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Nações Unidas convidam jovens a participar de suas estratégias contra a AIDS

Se você é jovem, tem entre 15 e 29 anos, e gostaria de criar e moldar a nova estratégia das Nações Unidas sobre a juventude e a AIDS, eles apostam em você. Através de um projeto colaborativo online, que vai usar várias plataformas das mídias sociais, a ideia é desenvolver novas políticas para combater a pandemia.

O projeto, CrowdOutAIDS.org, funcionará por um período de dois meses em que qualquer jovem (dentro da faixa etária citada) poderá participar.

Eles acreditam que as novas gerações não devam ser apenas destinatários das mensagens passadas, mas sim atores e criadores da mudança.

Os participantes poderão usar suas próprias redes sociais como Facebook, Twitter, Orkut e blogs pessoais para espalhar o projeto e, em seguida, discutir suas ideias, através de fóruns online e outras plataformas colaborativas como o ‘Google Docs’.

Sobre

Todo dia, 3.000 jovens se infectam com HIV e grande parte dos 5 milhões de jovens vivendo com a doença não têm acesso ao tratamento.

Para mudar isso, UNAIDS precisa de uma nova abordagem sobre o tema. São 4 passos principais:
1.    Passar as informações online aos jovens
2.    Mostrar seu conhecimento e priorizar ações
3.    Encontrar soluções
4.    Desenvolver ações coletivas contra o HIV

Em junho de 2011, os líderes mundiais comprometeram-se com metas ambiciosas focadas na Aids para 2015. A menos que uma nova geração de jovens intensifiquem-nas, esses objetivos não serão alcançados.

Os jovens podem resolver os desafios de hoje na resposta à doença.

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A Revista Brasileira de Ortopedia, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), publicou artigo científico assinado pelo médico Nivaldo Souza Cardozo Filho, que analisa cinco casos de graves infecções em atletas que se aplicaram as chamadas ‘bombas’ (como os anabolizantes são conhecidos popularmente) para provocar o aumento da musculatura.

Em todos os casos a aplicação, feita sem prescrição e sem higienização adequada, levou a graves infecções que causaram em alguns casos a necrose do músculo – a morte de parte do tecido muscular, que precisou ser extirpado cirurgicamente, além de graves abscessos que precisaram ser drenados e exigiram tratamento com antibiótico.

O trabalho foi feito no Centro de Traumatologia do Esporte da Escola Paulista de Medicina e o mais grave, denuncia o ortopedista, “é que em muitos casos, depois de operado e recuperado, o atleta volta a malhar e a usar o esteróide anabolizante para fins estéticos. O que é proibido no Brasil, culminando em novo risco para sua saúde”.

Os anabolizantes podem ser consumidos sob a forma de comprimidos, cápsulas ou como injeção intramuscular.

Os pacientes avaliados neste estudo injetaram neles mesmos. Existem casos em a aplicação é feita por outras pessoas, como amigos, professores, parceiros etc. De qualquer forma, sem prescrição e sem orientação médica, a aplicação é feita apenas com fins estéticos e representa um risco à saúde dos atletas.

A origem

Os esteróides já eram utilizados desde a Grécia antiga, quando campeões olímpicos ingeriam testículos de carneiro (fonte de testosterona) para aumentar o rendimento, explica Nivaldo.

Os anabolizantes foram desenvolvidos durante a Segunda Guerra Mundial, sendo utilizados como forma de aumentar a concentração, resistência, força muscular e vigília pelas tropas alemãs e americanas e em experimentos nazistas nos campos de concentração para tentar aumentar a agressividade.

Os hormônios esteróides por outro lado, têm indicações clínicas bem definidas para aumento de apetite, estimulação da medula óssea em anemias, estimulação do crescimento, indução da puberdade masculina, terapia de reposição hormonal, entre outras.

É sabido que o hormônio esteróide permite que o gado crie rapidamente mais músculo e desde 1.954, vários países, Argentina e Austrália, entre eles, injetam esteróides em bovinos.

Graças a isso, esses animais atingem o peso de abate com 18 meses, quando a carne é muito macia, enquanto sem o anabolizante o gado só atinge porte de abate aos 24 meses ou ainda mais tarde.

