Conheça o fungo que devora plástico
janeiro 31, 2012 por Stefanie
Em: Saúde Ambiental
No ano passado, um grupo de estudantes da Yale, EUA, veio visitar as florestas do Equador em uma excursão oferecida pelo professor Scott Strobel. O passeio acabou rendendo um novo achado para a ciência.
Os estudantes encontraram um fungo que se alimentava de plástico rígido. O fungo, chamado de Pestalotiopsis microspora, faz o incrível trabalho de degradar o poliuretano, plástico altamente usado na produção de fibras sintéticas, espumas, componentes eletrônicos e isolantes térmicos. Outro fato interessante é que o Pestalotiopsis faz isso anaerobicamente, ou seja, sem utilizar oxigênio. Para os estudantes, isso quer dizer que o plástico é degradado através de enzimas da família serina hidrolase. O grupo acredita que essa descoberta é promissora no quadro de propriedades metabólicas útil para a biorremediação.
Os resultados da pesquisa foram publicados no Applied and Enviromental Microbiology.
O uso de toneladas de plástico e as dificuldades de reciclagem são um grande desafio para a ciência. Recentemente aqui em São Paulo, o uso das sacolas plásticas usadas nos supermercados foi restrito. Mas com essa nova descoberta, quem sabe o plástico, acusado de tanto poluir o meio ambiente, não vai ser simplesmente devorado.
Email This Post
janeiro 5, 2012 por Stefanie
Em: Saúde Ambiental
O Blog da Saúde já comentou sobre a quantidade de lixo que é deixado para trás em comemorações de grande porte. No post “O outro lado do carnaval”, ficou nítido que quando se trata de festa, a única que não comemora é a natureza.
Acabamos de passar por outro grande período de festas: natal e ano novo.
Dessa vez, o acúmulo de lixo não foi aqui no Brasil, mas sim na Grã-Bretanha. Depois de tantos fogos de artifício e, principalmente, bebedeira, quem continua de ressaca é o meio ambiente.
O carnaval está logo aí novamente. Será que vamos continuar cometendo os mesmos erros, ano após ano?
Email This Post
dezembro 29, 2011 por Stefanie
Em: Saúde Ambiental
Você sabia?
- Cerca de 30% dos lixos ficam nas ruas entupindo bueiros e degradando o meio ambiente.
- Menos de 5% do lixo urbano é reciclado.
- O Rio de Janeiro teve uma coleta per capita de lixo de mais de 445 kg em 2009!
- Na Cidade de São Paulo, das 15 mil toneladas de Lixo recolhidas por dia, cerca de 35% são materiais recicláveis. Menos de 1% é reciclado.
- “O Brasil gasta R$ 8 bilhões por não reciclar o que tem de ser reciclado, segundo estudo do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada”.
(fonte: Ecco Sustentável)
Sabemos que para ter desenvolvimento, o fundamental é a educação da população. Mas enquanto alguns não se acostumam a pensar coletivamente, temos de pensar em medidas para lidar com quem insiste em não pensar nos outros (e em si mesmo). É, essas pessoas são os famosos poluidores que jogam lixo no chão das ruas.
Existe uma lei (Lei 12.305) que responsabiliza as administrações municipais de impedirem que o lixo deixe de ser enviado para os rios… Mas sabemos que normalmente eles seguem junto com as águas da chuva para os bueiros.
Além de o lixo poluir os rios, eles constantemente causam entupimentos e enchentes. O sistema atual de limpeza requer que os operários entrem no bueiro para realizar a limpeza e desobstruí-lo.
MAS EXISTE UMA SOLUÇÃO!
Um produto desenvolvido pela Ecco pode ser aplicado nos bueiros das vias públicas e privadas e conter os resíduos sólidos, impedindo o entupimento, bem como a poluição dos rios através das vias pluviais. Quando os lixos são retirados e salvos de irem ralo abaixo, eles seguem para a reciclagem, outro benefício sustentável!
Veja abaixo fotos de como esse sistema funciona:
Após a retirada do lixo, todo o material adequado segue para a reciclagem.
Email This Post
janeiro 19, 2011 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
A família britânica veio provar que os hábitos podem ser realmente diferentes.
Composta pelo casal Richard e Rachelle Strauss e a filha Verona, de 9 anos, eles precisaram aprimorar os hábitos aos poucos e estabelecer metas para produção quase nula de lixo em um ano.
