangue de pacientes de Boa Vista (RR) deram positivo em exames de isolamento viral realizados no Instituto Evandro Chagas (IEC), unidade de referência para análises do vírus da dengue no País. Os pacientes se curaram.
“O exame demonstra por cultura de célula a reprodução do vírus. É a garantia inequívoca de que é o vírus 4″, afirmou o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho.
O Brasil enviará um informe à Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a confirmação pela técnica, considerada “padrão ouro” pelo órgão para análise de sorotipos virais.
Como vem acompanhando o Blog da Saúde, o problema é que como o sorotipo não é registrado no País há quase 30 anos, a maioria da população brasileira não é imune a ele e há risco de epidemias nos próximos anos causadas pelo DENV-4.
Outro risco é o de aumento de casos graves, pois sucessivas infecções pelo vírus da dengue trazem maior possibilidade de formas mais perigosas da doença, como a febre hemorrágica.
A capital de Roraima também foi o local onde o vírus 4 foi isolado em 1981 e causou uma epidemia importante no ano seguinte.
Segundo destacou Coelho, no entanto, ainda não há evidências de circulação ampla do vírus, restrita aos bairros de Santa Tereza, Cidade Satélite e Buritis, em Boa Vista, onde estão os casos confirmados.
Nestes locais, as visitas domiciliares para aplicação de larvicidas e fumacê foram intensificados para diminuir os índices de infestação do Aedes aegypti. E mais amostras de sangue foram colhidas da população local.
*Com informações do OESP.
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agosto 11, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O governo emitiu um alerta para todas as secretarias estaduais da Saúde sobre a possibilidade do retorno do vírus da dengue tipo 4 no Brasil.
A preocupação é do risco de epidemias e casos graves, em razão de a maioria da população nunca ter entrado em contato com esse agente causador da doença.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também recebeu informe sobre a suspeita do governo brasileiro pelo fato de o País não registrar a presença do sorotipo há 28 anos.
Casos suspeitos
O Ministério da Saúde identificou quatro casos suspeitos em Roraima, todos registrados na capital, Boa Vista.
Os casos são de dois homens, com idade entre 43 e 45 anos, e duas mulheres de 12 a 19 anos. Os quatro são moradores dos bairros Pricumã, Buritis, Santa Teresa e Cidade Satélite. Apenas um deles ficou internado para observação, mas foi liberado em seguida.
De acordo com a Secretaria de Saúde de Roraima, o primeiro caso suspeito foi notificado no dia 30 de julho.
As amostras tiveram resultado confirmado por exames preliminares feitos no Laboratório Central do Estado (Lacen-RR), mas foram encaminhadas para o Instituto Evandro Chagas (IEC) para a realização de contraprova e testes complementares.
Uma remessa extra de medicamentos e inseticidas foi enviada para Roraima para a aplicação de fumacê e tratamento de pacientes com suspeita da doença.
De acordo com IEC, as primeiras análises indicam que o vírus das amostras de Boa Vista é semelhante ao que circula na Venezuela, país fronteiriço com Roraima.
Dengue tipo 4
O sorotipo DENV-4 não era detectado no Brasil desde 1982, mas já circula há vários anos em dez nações das Américas, incluindo o Peru, a Colômbia, o Equador e a Venezuela.
Os quatro sorotipos virais da dengue provocam os mesmos sintomas: dores de cabeça, no corpo, nas articulações e atrás dos olhos, febre, diarreia, vômito, entre outros. A forma de tratamento também é a mesma, independentemente do tipo de vírus.
Reincidência
Há dois anos, um grupo de especialistas da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas causou polêmica ao relatar a reintrodução do vírus tipo 4 da dengue no Brasil.
Os cientistas publicaram um trabalho sobre três pacientes examinados em Manaus na revista Emerging Infectious Diseases, do Centro de Controle de Doenças dos EUA, após testes na fundação, revalidados na Universidade de Porto Rico.
O artigo gerou reação do Ministério da Saúde, em razão de os resultados não terem sido revalidados no IEC, unidade paraense de referência para análises do vírus da dengue no País. A pasta chegou a contestar a publicação.
No ano passado, cientistas da USP fizeram análises genéticas detalhadas de amostras de dois pacientes de Manaus e também concluíram que realmente se tratava do tipo 4 da dengue.Mesmo assim, até hoje o ministério não reconhece o trabalho.