No Brasil, a garotada que malha nas academias resolve se aplicar o produto tendo que se valer de esteróides contrabandeados, já que são proibidos para fins estéticos, e por vezes de uso veterinário, que evidentemente não trazem dosagem para seres humanos.

O que diz o artigo

O artigo, cujo título é “Piomiosite em atletas após o uso de esteróides” informa que as infecções foram causadas por bactérias geralmente presentes na pele, ‘Stafilococcus aureus’ e ‘S. viridans’, entre elas.

Os pesquisadores concluíram que, por estarem em São Paulo, centro de grandes recursos médicos, os atletas foram rapidamente diagnosticados, não chegando a haver problemas mais graves como septicemia, nem insuficiência renal ou hepática, que podem ocorrer nesses casos, levando eventualmente à morte.

O trabalho mostra ainda que o esteróide anabolizante foi aplicado na maioria dos casos no músculo bíceps braquial, mas pelo menos um dos atletas o injetou também nos glúteos, e o efeito foi estudado por meio de ultrassonografia e ressonância magnética.

Embora em todos os casos o tratamento tenha tido sucesso e os atletas voltaram a treinar, os ortopedistas sugerem tratamento multidisciplinar, principalmente apoio psicológico, para que os pacientes não voltem a usar as drogas perigosas.

“É importante que os atletas sejam informados sobre os riscos do uso desse tipo de droga, que englobam fechamento epifisário precoce, atrofia testicular, acne, esterilidade, ginecomastia, calvície, câncer de testículo, resistência à insulina, aumento do colesterol e infarto precoce”, todos eles relatados na literatura científica.

Para saber mais sobre o tema:
- Jovens e Anabolizantes: prefira ser “frango”

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Depois do eyeballing (ato de tomar uma dose de vodka pelos olhos), chega uma nova mania assustadora, difundida entre adolescentes alemãs, que consiste em colocar a bebida alcoólica no absorvente interno.

Após encharcá-lo na bebida, elas o inserem nas partes íntimas e então é só esperar a absorção. A pergunta feita em voz alta por cada pessoa ao se deparar com essa informação é: MAS POR QUÊ?

A técnica é usada para embebedar rápido e não ficar com bafo, um ato inconsequente que pode trazer diversos problemas, além de não ser eficiente, conforme divulgado no jornal alemão The Local.

Foi a polícia de Baden-Württemburg, cidade no sul da Alemanha, que se manifestou sobre o aumento de casos de adolescentes intoxicados. O jornal alemão Südkurier chegou a publicar uma notícia sobre uma garota de 14 anos que havia passado mal, aparentemente embriagada pelo uso do absorvente.

O álcool pode danificar as paredes da vagina e aumentar o risco de infecção. Há notificações de que rapazes também estavam aplicando os absorventes no ânus.

A prática conhecida como “slimming” parece ter começado nos Estados Unidos, mas já foi identificada na Escandinávia e em outros lugares onde menores têm dificuldade para ter acesso às bebidas alcoólicas.

Há grupos no facebook que, inclusive, trocam dicas sobre o tópico, com instruções e vídeos de como fazer.

Para os pais, a melhor maneira de lidar com as adolescentes é através da conversa, baseada na confiança e informação. Por inibir o bafo de álcool, a técnica pode encorajá-las, já que a embriaguez talvez passe despercebida.

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Costuma ser difundido entre os jovens que o fumo de origem oriental, chamado narguilé, não é tão prejudicial à saúde quanto o cigarro porque o fumo é filtrado pela água presente no objeto, entre outras, bem, invenções.

Veja só, o narguilé é composto por nicotina, alcatrão e monóxido de carbono. Ao ser queimado, libera metais pesados e cancerígenos, como o arsênico, chumbo, cobalto e cromo.

De acordo com a Stella Martins, diretora do Programa de Atenção ao Tabagista do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod), uma única rodada de fumo equivale ao consumo de cem cigarros.

Números que preocupam

O estudo da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo mostra que 37% dos jovens paulistanos, com idade média de 25 anos, aderiram ao narguilé.

