Comer menos pode impulsionar o cérebro e ajudar na memória
dezembro 20, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Mental
A informação vem de um estudo italiano sobre restrição calórica. Os cientistas sabem há muito tempo deste fenômeno, mas têm se esforçado para desvendar por que apenas o corte de calorias faz bem para a saúde e prolonga a vida.
O pesquisador Giovambattista Pani decidiu se concentrar em uma proteína chamada CREB1, conhecida por ser importante para a memória e aprendizagem. Em experiências com ratos, ele mostrou que o corte de calorias aumenta a quantidade de proteína produzida no cérebro.
Os ratos testados passaram a ingerir 25 a 30% menos calorias. Para humanos, isto equivaleria à redução de cerca de 600 calorias por dia. Uma xícara de chá ou café também pode ser benéfica, com o estudo dando crédito à cafeína para elevar a quantidade de CREB1 produzida.
Esses resultados podem ajudar a explicar por que na ilha de Okinawa, no Japão, tem mais gente com 100 anos por 100.000 habitantes do que em qualquer outro lugar do mundo. Os habitantes dessa ilha, consomem menos calorias do que a média mundial, devido à prática cultural de hara hachi bu – comer até que você esteja 80% satisfeito. Assim, reduzem o número de radicais livres produzidos, levando-os a ter um coração saudável.
O Dr. Pani alerta que reduzir de 25 a 30% das calorias não é um trabalho árduo, é como não comer um bolo no final da refeição.
Manter o cérebro jovem poderia ser de enorme valor no envelhecimento da população. Alzheimer e outras formas de demência afetam mais de 800.000 britânicos e o número deverá dobrar em uma geração.
O pesquisador afirma que a descoberta identifica, pela primeira vez, um importante mediador dos efeitos da dieta sobre o cérebro. Futuramente, poderão desenvolver terapias para manter o nosso cérebro jovem e para prevenir a degeneração e o processo de envelhecimento.
Viva como alguém da Ilha de Okinawa, onde há a maior proporção de centenários do mundo
Embora a genética possa desempenhar um papel importante, aqueles que deixaram a ilha e mudaram seus hábitos de vida morreram mais jovens. Aqui estão algumas práticas da Ilha:
• Comem até que estejam 80% satisfeitos. Isto é pensado para haver menor produção de radicais livres causadores de doenças
• Têm melhor densidade óssea devido à alta ingestão de cálcio na dieta e exposição à luz solar para produção de vitamina D
• Consomem grandes quantidades de frutas e legumes
• Mantêm-se fisicamente ativos
Os testes psicológicos descobriram que tinham fortes habilidades de enfrentamento, uma perspectiva positiva e um profundo sentimento de espiritualidade. O trabalho do Dr. Pani, da Universidade Católica do Sagrado Coração, em Roma, foi detalhado na revista Proceedings of National Academy of Sciences.
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julho 6, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
Novos estudos trazem perspectivas para combater o mal de Alzheimer. O mais recente deles, concluiu que níveis elevados da proteína sanguínea chamada clusterina estão ligados ao surgimento da doença.
A descoberta de cientistas do Instituto de Psiquiatria do King’s College de Londres, pode ser um grande passo para, futuramente, conseguir diagnosticar a doença antes que os problemas apareçam ou se agravem.
Os pesquisadores usaram a técnica chamada proteômica em pacientes – como o próprio nome indica, é uma análise das proteínas. A descoberta é que a clusterina estava em nível elevado no sangue até dez anos antes de as pessoas terem sinais do mal de Alzheimer no cérebro, e também naquelas que já apresentavam sinais no cérebro, mas ainda não tinham sinais clínicos do transtorno.
O aumento da clusterina está ligado à gravidade da doença, rapidez do seu avanço e atrofia do córtex entorrinal, área cerebral associada à memória.
A doença atinge cerca de 35 milhões de pessoas no mundo, e ainda há dificuldade na assertividade do diagnóstico, mesmo com décadas de pesquisa.
É provável que o número de casos aumente por causa do envelhecimento da população mundial. Segundo a organização Alzheimer’s Disease International, esse número deve quase duplicar a cada 20 anos, chegando a 66 milhões de pacientes em 2030.
Responsáveis pelo estudo afirmam que o próximo passo é desenvolver um exame mais aprimorado. Todo o processo pode levar até 5 anos.
Enquanto isso, ficamos na torcida para o avanço dos resultados.
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abril 5, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
“Meu marido, 65 anos foi diagnosticado com Alzheimer. Usa Alois 2x ao dia. A memória dele está bastante boa. O raciocínio esta prejudicado. Ele está consciente. A terapeuta questiona se é realmente Alzheimer. A geriatra diz que ele esta bem por causa do remédio. Pode ser outra doença ou realmente é Alzheimer?”