Em 2009, a produção foi uma lata de lixo. Em 2010, o desafio era não produzir lixo nenhum e o resultado foi uma sacola. Eles já sabiam que produção zero seria impossível, mas afirmaram: “se você não colocar as metas lá no alto, nunca vai saber o que pode alcançar.”
Isso só foi possível porque reciclam praticamente tudo, plantam grande parte da própria comida e transformam restos de alimento em adubo.
Além disso, eles compram produtos diretamente de produtores locais para evitar embalagens em excesso e quando vão ao açougue, por exemplo, levam os próprios recipientes.
A pequena sacola de lixo continha alguns brinquedos quebrados, lâminas de barbear, canetas e negativos fotográficos.
Plástico
A ideia de reduzir drasticamente a produção de lixo da família surgiu em 2008, mas quando Rachelle falou com o marido sobre sua proposta, percebeu que ele não estava muito empolgado. Mas Richard começaou a ler uma série de artigos sobre os danos causados à vida marinha pela contaminação por plástico – e ficou completamente impressionado.
A partir de então, o objetivo era reduzir o uso desse material. Depois, passaram a reciclar e reaproveitar cada vez mais, além de usar baterias recarregáveis e painéis solares para gerar energia.
A experiência foi contada em um site na internet que acabou virando referência sobre reciclagem e tem mais de 70 mil visitantes por mês.
Dicas da família Strauss:
1) A primeira dica é pensar no que você está comprando e escolher produtos com menos embalagens e que sejam recicláveis.
2) Evite o desperdício de alimento. Na Grã-Bretanha (onde moram), um terço da comida acaba no lixo.
3) Tente reciclar o máximo que puder.
Email This Post
dezembro 17, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
Na Praia do Tombo, localizada no Guarujá, litoral sul de São Paulo, uma nova bandeira é hasteada desde a semana passada. Trata-se da “Blue Flag“, a bandeira azul concedida pela organização não-governamental dinamarquesa Foundation for Environmental Education a praias consideradas top em quesitos socioambientais.
Processo
Para conquistar a certificação, a Praia do Tombo, que tem 800 metros de extensão, precisou cumprir 32 itens, em quatro anos de discussões e adaptações. De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Elio Lopes, os critérios para balneabilidade da organização dinamarquesa são mais rígidos, por exemplo, do que os da agência ambiental de São Paulo, a Cetesb.
Para a obtenção do certificado foram detectadas as ligações clandestinas e eliminado todo e qualquer esgoto da rede pluvial que desemboca na praia. Além disso, a água passou a ser submetida a análises duas vezes por dia. Tudo para garantir a qualidade do mar.
As exigências ainda incluem:
- A existência de recipientes para lixo em bom estado;
- Instalações sanitárias e chuveiros em número suficiente;
- Normas relativas a cães e outros animais domésticos;
- Estímulo de meios de transporte sustentáveis na área da praia;
- Número adequado de salva-vidas;
- Equipamentos e adaptações para receber pessoas com necessidades especiais;
- Policiamento.
Mais importante que conseguir, é manter!
“Conseguir a Bandeira Azul é dificílimo, mas mantê-la é mais ainda. A parte da educação é a mais importante”, ressalta o secretário.
Para isso, foi criado o Núcleo de Educação Ambiental, local que também concentra algumas exigências da certificação: é lá que ficam os reagentes e relatórios das análises da água, os banheiros (incluindo o de deficientes), o bebedouro, o centro de informações turísticas, a câmera de monitoramento para a segurança e lixeiras para coleta seletiva de materiais recicláveis e óleo. O núcleo ainda será utilizado para realização de cursos e palestras.
Fiscalização
O cumprimento dos índices de balneabilidade e de outras exigências do programa é vistoriado sem que a cidade seja avisada pela ONG Instituto Ambiental Ratones (IAR), de Santa Catarina, que coordena o Bandeira Azul no Brasil. O certificado precisa ser renovado anualmente.
Mais de 3.400 praias de 41 países possuem a certificação. A maior parte se concentra na Europa. A Espanha é o país com mais praias certificadas: 520.
No Brasil são duas. Além da Praia do Tombo, Jurerê Internacional, em Florianópolis/Santa Catarina, conseguiu o feito em dezembro do ano passado.