Números da dengue em Roraima
Até o dia 3 de julho, Roraima registrou mais de 4,8 mil casos de dengue. O Estado está entre os que atingiram a maior taxa de incidência da doença, mas hoje registra tendência geral de queda de casos.
Dengue tipo 1 – Vírus que estava inativo há 20 anos volta a ser identificado no RJ
*Com informações da Agência Brasil.
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agosto 11, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
A saúde é a área na qual o desempenho do Brasil é o mais fraco, apontou índice divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Inédito, o Índice de Valores Humanos (IVH) avaliou a experiência e a percepção de brasileiros em três áreas: saúde, trabalho e educação.
Em uma escala de zero a 1, o Brasil atingiu IVH de 0,59, sendo que o subíndice saúde teve o pior desempenho: 0,45. Foram avaliados o tempo de espera por atendimento, facilidade de compreensão da linguagem e interesse que a equipe médica tem pelo paciente.
Os resultados da pesquisa mostram que:
- 51% das pessoas entrevistadas no País afirmam que o atendimento é demorado;
- 37% avaliam que a linguagem médica é complicada;
- 33% opinam que há pouco interesse das equipes médicas no atendimento.
Críticas
O Ministério da Saúde rebateu o resultado e afirmou que a metodologia da pesquisa não permite a comparação entre os três setores.
“Não é possível comparar o IVH da saúde com os outros e concluir, por exemplo, que os valores no trabalho são melhores que na saúde”, afirmou em nota.
O estudo não avalia especificamente o atendimento prestado em hospitais e postos de saúde públicos (Sistema Único de Saúde – SUS), mas a saúde em geral, sem distinção entre setor público ou privado.
“A avaliação do Ministério da Saúde é de que as perguntas escolhidas para o IVH Saúde são reducionistas, dada a complexidade do setor. As questões focam apenas em uma parte da atenção à saúde e não permitem um conhecimento sobre outros aspectos, como a relação entre o profissional de saúde e o indivíduo; a experiência dos profissionais; a solução dada ao indivíduo; o nível de satisfação com a atenção, entre outros valores”, diz a nota do Ministério da Saúde.
O estudo foi realizado apenas no Brasil e faz parte da versão inicial do terceiro caderno do Relatório de Desenvolvimento Humano Brasil 2009/2010. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 148 municípios de 24 Estados.
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agosto 9, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Os homens brasileiros estão se cuidando mais para prevenir o câncer. De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 2003 e 2009, o número de testes para detectar uma atividade anormal da próstata triplicou, passando de 1 milhão para 3 milhões.
O PSA é o exame que verifica a dosagem do Antígeno Prostático Específico, proteína importante para a exclusão de possíveis tumores malignos na próstata.
Política Nacional de Saúde do Homem
Com a criação da Política Nacional de Saúde do Homem, há um ano, o Brasil tornou-se o pioneiro na América Latina na implementação de uma política pública de saúde específica para o público masculino
A proposta é incentivar os homens a cuidar mais da saúde, já que eles apresentam hábitos menos saudáveis do que as mulheres.
Até agora, 70 municípios, incluindo todas as capitais, aderiram às medidas. O governo federal repassa a cada município R$ 75 mil para o financiamento de ações e serviços relacionados à saúde do homem.
De acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada em 2009:
- 18% dos homens não praticam qualquer atividade física;
- 43% comem mais carne com excesso de gordura. (Esse hábito é, inclusive, responsável por 18% das doenças cardiovasculares e 56% das doenças isquêmicas do coração, a primeira causa de morte entre os homens).
Segundo a nutricionista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Mariane Martins, além da alimentação errada, com poucas frutas e verduras e excesso de carne vermelha, o homem também consome mais álcool do que as mulheres, o que contribui com o ganho calórico.
Vasectomia
Os dados do ministério mostram ainda que em sete anos a quantidade de vasectomias realizadas pelo SUS cresceu 79%. O número de cirurgias saltou de aproximadamente 19 mil, em 2003, para 34 mil, em 2009.
Foi registrado também aumento de 148% do valor pago por procedimentos ambulatoriais (de R$ 123,18 para R$ 306,47) e de 20% do valor por operação feita com internação (de R$ 255,39 para R$ 306,47).
