Quando um paciente que tem plano de saúde utiliza um serviço público, quem deve pagar a conta?
dezembro 1, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Um projeto de lei encaminhado à Assembleia Legislativa pelo governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), prevê que até 25% dos atendimentos em hospitais e unidades de saúde administrados pelas OSs (Organizações Sociais) possam ser destinados a planos de saúde.
Para entender: As OSs são entidades privadas sem fins lucrativos, que administram recursos orçamentários em sistema de prestação de serviço ao poder público. Hoje, elas atendem pacientes do SUS e servidores públicos estaduais.
A Secretaria Estadual da Saúde diz que o que mudará, na prática, é que as unidades poderão cobrar do plano de saúde os atendimentos. Os pacientes atendidos serão questionados se têm plano. Em caso afirmativo, a “conta” será enviada à operadora. Não haverá um espaço separado para eles, afirmou o órgão.
“Tendo em vista que cerca de 40% da população do Estado possui planos e convênios privados de saúde e que essa parcela se utiliza rotineiramente do atendimento das unidades estaduais especializadas, não é adequado que as unidades não possam realizar a devida cobrança do plano ou do seguro privado que esses pacientes detêm”, diz o texto do projeto publicado ontem no Diário Oficial.
Histórico
No ano passado, a Assembleia aprovou projeto semelhante, mas ele foi vetado pelo então governador, José Serra (PSDB). Na época, o Ministério Público do Estado afirmou que, se a norma entrasse em vigor, ajuizaria ações contra a sua execução.
Na visão dos promotores, uma lei nesse sentido fere os princípios de igualdade e universalidade do SUS, pois criará um tratamento diferenciado para os pagantes.
Prioridade de atendimento
Especialistas em saúde pública defendem que, se aprovado, o projeto vai instituir um “apartheid hospitalar” na saúde pública paulista.
De acordo com Mario Scheffer, pós-doutorando do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, o temor é que as pessoas com planos ganhem prioridade de atendimento nas unidades do SUS. Para ele, as pessoas devem ser atendidas segundo a necessidade de saúde e não pela capacidade de pagamento.
* Com informações da FSP.
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novembro 23, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias, Novidades ANS
Quando nos deparamos com a necessidade da realização de cirurgias e determinados procedimentos médicos, buscamos segurança e qualidade no serviço de saúde, certo?
Para os clientes de planos de saúde, a escolha é feita entre as opções contidas na lista da rede credenciada ao convênio médico. No entanto, muitas vezes, a falta de informações e a dúvida sobre qual hospital escolher, faz o paciente optar pelo mais perto, de fácil acesso ou indicado por alguém.
Para ajudar nessa decisão, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) disponibilizará em seu site, a partir do ano que vem, uma lista de classificação dos hospitais credenciados mais eficientes e seguros.
A nova ferramenta contará com informações, como índices de infecção hospitalar, mortalidade em operações, complicação cirúrgica, entre outros. Desta forma, os clientes de planos de saúde terão dados objetivos para decidir em qual hospital preferem ser operados, por exemplo.
Segundo Leandro Reis Tavares, da ANS, hoje, para cirurgia eletiva agendada, o paciente escolhe o hospital pela indicação do médico ou pela localização. “O sistema dará maior poder de escolha”, ressalta.
Aberto ao público
Os índices já existem, mas hoje são apenas para uso interno dos hospitais. A proposta da ANS é que eles passem a fornecer, voluntariamente, essas informações também para o novo banco de dados. A partir daí, auditores da agência atestariam a veracidade.
A ANS ainda estuda o formato e a data de estreia.
“Os hospitais terão todo o interesse em participar. Essa comparação vai até estimular a melhoria das práticas assistenciais”, afirma o presidente da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), Henrique Salvador.
Nova consulta pública: adaptação e migração de contratos
A ANS iniciou ontem, 22, a Consulta Pública nº 35, sobre adaptação e migração de contratos de planos de saúde. A agência receberá contribuições sobre a proposta de Resolução Normativa nos próximos 45 dias, ou seja, até 5 de janeiro de 2011.
A adaptação ou migração são destinadas aos beneficiários de planos antigos, ou seja, planos individuais/familiares e às pessoas jurídicas contratantes de planos coletivos que firmaram contratos antes de 2 de janeiro de 1999 (data da promulgação da Lei nº 9.656/98, que regulamenta o setor).