O levantamento, que entrevistou 932 fumantes no decorrer do ano passado, ainda constatou que 96% dos consumidores do fumo de origem oriental também são adeptos do cigarro de cravo.

“A indústria revestiu com cheiro e gosto o consumo do tabaco para atrair um público cada vez mais jovem e, assim, substituir o grupo mais velho que está sofrendo com os males do fumo”, afirma Stella Martins.

Saúde dos fumantes de narguilé

A fumaça do narguilé aspirada pelo usuário é composta por cem vezes mais alcatrão, quatro vezes mais nicotina e 11 vezes mais monóxido de carbono do que um cigarro normal. Já o cigarro de cravo possui três vezes mais nicotina e monóxido de carbono.

Metade dos entrevistados apresentou níveis preocupantes da presença de carbono no ar expirado: uma média de 2,3 vezes a mais do que o máximo aceitável.

Ideia errada

Infelizmente é um hábito que carrega um forte cunho de socialização, pois ninguém o fuma sozinho.

Paul Hooper, gerente regional do Departamento de Saúde britânico, afirmou após um estudo sobre os altos níveis de monóxido de carbono no sangue de fumantes de narguilé, que estas descobertas fazem com que o assunto se transforme em uma grande questão de saúde.

De acordo com Hooper, muitos afirmam até que narguilé “não é o mesmo que fumar“.

Por último, dividir o cachimbo de narguilé pode transmitir infecções, como herpes, por exemplo.

Tanto o narguilé quanto o cigarro de cravo são enquadrados dentro da lei antifumo. Desde 2009, é proibida a venda do aparelho utilizado no consumo do narguilé para menores de 18 anos em todo o Estado de São Paulo.

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Boa forma das celebridades atormenta mulheres comuns.

No fim do ano passado, um estudo feito pelo The Royal College of Midwives (Escola Real de Parteiras) e pelo site Netmums, na Inglaterra, com 6.626 mães, revelou que  60% destas mulheres se sentem pressionadas quando vêem mães famosas super magras, poucos dias depois do parto.

Recentemente, os cirurgiões plásticos americanos divulgaram a relação de celebridades que mais inspiram a aparência solicitada por seus clientes.

A pesquisa, conhecida como America’s Body Annual Most Wanted, é divulgada em Beverly Hills. Neste ano, os destaques foram a modelo Gisele Bündchen e o ator Mark Wahlberg.

No mundo real

O desejo de transformar-se numa outra pessoa é quase uma ‘epidemia’ nos Estados Unidos. No Brasil, a coisa não é muito diferente.

“Uma análise mais profunda dos atributos das outras famosas citadas na pesquisa americana – Jennifer Aniston, Penélope Cruz, Scarlett Johansson, dentre outras – nos faz, criar um padrão de beleza absolutamente estreito, previsível, escravizante e impossível de ser atingido por muitas mulheres”, observa o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada.

São os desejos impossíveis de beleza que geram listas, como a publicada pelos cirurgiões plásticos americanos e outra, publicada pelo site Daily Beast, reunindo os tratamentos estéticos mais exóticos, que reúnem “implantes” de covinha e encurtamento de dedo do pé.

“A plástica é o único tipo de cirurgia que o paciente é que pede para fazer. Mas não é só porque ele quer, que vai fazer. O médico tem que agir como uma espécie de moderador dos desejos do paciente”, diz o cirurgião, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Obsessão pela perfeição atinge seriamente os mais jovens

Nancy Etcoff, psicóloga da Universidade Harvard, autora do livro A lei do mais belo, defende esta obsessão pelo modelo de beleza, pela celebridade começa muito cedo.

Crianças e adolescentes, atualmente, estão mais preocupados com a aparência do que em qualquer outro período da história. Os americanos cunharam a expressão “geração diva” para definir os jovens e os adolescentes tomados pelo ideal da perfeição física.

O imperativo da beleza atinge todos os grupos sociais, e cada um gasta o que pode. Uma pesquisa encomendada pela Associação Cristã de Moços, nos Estados Unidos, descobriu que garotas pobres estão gastando em produtos e tratamentos de beleza um dinheiro desproporcional. Economizado, ele poderia garantir o pagamento da universidade e o futuro profissional dessas garotas.