Email This Post
novembro 17, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
Uma rede de supermercados e uma empresa farmacêutica se uniram à Prefeitura de São Paulo para oferecer aos consumidores um local correto e seguro para que descartem os medicamentos vencidos ou fora de uso.
A iniciativa busca incentivar as pessoas a deixarem de jogar remédios no lixo comum ou no vaso sanitário, evitando que contaminem o solo ou a água. Os medicamentos constituem risco ambiental e são considerados resíduos perigosos. Por isso, devem ser incinerados!
Como funciona a coleta?
Serão recebidos remédios de todas as marcas e de vários tipos, como agulhas, vidros de xarope, cartelas de comprimidos, ampolas, blisters e bisnagas. Para garantir a segurança dos clientes e funcionários, principalmente por causa dos produtos cortantes, as urnas contam com um revestimento de uma película plástica, que elimina o risco de acidentes, além do sistema de lacre que impossibilita a coleta dos resíduos por pessoas não-autorizadas.
Informações importantes
- Todos os medicamentos devem ser descartados em sua embalagem original, sempre fechada (vidro com xarope, bisnaga com pomadas e cartela com os comprimidos, por exemplo);
- As seringas e agulhas também podem ser descartadas. Para evitar acidentes, o ideal é a utilização de um recipiente rígido para armazená-los, como latas de achocolatados;
- Caixas e bulas, que não tiveram contato direto com o remédio, podem ser descartadas em postos comuns de reciclagem de papel.
Onde?
O projeto foi lançado na capital paulista pelo Pão de Açúcar e Eurofarma. Em um primeiro momento, cinco lojas – três do Extra e duas do Pão de Açúcar – oferecerão postos de arrecadação dos medicamentos. A expectativa é, a partir do ano que vem, estender o projeto “Descarte Correto de Medicamentos”, para 154 drogarias do Grupo em todo País.
Nas lojas, o consumidor vai encontrar, ao lado da drogaria do supermercado, uma urna com duas entradas: uma para o material cortante (agulhas, vidro) e outra destinada às cartelas e comprimidos.
Hoje ainda não existem locais apropriados e regulamentação sobre o descarte de medicamentos no País. O Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) da Prefeitura, por meio das concessionárias Loga e Ecourbis, será responsável pela coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos. O projeto conta também com o apoio e aprovação da COVISA (Consultoria Técnica em Vigilância Sanitária).
Segundo Maria Del Pilar Muñoz, diretora de Sustentabilidade e Novos Negócios da Eurofarma, é importante começar pela cidade de São Paulo, que representa 16% das vendas no varejo na área farmacêutico do País. “A região é a que tem maior demanda e impacto”, ressalta.
Postos de coleta
Pão de Açúcar – lojas Real Parque e Jabaquara;
Extra – lojas Itaim, Penha e João Dias.
No Brasil são geradas diariamente 241.000 toneladas de lixo, sendo 90.000 produzidas nos domicílios. Na cidade de São Paulo, o volume chega a cerca de 10.000 toneladas por dia.
Para alguns produtos e embalagens, como a latinha de alumínio e o papelão, a participação da população na coleta e reciclagem é fundamental. Em 2009, pela oitava vez consecutiva, o Brasil foi campeão mundial na reciclagem de latinhas – do total de latas de alumínio para bebidas comercializadas no mercado interno em 2008, 91,5% foram recicladas.
Há, no entanto, uma série de produtos que ainda precisam de solução para o descarte correto, caso dos medicamentos e embalagens primárias (aquelas que têm contato direto com o produto). Para se ter ideia, só no varejo são vendidas aproximadamente 170 milhões de unidades de medicamentos e/ou produtos farmacêuticos por mês.
Email This Post
novembro 9, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
Lembra quando o Blog da Saúde abordou a questão do fim dos lixões, em julho? Na época, o Senado havia aprovado um projeto de lei para a criação de uma política nacional de resíduos sólidos no país, com regras para o manejo de lixo e resíduos em geral.
O assunto volta a ser destaque, agora com novos prazos e diretrizes.
Desafios
A implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada em agosto, mas ainda sem regulamentação, terá como desafios:
- A gestão compartilhada;
- O prazo para substituição de lixões por aterros sanitários;
- A ampliação e melhoria da produtividade da coleta seletiva.
As metas foram listadas ontem (8) pelo secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério.