As sugestões e comentários podem ser encaminhados por meio do formulário eletrônico disponível no site da ANS (Transparência – Consulta Pública) ou pelo correio (sede da Agência Nacional de Saúde Suplementar, na Avenida Augusto Severo, nº 84, 12º andar, Glória, CEP 20021-040, com indicação do assunto “Consulta Pública nº 35 – Regulamentação da Adaptação de Contratos”).
Segundo o Diretor de Normas e Habilitação de Produtos, Maurício Ceschin, a grande vantagem da adaptação é trazer o beneficiário do plano antigo para o guarda-chuva da regulamentação, garantindo que ele tenha coberturas previstas no Rol de Procedimentos.
“A adaptação e a migração de contrato para quem tem plano individual ou familiar possibilita a mudança de operadora sem o cumprimento de novo período de carência. E o reajuste anual será baseado na variação de custo para os planos individuais, cujo percentual é autorizado pela ANS”, explica Ceschin.
Para os planos coletivos, os contratos que sofreram renovação a partir de 1999 já são considerados adaptados à Lei nº 9.656/98, possuindo todas as suas garantias.
No entanto, os contratos coletivos vigentes por prazo indeterminado ou que previam renovação automática de forma periódica e sucessiva, e que permaneçam incompatíveis com os parâmetros da nova lei do setor, não poderão receber novos beneficiários, a não ser cônjuge e filhos de titular.
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novembro 22, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (AMS) 2009, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta: o número de leitos para internação no Brasil caiu entre os anos de 2005 e 2009. Neste período, o País perdeu 11.214 leitos, queda de aproximadamente 2,5%.
O movimento foi observado em todas as regiões, com exceção da Norte, que apresentou alta anual de 1%.
Dos 431,9 mil leitos registrados, 152,8 mil (35,4%) eram públicos e 279,1 mil (64,6%), privados.
O levantamento, realizado em parceria com o Ministério da Saúde, traçou o perfil da oferta de serviços de saúde no País, a partir da investigação dos estabelecimentos públicos e privados do setor, com ou sem internação.
Leitos X Habitantes
Na relação leitos X habitantes, a pesquisa também revelou queda. O número de leitos por mil habitantes caiu de 2,4 para 2,3. Somente a Região Sul, que tem 2,6 leitos por mil habitantes, ficou dentro do parâmetro estabelecido pelo ministério (entre 2,5 a 3 leitos/mil habitantes).
De acordo com o levantamento, as regiões mais desprovidas de leitos em relação à população continuam sendo a Norte (1,8 por mil habitantes) e a Nordeste (2,0).
Tecnologia
A oferta de equipamentos hospitalares de tecnologia mais avançada aumentou no País de 2005 para 2009, mas IBGE aponta que há excesso no setor privado e escassez para pacientes do SUS.
- Confira aqui mais dados revelados pela AMS 2009.
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novembro 12, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Hospitais do Estado de São Paulo estão insatisfeitos com o tempo que os planos de saúde levam para autorizar o tratamento de seus clientes.
A informação é de uma pesquisa realizada pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Sindhosp) e a Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Fehoesp). Para o levantamento, 49 hospitais, 105 clínicas e 40 laboratórios foram consultados.
A demora na liberação de procedimentos é o problema mais frequente na relação entre planos e estabelecimentos de saúde para 51% dos hospitais paulistas.
De acordo com o coordenador do departamento de Saúde Suplementar do Sindhosp, Danilo Bernik, a pesquisa revela problemas antigos entre os planos e prestadores de serviço. Esses conflitos, segundo ele, comprometem a qualidade do atendimento aos pacientes. “O cliente pagou pelo atendimento, tem o direito, mas fica esperando”, afirmou Bernik.
Além disso…
Outro problema apontado na pesquisa é a transferência de pacientes de hospitais credenciados para hospitais que pertencem aos planos de saúde durante o tratamento.
Segundo a pesquisa, 54,9% dos hospitais afirmam que essa prática existe. Bernik informa que as transferências, muitas vezes, são feitas sem o consentimento do usuário. “O cliente comprou o plano, vai ao hospital e depois é transferido”, ressalta.
Arlindo Almeida, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que representa os planos de saúde, reconheceu a existência de problemas, mas informa que os planos também têm diversas queixas sobre a prestação de serviços dos hospitais.