“No Brasil, os adolescentes também sofrem muito com a aparência e a imagem que fazem de si mesmos por causa da diversidade e das misturas raciais, que produzem biotipos diferentes do padrão europeu, muito valorizado por eles”, afirma Ruben Penteado.

O que não é possível mudar

Entre a foto da celebridade e o centro cirúrgico, está o cirurgião plástico, que hoje, tem um papel muito importante: o de realizar apenas os desejos possíveis e o de orientar o paciente a tomar a decisão mais acertada.

O médico comenta o que não é recomendável fazer na tentativa de tornar-se mais belo:
•    A covinha de “X” ou “Y” – em geral, os cirurgiões plásticos não aceitam ir para o centro cirúrgico só para fazer covinhas, mas elas podem fazer parte de uma ritidoplastia. “O cirurgião tem que criar uma depressão na bochecha e dar um ponto para segurar a pele. É preciso saber que enquanto as covinhas naturais só aparecem quando a pessoa sorri, as criadas pelo cirurgião plástico ficam ali o tempo todo”, explica Ruben Penteado.

•    Cirurgia para transformar a barriga num “tanquinho” – “Não existe nenhum cirurgia para deixar os músculos da barriga marcados, simulando os resultados de anos de abdominais. Explicamos sempre aos pacientes que procuram este tipo de ‘procedimento mágico’ que o recomendável é fazer uma lipoaspiração normal e, depois, tentar malhar para conquistar o tanquinho”, diz o médico.

•    Lipoaspiração nos tornozelos – o procedimento existe, mas não funciona. “O cankle (tornozelo gordo) está presente quando o diâmetro inferior da perna e o do tornozelo se aproximam do diâmetro da parte superior da perna, o que dá ao conjunto uma aparência desproporcional. Em geral, este desenho do corpo é geneticamente pré-determinado, mas o problema se agrava com o ganho de peso. Esta região do corpo, por se tratar da extremidade inferior, costuma acumular mais líquido do que gordura. As mulheres, especialmente as obesas e aquelas que sofrem de problemas vasculares como varizes, têm maior tendência a estes acúmulos devido à ação de seus hormônios. Portanto, uma intervenção cirúrgica nesta região pode, por conta do traumatismo causado, piorar ainda mais a situação”, explica o médico.

•    Seios mais belos, injetando ácido hialurônico – talvez, este seja um dos tratamentos mais revolucionários que chegaram ao mercado recentemente, não só para aumento dos seios, mas para o aumento de bumbum e panturrilhas. “O produto já era usado em larga escala para tratamento de rugas e outros tipos de depressões da pele. O ácido é um polímero absorvível, mas na década de 2000, foram criados diferentes polímeros, indicados para o tratamento de depressões maiores e sequelas mais profundas. Infelizmente, algumas pessoas passaram a usar esta nova composição do ácido também para o aumento dos seios, o que não é um procedimento seguro. Por ser relativamente nova, a técnica precisa passar por estudos científicos que irão avaliar se ela pode ou não ser usada neste tipo de procedimento, sem colocar em risco a saúde do paciente”, diz o cirurgião plástico.

A campanha pela real beleza da mulher, feita há um tempo pela Dove, traduz essa busca insustentável pela perfeição. Confira:

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O especialista em fertilidade, Sherman Silber, explica como aumentar as chances de ter um bebê aos 30 ou 40 anos.

Algumas mulheres já congelam seus óvulos. O que o especialista afirma é que ao guardar pedaços dos ovários, a probabilidade de ter filhos depois será maior.

Isso porque congelar um terço do ovário significa que 60 mil óvulos seriam capturados com o tecido, e poderia ser transplantado de volta quando a mulher ficasse mais velha. Uma coleta normal de ovários captura de cinco a dez por vez.

“Uma mulher pode congelar o ovário aos 19 e ter um ovário de 19 quando tiver 40.”

Uma justificativa do médico é que as mulheres querem ter filhos mais velhas, por isso podem optar pelo congelamento.

O médico foi o responsável pelo primeiro transplante total de ovário, feito em 2007 e falou no Congresso da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva que acontece nos EUA.

