Ocultar

Halitose pode afetar o pulmão, os ossos e o coração

O mau hálito acarreta inúmeros problemas à saúde, atingindo o pulmão, os ossos e ao coração.

Este mal atinge cerca de 50 milhões de brasileiros, que sofrem com o afastamento no convívio social.

A má escovação, problemas sistêmicos e bactérias na boca podem ser as principais causas do mau hálito. “Essas bactérias também podem ser aspiradas para dentro dos pulmões, causando problemas respiratórios, como pneumonia”, comenta Dr. Alênio Calil, vice-presidente da SOBREHALI (Sociedade Brasileira de Estudos da Halitose).

Quando ocorre a proliferação dos micro-organismos, a circulação sanguínea pode ser atingida, de forma a ocorrer coágulos, principalmente quando há sangramento na gengiva.

Para evitar as doenças causadas pelo mau hálito, seguem algumas dicas do especialista:

 – Escove bem os dentes após as refeições, no mínimo, três vezes ao dia;

- Use fio dental em toda as escovações, ele é fundamental para não gerar gengivite, em função das bactérias que se acumulam entre os dentes e a gengiva;

-  Não se esqueça de limpar a língua onde é comum o acúmulo de resíduos e células mortas e que geram os gases do mau hálito;

-  Utilize produtos específicos para a halitose, recomendados por um especialista, e que podem auxiliar no combate ao mau hálito;

-  Não fique em jejum por longos períodos, o ideal é que você se alimente de três em três horas;

- Visite regularmente um dentista para que ele analise sua saúde bucal e identifique com exatidão qualquer tipo de problema.

É muito constrangedora a situação de ter algum conhecido com mau hálito e não saber como avisá-lo do problema. Para facilitar essa tarefa, a Associação Brasileira de Halitose (ABHA) criou um serviço que avisa quem tem hálito alterado por e-mail ou carta, sem identificar quem foi a pessoa que solicitou o serviço.

S.O.S Mau Hálito - Na carta enviada, a halitose é explicada e são sugeridos alguns testes que a pessoa pode fazer, como um autoexame da língua diante de um espelho, para verificar se há uma camada esbranquiçada ou amarelada que se deposita ao fundo. Além de trazer a indicação para se procurar um especialista e uma lista com profissionais em todo o Brasil.

Consciente de que algumas pessoas podem se aproveitar do serviço gratuito para enviar trotes, a Associação pede desculpas se quem receber o e-mail ou carta, não sofre do problema.

Segundo a ABHA, no Brasil, aproximadamente 30% da população sofre de halitose (mau hálito), cerca de 50 milhões de pessoas. A halitose em si não é uma doença, mas pode ser o sinal de que tem algo em desequilíbrio no organismo, algum problema de saúde ou alteração fisiológica.

Causas

A halitose é multifatorial, já que existem cerca de 60 causas distintas. Mas 90% dos casos têm origem na cavidade bucal. Os motivos podem ser de:

- Má higiene bucal ou placas bacterianas retidas na língua ou amídalas;

– Baixa produção de saliva, doenças de gengiva;

– Problemas em vias aéreas, como rinites, sinusites e adenóides.

– Estresse;

– Problemas renais ou hepáticos;

– Prisão de ventre acentuada;

– Origem fisiológica (jejum prolongado, dietas descontroladas, hálito da manhã e alimentação descontrolada)

– Uso excessivo de medicações;

– Fumo, drogas ou uso de bebidas alcoólicas;

– Utilização de soluções para bochecho que contenham álcool.

Desmistificação – Problemas relacionados ao estômago não interferem no hálito, somente em casos raros. Por muito tempo se acreditou que essa era uma evidência, mas nunca passou de crença, uma vez que não há nenhum dado científico ou clínico que comprove tal relação.

Como evitar

•    Procurar fazer pequenas refeições a cada 03 horas, jejum prolongado pode comprometer o hálito;

•    Evitar ingerir alimentos muito salgados, quentes ou condimentados, pois contribuem para o ressecamento bucal;

•    Ter uma dieta balanceada, incluindo uso de alimentos duros e fibrosos. Evitar consumir em excesso alimentos com odor carregado ou que contenham enxofre na composição, por exemplo, alho, cebola, picles, repolho, couve, brócolis;

•    Ingerir bastante água, média de 2 litros por dia;

•    Fazer corretamente a higiene bucal (incluindo limpeza da língua) e evitar o uso de soluções para bochecho que contenham álcool;

•    Ir ao dentista a cada seis meses para prevenir problemas dentários e gengivais;

•    Praticar atividades físicas e diminuir o estresse;

•    Evitar álcool e fumo em excesso;

A halitose pode causar problemas sócioemocionais, além de prejuízos pessoais e profissionais. O portador às vezes desenvolve insegurança para se aproximar das pessoas e conversar, depressão, ansiedade, entre outros fatores psicológicos.

Por isso é importante, após constatar que se tem mau hálito, buscar identificar as causas e o tratamento adequado para cada caso. Se você tem esse problema, não deixe de sorrir e se relacionar com os que estão a sua volta, procure um especialista.

Para avisar alguém que sofra de halitose, clique aqui.