Nem Twitter, nem Facebook, vou me cadastrar no My.Microbes
setembro 13, 2011 por Paula Sanches
Em: Saúde Física
Eu não quero falar sobre a temperatura, trânsito ou compartilhar links legais nas redes sociais. Eu quero falar sobre os meus problemas gastrointestinais.
Se você compartilha da opinião acima, pode se cadastrar ao My.Microbes. Mas a finalidade do projeto vai muito além do desabafo de um intestino preso.
O programa sem fins lucrativos convida as pessoas a terem suas bactérias do intestino sequenciadas por cerca de € 1.500. Atuando tanto como rede social e como banco de dados de DNA, o site oferece um lugar para as pessoas compartilharem dicas de dieta, histórias e problemas gastrointestinais com os outros. Em troca, os pesquisadores esperam reunir uma riqueza de dados sobre as bactérias que vivem nos intestinos das pessoas.
Segundo os pesquisadores, os micróbios vivem na gente e em torno de nós o tempo todo, contribuindo com aproximadamente 2 kg de massa corporal (sério). A maioria deles é essencial para a nossa saúde e para vivermos em equilíbrio. Porém, quebrar este equilíbrio pode ter várias consequências, como a obesidade ou doenças inflamatórias intestinais. Saber quais micróbios vivem em nós pode levar a criação de dietas personalizadas, diagnóstico precoce e tratamento de doenças.
A mesma equipe de pesquisadores mostrou no início deste ano que as pessoas caem em um dos três grupos ou “enterotypes”, quando se trata da genética de bactérias de seus intestinos. Um dos autores do projeto, o bioquímico do Laboratório Europeu de Biologia Molecular na Alemanha, Peer Bork, conta que recebe muitos e-mails de pessoas com problemas no estômago ou diarreia pedindo ajuda.
Até agora, a equipe encontrou ligações entre certos marcadores genéticos específicos do intestino, obesidade e outras doenças. E eles suspeitam que esses marcadores no intestino podem afetar como as pessoas reagem a diferentes drogas e dietas.
O grupo tem o cuidado de não fazer promessas aos participantes do projeto. A pesquisa ainda está no começo, e não há relação comprovada entre os três diferentes grupos encontrados e remédios para tratar o problema. Mas os pesquisadores esperam que o projeto ofereça uma recompensa de dados. Os participantes terão acesso a seus próprios dados, mas todos os resultados públicos serão anônimos.
Procedimento
Depois de se registrar no site, os participantes do estudo recebem um pacote de informação e um kit de amostra de fezes. Eles enviam por correio as amostras de volta para um laboratório em Paris, onde o DNA é extraído e enviado ao laboratório na Alemanha para dar sequência ao estudo.
O custo real de sequenciamento do genoma do intestino é de cerca de € 2.000 por pessoa, diz Bork. Os participantes são convidados a contribuir com pelo menos 1.451 euros do que custa, mais frete.
Cerca de 130 pessoas se registraram com interesse no projeto, embora nem todos estes tenham se comprometido com o preço salgado. Os pesquisadores estimam que será necessário cerca de 5.000 participantes para o estudo ser significativo.
Agora que você já sabe tudo, basta acessar a rede: my.microbes.eu/
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agosto 5, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Física
Com o assunto obesidade sempre em pauta, cientistas por todo mundo tentam responder a pergunta: o que nos faz sentir satisfeitos?
Como podemos nos sentir saciados com alimentos saudáveis? Em outras palavras, comer menos e sentir menos fome tornou-se a grande questão entre os especialistas.
Britânicos gastaram £ 45 milhões ano passado em produtos concebidos para encher o estômago e reduzir o apetite. A questão é que alimentos usados diariamente podem preencher o espaço muito bem, como mostrado em pesquisa da Universidade de San Diego, na Escola de Exercício e Ciências da Nutrição.
O estudo comparou a sensação de saciedade gerada comendo ameixas e biscoitos – e as ameixas, surpreendentemente, foram vitoriosas.