Novos prazos
A regulamentação da PNRS (que tinha prazo de 90 dias, contados a partir de 2 de agosto) deve ser concluída até o fim deste governo e assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ministério já tem uma minuta do decreto e está discutindo o texto no governo e com entidades do setor de gestão de resíduos.
Segundo Silvério, estados e municípios terão até agosto de 2011 para elaboração de planos de gestão de resíduos. Até 2015 o Brasil terá que ter eliminado os lixões.
“O esforço inicial é para garantir a implementação de aterros. A lei dá quatro anos de prazo máximo para adequação de aterros e fim dos lixões”, informou o secretário.
Ações
A PNRS tem como objetivo evitar que os aterros voltem a se transformar em lixões por falta de gestão, além de estimular a responsabilidade compartilhada entre municípios e estados e iniciativas intermunicipais na gestão dos resíduos sólidos. “Queremos estimular a formação de consórcios públicos para gestão, isso otimiza investimentos e permite planejamento e gastos compartilhados”, explicou Silvano Silvério.
Para garantir a sustentabilidade financeira dos empreendimentos, há duas propostas: o aproveitamento do metano liberado pelo lixo para produção de energia e a criação de estímulos fiscais vinculados à manutenção dos projetos.
“O país tem que ter uma meta para recuperação de energia em aterros a partir do gás metano. Os planos [estaduais e municipais] terão que contar com a perspectiva de recuperar energia dos aterros”, sugeriu Silvério.
O secretário ressalta ainda a necessidade de ampliação e melhoria da qualidade da coleta seletiva. Dos 5.565 municípios brasileiros, somente cerca de 900 têm o serviço de coleta seletiva. E a produtividade é baixa: apenas 12% do que é coletado é de fato reciclado, segundo Silvério.
*Com informações da Agência Brasil.
Email This Post
outubro 29, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
Pensando em contribuir com a preservação do meio ambiente e alertar o mundo sobre a enorme quantidade de lixo plástico que é despejada nos oceanos de todo o planeta, a Eletrolux lançou o projeto Vac From The Sea (ou Aspirador do Mar).
A empresa criou uma linha de aspiradores de pó produzidos com lixo plástico encontrado em mares e oceanos ao redor do mundo. Os cinco aparelhos criados são como os anteriores lançados pela empresa, mas o diferencial está na matéria-prima utilizada para produzi-los.
De acordo com a Eletrolux, os aspiradores são 70% de plástico reciclado. O lixo utilizado para a fabricação das primeiras unidades do produto foi recolhido em rochas, corais, praias e costas do Mar do Norte, Oceano Índico, Mar Mediterrâneo, Oceano Pacífico e Mar Báltico. Cada uma das unidades representa um local.
Todos os modelos são funcionais e podem ser usados como um aspirador de pó comum.
Os detritos de plástico foram recolhidos em parceria com organizações e pessoas que já estão envolvidos na questão. A empresa pretende leiloar os produtos com renda revertida para ações e pesquisas voltadas a sustentabilidade e meio ambiente. Além disso, está programando um calendário para que o projeto seja apresentado em várias partes do mundo para indústria e consumidores.
Como já falamos inúmeras vezes, a poluição nos rios, oceanos e mares causam uma série de danos à natureza, principalmente aos seres vivos que habitam esses locais. Pense antes de deixar seu lixo na praia, de jogar lixo no mar, no rio ou em qualquer local que possa prejudicar o meio ambiente!

Da esquerda para a direita as edições do Mar do Norte, Oceano Índico, Mar Mediterrâneo, Oceano Pacífico e Mar Báltico (Divulgação)
Email This Post
agosto 27, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
Por mês, são 66 sacos plásticos por brasileiro. Um saco demora até 400 anos para se decompor. Os aterros sanitários ficam lotados deles e muitos ainda ficam presos em uma corrente de lixo no oceano Pacífico e Atlântico. Mas e se fosse possível converter o plástico novamente em petróleo?
“Ao usar a tecnologia japonesa nós pensamos que poderíamos converter plástico de volta a óleo. Como é feito de petróleo, então, provavelmente, não deve ser muito difícil converter de volta. Foi assim que tudo começou.” Akinori Ito, da Blest, empresa fabricante da máquina conversora.
