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Saúde bucal: gengivite pode provocar infarto

É comum falar do descuido na higiene bucal destacando os problemas como cárie, perda de dentes e mau hálito. Por isso, o título do post pode causar espanto e você se pergunta: o que tem a ver a gengiva com o coração?

Pare e pense: tudo que ingerimos passa pela boca, mais do que isso, se transforma. Isso acontece com os alimentos, bebidas e também com as bactérias.

Quando a higiene da boca não é realizada de forma adequada, gera um acúmulo de placa bacteriana (o ‘famoso’ tártaro), que é uma fina película que adere à superfície dos dentes e deposita-se no sulco gengival, causando uma inflamação chamada gengivite.

O Dr. Drauzio Varella publicou um artigo que explica todos os estágios da doença até chegar o nível mais grave afetando o funcionamento do coração.

No estágio inicial da gengivite, o osso e o tecido alveolar onde se fixam os dentes não são afetados. Sem os cuidados necessários, a gengivite pode evoluir para a periodontite, uma forma mais grave da doença que compromete todos os tecidos ao redor do dente (periodonto) que promovem sua sustentação, provoca reabsorção óssea, retração da gengiva e, consequentemente, mobilidade e perda dos dentes.

Nesses casos, a inflamação da gengiva progride e determinadas substâncias presentes na saliva fixam-se na placa bacteriana intensificando o processo inflamatório e criando condições favoráveis para a formação da bolsa periodontal, que afasta a gengiva dos dentes, favorece a contaminação por bactérias e o desenvolvimento de tártaro (cálculo gengival).

A endocardite bacteriana é uma complicação grave da periodontite. Estudos mostram que as bactérias instaladas nas bolsas periodontais podem disseminar-se na corrente sanguínea, alojar-se nas válvulas cardíacas e comprometer a circulação do sangue e o funcionamento do coração.

Causas

Além da falta de higiene bucal adequada, outras causas possíveis para a gengivite são: má oclusão, tártaro, cáries, ausência de restaurações, baixa produção de saliva, cigarro, certos medicamentos e a exposição a metais pesados, por exemplo, o chumbo e o bismuto.

Alterações hormonais que ocorrem na puberdade, durante a menstruação, na gravidez e na menopausa provavelmente explicam os episódios de gengivite que se instalam nessas fases da vida e, por isso, exigem acompanhamento odontológico e cuidados de higiene bucal especiais e redobrados.

A gengivite pode, ainda, ser uma manifestação associada a enfermidades, como herpes labial, diabetes, epilepsia, aids, leucemia, hipovitaminose, ou ser provocada por reação alérgica.

Estudos mostram que a gengivite e a periodontite estão relacionadas a fatores genéticos. Quando esse tipo de quadro é diagnosticado pela história familiar, a atenção aos cuidados com a higiene bucal deve ser intensificada.

Sintomas

Os sintomas mais comuns são inchaço, vermelhidão ao redor do contorno dos dentes e sangramento espontâneo ou durante a escovação e o uso do fio dental.

Quando a periodontite está instalada, esses sintomas se intensificam, o mau hálito se torna persistente, o paladar fica alterado e seus dentes parecem mais longos por causa da reabsorção óssea e da retração gengival. Dor é uma queixa nem sempre presente nesses pacientes.

Prevenção

A escovação adequada dos dentes e o uso do fio dental especialmente depois das refeições e antes de deitar, assim como passar por uma avaliação odontológica duas vezes por ano, evitar o consumo de açúcar e não fumar são medidas essenciais para prevenir a gengivite, a periodontite e suas complicações.

Tratamento

Os episódios iniciais de gengivite podem regredir desde que a escovação siga uma técnica bem orientada e o uso do fio dental seja constante.
Nos outros casos, o tratamento visa ao controle da infecção e à remoção do tártaro, ou seja, da placa bacteriana endurecida que separa a gengiva dos dentes. Para tanto, é feita uma raspagem acima e abaixo do contorno da gengiva com instrumental específico, utilizando ultrassom ou aplicando um spray com liquido composto por alguns sais. Essa raspagem é seguida de alisamento da raiz e polimento dos dentes para eliminar os focos de infecção. A prescrição antibióticos e anti-inflamatórios pode ser um recurso terapêutico importante em alguns casos.
A cirurgia periodontal pode fazer-se necessária quando essas intervenções terapêuticas não surtem os efeitos desejados.

Recomendações

*  Informe-se sobre a maneira correta de escovar os dentes. A boa escovação e o uso do fio dental são essenciais para manter a saúde bucal;
* Monitore a escovação dos dentes das crianças pequenas. Elas devem ser estimuladas a realizá-la sozinhas, mas muitas vezes precisam de ajuda no começo para adquirir bons hábitos;
* Evite alimentos e bebidas doces, especialmente se não tiver a chance de escovar logo os dentes;
* Escove sempre os dentes antes de deitar, mesmo que já os tenha escovado depois das refeições;
* Não se esqueça de que o cigarro também é um veneno para a gengiva e os dentes;
* Faça visitas regulares ao dentista e sempre que notar mudanças no aspecto de sua gengiva.

