A ressaca do meio ambiente após as festas
janeiro 5, 2012 por Stefanie
Em: Saúde Ambiental
O Blog da Saúde já comentou sobre a quantidade de lixo que é deixado para trás em comemorações de grande porte. No post “O outro lado do carnaval”, ficou nítido que quando se trata de festa, a única que não comemora é a natureza.
Acabamos de passar por outro grande período de festas: natal e ano novo.
Dessa vez, o acúmulo de lixo não foi aqui no Brasil, mas sim na Grã-Bretanha. Depois de tantos fogos de artifício e, principalmente, bebedeira, quem continua de ressaca é o meio ambiente.
O carnaval está logo aí novamente. Será que vamos continuar cometendo os mesmos erros, ano após ano?
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dezembro 21, 2011 por Stefanie
Em: Saúde Ambiental
Poder transformar os grandes centros urbanos em locais menos poluídos, com ar limpo para se respirar, com um visual mais verde e natural sem atrapalhar as linhas de transporte da cidade, é um sonho para muitos e um projeto real da Studio Invisible.
Beirut’s Wonder Forest é o nome do projeto que visa instalar árvores no topo dos prédios da capital libanesa. Como implantar árvores pelas ruas e calçadas é um processo complicado por causa da estrutura concreta que a cidade já possui, a solução foi levar as árvores para o alto e criar um “jardim suspenso”. De acordo com a Administração Central de Estatísticas, existem 18,500 prédios apenas no centro de Beirut. Uma árvore para cada prédio já seriam 18,500 árvores a mais na cidade. Já faria uma grande diferença!

Ilustração do mapa de Beirut após implantação do projeto - imagem disponibilizada pela StudioInvisible
As árvores seriam plantadas em grandes vasos e fixadas no topo dos prédios por arames de aço para prevenir que alguma caia em caso de ventos muito fortes.
Os benefícios que esse projeto pode trazer são inúmeros: melhores níveis de oxigênio, ambiente saudável, absorção do escoamento de água causada pelas chuvas, criação de sombra para a cidade que é extremamente quente e árida, e dessa forma também diminuiria o nível de consumo de energia.
Se esse plano realmente funcionar, Beirut com certeza vai ser uma inspiração para o resto dos grandes centros urbanos do mundo!
Todas as informações podem ser encontradas ao acessar Inhabitat.com.
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outubro 25, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
O Vietnã, e a humanidade como um todo, acaba de perder parte de seu patrimônio natural. Foi confirmada pela WWF Global e pela Fundação Internacional do Rinoceronte (IRF) a extinção do rinoceronte de Java (Rhinoceros sondaicus annamiticus) no Vietnã.
Apesar de investimentos feitos em pesquisas para evitar que isso acontecesse, o último animal da espécie no país foi encontrado morto no ano passado, caçado para a retirada do chifre, que é comercializado.
Em 1988 os pesquisadores acreditaram que o rinoceronte Java havia sido extinto do continente asiático. Mas foram surpreendidos com a descoberta de um pequeno grupo remanescente da espécie no Parque Nacional Cat Tien.
Porém, infelizmente, os esforços de organizações envolvidas para conservar essa pequena população não foram suficientes. Um relatório feito pela WWF Global aponta que a proteção ineficaz feita pelo parque foi a causa da extinção.
A WWF diz que este é um problema comum na maioria das áreas protegidas no Vietnã e que ameaça a sobrevivência de muitas outras espécies.
Caça ilegal
A caça ilegal para abastecer o comércio de espécies selvagens reduziu muitas espécies vietnamitas para populações pequenas e isoladas. Por conta disso, muitos animais também estão à beira da extinção.
Alguns que correm este risco são o Tigre, o Tonkin – macaco de nariz arrebitado, o Crocodilo Siamês e o Elefante Asiático.
Para que não aconteça com estes animais o que acaba de ocorrer com o rinoceronte vietnamita Java, é necessário conservar as espécies, proteger seu habitat natural e impedir a caça e o comércio ilegal de animais silvestres.
A WWF alerta que precisa haver mais responsabilidade, melhor infraestrutura dos parques, com mais guardas treinados para fazer o monitoramento.
Preservação
Para os especialistas, não é economicamente viável reintroduzir o rinoceronte Java no Vietnã. A população da espécie limita-se agora a menos de 50 animais em um pequeno parque nacional da Indonésia.
Eles estão criticamente ameaçados com o aumento da demanda pelo seu chifre para utilização na tradicional medicina asiática.
O trabalho primordial a ser feito agora pela IRF é garantir que o que aconteceu no Vietnã não se repita na Indonésia, o que, provavelmente,levaria à total extinção da espécie.
Para saber mais sobre a extinção do rinoceronte Java, assista ao vídeo abaixo:
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outubro 20, 2011 por Blog da Saúde
Em: Destaque, Saúde Ambiental
Pelo terceiro ano consecutivo, a campanha ‘Segunda Sem Carne’, promovida pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) e pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) de São Paulo, incentiva os brasileiros a tirarem a carne do cardápio pelo menos uma vez por semana.