Nós explicamos: a máquina japonesa possui um aquecedor elétrico que é capaz de processar polietileno, poliestireno e polipropileno (tipos 2-4). Então o plástico transforma-se em um gás de petróleo que poderia alimentar geradores e fornos, e até abastecer o motor de veículos depois de ser, possivelmente, refinado em gasolina, diesel ou querosene.
A intenção da Blest é também fazer com que as pessoas valorizem o que jogam fora, ao perceber que podem converter os saquinhos em um recurso valioso. Ao levar a máquina aos continentes em desenvolvimento, Akinori quer que os adultos e, principalmente, as crianças olhem para o que jogam fora de outra maneira.
Com um quilo de plástico, pode-se produzir um litro de petróleo, consumindo um quilowatt de eletricidade. Atualmente, a versão menor da máquina é comercializada no Japão por 9.500 dólares, mas a empresa espera que se torne mais acessível no futuro.
A máquina não freia o consumo abundante a que as pessoas estão acostumadas, mas pode fazê-las pensar sobre o gasto de matéria prima e trazer uma nova consciência sobre o valor do que consideramos lixo.
Veja abaixo, um vídeo sobre a vida de um saco plástico:
Email This Post
julho 8, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
O que fazer com as 150 mil toneladas de lixo produzidas diariamente nas cidades brasileiras?
O Senado aprovou ontem o projeto de lei que cria a política nacional de resíduos sólidos no país, com regras para o manejo de lixo e resíduos em geral. O texto vai agora para sanção presidencial.
O projeto determina que as empresas, consumidores e responsáveis pelo descarte do lixo implementem uma rede de coleta, reaproveitamento, reciclagem ou destinação final de produtos para evitar que sejam depositados nas ruas, rios ou lixões.
A proposta estabelece obrigações a consumidores, comerciantes e fabricantes, mas impõe às fábricas a necessidades de recolher os resíduos remanescentes após sua utilização.
Logística reversa
O projeto determina a criação da chamada “logística reversa” para coleta de produtos descartados pelos consumidores.
Comerciantes e distribuidores serão os principais pontos de receptação dos produtos descartados, que depois devem ser enviados aos fabricantes ou importadores. Estes últimos darão o destino final ao lixo.
Objetos como lâmpadas, pilhas, bateria, pneus, óleos lubrificantes e produtos eletrônicos deverão ser retirados de circulação após o uso.
O objetivo é acabar, a longo prazo, com os lixões e obrigar municípios e empresas a criar programas de manejo de resíduos sólidos e de proteção ambiental em seus territórios.
Os municípios terão o prazo de quatro anos para apresentar um plano de gestão de resíduos sólidos para que possam receber dinheiro da União com o objetivo de criar maneiras de manejar o lixo.
Todos estão sujeitos a penalidades da Lei de Crimes Ambientais caso não destinem corretamente seus produtos após consumo.
Para onde vai o lixo?
Com os incentivos e as novas exigências, o país tentará resolver o problema da produção de lixo das cidades, que chega a 150 mil toneladas por dia.
Desse total, 59% vão para os lixões e apenas 13% têm destinação correta, em aterros sanitários. Em 2008, apenas 405 dos 5.564 municípios brasileiros faziam coleta seletiva de lixo.
Email This Post
julho 1, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
As ecobags (sacolas reutilizáveis) viraram item obrigatório para qualquer consumidor consciente e preocupado com o meio ambiente. Mas atenção! Elas podem ser foco de contaminação por bactérias como E. coli e Salmonella, responsáveis por provocar sintomas como diarréia, dor abdominal e febre.
A informação é de uma pesquisa realizada na Universidade do Arizona e na Universidade Loma Linda, na Califórnia, nos EUA.
A quantidade de bactérias encontrada nas ecobags era grande o suficiente para causar problemas sérios de saúde e até a morte, em especial no caso de crianças pequenas, mais vulneráveis aos micro-organismos carregados pelos alimentos.
Os cientistas analisaram 84 sacolas de compras de consumidores nas cidades de Tucson, Los Angeles e San Francisco.
Falta de higienização
De acordo com o estudo, as pessoas abordadas para participar do estudo afirmaram que não sabiam que é necessário limpar as sacolas regularmente. Segundo a pesquisa, 97% das pessoas nunca havia lavado as sacolas.
O estudo americano afirma que um aumento no uso de ecobags, sem uma campanha de educação que explique como evitar a contaminação cruzada, criaria um risco para a saúde pública.
