Enchente e saúde: uma combinação que requer cuidados!
dezembro 7, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
O período de férias e festas de fim de ano se aproxima e com ele as chuvas fortes. O grande volume de água, muitas vezes, é maior que a capacidade de escoamento das cidades, provocando enchentes e colocando em risco a saúde da população.
Você sabe quais são os riscos que sua saúde corre depois de entrar em contato com a água e lama infectadas?
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo – SES/SP preparou dicas que podem ajudá-lo a evitar doenças depois de enfrentar uma enchente!
Segundo Maria Cristina Megid, diretora da Vigilância Sanitária Estadual, alguns cuidados são essenciais para que as pessoas possam se prevenir contra doenças infectocontagiosas mais incidentes na época de chuvas, especialmente a leptospirose, que nos casos mais graves pode até levar à morte.
Primeiro, vamos entender o problema…
Ao passar por áreas urbanas ou rurais, a água das enchentes agrega resíduos e microorganismos de várias origens, que podem contaminar e provocar doenças nas pessoas que tiveram contato direto ou indireto com ela. Isso porque os resíduos contidos nessa água podem impregnar e contaminar todos os locais atingidos pelas enchentes, como pisos, paredes, móveis e outros objetos das residências.
Fuja da enchente!
O ideal seria evitar qualquer contato com água da enchente, mas sabemos que isso muitas vezes é inevitável. Tente então permanecer o menor tempo possível e busque um local seguro para se abrigar.
Não deixe em hipótese alguma que crianças nadem ou brinquem nesses locais. Além do perigo da correnteza, elas podem contrair doenças. Evite também manusear sem proteção objetos que tenham sido atingidos por essa água ou lama. Proteja os pés e as mãos com botas e luvas de borracha ou sacos plásticos duplos.
Não reaproveite
Jogue fora medicamentos e alimentos (frutas, legumes, verduras, carnes, grãos, leites e derivados, enlatados etc.) que entraram em contato com as águas da enchente, mesmo que estejam embalados com plásticos ou fechados, pois, ainda assim, podem estar contaminados. É importante ainda lavar bem as mãos antes de preparar alimentos ou comer.
Procure também beber água potável que não tenha tido contato algum com as enchentes, e a utilize no preparo dos alimentos, especialmente das crianças menores de um ano.
Dica: Para garantir que a água é segura para consumo, ferva-a por ao menos um minuto ou adicione duas gotas de hipoclorito de sódio com concentração de 2,5% (água sanitária) para cada litro de água.
Atenção! Os frascos de hipoclorito de sódio a 2,5%, próprios para diluir na água de beber e cozinhar podem ser encontrados em farmácias ou supermercados. Na falta dessas opções, utilize água sanitária, tomando o cuidado de adquirir apenas aquelas que tenham registro e não contenham outras misturas, como perfumes.
Em baixo d’água
Se sua casa for atingida por uma enchente, após o recuo da água providencie a limpeza e desinfecção dos ambientes, utensílios, móveis e outros objetos. Mas lembre-se: sempre utilize luvas, botas de borrachas ou outro tipo de proteção para as pernas e braços (como sacos plásticos duplos). Descarte para a coleta pública tudo o que não puder ser recuperado e remova – com escova, sabão e água limpa – a lama que restou nos ambientes, utensílios, móveis e outros objetos da casa.
No caso dos utensílios domésticos (panelas, copos, pratos e objetos lisos e laváveis), lave-os normalmente com água e sabão. Depois, prepare uma solução desinfetante, diluindo um copo (200 ml) de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) em quatro copos de água (800 ml). Mergulhe na solução os objetos lavados, deixando-os ali por, pelo menos, uma hora.
Para pisos, paredes, móveis e outros objetos, após retirar a lama, lave o local com água e sabão e, a seguir, prepare uma solução diluindo um copo (200ml) de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) para um balde de 20 litros de água. Umedeça um pano na solução e passe nas superfícies, deixando-as secar naturalmente.
- Lixo e enchente – Possíveis culpados…
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julho 27, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
A incidência da doença no Estado é consequência das chuvas que alastraram o nordeste neste ano.
Até agora, são 9 mortes e 18.314 casos de dengue em 2010, dados confirmados pela Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas.
Sem contar que outros 12 óbitos e quase 10 mil casos estão sob investigação. Maceió tem o maior número de casos confirmados – já são 160. Em 2009, foram registradas 1.871 ocorrências.
Diarreia, Leptospirose e Hepatite também são doenças que surgem com frequência após inundações.
O cuidado com a água parada tem que ser constante. Faça sua parte.
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abril 15, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
A população sofre com as enchentes. Muitas famílias perdem tudo o que levaram uma vida inteira para conquistar. Pior do que isso, são as vidas perdidas com as doenças que chegam junto com a água contaminada.
Precisamos repensar nossas atitudes ambientais ao jogar lixo no chão, repensar a engenharia para garantir mais segurança ao construir em áreas de risco, e, na saúde elevar as pesquisas científicas e trazer a cura para as doenças advindas desses desastres naturais.
A Fiocruz – Fundação Oswaldo Cruz de Salvador, traz novidades para combater a leptospirose, doença que é transmitida através da urina de ratos e que se prolifera assustadoramente quando acontecem as enchentes.
A solução que os especialistas trazem tem o tamanho de um cartão de crédito e em poucos minutos, com apenas uma gota de sangue é possível diagnosticar se o paciente esta ou não com a doença.