Para estimular a população a provar novos sabores e abdicar da carne, nem que seja só na segunda-feira, a SVB garante que essa mudança de hábito beneficia os indivíduos, o meio ambiente e os animais. A ideia é conscientizar a sociedade a respeito dos impactos que o consumo de carne causam ao meio ambiente e ao nosso corpo, e, ao mesmo tempo, motivar uma reflexão sobre como os animais são criados e abatidos para gerar comida.
Esta campanha já existe em outros países, como EUA e Reino Unido, liderada pelo ex-Beatle Paul McCartney, e conta com o apoio de diferentes celebridades de todo o mundo, como: Yoko Ono, Moby, Ziggy Marley, Marisa Monte, Gilberto Gil, Ellen Jabour, entre outros.
“Parar de comer carne pelo menos um dia por semana é uma mudança significativa que todos podem adotar”. Paul McCartney, músico.
“A campanha brasileira é um exemplo e todos deveriam tentar a Segunda Sem Carne para começar a entender melhor a filosofia vegetariana”. Moby, músico vegano.
Segundo pesquisa do IBOPE de 2010, 9% dos brasileiros acima de 18 anos se declaram vegetarianos, um número que equivale a cerca de 20 milhões de pessoas.
Já uma pesquisa coordenada pelo Instituto Ipsos, feita no começo de 2011 no Brasil, declarou que 28% dos brasileiros já procuram comer menos carne.
Seja por convicções próprias, por uma questão de gosto, pelo meio ambiente ou, ainda, por cultivar hábitos mais saudáveis, é fato que o brasileiro já percebeu a necessidade de reduzir o consumo das carnes em sua dieta.
“Ao deixar de consumir carne uma vez por semana, as pessoas têm a oportunidade de descobrir os sabores da culinária sem carne. Além disso, estão cuidando de sua saúde e fazendo uma grande diferença para o planeta e para os animais” – explica Marly Winckler, presidente da SVB.
Pelo planeta, pelos animais e pelas pessoas
Para suprir toda a demanda de carne para a população do planeta, bilhões de animais são criados. E eles consomem água, recursos energéticos, demandam espaço, geram poluição atmosférica, entre outros gastos.
Você sabia que para se produzir 1 Kg de proteína animal são necessários de 3 a 15 kg de proteína vegetal, como milho, soja etc.?
Veja abaixo o infográfico da SVB que demonstra o custo para o meio ambiente de 1 Kg de carne:
Se mais pessoas adotassem o hábito de diminuir o consumo de carne, menos animais teriam que ser criados em cativeiro e, consequentemente, não sofreriam. Atualmente, a cada ano, mais de 67 bilhões de animais terrestres são criados em função da alimentação humana.
Evitar o consumo de carne também previne doenças crônicas e degenerativas, como doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, obesidade, diversos tipos de câncer e diabetes.
Evidentemente que grande parte dos grãos produzidos no mundo vão para a alimentação dos humanos, né? Na verdade, não. Pois cerca de 60% do milho e da cevada e 97% do farelo de soja são destinados à alimentação de animais que irão para o abate.
Mesmo com um bilhão de pessoas passando fome no mundo, toda essa produção de grãos tem sido destinada aos animais. Assim como grande parte de água e terras agricultáveis estão sendo utilizados para criar animais e produzir carne que só os povos mais ricos comerão.
Por que segunda?
Segunda-feira é o dia das decisões: as pessoas começam regimes, apostam no abandono de vícios ou maus hábitos. E já que os brasileiros costumam consumir ainda mais carne aos finais de semana, às segundas os excessos são compensados com uma alimentação leve.
Então o dia foi considerado ideal pelos idealizadores para se tirar a carne do prato. Pensando em ajudar a quem deseja adotar esse hábito, no site da Sociedade estão disponíveis receitas saborosas vegetarianas, além de dicas de nutrição. Você também pode fazer o download de bonecos toyart dos mascotes da campanha para imprimir e montar. ♥
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setembro 26, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Ambiental
O quão delicado seria mandar um cartão postal que se transforma em mini jardim? Com essas simples invenções, como os pendrives descartáveis, por exemplo, os produtos não só ficam mais charmosos – ficam também ecologicamente mais apropriados.
Vamos apresentar o Postcarden, criado pelo estúdio de design Another Studio, uma empresa independente situada em Londres. Eles afirmam estar entusiasmados com a criação de produtos encantadores tanto para as pessoas, como para o meio ambiente.
Para criar o primeiro produto, notou-se o presente mais universal que existe – o cartão. Eles sentiram que no cartão convencional faltava surpresa, trazendo apenas um prazer momentâneo. A chegada de um cartão pelo correio sempre pode iluminar o dia, mas uma vez aberto, o papel se tornava comum e estático.
Por isso a resposta foi o PostCarden – um cartão postal pop-up. Foi criado para ser mais divertido, curioso e interativo. Ao longo do tempo o cartão reage a você e a seu ambiente de evolução em beleza e charme.
Nós concordamos. O Another Studio informa que os produtos podem ser vendidos para qualquer lugar do mundo. O preço, em média, é de 4 libras por cartão.
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setembro 21, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
Todo ano, no dia 22 de setembro, as pessoas de todo o mundo se reúnem nas ruas, cruzamentos e quarteirões para lembrar ao mundo que nós não podemos continuar tão dependentes do carro.
