28°C | Sao Paulo, São Paulo | 05 / 02 / 2012
Ocultar

30% dos casos de câncer de boca estão ligados ao HPV

Anualmente, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) recebe cerca de 1.200 novos casos cirúrgicos na especialidade de cabeça e pescoço. Destes, 30% dos operados em decorrência de tumores que afetavam a região da cabeça e pescoço, desenvolveram o câncer em decorrência de infecção pelo papiloma vírus humano (HPV).

O estudo aponta que a grande maioria dos pacientes afetados (70%) é do sexo feminino, com idade entre 40 e 50 anos.

Embora os tumores relacionados ao HPV sejam menos agressivos, respondendo bem ao tratamento, eles podem ser evitados com o uso de preservativos nas relações sexuais.

O oncologista do Icesp, Marco Aurélio Kulcsar, alerta que a infecção pelo papiloma vírus (HPV), quando associada ao tabagismo, aumenta o risco de morte.

Alguns dos sintomas manifestados por esses tipos de câncer podem ser manchas brancas na boca, dor, lesão com sangramento e cicatrização demorada, nódulo no pescoço presente por mais de duas semanas, mudanças na voz ou rouquidão persistente e dificuldade para engolir.

Quem tem exames em dia, também tem saúde em dia. O aparecimento de qualquer problema quando descoberto em estágio inicial tem chances elevadas de cura.

Email This Post Email This Post

Ao longo do tempo foram detectadas muitas dúvidas que, derivadas umas das outras, rondam três principais temas: tempo que o vírus pode permanecer sem ser diagnosticado ou manifestado, formas de contaminação e tratamentos.

Com mais de 140 diferentes tipos, o HPV, após o contágio, pode permanecer “adormecido” (sem causar lesões), provocar o aparecimento de verrugas (pele, genitais ou outras localizações) ou induzir o desenvolvimento de câncer do colo do útero.

Na maioria dos casos, as lesões têm crescimento limitado e é comum regredirem espontaneamente, como indica o Prof. Dr. Gilberto da Costa Freitas, ginecologista que atua no Hospital CECMI – Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas.

A pessoa pode estar com o HPV muitos anos e não saber?

Dr. Gilberto: O tempo em que o vírus pode permanecer inativo no corpo é indeterminado e a resposta a sua pergunta é: sim, pode.

Estudos comprovam que 50% a 80% das pessoas sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Porém, a maioria das infecções é transitória e assintomática, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune, principalmente entre as mulheres e homens mais jovens.

Qualquer pessoa infectada por HPV desenvolve anticorpos, que poderão ser detectados no organismo, mas nem sempre estes são suficientemente competentes para eliminar os vírus.

Por isso, através das informações fornecidas pelo ginecologista, nota-se como é importante ter cuidados constantes, consultas periódicas ao médico e exames preventivos. O diagnóstico é feito por meio do papanicolau ou da colposcopia, e o diagnóstico final é feito por meio de biópsia da área suspeita.

Transmissão e tratamentos

A transmissão se dá por contato direto com a pele infectada. “Os HPV genitais são transmitidos por meio das relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, colo do útero, pênis e ânus.” Pode ocorrer, inclusive, durante o sexo oral. Há, ainda, a possibilidade de contaminação por meio de objetos como toalhas e roupas íntimas.

“Também existem estudos que demonstram a presença rara dos vírus na pele, na laringe (cordas vocais) e no esôfago”, acrescenta o Dr. Gilberto.

E completa ao informar que as infecções subclínicas (sem manifestação clínica) são encontradas no colo do útero. O desenvolvimento de qualquer tipo de lesão clínica ou subclínica em outras regiões do corpo é bastante raro. O uso da camisinha diminui a possibilidade de transmissão na relação sexual (apesar de não evitá-la totalmente). Por isso, sua utilização é recomendada em qualquer tipo de relação sexual, mesmo naquela entre casais estáveis.