Duas horas após comerem, aqueles que consumiram as ameixas sentiam menos fome e tinham menos grelina no sangue – hormônio produzido pelo estômago quando está vazio, que causa a sensação de fome.
Quando os alimentos passam do estômago para os intestinos há a liberação do hormônio PYY, que também age no cérebro, ativando o centro da saciedade, diminuindo a fome.
O segredo da alimentação no controle da obesidade está em utilizar esses conhecimentos. Curiosamente, tomar inibidor de apetite pode não funcionar tão bem como acertar na escolha dos alimentos.
DESDE PEQUENOS
A ironia está no fato de que não deveríamos nos preocupar com saciedade, porque quando bebês, éramos super sensíveis aos sinais biológicos de saciedade.
A sensibilidade começa a diminuir a partir dos três anos, idade em que começa a pressão dos pais para os filhos comerem tudo e a comida é, muitas vezes, oferecida como recompensa entre as refeições.
Essa “programação” feita pelos pais justifica que bebês ainda na fase da mamadeira, ordenados pela mãe a não deixar nenhuma gota, podem ultrapassar os sinais de saciedade e ganhar peso rapidamente, segundo a Fundação Americana Child Growth.
Quanto mais gordo alguém se torna, menor será o nível do hormônio PYY (aquele que ativa o centro da saciedade e diminui a fome) – o que dificulta ainda mais perceber os sinais biológicos de satisfação.
Isso significa que mais açúcar e mais comida gordurosa será necessária para produzir a mesma sensação de prazer ao comer. Quanto pior for a escolha dos alimentos, maior será a produção de grelina, o hormônio da fome.
Alimentos de baixa caloria podem garantir a saciedade. Por isso, veja truques para seu corpo pensar que você está satisfeito.
PRIMEIRO, COMA UMA MAÇÃ
Frutas e vegetais contêm muita água e fibra, que produzem o sinal de saciedade no intestino e, consequentemente, no cérebro.
O ideal é ingerir uma maçã antes da refeição. Você irá ficar satisfeito antes e não compensará mais tarde comendo outra coisa.
No entanto, não pode achar que sempre terá a opção de ter uma maçã por perto – e nenhum restaurante irá oferecê-la – mas a segunda melhor opção é uma salada, por razões semelhantes.
AUMENTO DE PROTEÍNA
Dos grupos de alimentos, proteína é o que mais causa sensação de saciedade (comparado a carboidratos e gorduras), já que aciona a produção do hormônio PYY no cérebro.
ESCOLHA ALIMENTOS GLUTINOSOS
A textura dos alimentos e, em particular, o quão glutinoso ou viscoso é, pode fazer toda a diferença. Sopas são consideradas de alta saciedade.
Apresente os alimentos em um prato de comida e a pessoa deve estar com fome três horas depois. Coloque os mesmos ingredientes em uma sopa e o período aumenta, apesar da diminuição no volume de comida.
Pesquisadores da Universidade de Sidney, ao trabalhar no ‘índice de saciedade’ descobriram que por causa da viscosidade, o mingau preenche duas vezes mais do que o cereal.
Para comparação, petiscos antes do jantar, como frituras são uma má escolha. Por exemplo, se forem batatas fritas, além de muito calóricas, você precisaria consumir quatro vezes mais do que faria se a batata fosse assada ou amassada para se sentir igualmente cheio.
BEBIDAS NÃO SATISFAZEM
Sinais de saciedade com líquidos são bem mais fracos, então mesmo que a bebida seja muito calórica, a sensação de insaciedade permanece.
Isto porque não é necessário mastigá-los e também requerem menos tempo e energia para serem digeridos – independente das calorias que contêm, não irão mandar o mesmo sinal de satisfação ao cérebro que alimentos fazem.
COMA SOZINHO
As pessoas comem até 70% mais quando estão distraídas – se o fazem assistindo TV, por exemplo. Também comem mais quando estão entre a família e amigos.
Mastigue bem para dar tempo dos hormônios da saciedade serem produzidos. Aproxime-se dos bons hábitos!
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