O “Dia Mundial Sem Carro” surgiu na França, em 1997. E tem como objetivo conscientizar e alertar os cidadãos para os prejuízos do uso excessivo do carro em relação aos outros meios que promovem a sustentabilidade, como a bicicleta e o transporte coletivo.
A data visa chamar a atenção também de urbanistas e políticos para que prioridades sejam dadas à bicicleta, criando mais ciclovias, por exemplo, e aos pedestres que utilizam os transportes públicos, em vez dar preferência sempre aos automóveis.
Mas não adianta nada ter apenas um dia de celebração e, em seguida, um retorno à mesma rotina insustentável. Portanto, cabe aos nossos governos, mas também a nós mesmos ajudar a criar uma mudança permanente para beneficiar os pedestres, ciclistas, as pessoas que usam o transporte público e, acima de tudo, as nossas cidades e o meio ambiente.
O Dia Mundial Sem Carro é uma vitrine de como as nossas cidades poderiam ser no restante do ano, se mais pessoas adotassem essa prática, ou melhor, abandonassem seus carros – nem que fosse por um dia na semana, ou para pegar carona, já que a grande maioria dos carros leva apenas uma pessoa(!).
Afinal, usar algumas vezes na semana o transporte público ou a bicicleta para se locomover já é um passo na direção de uma cidade menos congestionada, poluída, irritada e, por que não, sedentária.
Pois, além de ser um meio de transporte sustentável, que diminui o impacto tanto da poluição atmosférica quanto sonora, a bicicleta é uma alternativa para diminuir a irritabilidade e aproveitar o seu caminho diário para praticar uma atividade física.
Dicas para pedalar com seguranças pelas grandes cidades do MoutainBikeBh:
• Escolha bem a bicicleta, é necessário ter um meio de locomoção regulado, confortável e bem cuidado. Não se esqueça de fazer a manutenção periodicamente;
• Comece devagar antes de sair pedalando pelas ruas das metrópoles, com trajetos curtos, e planeje as rotas para evitar desgastes extremos. Um ciclocomputador com GPS para bicicletas pode ajudar muito nessa hora;
• Mantenha-se sempre visível e seja previsível. Use acessórios que te destaquem em meio aos carros, como reflexivos e luzes. E à noite, use roupas claras, além dos refletores e farol;
• Respeito no tráfego. Isso se aplica aos ciclistas e aos motoristas dos outros veículos. A falta de respeito no trânsito pode colocar muitas vidas em risco, sendo um preço muito caro a se pagar apenas por causa da falta de gentileza.
• É preciso lembrar que as bicicletas devem evitar trafegar nas calçadas, para não colocar em risco os pedestres. Dessa forma, o ideal é andar nas ruas, com os carros, quando não houver faixa exclusiva, mas, preferencialmente à direita, sempre pelos bordos da pista e nunca pela contra-mão.
• Tendo a opção de ciclovias ou ciclofaixas, opte por elas.
• Sinalize sempre a sua intenção com o braço.
• Evite vias de trânsito rápido e intenso ou muito congestionadas.
• Use sempre luvas e capacete e obedeça aos sinais de trânsito.
Então, inspire-se assistindo o vídeo abaixo e amanhã, vá de ônibus, metrô, a pé ou de bike!
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agosto 5, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
Uma cidade como São Paulo, com mais de 11 milhões de habitantes, que produzem cerca de 9.500 toneladas de lixo doméstico por dia, tem somente 1,2% de seu lixo reciclado.
Sendo que o trabalho dos carroceiros corresponde a 80% dos materiais coletados destinados à reciclagem. Então, imagine se eles não estivessem fazendo isso?
O que pode ser chamado de lixo para muitos, se transforma em fonte de sustento para mais de 20.000 catadores que agem, na verdade, como verdadeiros agentes ambientais.
Pensando nesse problema e na maneira como esses trabalhadores são marginalizados e desrespeitados pelas ruas das grandes metrópoles, o graffiteiro Mundano vem desenvolvendo um projeto, desde 2007, juntamente aos catadores, que consiste em pintar as carroças por eles utilizadas com frases de impacto e conscientização.
O artista já ultrapassou a meta de pintar 100 carroças. A maioria delas estão pelas ruas de São Paulo, mas algumas podem ser encontradas em outras “Cidades Recicláveis” (nome do projeto) como Nova York, Buenos Aires e Santiago do Chile.
A arte de Mundano dá voz aos carroceiros, atrai atenção da sociedade para eles e para o problema do lixo das grandes cidades e da reciclagem.
Com frases politizadas e cheias de questionamentos, Mundano deixa os catadores felizes com suas carroças estilizadas e gera reflexão aos motoristas e pedestres que passam por elas.
Não há quem não olhe e pare pra pensar, passe a respeitar mais o carroceiro – nem que seja só por alguns instantes – após ler frases como:
“A culpa não é da chuva!”
“Eu reciclo e você?”
“Reciclem os políticos!”
“Meu trabalho é honesto, e o seu?”
“Respeitem os ciclistas e os carroceiros!”
“Meu carro não polui!”
O projeto está evoluindo tanto que Mundano está escrevendo um livro que trará inúmeras fotos e contará as experiências vivenciadas por ele até agora.