Ainda segundo os cientistas, a contaminação foi maior em Los Angeles do que em Tucson e San Francisco. O motivo seria o clima: quanto mais quente, mais as bactérias proliferam. O que preocupa ainda mais no caso do Brasil!
Segurança
A pesquisa traz algumas recomendações para que os governos estimulem o uso seguro das sacolas, como: imprimir instruções sobre a higienização periódica nas próprias ecobags e a realização de campanhas de educação pública.
Uma limpeza bem feita poderia matar quase todas as bactérias que se acumulam nas sacolas.
Além disso, os consumidores devem separar as sacolas usadas para transportar alimentos crus dos demais e não carregar itens como roupas e livros nas sacolas de comida.
Uso
Em muitos países, os consumidores já são obrigados a pagar pelas sacolinhas plásticas ou então levar suas próprias sacolas de casa. Veja o quadro abaixo.
No Brasil, as redes de supermercados têm estimulado o uso das ecobags.
- O Carrefour anunciou em março que vai deixar de entregar as sacolas plásticas em até quatro anos.
- Na rede Pão de Açúcar, os clientes cadastrados que usam ecobags ganham pontos que, acumulados, podem ser trocados por compras.
- O Walmart já incentiva há um ano a troca das sacolas plásticas pelas de pano. Se o cliente trouxer a sacola de casa, ganha um desconto no preço final das compras, proporcional à quantidade de itens e equivalente ao valor das sacolas plásticas economizadas. A meta é reduzir em 50% o uso das sacolas descartáveis até 2013.
Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a campanha de incentivo ao uso de sacolas reutilizáveis em supermercados deve fechar este ano com a economia de 1,5 bilhão de sacolinhas plásticas.
No ano passado, foram menos 600 milhões de sacos plásticos lançados no meio ambiente.
O total de sacolas plásticas fabricadas no país por ano é de mais de 18 bilhões de unidades.
Danos ao meio ambiente
As sacolinhas plásticas que vão parar no lixo ajudam a aumentar os níveis de poluição nos rios, córregos e nos mares. Existem inúmeros registros de animais mortos por ingestão (peixes, tartarugas e golfinhos) ou por se enrolarem em restos de sacolas plásticas.
Antes de colocar uma barra de cereal, um chocolate, por exemplo, em sacolinhas de plástico, coloque na mochila ou na bolsa. Você pode evitar que mais um saquinho vá parar pendurado em alguma arvore estragando a paisagem ou juntando lixo em algum córrego da sua cidade.
E lembre-se de lavar sua sacola reutilizável regularmente!
Velhos hábitos devem dar lugar a boas e novas ideias!
Você evita o uso de sacolas plásticas? Já adotou as ecobags? Higieniza suas sacolas reutilizáveis regularmente? Participe e nos envie seu comentário!
Email This Post
junho 17, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
O destino do óleo de cozinha depende da conscientização de cada um. Apesar de todo mundo saber que não pode ser jogado no lixo ou pelo ralo, muita gente não sabe o que fazer com ele, mesmo após separá-lo em garrafas pet.
No lixo comum, mesmo dentro das garrafas, a chance de acontecer um vazamento é imensa e aí, o solo e os lençóis freáticos serão contaminados.
Pelo ralo, a gordura causa estragos e ao se solidificar pode obstruir a rede. Além disso, 1 litro do óleo de cozinha é capaz de contaminar 25.000 litros de água. Você não quer ser o responsável por esse dano ao meio ambiente, quer?
Na cidade de São Paulo, alguns condomínios já estão aptos à coleta. Atualmente, cerca de 4.000 prédios recolhem o óleo na cidade. Apesar do número ainda ser baixo, há três anos eram apenas 400.
Por mês, a coleta chega a 1,3 milhão de litros na Grande São Paulo, mas veja, este número corresponde a 5% do total que é jogado fora.
Se for descartado no lugar correto, o óleo se transforma em…
Massa de vidraceiro, sabão e biodiesel. Na indústria do combustível, a média de transformação é de 85%, ou seja, 1 litro de óleo descartado transforma-se em quase um l litro de biodiesel – 850 mililitros.
ONDE DESCARTAR
- Para quem mora na cidade de São Paulo, procure os ECOPONTOS espalhados por todas as regiões da cidade.
- Para condomínios, a ONG Trevo vende um recipiente para coleta e busca toda vez que estiver cheio.