Diversos tipos de tratamento podem ser oferecidos (tópico, com laser, cirúrgico, ácidos, medicamentoso etc). Só o médico, após a avaliação de cada caso, pode recomendar a conduta mais adequada.

Transmissão mãe para filho

O vírus não representa riscos à gravidez, mas pode ser transmitido ao feto em virtude da infecção do canal do parto no qual passará a criança ao nascer. Por isso, alguns médicos indicam a cesariana para mães infectadas, já que através do parto normal o risco de infecção é maior.

Como pode haver ou não a contaminação, o Dr. Gilberto aconselha às mães com essa dúvida a procurar orientação do pediatra.

Vacina agora para homens e mulheres

Anteriormente indicada apenas para as mulheres, a vacina já pode ser tomada por ambos os sexos. Chamada de quadrivalente, como o próprio nome diz, é eficaz contra quatro tipos dos vírus: 6, 11, 16 e 18, tidos como principais causadores de câncer do colo de útero e verrugas genitais.

Saúde Pública

Você também pode obter informações sobre HPV e outras DST visitando um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). Os profissionais de saúde desses serviços são especializados em contágio e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. O contato é totalmente sigiloso e gratuito, bem como os testes. Acesse a lista de CTA nos estados pelo link “Onde encontrar”, na coluna à direita do portal http://bit.ly/8aqMpfUse camisinha sempre!

- HPV: Talvez você não saiba tudo sobre ele…
- Mais informações sobre a vacina quadrivalente

Email This Post Email This Post

O estudo, realizado em mais de 18 países, mostrou que a vacina previne até 90% das lesões em homens, quando oferecida antes da exposição a quatro tipos do vírus.

Já bastante difundida entre as mulheres (apesar do alto custo para ter acesso às doses), o estudo feito pela Universidade da Califórnia e pelo centro H.Lee Moffitt de combate ao câncer, mostrou os benefícios para o sexo masculino.

Foram 4.065 homens com idades entre 16 e 26 anos acompanhados durante 4 a anos para chegar a tal resultado.

O uso da vacina em mulheres foi aprovado no ano de 2006, nos EUA. Os pesquisadores esperam daqui para frente que a vacinação de homens possa diminuir as infecções por HPV, que estão entre as doenças sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo inteiro.

Os resultados foram publicados no periódico New England Journal of Medicine.

Há outras maneiras de prevenção?

O HPV é transmitido sexualmente ou pelo contato via oral ou pelo contato genital com fluidos contaminados.

Portanto, assim como toda doença sexualmente transmissível, o vírus também pode ser barrado com o uso de camisinha.

Essa proteção, porém, não é completamente eficaz para o HPV quanto é para as outras DSTs, já que o homem pode contrair o vírus pela bolsa escrotal, por exemplo, que não recebe a proteção.

- HPV: Talvez você não saiba tudo sobre ele…

Email This Post Email This Post

O vírus que causa câncer de colo de útero está entre as dez principais causas de morte de mulheres na América do Sul, mas o acesso à prevenção ainda é de alto custo.

Pelo menos por enquanto: um método mais barato contra o vírus do papiloma humano (HPV) foi desenvolvido na Argentina e testado, com sucesso, em ratos.

Atualmente, as duas vacinas disponíveis no país são importadas dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, o que eleva mais ainda o custo.

Essa nova vacina criada no próprio país contém uma partícula idêntica ao HPV, sem informação genética,  para o sistema imunológico reagir e gerar anticorpos.

O próximo passo foi tomado por Gonzalo Prat Gay, diretor do Laboratório de Estrutura, Função e Engenharia de Proteínas da Fundação Instituto Leloir, de Buenos Aires, que iniciou uma negociação com farmacêuticas para que a vacina contra o HPV seja testada em humanos.

Estima-se que, com êxito nos testes em humanos, a vacina esteja no mercado em dois ou três anos. Se houver uma alternativa ao método de prevenção, o preço dos outros tipos tende a baixar.

