Casos de doenças como a leptospirose e a dengue costumam aumentar: previna-se.

Confira algumas dicas que podem ajudar a evitar doenças causadas pelo contato com água e lama infectadas.

A incidência da doença no Estado é consequência das chuvas que alastraram o nordeste neste ano.

Precisamos repensar nossas atitudes ambientais ao jogar lixo no chão, repensar a engenharia para garantir mais segurança ao construir em áreas de risco, e, na saúde elevar as pesquisas científicas e trazer a cura para as doenças advindas desses desastres naturais.

O blog da saúde acompanhou o caso do menino Isaac de Souza Lima, 6, anos que faleceu no último domingo. A suspeita era de que sua morte havia sido causada por leptospirose, mas isso foi descartado ontem.

A leptospirose é uma doença infecciosa grave causada por uma bateria chamada Leptospira interrogans. Ela é transmitida através da urina dos ratos atraídos pelo lixo dos grandes centros urbanos como São Paulo. Isso acontece com mais frequência durante grandes enchentes.

Nas manchetes dos jornais dessa semana estão estampados os resultados das chuvas e alagamentos em São Paulo: congestionamento, desabamentos e até mortes. Além disso, as enchentes causadas pelas tempestades podem ser um fator favorável à proliferação da leptospirose, uma grave doença infecciosa que atinge tanto humanos como animais selvagens e domésticos.

Causada por bactéria e transmitida principalmente pela urina de ratos que se mistura à água, ao solo e até alimentos, há maior incidência da doença em períodos de chuva. O diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care (SP), Marcelo Quinzani, explica que isso ocorre porque: “a leptospira, que é eliminada na urina dos animais doentes ou portadores, é bastante sensível ao sol e ambiente seco, mas sobrevive em ambientes úmidos e sem sol. Deste modo a água das chuvas ajuda na disseminação da bactéria que, quando entra em contato com mucosa ou pele com ferimentos, passa a contaminar um novo indivíduo”.

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