- O Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan) faz campanha para as padarias colocarem um recipiente para descarte do óleo. Já aderiram, 82 ESTABELECIMENTOS.
- Quer aprender a fazer seu próprio sabão? Clique aqui.
Você acredita que seja necessário uma campanha de conscientização? Comente.
Email This Post
junho 8, 2010 por Paula Sanches
Em: Saúde Ambiental
Uma ação realizada na Europa chama a atenção para um velho conhecido nosso, o lixo nas praias!
Com a mensagem “Esse será o futuro dos nossos feriados se não fizermos nada para preservar nossas praias”, uma empresa de cerveja inaugurou recentemente na Itália um hotel feito inteiramente de lixo.
Para a construção foram retirados da praia romana de Capocotta 12 mil quilos de objetos, quantidade de lixo jogada, anualmente, em cada três quilômetros quadrados de praia na Europa.
A ação faz parte do projeto Corona Save the Beach – da marca de cerveja de mesmo nome – que procura conscientizar as pessoas sobre a poluição do litoral europeu.
O interessante é que a partir de agora, a praia mais votada durante o ano pelo site será a próxima a ser limpa.
Já imaginou se o Brasil entra nessa? Quantos hotéis poderíamos construir com o lixo jogado nas praias brasileiras?
Para se ter ideia, a pedido do Fantástico, no último verão empresas de limpeza urbanas de sete cidades separaram e pesaram o lixo recolhido em um trecho de um quilômetro de praia em um único dia de fim de semana.
A campeã foi Salvador: os lixeiros recolheram 7,5 toneladas em Piatã. Em segundo, ficou Fortaleza, mais de seis toneladas na Praia do Futuro. Em terceiro lugar ficou Guarujá/SP. Foram cinco toneladas de lixo na praia de Pitangueiras.
E a lista não para por ai! Daria para construir uma rede hoteleira à beira mar!
Mas você sabe qual a origem do lixo que chega à costa brasileira?
Pesquisas recentes apontam que o lixo que vem invadindo as praias do país não é deixado apenas pelos turistas e frequentadores brasileiros.
A sujeirada que chega ao litoral do Brasil vem de todos os continentes.
Cargueiros, cruzeiros turísticos e outras embarcações internacionais contribuem com a poluição das praias nacionais.
Desde 2001, a ONG Global Garbage, se instalou na Bahia para tentar, ao menos, mapear de onde toda a sujeira encontrada em um pequeno trecho litorâneo, ao norte do estado.
O que já se sabe é que a maioria do lixo é trazida pela corrente Sul-Equatorial, que vem da costa africana e atravessa o oceano Atlântico até desembocar por aqui.
Países como Estados Unidos, Itália, África do Sul, Reino unido, Argentina e Alemanha aparecem na lista da origem da sujeira.
Entre as quase 2 mil embalagens de produtos recolhidos em um pequeno trecho do litoral baiano foram encontradas desde os lixos mais comuns até itens estranhos, como: gel para cabelo, chantilly, talco mentolado, limpa-vidros, limpa-forno, extrato de tomate, espuma de barbear, cola em bastão, pincel atômico…
Assim dá para imaginar quanto lixo está acumulado nos mares e oceanos em todo o mundo!
*Com informações da Revista Mundo Estranho e Blog Superinteressante.
Email This Post
março 26, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
O Blog da Saúde falou sobre o dilema das chuvas e do acúmulo de lixo na cidade, que acaba por agravar ainda mais o número de enchentes e vítimas na cidade de São Paulo. O outono já começou e nem assim os temporais deram trégua. Continuamos com temperaturas altas durante todo o dia e chuvas fortes no começo da noite.
Coleta de lixo irregular
Uma das concessionárias contratadas pela prefeitura reduziu as horas extras de seus funcionários e teve como resultado a carência de sua prestação de serviço e mais de mil ruas da zona sul e zona leste de São Paulo.
Com o acúmulo de sacos de lixo nas ruas, a chuva chega e os arrasta até as bocas de lobo, que ficam entupidas e causam todo o transtorno que você já conhece. Só ontem, na capital o CGE – Centro de Gerenciamento de Emergências registrou 61 pontos de alagamento. A previsão para os próximos dias é de altas temperaturas e pancadas de chuva no período da tarde.