E a solução?
O gerente de relações com prestadores de serviços da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) defendeu que os planos, hospitais e a agência mantenham um diálogo constante para a solução desses problemas.
*Com informações da Agência Brasil.
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outubro 22, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
A greve, iniciada ontem, teve adesão de 3,5 mil a 4 mil profissionais, o que paralisou por um dia hospitais de cerca de 23 cidades paulistas.
A reivindicação é para valorização do trabalho, melhores condições e melhor remuneração pela Saúde Suplementar e pelo Sistema Único de Saúde.
Na cidade de São Paulo, 17 hospitais interromperam o atendimento de cirurgias eletivas (não emergenciais), de acordo com informações da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo (Saesp).
Em carta dos médicos anestesistas aos pacientes, contém a afirmação “(…) para não penalizar os usuários, temos recomendado que as cirurgias suspensas sejam
remarcadas o mais breve possível.”
Conforme a Saesp, os anestesistas já entraram em contato com as equipes médicas responsáveis pelas cirurgias canceladas, que negociarão a remarcação com os hospitais.
As unidades devem oferecer horários extras ou nos fins de semana, ou ainda dentro do próprio quadro previsto em cada hospital, informou a entidade.
*Com informações da Saesp e AE
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outubro 20, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Mais da metade das farmácias públicas do Estado de São Paulo têm irregularidades. A informação é do Conselho Regional de Farmácia de SP (CRF).
Em 57% dos estabelecimentos públicos, entre Unidades Básicas de Saúde, hospitais e laboratórios públicos, foram encontrados problemas como: falta de farmacêuticos, medicamentos dividindo espaço com alimentos em geladeiras ou expostos à umidade e ao sol.
Para se ter ideia desses percentuais, em todo o Estado são 4.460 farmácias públicas – 4.194 municipais e 267 estaduais.
De acordo com o conselho, a situação é mais crítica nas farmácias de alto custo, que têm remédios para doenças como hepatite, esclerose múltipla, epilepsia, esquizofrenia e Aids.
O diretor do CRF, Pedro Menegasso, destaca que a falta de conhecimento dos responsáveis pelos remédios leva a más condições de armazenamento. “Você encontra locais com mofo, vazamento na parede, medicamento no chão, teia de aranha, morcego”, informa.
O que diz a lei?
Por lei, todas as farmácias devem ter um farmacêutico responsável durante o seu funcionamento.
No entanto, de acordo com o conselho, uma liminar de maio de 2006 impede que as farmácias públicas do Estado de São Paulo sejam autuadas, caso não contem com o profissional. Municípios do Estado também têm decisão semelhante.
Já entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o assunto diz que “dispensários de medicamentos localizados em hospitais não se sujeitam à exigência legal da presença de farmacêutico para funcionamento”.
Dispensário X Farmácia
Para o Conselho Regional de Farmácia, os dispensários de medicamentos guardam apenas remédios que serão usados na clínica.
Quando o paciente precisa mostrar uma receita médica para obter o medicamento, o local é considerado farmácia, mesmo se estiver dentro de uma unidade de saúde.
O que faz o CRF?
O conselho fiscaliza se as farmácias têm o farmacêutico, se estão cadastradas no CRF e se o farmacêutico atua em todo o período de funcionamento do estabelecimento.
São realizadas, em média, três inspeções anuais em cada local. Quando encontra irregularidades de outras naturezas, como problemas de higiene, a entidade aciona os órgãos responsáveis, como a Vigilância Sanitária.
*Com informações da FSP.
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agosto 3, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
Hoje, 3 de julho, foi publicada no Diário Oficial da União, a lei em que todos os hospitais e maternidades terão que fazer gratuitamente o teste da orelhinha (ou ouvidinho) nas crianças nascidas em suas dependências.
O exame faz o diagnóstico precoce de problemas auditivos e pode evitar maiores complicações ao ser feito nos primeiros dias de vida.
A avaliação é rápida, indolor e importante para toda a vida. Dura de 5 a 10 minutos e não chega nem a acordar o bebê.
Só o nome do procedimento assusta: exame de emissões otoacústicas. Brincadeiras à parte, a medida pode, futuramente, diminuir muito o número de complicações auditivas em crianças.