Controvérsias: Cirurgia por robô
A cirurgia para retirada da próstata com o auxílio de robô ainda está bem longe de um consenso.
Uma nova pesquisa americana afirma baixo risco de complicações nesse tipo de procedimento, enquanto alguns estudos anteriores apontam uma maior taxa de impotência e de incontinência urinária entre os pacientes submetidos a esse tipo de cirurgia, comparados aos operados em técnica convencional.
O dado é de investigadores do The Cancer Institute of New Jersey, centro de excelência da Robert Wood Johnson Medical School, nos EUA.
Em artigo que será publicado no “Journal of Endourology”, os cientistas relatam o acompanhamento dos 200 primeiros procedimentos do gênero feitos no instituto.
Os pacientes foram monitorados durante um ano após a alta e apenas 12% deles apresentaram problemas.
Para os autores, o estudo comprova um dos mais baixos índices de complicação nessa cirurgia, sendo que nenhuma foi grave a ponto de colocar a vida da pessoa em risco.
Na maioria dos pacientes, os problemas ocorridos durante e após a cirurgia não precisaram de nenhuma intervenção dos médicos. Outros se recuperaram com uso de medicamentos e a minoria precisou de intervenções cirúrgicas, endoscópicas ou radiológicas.
Estudos mostram que a retirada da próstata com auxílio do robô leva a menor tempo de hospitalização e a uma recuperação mais rápida.
Polêmica na cirurgia de retirada da próstata: tradicional x robótica
Dúvidas sobre a retirada da próstata com auxílio do robô? Clique aqui.
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agosto 9, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O virologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marcelo Alves Pinto, afirmou que, por enquanto, o primeiro caso de vírus da hepatite E descoberto no País não é motivo de preocupação.
Os pesquisadores responsáveis pela descoberta suspeitam que a doença tenha sido causada pela ingestão de carne suína e presumem que a incidência desse tipo de hepatite seja baixa. Eles perceberam semelhanças entre o sequenciamento genético do vírus encontrado e o de suínos criados no Brasil.
“Pelo histórico clínico do paciente, parece que o indivíduo fez ingestão de carne suína. Só que nós não tivemos acesso a amostras desse material, então, não pudemos detectar o genoma do vírus na carne consumida”, acrescentou o virologista, que coordenou o estudo.
Segundo Alves Pinto, não há diferenças clínicas entre a hepatite A, tipo mais comum da doença no Brasil, e a E. “As duas são consideradas de caráter benigno porque na maioria das vezes o indivíduo se cura e não deixa sequelas”, informa.
Os tipos de hepatites A e E são causadas pelo contato com o agente infeccioso por meio de água e alimentos.
Por isso, é recomendado a higiene constante das mãos e de alimentos para consumo, além de cuidado com o cozimento e a refrigeração dos produtos.
Como informou o Blog da Saúde, a descoberta do vírus é resultado da análise de 64 amostras sorológicas de pacientes com hepatite aguda sem agente causador conhecido.
O material, selecionado pelo Laboratório de Hepatites Virais da Fiocruz, foi coletado entre 2004 e 2008. A ocorrência é de 2006 e refere-se a um morador do Rio de Janeiro.
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agosto 3, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Dia 14 de agosto acontece a segunda etapa da Campanha Nacional Contra a Paralisia Infantil. Os pais devem levar todas as crianças menores de 5 anos para tomar as gotinhas contra a poliomielite.
Não esqueça a caderneta de vacinação e aproveite para atualizá-la. Mesmo quem não tomou a primeira dose deve se vacinar.
A primeira etapa aconteceu no dia 12 de junho, com o tema ‘Vacinou, é gol!’ e o Zé Gotinha vestido com a camisa da seleção brasileira. Agora, as crianças podem entrar no site do Ministério da Saúde e fazer uma foto personalizada de Zé Gotinha para enviar aos pais, em homenagem ao dia deles.
O Ministério da Saúde responde às principais dúvidas:
Quem deve se vacinar durante a campanha nacional contra a paralisia infantil?
Todas as crianças na faixa etária de 0 a 4 anos, 11 meses e 29 dias, ou seja, menores de 5 anos.
Recém-nascidos devem tomar as duas gotinhas?
Sim. Parte significativa dos municípios envia equipe de vacinadores aos hospitais e maternidades para imunizar os recém-nascidos. Quando isso não ocorre, os pais devem levar o bebê ao posto de vacinação mais próximo, assim que a criança receber alta.