A doença mata cerca de 2 mil mulheres por ano na Argentina.

Email This Post Email This Post

Até dezembro, 23 AMAs das regiões de Capela do Socorro, Parelheiros, Campo Limpo, M’Boi Mirim e Cidade Ademar realizarão, todos os sábados, coleta de Papanicolau. O exame é gratuito.

Basta comparecer a AMA mais próxima de sua residência entre 9h e 17h, com o Cartão SUS ou um documento de identificação. Para mais informações: (11) 5686-7298, de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h.

Mas o que é Papanicolau?

Toda mulher que vai ao ginecologista já ouviu falar no tal Papanicolau. O nome é uma homenagem ao médico grego George Papanicolaou, que criou o método em 1940. Mas as complicações desse exame acabam por aí: o Papanicolau é simples e rápido de fazer. Não bastasse isso, ele é fundamental para detectar câncer de colo de útero, HPV e infecções vaginais.

Quem deve fazer?

O Papanicolau é um exame preventivo importante para qualquer mulher! Deve ser realizado, anualmente, por quem tem ou já teve relação sexual, especialmente na faixa dos 25 aos 59 anos.

Como é feito o exame?

O ginecologista faz uma pequena raspagem para coletar células do colo do útero. Elas, então, são transferidas para uma lâmina de vidro, e, em seguida, fixadas e colorizadas para a análise ao microscópio.

Importante para o câncer de colo de útero!

Com o Papanicolau, é possível detectar o câncer de colo de útero, atualmente o segundo câncer mais comum entre as mulheres. Nesse caso, a prevenção é fundamental! Realizar o exame é a melhor maneira de identificar a doença em seu início, quando pode ser tratado com alta porcentagem de cura.

O Papanicolau dói, incomoda?

Só um pouquinho para realizar a raspagem. O médico coloca um aparelhinho na entrada da vagina. Isso pode causar um pouquinho de dor, mas nada insuportável. Se incomodá-la demais, diga ao médico. A dor é comum quando você não relaxa. Quanto mais relaxada, menos incômodo!

Quando devo fazer?

Não é recomendado colher o material para Papanicolau pouco antes ou logo depois da menstruação. Nesse período, o útero descama naturalmente, o que pode prejudicar os resultados. O ideal é fazer a coleta uma semana antes ou dez dias depois do fluxo menstrual.

Antes do exame

É importante tomar alguns cuidados para que o resultado não seja alterado. Dois dias antes do exame não tenha relações sexuais e evite fazer duchas íntimas. Também suspenda o uso de qualquer creme e medicação vaginal. Assim, você evita que o material coletado esteja contaminado.

Faça o exame!

Apesar de todas essas vantagens, menos de metade das brasileiras já fez um Papanicolau, um número muito baixo se pensarmos nos benefícios que o exame proporciona.

Se você tem conhecimento de mutirões de Papanicolau em sua cidade ou região, nos ajude a divulgar e escreva para nós!

- Sangramento durante a relação sexual: dúvidas que não saem da cabeça

- Saúde da Mulher – Atenção aos corrimentos

Email This Post Email This Post

Você sabe o que é HPV?

O HPV ou Human Papiloma Virus (Papilomavírus Humano) é um vírus que vive na pele e nas mucosas genitais, tanto dos homens quanto das mulheres, tais como vulva, vagina, colo de útero e pênis.

Trata-se de uma infecção adquirida por meio de contato sexual. É altamente contagiosa e a melhor prevenção é o uso de “camisinha”.

Com mais de 140 diferentes tipos, o vírus HPV, após o contágio, pode permanecer “adormecido” (sem causar lesões), provocar o aparecimento de verrugas (mãos, pés, genitais ou outras localizações) ou induzir o desenvolvimento de câncer do colo do útero.

Estima-se que 50% a 75% dos homens e mulheres sexualmente ativos entrem em contato com um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas.