Além disso, o tema virou tema da música “Reciclar Você”, da banda Família Gangsters, que acompanha um dia na vida do carroceiro conhecido como Marcelão, que tem sua carroça pintada por Mundano.
Assista ao clipe abaixo:
Você já viu alguma dessas carroças coloridas por aí? Já buzinou para alguma delas?
Da próxima vez lembre-se de que eles ajudam a melhorar o meio ambiente e as nossas cidades.
Para conhecer o trabalho do grafiteiro e ver mais fotos das carroças, clique aqui.
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janeiro 18, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
Para incentivar as ações, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo criou o prêmio “Amigo do Meio Ambiente”, concedido no final de 2010 a 26 projetos implantados pelos serviços de saúde.
Conheça alguns deles e ajude a espalhar grandes ideias:
No Hospital das Clínicas da FMUSP, por exemplo, durante a Semana do Meio Ambiente, em 2010, implantou um posto para descarte de chapas de radiografias antigas.
O material contém o metal prata, nocivo ao meio ambiente. Houve a coleta de mais de 1,5 tonelada, que foi repassada ao Fundo Social de Solidariedade do Estado, para venda e reciclagem.
O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto decidiu erradicar a utilização de mercúrio líquido – meta alcançada há dois meses.
Todos os medidores de pressão e termômetros, que continham o metal, foram substituídos por outros digitais, mais precisos, modernos e ecologicamente corretos. Os antigos foram descartados por uma empresa especializada, dentro das normas.
Os sacos plásticos foram o alvo do Hospital de Transplantes do Estado “Dr. Euryclides de Jesus Zerbini” (antigo Hospital Brigadeiro), na capital. Em 2010 a unidade iniciou projeto que vai eliminar os saquinhos utilizados para embalar os talheres do refeitório da unidade. Em um ano, a medida deve economizar cerca de 10 mil m² de plástico, número equivalente a quase um campo inteiro de futebol.
No Hospital Geral de Pirajussara, em Taboão da Serra, frascos plásticos de soro e de vidro, que contêm materiais para exame de contraste, são coletados e vendidos para uma empresa especializada em reciclagem.
A verba é revertida em melhorias para o hospital e novos programas voltados ao meio-ambiente. Os frascos de vidro são repassados para os voluntários da unidade que utilizam em trabalhos manuais e artesanato com a comunidade e pacientes da psiquiatria. Ao todo, já foi captada 1,8 tonelada de materiais.
A economia de alimentos foi um dos temas do Hospital Estadual de Vila Alpina, na zona leste, no projeto “Cardápio Sustentável”.
Foi realizada em outubro uma medição do que é desperdiçado e o resultado foi de surpreendentes 20% a 25%. A campanha já começou e a meta é baixar o desperdício a 10%, no máximo. Caso atinjam o objetivo, os funcionários terão direito de um a dois dias de cardápio especial. Atualmente são oferecidos 400 almoços, 80 jantares e 170 ceias.
A preocupação do Hospital Geral de Pedreira, na zona sul, também é o desperdício, mas o da água. Para isso, o hospital implantou um sistema de reuso.
O objetivo é usar água não potável nas descargas sanitárias, lavagem de pátios e outras atividades. Foi construído o prédio anexo com 2.500 m² de área, com tubulação das caixas d’água independentes para a implantação do projeto.
O local onde trabalha também teve uma grande ideia? Queremos ouvi-lo!
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dezembro 17, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
Na Praia do Tombo, localizada no Guarujá, litoral sul de São Paulo, uma nova bandeira é hasteada desde a semana passada. Trata-se da “Blue Flag“, a bandeira azul concedida pela organização não-governamental dinamarquesa Foundation for Environmental Education a praias consideradas top em quesitos socioambientais.
Processo
Para conquistar a certificação, a Praia do Tombo, que tem 800 metros de extensão, precisou cumprir 32 itens, em quatro anos de discussões e adaptações. De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Elio Lopes, os critérios para balneabilidade da organização dinamarquesa são mais rígidos, por exemplo, do que os da agência ambiental de São Paulo, a Cetesb.
Para a obtenção do certificado foram detectadas as ligações clandestinas e eliminado todo e qualquer esgoto da rede pluvial que desemboca na praia. Além disso, a água passou a ser submetida a análises duas vezes por dia. Tudo para garantir a qualidade do mar.
As exigências ainda incluem:
- A existência de recipientes para lixo em bom estado;
- Instalações sanitárias e chuveiros em número suficiente;
- Normas relativas a cães e outros animais domésticos;
- Estímulo de meios de transporte sustentáveis na área da praia;
- Número adequado de salva-vidas;
- Equipamentos e adaptações para receber pessoas com necessidades especiais;
- Policiamento.
Mais importante que conseguir, é manter!
“Conseguir a Bandeira Azul é dificílimo, mas mantê-la é mais ainda. A parte da educação é a mais importante”, ressalta o secretário.
Para isso, foi criado o Núcleo de Educação Ambiental, local que também concentra algumas exigências da certificação: é lá que ficam os reagentes e relatórios das análises da água, os banheiros (incluindo o de deficientes), o bebedouro, o centro de informações turísticas, a câmera de monitoramento para a segurança e lixeiras para coleta seletiva de materiais recicláveis e óleo. O núcleo ainda será utilizado para realização de cursos e palestras.