Quem tem 5 anos completos precisa tomar a vacina?
Não, pois a concentração de casos de poliomielite é na faixa etária menor de 5 anos, faixa de maior risco, por isso são vacinadas apenas as crianças menores de 5 anos.
Quem tomou a primeira dose em junho precisa tomar a segunda dose em agosto?
Sim. A única exceção é a criança que completou 5 anos, após a primeira etapa da Campanha Nacional.
Existem contra-indicações da vacina?
Não há contra-indicações absolutas à administração oral da vacina contra a poliomielite.
Mas é importante evitar a vacinação de crianças com as seguintes características:
- portadoras de infecções agudas, com febre acima de 38° C
- com hipersensibilidade a algum componente da vacina, a exemplo da estreptomicina ou eritromicina
- que, no passado, apresentaram qualquer reação anormal a esta vacina
- imunologicamente deficientes, devido a tratamento com imunossupressores, ou com deficiência imunológica congênita
- com história de paralisia flácida associada à vacina, após dose anterior da vacina poliomielite oral.
Histórico
A doença foi erradicada no Brasil há 21 anos. Mas enquanto houver registro de casos em qualquer lugar do mundo, é necessário continuar com a vacinação para evitar o risco de importação do vírus.
Países como Paquistão, Índia, Afeganistão e Nigéria ainda têm casos da doença.
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Leve seu filho para tomar a dose oral e ajude-nos a acabar de vez com o vírus!
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agosto 2, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz conseguiu detectar pela primeira vez a presença do vírus da hepatite E em um paciente brasileiro.
O estudo
Foram analisadas 64 amostras de pessoas que tinham tido hepatite aguda de origem indefinida entre 2004 e 2008.
Em uma dessas amostras, os exames sorológicos e moleculares detectaram o vírus. O paciente em questão era um morador do Rio de Janeiro, que teve a doença em 2006.
Até então, a confirmação da hepatite E era feita por meio de testes que verificavam a presença de anticorpos específicos contra ela.
De 1999 a 2009 foram realizados 810 testes sorológicos positivos no país, segundo o governo.
Causa da hepatite E
Além de dar mais segurança ao diagnóstico, a técnica utilizada na pesquisa permitiu comparar o sequenciamento genético do vírus encontrado no paciente com aquele encontrado em suínos criados no Brasil.
A semelhança reforçou a suspeita de pesquisadores de que a transmissão da hepatite E no Brasil esteja ligada ao consumo de carne de porco mal passada.
Os pesquisadores partiram então para a comparação com vírus que já tinham sido encontrados em suínos criados no Estado, seguindo a linha de estudos internacionais que traçaram essa relação. Os resultados confirmaram a possibilidade.
A certeza só seria possível após análise da carne que o paciente comeu. Apesar de não ter essa confirmação, os pesquisadores aconselham a população a cozinhar bem a carne, recomendação válida para evitar também outras doenças.
O estudo foi punlicado no “Journal of Clinical Virology“.
Pelo mundo
Na Ásia e na África, regiões em que a hepatite E é endêmica, o contágio se dá por meio do consumo de água e alimentos contaminados com fezes.
No Brasil
O Ministério da Saúde informa que a detecção do vírus da hepatite E não altera a política de combate à doença. O ministério já desenvolve ações para a hepatite A, que são eficientes também contra a hepatite E.
Hepatite – Como reduzir a doença no Brasil?
* Com informações da FSP.
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agosto 2, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Estudo concluído no fim de 2009 pelo Ministério da Saúde aponta que, dos 150 centros de referência para a saúde do idoso existentes no Brasil, apenas 50 estão nos moldes preconizados pela pasta.
Segundo Luiza Maia, coordenadora de Saúde do Idoso do ministério, a principal limitação dos centros, cuja criação foi induzida por uma portaria de 2002, é a falta de profissionais capacitados, entre médicos geriatras e gerontologistas (profissionais de diversas áreas habilitados para as questões do idoso).
A situação é mais grave no Norte e no Nordeste, onde a pasta decidiu capacitar 500 profissionais.
Números
Atualmente, 70% dos idosos no país – cerca de 14 milhões de pessoas – dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) e 25% deles têm problemas importantes de saúde ou estão acamados.