Outros profissionais acreditam ser necessário saber mais sobre os resultados do procedimento.

- E o Nobel da medicina vai para…

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Pesquisadores analisaram que tipo de histórias idosos gostam de ler. O estudo sugere que a autoestima de seus avós ganha um impulso quando ouvem sobre coisas estúpidas que jovens fazem.

Como vivemos em uma cultura centrada na juventude, é normal que gostem de algum empurrãozinho na autoestima.

Esta é a razão por preferirem histórias negativas sobre jovens, que são vistos como uma forma de status na nossa sociedade, apenas pela idade que têm – é o que acredita Dr. Silvia Knobloch-Westerwick, uma das responsáveis pelo estudo.

Todos os entrevistados foram levados a acreditar que se deparavam com versões teste de uma nova revista online de notícias. Eles também tiveram tempo limitado para dar uma olhada tanto na versão positiva como negativa de 10 artigos pré-selecionados.

Cada matéria continha uma foto com uma pessoa jovem ou com uma de mais idade.

A pesquisa constatou que os mais velhos preferiam ler os artigos com notícias negativas sobre pessoas mais jovens que eles, assim como também mostrou que eles têm menos interesse em ler assuntos relacionados a idosos, independente de positivo ou negativo.

O estudo foi conduzido pela Doutora Silvia Knobloch-Westerwick e coautoria de Matthias Hastall.

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Adolescentes com peso ideal que acreditam estar obesas correm risco maior de entrar em depressão do que obesas que têm consciência de sua condição.

A conclusão é de sociólogos da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que verificaram dados de 6.557 garotos e 6.126 garotas.

Os cientistas constataram ainda que, enquanto a comunidade médica, evidentemente, sabe o que significa obesidade, o público em geral, na realidade, pode não saber: 20% das meninas e 40% dos meninos com sobrepeso “não sabem” que têm ou não o peso ideal.

Você está satisfeita com seu corpo?

No Brasil, 64% das universitárias brasileiras estão insatisfeitas com o corpo e quase metade das alunas com peso adequado querem ser mais magras.

A avaliação da satisfação corporal foi feita por meio da escala de silhuetas de Stunkard, uma ferramenta consagrada em pesquisas da área que traz nove figuras retratando formas corporais diferentes.

Reprodução da escala de silhuetas de Stunkard

47,8% das entrevistadas escolheram figuras menores do que a figura que, em sua opinião, melhor representava seu corpo atual!

A pesquisa avaliou 2.402 alunas, de diversos cursos da área da saúde, em de 37 instituições das cinco regiões do país. O estudo foi realizado por especialistas da USP (Instituto de Psiquiatria e Faculdade de Saúde Pública) e da UNIFESP (Departamento de Ciências da Saúde, campus Baixada Santista).

Confusão

A obesidade, principalmente quando falamos de jovens e adolescentes, merece atenção! Padrões estipulados pela sociedade, mídia, amigos e ambiente de convivência podem confundir as pessoas quanto ao peso ideal.

A adolescência, fase de transição e indecisão devido à grande quantidade de informações recebidas, é um período fundamental para o desenvolvimento do ser humano, tanto físico como emocional.

O corpo passa por várias mudanças físicas e psicológicas . É uma fase de auto-afirmação.  Por isso, a questão do peso pode ser complicada, tanto por pré-conceito , aceitação e para saúde.

Problemas como depressão, bulimia, anorexia e até obesidade em graus elevados podem gerar consequências sérias para o resto da vida.

Procure orientação médica caso você ou alguém ao seu redor está enfrentando problemas com a balança. Informação e acompanhamento profissional são importantes para evitar problemas e consequências mais sérias.

Emagrecer a qualquer custo? Atenção aos vilões da balança

* Com informações do G1.
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Todo mundo já ouviu falar sobre a pílula do dia seguinte e sabe que é para ser usada em casos de emergência, quando não houve ou houve falha de proteção no ato sexual, ciente dos efeitos causados pelo medicamento. Certo?

Não. Pesquisa realizada pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) mostra que há muitas dúvidas entre os jovens na hora de responder questões sobre o assunto. Dos 611 estudantes entrevistados, em quatro universidades federais, 96% disseram já ter ouvido falar sobre a pílula, mas apenas 19% sabem todas as situações para as quais é indicada.

