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Jovem feliz, idoso saudável

A saúde é um bem inestimável e que deve ser preservado desde que nascemos. Sábado, 27 de fevereiro lembramos o dia do idoso.

A população brasileira está envelhecendo. Dados do IBGE no período de 1980 até 2009 apontam um crescimento de 2,66 pontos percentuais na população de idosos.

A estimativa é que daqui há 15 anos nosso país será o sexto em maior número de idosos. Como envelhecer faz parte da viagem da vida e é inevitável o ideal é atingirmos a longevidade com muita saúde e disposição.

Mas como?

Diante da vida agitada que temos e de tantas responsabilidades fica difícil prever como estará nossa saúde e estado de espírito ao alcançarmos a terceira idade.

Maria Cristina Diniz, professora da Faculdade de Medicina de Petrópolis trabalha há mais de uma década com idosos, afirma que há preocupações importantes que devemos ter para mantermos nosso corpo funcionando perfeitamente ao longo dos anos,

“É crucial não fumar, não usar drogas ilícitas ou abusar das lícitas, manter desafios intelectuais e cognitivos constantemente, praticar exercícios e fazer check-ups sempre”, afirma a professora.

Corpo são, Mente sã

Embora os hábitos alimentares e a pratica de exercícios sejam fatores decisivos para uma vida saudável, nossa mente também precisa de atividade constante.

Segundo a professora Maria Cristina

“A leitura com interpretação, o aprendizado de novas línguas ou instrumentos, a prática de atividades sociais e atividades que trabalhem a coordenação, como dança e trabalhos manuais devem ser praticados sempre, até durante a velhice, pois essas atividades ajudam a manter as capacidades motoras e cognitivas quando idosos”.


Envelhecer com saúde é o melhor bem que você pode fazer a si mesmo. Acha que o assunto não lhe diz respeito? Não espere demais até iniciar sua mudança de hábito. A professora Maria Cristina finaliza sua colaboração ao Blog da Saúde com uma frase muito sábia, vale refletir:

“Ser doente envolve muito mais do que ter uma doença biologicamente sabida e estudada. O envelhecimento é fisiológico e natural e precisamos aprender a entendê-lo, o que não pode acontecer é o envelhecimento e empobrecimento de espírito.”

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Se o aumento da expectativa de vida dos brasileiros aumentou significa que mudanças no planejamento da saúde  devem acontecer. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE apresentam 40% dos óbitos em decorrência de doenças cardiovasculares, estimativa que respondeu por 12% na década de 50.

Este aumento se deve principalmente ao avanço de doenças crônicas e mais complexas, que, consequentemente custam mais caro aos sistemas de saúde por conta da complicação e durabilidade dos tratamentos. Pesquisadores do IBGE alertaram em entrevista à Folha de São Paulo sobre a importância do sistema público de saúde estar preparado para atender à demanda de idosos.

Evolução das Doenças Crônicas

Década de 50

- Óbitos por moléstias infectocontagiosas: 40%;

- Óbitos por doenças cardiovasculares: 12%.

Dados Atuais

- Óbitos por moléstias infectocontagiosas: Menos de 10%;

- Óbitos por moléstias cardiovasculares: Próximo a 40%.

Mudanças
Mesmo no cenário atual mudanças continuam a acontecer. As doenças cardiovasculares, no período de 1996 à 2005 tiveram queda de 36,5%, enquanto que os cânceres evoluíram de 13,3% para 16%. Gênero e classe social também são fatores relevantes para as mudanças. Cerca de 80,2% da mulheres são vítimas de doenças crônicas, enquanto que os homens respondem por 69,3%. Entre os 20% mais pobres da população ela atinge 69,9%.

Para ter acesso à pesquisa completa realizada pelo IBGE clique aqui

*Com informações da Folha de São Paulo

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