A pasta promete modificar a política para que os centros, criados para assistir principalmente vítimas de demências, recebam todos os idosos fragilizados – por exemplo, portadores de múltiplos problemas de saúde.
Além disso, é preciso que os centros estejam integrados à rede de saúde. A maioria deles, informa a coordenadora de Saúde do Idoso, é ligada a universidades e a seus hospitais, muitos deles fechados para o atendimento amplo.
A responsabilidade da instalação e manutenção dos centros é de Estados e municípios.
População idosa no Brasil
Todos os Estados brasileiros têm 7% de população idosa. Hoje, 26% da população brasileira têm até 14 anos e 6,6% possui 65 anos ou mais.
Em 2050, idosos serão 22,7% e adolescentes, 13,1%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
* Informações do jornal OESP.
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julho 29, 2010 por Blog da Saúde
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Análise preliminar do Ministério da Saúde, com os números parciais da gripe H1N1 (gripe suína) no Brasil, aponta que o número de casos graves e de morte causadas pela doença no Brasil caiu entre março e julho, em todas as regiões do país.
De 1º de janeiro a 17 de julho deste ano, foram notificados 727 casos de pessoas que precisaram de internação e 91 mortes.
O número de mortes também diminuiu: foram 11 entre 21 e 27 de fevereiro e nenhuma entre 4 e 17 de julho. Para o governo, a redução é resultado direto da vacinação de 88 milhões de pessoas contra a gripe pandêmica, entre 8 de março e 2 de junho.
Para se ter idéia, os 88 milhões de vacinados equivalem à população da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Peru, juntos.
Comparação
No entanto, ainda não é possível comparar o número de casos e óbitos entre 2009 e 2010, por dois motivos: o novo vírus surgiu no mundo em abril do ano passado e o impacto dele no sistema de saúde só foi percebido na última semana de julho e nas duas primeiras de agosto de 2009.
Os números são parciais, sujeitos a alterações. A atualização do banco de dados é feita pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.
Prevenção
Com o país ainda no inverno, a população deve ficar atenta, pois é nessa época do ano que costumam aumentar os casos de doenças respiratórias transmissíveis, como gripes e resfriados.
A queda de temperatura, o ar mais seco e a maior concentração de pessoas em ambientes fechados favorecem a circulação dos diversos tipos de vírus respiratórios, como os vírus influenza, que causam gripe – tanto a gripe comum (influenza sazonal) quanto a gripe H1N1 (influenza pandêmica).
Portanto, a população deve reforçar os hábitos de higiene (como lavar as mãos frequentemente e usar lenços descartáveis ao tossir e espirrar) e ter atenção especial com crianças e idosos.
Ao surgirem sinais de gripe ou resfriado, como febre, tosse, dor de cabeça e nas articulações, as pessoas não devem tomar remédios por conta própria (pois eles podem mascarar sintomas e dificultar o diagnóstico) e devem procurar o serviço de saúde mais próximo.
O Ministério informou que vai continuar o monitoramento da gripe H1N1.
Leia mais sobre a gripe H1N1:
- Gripe suína: OMS mantém alerta máximo de pandemia
- Influenza H1N1 – Pandemia anunciada pela OMS
- Influenza A H1N1 – Evolução da pandemia é imprevisível
- Influenza A H1N1 – Tire suas dúvidas
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julho 28, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (28), Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, uma série de medidas para reduzir a hepatite no País, entre elas a ampliação da aquisição de doses de vacina contra a hepatite B, uma das formas da doença que mais atinge o Brasil.
Mais vacinas
No ano passado, segundo o Ministério, foram adquiridas 33 milhões de doses de vacinas contra a hepatite B para serem usadas em 2010. Neste ano, serão compradas 87 milhões de doses para serem utilizadas em 2011.
O motivo é a expansão da imunização para jovens entre 20 e 24 anos. Atualmente, a vacinação contra a doença atinge apenas pessoas com idades entre 0 e 19 anos. Até 2012, o governo quer expandir a vacinação para jovens de 25 a 29 anos.
Crescimento
A intensificação das ações contra a hepatite B é resultado de um estudo do governo federal, que apontou um crescimento de casos entre 1999 e 2009.
De acordo com o Ministério, nos dez anos de estudo mais de 96 mil pessoas foram contaminadas pelo vírus da doença. Entre elas, cerca de 50% dos casos estão concentrados na faixa etária de 20 a 39 anos.