A novidade ainda precisa da aprovação da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária e do Ministério da Saúde, mas o Blog da Saúde fica na torcida para que tudo dê certo!
Para saber mais sobre a novidade assista o vídeo abaixo
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dezembro 23, 2009 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O blog da saúde acompanhou o caso do menino Isaac de Souza Lima, 6, anos que faleceu no último domingo. A suspeita era de que sua morte havia sido causada por leptospirose, mas isso foi descartado ontem.
Após exames realizados em laboratório, a Secretaria Municipal de Saúde informou que não foi essa a causa do óbito, e ainda não tem a informações sobre as causas reais da morte. Somente um laudo do Serviço de Verificação de Óbitos, que sairá nos próximos 20 dias, irá tirar a dúvida.
Os pais alegam que houve falha no primeiro atendimento de seu filho, que ocorreu no AMA – Assistência Médica Ambulatorial –, já o prefeito Gilberto Kassab afirma que o fato foi uma fatalidade.
Dez pessoas que moram no Jardim Pantanal estão com suspeitas de leptospirose. A análise de seus exames ainda está sendo feita. Outra suspeita pode ser a de Dengue, pois tinha muita água parada durante os 13 dias que o bairro ficou alagado.
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dezembro 22, 2009 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
A leptospirose é uma doença infecciosa grave causada por uma bateria chamada Leptospira interrogans. Ela é transmitida através da urina dos ratos atraídos pelo lixo dos grandes centros urbanos como São Paulo. Isso acontece com mais frequência durante grandes enchentes.
Foi o que aconteceu no começo desse mês, fortes chuvas atingiram a capital e deixaram vários bairros da área metropolitana de São Paulo debaixo d’ água. O mais atingido foi bairro Jardim Pantanal, Zona Leste de São Paulo, que ficou em contato com a água suja por duas semanas.
É nesse ambiente que a doença se prolifera e faz vítimas. A primeira, no Jardim Pantanal, pode ter sido o garoto Isaac Souza de Lima, 6, que morreu ontem depois de apresentar alguns dos sintomas da doença como náuseas, febre e calafrios.
Após ter passado em uma unidade de AMA – Assistência Médica Ambulatorial – e ter sido aconselhado a se tratar em casa, o menino apresentou um quadro mais grave e foi internado anteontem no hospital Santa Marcelina, em Itaquera. Exames foram realizados para tentar descobrir se a causa de seu óbito foi realmente a leptospirose.
Agora a vizinhança e a Secretaria Municipal de Saúde têm que ficar alerta para que novos casos da doença não venham a fazer mais vítimas.
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dezembro 10, 2009 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Nas manchetes dos jornais dessa semana estão estampados os resultados das chuvas e alagamentos em São Paulo: congestionamento, desabamentos e até mortes. Além disso, as enchentes causadas pelas tempestades podem ser um fator favorável à proliferação da leptospirose, uma grave doença infecciosa que atinge tanto humanos como animais selvagens e domésticos.
Causada por bactéria e transmitida principalmente pela urina de ratos que se mistura à água, ao solo e até alimentos, há maior incidência da doença em períodos de chuva. O diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care (SP), Marcelo Quinzani, explica que isso ocorre porque: “a leptospira, que é eliminada na urina dos animais doentes ou portadores, é bastante sensível ao sol e ambiente seco, mas sobrevive em ambientes úmidos e sem sol. Deste modo a água das chuvas ajuda na disseminação da bactéria que, quando entra em contato com mucosa ou pele com ferimentos, passa a contaminar um novo indivíduo”.
Sintomas Iguais
Os sintomas são os mesmos em humanos e animais e segundo o médico-veterinário, “Os primeiros sintomas da doença são: febre, depressão, perda do apetite, vômito, desidratação, mucosas congestas, icterícia, urina escura e dor renal ou muscular, esses dois últimos podem ser notados nos animais através da mudança de comportamento. Na evolução da doença, observa-se insuficiência renal, insuficiência hepática, hemorragias, lesões na pele e hematomas pelo corpo, úlceras na boca e língua e, em casos raros, necrose na ponta da língua. Ocasionalmente observa-se aborto, meningite e a inflamação intra-ocular comprometendo total ou parcialmente a íris.”
Prevenção
Nos animais fica mais difícil identificar a doença, mas eles têm uma vantagem já que contam com uma vacina preventiva. No Brasil, ainda não existe vacina para humanos, as desenvolvidas no exterior podem não ser úteis para nós porque são específicas para combater outro tipo de bactéria. Então, para preveni-la basta adotar medidas simples como cuidados com saúde, alimentação e higiene. Eliminar os restos de comida, água parada e buracos entre telhas e rodapés são atitudes que evitam o aparecimento de roedores que são foco da doença.
A imunização de cães e gatos deve ocorrer semestralmente ou anualmente. “O mercado disponibiliza várias opções de vacina que incluem a proteção contra a doença, elas são conhecidas normalmente como V8 e V10. Além da Leptospirose, a primeira vacina previne a Cinomose, Hepatite infecciosa, Adenovirus 2, Parainfluenza, Parvovirose e Coronavirose e a segunda possui antígenos contra mais dois tipos de Leptospirose”, esclarece Quinzani.
Quando o animal de estimação estiver infectado pode passar a doença às pessoas que tiveram contato com ele, pois também passa a eliminar a bactéria pela urina ou pelo sangue.
“Certifique-se dos cuidados com seu “companheiro de estimação” para garantir a convivência saudável de toda família”
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