Comprometimento da indústria: Alimentos com redução da gordura trans
novembro 26, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias, Saúde Física
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou que 75% de toda a produção nacional de alimentos estão envolvidos no acordo pela redução de gordura trans. Com isso, segundo o ministro, cerca de 230 mil toneladas de gordura trans deixaram de ir para as prateleiras brasileiras em 2009.
O montante faz parte de um estudo divulgado pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), durante a assinatura de um acordo de cooperação que prorroga por mais três anos o Fórum da Alimentação Saudável, iniciativa estabelecida em 2007 entre Ministério da Saúde e a associação.
“Isso demonstra o acerto da estratégia do governo e da indústria ao estabelecer uma agenda, uma pauta onde a questão da saúde pública foi colocada à mesa. Os resultados estão aí. Grande parte das matérias-primas usadas na preparação dos alimentos já estão com o teor de gordura dentro dos padrões internacionais”, disse Temporão.
Foco nos pequenos e médios produtores
Além de priorizar e promover ações que estimulem os outros 25% que não reduziram a taxa de gordura trans em seus produtos, a ideia é investir também os pequenos e médios produtores.
“Vamos ter que fazer um grande esforço junto com a Abia, CNI (Confederação Nacional da Indústria), Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e com o próprio Ministério da Saúde. Primeiro, trabalhar para que a oferta de matéria-prima para esse pequeno produtor já venha em condições adequadas – sem gordura ou com teor de gordura muito baixo. Em segundo lugar, temos que levar orientação técnica para o dono da padaria, do bar, do pequeno comércio”, acrescentou o ministro da Saúde.
Estudo da Abia
O estudo da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação revela ainda que, desde 2008, 94,6% das empresas associadas à entidade atingiram a meta que estabelece um limite de 5% de presença de gordura trans no total de gorduras em alimentos processados. No caso de óleos e margarinas, o limite é de 2%.
As metas foram estabelecidas com base em recomendações da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde).
Foram avaliadas 12 categorias de alimentos que incluem snacks, massas instantâneas, sorvetes, caldos, chocolates, sopas, panetones, óleos, pratos prontos, biscoitos e bolos, além de margarinas e cremes vegetais.
Futuro
As medidas previstas no Fórum da Alimentação Saudável também incluem a redução gradual do teor de sódio em alimentos processados. A expectativa é que, até 2020, o consumo de sal em todo o país seja reduzido em 50%.
De acordo com dados do ministério, o consumo de altas taxas de gorduras trans e de sal aumenta os riscos de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e acidente vascular cerebral (AVC).
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janeiro 19, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
O Blog da Saúde já falou de algumas alternativas para combater o aquecimento do nosso planeta, como usar tinta branca e seqüestro de CO2. Uma nova pesquisa foi divulgada ontem, e pode ser mais uma alternativa inteligente para o combate do aquecimento global.
Cientistas conseguiram criar um mecanismo capaz de utilizar o gás Carbônico, um dos causadores do efeito estufa presente na atmosfera, para produzir um catalisador químico. Dessa forma, o que ficaria solto na atmosfera, ajudando no aquecimento global, será utilizado como um produto industrial.
A descoberta aconteceu “sem querer”. Os cientistas não sabem ao certo como conseguiram criar esse mecanismo que tem uma placa à base de cobre com o poder de aproximar as moléculas de CO2 e transformá-las em uma substância chamada oxalato de lítio, que poderá ser usada em produtos de limpeza, por exemplo.
Além de tirar o CO2 da atmosfera, a substância que será criada é reciclável, e consegue prender bem o gás, não voltando tão rápido para o meio ambiente.
Mas ainda não é possível produzir esse mecanismo em larga escala, o experimento não vai sair tão cedo dos laboratórios, por isso é preciso utilizar medidas já existentes para conter o aquecimento enquanto podemos.
Saiba como funciona esse mecanismo:
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