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junho 11, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
Ficamos paralisados com a Copa do Mundo. Mas também, o esporte que é nossa paixão somado a quatro anos de espera – o resultado só pode ser ansiedade à flor da pele e vontade de desmarcar todos os compromissos.
Com assuntos importantes, como os que estão relacionados à saúde, não tem descanso nem em tempo de jogo. Todos os lugares se preparam para o evento mundial.
O Instituto Central do Hospital das Clínicas, em São Paulo, instalou um telão no prédio dos ambulatórios para os pacientes não interromperem o tratamento durante os jogos do Brasil. Outros 291 aparelhos estão distribuídos por vários ambientes do hospital, que recebe, em média, 10 mil pessoas por dia.
Vale lembrar que qualquer atividade que proporcione alegria, traz benefícios para a saúde dos pacientes e satisfação dos profissionais de saúde!
Se você souber de mais iniciativas dos centros de saúde, escreva para nós.
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março 4, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Corporativa
Pelo segundo ano consecutivo a Secretaria da Saúde avaliou a satisfação dos usuários para definir quais são os melhores Hospitais do estado. Com menos de dois anos em atividade, o Icesp – Instituto do Câncer do Estado de São Paulo foi considerado o segundo melhor hospital do SUS no Estado.
Responderam ao questionário da pesquisa mais de 150 mil pacientes em 630 estabelecimentos conveniados entre março de 2009 e janeiro desse ano.
Oscilação
Desde que o prêmio foi instituído apenas dois entre os dez hospitais vencedores em 2008 permaneceram no ranking. Na opinião de Luiz Roberto Barradas Barata, secretário da Saúde
“A oscilação significa que os hospitais estão se empenhando em atender com qualidade os pacientes. E este provão é um dos instrumentos de incentivo, porque nada melhor que o hospital ser bem avaliado pelo paciente.”
Confira na lista abaixo quem são os Top 10 2009
- Hospital Estadual de Ribeirão Preto – Ribeirão Preto
- Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – São Paulo
- Hospital do Câncer Pio XII – Barretos
- Hospital de Reabilitação e Anomalias Craniofaciais – Bauru
- Hospital do Câncer A.C. Camargo – São Paulo
- Hospital Evangélico de Sorocaba – Sorocaba
- Hospital Regional de Divinolândia – Divinolândia
- Hospital Amaral Carvalho – Jaú
- Hospital Regional de Assis – Assis
- Santa Casa de Ibitinga – Ibitinga
“O Blog da Saúde parabeniza os vencedores e torce para que em nome da superação essa lista oscile ano a ano em benefício da população.”
*Com informações do jornal FSP para assinantes.
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fevereiro 3, 2010 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
É muito triste a realidade da população com câncer de Belém e Salvador, que necessita do tratamento de radioterapia para sobrevivência e tem que aguardar na fila por atendimento.
Pior do que isso é o que apurou a equipe de reportagem do Jornal Hoje, que localizou hospitais com equipamentos novos e que estão encostados, alguns até na caixa.
Acompanhe matéria completa no vídeo abaixo.
“O Blog da Saúde pede atenção das autoridades e vigilância por parte da população para que situações de descaso como essa não aumentem. A Saúde não pode esperar.”
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novembro 11, 2009 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias
O Congresso Mundial de Hospitais acontece entre os dias 10 e 12 de novembro no Rio de Janeiro. O encontro realizado pela primeira vez na América Latina demonstra o reconhecimento internacional do desenvolvimento do setor da saúde no nosso país.
Especialistas na área trocam experiências e discutem a modernização e transformação através do tema “A Saúde na Era do Conhecimento” a fim de fortalecer a gestão de hospitais e o sistema de saúde como um todo.
Mais informações aqui.
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novembro 11, 2009 por Blog da Saúde
Em: Últimas Notícias, Saúde Corporativa
Enquanto as luzes se apagaram na noite de terça-feira, 10, muitas vidas que precisavam da energia elétrica para sobreviver passaram por momentos críticos. Em situações como essa os geradores de energia em hospitais tornam-se peça fundamental.
Aparelhos presentes nas Unidades de Terapia Intensiva, como os de monitoramento cardíaco e respiradores, por exemplo, possuem uma bateria que dura no máximo três horas.