Fiscalização
O cumprimento dos índices de balneabilidade e de outras exigências do programa é vistoriado sem que a cidade seja avisada pela ONG Instituto Ambiental Ratones (IAR), de Santa Catarina, que coordena o Bandeira Azul no Brasil. O certificado precisa ser renovado anualmente.
Mais de 3.400 praias de 41 países possuem a certificação. A maior parte se concentra na Europa. A Espanha é o país com mais praias certificadas: 520.
No Brasil são duas. Além da Praia do Tombo, Jurerê Internacional, em Florianópolis/Santa Catarina, conseguiu o feito em dezembro do ano passado.
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dezembro 6, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
Os primeiros voos comerciais do mundo movidos à biocombustível serão realizados em abril de 2011, com o Airbus A321, da empresa alemã Lufthansa. O combustível é feito com uma mistura de 50% de óleo vegetal hidrogenado e 50% de querosene tradicional.
Em nota, a empresa informa que os voos serão realizados na rota Hamburgo-Frankfurt por um período de seis meses, em fase de testes do projeto “Burn Fair”, que avaliará “o impacto a longo prazo dos biocombustíveis sustentáveis na aviação”.
O representante da Lufthansa, Wolfgang Mayrhuber, disse acreditar que haverá grandes oportunidades de utilizar querosene biossintético, mas alerta que primeiro eles querem aprender com a experiência diária. A proposta é inicialmente fornecer assistência técnica e monitorar as propriedades do combustível.
“A Lufthansa é a primeira linha aérea do mundo que utilizará o biocombustível em seus voos e este passo é um importante marco dentro da estratégia para conseguir uma aviação sustentável”, ressaltou Mayrhuber no comunicado.
Outras linhas aéreas, como a KLM e a Continental, já estão testando os biocombustíveis, mas a Lufthansa será a primeira a usar o óleo vegetal em voos comerciais.
No Brasil
No mês passado, a TAM realizou o primeiro voo experimental da América Latina utilizando biocombustível produzido a partir do óleo de pinhão manso, uma biomassa vegetal brasileira.
A aeronave, um Airbus A320, decolou do Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, no Rio de Janeiro, retornando ao mesmo aeroporto depois de 45 minutos. O teste é parte de um projeto para reduzir as emissões de gás carbônico nos voos da companhia aérea.
“A realização deste voo experimental materializa a participação da TAM num amplo projeto de desenvolvimento da cadeia produtiva desse biocombustível de biomassa vegetal, com o objetivo de se criar uma plataforma brasileira de bioquerosene de aviação sustentável”, diz em nota o presidente da companhia, Líbano Barroso.
O próximo passo será a implementação de uma unidade de plantio de pinhão manso, em escala reduzida, no Centro Tecnológico da TAM em São Carlos (SP). O objetivo é estudar a viabilidade técnica e econômica da instalação de uma cadeia produtiva de biocombustível à base de óleo de pinhão manso, desde a matéria-prima até a distribuição do bioquerosene.
O pinhão manso é uma planta que não concorre com a cadeia alimentar porque é imprópria para consumo humano e animal, “podendo ser consorciada com pastagens e culturas alimentícias”, explica a empresa no comunicado.
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novembro 16, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
Você tem a casa dos seus sonhos na cabeça, mas não tem ideia de como colocar no papel? Muitos menos de como torná-la realidade? Uma boa dica para os aspirantes a arquiteto é o “Manual do Arquiteto Descalço” (editora Empório do Livro).
O livro, escrito pelo holandês Johan Van Lengen, mistura arquitetura e sustentabilidade, trazendo uma série de orientações e dicas para um homem comum construir sua casa, sem desrespeitar a natureza ou agredir o ambiente.
Muito além da casa na árvore…
Com base na bio-arquitetura, um conceito que une ecologia, arquitetura e urbanismo, o manual revela técnicas e maneiras de construção em harmonia com a natureza e os seus recursos, promovendo o equilíbrio entre o meio ambiente e o progresso.
No “Manual do Arquiteto Descalço”, o leitor encontrará instruções básicas e úteis sobre contextos climáticos, formas e materiais capazes de solucionar questões que envolvem energia, água e saneamento por meio do uso de ecotecnologias alternativas, iniciativas criadas especialmente para promover a preservação dos recursos naturais.
O livro traz a apresentação completa de uma obra, desde os primeiros esboços até tabelas com misturas de argamassa. São dez capítulos, que envolvem cerca de 500 páginas, com ilustrações e explicações detalhadas.
Como já comentamos no Blog da Saúde, a sustentabilidade deixou de ser um tema da moda, em constante discussão, para tornar-se uma necessidade quando o assunto é a preservação do meio ambiente. Faça sua parte!
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novembro 3, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
Um jogo britânico de computador, lançado esta semana para testes, possibilita que os usuários entendam como determinadas ações podem ajudar ou prejudicar o meio ambiente.