A transmissão da hepatite B se dá principalmente por meio de relações sexuais, acidentes com instrumentos contaminados por sangue ou pela gravidez, quando a mãe está infectada.
A vacina para hepatite B passou a ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a partir da década de 1990. Ela é oferecida em três doses, tanto para criança, quanto para adolescentes.
Uma vez imunizado contra hepatite B, o paciente também está protegido de ser infectado pelo vírus D.
Formas da doença
A hepatite é manifestada nas formas A, B, C, D e E. A causas de contaminação vão desde alimentos mal lavados até a falta de prevenção nas relações sexuais.
Os tipos B e C foram os mais comuns no Brasil nos últimos dez anos, segundo o Ministério da Saúde.
Contra a hepatite C, ainda não há vacina disponível. Essa forma da doença acumula o maior número de mortes nos últimos dez anos: mais de 14 mil pessoas, entre 60,9 mil casos confirmados. Muitas vezes o paciente descobre que está com hepatite C apenas quando vai doar sangue.
Campanha
Para alertar sobre as hepatites, o Ministério vai lançar uma campanha nacional de televisão, em que mostra um estádio de futebol cheio, mas com uma torcida silenciosa, para mostrar que a doença pode atingir o paciente sem apresentar nenhum tipo sintoma.
Os ex-jogadores da seleção brasileira de futebol Jairzinho, Félix e Paulo César Caju vão participar da campanha.
O Ministério da Saúde informou que em 2010 foram investidos R$ 274 milhões na compra de medicamentos utilizados no controle das hepatites B e C.
Prevenção
Em 2011, os postos de saúde que atendem os portadores de hepatites virais passarão a distribuir preservativos, como forma de conter a expansão no número de casos da doença.
Também para o próximo ano, uma das metas do governo é que todas as gestantes que buscam tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) recebam cobertura vacinal contra a hepatite B.
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junho 30, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Termina hoje, quarta-feira (30), a campanha de vacinação contra a gripe suína (H1N1) em todo o Estado de São Paulo.
A partir de amanhã, os postos de saúde só irão vacinar crianças de seis meses a 4 anos e 11 meses; portadoras de doenças crônicas até oito anos que precisem receber a segunda dose da vacina e profissionais a partir de 40 anos de idade que atuam em estabelecimentos do ensino fundamental e médio das redes públicas.
* Para este último, e novo, grupo a vacinação se estenderá até 16 de julho
Desde o dia 8 de março, quando a campanha foi iniciada, foram imunizados 20.008.481 paulistas, o que representa 47,5% de toda a população estimada para o Estado, segundo a Fundação Seade. A proporção de vacinados é maior do que a média nacional e também supera a de países como os Estados Unidos.
Vale ressaltar ainda que as crianças até oito anos precisam tomar duas doses da vacina para ficarem completamente imunizadas! A segunda dose não precisa ser aplicada exatamente 30 dias após a primeira, mas é importante que as crianças recebam a dose complementar.
A única contraindicação da vacina é para quem tem alergia a ovo de galinha. No enatnto, para esse grupo há uma vacina especial, clique aqui para mais informações.
Doenças crônicas contempladas na campanha de vacinação:
* Doença respiratória crônica (doença pulmonar obstrutiva crônica e asma);
* Doença cardíaca crônica com repercussão clínica e/ou hemodinâmica (cardiopatias congênitas, insuficiência cardíaca e pacientes com sequelas por febre reumatóide);
* Doença cerebrovascular (acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico, com alterações permanentes);
* Doença neurológica (paralisia cerebral e distrofia muscular);
* Doença hepática crônica (cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática, hepatite crônica em tratamento antiviral);
* Doença renal crônica (paciente com insuficiência renal crônica em diálise);
* Doença metabólica (diabetes em uso de medicamentos, obesidade grau III – antiga obesidade mórbida);
* Doença hematológica (anemia falciforme);
* Imunodeficiências (HIV/Aids, câncer);
* Outras condições (Síndrome de Down) Menores de 18 anos com terapêutica contínua com salicilatos (ex: doença reumática autoimune, doença de Kawasaki).
O Blog da Saúde acompanhou toda a campanha de vacinação contra a gripe suína. Clique aqui para mais informações.
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