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Tá na boca do povo

Muita gente hospeda o vírus do herpes e nem imagina. Sem ser percebido, ele se aloja no organismo e, diante de um baque no sistema imune, aproveita para dar as caras, principalmente no calor.

Vermelhidão, ardência, bolhinhas que se formam. Sim, é o herpes. Uma vez infectado cada um depende da capacidade de seu organismo de reagir ao vírus.

A doença pode ser de dois tipos: o Herpes Simples, labial e genital, ou o Herpes Zoster, que dá geralmente na região do tórax. E para nos ajudar a esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto consultamos o Dr. José Ribamar Branco, infectologista do Hospital São Camilo.

 Como se pega herpes?

- A transmissão ocorre quando uma pessoa com o herpes manifestado encosta na pele de outra – seja o herpes labial ou genital.

Herpes Simples, seja labial ou genital, é adquirido por contato direto com uma pessoa contaminada, seja pelo contato pessoal ou na relação sexual. As chances de transmissão são bem maiores se a pessoa infectada pelo vírus estiver com lesões ativas.

Já o Herpes Zoster é a reativação do vírus da varicela (ou catapora) que a pessoa já havia adquirido, provavelmente na infância. Tanto o vírus do Herpes Simples como o do Herpes Zoster ficam latentes, isto é, “adormecidos” nos gânglios linfáticos. Quando há uma queda da resistência orgânica, da imunidade (exemplo: pós febre, trauma, quimioterapia, estresse, luz solar, desnutrição, menstruação, etc.), o vírus volta a se multiplicar, dando origem a um novo surto.

Quais tipos de herpes existem? 

– Herpes simples labial (HSV-1) e genital (HSV-2) e herpes Zoster

 O herpes mais comum é na boca. Porém, pode aparecer em outras partes do corpo?

 – O herpes se manifesta geralmente nos lábios ou na região genital, em alguns casos pode ocorrer no nariz, olhos, bochecha, nádegas e coxa.

 Há como prevenir?

 – Uso de preservativo nas relações sexuais e evitar contato com pessoas com lesões ativas

 Como se trata? O tratamento é diferente para diferentes tipos de herpes?

 – Existem medicamentos específicos, como o Aciclovir.

 Existe vacina para herpes?

 – Sim, mas a vacina foi parcialmente eficaz na prevenção do Herpes Simples labial e não protege contra o Herpes Genital.

 É verdade que a maioria das pessoas tem herpes, mas, em vários casos ela não se manifesta?

 – 90% da população são infectadas, mas não manifestam a doença. 10% apresentam a doença que se manifesta de temos em tempos.

Eles ficam escondidinhos, quietos, só esperando o momento de agir. Quando a defesa do nosso organismo está baixa, pronto, eles atacam! Sabe de quem estamos falando? Do vírus da herpes!

Pode ser que um deles more dentro de você, mas jamais se manifeste. Aliás, muita gente abriga o vírus da herpes sem nem sequer desconfiar.

Entenda

O vírus da herpes tem um comportamento diferente. Ele nunca é destruído. Fica latente, dentro do corpo. Às vezes, se manifesta. Outras, não. Tudo depende do sistema imunológico de cada pessoa. Não manifestar a doença, não significa estar livre do vírus.

Excesso de sol, sintomas da TPM, stress e situações na qual a imunidade do corpo está baixa, como no caso de noites mal dormidas ou consumo excessivo de álcool, são alguns dos fatores que podem “acordar” o vírus da herpes!

Uma coceirinha dá o alarme!

O primeiro sinal da herpes são as coceiras. Depois, o local esquenta e as bolhas se formam. Tipos: Herpes simplex (herpes simples), o responsável pelas feridas labiais e genitais, e o Varicela-zoster, o causador da herpes zoster.

Herpes simples (HSV 1 e 2)

Os vírus do herpes simples têm duas variações:
– O tipo 1: que atinge principalmente os lábios e o rosto;
– O tipo 2:  que promove as lesões genitais.

Ambos são transmitidos por contato direto e nem sempre os sintomas aparecem de imediato. A herpes simples se caracteriza pelo aparecimento de pequenas bolhas agrupadas especialmente nos lábios e nos genitais, mas podem surgir em qualquer outra parte do corpo!

A primeira infecção costuma ser mais grave e o restabelecimento completo, mais demorado. Nas recidivas, os sintomas são os mesmos, mas menos intensos.

Tipo 1: O perigo do beijo na boca

Quando o vírus 1 é ativado surgem feridas nos lábios, na face e até mesmo no nariz, em forma de bolhas agrupadas. As terminações nervosas são afetadas, enviando ao cérebro uma constante mensagem de dor, além de sinais de coceira e de queimação.

O vírus só dá sossego quando o sistema imunológico reage. Enquanto as defesas do corpo não contra-atacam, existem remédios antivirais na forma de pomada e via oral que podem amenizar os sintomas.

É possível ainda prevenir a manifestação do tipo 1 por meio de suplementos de zinco e vitamina C – somente se prescritos pelo médico! É aconselhado também diminuir o consumo de chocolate, amendoim e coco, que contêm arginina, um aminoácido capaz de acionar o vírus.

Talheres ou copos compartilhados e a troca de beijos podem causar a contaminação, mas apenas quando a doença está manifestada. Os sintomas desaparecem em uma semana aproximadamente.

Tipo 2: Prevenção é a palavra-chave

Quanto ao herpes genital, prevenção é palavra-chave. Mas neste caso não adianta nenhum suplemento. O contato sexual é a porta de entrada para o vírus tipo 2 e o parceiro nem precisa ter lesões visíveis para que ocorra a contaminação.