O “Fate of the World” cria diferentes situações para que você possa salvar o planeta dos efeitos do clima. O futuro da Terra fica nas mãos dos jogadores, responsáveis por uma organização ambiental internacional que pode salvar o mundo das consequências das emissões de gases que causam o efeito estufa.
O game poderá levar o jogador para o futuro, mostrando os resultados das suas decisões em 200 anos.
Polêmica
As soluções incluem a geoengenharia e fontes alternativas de energia.
No entanto, uma das ações para salvar o planeta disponível no jogo está gerando polêmica: para reduzir a superpopulação mundial, o jogador pode criar uma doença que causaria a morte de milhares de pessoas.
“Não estamos defendendo uma causa específica. Há diversas opções, entre as quais energia nuclear e energia renovável. Não queremos dizer que um determinado caminho seja o melhor”, explica Gobion Rowlands, fundador e presidente do conselho da Red Redemption, produtora de videogames de Oxford, no Reino Unido, que criou o “Fate of the World”.
Em teste
Durante três meses, os usuários poderão fazer testes e enviar comentários sobre o jogo. Baseado nas críticas, ele será revisado e lançado novamente em fevereiro de 2011. O game foi lançado para PCs e Apple Macs.
A diferença entre o “Fate of the World” e os videogames de ação comuns é a utilização de dados de modelos climáticos reais.
Saiba mais:
– Desenvolvimento sustentável – Brasil evolui, mas ainda há muito o que ser feito!
- Ihhh… Deu branco: A medida que promete combater o aquecimento global
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outubro 29, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
Pensando em contribuir com a preservação do meio ambiente e alertar o mundo sobre a enorme quantidade de lixo plástico que é despejada nos oceanos de todo o planeta, a Eletrolux lançou o projeto Vac From The Sea (ou Aspirador do Mar).
A empresa criou uma linha de aspiradores de pó produzidos com lixo plástico encontrado em mares e oceanos ao redor do mundo. Os cinco aparelhos criados são como os anteriores lançados pela empresa, mas o diferencial está na matéria-prima utilizada para produzi-los.
De acordo com a Eletrolux, os aspiradores são 70% de plástico reciclado. O lixo utilizado para a fabricação das primeiras unidades do produto foi recolhido em rochas, corais, praias e costas do Mar do Norte, Oceano Índico, Mar Mediterrâneo, Oceano Pacífico e Mar Báltico. Cada uma das unidades representa um local.
Todos os modelos são funcionais e podem ser usados como um aspirador de pó comum.
Os detritos de plástico foram recolhidos em parceria com organizações e pessoas que já estão envolvidos na questão. A empresa pretende leiloar os produtos com renda revertida para ações e pesquisas voltadas a sustentabilidade e meio ambiente. Além disso, está programando um calendário para que o projeto seja apresentado em várias partes do mundo para indústria e consumidores.
Como já falamos inúmeras vezes, a poluição nos rios, oceanos e mares causam uma série de danos à natureza, principalmente aos seres vivos que habitam esses locais. Pense antes de deixar seu lixo na praia, de jogar lixo no mar, no rio ou em qualquer local que possa prejudicar o meio ambiente!

Da esquerda para a direita as edições do Mar do Norte, Oceano Índico, Mar Mediterrâneo, Oceano Pacífico e Mar Báltico (Divulgação)
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outubro 27, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
Um projeto lançado esta semana na cidade de Votorantim (SP) encontrou uma solução para as centenas de milhares de bitucas de cigarro que são jogadas fora diariamente: a coleta e transformação dos restos de cigarros em adubo orgânico.
O material recolhido servirá de adubo para plantas em projetos de recuperação ambiental. O trabalho envolve a prefeitura e empresas de reciclagem.
O problema das bitucas nas ruas das cidades paulistas aumentou desde que a criação da lei antifumo, em 2009, que proibiu o cigarro em recintos fechados.
Como funciona?
Coletores de pontas de cigarro, desenvolvidos pela Poiato Recicla, serão colocados em locais estratégicos da cidade, como a entrada de bancos, restaurantes e prédios públicos. A prefeitura fará campanha para incentivar seu uso.
O material será recolhido regularmente e encaminhado para outra empresa, a Conspizza, em Uberlândia (MG), responsável pelo processo de compostagem. Após a retirada dos metais pesados e outros componentes agressivos, os restos de cigarro serão misturados a um composto orgânico e resíduos vegetais.
Votorantim, que hoje conta com cerca de 120 mil habitantes, vai bancar parte do custo com a coleta e a destinação do material, mas espera fazer parcerias para dividir a despesa.
O meio ambiente agradece
De acordo com o sócio da Poiato Recicla, Marcos Poiato, embora pareça inofensiva, a ponta de cigarro traz sérios problemas ambientais. “Está comprovado que 20 bitucas num manancial geram poluição equivalente a de um litro de esgoto”, enfatiza.
Os problemas não param por ai:
- Pesquisas apontam que os restos de cigarro representam quase um terço do lixo lançado nas ruas e calçadas;
- Uma bituca de cigarro leva de um a dois anos para se decompor quando jogada no solo;
- O Brasil produz, anualmente, 140 bilhões de cigarros e cada bituca leva, em média, dois anos para se decompor na natureza.
* Com informações da Agência Estado.