Fonte: Dr. Drauzio Varella

É muito constrangedora a situação de ter algum conhecido com mau hálito e não saber como avisá-lo do problema. Para facilitar essa tarefa, a Associação Brasileira de Halitose (ABHA) criou um serviço que avisa quem tem hálito alterado por e-mail ou carta, sem identificar quem foi a pessoa que solicitou o serviço.

S.O.S Mau Hálito - Na carta enviada, a halitose é explicada e são sugeridos alguns testes que a pessoa pode fazer, como um autoexame da língua diante de um espelho, para verificar se há uma camada esbranquiçada ou amarelada que se deposita ao fundo. Além de trazer a indicação para se procurar um especialista e uma lista com profissionais em todo o Brasil.

Consciente de que algumas pessoas podem se aproveitar do serviço gratuito para enviar trotes, a Associação pede desculpas se quem receber o e-mail ou carta, não sofre do problema.

Segundo a ABHA, no Brasil, aproximadamente 30% da população sofre de halitose (mau hálito), cerca de 50 milhões de pessoas. A halitose em si não é uma doença, mas pode ser o sinal de que tem algo em desequilíbrio no organismo, algum problema de saúde ou alteração fisiológica.

Causas

A halitose é multifatorial, já que existem cerca de 60 causas distintas. Mas 90% dos casos têm origem na cavidade bucal. Os motivos podem ser de:

- Má higiene bucal ou placas bacterianas retidas na língua ou amídalas;

– Baixa produção de saliva, doenças de gengiva;

– Problemas em vias aéreas, como rinites, sinusites e adenóides.

– Estresse;

– Problemas renais ou hepáticos;

– Prisão de ventre acentuada;

– Origem fisiológica (jejum prolongado, dietas descontroladas, hálito da manhã e alimentação descontrolada)

– Uso excessivo de medicações;

– Fumo, drogas ou uso de bebidas alcoólicas;

– Utilização de soluções para bochecho que contenham álcool.

Desmistificação – Problemas relacionados ao estômago não interferem no hálito, somente em casos raros. Por muito tempo se acreditou que essa era uma evidência, mas nunca passou de crença, uma vez que não há nenhum dado científico ou clínico que comprove tal relação.

Como evitar

•    Procurar fazer pequenas refeições a cada 03 horas, jejum prolongado pode comprometer o hálito;

•    Evitar ingerir alimentos muito salgados, quentes ou condimentados, pois contribuem para o ressecamento bucal;

•    Ter uma dieta balanceada, incluindo uso de alimentos duros e fibrosos. Evitar consumir em excesso alimentos com odor carregado ou que contenham enxofre na composição, por exemplo, alho, cebola, picles, repolho, couve, brócolis;

•    Ingerir bastante água, média de 2 litros por dia;

•    Fazer corretamente a higiene bucal (incluindo limpeza da língua) e evitar o uso de soluções para bochecho que contenham álcool;

•    Ir ao dentista a cada seis meses para prevenir problemas dentários e gengivais;

•    Praticar atividades físicas e diminuir o estresse;

•    Evitar álcool e fumo em excesso;

A halitose pode causar problemas sócioemocionais, além de prejuízos pessoais e profissionais. O portador às vezes desenvolve insegurança para se aproximar das pessoas e conversar, depressão, ansiedade, entre outros fatores psicológicos.

Por isso é importante, após constatar que se tem mau hálito, buscar identificar as causas e o tratamento adequado para cada caso. Se você tem esse problema, não deixe de sorrir e se relacionar com os que estão a sua volta, procure um especialista.

Para avisar alguém que sofra de halitose, clique aqui.

Você cuida bem da sua higiene bucal?

A estatística do Brasil não é muito boa quando se diz respeito a higiene bucal dos brasileiros. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 40 milhões de pessoas já perderam os dentes. Esse é um fator preocupante que esbarra na falta de cultura do país que não se preocupa tanto com a saúde dos dentes, e só vão ao dentista quando estão com algum problema.

Ainda segundo o Ministério, 58% dos brasileiros não fazem uso da escova de dente e um terço da população nunca fez um tratamento dentário. Pessoas com mais de 65 anos têm mais tendência a ter doenças inflamatórias na gengiva e perda de dentes. E cerca de 40% dos brasileiros com faixa etária de 15 a 19 anos já perderam pelo menos um dente.

