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Mães soropositivas – mais informação, menos transmissão

Planejamento é essencial. Existem datas e condições clínicas bastante específicas que portadoras de HIV devem seguir; como e quando as chances de transmissão do vírus diminuem na reprodução natural.

A informação e acompanhamento médico podem fazer toda a diferença para quem não tem acesso a outros métodos: em 2008, por volta de 3.000 mulheres soropositivas engravidaram e a maioria estava em tratamento com o antirretroviral, medicamento contra o vírus.

O Ministério da Saúde elaborou um documento para alertar que se a gravidez for bem planejada pelo casal na melhor fase clínica do tratamento da AIDS, o risco de contágio tanto para o bebê, como para o parceiro, não desaparece, mas chega a quase zero.

“Todas as brasileiras que queiram ter filhos os tenham em condições seguras para si e para seus bebês.”
José Gomes Temporão, ministro da Saúde

Quais são as condições necessárias? Não são poucas, mas possíveis. É preciso estar com o CD4 (células de defesa) elevado, carga viral indetectável, não ter outras doenças crônicas, não ter infecções do trato genital e planejar a data para quando estiver no período fértil.

Após a relação desprotegida, o documento recomenda que o parceiro sem o vírus tome os antirretrovirais como prevenção. Se a mulher for soropositiva, ela deverá continuar tomando o antirretroviral durante a gravidez, e o bebê também tomará no primeiro mês de vida. Fora isso, a criança não pode ser amamentada.

OMS

Recomendações da Organização Mundial da Saúde: No caso de a mulher ser HIV positivo e o homem não, a melhor opção é a autoinseminação. No caso do homem ter a doença, sugere-se a reprodução assistida.

O documento do Ministério quer atingir àqueles que não têm condições financeiras para os tratamentos, que são caros.

*Este artigo conta com informações da Folha de SP
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