Para responder a dúvida da leitora do Blog da Saúde, que também deve ser a de muitas pessoas que lêem esse post, nossa equipe pesquisou o assunto e falou com o Dr. Tony Piha, médico da equipe de Qualidade de Vida da Victory Consulting. Abaixo suas considerações sobre o assunto, confira:
O diagnóstico preciso da doença de Alzheimer só seria possível através de biópsia do cérebro, o que por motivos óbvios não é feito, assim o diagnóstico é descoberto através de testes clínicos que têm uma margem de acerto de cerca de 90% quando realizados de forma cuidadosa.
Não é difícil fazer o diagnóstico de doença de Alzheimer em alguém com evidente perda de memória e alteração do comportamento. O problema é diagnosticá-la no início, quando geralmente existe apenas a queixa de dificuldade de memória, que também pode ter outras causas.
Só o exame neurológico não é suficiente. É essencial um exame bem feito da memória, orientação, linguagem e outras funções mentais pois, ainda que não haja queixa, se o exame mostrar, por exemplo, comprometimento da linguagem, a chance de ser Alzheimer é muito elevada.
Infelizmente, essa avaliação requer treinamento e não é feita em muitos lugares. Muitos casos de demência só acabam sendo diagnosticados com a doença em estágio mais avançado.
No caso da leitora, é importante ressaltar que a característica do Alzheimer é a perda de memória que ela refere não existir no marido, assim aconselhamos que procure a opinião de outro neurologista clínico, ou até mesmo um Centro Universitário – Hospital Escola.
O Blog da Saúde já tratou sobre Alzheimer em outros posts. Abaixo o link de cada um para leitura.
- Alzheimer – Médico de 83 anos descobre proteína contra a doença
- Sábio é aquele que filtra informações relevantes
- Alzheimer – Investigação de indícios ajuda no diagnóstico precoce
- Perda de Memória ou Alzheimer?
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fevereiro 23, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
O envelhecimento trás algumas barreiras na vida das pessoas, como a dificuldade de se locomover, falta de equilíbrio, memória fraca, etc. Certos sintomas são consequências de uma vida sedentária, sem preocupação com uma alimentação saudável e abusos. Mas existem coisas, que mesmo na chegada da terceira idade deve continuar sendo feitas.
Um exemplo disso é o sono. Seja na adolescência, na fase adulta ou na terceira idade, a recomendação dos especialistas é que as pessoas tenham de 7 a 8 horas de sono por dia. Durante esse período, o sono se divide em quatro fases essenciais para o perfeito funcionamento do nosso organismo, principalmente do nosso cérebro.
O idoso e o sono
Segundo uma pesquisa realizada por americanos, os idosos que dormem menos têm mais dificuldades cognitivas e ficam com a memória fraca, pois quanto menos uma pessoa dorme, menos o cérebro funciona na sua capacidade total.
O problema, é que quando o envelhecimento chega, é natural que as pessoas tenham mais dificuldades para dormir, o sono fica mais fragmentado e elas passam a acordar mais durante a noite. Cerca de 90% dos idosos reclamam das dificuldades para dormir, as principais causas são insônia, apnéia do sono e depressão.
A fase do sono que mais prejudica a cognição e a falta de memória é a última e mais profunda, a do sono REM, que é quando nós sonhamos, processamos e armazenamos todas as informações que captamos durante o dia e transformamos em conhecimento.
Portando o idoso deve tentar cumprir no mínimo sete horas de sono para se manter atento às coisas que acontecem durante o dia. Assim, melhoram a memória e não esquecem de tarefas importantes como pagamentos, aniversário dos netinhos etc.
“Cuide da sua memória e aproveite mais suas horas de sono.”
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janeiro 27, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
Quando as pessoas chegam à terceira idade a preocupação com a saúde é ainda maior. Filhos, netos, parentes próximos e o próprio idoso começam a se preocupar com as doenças que podem complicar sua saúde.
Além da preocupação com a debilidade física do idoso, uma doença que afeta quase metade das pessoas acima de oitenta anos, o Mal de Alzheimer é o grande medo dos pacientes dessa faixa etária.
Caracterizada pela falta de memória, a doença é degenerativa e causa sérios danos ao cérebro.
Caducos de informação
Aos que acham que a falta de memória é fator permanente e exclusivo aos que alcançam a longevidade temos novidades! É bom que saibam que vovôs e vovós conseguem assimilar mais informações do que os jovens.
Uma pesquisa recente realizada pela Universidade de Toronto, Canadá, mostra que os idosos não conseguem reter informações sem utilidade, e absorvem apenas aquelas que têm grande relevância, ao contrário dos jovens que retêm todo tipo de informação.
Ficou surpreso com a novidade? Então que tal começar já a deletar
as informações sem importância? Comente.
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