Para que transtornos e riscos como esse não aconteçam é importante que a estrutura física dos hospitais comporte o equipamento. Em Bauru, interior de São Paulo, houve correria e tumulto na tentativa de salvar seis crianças internadas em hospital sem o recurso de energia extra.
Abaixo você confere artigo exclusivo para o Blog da Saúde do Dr. Túlio Yamada, Cirurgião Geral e Diretor Administrativo do CECMI – Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas.
Artigo Dr. Túlio Yamada
Na última terça-feira, 10/11, às 22h13, o Brasil ficou às escuras. Em 18 dos 26 Estados o apagão durou cerca de três horas e tempo suficiente para gerar transtornos a mais de 60 milhões de brasileiros.
Com problemas de toda natureza, dos mais simples aos mais complexos, uma das áreas mais afetadas nestas situações é a hospitalar. Embora seja determinado por Lei, com supervisão do Ministério da Saúde e até mesmo da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), nem todos conseguem suprir a falta de energia elétrica de forma eficaz e com os requisitos básicos necessários. A exigência é que todo hospital seja provido de geradores para garantir atendimento e manutenção em suas áreas críticas, como UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e Centro Cirúrgico.
A tríplice proteção que um hospital deve ter em seu escopo organizacional são os geradores de energia, os “No breaks” e baterias acopladas aos equipamentos do centro cirúrgico e UTI.
Todos estes recursos são fundamentais. A rede elétrica sofre constantes variações, sobretudo nos grandes centros urbanos. Por isto, os “No breaks” e as baterias internas dos equipamentos são fundamentais para manter o correto funcionamento, mesmo por períodos curtos de oscilações, que podem durar segundos. Normalmente, um gerador, mesmo acionado imediatamente em caso de queda abrupta, leva de 12 a 15 segundos para entrar em ação. E é neste ínfimo espaço de tempo que “No breaks” e baterias devem cumprir suas funções, mantendo o contínuo funcionamento nas alas críticas de qualquer hospital.
A determinação da ANVISA cobra dos hospitais sistemas de emergência com geradores alimentados por diesel ou similar para cobrir a falta de energia elétrica em casos de interrupção. Os equipamentos nos setores críticos devem ter sua alimentação chaveada automaticamente para a fonte de emergência, garantindo o suprimento de energia por, no mínimo, 24 horas.
No CECMI – Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas – implantamos um grupo gerador para atender UTI e Centro Cirúrgico, atrelados a “No breaks”. Os equipamentos instalados nas áreas críticas são modernos e possuem baterias internas próprias. Isto tudo permite uma segurança muito grande, uma garantia tripla para nossos pacientes.
Este cuidado, como disse, deve estar no escopo do projeto de qualquer hospital, planejado por arquitetos experientes, e os equipamentos instalados em local adequado, respeitando inclusive os limites sonoros, uma vez que estarão dentro da área hospitalar. Ainda que não houvesse uma Lei a ser cumprida, tais recursos sempre deveriam constar como equipamentos essenciais, assim como uma simples gaze, um bisturi ou um estetoscópio.
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agosto 6, 2009 por Blog da Saúde
Em: Eventos
| 02/09/2009 | até | 03/09/2009 |
Com a proposta de mostrar aos administradores de instituições de saúde como alcançar maior produtividade, evitar processos trabalhistas e potencializar o desempenho organizacional, a IBC promoverá em São Paulo, nos dias 2 e 3 de setembro, a 4ª. Conferência Anual sobre Gestão Estratégica de Pessoas em Hospitais. Todas as palestras serão ministradas por especialistas ligados aos maiores hospitais do país.
Estão confirmados como palestrantes desta conferência a gerente de RH do Hospital Albert Einstein, Luciana Raineri Munaro, a diretora corporativa de RH do Hospital Bandeirantes, Maria José Pereira, o superintendente de RH do Hospital Samaritano, Mozar de Leone Mauro, a chefe do serviço de educação continuada do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Rosana Pellicia Pires, a gerente de gestão de pessoas da Unimed Paulistana, Nilci Costa, a gerente de RH do Hospital N. Sra. de Lourdes, Vânia Neves Felgueiras, a consultora de RH do Hospital e Maternidade São Camilo, Daniele Conte, e a responsável por educação continuada do Hospital Copa D’ Or, Alessandra Simões Dourado, entre outros.
