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Topa? Dieta com receitas à base de insetos e larvas

Imagem Reuters - Aprecie com moderação

Chega de frescura e esqueça o churrasco. Não é de hoje que existe a pretensão de cientistas em incorporar insetos no cardápio ocidental.

E eles têm seus motivos para isso: querem diminuir o consumo de carne no mundo que atribui à indústria 20% das emissões globais de gases do efeito estufa, além da pecuária ocupar dois terços dos pastos mundiais.

Foi por isso que o cientista holandês Arnold van Huis, autor dessa política, pensou em tudo: os insetos têm mais proteínas do que a carne, custam e poluem menos.

Por fim, ele alega que a sua feição de rejeição aos bichinhos é psicológica e adquirida ao longo do tempo, já que as crianças não veem problemas em comer insetos.

O cientista organiza aulas com um chef que mostra como preparar as receitas e pretende, em breve, lançar um livro para tornar os bichos palatáveis.

Quiche de larva de besouro (veja na imagem) e rolinho primavera de grilo são algumas das propostas.

O chef Henk van Gurp, que criou algumas delas, revela os ingredientes: ele polvilha larvas em quiches e doces. Ele acredita que uma vez que chefs estrelados comecem a preparar esse tipo de receita, outros vão segui-los.

Entenda essa história toda aqui: Coma insetos e ajude o planeta

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Verão, calor, praia, piscina, pescaria, acampamento, esporte ao ar livre e… mosquitos, pernilongos, muriçocas e borrachudos!!!

Todo mundo sabe que os repelentes são substâncias que inibem a aproximação dos insetos. Hoje, o mercado dispõe de uma série de produtos naturais e industrializados. Mas você sabe como esses produtos funcionam?

Fim da picada

O DEET (abreviatura de N,N-dietil-meta-toluamida ou N,N-dietil-3-metilbenzamida), é o principal composto químico presente nos repelentes industriais. Foi criado pelo exército dos Estados Unidos logo depois da 2ª Guerra Mundial. Desde então, várias teorias já foram divulgadas para explicar seu funcionamento.

A verdade, porém, é muito simples: os insetos são atraídos pelo “cheio” do ser humano, tanto o gás carbônico exalado na respiração quanto substâncias voláteis presentes no suor, como o ácido lático. O DEET mascara esse odor humano. Ele interfere nos receptores sensoriais dos insetos, desorientando-os, impedindo que pousem na pele – ainda que eles possam continuar por perto.

A substância é altamente eficaz para repelir a grande maioria dos insetos que se alimentam de sangue humano, como os pernilongos, muriçocas, borrachudos e mosquitos, incluindo os transmissores da malária e da dengue.

Em loção, gel, spray ou aerossol, é fabricado para ser aplicado diretamente na pele ou nas roupas. O uso do DEET, contudo, não é recomendado para crianças pequenas.

Segundo especialistas, os repelentes com percentual de DEET de até 10% podem ser utilizados em crianças a partir de 2 anos de idade. Já quando o percentual é acima de 11%, a aplicação deve ser feita apenas em crianças acima dos 12 anos.

*Os produtos mais eficientes, aqueles com grandes concentrações de DEET (entre 30% e 50%) não devem ser usados em crianças menores de 12 anos.

O produto também deve ser evitado por mulheres grávidas. O ideal é que a gestante procure orientação do médico antes de fazer uso de qualquer produto que contenha DEET.

Os mosquitos me adoram!

Vale ressaltar ainda que a mania de perseguição que muitos acreditam sofrer por parte dos mosquitos, não existe! Regiões pouco urbanizadas tendem a concentrar mais insetos. Mas, diferente do que parece, eles não deixam de picar as pessoas locais para avançar nos turistas. Na realidade, os mosquitos seguem atacando todo mundo, sem discriminação.

O que acontece, no entanto, é que, quando alguém é alvo frequente dos insetos, o corpo se acostuma e diminui, aos poucos, a produção de histamina, a substância que provoca a coceira na pele após uma picada. Desta forma, as picadas continuam. O que diminui é a coceira!

Outros tipos…

Inseticida

Os inseticidas para uso doméstico têm como princípio ativo as piretrinas. Elas agem no sistema nervoso dos insetos, causando uma contração descontrolada dos neurônios e paralisando o bicho todinho. Geralmente são diluídas em água e usadas em sprays ou em aparelhos elétricos para plugar na tomada.

Naturais

Os óleos essenciais de plantas, como citronela e eucalipto, são uma boa receita de repelente – embora o DEET seja, pelo menos, mil vezes mais forte contra os insetos. Vale ressaltar que não adianta plantar mudas em volta da casa porque a quantidade de essência exalada não espanta inseto nenhum.

Vitaminas

Embora ingerir vitaminas do complexo B altere a secreção da pele humana, ainda não foi comprovado que isso afaste os insetos. Cebola, alho e álcool também mudam as secreções, mas não chegam a incomodar. Além disso, laboratórios que produzem essas vitaminas não recomendam seu uso como repelente.

Ultra-som

Repelentes ultrassônicos podem ser plugados em tomadas ou acionados por aplicativos de computador e celular. Ruídos não audíveis por humanos imitam um mosquito macho procurando uma parceira. Como só fêmeas grávidas picam – para acumular sangue -, elas fogem do som por já estarem grávidas.

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* Com informações da revista Mundo Estranho.
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A FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – faz diversas campanhas para diminuir o consumo de carne no mundo, já que atribui à indústria 20% das emissões globais de gases do efeito estufa.

A criação de vacas, porcos e ovelhas ocupa dois terços dos pastos mundiais, além da porcentagem atribuída às emissões de gases. Para mudar este cenário, uma das pretensões da ONU é reduzir a quantidade de carne na alimentação e optar por alternativas.

Que tal? - Imagem The Guardian

O truque estaria em mudar a dieta para o consumo de insetos rastejadores, como substitutos nutritivos.

Uma política de alimentação baseada nos insetos tem sido formalmente considerada pela FAO-ONU, que já debateu o tema na Tailândia em 2008 e está nos planos para o congresso mundial em 2013.

O autor da política, professor Arnold van Huis, afirma que alimentar-se deles têm vantagens. A população mundial irá crescer de seis bilhões para nove bilhões em 2050 e as pessoas estão consumindo cada vez mais carne. “Se continuarmos deste jeito, iremos precisar de outro planeta Terra” – afirma Arnold.

Os argumentos não param por aí. Eles alegam que boa parte do mundo já se alimenta de insetos, exceto o ocidente – mas comemos camarão, que segundo consultores da FAO, é comparável aos insetos. (E agora?)

As vantagens da dieta incluindo os bichinhos estão nos altos níveis de proteína, vitamina e mineral que possuem, além de produzirem bem menos gases prejudiciais do que a tradicional pecuária.

Gafanhotos, grilos e minhocas, emitem 10 vezes menos metano, 300 vezes menos óxido nitroso (gás que também provoca o aquecimento), e muito menos amônia, um poluente produzido por suínos e através da avicultura.

Mais de 1000 insetos são consumidos por livre escolha em todo o mundo em 80% das nações.

Qual a sua opinião sobre o assunto? Comente!

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