Por isso, é importante a prevenção, cuidados constantes, consultas periódicas ao médico e exames preventivos.

Seu diagnóstico é feito por meio do papanicolaou ou da colposcopia, e o diagnóstico de certeza é feito por meio de biópsia da área suspeita.

Vacina

Já existe vacina contra o HPV, a vacina Quadrivalente. No entanto, é importante destacar que ela protege contra alguns tipos do vírus e apenas para quem nunca teve contato com eles.

Como o próprio nome diz, a vacina é eficaz contra quatro deles: 6, 11, 16 e 18, tidos como principais causadores de câncer do colo de útero e verrugas genitais.

Hoje, há inclusive uma polêmica em relação ao acesso da população e seu alto custo, como vem acompanhando o Blog da Saúde.

Para esclarecer dúvidas e saber mais sobre o HPV, o câncer de colo de útero e a vacina, conversamos com o Dr. Glauco Baiocchi Neto, diretor do Departamento de Ginecologia do hospital H.C. Camargo, durante o Conarh 2010.

 

Email This Post Email This Post

Divulgação - In Press Porter

Às mulheres que estão interessadas em tomar a vacina contra o HPV, conhecida mundialmente como Cervarix, o laboratório GlaxoSmithKline (GSK) anuncia uma diminuição no preço.

Atuante também na prevenção de câncer de colo de útero, a Cervarix será vendida, a partir de março, ao preço de R$ 114,67 (já incluído 18% de ICMS), uma redução de 50% sobre o preço de fábrica de R$ 229,33.

Nas clínicas de vacinação de todo país, para a venda final à consumidora, o preço da vacina terá um acréscimo referente a impostos, custos de conservação, aplicação e serviços médicos.

*Com informações da In Press Porter.
Email This Post Email This Post

São Francisco do Conde, região metropolitana de Salvador será a primeira a disponibilizar a vacina contra o HPV na rede pública. O estado é o que tem maior incidência da doença no país.O vírus causador do HPV é responsável por cerca de 80% dos casos de câncer de colo de útero.

Para imunização são necessárias de duas a três doses da vacina, que, de acordo com a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária tem estipulado o valor de R$ 364,16 como o máximo para cada dose. O lançamento da campanha aconteceu ontem, 8, e a vacinação terá início no dia 22 de março.

“O Blog da Saúde parabeniza a iniciativa e espera que sirva de exemplo e continuidade para os demais estados brasileiros.”

Email This Post Email This Post

Desenvolvida pelo Laboratório GlaxoSmithKline, a vacina denominada Cervarix protegerá o organismo feminino por mais de seis anos. A informação foi divulgada na Revista Médica “The Lancet”. O vírus papiloma humano - HPV, está diretamente ligado ao câncer de colo de útero, que só no ano de 2002 matou mais de 270 mil mulheres.

Email This Post Email This Post

Quase tão polêmica como a AIDS, o HPV é mais uma das tantas doenças infecciosas no quadro das DST’s – Doenças Sexualmente Transmissíveis. Com grande incidência entre as mulheres, o Papilomavírus Humano – HPV tem mais de 150 tipos de variações. Alguns deles são inofensivos, mas outros são os responsáveis pelo aparecimento de verrugas nas mãos, pés e, principalmente nos orgãos genitais.

A transmissão do vírus, que também acomete homens pode ocorrer através de contato com superfícies infectadas como toalhas, vaso sanitário e roupas, embora seja raro. Curiosidade que preocupa a respeito do vírus é que ele pode ficar “inativo” em nossas células por até um ano sem apresentar qualquer sintoma.

Muitas mulheres não sabem que estão infectadas e o vírus pode causar alterações cancerosas, como no colo do útero. Há uma série de medidas eficazes na prevenção da doença e suas complicações. A melhor, ainda que com alto custo é a vacina.

Ame-se e cuide de sua saúde.
Não abra mão dos preservativos e realize exames ginecológicos periodicamente.

Email This Post Email This Post