Além da sessão plenária, estão programados três workshops: o primeiro discutirá a gestão por competências na manhã do dia 2, e será conduzido pelo consultor de RH do Hospital Samaritano, Jayme Alcântara. Na tarde do dia 3, a consultora Ana Maria Sorrenti Setti, da Consultoria Sorrenti Setti, discutirá com os participantes como mensurar o resultado do investimento no workshop sobre indicadores de desempenho. Finalizando o encontro, a advogada Aneliza Ulian Zuccarato, sócia do escritório Nunes Sawaya; Nusman & Thevenard Advogados, conduz outro workshop para debater as práticas para evitar processos trabalhistas.
AGENDA
4ª. Conferência Anual sobre Gestão Estratégica de Pessoas em Hospitais Dias 2 e 3 de setembro de 2009.
Local: Hotel Mercure Paulista – Rua São Carlos do Pinhal, 87 – São Paulo – SP
Organização: IBC, empresa do Informa group
Informações: 11-3017-6808 ou customer.service@ibcbrasil.com.br
Website: www.informagroup.com.br
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julho 10, 2009 por Blog da Saúde
Em: Saúde Corporativa
Investimentos em benefício à saúde são sempre muito importantes para o progresso. Reportagem da Veja São Paulo desta semana destaca que vinte centros médicos particulares investem para melhorar sua estrutura e buscam especializar seus serviços. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS - divulgam que a taxa de ocupação da maior parte das instituições particulares é igual ou superior a 85%. Isto significa que 6,4 milhões de moradores da capital paulista são conveniados. Diante de uma linha de crédito oferecida pelo BNDES o investimento dos vinte grupos soma o valor de R$ 2,2 bilhões. Até 2012 a expectativa é que surjam 1800 novos leitos. Confira abaixo as principais mudanças que estão para acontecer.
MELHORIAS ANUNCIADAS
HCOR
Investimento: 95 milhões de reais
Leitos hoje: 214
Leitos após a expansão: 357
Novidades: Duas torres estão em construção. Em uma delas vai funcionar o hospital-dia. Na outra, salas para cirurgias de alta complexidade e UTIs, além de um centro de convenções.
ALBERT EINSTEIN
Investimento: 500 milhões de reais
Leitos hoje: 598
Leitos após a expansão: 700
Novidades: Um prédio para tratamento de doenças complexas – como câncer e insuficiência renal – e outro administrativo, ambos na unidade central, no Morumbi, onde há cerca de 15 dias um hospital-dia com dezesseis andares.
Previsão de inauguração: julho de 2012.
OSWALDO CRUZ
Investimento: 250 milhões de reais
Leitos hoje: 307
Leitos após a expansão: 330
Novidades: Sete centros especializados em doenças como câncer de mama e diabetes, além de um prédio de vinte andares onde vai funcionar um complexo cirúrgico.
Previsão de Inauguração: Até o fim do ano, todos os centros devem estar funcionando. O novo edifício é para setembro de 2011.
SAMARITANO
Investimento: 123 milhões de reais
Leitos hoje: 196
Leitos após a expansão: 300
Novidades: Vai ganhar um edifício de quinze andares, onde haverá um instituto de pesquisa, laboratório e salas cirúrgicas com mesas que fazem movimentos de rotação e translação.
Previsão de Inauguração: novembro de 2010
BENEFICÊNCIA PORTUGUESA
Investimento: 110 milhões de reais
Leitos hoje: 1920
Leitos após a expansão: 1920
Novidades: A reforma pretende elevar o padrão de conforto do hospital, com nova mobília nos quartos. O centro cirúrgico será modernizado e o pronto-socorro terá o dobro do tamanho atual. Parte do investimento será para a compra de equipamentos.
SÍRIO LIBANÊS
Investimento: 450 milhões de reais
Leitos hoje: 320
Leitos após a expansão: 631
Novidades: Uma torre de dezoito andares com vinte salas de cirurgia e sessenta leitos de UTI equipados com câmeras que permitem aos enfermeiros observar a imagem dos doentes, bem como seus sinais de vida.
Previsão de Inauguração: outubro de 2012.
Qual a sua opinião sobre os investimentos anunciados e os sistemas de atendimento à saúde?
* Este post contou com informações da Revista Veja São Paulo. Para ler a matéria completa clique aqui
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