Do total, 35% acreditam que a pílula é abortiva e 81% disseram que o medicamento traz riscos à saúde. O estudo, apresentado no Congresso Paulista de Pediatria, ouviu jovens que estão no primeiro ano dos cursos de medicina, educação física, nutrição e enfermagem.
Isso mostra que o assunto ainda é tabu. Mesmo jovens que têm acesso a todo tipo de informação não sabem responder as questões simples sobre o uso da pílula do dia seguinte. Médicos evitam a prescrição com medo que o uso vire rotina.

A pílula impede a fertilização do óvulo pelo espermatozóide; o remédio não é abortivo e não causa problemas à saúde se usado quando houver extrema necessidade. Deve ser prescrita pelo seu médico e ingerida até 72 horas após a relação sexual em que não houve outra proteção.

Veja as dúvidas frequentes:

A pílula funciona como um abortivo?
Não. Ela age antes que a gravidez ocorra. O medicamento vai dificultar o encontro do espermatozóide com o óvulo. Agora, se a fecundação já tiver ocorrido, irá provocar uma descamação do útero, impedindo a implantação do ovo fecundado. Caso o ovo já esteja implantado, ou seja, já tenha iniciado a gravidez, a pílula não tem efeito.

Preciso de receita médica para comprar a pílula?
Sim. Apesar de farmácias venderem sem pedir a prescrição, procurar por orientação antes é indispensável. Só um ginecologista poderá dar certeza de que o medicamento é indicado para o seu caso.

Pode causar efeitos colaterais?
Sim. O mais frequente é a alteração no ciclo menstrual e do tempo de ovulação. Vai ficar impossível calcular seu período fértil e o dia da sua menstruação. Dor de cabeça, sensibilidade nos seios, náuseas e vômitos são sintomas comuns. No caso de vômito ou diarreia nas duas primeiras horas após a ingestão, a dose deve ser repetida.

Existe contraindicação?
A pílula é contraindicada para quem sofre de alguma doença hematológica (do sangue), vascular, hipertensão ou obesa mórbida. Isso porque a grande quantidade de hormônio pode provocar pequenos coágulos no sangue que obstruem os vasos.

Se eu tomar repetidas vezes, ela perde o efeito?
Não perde completamente o efeito, mas o risco de você engravidar aumenta. Normalmente, ele já é de 15% se você tomar depois de 24 horas de transar, contra uma média de 0,1% da pílula anticoncepcional comum.

Posso trocar a camisinha pela pílula?
Nem pense. A pílula deve ser tomada apenas quando o método contraceptivo escolhido falha. Além de apresentar efeitos colaterais muito mais severos que a pílula comum, e ser bem mais cara, o contraceptivo de emergência não a protege das doenças sexualmente transmissíveis. Contra elas, só mesmo a camisinha.

A pílula do dia seguinte é também um método contraceptivo?
Não. Ela deve ser usada em casos excepcionais e não como um anticoncepcional de rotina. A dose alta de hormônio do medicamento, cerca de 20% a mais do que o existente em uma drágea de anticoncepcional, aumenta o risco de efeitos colaterais.

Mesmo tomando essa pílula é possível engravidar?
Sim. Como todo método, há risco de falha. Quanto mais cedo a pílula for tomada, maior a sua eficácia.

O uso pode afetar o aparelho reprodutor?
Pode. A curto prazo causa uma verdadeira revolução na produção hormonal da mulher. Já em longo prazo, depende da quantidade de vezes que a pílula do dia seguinte foi usada. Quanto mais, maiores os riscos. Caso ocorra a gestação ectópica, a mulher poderá perder uma trompa e isso dificultará uma futura gestação.

Ao utilizá-la, estarei protegida até a chegada da menstruação?
Não. Terá se protegido somente da relação que aconteceu antes de ter tomado a pílula.

“Para proteção ideal, utilize anticoncepcional de uso contínuo e use sempre a camisinha. Assim, evitará a gravidez e terá proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis!”

*Este artigo conta com informações da Boa Forma
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