No homem a herpes geniatal gera feridas em todo o pênis e na mulher, espalhadas pela vagina. É importante tomar cuidados de higiene depois da relação sexual e usar sempre o preservativo!

No herpes genital podem ocorrer febre e ardor ao urinar. Algumas pessoas se referem também à sensação de choque, sintoma explicado pela afinidade desse vírus com as terminações nervosas.

Herpes zoster

Presente em mais de 90% dos adultos, o vírus Varicela-zoster se manifesta em seu primeiro contato com o organismo causando a catapora, doença típica da infância. No entanto, o herpes zoster, espécie de reativação do mesmo parasita, passa a agir em razão da baixa defesa do organismo.

O vírus aparece, normalmente, após os 50 anos de idade, se houver queda expressiva da imunidade durante tratamentos de quimioterapia, doenças debilitantes ou nos períodos de estresse intenso. Na maioria dos casos, a doença se manifesta uma única vez e desaparece depois de algumas semanas.

O contágio se dá pelas vias respiratórias ou pelo contato com as lesões. É um vírus altamente transmissível, que se espalha em ambientes onde as pessoas ficam muito próximas, como no trabalho ou em salas de aula.

Sua ação é parecida com o vírus da herpes simples. A diferença é seu impacto nas terminações nervosas: é mais avassalador.

Os principais sintomas são: dores nevrálgicas, coceira, formigamento, dor de cabeça, febre e o surgimento de bolhas na pele semelhantes às da infecção pelo herpes simples. A doença acompanha os trajetos nervosos e costuma atacar só um lado do tórax, das costas, do abdômen ou do rosto.

Seu primeiro indício é uma hipersensibilidade na pele, de tal ordem que até uma brisa passa a ser um tormento. A dor pode ser muito forte. Outra manifestação é a erupção de feridas mais isoladas umas das outras em comparação com as causadas pelo herpes simples tipo 1.

O zoster pode ainda causar inflamação dos nervos (nevralgia pós-herpética), provocando dores que permanecem mesmo depois do fim das lesões.

Quanto mais precocemente for iniciado o tratamento, melhor será o prognóstico.

A herpes apareceu, o que fazer?

Ao menor sinal da doença, procure um médico. Nem pense em estourar ou cutucar os ferimentos. Fazendo isso você pode transmitir a herpes tanto para o próprio dedo, por exemplo, quanto para pessoas próximas. A herpes ainda não possui cura, mas alguns anti-virais podem amenizar os efeitos da doença.

Outra opção é o uso de lasers que podem ser utilizados para encurtar o período de manifestação ou de maneira preventiva.

Na gravidez, a herpes simples pode representar uma preocupação. Dentro do útero a criança está protegida, mas pode ser infectada durante o parto normal. Mantenha seu médico informado.

Lembre-se: para evitar a herpes é importante tentar levar uma vida menos estressante, com boas noites de sono e uma alimentação balanceada, mantendo assim suas defesas sempre alerta!

Vacinas

Vacinas estão sendo testadas para tratamento e prevenção do herpes simples, mas nenhuma comprovou ser totalmente eficaz.

* Com informações da revista Saúde! e portal do Dr. Drauzio Varella.

Com você é na base do beijo? Então é importante ficar atento aos riscos que se corre beijando várias bocas por ai. Confira abaixo algumas doenças que podem ser transmitidas através do beijo na boca!

Gripe suína
Achou que era só através de um espirro ou objeto contaminado que você pode contrair a nova gripe? Especialistas garantem que o beijo pode sim facilitar a contaminação. Agora já sabe…se o/a pretendente estiver gripado nada feito.

Meningite
Pois é quem diria que uma doença tão preocupante como a meningite poderia ser contraída através de um “beijo folião”. Médicos australianos fizeram um estudo e detectaram que beijar cerca de sete pessoas em duas semanas quadriplica as chances de se contrair a doença. Neste caso é melhor ficar atento e ser bem seletivo, afinal, a meningite é uma doença de evolução rápida e pode levar à morte.

Mononucleose
O nome diferente infelizmente não remete a nenhuma escola de samba nem a nenhum trio do circuito Barra – Ondina. A doença é transmitida através do beijo por um vírus chamado EpsteinBarr.

Por ser assintomática muitas vezes você tem e não sabe, logo, acaba passando ou recebendo a doença de brinde no carnaval. Se durante os dias de folia apresentar dor de garganta, fadiga, inchaço dos gânglios e tosse fique atento, talvez você tenha pago o preço por exagerar na “beijação”.

É importante lembrar que uma vez que você adquire a doença o vírus pode ficar incubado no organismo de 30 a 45 dias. Uma vez que se pega irá carregá-lo para o resto da vida.

Herpes
Independente de ter algum sinal que anuncie a doença, o portador da Herpes pode conter o vírus causador e transmiti-la por ai junto a confetes e serpentinas. A doença se manifestará quando a pessoa estiver com a imunidade baixa.

Cárie
Se bastava uma bala extra forte ou um chicletinho para o hálito do (da) pretendente te conquistar sugerimos uma seletividade maior. Isso porque aos que não tem a higiene bucal em dia, através do beijo pode pegar e transmitir cárie.

Sífilis
Apesar de a contaminação ser mais comum através da relação sexual, a Sífilis pode sim ser transmitida através do beijo. Qualquer ferida na boca é o suficiente para que a doença siga adiante vitimando outras pessoas. A bactéria causadora da Sífilis é chamada de Treponema Pallidum e pode dar o “ar da graça” até uma semana após o contágio e em diferentes partes do corpo.

“Fique atento às dicas e não vacile no carnaval. Uma folia bem aproveitada e consciente pode render doces lembranças. Pense nisso e pratique atitudes saudáveis.”