“O Blog da Saúde espera uma solução das autoridades e sugere que a segurança da população esteja sempre em primeiro lugar”
Email This Post
fevereiro 25, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
Pense duas vezes antes de eliminar seu lixo em lugares impróprios. Você pode não saber mas o lixo com alto teor de carbono pode ser utilizado para a produção de combustível.
A British Airways, companhia aérea britânica será responsável pela construção da primeira fábrica de produção de combustível.
Estima-se que meio milhão de toneladas de lixo poderá produzir anualmente o equivalente a 72,8 mil metros cúbicos de combustível. A inicitiva de utilizar biocombustíveis na aviação é muito bem vinda.
Afinal, o lixo comum quando deixado nos aterros sanitários produz gás metano, um dos gases causadores do efeito estufa. O tempo de construção da fábrica será de quatro anos, com início das obras previsto para o ano de 2012.
Email This Post
fevereiro 19, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
O Blog da Saúde acompanha o drama vivido por centenas de famílias em São Paulo diante das chuvas e alagamentos ocorridos desde o início do ano. Os danos vão além do material e afetam também o emocional de quem vive a tragédia.
Diversas mães de família apresentam quadro de síndrome do pânico após viver a experiência de ver sua casa e todas as suas conquistas engolidas pela força da água.
Afinal, a culpa é de quem? Das mudanças climáticas? Da falta de boa administração dos governantes? Ou seria sua?
É difícil admitir mas praticas de civilidade e higiene parecem não fazer parte da rotina dos paulistanos. O vídeo abaixo mostra dois pontos na região do Jaguaré que dia a dia transformam-se num lixão a céu aberto.
Nas imagens é possível observar a população descartando lixo e entulhos no local. Assista com atenção e reflita antes de colocar a culpa na natureza e nos governantes.
Porque, se as mudanças climáticas assombram e as autoridades governamentais não são capazes de manter a ordem e a segurança na cidade os grandes responsáveis somos nós mesmos.
**A multa para quem deposita lixo e entulho em locais impróprios
pode variar de 150 salários mínimos a cinco anos de prisão.
Email This Post
dezembro 29, 2009 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
Já imaginou poder assistir seu programa favorito de TV sem se preocupar com possíveis apagões de energia? Isso já é possível em Mato Grosso, onde o gás metano expelido pelo lixo, produzido na criação de suínos é armazenado e transformado em energia.
O gás metano fica retido em lonas e depois é canalizado para um gerador de energia. Para se ter ideia da eficácia que a iniciativa trouxe, o volume de poluição que deixou de ser lançada na atmosfera equivale a uma cidade de 20 mil habitantes.
Acompanhe detalhes da iniciativa no vídeo abaixo:
Email This Post
dezembro 22, 2009 por Blog da Saúde
Em: Saúde Ambiental
É essa a nova iniciativa da prefeitura de São Paulo.
A nova exigência é de que os prédios construídos daqui para frente reservem 20% de sua área para uma iniciativa verde, ou seja, uma área que possua vegetação para absorver a água das chuvas e diminuir a incidência de enchentes na capital.
Mas essa medida, segundo especialistas, ainda não é suficiente para diminuir casos como os observados nas primeiras semanas de dezembro.
Os grandes centros urbanos têm alguns déficits que prejudicam a absorção da água da chuva pelo solo que consiste praticamente em concreto. Alguns dos fatores causadores das enchentes são terrenos que não absorvem muito a água, volume alto de lixo despejado pela população nas ruas e rios, falta de uma educação ambiental para a população, falta de saneamento básico, etc.
Além da medida da prefeitura, algumas medidas simples podem ser realizadas pela própria população como:
-
Não jogar lixo em terrenos baldios, nas ruas e rios, principalmente resíduos de material plástico, vidro, e borracha, pois eles demoram mais para se decompor;
-
Limpar sempre o telhado de sua casa para não entupir as calhas que dão vazão a água;
-
Manter áreas verdes dentro de casa, como os jardins, que absorvem a água da chuva.
Com essa nova medida da prefeitura, o custo com a construção dos prédios irá aumentar, pois terá que utilizar um terreno maior para reservar um espaço para a área vegetal.
Você acha que essa medida vai resolver o problema das enchentes na capital?
Ou você acredita que a população que deveria contribuir mais para isso? Comente.
Email This Post






























