Brasil terá grupos de apoio para pacientes com transtornos mentais
julho 1, 2010 por Blog da Saúde
Em: Saúde Mental
O Ministério da Saúde pretende incentivar com recursos financeiros a criação de grupos de ajuda mútua para pacientes com transtornos mentais em todo o país.
Inspirados no Alcoólicos Anônimos e em serviços dos Estados Unidos e da Europa, os grupos de apoio devem reunir os pacientes para discutir problemas do cotidiano e criar maneiras simples de driblá-los.
O plano faz parte da Reforma Psiquiátrica, iniciada em 2001, que tem como objetivo eliminar gradualmente os hospitais psiquiátricos e implementar uma rede substitutiva – com a criação de CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), das residências terapêuticas e a ampliação do número de leitos psiquiátricos em hospitais gerais.
Até agora, foram fechados 17,5 mil leitos em hospitais psiquiátricos públicos ou privados em todo o país. Ainda restam 35.426.
A proposta será votada hoje, 1º de julho, durante a 4ª Conferência Nacional de Saúde Mental, que acontece em Brasília.
Para o Ministério, esses grupos são uma ferramenta importante para a reabilitação social dos pacientes. Se for aprovado, isso será incorporado a programa nacional de saúde mental.
O número de grupos e o total da verba que será liderada ainda não foram definidos. Isso depende do interesse das cidades e associações. Hoje, há 140 entidades cadastradas no Ministério.
Um projeto piloto já está em andamento há dois anos no Rio de Janeiro (Angra) e no Piauí (Teresina).
Apesar de ser inspirado no Alcoólicos Anônimos, a dinâmica praticada é um pouco diferente. O grupo de apoio mútuo não segue a cartilha dos 12 passos para se recuperar. A proposta é de uma dinâmica mais livre.
Transtornos mentais atingem 23 milhões de pessoas no Brasil
No Brasil, 23 milhões de pessoas (12% da população) necessitam de algum atendimento em saúde mental. Pelo menos 5 milhões de brasileiros (3% da população) sofrem com transtornos mentais graves e persistentes.
De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, apesar de a política de saúde mental priorizar as doenças mais graves, como esquizofrenia e transtorno bipolar, as mais comuns estão ligadas à depressão, ansiedade e a transtornos de ajustamento.
Os problemas de saúde mentais ocupam cinco posições no ranking das dez principais causas de incapacidade, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Dados da OMS indicam que 62% dos países têm políticas de saúde mental, entre eles o Brasil.
Investimentos
Dados do Ministério da Saúde revelam aumento de 142,2% no investimento do governo federal na Política de Saúde Mental nos últimos sete anos, passando de R$ 619,2 milhões, em 2002, para R$ 1,5 bilhão, em 2009.
O governo também ampliou de 21%, em 2002, para os atuais 63% a cobertura de Centros de Atenção Psicossocial, com o aumento de 424 para 1.541 unidades em todo o País. A meta é chegar a 100% de cobertura.
Apesar de crescente, a distribuição desses centros ainda é desigual. O Amazonas, por exemplo, com 3 milhões de habitantes, tem apenas quatro centros. Dos 27 estados, só a Paraíba e Sergipe têm CAPS suficientes para atender ao parâmetro de uma unidade para cada 100 mil habitantes.
Além disso, as residências terapêuticas, segundo dados do Ministério da Saúde referentes a maio deste ano, ainda não foram implantadas em oito Estados: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Rondônia, Roraima e Tocantins.
No Pará, o serviço ainda não está disponível, mas duas unidades estão em fase de implantação. Em todo o Brasil, há 564 residências terapêuticas, que abrigam 3.062 moradores.
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maio 15, 2009 por Blog da Saúde
Em: Saúde Social
Quem tem um grande amigo (a) sabe como é bom vivermos cercados de pessoas especiais. A amizade é o sentimento que mais traz benefícios à nossa saúde. Quando seu amigo está contente, por exemplo, a chance de você começar a rir à toa é de 60%. Esta informação tem como fonte pesquisa realizada pela Harvard Medical School, nos EUA.
Mas é preciso estar sempre atento às suas companhias. Apesar de sabermos que nenhuma pessoa fica bem o tempo todo e que os amigos de verdade nos trazem apoio e conforto em momentos difíceis alguns problemas acontecem porque assim como o bom humor, a depressão também contagia. A médica psiquiatra Alexandrina Meleiro destacou em matéria veiculada na Revista Saúde que existem pessoas mais ou menos vulneráveis às influências. “A maturidade emocional é decisiva nessa hora. Pessoas que tem muita dificuldade para lidar com dores e frustrações são mais suscetíveis”.
Compartilhar dores e sofrimento pode ser uma excelente oportunidade para conquistar verdadeiros amigos. Em grupos de apoio e autoajuda, saber ouvir faz o paciente saber se esta bem ou mal e gera a troca de estímulo entre os participantes. Para que você conserve suas amizades verdadeiras e mantenha sua saúde em dia separamos algumas dicas publicadas na Revista Viva Saúde
| 6 DICAS PARA SER UM BOM AMIGO |
| 1 Passe mais tempo juntos. se você não pode participar das caminhadas, nem da ioga, telefone ou escreva um e-mail. as conversas não precisam ser longas e pessoais. esses pequenos momentos de “eu pensei em você!” podem construir uma forte rede de relações. |
| 2 Faça dos amigos uma prioridade. Talvez você devesse limpar a casa, lavar o cachorro, ir ao mercado, ou ver Tv (algumas pessoas pensam que precisam fazer isso!). você terá muito tempo para seus deveres quando morrer… Por ora, pense nos benefícios da amizade. |
| 3 Esteja por perto na saúde e na doença. apareça em funerais e casamentos, cirurgias e celebrações. seja sinceramente triste ou genuinamente alegre para com seu amigo. e inclua-o no bom e no não-tão-bom de sua vida. Um bom jeito de ser um bom amigo é incluir as pessoas. |
| 4 Não entre numa competição. Quem ligou por último? Quem gastou mais com os presentes de Natal? Quem se importa? se você tem um bom amigo, relaxe! se a amizade não é o máximo, talvez seja o momento de reavaliá-la. Os benefícios das amizades duram mais do que uma contagem de pontos. |
| 5 Preste atenção nas pequenas coisas. as conversas que mais importam são aquelas que duram apenas alguns instantes. Não são apenas as longas conversas que mantêm os amigos unidos. são as pequenas coisas cotidianas. Um jeito de ser um bom amigo é ter conversas curtas e doces. |
| 6 Veja as coisas positivas. Todos nós temos fraquezas e defeitos. Concentrar-se no lado bom de seus amigos manterá a amizade viva e forte. Para ser um bom amigo, esqueça das coisas que você gostaria que fossem diferentes. |
Lembrou do seu amigo? Indique este post e deixe seu comentário!
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