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setembro 30, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
A cidade de Curitiba está testando, a partir desta semana, mais uma inovação que promete ajudar o meio ambiente: trata-se do ônibus híbrido (7700 Hybrid), veículo que roda com um motor elétrico no teto e outro movido a diesel, na parte de trás do ônibus.
Como funciona: o motor elétrico é usado para arrancar o ônibus e chegar a uma velocidade de 20 Km/h. Depois, entra em ação o motor a diesel, que só funciona em velocidades mais altas.
A cada vez que se acionam os freios, a energia de desaceleração é utilizada para carregar as baterias. Quando o veículo está parado, seja no trânsito, em pontos de ônibus ou em semáforos, o motor a diesel fica desligado.
De acordo com Volvo, fabricante do veículo, a emissão de poluentes do ônibus híbrido é 50% menor do que nos ônibus comuns. A economia no consumo de combustível de até 35%. Além disso, o ônibus também pode utilizar o biodiesel, outra iniciativa que já implementada na cidade.
O “Hibribus” tem capacidade para até 80 passageiros (32 sentados) e conta com piso baixo, no mesmo nível da calçada, para facilitar o embarque e desembarque dos passageiros.
A novidade passa a integrar a rota de passageiros da linha Interbairros II e será testada em Curitiba durante três semanas. O ônibus começará as viagens às 5h12, no Capão Raso, e será recolhido às 15h47 para avaliações. Cada um dos cinco trajetos feito pelo veículo híbrido terá 41 quilômetros, totalizando 205 quilômetros por dia.
Os testes serão realizados também em São Paulo e no Rio de Janeiro. Dependendo dos resultados, o veículo pode ser fabricado em larga escala e incorporado, por exemplo, à frota da cidade de Curitiba para a Copa do Mundo de 2014.
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setembro 29, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
Quem trabalha em escritório sabe quanto papel é desperdiçado diariamente: documentos que não são mais usados, fichas, formulários, apostilas, material para revisão, comunicados…até em casa, se não prestarmos atenção, acabamos gastando muito com impressão.
Hoje, já existem ações para conter o desperdício e promover o uso consciente da impressora, mas que tal um equipamento que reutiliza todos aqueles papéis que, se não são utilizados para rascunho, vão direto para o lixo?
A Sanwa PrePeat RP-3100, criada pela empresa japonesa Sanwa, é uma impressora sustentável. Além de reaproveitar os papéis de rascunho ou documentos com erros de impressão, o equipamento não precisa de toner ou tinta. Outro ponto positivo: suas folhas podem ser utilizadas até 1000 vezes!
O equipamento possui um cabeçote térmico e suas folhas são feitas de garrafas PET recicladas. Esses papéis especiais são termoplásticos, assim podem ser apagados e usados novamente. Segundo o fabricante, por enquanto a impressão pode ser feita apenas em preto e branco.
A novidade ainda tem um custo alto para o consumidor: a primeira versão do equipamento custará em torno de U$ 5 mil. Além da impressora, o consumidor precisa também adquirir suas folhas especiais. O valor? Cada uma terá custo de U$ 3,00.
O produto pode ajudar a reduzir custos daqueles que estão acostumados a gastar de tempos em tempos com novos cartuchos de tinta e possuem pilhas de impressões erradas que acabaram virando rascunho. Além disso, incentiva a reciclagem e evita a produção de milhares de cartuchos de tinta. É esperar para ver!
Veja como ela funciona:
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setembro 23, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
O ato de limpar as mãos é simples, certo? Basta lavar cuidadosamente com água e sabão. Mas na hora de secar…
Qual sua preferência: toalha de papel ou secador de ar? Calma! Antes de decidir, alguns pontos devem ser considerados.
SAÚDE
Como as bactérias se proliferam nas mãos molhadas, o método que remove mais umidade deve, teoricamente, ser mais eficaz. No entanto, alguns estudos sugerem a interferência de outros fatores.
Pesquisas têm demonstrado que os secadores de ar convencionais, aqueles encontrados em shoppings, bares e restaurantes, por exemplo, são áreas de reprodução de bactérias que contaminam as mãos e dispersam os germes pelo ambiente.
Isso vale também para os modelos mais recentes, com sistemas de jato de ar em que os usuários colocam as mãos em um recipiente enquanto o ar dispara rapidamente.
Mas atenção! Esses estudos podem apresentar um conflito de interesses: o financiamento da indústria do papel.
No ano 2000, a Clínica Mayo conduziu um dos poucos estudos independentes sobre a questão. Os pesquisadores recrutaram cem pessoas, contaminaram suas mãos e, em seguida, lhes instruíram a lavá-las com água e sabão.
Depois, pediram que passassem as mãos sob um secador de ar quente durante 30 segundos ou utilizassem um pano ou toalha de papel descartável por 15 segundos.
Os resultados
No final, os cientistas observaram um empate. Os dois métodos secaram bem as mãos e produziram reduções equivalentes de bactérias.
A melhor evidência disponível, no entanto, indica que o método de secagem é menos importante quando comparado com o tempo investido na eliminação dos germes: ou seja, quanto mais tempo, melhor para sua saúde!