Segundo a Drª Ana Paula Tesini, clínica geral da rede Sorridents, as pessoas não vão ao dentista por falta de cultura do país. “Não existe uma cultura de incentivo e as pessoas acabam indo apenas em situações de dor ou inflamação ou até mesmo em situações irreversíveis como a perda do dente” complementa.

O principal motivo da má qualidade da saúde bucal dos brasileiros está no pouco cuidado com a higiene bucal, o que pode gerar doenças periodontais, como a gengivite , periodontite e GUNA – gengivite ulcerativa necrosante aguda. Além da cárie, doença que é bastante comum.

Algumas das principais doenças bucais:

Periodontite
É uma doença infecto-inflamatória que ocorre nas gengivas ou nos tecidos de sustentação dos dentes, e pode resultar na perda dos dentes se não tratada.

Gengivite
É causada pela placa bacteriana e consiste na inflamação dos tecidos gengivais. Os principais sintomas são: gengiva inchada com cor vermelha, que sangra facilmente até mesmo com uma escovação leve. O caso é reversível com a mudança dos hábitos de higiene bucal.

Cárie
É uma doença bastante comum em crianças e adolescentes por conta do alto consumo de açucares. É caracterizada pelo enfraquecimento da estrutura dental e causa dor e sensibilidade no dente afetado.

Muito além das doenças bucais…
A falta de higiene bucal além de provocar essas doenças, pode abrir as portas para a entrada de bactérias na corrente sanguínea. Quando isso acontece você pode ficar mais vulnerável a doenças pulmonares, cardíacas e complicações da diabetes.

Dicas para manter a sua higiene em dia…
A doutora Ana Paula Tesini nos passou algumas dicas de como escovar os seus dentes de maneira correta e se prevenir dessas doenças. Siga os sete passos:

1° Passo: Começar escovando a parte superior, colocar a escova em 45 graus, fazer movimentos de cima para baixo, empurrando a gengiva em direção ao dente;

2° Passo: Escovando a parte inferior. Colocar a escova em 45 graus e fazer movimentos de baixo para cima, empurrando a gengiva em direção ao dente;

3° Passo: Fazer movimentos de vai em vem na região superior do dente (onde mastiga);

4° Passo: Escovar grupos de três dentes, não esquecer de escovar a parte de dentro dos dentes;

5° Passo: Escovar a  língua;

6° Passo: Usar fio dental, descendo o fio, sempre abraçando o dente, para não machucar a gengiva;

7° Passo: Usar enxaguatórios bucais, sempre com orientação do seu dentista.

Além da escovação correta depois de cada refeição, a Drª Paula Tesini recomenda a visita ao dentista de seis em seis meses, pessoas com doenças periodontais mais graves devem comparecer a um especialista de 3 em 3 meses, às vezes, mensalmente.

“As pessoas devem evitar o açúcar, e ter uma dieta balanceada, com a ingestão de frutas, verduras e legumes” explica Drª Ana Paula Tesini. Mas o principal é ter uma boa higienização.

 “Cuide de sua saúde bucal e visite seu dentista regularmente. Lembre-se que um sorriso saudável abre portas!”

Em nossa boca vivem em média cerca de 900 espécies de bactérias. Se não tivermos um cuidado especial com nossa higiene oral, além de cáries e lesões da mucosa bucal, uma série de doenças no corpo todo podem se desenvolver em decorrência da má escovação, da falta de hábitos saudáveis e da higiene da escova dental.

A periodontite é uma inflamação crônica da gengiva, causada pelo acúmulo de bactérias no esmalte dentário e na gengiva. A doença que tem como principal sintoma o sangramento, potencializa a oxidação do LDL – “o mau colesterol”, grande causador de doenças cardiovasculares. O problema ainda está associado a outras doenças sistêmicas, que prejudicam vários órgãos do corpo humano de uma só vez, como o diabetes.

Pode parecer exagero, mas a higiene bucal é tão importante quanto a saúde do resto do corpo. Um simples sangramento na gengiva pode indicar maiores problemas, por isso medidas ainda mais simples podem prevenir graves doenças.

Para começar, cuide bem da sua escova de dentes. Você sabia que os microorganismos, provenientes até mesmo da nossa própria boca, sobrevivem por até 24 horas entre as cerdas da escova?  O professor Paulo Nelson Filho, da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto – FORP e deu algumas dicas para manter a higiene bucal:

– Borrifadas de enxaguantes bucais nas cerdas e na cabeça da escova uma vez ao dia, de preferência após a escovação noturna;
– Cremes dentais que contenham flúor ou indicações de “ação total / global”;
– Após a escovação bater o cabo a escova na pia para retirar o excesso de água e só! Não enxugue a escova em toalhas;
– Trocar a escova de três em três meses;
– Não deixar a escova na pia. Desinfete-a e guarde no armário.