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Remédios de uso domiciliar pagos pelo plano de saúde, isso é possível?

O presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Maurício Ceschin, levantou uma proposta polêmica e de difícil execução: que os planos de saúde financiem também medicamentos de uso domiciliar, além da assistência médica e odontológica.

A lei que regula o setor de planos atualmente veta a cobertura de medicamentos de uso domiciliar – só os fornecidos durante a internação são pagos.

“No próximo ano, vamos discutir como incorporar o benefício do medicamento de alguma forma. Hoje, os pacientes fazem a consulta no setor privado e vão ao SUS retirar o medicamento. Não vejo por que não trazer esse benefício à saúde suplementar”, afirmou o dirigente da agência.

Ceschin informa que ainda não sabe como realizar a proposta, defendida por órgãos dos consumidores. “Quero fazer, se é possível não sei”, afirmou, ressaltando que planos em outros países já fazem a cobertura.

O dirigente da ANS ainda defendeu que os planos contribuam para o Samu, atendimento de urgência feito por ambulâncias do SUS. E que façam aportes no Sistema Nacional de Transplantes.

“Quem faz o atendimento emergencial é a saúde pública. Por que o sistema privado dá o direito e não faz? Por que não se liga ao sistema público e ajuda a financiar?”, questionou o presidente.

“É preciso conversar. Cada acréscimo de serviço é um acréscimo de custo. Será que a sociedade quer pagar mais?”, comentou sobre as propostas Solange Mendes, diretora executiva da Fenasaúde, que reúne operadoras do setor.

Preços de medicamentos

Levantamento realizado pelo Procon-SP, dias 30/06 e 01/07, na capital paulista revela que os preços dos genéricos são, em média, 52,88% mais baixos do que os de referência.

Na pesquisa, os preços dos medicamentos apresentaram variação de até 295,92% entre os genéricos e de até 91,69% entre os de referência.

O levantamento reforça a importância de o consumidor pesquisar antes de ir às compras, comparando os preços em diversos estabelecimentos, inclusive entre lojas de uma mesma rede, que podem apresentar variações significativas.

A pesquisa englobou 15 farmácias e drogarias distribuídas pelas cinco regiões da cidade e 52 medicamentos.

Regras

As drogarias e farmácias devem etiquetar o remédio com o preço de venda, não podendo ultrapassar o PMC (Preço Máximo ao Consumidor) calculado de acordo com a resolução nº 2, de março deste ano, da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).

Entre os medicamentos genéricos, a maior diferença de preço encontrada foi:
Medicamento: Dipirona Sódica – 500 mg/ml, em gotas 10 ml
Maior preço: R$ 3,88
Menor preço: R$ 0,98

Entre os medicamentos de referência, a maior diferença de preço encontrada foi:
Medicamento: Dexason (Acetato de Dexametasona) Teuto – 1 mg/g – creme dermatológico
Maior preço: R$ 8,07
Menor preço: R$ 4,21

* Com informações do Estadão.
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O novo presidente da ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar, Maurício Ceschin, defende a adoção de um novo modelo para planos de saúde de idosos.

Atualmente, o cálculo do preço dos planos é feito por partição simples, o que significa que o custo é distribuído na própria faixa etária. O que Maurício sugere, é que um novo modelo de preço, pelo qual o cliente comece a financiar o plano na juventude.

“Por exemplo, uma parte do que você paga evolui por faixa etária, a outra faixa funcionaria como se fosse um sistema de capitalização.”

Ele também fez um alerta sobre a falta de programas de prevenção para idosos ou acompanhamento de doenças crônicas.

A ANS iniciou desde maio – mês em que o novo presidente começou a atuar – a discussão de um novo reajuste dos planos de saúde. A Agência visa estabelecer o reajuste baseado na eficiência dos serviços dos planos.

O presidente da ANS defende que diferenças regionais também têm de ser levadas em conta ao se estabelecer o índice. Em regiões com grande concorrência, Maurício acredita haver a hipótese de o mercado se autorregular.

Maurício Ceschin afirma ter se dedicado à retomada da cobrança às operadoras de saúde pelo ressarcimento ao SUS – problema que o expresidente Fausto Pereira do Santos considerou sua maior frustação.

No ano passado, a ANS estava cobrando os custos com procedimentos feitos por pacientes de planos de saúde atendidos na rede pública na metade de 2006, quando o ideal é que a cobrança seja feita em um ano. Um mecanismo eletrônico chegou a ser implantado no ano passado, mas foi interrompido por falhas no sistema.

Atualmente, a cobrança foi restabelecida e foram contratados mais funcionários para trabalhar exclusivamente para o projeto de ressarcimento.

Fonte: Agência Estado

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