JÁ QUANDO O ASSUNTO É O MEIO AMBIENTE…
Ambos possuem suas vantagens e desvantagens. Tanto as toalhas de papel quanto os secadores têm um custo ambiental. De um lado as árvores desmatadas, de outro o consumo de energia e a produção do equipamento. Vamos as contas.
O papel toalha pode ser de celulose virgem, que vem de floresta de reflorestamento. A vantagem é que uma árvore nova consome muito gás carbônico (CO2) e libera quantidades elevadas de oxigênio para crescer, ao contrário de uma árvore mais antiga.
No entanto, no Brasil ainda existe certa dificuldade em saber a origem exata da matéria-prima – mesmo que seja a minoria dos fornecedores – uma vez que temos problemas com o corte ilegal e o desflorestamento.
Há também o papel toalha reciclado…e neste caso, vale uma observação.
De acordo com Sidney Valeije, diretor de descartáveis da Associação Brasileira do Mercado Institucional de Limpeza (Abralimp), o processo para a produção de papel toalha reciclado usa muitos materiais químicos, que podem poluir mais do que a fabricação de outro papel qualquer.
Além disso, sem saber sua origem, muitas vezes o papel reciclado tem mais risco de contaminação e gera mais consumo, já que pode vir papéis que não são feitos para absorver direito.
Tanto um quanto o outro gastam em transporte…Aliás, a maior parte da madeira usada nas grandes capitais brasileiras vem de florestas do Norte ou Centro-Oeste.
No caso do papel toalha, vale lembrar também que poucos são aqueles que respeitam a recomendação do uso de uma ou duas folhas de papel e acabam usando três, quatro ou quantas acharem necessário.
Secadores
Pesquisas indicam que o secador de mãos é mais eficiente do ponto de vista sustentável e de custos, mesmo utilizando a energia elétrica. A maioria utiliza, aproximadamente, 2.200 watts de energia quando ligados, e 2 watts quando estão em stand by.
Ao secar as mãos durante 30 segundos, serão consumidos 0.018 kWh de eletricidade. Fazer isso três vezes ao dia, durante um ano, consumirá 19.71 kWh, que responde por 12 quilos de emissões de dióxidos de carbono.
Parece muito?
Embora os dados de consumo de energia, produção dos materiais e transporte do produto vão contra aos secadores de mãos, eles ganham graças à durabilidade e à falta de manutenção. Estima-se que um produto desses tem uma vida útil de sete a dez anos.
Segundo a fabricante americana World Dryer, durante seu ciclo de vida – que em média é de 10 anos -, o secador emite 3 toneladas de CO2 a menos do que a produção de papel toalha, se usado proporcionalmente.
São 1,6 toneladas liberadas pelo aparelho contra 4,6 toneladas do papel.
CONVIVÊNCIA
O assunto é polêmico e novas pesquisas vão surgir sempre. A questão é que, independente dos resultados, os dois podem (e devem) conviver.
Por exemplo, em um aeroporto ou no trabalho, o usuário precisa escovar os dentes ou secar o rosto…difícil fazer isso com o secador de ar, não? Vai demorar e o resultado talvez não seja assim tão bom!
Por isso, o mais sensato é manter os dois. Cabe, no entanto, aos usuários utilizá-los com consciência e moderação. O meio ambiente agradece!
*Com informações do jornal The New York Times, revista Galileu e Planeta Sustentável.
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setembro 23, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
Você pode até não acreditar, mas os militantes da Fundação SOS Mata Atlântica afirmam que a despoluição do rio Tietê é possível!
A entidade promoveu ontem (22), dia do maior rio de São Paulo, uma manifestação nas margens do rio para lembrar que o Tietê pode voltar a ser limpo e virar opção de lazer e transporte para os paulistanos.
Os canteiros da marginal Tietê foram tomados por pessoas em trajes de banho, guarda-sóis, cadeiras, esteiras, bóias…Essa foi a segunda edição do “Praia no Tietê”, um movimento pró-Tietê que luta pela despoluição do rio.
A ideia é cobrar políticas públicas voltadas à qualidade de vida e à continuidade das obras de descontaminação do rio, além de mostrar para a sociedade a importância da contribuição de cada um nos esforços que vêm sendo feitos para despoluir e reintegrar o rio ao cotidiano das cidades por onde passa (são 1.100 quilômetros!).
Ações
O Tietê tem sido alvo das ações de mobilização da sociedade desde 1991, quando a SOS Mata Atlântica, em parceria com a Rádio Eldorado, reuniu 1.200.000 assinaturas em um abaixo-assinado entregue ao Governo do Estado de São Paulo.
O projeto de despoluição do rio Tietê teve início em 1993 e está entrando na sua terceira etapa.
A nova fase, iniciada ontem pela Sabesp, deve consumir US$ 1,05 bilhão (em torno de R$ 1,8 bilhão) em investimentos. Só o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) investirá US$ 600 milhões, de acordo com a companhia.
Nessa fase da despoluição, a Sabesp pretende construir redes coletoras de esgoto para 1,5 milhão de pessoas e tratar o esgoto coletado de outros 3 milhões de moradores da cidade. A terceira etapa prevê um conjunto de obras e ações até 2018.
Até hoje, a companhia já investiu US$ 1,6 bilhão no Projeto Tietê.
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